Home
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos
  
 
Lição 5, Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada
4º Trimestre de 2018 - As Parábolas de JESUS: As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante
Comentarista: Wagner Tadeu Gaby, pastor presidente da Assembleia de DEUS em Curitiba (PR)
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
AJUDA - Veja -  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao11-parabolas-realizandoavontadedopai.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-2tr10-jer-ocuidadocomasovelhas.htm
Slides https://ebdnatv.blogspot.com/2018/10/slides-da-licao-5-amando-e-resgatando.html
Vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=0t0IUZgP50w    
Slides slideshare – Lição 5, Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada, 4Tr18, Pr. Henrique, EBD NA TV
https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-5-amando-e-resgatando-a-pessoa-desgarrada-4tr18-pr-henrique-ebd-na-tv
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lc 15.7)
 
 
 

VERDADE PRÁTICA
JESUS é o Bom Pastor que deu a vida para resgatar suas ovelhas, as quais estavam desgarradas e distantes de DEUS.
 
 
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda – At 20.28 Os pastores devem cuidar de si mesmos e igualmente do rebanho
Terça – Pv 27.23 É dever dos pastores conhecer o estado de suas ovelhas
Quarta – Jr 23.1-4 Uma advertência seríssima aos que exercem o pastorado
Quinta – Jo 10.11,12 A principal diferença entre o bom pastor e o mercenário
Sexta – 1 Pe 5.2-4 Zelar e defender o rebanho de DEUS é dever do pastor
Sábado – Mt 2.6 O Líder Supremo que, como pastor, conduzirá o povo de Israel
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 15.3-10
3 – E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 4 – Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la?
5 – E, achando-a, a põe sobre seus ombros, cheio de júbilo; 6 – e, chegando à sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 7 – Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 8 – Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? 9 – E, achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. 10 – Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de DEUS por um pecador que se arrepende.

OBJETIVO GERAL - Despertar na classe o desejo de alcançar os que se afastaram da presença de DEUS.

PONTO CENTRAL - O amor divino é a grande mensagem das parábolas da ovelha e da dracma.
 
Resumo da Lição 5, Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada
I – INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS
1. A parábola da ovelha perdida.
2. A parábola da dracma perdida.
II – PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU
1. A vontade de DEUS é que todos os homens sejam salvos.
2. JESUS é um Pastor que está sempre em ação.
3. Resgatando a ovelha desgarrada.
1º) Procure pela pessoa.
2º) Comprometa-se com a responsabilidade assumida.
3º) Envolva a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos.
4º) Nutrir com a boa palavra significa não julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas.
III – HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE
1. DEUS não analisa os motivos pelos quais alguém se perde, mas o reencontro exige arrependimento.
2. DEUS está disposto a perdoar.
3. A alegria da salvação.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O relato das duas parábolas evidencia o interesse, o amor e a compaixão de DEUS por aqueles que se perderam.
SÍNTESE DO TÓPICO II - As parábolas deixam claro o interesse divino em todas as pessoas, por isso, devemos agir da mesma maneira que Ele, indo em busca dos que se desgarraram.
SÍNTESE DO TÓPICO III - A alegria que a volta de alguém proporciona nas regiões celestiais, deve ser experimentada por todos aqueles que servem a DEUS e que trabalham para que pessoas sejam resgatadas.
 
PARA REFLETIR - A respeito de “Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada”, responda:
O que a parábola da ovelha perdida ilustra? Esta parábola, que também fora contada em outra ocasião (Mt 18.12), ilustra a busca pelo perdido.
O que designa o termo “dracma”? O termo “dracma” designa uma moeda grega que era compatível ao denário romano, valor que era equivalente a um dia de salário de um trabalhador agrícola.
Na condição de perdidas, do que todas as pessoas precisam? Na condição de perdidas, todas as pessoas precisam de salvação (Rm 3.23) e o Senhor está disposto a salvá-las (Jo 3.16; 1 Tm 2.4; 2 Pe 3.9).
Cite um dos passos mínimos para se resgatar uma ovelha desgarrada. O aluno pode citar qualquer um dos quatro passos.
O que é preciso para que nossa alegria seja completa? Para que a nossa alegria seja completa precisamos da alegria do Senhor, pois ela é a nossa força (Jo 15.11; Ne 8.10).
 
 
 
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 5, Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada
I – INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS
 
INTRODUÇÃO
O que levou JESUS a apresentar a parábola da ovelha perdida (Lc 15.3-7), a parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) e a parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32)?
A murmuração dos religiosos de sua época a respeito de sua atitude de receber e comer com pecadores. Eles não compreendiam tal atitude, pois haviam se enclausurado em um grupinho de religiosos que se julgavam superiores a todos os demais. Para eles só seu grupo era merecedor de um tratamento especial de DEUS. JESUS, através destas parábolas lhes ensina o amor a todos e o desejo de DEUS em salvar a todos. Portanto, essas parábolas tratam do mesmo assunto: buscar quem se perdeu e a espera de DEUS em receber o pecador de volta!
 
Dracma - (Strong Português) - δραχμη drachme
1) dracma, moeda de prata grega que tem aproximadamente o mesmo peso do denário romano.

O que é a dracma?
A dracma é uma moeda grega de prata de uso no primeiro século d.C , por isso encontramos referências nos evangelhos exemplo no de Lucas. (Lu 15,8-9) Na frente e verso da dracma ática estava estampava a cabeça da deusa Atena numa face e na outra uma coruja.
Como estabelecer o valor atual do dracma?
A dracma possuía valor equivalente ao denário (moeda dos conquistadores romanos). Eles estabeleceram que o preço de um dia de trabalho para um trabalhador braçal equivaleria a 1 denário.
Hoje equivaleria a uma diária em torno de R$ 100,00 (cem reais).
 
Principal ensino das Parábolas aqui é:
"Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" (Mateus 19:10 ).
"Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento".( Lucas 5:32).
"Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11).
 O Senhor não retarda [ a ] sua promessa, ( como alguns a têm por tardança; ) mas é paciente ( longânimo ) para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. (2 Pedro 3:9).
 
Parábola da ovelha perdida e da dracma perdida e do filho pródigo estão em conexão.
100 ovelhas, se perdeu uma, 1%.
10 moedas, uma perdida, 10%.
Dois filhos, os dois estão perdidos, um fora de casa e outro dentro de casa. 100% de perda.
Ovelha perdida é o filho pródigo (perdido fora de casa - esbanjador e infiel).
Dracma perdida é o filho mais velho (perdido dentro de casa - não amava seu pai e nem seu irmão, não sabia perdoar).
Ovelha perdida representa os gentios. Também representa o filho mais novo, o filho pródigo.
Dracma perdida representa os judeus. Também representa o filho mais velho.
 

1. A parábola da ovelha perdida.
A parábola da ovelha perdida é encontrada também em Mateus 18: 12-14 
4. Deserto significa pasto aberto. Da que se perdeu. Um pastor contava suas ovelhas no fim de cada dia para se certificar de que nenhuma se desgarrou. Se faltasse uma, ia imediatamente à procura dela. Vai em busca. A preposição (gr. epi) significa que, além do pastor seguir a pista da ovelha, ele também a encontrava. A palavra dá a idéia de persistência e sucesso.
É evidente que o pastor deixava as 99 em segurança, dentro de um aprisco, feito de pedras, para depois ir em busca da ovelha perdida (esse era o costume).
5. Põe-na sobre os ombros. As ovelhas eram ensinadas desde que nasciam a andarem aos pares, de duas em duas e em bandos. Ela não sabia andar sozinha. Quase nunca a ovelha faz barulho quando se perde. A atenção da ovelha é pouca em seu caminho para o aprisco. A ovelha difere dos outros animais em que não consegue encontrar o seu caminho de volta ao aprisco. O pastor tem de trazê-la.
6. Perdida. A expressão é forte, enfatizando a posse – "minha ovelha, minha perdida" (gr. to probaton mou, to apolôlos). A ovelha que não se adaptou ao rebanho acaba se distraindo pelo caminho.
7. Justos que não necessitam de arrependimento. Uma referência semi-irônica feita aos fariseus, que se consideravam infinitamente melhores do que os publicanos e pecadores. Mas também significando que as 99 estavam seguras, bem tratadas e não precisariam de muita atenção durante o tempo que o pastor buscaria pela perdida. (Comentários - Moody)
 
2. A parábola da dracma perdida.
8. Ou qual é a mulher. A segunda parábola teria agradado à mulher que vivia a maior parte de sua vida dentro de casa, enquanto que a primeira seria do agrado do homem que vivia ao ar livre.
Tendo dez dracmas. As moedas eram mais escassas na Palestina do que o são na civilização atual pois grande parte do comércio era feito na base da troca.
As dracmas valiam cerca de quinze a dezessete centavos americanos cada uma. Representavam as economias de muitos anos. Esta, provavelmente valia 1 (um) denário que era o preço de um dia de trabalho, R$ 100,00 (cem reais) em nossos dias.
Acende a candela. Uma vez que as casas mais pobres do Oriente não tinham janelas, um candeeiro se tornava necessário mesmo de dia para poder se inspecionar os cantos escuros.
Varre a casa. A moeda podia muito facilmente ter-se perdido na poeira do chão batido.
9. Amigas e vizinhas. Estas palavras em grego são femininas, indicando que a mulher chamou outras mulheres para comemorar. (Comentários - Moody)
 
 
 
 
Parábola dos Dois Filhos - comentários - Moody
11. Certo homem tinha dois filhos. Esta parábola tem sido intitulada a Parábola do Filho Pródigo. Seria melhor se fosse chamada de a Parábola do Filho Perdido, ou O Pai Maravilhoso.
12. A parte que nos cabe dos bens. Um herdeiro tinha o direito de reclamar a sua parte de uma propriedade quando seu pai ainda estava vivo se assim o quisesse. O filho mais velho podia reclamar dois terços; os outros filhos dividiriam entre si o restante (Dt. 21:17).
Bens. Literalmente, sua vida (gr. ton bion), uma vez que a sua propriedade era a fonte de sua subsistência.
13. Uma terra distante. Muitos dos jovens mais ricos do tempo de Jesus iam a Roma ou Antioquia em busca da vida alegre da cidade.
Dissipou. A mesma palavra se usava em relação à sementeira (gr. dieskorpisen).
Dissolutamente (gr. asôtôs) isto é, esbanjando.
14. Naquela terra. A preposição grega kata, traduzida para em, dá a entender que a fome foi muito difundida, incluindo todo o território onde o rapaz morava.
Começou a passar necessidades, ou começou a ficar para trás.
15. Se agregou. A expressão é forte; literalmente, grudou-se (gr. ekollêthê).
O desespero forçou-o a se ligar com alguma pessoa proeminente por causa do sustento.
Guardar porcos. A maior humilhação possível para um judeu.
16. Alfarrobas. As vagens de alfarrobeira, que foram comidas por João Batista (Mt. 3:4). Eram vagens compridas, de paladar doce e constituíam freqüentemente parte da alimentação das pessoas pobres.
Dava. O verbo dá a entender um costume ou processo. "Ninguém lhe costumava dar alguma coisa".
17. Trabalhadores. Os servos pagos nos tempos bíblicos tinham a vida mais difícil do que os escravos, porque seu emprego era incerto, enquanto que os escravos podiam estar certos do alimento e abrigo.
18. Contra o céu. Em obediência ao terceiro mandamento, "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão", os judeus substituíam a palavra Deus por outros termos para não blasfemaram acidentalmente (cons. Mt. 5:34; 26:64, 65).
19. Trata-me. Esta petição indica uma completa mudança de atitude. Quando deixou o lar, disse, "Dá-me..." Partiu com uma exigência egoísta; voltou com humilde oração.
20. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou. O pai esperava ansioso a volta do rapaz cabeçudo.
21. Pai, pequei. O rapaz nunca terminou o discurso que tinha preparado (cons. vs. 18, 19). Tudo o que o pai queria era a confissão.
22. A melhor roupa. O melhor vestido estava reservado para um convidado de honra. Um anel era sinal da posição de filho, a qual ele tinha perdido quando desertou do círculo familiar.
23. O novilho cevado. Um animal costumava ficar preparado para uma ocasião especial, para que hóspedes de honra pudessem ser rapidamente servidos (cons. Gn. 18:7).
Regozijamo-nos. Dá a idéia de uma festa.
25. A música e as danças eram provavelmente fornecidas por artistas pagos. A volta do filho mais moço foi a causa dessa grande celebração.
28. Ele se indignou. A reação do filho mais velho foi de ciúme e aborrecimento. Ficou amargurado com aquilo que considerava uma injustiça. Não perdoava seu irmão mais novo. Achava-se merecedor sozinho, de tudo.
29. Há tantos anos que te sirvo. Uma tradução moderna seria: "Veja só! Eu tenho trabalhado como um escravo todos estes anos..." A linguagem dá a entender que o jovem estava cheio de justiça própria, auto-piedade e um alheamento íntimo aos sentimentos de seu pai comparável ao anterior afastamento do filho mais moço do seio da família.
Um cabrito seria nada comparado com o bezerro cevado. O filho acusava o pai de lhe passar o conto do vigário, enquanto era extravagantemente pródigo em favores com o seu irmão.
30. Esse teu filho. O irmão mais velho estava sendo insolente e pronto a pensar o pior em relação ao irmão mais jovem.
32. Foi achado. Por meio desta parábola, como também através das precedentes, Jesus mostrou a atitude de Deus para com os pecadores. Ele não aprova de maneira nenhuma sua atitude de rebeldia nem suas atitudes iradas, mas recebe-os de volta com alegria e os restaura no seu favor quando são arrependidos.
 
 
 
 
II – PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU

1. A vontade de DEUS é que todos os homens sejam salvos.
 
TODOS ESTÃO NA MESMA CONDIÇÃO DIANTE DE DEUS - PECADORES, CONDENADOS AO LAGO DE FOGO E ENXOFRE - FILHOS DA IRA
Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Efésios 2:3
 
ASSIM COMO A CONDENAÇÃO VEIO SOBRE TODOS, A GRAÇA E A MISERICÓRDIA DE DEUS VEIO SOBRE TODOS. O DESEJO DE DEUS É QUE TODOS SEJAM SALVOS.
Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Romanos 5:18
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:4
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9
 
TODOS MERECEM SEREM CONDENADOS, MAS TODOS PODEM SER SALVOS.
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Romanos 10:9
2. JESUS é um Pastor que está sempre em ação.
 
JESUS VAI A FRENTE DAS OVELHAS - ELAS O SEGUEM PORQUE CONHECEM SUA VOZ - O PASTOR QUE DÁ SUA VIDA PELAS OVELHAS É AMADO POR ELAS.
Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. João 10:11-15
 
JESUS ERA O EXEMPLO PRÁTICO DE FILHO DE DEUS - BASTA-NOS IMITÁ-LO PARA QUE POSSAMOS AGRADAR A DEUS E SERMOS SALVOS.
Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. João 6:68
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14:9
Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; Atos 2:22
Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas. 2 Coríntios 12:12
Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. 1 Pedro 2:21
Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou. 1 João 2:6
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. 1 Pedro 5:2-4
 
SENDO ASSIM, DEVEMOS IMITAR JESUS E ENSINARMOS AS PESSOAS A IMITAREM JESUS VENDO NOSSO EXEMPLO DE IMITADORES. O AMOR É O SEGREDO.
Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. 1 Coríntios 11:1
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. João 13:15
 
 
3. Resgatando a ovelha desgarrada.
 
A ovelha que acaba se desgarrando o faz pelo fato de que ainda não está firme e precisa encontrar meios para estruturar sua fé evitando que se afaste das demais (v.4). Por isso, além da intercessão, há quatro passos mínimos para se resgatar uma ovelha desgarrada:
1º) Procure pela pessoa, demonstre interesse e evite julgamentos e questionamentos sobre os motivos de seu afastamento;
2º) Comprometa-se com a responsabilidade assumida. Resgatar é muito mais trabalhoso do que converter. Esteja disposto a apoiar a pessoa, colocando-se ao seu lado em todos os momentos possíveis;
3º) Envolva a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos, para que ela sinta o desejo de ser útil e de se envolver com as atividades da igreja.
4º) Nutrir com a boa palavra significa não julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas; significa ajudar a entender e buscar a compreensão das doutrinas e princípios da igreja, para que, aos poucos, compreenda por si próprio o que a doutrina ensina e com esta compreensão encontre razões para adquirir firmeza.
 
INTEGRAÇÃO OU DISCIPULADO
A integração das pessoas que aceitam é muito importante
Nós enfrentamos ultimamente uma grande dificuldade na área Evangelística. É que se fazem grandes concentrações fora e dentro do templo. Tais como:
Congresso de Mocidade, Congresso de Senhoras, Congresso de Círculo de Oração, Cruzadas Evangelística etc...
Gastam-se fortunas com cantores, pregadores, som. Agrega-se grandes coletividades, mas no fim do conclave, soteriologicamente falando o saldo é negativo.
 Mas não se converteu grande número? Que houve? Onde estão eles? É aí que vejo a necessidade da integração.
DEFININDO A INTEGRAÇÃO
Integração é tornar inteiro, completar, incorporar-se, discipular Mt 28; 19.20; At 20.20.
Uma igreja sem integração é como uma mãe que dá a luz e abandona seu filho, na calçada, lixeira ... porta alheia.
Uma igreja por menor que seja tem normalmente 144 cultos públicos por ano.
Ganha no mínimo 192 almas por ano mas só batizamos de 10 a 15 das 192.
Que está havendo? Por um saldo tão negativo? Falta de integração.
QUE É INTEGRAÇÃO?
É tudo que se faz para ajudar o Neófito (Novo convertido) a adaptar-se a nova fé.
DESPERTANDO A VOCAÇÃO
Toda criança em fase de desenvolvimento deixa escapar sua vocação.
O novo convertido em fase de crescimento espiritual, também deixa escapar sua vocação ou talento, entregue por Deus para o bom andamento da obra.
Cantor (a), pregador (a), Pastor, Evangelista, Presbíteros, Diáconos(isas),  Auxiliares do círculo de oração,  Maestros (inas),  Músicos,  ... etc.
Ajude o neófito a descobrir sua vocação. Como ajudar?
Dando-lhe oportunidade para desenvolver o talento, se cantor, cantando, se pregador, pregando, etc...
A INTEGRAÇÃO É BÍBLICA? SIM
Natanael Jo 1.45,51
Os judeus At 15.13
Barnabé fez a integração de Paulo At 11:25, 26
Paulo faz a integração dos Efésios Mt 19.1,7
Paulo faz a integração de Onésimo Fm 8.17
Felipe faz a integração do Eunuco At 8.34,38
 COMO DEVE SER FEITA A INTEGRAÇÃO
a)  Com preparo Bíblico Rm 12.7
b)  Com dedicação e amor
c)  Com visitação rápida e objetiva.
 
 
 
 
III – HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE

1. DEUS não analisa os motivos pelos quais alguém se perde, mas o reencontro exige arrependimento.
 
Arrependimento (Dicionário Português)
s. m. 1. Ato de arrepender-se; pesar sincero de algum ato ou omissão. 2. Contrição. 3. Mudança de deliberação.
 
ARREPENDIMENTO (Dicionário Teológico)
[Do gr. metanoia, mudança de mente ] Compunção, contrição. Tristeza causada pela violação das leis divinas, pela qual o indivíduo é constrangido a voltar-se a DEUS para implorar-lhe o imerecido favor (2 Co 7.10).
No Antigo Testamento, temos o vocábulo niham que traduz a idéia de arrepender-se . No grego, podemos contar com pelo menos duas palavras: metanoeõ e apostrepho. Tanto na língua hebréia, quanto na grega, os termos usados para arrependimento encerram a seguinte idéia: "voltar-se para longe de, ou em direção de".
 
ARREPENDER-SE (Almeida)
1) Sentir tristeza por uma atitude tomada; lamentar-se (Êx 13.17).
2) Mudar de atitude (Jr 34.11).
3) Chegar ao ARREPENDIMENTO (Mt 12.41; Lc 15.7).
 
ARREPENDIMENTO (Almeida)
Decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se a abandoná-lo, baseando sua confiança em DEUS, que perdoa (Mt 3.2-8; 2Co 7.9-10; 2Pe 3.9). O complemento do arrependimento é a FÉ 2. E os dois juntos constituem a CONVERSÃO.
 
Strong Português - Sinônimos
A distinção freqüentemente feita é: 3338 refere-se a uma mudança emocional; 3340 a uma mudança de escolha; 3338 significa nada mais que pesar equivalente a remorso; 3340, aquela reversão de propósito moral conhecida como arrependimento; esta distinção parece não manter-se pelo uso. Contudo, que 3340 é o termo mais completo e mais nobre, expressivo de ação e fim moral, é indicado não somente pela sua derivação, mas pela maior freqüência do seu uso e pelo fato de ser usado muitas vezes no imperativo.
 
Strong Português - נחם nocham
1) arrependimento, pesar
μετανοεω metanoeo
1) mudar a mente, i.e., arrepender-se
2) mudar a mente para melhor, emendar de coração e com pesar os pecados passados
 
Arrependimento
A palavra metanoeo (grego) ocorre 32 vezes no N.T. e significa: mudar de parecer, arrepender-se. O substantivo metanoia (grego) ocorre 23 vezes e significa: mudança de sentimentos, arrependimento. Metamelomai (grego) aparece pouco, e é usado quase exclusivamente no sentido de lastimar-se, ter remorso. Arrependimento (metanoeo), arrepender-se mudar de pensamento, virar-se, voltar-se. O sentido primário no judaísmo sempre é uma mudança de atitude, do homem para com Deus e na sua maneira de viver a vida.
É uma mudança de opinião, uma mudança de atitude que realmente produz mudança de direção nos pensamentos, nas palavras e nas ações.
Metanoia, no mínimo, é usada para indicar o processo total da mudança. Deus concedeu aos gentios arrependimento para a vida (At 11.18); a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação (2Co 7.10). No entanto, de modo geral, se pode dizer que metanoia denota aquela mudança interior na mente, afeições, convicções e lealdades que se arraiga no temor a Deus e na tristeza pelos delitos cometidos contra Ele, a qual, quando é acompanhada pela fé em Jesus Cristo , resulta no abandono do pecado e na volta para Deus e Seu serviço na totalidade da vida. Ela nunca traz pesar e é dada por Deus (At 11.18). Metanoeo, indica a mudança interior consciente.
 
JESUS não se preocupa em dizer o porquê de a ovelha ter se perdido. Ele não está preocupado se ela é uma ovelha “rebelde” que gostava de fugir. A primeira preocupação do pastor é encontrar a ovelha. JESUS age da mesma forma com quem se afastou do redil, da Igreja. Por isso, contou essa história, para mostrar que Ele está à procura da ovelha perdida (Lc 15.3,4,7). Na verdade, a mais simples resposta para ser encontrado por JESUS, e cuidado por Ele, se chama “arrependimento”. Temos de entender que, sem arrependimento, será impossível salvar-nos e ficar firmes com CRISTO (Lc 15.17,18)
 
2. DEUS está disposto a perdoar.
 
O Perdão Pela Confissão
“Qual é a garantia de que a confissão é importante para DEUS? A própria Palavra de DEUS. Ela garante que a confissão é premiada com a misericórdia. ‘O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia’ (Pv 28.13).
DEUS sabe que estamos sujeitos às leis deste mundo, mais exige que pautemos uma vida dentro dos padrões estabelecidos por Ele. E quando nos afastamos desse padrão, Ele espera que admitamos nossa falha e retornemos para Ele por meio da confissão. Todos nós conhecemos o texto áureo da confissão: ‘Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça’ (1 Jo 1.9).
Não podemos ter por hábito apenas dizer para DEUS o que fizemos como se lêssemos para DEUS uma lista de nossas infelizes decisões e atos. Mais que enumerar pecados, DEUS espera que concordemos com Ele que erramos e que precisamos do seu perdão.
E Davi reconheceu o seu erro. Ele sabia que em DEUS acharia a graça para a recuperação de seu pecado. DEUS, por meio da confissão de Davi, não permitiu que ele permanecesse naquela situação: ‘Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão’ (Sl 37.23,24). Como diz Richard D. Philips, ‘enquanto a verdade condena, a verdade e a graça juntas restauram o pecador’.
Não estamos imunes ao pecado em um mundo decaído. Não podemos dizer que jamais pecaremos, ou que ficaremos o tempo todo em vigilância. Mas podemos ter certeza de que DEUS, em sua grande misericórdia, aceitará o pecador arrependido e o restaurará à comunhão perdida” (COELHO, Alexandre. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, pp. 168-72).
 
Não há pecado que DEUS não possa perdoar se nós verdadeiramente estivermos dispostos a pedir perdão (Is 1.18). Conforme pode ser visto na parábola do filho pródigo, não há pecador arrependido que DEUS não acolha em seus braços, console o coração e lhe dê paz (Lc 15.20-24). Na primeira das parábolas estudadas, lemos que JESUS diz que o pastor colocou a ovelha em seus ombros e a carregou (v.5). Provavelmente isso seja necessário porque a ovelha caminhou demais, está cansada e talvez tenha se machucado no caminho que percorreu para longe do seu pastor.
3. A alegria da salvação.
 
ALEGRIA (Dicionário Teológico)
[Do lat. alacer ] Satisfação, contentamento, júbilo. De conformidade com as Sagradas Escrituras, a alegria do crente independe das circunstâncias. Como dom de DEUS e fruto do ESPÍRITO SANTO, pode ser desfrutada sob as mais adversas condições (Gl 5,22).
Eis as palavras hebraicas mais usadas no Antigo Testamento para expressar alegria: simhã - gozo, riso; gûl - saltar, ser alegre; e: sãmeah - brilhar, estar contente. No Novo Testamento, temos os seguintes vocábulos: chara - gozo; chairo - regozijar-se. Esta alegria pode manifestar-se até mesmo em meio às perseguições e às mais impensáveis provas (Mt 5.12; 2 Co 12.9). A graça de CRISTO faz-nos assentar nos lugares celestiais.
 
João 16.20-24
20 - Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. 21 - A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. 22 - Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará. 23 - E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. 24 - Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
A alegria, qualidade ou virtude do fruto do ESPÍRITO, independe do que está acontecendo a nossa volta. O crente pode estar alegre mesmo estando preso numa cadeia, como aconteceu com Paulo, quando escreveu aos Filipenses. essa alegria é provinda da comunhão e intimidade com o ESPÍRITO SANTO. O crente que está alegre espiritualmente não se entristece com as circunstâncias a sua volta. A situação moral, espiritual ou material dos outros não pode abalar sua alegria com DEUS. A alegria da certeza da salvação e da viva esperança do arrebatamento não pode ser subjugada pelos problemas da vida.
 
MANTENDO UM ESPÍRITO DE ALEGRIA 
Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se! (Filipenses 4:4) 
Este versículo expressa o tema do livro de Filipenses, esforçar-se por alegrar-se sempre no Senhor (cf. 3:1). 
Alegrar-se é um fator tão vitalmente importante para a estabilidade espiritual dos crentes que Paulo repete seu comando para dar ênfase: novamente eu vou dizer, regozijai-vos! Esta repetição pressupõe que na realidade não era fácil ser alegre. A alegria era necessária para que os Filipenses crescessem acima das circunstâncias. 
Alguns, erradamente identificando alegria como uma emoção puramente humana, ficam intrigados pelo comando de Paulo para que os filipenses se alegrassem, repetindo isso por duas vezes. As pessoas podem ser comandadas a produzir uma emoção? A alegria não é um sentimento, é a confiança lá no fundo que DEUS está no controle de tudo para o crente alcance sua própria glória, e, portanto, tudo está bem, não importa quais sejam as circunstâncias.
 
Se por um lado o pecador encontra paz na salvação outorgada pelo Senhor, é também um fato de que ele torna-se uma pessoa feliz (Sl 51.12). Ao terminar de contar cada uma das duas parábolas que estudamos, JESUS disse que, da mesma forma, “há alegria diante dos anjos de DEUS por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10). Portanto, para que a nossa alegria seja completa precisamos da alegria do Senhor, pois ela é a nossa força (Jo 15.11; Ne 8.10).
 
CONCLUSÃO
 
INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS
A parábola da ovelha perdida nos revela que ovelhas podem se perder pelo caminho e se perderem do rebanho. É aquele que se perde lá fora. É aquele que achou algo que o atraiu para longe do rebanho. Precisa de perdão para salvação.
A parábola da dracma perdida nos revela que ovelhas podem estar perdidas dentro da casa de DEUS. É aquele que não sabe perdoar os irmãos que pecam. É aquele que não é feliz no lugar em que congrega. É aquele que nada produz para o reino de DEUS. É aquele que não ama nem seu pastor e nem seus irmãos. Precisa de perdão para salvação.
PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU
A vontade de DEUS é que todos os homens sejam salvos, JESUS morreu por todos. Basta crer para ser salvo. DEUS ama a todos sem exceção.
JESUS é um Pastor que está sempre em ação, está sempre buscando salvar, está sempre pronto  a perdoar.
Para Resgatar a ovelha desgarrada precisamos procurar pela pessoa desgarrada, nos comprometer com a responsabilidade assumida, nos envolver com a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos. Nutrir com a boa palavra sem julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas.
HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE
DEUS não analisa os motivos pelos quais alguém se perde, mas o reencontro exige arrependimento. DEUS está disposto a perdoar para que cada um alcance a alegria da salvação.

DEUS está esperando a sua volta (Lc 15.20). Ele perdoará os seus pecados, não os lançará em seu rosto. Tirará de você as vestes imundas (Is 64.6), e lhe dará novas roupas que são os dons do ESPIRITO SANTO (At 2.39). Quer voltar aos braços do Pai celeste? Aceite JESUS e terá um lugar à mesa do banquete com Ele, no céu! Grande será a alegria ali com sua volta (Lc 15.7,32). Venha sem demora!
 
 
AJUDA EXTRA
A Ovelha e a Dracma Perdidas - Lucas 15. 1-32 - Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT - CPAD
Aqui está:
I
A presença diligente dos publicanos e pecadores no ministério de Cristo. Uma grande multidão de judeus o acompanhava (Lc 14.25) com tanta certeza de admissão no Reino de Deus, que Ele achou necessário lhes dizer algo que iria abalar as suas vãs esperanças. Aqui, multidões de publicanos e pecadores se chegavam a Ele com um temor humilde e modesto de serem rejeitados, e assim o Senhor considerou necessário encorajá-los, especialmente porque pessoas arrogantes e soberbas os desaprovavam. Os publicanos coletavam o tributo pago aos romanos. Alguns talvez fossem maus, mas todos eles eram diligentemente taxados com uma má reputação, por causa dos preconceitos da nação judaica contra as suas atribuições. Eles eram, às vezes, classificados junto com as meretrizes (Mt 21.32); aqui e em outras passagens eram classificados como pecadores. Eles eram, abertamente, corruptos que negociavam com meretrizes. Eram conhecidos devassos. Alguns pensam que o termo pecadores, aqui, tinha o significado de pagãos, e que Cristo estava agora do outro lado do Jordão, ou na Galiléia dos gentios. Talvez estes tenham se chegado quando a multidão dos judeus que o havia seguido tivesse partido (por ocasião do discurso expresso no encerramento do capítulo anterior); desse modo, os gentios passaram a ouvir os apóstolos depois que os judeus os haviam rejeitado. Eles se chegavam ao Senhor Jesus com medo de se aproximarem mais do que apenas o suficiente para que pudessem ouvir. Eles se chegavam a Ele, não como alguns faziam, para solicitar curas, mas para ouvir a sua doutrina excelente. Note que todas as vezes que nos aproximarmos de Cristo devemos ter a intenção de ouvi-lo; ouvir as instruções que Ele nos dá, e as suas respostas às nossas orações.
II
A indignação que os escribas e fariseus sentiram com isso. Eles murmuraram, e passaram a reprovar o nosso Senhor Jesus: Este recebe pecadores e come com eles, v. 2. 1. Eles estavam enfurecidos pelo fato dos meios da graça terem sido concedidos aos publicanos e pecadores, pelo fato de serem chamados ao arrependimento, e serem encorajados a esperar o perdão assim que se arrependessem; pois os escribas e fariseus julgavam o caso dos gentios desesperador, e pensavam que ninguém além dos judeus tivesse o privilégio de se arrepender e ser perdoado, embora os profetas tivessem pregado o arrependimento às nações. Eles não perceberam que Daniel pregou o arrependimento a Nabucodonosor. 2. Eles consideravam um absurdo da parte de Cristo, e uma incoerência com a respeitabilidade de seu caráter, familiarizar-se com aquele tipo de pessoas, admiti-los em sua companhia e comer com eles. Eles não poderiam, por vergonha, condená-lo por pregar a eles, embora isto fosse exatamente o que mais os enfurecia; portanto, eles o reprovavam por comer com eles, o que era mais expressamente contrário à tradição dos anciãos. A censura recairá não só sobre as pessoas mais inocentes e mais excelentes, mas sobre as ações mais inocentes e mais excelentes, e não devemos achar isso estranho.
III
A justificação de Cristo a esse respeito, mostrando que quanto piores fossem estas pessoas a quem Ele pregava, mais glória redundaria a Deus, e mais alegria haveria no céu, se por sua pregação eles fossem levados ao arrependimento. Seria uma visão mais agradável no céu ver gentios levados a adorar o verdadeiro Deus, do que ver judeus na mesma situação. Seria uma visão mais agradável ver publicanos e pecadores viverem um tipo de vida obediente, do que ver escribas e fariseus viverem uma vida assim. O Senhor ilustra este fato através de duas parábolas, que têm a mesma explicação.

1. A parábola da ovelha perdida.
Algo semelhante nos foi apresentado em Mateus 18.12. Ali o propósito foi mostrar o cuidado que Deus tem pela preservação dos santos, como a razão pela qual não devermos ofende-los; aqui o propósito é mostrar o prazer que Deus sente pela conversão dos pecadores, como a razão pela qual devemos nos regozijar. Temos aqui:
(1) O caso de um transgressor que segue em caminhos pecaminosos. Ele é como uma ovelha perdida, uma ovelha extraviada; ele está perdido de Deus, que não tem a honra e o serviço que deveriam ser-lhe prestados por ele; está perdido do rebanho, que não tem comunhão com ele; perdido de si mesmo: ele não sabe onde está, vagueia sem rumo, está continuamente exposto aos animais de rapina, sujeito a sustos e terrores, longe do cuidado do pastor, necessitado dos pastos verdejantes. E, por si só, não é capaz de encontrar o caminho de volta ao aprisco.
(2) O cuidado que o Deus do céu tem pelos pobres pecadores errantes. Ele continua a cuidar das ovelhas que não se extraviaram.Elas estão seguras no deserto. Mas há um cuidado particular a ser empreendido por esta ovelha perdida; E, embora Ele tenha cem ovelhas, um rebanho considerável, não perderá aquela única, mas vai à sua procura, e mostra uma abundância de cuidados: [1] Ao encontrá-la. Ele a segue, perguntando por ela, e procurando-a, até que a encontra. Deus segue os pecadores apóstatas com os chamados de sua Palavra e com os esforços do seu Espírito, até que por fim eles sejam levados a pensar em voltar. [2] Ao levá-la para casa. Embora Ele a encontre cansada, e talvez inquieta e extenuada por causa de suas peregrinações, e incapaz de ser guiada para casa, Ele não a deixa para morrer, e diz: “Não me incomodo por carregá-la para casa”. Ele a põe sobre os seus ombros, e com muito carinho e esforço, a conduz para o aprisco. Isto é bem aplicável à grande obra da nossa redenção. A humanidade desviou-se de seu caminho, Isaías 53.6. O valor de toda a humanidade para Deus era semelhante ao daquela única ovelha para aquele que tinha cem. Que perda teria sido para Deus se todas elas tivessem sido deixadas à morte? Há um mundo de anjos santos que são como as noventa e nove ovelhas, um rebanho nobre. No entanto Deus envia o seu Filho para buscar e salvar o que se havia perdido, Lc 19.10. Está escrito que Cristo junta os cordeiros em seus braços, e os carrega em seu seio, denotando sua compaixão e carinho pelos pobres pecadores. Aqui está escrito que Ele os coloca sobre os seus ombros, denotando o poder com o qual Ele os apóia e sustenta; aqueles a quem Ele carrega sobre os seus ombros jamais poderão perecer.
(3) O prazer que Deus sente pelos pecadores que voltam arrependidos. Ele os coloca sobre os seus ombros, cheio de júbilo por não ter perdido o trabalho de busca; e a alegria é maior porque começara a perder a esperança de achá-la. Então, convoca os amigos e vizinhos, os pastores que guardam os seus rebanhos à sua volta, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo. Talvez entre as canções pastorais que os pastores costumavam cantar houvesse uma para uma ocasião como esta, da qual estas palavras poderiam ser o refrão: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida; enquanto nunca cantavam: Alegrai-vos comigo, porque não perdi nenhuma ovelha. Observe, Ele a chama sua ovelha, apesar de desgarrada, uma ovelha que vagava perdida. Ele possui o direito a ela (todas as almas são minhas), e Ele as reivindicará como sua propriedade, e recuperará o que é seu por direito. Portanto, Ele mesmo vai atrás dela: Eu a achei; Ele não mandou um servo, mas o seu próprio Filho, o Grande e Bom Pastor, que achará o que procura, e será achado daqueles que o buscarem.

2. A parábola da dracma perdida.
(1) Aqui quem perde é supostamente uma mulher, que se entristecerá grandemente pela sua perda, e se alegrará muito ao encontrar o que havia perdido, talvez mais do que aconteceria com um homem. Portanto, estes detalhes servem melhor ao propósito da parábola. Ela tem dez dracmas, e delas perde apenas uma. Deixemos que pensamentos elevados da bondade divina nos acompanhem – apesar da pecaminosidade e miséria do mundo da humanidade – sugerindo que haja nove criaturas para uma na criação de Deus que retenham a sua integridade, nas quais Deus é louvado, e nunca foi desonrado. Na parábola anterior esta proporção seria de noventa e nove para uma. Ó, que seres incontáveis, pelo que sabemos miríades incontáveis de seres, que nunca se perderam, e que nunca se desviaram das leis e das finalidades da sua criação! (2) O que está perdido é uma moeda de prata, uma dracma – a quarta parte de um siclo. A alma está sendo representada pela prata, que tem o seu valor intrínseco; não um metal inferior, como o ferro ou o chumbo, mas a prata, cujas minas são minas nobres. A palavra hebraica para prata é tirada do fato dela ser tão desejável. É uma moeda de prata, por isso a dracma é desejada; ela é estampada com a imagem e a inscrição de Deus, e portanto deve ser entregue a Ele. No entanto, ela era comparativamente de pequeno valor, sugerindo que se um homem pecador for deixado para morrer, Deus não perderia nada (mas estejamos contentes porque Deus não pensa assim; Ele valoriza cada pessoa!). Esta dracma de prata estava perdida no pó; uma alma mergulhada no mundo, dominada pelo amor a ele, e pelos cuidados dele, é como uma moeda no pó; qualquer um diria: É uma pena que ela permaneça ali. (3) Mostra-se aqui muito cuidado e esforço na busca da moeda. A mulher acende uma candeia para olhar atrás da porta, debaixo da mesa, e em todos os cantos da casa; ela varre a casa, e procura com diligência até a achar. Isto representa as diversas maneiras e métodos que Deus usa para levar as almas perdidas para a sua própria casa: Ele acendeu a candeia do Evangelho, não para mostrar a si mesmo o caminho até nós, mas para nos mostrar o caminho até Ele, para que pudéssemos nos descobrir. Ele varreu a casa através das convicções da Palavra; Ele busca com diligência, o seu coração está empenhado no trabalho de trazer as almas perdidas para si mesmo. (4) Aqui é apresentada uma grande alegria por encontrá-la: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida, v. 9. Aqueles que se alegram desejam que os outros se alegrem com eles; aqueles que ficam felizes querem que ou outros fiquem felizes com eles. Ela estava alegre por ter achado a moeda, embora fosse gastá-la na festa para a qual convidou as amigas. O repentino prazer de encontrá-la a coloca, naquele momento, em um estado de euforia; eureca, eureca – eu achei, eu achei, esta é a linguagem da alegria.
3. A explicação destas duas parábolas, que trazem o mesmo significado (v. 7, 10): Assim haverá alegria no céu, diante dos anjos de Deus, por um pecador que se arrepende, como aconteceu com aqueles publicanos e pecadores, com pelo menos alguns deles (e, se apenas um deles se arrependesse, Cristo consideraria que tudo teria valido a pena), mais do que por um grande número de justos que não necessitam de arrependimento. Observe:
(1) O arrependimento e a conversão de pecadores na terra é motivo de alegria e de júbilo no céu. É possível que os maiores pecadores sejam levados ao arrependimento. Enquanto há vida há esperança, e não se deve ficar desesperado com o pior; e se os piores pecadores se arrependerem e se converterem, encontrarão misericórdia. No entanto, isto não é tudo: [1] Deus se alegrará em lhes mostrar misericórdia, considerará a sua conversão um retorno por todo o esforço empregado em benefício deles. Há sempre alegria no céu. Deus se alegra em todas as suas obras, mas particularmente nas obras de sua graça. Ele se alegra por fazer o bem aos pecadores penitentes, com todo o seu coração e com toda a sua alma. Ele não só se alegra com a conversão das igrejas e das nações, mas mesmo com um pecador que se arrepende, embora seja apenas um. [2] Os anjos bons se alegrarão pela misericórdia mostrada aos pecadores, não se queixando disso, embora aqueles que tinham a mesma natureza deles, e que pecaram, tivessem sido deixados para perecer, e nenhuma misericórdia lhes tivesse sido mostrada. Estes pecadores que se arrependem, que foram tão maus e tão vis, são recebidos no céu em comunhão com os anjos, e logo se tornam como eles, passando a ser semelhantes a eles. A conversão dos pecadores é a alegria dos anjos, e eles alegremente se tornam espíritos ministradores para servi-los para o seu bem, através da sua conversão. A redenção da humanidade é motivo de alegria na presença dos anjos. Eles cantam Glória a Deus nas alturas, Lc 2.14.
(2) Há mais alegria por um pecador que se arrepende, e passa a ser religioso em seu curso de vida que era notoriamente maligno e perverso, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. [1] Há mais alegria pela redenção e salvação dos homens caídos do que pela preservação e confirmação dos anjos que permanecem, e que na verdade não necessitam de arrependimento. [2] Há mais alegria pela conversão dos pecadores da Galiléia, e dos publicanos que agora ouviam Cristo pregar, do que por todos os louvores e devoções, e por todos os “Graças te dou ó Deus”, dos fariseus, e dos outros judeus que justificavam a si mesmos. Estes pensavam que não precisavam de arrependimento, e que Deus se alegrava abundantemente neles, e lhes daria glória, como aqueles que mais o honravam. Mas Cristo lhes diz o contrário, que Deus era mais louvado, e se alegrava mais com o coração quebrantado e penitente de um daqueles pecadores desprezados, do que por todas as longas orações que os escribas e fariseus faziam; aqueles eram homens que não podiam ver nada incorreto em si mesmos. [3] Há mais alegria pela conversão de um pecador tão grande, um fariseu como Paulo tinha sido em seu tempo, do que pela conversão normal de alguém que sempre agiu bem e de forma decente, e que comparativamente não necessita de arrependimento, não precisa de uma mudança geral de vida, como necessitam aqueles grandes pecadores. Não é bom se desviar; mas a graça de Deus, tanto no poder como na compaixão desta graça é mais manifestada na recuperação de grandes pecadores do que na condução daqueles que nunca se desviaram. E, muitas vezes, aqueles que foram grandes pecadores antes de sua conversão, depois provam o bem de forma mais eminente e zelosa. Paulo é um exemplo deste caso; portanto, nele Deus foi grandemente glorificado, Gálatas 1.24. Aqueles a quem muito foi perdoado, muito amarão. Estamos falando de acordo com a maneira dos homens. Somos mais tomados por uma alegria sensível pela recuperação do que tínhamos perdido, do que pela manutenção daquilo que sempre temos desfrutado. Por exemplo, geralmente ficamos mais felizes pela saúde após a doença do que pela saúde sem a doença. É como estarmos mortos, e voltarmos a viver. Uma vida constantemente religiosa pode ser, em si, algo muito valioso; contudo, uma conversão repentina de um curso mau e de um caminho pecaminoso, pode gerar um prazer ainda mais surpreendente. Agora, se há esta alegria no céu pela conversão dos pecadores, então os fariseus eram completamente estranhos a um espírito celestial, pois faziam tudo o que podiam para impedi-la e se entristeciam com ela. Eles se mostraram exasperados com Cristo enquanto Ele estava fazendo uma obra que era, de todas as outras, a mais grata ao Céu.
 
O Filho Pródigo - Lucas 15. 11-32
Temos aqui a parábola do filho pródigo, e o seu escopo é o mesmo das parábolas anteriores. Ela mostra como é agradável a Deus a conversão dos pecadores, dos grandes pecadores, e como Ele está pronto a receber e acolher a estes, quando se arrependem. Mas as circunstâncias da parábola mostram de forma muito maior e mais completa as riquezas da graça do Evangelho do que as anteriores mostraram, têm mostrado, e mostrarão enquanto o mundo existir. A utilidade do precioso Evangelho – aos pobres pecadores, tanto para guiá-los como para encorajá-los a se arrependerem e se voltarem a Deus – tem um valor inestimável. Agora:
I
A parábola representa Deus como um Pai comum para toda a humanidade, para toda a família de Adão. Todos somos seus descendentes, temos um único Pai, e um único Deus nos criou, Malaquias 2.10. Dele nós recebemos a nossa existência, nele nós ainda a temos, e dele recebemos nosso sustento. Ele é o nosso Pai, porque nos educa e compartilha conosco, e nos colocará em seu testamento, ou nos deixará de fora, de acordo com o nosso procedimento, ou seja, se formos, ou não, filhos obedientes a Ele. O nosso Salvador aqui sugere àqueles fariseus orgulhosos que estes publicanos e pecadores, a quem eles assim desprezavam, eram seus irmãos, participantes da mesma natureza, e que, portanto, deveriam se alegrar com qualquer bondade que lhes fosse demonstrada. Deus não é somente Deus dos judeus, mas também é o Deus dos gentios (Rm 3.29): o mesmo Senhor sobre todos, que é rico em misericórdia para com todos aqueles que o invocam.
II
Ela representa os filhos dos homens de diferentes aspectos, embora todos estejam ligados a Deus como seu Pai. Ele tinha dois filhos, um deles um jovem sério, reservado e austero, sóbrio, mas nem um pouco bem humorado com aqueles que viviam à sua volta; uma pessoa assim permaneceria firme em sua educação, e não seria removido dela facilmente. Mas o outro filho era volúvel e inconstante, impaciente com as restrições, gostava de perambular, e sentia o desejo de tentar a sua sorte. Se ele caísse em mãos erradas, provavelmente se tornaria um devasso, apesar de sua educação virtuosa. Agora este último representa os publicanos e pecadores, a quem Cristo está tentando levar ao arrependimento, e também os gentios, a quem os apóstolos deveriam ser enviados a pregar o arrependimento. O primeiro representa os judeus em geral, e particularmente os fariseus, pessoas que o Senhor Jesus estava tentando reconciliar com a graça de Deus que é oferecida e conferida aos pecadores.
O filho mais novo é o pródigo, cujo caráter e exemplo, aqui, têm o propósito de representar um pecador. Ele está representando cada um de nós em nosso estado natural, mas, especialmente, o estado de alguns. Agora devemos observar em relação a ele,
1. A sua vida desregrada, e a sua perambulação, quando aquele filho era um pródigo, como também as extravagâncias e misérias em que ele caiu. Somos informados sobre vários detalhes:
(1) Qual foi o pedido que aquele jovem fez ao seu pai (v. 12): Ele disse ao pai, de forma orgulhosa e bastante atrevida: “Pai, dá-me” – ele poderia ter colocado um pouco mais de doçura em suas palavras, e ter dito, Rogo que me dês, ou, Senhor, por favor, dá-me; mas ele faz uma exigência imperiosa – Dá-me a parte da fazenda que me pertence; não tanto quanto julgares apropriado me conceder, mas aquilo que me cabe por direito. Note que é ruim, e o começo de algo ainda pior, quando os homens consideram os dons de Deus como dívidas. Dá-me a minha parte, toda a minha parte como filho, aquilo que me pertence; e não, Prova-me com um pouco, e veja como eu consigo administrar isto, e, desta maneira, me entregue mais a título de confiança. Mas aquele moço estava dizendo, em outras palavras, Dê-me agora a posse de tudo, e eu não esperarei nada no futuro, nada quando morreres. Note que a grande loucura dos pecadores, e o que os arruína, é se sentirem satisfeitos por terem a sua porção imediatamente. Eles têm um forte desejo de receber coisas boas agora, nesta vida. Eles olham somente para as coisas que são vistas, que são temporais, e cobiçam somente uma gratificação imediata, mas não têm nenhuma preocupação quanto à felicidade futura, quando tudo aqui estiver gasto e acabado. E por que ele desejava ter a sua porção da herança em suas próprias mãos? Para que pudesse se dedicar a algum negócio, e negociar com ela, e então ganhar mais? Não, ele não tinha nenhum pensamento deste tipo. Mas ele pode ter tido vários pensamentos: [1] Ele estava cansado do governo de seu pai, da boa ordem e disciplina da família de seu pai, e gostava daquela que é falsamente chamada de liberdade. Mas, na verdade, esta é a maior escravidão, pois é uma liberdade para pecar. Veja a loucura de muitos jovens que são educados religiosamente, mas são impacientes quanto aos limites de sua educação, e nunca se consideram donos de si mesmos, pessoas que têm o controle de si mesmas, até terem quebrado todos os laços com Deus, e desatado todos as cordas; e, em troca destas, eles se amarraram com as cordas de suas próprias luxúrias. Aqui está a origem da apostasia dos pecadores em relação a Deus; eles não permitirão ser amarrados com as regras do governo de Deus; eles mesmos serão como deuses, não conhecendo outro certo e errado que não seja aquilo que lhes agrada. [2] Ele desejava sair dos limites da vista de seu pai, pois isto sempre foi algo que o incomodava, e que freqüentemente lhe trazia alguma reprovação. No fundo da impiedade dos ímpios estão uma timidez em relação a Deus, e uma disposição para não crer em sua onisciência. [3] Ele estava desconfiado da administração de seu pai. Ele mesmo queria administrar o que lhe pertencia, pois pensava que seu pai estaria economizando para si mesmo como uma garantia para o futuro, e, por esta razão, o limitava em suas despesas atuais, e aquele jovem não gostava disto. [4] Ele era orgulhoso quanto a si mesmo, e tinha um grande conceito sobre a sua própria suficiência. Ele pensava que se tivesse a sua porção da herança em suas próprias mãos, poderia administrá-la melhor que o seu pai, e assim teria mais lucros. Há mais jovens arruinados pelo orgulho do que por qualquer tipo de luxúria. Os nossos primeiros pais se arruinaram, bem como a todos os seus descendentes, por causa de uma ambição tola de serem independentes, e de não serem devedores nem mesmo a Deus; e este mesmo sentimento está no fundo da persistência dos pecadores em seu pecado – eles querem ser absolutamente auto-suficientes.
(2) Quão bom o seu pai foi para ele: E ele repartiu por eles a fazenda. Aquele pai calculou o que tinha para repartir entre os seus filhos, e deu ao filho mais novo a sua parte, oferecendo ao mais velho a sua, que deveria ser uma porção dobrada. Mas parece que o mais velho desejou que o seu pai ainda a guardasse consigo, e podemos ver que ele foi beneficiado por ter uma atitude tão nobre (v. 31): Todas as minhas coisas são tuas. Ao preferir manter algo reservado com o seu pai, o mais velho ganhou todas as coisas. O pai deu ao filho mais novo aquilo que ele lhe pediu, e o filho não tinha nenhum motivo para reclamar de que algo estivesse errado na partilha; ele teve tanto quanto esperava, e talvez até mais. [1] Desse modo, agora ele poderia ver a bondade de seu pai, como estava disposto a agradá-lo e tranqüilizá-lo, e que não era um pai maldoso como o filho parecia querer representar quando buscou alguma desculpa para partir. [2] Assim, o filho pródigo logo veria a sua própria loucura, e reconheceria que não era um administrador tão hábil quanto pensava ser. Note que Deus é um Pai bondoso para todos os seus filhos, e dá a cada um deles a vida, e o fôlego, e todas as coisas, mesmo para os maus e ingratos, dieilen autois ton bion – Ele compartilhou a vida com eles. Deus, ao nos dar a vida, está nos colocando em condições de servi-lo e glorificá-lo.
(3) Como ele administrou sua própria vida, após ter recebido sua parte em suas próprias mãos. Ele passou a gastá-la o mais rápido que pode e, como os pródigos geralmente fazem, em pouco tempo tornou-se um errante: Poucos dias depois, v. 13. Note que se Deus alguma vez nos deixar por nossa própria conta, não demorará muito para que nos afastemos dele. Quando o freio da graça restritiva é tirado, nós logo partimos da sua gloriosa presença. O filho mais novo determinou que deveria partir naquele momento. E, para isso, juntou tudo o que pôde. Pecadores que se desviam de Deus estão arriscando tudo o que possuem.
Agora a condição do pródigo nesta sua perambulação representa para nós um estado pecaminoso, este estado miserável no qual o homem está caído.
[1] Um estado pecaminoso é um estado de abandono e afastamento em relação a Deus. Em primeiro lugar, o próprio pecado é uma apostasia em relação a Deus. Ele partiu da casa de seu pai. Os pecadores fogem de Deus; eles vivem dissolutamente longe dEle; eles se revoltam com a lealdade a Ele, como um servo que foge de seu serviço, ou uma esposa que traiçoeiramente deixa o seu marido. E eles dizem a Deus, Aparta-te. Eles se afastam dele o quanto podem. O mundo é a terra longínqua na qual eles estabelecem a sua residência, e se sentem em casa; e neste serviço e prazer eles desperdiçam todas as suas coisas. Em segundo lugar, ficar afastado de Deus é uma desgraça para cada pecador, pois o Senhor é a Fonte de todo o bem. Os pecadores vão ficando cada vez mais longe dele. O que é o próprio inferno, além de ficar longe de Deus?
[2] Um estado pecaminoso é um estado de gastos: Ali ele desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente (v. 13), gastando-a com as meretrizes (v. 30), e em pouco tempo ele havia gastado tudo, v. 14. Ele comprou roupas caras, gastou grandes quantias em comida e bebida, banqueteou-se associado com aqueles que o ajudaram a dar um fim – em pouco tempo – a tudo o que tinha. Quanto a este mundo, aqueles que vivem dissolutamente desperdiçam o que têm, e terão muito pelo que responder, por gastarem, com as suas luxúrias, aquilo que deveria ser para o sustento necessário deles mesmos e de suas famílias. Mas isto deve ser aplicado espiritualmente. Aqueles que pecam voluntariamente desperdiçam o seu patrimônio; pelo fato de empregarem mal os seus pensamentos e todo o poder de suas almas, gastam mal o seu tempo e todas as suas oportunidades. Eles não só enterram, mas defraudam os talentos que recebem, com os quais deveriam negociar em benefício da honra de seu Senhor. E os dons da Providência, que tinham o propósito de capacitá-los para servirem a Deus, e com os quais eles deveriam fazer o bem, tornam-se o alimento e o combustível das suas luxúrias. A alma que se torna escrava tanto do mundo quanto da carne, desperdiça a sua fazenda, e vive dissolutamente. Um único pecador é capaz de destruir muitos bens, Eclesiastes 9.18. Os bens que ele destrói são valiosos, e nenhum deles lhe pertence. Ele desperdiça os bens do seu Senhor, pelos quais deverá prestar contas.
[3] Um estado pecaminoso é um estado de necessidade: Quando gastou tudo com as meretrizes, elas o abandonaram para buscarem outra presa. E houve naquela terra uma grande fome, tudo era escasso e caro, e então começou a padecer necessidades, v. 14. Note que o desperdício intencional traz um triste estado de necessidade. Uma vida dissoluta, com o passar do tempo – e talvez em pouco tempo – leva o homem a ter falta de um pedaço de pão, especialmente quando tempos maus apressam as conseqüências de uma má administração.Uma boa gerência teria feito uma provisão para tais ocasiões. Isto representa a miséria dos pecadores, que jogaram fora as próprias bênçãos e misericórdias que recebem, assim como o favor de Deus, o seu interesse em Cristo, as intercessões do Espírito, e as admoestações da consciência; estas coisas eles trocaram pelo prazer dos sentidos, e pela riqueza do mundo, e então estão prontos para perecer pela falta delas. Os pecadores carecem das coisas que fazem bem à alma; eles não têm nem comida nem roupa para ela, nem qualquer provisão para o futuro. Um estado pecaminoso é como uma terra onde a fome reina, uma fome severa e poderosa. Porque o céu é como o latão (os orvalhos dos favores e das bênçãos de Deus são retidos, e passamos necessidade das coisas boas, se Deus negá-las a nós), e a terra é como ferro (o coração do pecador, que deveria gerar coisas boas, está seco e estéril, e não há nada de bom nele). Os pecadores são desgraçadamente e miseravelmente pobres; e, o que agrava ainda mais esta triste situação, é que eles mesmos se colocam nesta condição, e se mantêm nela recusando os suprimentos que lhes são oferecidos.
[4] Um estado pecaminoso é um estado servil e vil. Quando a vida dissoluta deste jovem o levou a padecer necessidades, a sua necessidade o levou à servidão. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, v. 15. A mesma vida ímpia que antes foi representada por viver dissolutamente é aqui representada por viver de forma servil; porque os pecadores são perfeitos escravos. O diabo é o cidadão daquela terra; porque ele está tanto na cidade como no campo. Os pecadores juntam-se a ele, contratam-se para o seu serviço, para fazerem a obra dele, para estarem às suas ordens, para dependerem dele para o sustento, e para que possam ter uma porção. Aqueles que cometem pecados são servos do pecado, João 8.34. Como este jovem nobre rebaixou-se e se depreciou, quando se empregou em um serviço tão baixo e sob as ordens de um senhor como esse! Ele o mandou para os seus campos, não para alimentar ovelhas (havia algum crédito neste trabalho; Jacó, Moisés, e Davi, cuidavam de ovelhas), mas para apascentar porcos. O negócio dos servos do diabo é fazer provisões para a carne, para satisfazer as concupiscências desta, e isto não é melhor do que alimentar porcos gananciosos, sujos e barulhentos; e como as almas racionais e imortais poderiam se desgraçar mais?
[5] Um estado pecaminoso é um estado de insatisfação perpétua. Quando o pródigo começou a padecer necessidades, ele pensou em ajudar a si mesmo indo trabalhar; e ele deveria estar contente com a provisão que não a casa, mas o campo, fornecia; mas esta é uma provisão pobre: E desejava encher o seu estômago, satisfazer a sua fome, e alimentar o seu corpo, com as bolotas que os porcos comiam, v. 16. O jovem senhor se colocou em uma boa situação, fazendo par com os porcos! Note que os pecadores, quando se afastam de Deus, e prometem a si mesmos a satisfação, ficarão certamente desapontados; eles trabalham naquilo que não pode satisfazer, Isaías 55.2. Aquilo que é a pedra de tropeço da sua iniqüidade nunca fartará a sua alma, nem encherá as suas entranhas, Ezequiel 7.19. Bolotas são alimento para os porcos, não para os homens. A riqueza do mundo e os entretenimentos dos sentidos servirão para os corpos; mas o que são estas coisas para as almas preciosas? Elas não servem à sua natureza, nem satisfazem os seus desejos, nem suprem as suas necessidades. Aquele que se associa com estas coisas se apascenta de vento (Os 12.1), apascenta-se de cinzas, Isaías 44.20.
[6] Um estado pecaminoso é um estado que não pode esperar alívio de nenhuma criatura. Este pródigo, quando não conseguiu ganhar o seu pão através do trabalho, começou a mendigar; mas ninguém lhe dava nada, porque eles sabiam que havia trazido a miséria sobre si mesmo, e porque era devasso e insuportável a todos; um pobre assim recebe menos compaixão. Isto, na aplicação da parábola, sugere que aqueles que se afastam de Deus não podem ser ajudados por nenhuma criatura. Em vão clamam ao mundo e à carne (aqueles deuses aos quais serviram); eles têm aquilo que envenena a alma, mas não têm nada para a alimentar e nutrir. Se tu recusares a ajuda de Deus, como é que alguma criatura poderá te ajudar?
[7] Um estado pecaminoso é um estado de morte: Este meu filho estava morto, vv. 24, 32. Um pecador não está morto somente na lei, pois está debaixo da sentença de morte, mas morto no estado também, morto em transgressões e pecados, destituído de vida espiritual; sem união com Cristo, sem os seus sentidos espirituais exercitados, sem vida com Deus, e portanto morto. O pródigo na terra longínqua estava morto para o seu pai e para a sua família, separado deles, como um membro amputado do corpo ou um ramo cortado da árvore, e, portanto, morto, e por sua própria culpa.
[8] Um estado pecaminoso é um estado perdido: Este meu filho tinha-se perdido – perdido para tudo o que era bom – perdido para toda a virtude e honra – perdido para a casa de seu pai; eles não tinham nenhuma alegria por causa dele. As almas que estão separadas de Deus são almas perdidas; perdidas como um viajante que está fora de seu caminho. E, se a infinita misericórdia não impedir, logo estará perdido como um navio que está afundado no mar, perdido de forma irrecuperável.
[9] Um estado pecaminoso é um estado de loucura e frenesi. Isto é sugerido na expressão (v. 17), “Caindo em si”, que sugere que ele tinha estado fora de si. Com certeza ele estava assim quando deixou a casa de seu pai, e muito mais neste estado quando se chegou a um dos cidadãos daquela terra. Foi dito que a loucura está no coração dos pecadores, Eclesiastes 9.3. Satanás tomou posse da alma; e que loucura furiosa era a daquele que estava possuído por uma Legião! Os pecadores, como aqueles que estão loucos, destroem-se com loucas concupiscências e, ainda ao mesmo tempo, enganam-se com loucas esperanças; e eles são, dentre todas as pessoas doentes, os maiores inimigos de sua própria cura.
2. Temos aqui seu retorno de sua perambulação, seu retorno penitente para o seu pai. Quando ele foi levado para a última extremidade, então refletiu consigo mesmo quão melhor seria voltar para casa. Note que não devemos ficar desesperados com o pior; porque enquanto há vida, há esperança. A graça de Deus pode amolecer o coração mais endurecido, e trazer uma feliz reviravolta para a corrente de corrupção mais forte. Agora observe aqui:
(1) Qual foi a ocasião de seu retorno e arrependimento. Foi a sua aflição; quando ele estava padecendo necessidades, então caiu em si. Note que as aflições, quando santificadas pela graça divina, demonstram ser meios felizes de converter pecadores do erro de seus caminhos. Por elas o ouvido é aberto para a disciplina e o coração é disposto a receber instruções; e elas são provas sensatas tanto da vaidade do mundo quanto dos danos do pecado. Aplique isto espiritualmente. Quando descobrimos a insuficiência das criaturas para nos fazer felizes, e já tentamos em vão todas as outras maneiras de alívio para as nossas pobres almas, então está na hora de pensarmos em voltar para Deus. Quando vemos que, exceto Cristo, os consoladores são miseráveis e os médicos não têm valor para uma alma que geme sob a culpa e o poder do pecado, e que nenhum homem nos dá o que precisamos, então devemos, certamente, buscar a Jesus Cristo.
(2) Qual foi o preparativo para isso; foi a reconsideração. Ele disse, dentro de si mesmo, ele argumentou consigo mesmo, quando recuperou o seu juízo: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão! Note que a reconsideração é o primeiro passo para a conversão, Ezequiel 18.28. Ele reconsidera, e se converte. Reconsiderar é nos recolhermos em nós mesmos, refletirmos sobre nós mesmos, compararmos uma coisa com outra, e decidirmos corretamente. Agora observe o que foi que ele considerou.
[1] Ele considerou quão ruim era a sua condição: Eu aqui pereço de fome. Não só, “Estou com fome”, mas, “Pereço de fome, porque não vejo como poderia esperar um alívio”. Note que os pecadores só virão a ser servos de Cristo quando se virem prestes a perecer no serviço do pecado; e a consideração disso deve nos levar a Cristo. Mestre, salva-nos, pois perecemos. E embora sejamos levados a Cristo desse modo, Ele não nos rejeitará, nem achará uma desonra sermos forçados a ir a Ele, mas, antes, honrado por ser requisitado em um momento desesperador.
[2] Ele considerou quão melhor poderia ser voltar: Quantos trabalhadores de meu pai, os mais inferiores em sua família, os próprios servos da casa, têm abundância de pão, em uma casa boa que ele possui! Note, em primeiro lugar, que na casa do nosso Pai há pão para toda a sua família. Isto foi ensinado através dos doze pães da proposição, que estavam constantemente sobre a mesa santa no santuário, um pão para cada tribo. Em segundo lugar, há pão suficiente e em abundância, suficiente para todos, suficiente para cada um, suficiente para ceder àqueles que se juntarem aos empregados, suficiente até mesmo para ceder a outrem como uma caridade. Ainda assim há espaço; há as migalhas que caem de sua mesa, com as quais muitos estariam contentes e agradecidos. Em terceiro lugar, até mesmo os trabalhadores na família de Deus são bem providos; os mais símplices que forem admitidos em sua família, para fazer a sua obra, e depender de suas recompensas, serão bem providos. Em quarto lugar, a consideração deste fato deve encorajar os pecadores, que se desviaram de Deus, a pensar em voltar para Ele. Assim a adúltera raciocina consigo mesma, quando fica desapontada com seus novos amantes: Ir-me-ei e tornar-me-ei a meu primeiro marido, porque melhor me ia, então, do que agora, Oséias 2.7.
(3) Qual foi o propósito disso. Uma vez que a sua condição é tão ruim, e pode ser melhorada voltando para o seu pai, a sua consideração chega, por fim, a esta conclusão: Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai. Note que os bons propósitos são coisas boas; mas, mesmo assim, as boas atitudes são todas consideradas.
[1] Ele determinou o que fazer: Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai. Ele não perderá mais tempo considerando isso, mas sem demora se levantará e partirá. Embora ele esteja em uma terra longínqua, muito distante da casa de seu pai, retornará. Cada passo de apostasia de Deus deve ser um passo de volta em retorno a Ele. Embora o jovem tenha estado trabalhando para um dos cidadãos daquela terra, ele não coloca nenhuma dificuldade para romper o acordo com ele. Não somos devedores à carne. Não estamos debaixo de nenhuma obrigação de avisar nossos capatazes egípcios, mas somos livres para deixar o serviço quando assim desejarmos. Observe com que resolução ele fala: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai: Estou decidido que farei isto, não importa o que seja necessário, em vez de ficar aqui e morrer de fome.”
[2] Ele decidiu o que iria dizer. O verdadeiro arrependimento é levantar-se, e ir até Deus: Eis que venho a ti. Mas que palavras levaremos conosco? Ele aqui considera o que dizer. Note que todas as vezes que nos dirigirmos a Deus, é bom pensarmos com antecedência no que diremos, para que possamos levar nossa causa diante dele, e encher nossa boca com argumentos. Nós temos liberdade de expressão, e devemos pensar seriamente em como podemos usar esta liberdade ao máximo. Contudo, não podemos abusar dela. Observemos o que ele se propôs a dizer.
Em primeiro lugar, Ele confessaria a sua falta e loucura: Pequei. Note, visto que todos nós pecamos, nos cabe muito bem reconhecer que pecamos. A confissão do pecado é requerida e insistida, como uma condição necessária para a paz e o perdão. Se alegarmos que somos inocentes, nos colocaremos em um julgamento pela aliança de inocência, a qual certamente irá nos condenar. Se alegarmos que somos culpados, com um coração contrito, penitente e obediente, recorreremos à aliança da graça, que oferece perdão àqueles que confessarem os seus pecados.
Em segundo lugar, o jovem reconheceria a sua falta como grave, e ficaria tão longe de atenuar o problema, a ponto de colocar um fardo sobre si mesmo: Pequei contra o céu e perante ti. Que aqueles que são desobedientes aos seus pais terrenos pensem nisso; eles pecam contra o céu e perante Deus. As ofensas contra eles são ofensas contra Deus. Pensemos todos nisso: sendo o nosso pecado excessivamente acentuado, devemos nos apresentar excessivamente tristes por causa dele. 1. O pecado é cometido como uma atitude de desprezo pela autoridade que Deus tem sobre nós: Pecamos contra o céu. Deus aqui é chamado de céu, significando que Ele é exaltado nas alturas acima de nós, e que Ele domina sobre nós, pois o céu governa tudo e todos. A malignidade do pecado é dirigida para o alto; é contra o céu. É dito que o pecador arrogante pôs a sua boca contra os céus, Salmos 63.9. No entanto, isto é uma malícia impotente, porque não podemos ferir os céus. É uma malícia tola; o que é lançado contra os céus cairá sobre a cabeça daquele que o lançar, Salmos 7.16. O pecado é uma afronta ao Deus do céu, é o confisco das glórias e das alegrias do céu que o pecador arrependido poderia desfrutar, e uma contradição dos propósitos do reino dos céus. 2. O pecado é cometido em desprezo ao olhar de Deus que está sobre nós: Pequei contra o céu e perante ti. Pequei sob o teu olhar, pelo que não poderia haver afronta maior contra o Senhor.
Em terceiro lugar, Ele iria julgar e condenar a si mesmo por isso, reconhecendo que perdeu todos os privilégios da família: Já não sou digno de ser chamado teu filho, v. 19. Ele não nega o parentesco (porque isto era tudo o que ele tinha para confiar), mas reconhece que o seu pai poderia, com justo motivo, negar o parentesco, e fechar a sua porta contra ele. O jovem tinha recebido, por sua própria exigência, a porção dos bens que pensava que lhe pertencia, e não tinha motivos para esperar por mais nada. Note que cabe aos pecadores reconhecerem-se como indignos de receber qualquer favor da parte de Deus, humilhando-se e rebaixando-se diante dele.
Em quarto lugar, o jovem iria, entretanto, suplicar para ser admitido na família, mesmo que no cargo mais inferior dela: Faze-me como um dos teus trabalhadores: isto já será bom o suficiente, e bom demais para mim. Note que os verdadeiros penitentes têm um elevado apreço pela casa de Deus, e pelos seus privilégios, e ficarão felizes em qualquer lugar, contanto que possam estar dentro dela, nem que sejam apenas como porteiros, Salmos 84.10. Se for imposto a ele – como uma mortificação – que se sente com os servos, ele não só se sujeitará a isso, mas considerará um privilégio, em comparação com o seu estado presente. Aqueles que retornam a Deus – contra quem se revoltaram – só podem desejar de um modo ou de outro serem empregados por Ele, e colocados na posição de servi-lo e honrá-lo: Faze-me como um dos teus trabalhadores, para que eu possa mostrar que amo a casa do meu pai tanto quanto a desprezei.
Em quinto lugar, em tudo isto ele iria ver o seu pai como um pai: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai.” Note que enxergar a Deus como um Pai, e o nosso Pai, será de grande utilidade em nosso arrependimento e retorno a Ele. Isto tornará genuína a nossa tristeza pelo pecado, tornará fortes as nossas decisões contra o pecado, e nos encorajará a esperar o perdão. Deus tem prazer em ser chamado de Pai tanto pelos penitentes como pelos suplicantes. Não é Efraim um filho querido?
(4) Como é que o jovem colocou este propósito em prática: E, levantando-se, foi para seu pai. Ele colocou em prática a sua boa decisão sem demora; ele bateu enquanto o ferro estava quente, e não adiou o pensamento para algum momento mais conveniente. Note que é nosso interesse concluir rapidamente as nossas convicções. Dissemos que iríamos nos levantar e ir? Levantemo-nos e vamos imediatamente. Ele não parou na metade do caminho, fingindo estar cansado, e que não poderia ir além; mas, mesmo fraco e aflito como estava, ele foi até o fim em seu propósito. “Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, para mim voltarás; e, se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando” (Jr 4.1). Em outras palavras, Israel deveria voltar a fazer as suas primeiras obras.
3. Temos aqui sua recepção e a acolhida que recebeu junto a seu pai: Ele foi para seu pai; mas, ele foi bem recebido? Sim, entusiasticamente bem recebido. E, a propósito, este é um exemplo para os pais cujos filhos foram tolos e desobedientes. Se eles se arrependerem, e se sujeitarem, os pais não devem ser ríspidos e severos com eles, mas devem ser governados pela sabedoria que vem do alto, que é suave e facilmente concedida quando pedida. Com isso, os pais precisam ser seguidores de Deus, misericordiosos como Ele. Mas tudo isto tem o propósito principal de demonstrar a graça e a misericórdia de Deus aos pobres pecadores que se arrependem e voltam para Ele, e a prontidão do Senhor para perdoá-los. Agora, observe aqui:
(1) O grande amor e a grande afeição com que o pai recebeu o filho: E, quando ainda estava longe, viu-o o pai, v. 20. Ele expressou a sua bondade antes do filho expressar o seu arrependimento; pois Deus nos concede antecipadamente as bênçãos de sua bondade. Mesmo antes de pedirmos, Ele responde; porque Ele sabe o que está nos nossos corações. Eu disse, confessarei, e tu perdoarás. Como são vivas as imagens apresentadas aqui! [1] Aqui estavam olhos de misericórdia, e estes olhos tinham uma visão rápida: Quando ainda estava longe, viu-o o pai, antes de qualquer outro de sua família ter-se dado conta dele, como se do topo de alguma torre alta ele estivesse olhando na direção do caminho pelo qual o seu filho tinha partido, com um pensamento assim, “Ó, como eu gostaria de ver ao longe aquele meu filho desventurado voltando para casa!” Isto sugere o desejo de Deus pela conversão dos pecadores, e a sua prontidão em encontrar aqueles que vêm em sua direção. Ele procura homens, quando eles se desviam dEle, para ver se voltarão para Ele, e está atento à mínima inclinação deles em sua direção. [2] Aqui estavam as entranhas da misericórdia, e estas entranhas estavam se revolvendo dentro dele. Assim, o pai estava se compadecendo pela visão de seu filho: ele se moveu de íntima compaixão. A miséria é o objeto da piedade, mesmo a miséria de um pecador; embora ele a tenha trazido sobre si mesmo, Deus se compadece. Angustiou-se a sua alma por causa da desgraça de Israel, Oséias 11.8 e Juízes 10.16. [3] Aqui estavam pés de misericórdia, e estes pés andaram rapidamente: Correndo. Isto denota como Deus é rápido para mostrar misericórdia. O filho pródigo veio devagar, debaixo de um fardo de vergonha e medo; mas o pai carinhoso correu para encontrá-lo, oferecendo o seu encorajamento. [4] Aqui estavam braços de misericórdia, e estes braços esticaram-se para abraçá-lo: Lançou-se-lhe ao pescoço. Embora culpado e merecendo ser castigado, embora sujo, e recém-chegado de alimentar porcos, de forma que qualquer um que não tivesse as mais fortes e mais ternas compaixões que um pai teria relutado em tocá-lo, ele, assim, o toma em seus braços, e o coloca em seu seio. Os verdadeiros penitentes são tão queridos para Deus, e são assim bem-vindos ao Senhor Jesus. [5] Aqui estavam lábios de misericórdia, e estes lábios estavam pingando como um favo de mel: O beijou. Este beijo não só assegurou que o jovem era bem-vindo, mas selou o seu perdão; as suas primeiras loucuras serão todas perdoadas, e não serão mencionadas contra ele, nem uma palavra é dita a título de censura. Este foi como o beijo de Davi em Absalão, 2 Samuel 14.33. E isto sugere como o Senhor Jesus está pronto, livre e ansioso por receber e acolher os pobres pecadores que se arrependem e voltam, de acordo com a vontade de seu Pai.
(2) A submissão penitente que o pródigo demonstrou a seu pai (v. 21): E o filho lhe disse: Pai! Pequei. Assim como é louvável a bondade que o bom pai mostrou antes que o pródigo expressasse seu arrependimento, também é louvável o arrependimento que expressou depois que seu pai lhe mostrou tanta bondade. Quando recebeu o beijo que selou seu perdão, ele disse: Pai, pequei. Note que mesmo aqueles que receberam o perdão de seus pecados, e o sentimento reconfortante do perdão, devem ter em seus corações uma sincera contrição e, com suas bocas, devem fazer uma confissão penitente disso, mesmo daqueles pecados que têm motivos para esperar que estejam perdoados. Davi escreveu o salmo 55 depois que Natã disse: “O Senhor tirou o teu pecado, tu não morrerás”. Mas o sentimento reconfortante do perdão do pecado deve aumentar a nossa dor por ele; e esta é uma dor evangélica sincera que é aumentada por esta reconsideração. Veja Ezequiel 16.63: Para que te envergonhes, quando me reconciliar contigo. Quanto mais virmos a presteza com que Deus nos perdoa, mais contritos deveremos estar, e mais afastados do pecado deveremos nos manter.
(3) A esplêndida provisão que este pai bondoso fez para o pródigo que retornava. Ele prosseguiu em sua submissão, mas encontramos uma palavra que ele havia proposto dizer (v. 19) mas não disse (v. 21), e era, Faze-me como um dos teus trabalhadores. Não podemos pensar que ele tenha se esquecido, muito menos que ele tenha mudado de idéia, ou que agora se mostrasse menos desejoso de estar na família ou menos disposto a ser um trabalhador ali, do que quando fez este propósito; mas o seu pai o interrompeu; ele foi impedido de prosseguir: “Espere, filho, não fales mais da tua indignidade, tu és cordialmente bem-vindo, e, embora indigno de ser chamado de filho, será tratado como um filho precioso, como um filho que nos traz alegria”. Aquele que é assim acolhido, a princípio não precisa pedir para ser tratado como um trabalhador. O mesmo ocorreu quando Efraim se queixou; Deus o consolou, Jeremias 31.18-20. É estranho que aqui não haja nenhuma palavra de repreensão: Por que você não ficou com as suas meretrizes e com os seus porcos? Você jamais poderia ter encontrado o caminho de casa até ser golpeado com a sua própria vara. Não, aqui não há nada assim; isto sugere que, quando Deus perdoa os pecados dos verdadeiros penitentes, Ele os esquece, não se lembra mais deles. Não haverá nenhuma lembrança contra eles, Ezequiel 18.22. Mas isto não é tudo; aqui uma provisão rica e nobre é feita para ele, de acordo com o seu nascimento e qualidade, muito além do que ele fez ou daquilo que poderia esperar. Ele teria achado suficiente, e teria ficado muito agradecido, se o seu pai tivesse apenas notado a sua presença, e lhe oferecido para ir à cozinha, e comer o seu jantar com os seus servos. Mas Deus abençoa aqueles que voltam à sua obediência, e se lançam sobre a sua misericórdia, tratando-os muito melhor do que são capazes de pedir ou pensar. O pródigo foi para casa entre a esperança e o medo, medo de ser rejeitado e esperança de ser recebido; mas seu pai não só foi melhor para ele do que os seus medos, mas melhor para ele do que as suas esperanças – não só o recebeu, mas o recebeu com respeito.
[1] Ele foi para casa em trapos, e seu pai não só o vestiu, mas o adornou. Ele disse aos servos, todos os que serviam ao seu senhor, notando que o seu filho tinha chegado, Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho. As piores roupas velhas na casa poderiam ter servido, e elas teriam sido boas o bastante para ele; mas o pai não pede uma capa, mas uma túnica, a roupa dos príncipes e homens célebres, a melhor roupa – ten stolen ten proten. Aqui há uma dupla ênfase: “Aquela túnica, aquela túnica principal, vocês sabem a qual eu me refiro;” a primeira túnica (assim isto pode ser lido); a roupa que ele usava antes de sair de casa. Quando os apóstatas se arrependem e fazem as suas primeiras obras, eles devem ser recebidos e vestidos em suas primeiras roupas. “Trazei aqui aquela roupa, vesti-lho; ele ficará envergonhado ao vesti-la, e pensará que não fica bem àquele que vem para casa em roupas tão sujas, mas vesti-lho, e não a ofereçam meramente a ele; e ponde-lhe um anel na mão, um anel de sinete, com as armas da família, como um sinal de que ele foi reconhecido como um membro da família”. As pessoas ricas usavam anéis, e seu pai por meio dele quis demonstrar que embora seu filho tenha gastado uma porção, pelo seu arrependimento, o pai tinha a intenção de lhe dar uma outra. Ele voltou para casa descalço, seus pés talvez estivessem doloridos pela viagem, e portanto, Ponde-lhe sandálias nos pés, para que ele se sinta confortável. Assim a graça de Deus provê para os verdadeiros penitentes. Primeiro, a justiça de Cristo é a túnica, aquela túnica principal, com a qual eles são vestidos; eles vestem o Senhor Jesus Cristo, são vestidos com o Sol da Justiça. A túnica de justiça é a veste de salvação, Is 61.10. Uma nova natureza é esta melhor túnica; os verdadeiros penitentes são vestidos com ela, e são completamente santificados. Em segundo lugar, o penhor do Espírito, pelo qual somos selados para o dia da redenção, é o anel na mão. Depois que você creu, você foi selado. Aqueles que são santificados são adornados e dignificados, são colocados no poder, como aconteceu com José quando Faraó lhe deu um anel: “Ponde-lhe um anel na mão, para que este seja diante dele um memorial da bondade de seu pai, para que ele nunca possa se esquecer”. Em terceiro lugar, a preparação no Evangelho da paz é como os calçados para os nossos pés (Ef 6.15), de forma que, comparados com estes que são mencionados aqui, significa (disse Grotius) que Deus, quando recebe os verdadeiros penitentes, em seu favor, usa-os em sua obra para convencer e converter outros através de suas instruções, ou ao menos através de seus exemplos. Davi, quando for perdoado, ensinará aos transgressores os caminhos de Deus; e Pedro, quando for convertido, fortalecerá os seus irmãos. Isto também pode sugerir que eles prosseguirão alegremente, e decididos, no caminho da religião, como um homem faz quando tem calçados nos seus pés. Ele será capaz de fazer muito mais do que faria se estivesse descalço.
[2] Ele voltou para casa com fome, e seu pai não só o alimentou, mas lhe ofereceu um banquete (v. 23): “Trazei o bezerro cevado, que foi engordado em estábulo, e por muito tempo reservado para alguma ocasião especial, e matai-o, para que meu filho possa ser satisfeito com o melhor que temos”. Carne fria poderia ter servido, ou os restos da última refeição; mas lhe será servida carne fresca e carne quente. E, na opinião do seu pai, o bezerro cevado jamais poderia ter sido oferecido em uma situação mais importante. Note que há uma comida excelente provida pelo nosso Pai celestial para todos aqueles que se levantam e vão a Ele. O próprio Cristo é o Pão da Vida; a sua carne com certeza é alimento, e o seu sangue com certeza é bebida. Nele há um banquete para as almas, um banquete abundante. Esta foi uma grande mudança para o pródigo, que pouco tempo antes desejava encher o seu estômago com bolotas. Como serão doces as provisões da nova aliança, e os sabores de seus confortos, para aqueles que têm buscado a satisfação na criatura! Agora aquele jovem voltou a desfrutar as bênçãos de seu lar. As suas próprias palavras foram transformadas em bem: Na casa do meu pai há abundância de pão.
(4) A grande alegria e júbilo que foram gerados pelo seu retorno. O bezerro cevado foi trazido com o propósito de não ser somente um banquete para ele, mas uma festa para a família: Comamos e alegremo-nos, pois este é um dia bom; porque este meu filho estava morto, quando estava vagueando, mas o seu retorno é como a vida surgindo dos mortos; ele reviveu. Pensávamos que ele estivesse morto, não tendo ouvido nada sobre ele por muito tempo, mas eis que ele vive; ele estava perdido, desistimos dele considerando-o perdido, ficamos desesperados querendo notícias dele. Mas agora ele foi achado. Note: [1] A conversão de uma alma do pecado a Deus é o ressurgimento desta alma da morte para a vida. É como achar aquilo que parecia estar perdido; é uma mudança grande, maravilhosa e feliz. O que estava morto, em si, é tornado vivo; o que estava perdido para Deus e para a sua igreja é achado, e o que era inútil torna-se proveitoso, Filemom 11. É uma mudança como esta que ocorre sobre a face da terra por ocasião da volta da primavera. [2] A conversão dos pecadores é grandemente agradável ao Deus do céu, e todos aqueles que pertencem à sua família devem se regozijar por causa dela. Os que estão no céu se regozijam, e os que estão na terra devem se regozijar. Observe que foi o pai que começou a se alegrar, e que fez com que todos os demais se regozijassem. Portanto, devemos nos alegrar pela conversão dos pecadores, porque isto cumpre o propósito de Deus. Neste processo são levados a Cristo aqueles a quem o Pai lhe havia dado, e em quem Ele será glorificado para sempre. Nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus (1 Ts 3.9). Paulo disse, em outras palavras, que os crentes eram o seu gozo diante de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Pai da família, 1 Ts 2.19. A família obedeceu ao pai. Eles começaram a se alegrar. Note que os filhos e os servos de Deus devem ser um só com Ele. Eles devem ser afetados pelas coisas, assim como Ele o é.
4. Temos aqui a queixa e a indignação do irmão mais velho, que é descrita por causa da reprovação dos escribas e fariseus, para lhes mostrar a loucura e a impiedade do seu descontentamento pelo arrependimento e conversão dos publicanos e pecadores, e do favor que Cristo lhes mostrou. E ele apresenta a sua indignação de uma forma que não agrava o problema, mas ainda lhes concede os privilégios do irmão mais velho: os judeus tinham estes privilégios (embora os gentios fossem favorecidos), porque a pregação do Evangelho deve começar em Jerusalém. Cristo, quando os censurou por suas faltas, dirigiu-se a eles de forma branda, para acalmá-los e fazê-los agir de um modo agradável em relação aos pobres publicanos. Mas através das palavras do irmão mais velho, aqui, podemos entender aqueles que realmente são bons, e que têm sido assim desde a juventude, e que nunca se desviaram para nenhum caminho dissoluto na vida. Estes, comparativamente, não precisam de arrependimento (embora isto não signifique que não tenham pecados. Eles também precisam do perdão e da salvação em Cristo). E estas palavras de encerramento – Filho, tu sempre estás comigo – são aplicáveis sem qualquer dificuldade, mas não aos escribas e fariseus. Agora, com relação ao irmão mais velho, observe:
(1) Como ele foi tolo e rabugento por ocasião da recepção de seu irmão, e como ficou indignado. Parece que ele estava fora, no campo, quando o seu irmão chegou, e no momento que ele voltou para casa a alegria já tinha começado. Quando o irmão mais velho chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. Ele também pode ter chegado quando o jantar estava sendo preparado, ou até mesmo depois que eles tinham comido e estavam satisfeitos, v. 25. Ele perguntou o que era aquilo (v. 26), e foi informado de que seu irmão tinha vindo, que seu pai lhe fizera um banquete para lhe dar as boas-vindas ao lar, e que havia grande alegria por tê-lo recebido são e salvo, v. 27. Há apenas uma única palavra no original, ele o havia recebido – hygiainonta – com saúde, bem tanto no corpo quanto na mente. O pai o recebeu não só com saúde física, mas na condição de um penitente, de volta ao seu juízo perfeito, e bem reconciliado com a casa de seu pai, curado de seus vícios e de sua disposição devassa; caso contrário, ele não teria sido recebido são e salvo. Agora, isto ofendeu o irmão mais velho no grau mais elevado. Ele se indignou e não queria entrar (v. 28), não só porque estava decidido a não participar da alegria, mas porque queria mostrar o seu descontentamento com tudo aquilo, e estava sugerindo ao seu pai que ele não deveria ter recebido o seu irmão mais novo. Isto mostra uma falta que é comum:
[1] Nas famílias dos homens. Aqueles que sempre foram um conforto para os seus pais, pensam que possuem o monopólio dos favores de seus pais, que têm o direito de ser muito contundentes com aqueles que têm transgredido, e não aceitam a bondade dos seus pais para com os transgressores.
[2] Na família de Deus. Aqueles que são comparativamente inocentes raramente sabem como ter compaixão daqueles que são manifestadamente penitentes. Aqui temos a linguagem desta situação, expressa nas palavras do irmão mais velho (vv. 29, 30). E tudo isto foi escrito como uma advertência àqueles que, pela graça de Deus, se guardam do pecado e dos escândalos, e se mantêm no caminho da justiça e da sobriedade, para que não pequem de uma forma semelhante a esta transgressão. Observemos as particularidades da situação. Em primeiro lugar, aquele irmão mais velho se vangloriava de si mesmo e de sua própria justiça e obediência. Ele não só não tinha abandonado a casa de seu pai, como fez o seu irmão, mas agia como se fosse um servo nela, e tinha feito isso por muito tempo. “Eis que te sirvo há tantos anos, sem transgredir o teu mandamento”. Note que é bastante comum que aqueles que são melhores que seus vizinhos vangloriem-se disso; sim, e se vangloriam disso perante o próprio Deus, como se Ele estivesse em dívida para com eles por causa disso. Estou propenso a pensar que este irmão mais velho disse mais do que era verdade, quando alegou, com tamanha vaidade, que nunca havia transgredido os mandamentos de seu pai. Ele deixa esta dúvida no ar; se fosse tão obediente, não teria sido tão obstinado como estava se mostrando agora diante das súplicas de seu pai. No entanto, admitiremos isso comparativamente; ele não havia sido tão desobediente quanto o seu irmão. Como os homens bons têm a necessidade de prestar atenção ao orgulho, à corrupção que surge das cinzas de outras corrupções! Aqueles que há muito tempo têm servido a Deus, e se guardam dos pecados flagrantes, têm muito pelo que ser humildemente agradecidos, e não possuem nada de que possam se vangloriar de forma orgulhosa. Em segundo lugar, o mais velho se queixou de seu pai, como se seu pai não tivesse sido tão bondoso quanto deveria ter sido com ele, que tinha sido tão obediente: Nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Agora ele estava irritado, caso contrário não teria feito esta reclamação; pois, sem dúvida, se ele tivesse pedido tal coisa, a qualquer hora, poderia tê-la de imediato. E temos motivos para pensar que ele não desejava isso, mas o fato do pai ter matado o bezerro cevado fez com que ele fizesse esta reflexão impertinente. Quando os homens estão dominados por uma paixão, eles estão propensos a refletir de um modo que não fariam se estivessem em seu perfeito juízo. Ele tinha sido alimentado na mesa de seu pai, e havia por diversas vezes se alegrado com ele e com a família; mas o seu pai jamais havia lhe dado algo como um cabrito, que era uma pequena prova de amor quando comparado com o bezerro cevado. Note que aqueles que pensam de forma exaltada a respeito de si mesmos e de seus serviços são propensos a pensar de forma severa a respeito de seu mestre, e de forma maldosa a respeito de seus favores. Devemos nos considerar totalmente indignos das misericórdias que Deus considerou adequadas para nos dar, muito mais do que daquelas que Ele pensou que não seriam adequadas. Portanto não devemos reclamar. Ele teria tido um cabrito, para se alegrar com os seus amigos de fora, enquanto que o bezerro cevado que ele invejou tanto foi dado ao seu irmão, não para se alegrar com os seus amigos de fora, mas com a família em casa; a alegria dos filhos de Deus deve ser desfrutada com o seu pai e com a sua família, em comunhão com Deus e seus santos, e não com outros amigos. Em terceiro lugar, ele ficou muito irritado contra o seu irmão mais novo, e foi severo demais no que pensou e disse em relação a ele. Algumas pessoas boas são propensas a serem surpreendidas nesta falta, e a se entregarem demais a esta, olhando com desdém para aqueles que não preservaram a sua reputação tão limpa quanto elas fizeram, e de serem ranzinzas e mal-humorados em relação a eles, embora tenham dado uma evidência muito boa de seu arrependimento e conversão. Este não é o Espírito de Cristo, mas é o espírito dos fariseus. Observemos os exemplos disso. 1. Ele não queria entrar, a menos que o seu irmão fosse colocado para fora; uma casa só não teria lugar para os dois irmãos, nem mesmo a casa de seu pai. Esta linguagem era a dos fariseus (Is 65.5): Retira-te, e não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu; e (Lc 18.11) Não sou como os demais homens, nem ainda como este publicano. Note que embora devamos evitar a associação com os pecadores por quem corremos o risco de ser infectados, não devemos ser tímidos na companhia de pecadores penitentes, por que esta associação pode ser benéfica. O irmão mais velho viu que o seu pai havia admitido a entrada de seu irmão na casa, e por esta razão ele não entraria. Observe que estaremos pensando bem demais a nosso próprio respeito se não pudermos encontrar em nossos corações a disposição para receber aqueles a quem Deus já recebeu, admitindo-os em favor, amizade, e comunhão conosco. Isto também se aplica àqueles a quem o Senhor nosso Deus está disposto a conceder algum favor, àqueles que são levados à amizade e à comunhão com Ele. 2. O mais velho não queria chamá-lo de irmão; mas este teu filho, uma palavra que soa de forma arrogante, e que refletiria diretamente sobre o seu pai, como se a sua indulgência o tivesse tornado um pródigo: Ele é teu filho, o teu querido. Note que esquecer o parentesco que temos com os nossos irmãos, como irmãos, e não reconhecê-lo, é uma atitude que está na raiz de todas as negligências dos nossos deveres para com eles, e também das nossas contradições em relação a estes deveres. Demos às nossas relações, tanto na carne como no Senhor, os títulos que lhes pertencem. Que os ricos chamem os pobres de irmãos, e que os inocentes também chamem os penitentes por este título. 3. Ele agrava as faltas de seu irmão, e as torna piores, tentando instigar o seu pai contra ele: “Este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes”. É verdade que ele havia gastado sua própria porção da herança loucamente (se foi com as meretrizes ou não, não nos foi dito antes, talvez esta tenha sido apenas a linguagem do ciúme e a má vontade do irmão mais velho), mas não era verdade que ele havia desperdiçado toda a fazenda do seu pai. Aquele senhor ainda tinha um bom patrimônio. Agora, isto mostra como somos propensos – ao censurarmos nossos irmãos – a tornar as coisas piores, e a descrever as situações sob as cores mais fortes. Isto não é o que esperamos que outros façam em relação a nós, nem aquilo que o nosso Pai celestial faria em relação a nós, pois Ele não age de uma forma radical em relação às iniqüidades que já foram perdoadas. Ele perdoa e esquece (Is 38.17; Jr 31.34). 4. O filho mais velho mostrou que estava ressentido pela bondade que seu pai demonstrou ao pródigo: “Mataste-lhe o bezerro cevado, como se ele fosse o filho que deveria ser”. Note que é errado invejar os penitentes pela graça que recebem da parte de Deus, e ter um olho mau pelo fato de o Senhor ser bom. Assim como não devemos invejar aqueles que foram os piores pecadores, e, que receberam as dádivas da providência comum (Não permita que teu coração inveje os pecadores), não devemos invejar aqueles que foram os piores pecadores, e que receberam os dons do amor da aliança, quando se arrependeram. Não devemos invejá-los pelo perdão, pela paz e pelo conforto que receberam, nem por qualquer dom extraordinário que Deus lhes conceda, pois estes os tornam eminentemente aceitáveis e úteis. Paulo, antes de sua conversão, tinha sido um pródigo, tinha desperdiçado a fazenda de seu Pai celestial através do estrago que fez na igreja. Entretanto, depois de sua conversão, recebeu medidas maiores da graça, e foi colocada sobre ele uma honra maior do que a dos outros apóstolos. Eles, que eram os irmãos mais velhos, que serviram a Cristo, quando Paulo os perseguia. E que não tinham em momento algum transgredido os mandamentos do Senhor, não o invejaram por suas visões e revelações, nem por sua utilidade mais extensa, mas glorificaram a Deus pela vida de Paulo. Este tipo de atitude deve ser um exemplo para nós. Ela é o inverso da atitude deste irmão mais velho.
(2) Vejamos agora como o pai foi favorável e amigável em suas maneiras em relação ao filho mais velho, quando este foi tão amargo e mal-humorado. Isto é tão surpreendente quanto aquilo que já comentamos anteriormente. Parece-me que a misericórdia e a graça do nosso Deus em Cristo brilham quase tão forte na sua atitude terna e gentil com os santos impertinentes – representados aqui pelo irmão mais velho – quanto antes em sua recepção dos pecadores pródigos quando se arrependem – representados aqui pelo irmão mais novo. Os próprios discípulos de Cristo tinham muitos defeitos, e eram homens sujeitos às mesmas paixões que atraíam os outros. Mesmo assim, Cristo os tratou como a ama que cria os seus filhos. Veja 1 Ts 2.7.
[1] Como o irmão mais velho recusou-se a entrar, seu pai saiu e instava com ele, dirigindo-lhe palavras amenas e boas, e desejava que ele entrasse. Ele poderia, de forma, justa ter dito: “Se ele não quer entrar, permaneça do lado de fora. Fechemos as portas, e que ele procure uma pousada onde puder achar. Não é esta a minha própria casa? E não posso deixar entrar quem eu quiser? O bezerro cevado não é meu? E não posso fazer com ele o que eu quiser?” Mas, aquele homem não agiu assim. Da mesma forma como foi ao encontro do filho mais novo, ele agora sai ao encontro do filho mais velho, não mandando um servo com uma mensagem gentil, mas foi pessoalmente. Agora, em primeiro lugar, esta narrativa tem o propósito de nos apresentar a bondade de Deus; como o Senhor foi inexplicavelmente gentil e cativante para com aqueles que foram inexplicavelmente intransigentes e provocantes. Ele argumentou com Caim: “Por que te iraste?” Ele suportou os costumes de Israel no deserto, Atos 13.18. Com que suavidade Deus argumentou com Elias, quando o profeta estava aflito (1 Rs 19.46), e especialmente com Jonas, cujo caso foi muito semelhante a este aqui, porque aquele servo de Deus estava perturbado por causa do arrependimento de Nínive, e por causa da misericórdia mostrada a ela – exatamente como o irmão mais velho agiu aqui. E as perguntas – “É razoável esse teu ressentimento?” e, “Não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive?” – não são diferentes das admoestações que o pai expressa ao seu filho mais velho no texto que estamos estudando. Em segundo lugar, ela tem a finalidade de ensinar a todos os superiores a serem brandos e gentis para com aqueles que estão em uma posição inferior à sua. Eles devem agir desta forma mesmo quando estiverem errados, não tentando se justificar com veemência, pois nada poderia ser mais provocador. No entanto, mesmo neste caso, os pais não devem provocar a ira dos filhos, e os senhores devem se abster das ameaças; ambos devem mostrar toda mansidão.
[2] Seu pai lhe afirmou que a bondosa recepção que ofereceu ao seu irmão mais novo, não foi uma censura a ele, nem deveria ser considerado como um preconceito em relação a ele (v. 31): “Nunca foste tratado de um modo pior, e nunca tiveste menos. Filho, tu sempre estás comigo; a recepção que ofereci ao teu irmão não significa qualquer rejeição a ti, nem o que é dado a ele representa qualquer diminuição do que pretendo dar a ti. Tu ainda permaneces com o direito ao pars enitia (assim a nossa lei o chama), a porção dobrada (assim a lei judaica o chamava); tu serás haeres ex asse (assim a lei romana o chamava); todas as minhas coisas são tuas, por um título irrevogável”. Se o pai não lhe deu um cabrito para que se alegrasse com seus amigos, ele lhe permitira comer em sua mesa continuamente; e é melhor sermos felizes com nosso Pai no céu, do que nos alegrarmos com qualquer amigo que tenhamos neste mundo. Note em primeiro lugar que a felicidade indescritível de todos os filhos de Deus é que permaneçam na casa de seu Pai, e que estejam para sempre com Ele. Eles vivem neste mundo pela fé; e viverão assim no mundo porvir com muito gozo. E tudo o que Ele possui é deles; porque, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, Romanos 8.17. Em segundo lugar, portanto, não devemos invejar os outros pela graça de Deus que lhes é concedida, porque não teremos menos pelo fato de serem abençoados; o Deus a quem servimos é infinito, e por esta razão os seus recursos também são infinitos. Se formos crentes verdadeiros, tudo o que Deus é, e tudo o que Ele possui, é nosso. E, se os outros forem crentes verdadeiros, tudo o que Ele é, e tudo o que Ele possui, será deles também. Contudo, não teremos menos pelo fato do Senhor nosso Deus lhes conceder as suas bênçãos. É como aqueles que andam na luz e no calor do sol; eles têm todo o benefício que podem ter dele, contudo, não recebem menos pelo fato dos outros receberem a mesma quantidade de sol. Cristo, em sua igreja, pode ser comparado com aquilo que é dito a respeito da alma no corpo: é tota in toto – tudo no todo. No entanto, Ele também é tota in qualibet parte – o todo em cada parte.
[3] Seu pai lhe deu uma boa razão para esta alegria incomum na família: “Era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos”, v. 32. Ele podia ter insistido com base na sua própria autoridade: “Era minha vontade que a família se alegrasse e se regozijasse”. Stat pro ratione voluntas – A razão é minha, eu quero que seja assim. Mas isto não convém, mesmo àqueles que têm autoridade para sustentar e apelar para isto em cada ocasião, o que somente o faz vulgar e comum, sendo melhor apresentar uma razão convincente, como o pai faz aqui: Era justo, e muito conveniente, que nos alegrássemos pelo retorno de um filho pródigo, mais do que pela constância de um filho obediente. Pois, embora este seja uma bênção maior para uma família, ainda assim aquele é um prazer mais considerável. Qualquer família seria muito mais arrebatada com alegria na ressurreição de um filho morto para a vida, sim, ou no restabelecimento de um filho de uma doença que fosse considerada mortal, do que pela continuidade da vida e da saúde de muitos filhos. Observe que Deus será justificado quando falar, e toda carne, mais cedo ou mais tarde, estará calada diante dele. Nós não encontramos que o irmão mais velho tenha feito alguma contestação ao que seu pai disse, o que sugere que ele estava inteiramente satisfeito, e aquiesceu à vontade do seu pai, e foi apropriadamente reconciliado com seu irmão pródigo. E seu pai lembrou-lhe que ele era seu irmão: “Este teu irmão”. Observe que um homem bom, embora não tenha tal domínio de si mesmo em todas as ocasiões, como para conter seu temperamento, ainda assim, com a graça de Deus, restabelecerá seu temperamento. Ainda que ele caia, não permanecerá completamente prostrado. Mas quanto aos escribas e fariseus, para cuja convicção isto foi primeiramente planejado, pelo que parece, continuaram com o mesmo desafeto para com os pecadores dos gentios, e para com o Evangelho de Cristo, porque era pregado a eles.
 
SUBSÍDIOS DA LIÇÃO 5

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 76, p38
 
SUBSÍDIO EXEGÉTICO TOP1
“Esta segunda parábola é paralela com a precedente. Aqui, é uma moeda de prata (drachme, cerca do salário de um dia para um trabalhador comum) que foi perdida, em vez de uma ovelha. Esta parábola focaliza uma mulher que mora numa casa do interior. Normalmente tais casas não têm janela; assim, tão logo perde a moeda, ela começa a procurá-la. Ela acende uma luminária e varre a casa, procurando cuidadosamente até encontrá-la. Ela fica grandemente aliviada, e, como o pastor (v.6), ela convida as amigas e vizinhas para um jantar de comemoração. A aplicação de JESUS desta parábola é semelhante à prévia [da ovelha perdida], embora desta vez ‘há alegria diante dos anjos de DEUS por um pecador que se arrepende’ em vez de ‘alegria no céu’ (v.7). Ambas as parábolas se referem à alegria de DEUS quando um pecador volta a Ele” (ARRINGTON, F. L. In ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.420).

SUBSÍDIO EVANGELÍSTICO TOP2
Em seu livro A Prática do Evangelismo Pessoal, o pastor Antonio Gilberto fala acerca do fato de que há pessoas afastadas “por toda a parte. Há os que caíram de vez, por tentação direta e laço do Diabo, e há os que esfriaram aos poucos até perderem todo o primeiro amor. Há ainda os que se desviaram por verem escândalo no meio cristão, por sofrerem injustiça ou ficaram melindrados. Outros não resistiram às zombarias, aflições e perseguições por causa da fé. Há também os problemas domésticos que tanto desvio têm consumado” (GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.92).

SUBSÍDIO DEVOCIONAL TOP3
“Foi a insensata murmuração dos fariseus, querendo calcar a graça de DEUS aos pés, que levou JESUS a dar estas três incomparáveis parábolas. O Senhor dá o doce dos céus pelo amargo dos homens. Onde abunda o pecado, aí superabunda sua graça. Quem pode calcular o número de pessoas, através dos séculos, contentíssimos com a esperança desfrutada com este capítulo? Note-se, também, como o Senhor revela, em cada parábola, Seu ardente desejo pessoal de salvar o perdido” (BOYER, Orlando. Espada Cortante 2. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.131).

AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
Guia Básico de Interpretação da Bíblia - CPAD
Pequeno Atlas Bíblico - CPAD Hermenêutica Fácil e Descomplicada - CPAD
 
 
Home
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos