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Lição 5, Santidade ao Senhor
3º Trimestre de 2018 - Adoração, santidade e serviço ao Senhor - Os princípios de DEUS para a Sua Igreja em Levítico
Comentarista: Pr. Claudionor Correia de Andrade, conferencista e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
Ajuda - Videos -  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-es-ocristaoesuasantificacao.htm
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1-BHTTzJxHdxf4j_3-_l7P3
SLIDES - https://ebdnatv.blogspot.com/2018/07/sldes-do-blog-licao-5-santidade-ao.html
 
 
TEXTO ÁUREO
“E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.”(Lv 20.26)
 

VERDADE PRÁTICA
A santidade é a marca distintiva do povo de DEUS; sem ela, nosso testemunho é ineficaz.
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Êx 15.11 DEUS é glorificado em santidade
Terça – Lv 10.3 A santidade de DEUS revelada
Quarta – Rm 1.1-7 A beleza da santidade divina
Quinta – Sl 77.13 O caminho de DEUS é de santidade
Sexta – Sl 93.5 A santidade convém à Casa de DEUS
Sábado – 1 Ts 3.13 O coração confirmado em santidade
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Levítico 20.1-10
1 - Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: 2 - Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua semente a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará com pedras.3 - E eu porei a minha face contra esse homem e o extirparei do meio do seu povo, porquanto deu da sua semente a Moloque, para contaminar o meu santuário e profanar o meu santo nome. 4 - E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os olhos daquele homem que houver dado da sua semente a Moloque e o năo matar, 5 - entăo, eu porei a minha face contra aquele homem e contra a sua família e o extirparei do meio do seu povo, com todos os que se prostituem após ele, prostituindo-se após Moloque. 6 - Quando uma alma se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir após eles, eu porei a minha face contra aquela alma e a extirparei do meio do seu povo. 7 - Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso DEUS. 8 - E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR que vos santifica. 9 - Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua măe, certamente morrerá: amaldiçoou a seu pai ou a sua măe; o seu sangue é sobre ele. 10 - Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera.
 
 מלך Molek
Moloque = “rei”
1) o deus dos amonitas e fenícios a quem alguns israelitas sacrificaram seus filhos no vale de Hinom
O deus a quem Salomão construiu um altar (1 Reis 11:7).
 
OBJETIVO GERAL - Estabelecer a perspectiva doutrinária da sacralidade da vida.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar que a santidade é a marca do povo de DEUS;
Refletir a respeito da santidade no ministério levítico;
Compreender que o povo de DEUS deve ser santo.
 
PONTO CENTRAL - DEUS é santo e a santidade deve ser a marca distintiva do povo de DEUS.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor(a), na liçăo de hoje estudaremos parte do capítulo 20 do livro de Levítico. Nesse capítulo, Moisés enfoca dois tipos de pecados contra o Todo-Poderoso. Ele fala a respeito da ofensa contra a verdadeira religiăo (20.2-6,27) e ofensas contra a família (vv. 9-21). No tempo da Lei, esse tipo de insulto era punido com a morte, pois tais açőes colocavam em risco todo o povo de DEUS. O objetivo do capítulo é mostrar que todo o povo era responsável em manter a pureza e năo somente Moisés.

Resumo da Lição 5, Santidade ao Senhor
I – SANTIDADE, A MARCA DO POVO DE DEUS
1. O estado de santidade.
2. O processo de santificação.
3. A santidade como marca.
II – A SANTIDADE NO MINISTÉRIO LEVÍTICO
1. Santidade exterior.
2. Santidade interior.
3. Santidade e glória.
III – A SANTIDADE DO POVO DE DEUS
1. A santificação dos filhos.
2. A santificação conjugal.
3. A santificação e a vontade de DEUS.

SÍNTESE DO TÓPICO I -0 A santidade é o que identifica o povo de DEUS.
SÍNTESE DO TÓPICO II - DEUS exigia que o ministério levítico fosse santo.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O povo de DEUS precisa ser santo.
 
PARA REFLETIR - A Respeito de “Santidade ao Senhor”, responda:
Por que o livro de Levítico foi entregue a Israel? O livro de Levítico foi entregue a Israel, para que este, separando-se de entre todos os povos da Terra, viesse a adorar, a servir e a santificar-se a DEUS.
Como começou a história de Israel como povo santo? Em Ur dos Caldeus, Abraão não passava de um gentio entre os demais gentios. Mas, intimado novamente por DEUS em Harã, obedeceu-o de imediato. Ele creu em DEUS, e foi justificado. Foi exatamente aí que começou a história de Israel como o povo santo do Senhor.
Que exigências DEUS fazia ao Sumo sacerdote? Santidade exterior, santidade interior, santidade e glória.
Qual a proibição do Levítico aos pais israelitas? DEUS proíbe aos israelitas, expressa e energicamente, apresentarem seus filhinhos como oferenda a Moloque. A razão é simples: cada um de nossos meninos e meninas é herança do Senhor.
Como os cônjuges devem portar-se? Devem portar-se de forma santa, a fim de preservar a integridade familiar, terminantemente evitar a infidelidade conjugal e o adultério (Lv 20.10).

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 75, p38.
 
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 5, Santidade ao Senhor
 
INTRODUÇÃO
 
O livro Levítico foi escrito sob inspiração do ESPIRITO SANTO visando ensinar ao povo de Israel sobre um DEUS santo que exigia santidade de quem O queria como DEUS. Este povo deveria corresponder à leitura e ensinamentos ai registrados, por Moisés, com santidade. Esta separação para DEUS os tornaria completamente diferentes dos povos a sua volta. Seriam diferentes na maneira de se vestirem, na lingua que falavam, no comportamento social, na religão, na adoração, no louvor e na alimentação. Eles serviam a um único DEUS (diferente dos outros povos. Eles serviam a um DEUS que não aceitava sacrificios humanos. Eles serviam a um DEUS que não aceitava prostituição, adultério, roubo, homossexualismo lesbiansmo, filhos desobedientes aos pais, não eceitava feminismo, etc... Este DEUS lhes fornecia alimentação e água no deserto, este DEUS fazia grandes milagres e os curava de suas enfermidades.
Portanto os Israelitas deveraim ser completamente diferentes dos povos a sua volta, deveriam ser santos, ou seja separados para este DEUS a quem eles serviam.
 
Assim, como também somos povo de DEUS devemos nos portar como santos.
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPIRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça epaz vos sejam multiplicadas”.
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor
Todo-poderoso”.
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os
julgará”.
1Tm 3.1,2 “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto
para ensinar.”
mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,1 Pedro 1:15
porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.1 Pedro 1:16
Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,Hebreus 12:14
 
No Antigo Testamento o conceito de santidade, santo ou santificado é expresso por três palavras principais: qadash, qodesh e qadôsh. O verbo qadash ocorre 170 vezes no hebraico bíblico, com o sentido de "ser consagrado", "ser santo", "ser santificado". Na primeira ocorrência do termo (Gn 2.3) significa "declarar algo santo" (Êx 20.8), mas também o estado daquele que é reservado exclusivamente para Deus (Êx 13.2). No entanto, há 470 ocorrências do substantivo qodesh com o significado de "consagração", "santidade", "qualidade de sagrado", "coisa santa". A palavra é empregada para descrever tanto o que é separado para o serviço exclusivo a Deus (Êx 30.31), quanto o que é usado pelo povo de Deus (Is 35.8; Êx 28.2, 38). Já o adjetivo qadôsh, isto é, "santo", "sagrado", além de ocorrer 116 vezes é o vocábulo mais difundido entre os estudantes das Escrituras Sagradas. Em Êxodo 19.6, primeira ocasião em que se emprega o termo, designa o estado de santidade do povo de Deus (Nm 16.3; Lv 20.26), e a santidade do próprio Deus (Is 1.4; 5.16; 40.25). CPAD - LIÇÃO 6 – O CRISTÃO E SUA SANTIFICAÇÃO –Doutrinas bíblicas pentecostais - Centenário do Movimento Pentecostal Mundial (1906-2006) - Pr. Antonio Gilberto
 
 קדש qadash - Santificai-vos EM HEBRAICO
1) consagrar, santificar, preparar, dedicar, ser consagrado, ser santo, ser santificado, ser separado
1a) (Qal)
1a1) ser colocado à parte, ser consagrado
1a2) ser santificado
1a3) consagrado, proibido
1c) (Piel)
1c1) separar como sagrado, consagrar, dedicar
1c2) observar como santo, manter sagrado
1c3) honrar como sagrado, santificar
1c4) consagrar
1d) (Pual)
1d1) ser consagrado
1d2) consagrado, dedicado
1e) (Hifil)
1e1) separar, devotar, consagrar
1e2) considerar ou tratar como sagrado ou santo
1e3) consagrar
1f) (Hitpael)
1f1) manter alguém à parte ou separado
1f2) santificar-se (referindo-se a DEUS)
1f3) ser visto como santo
1f4) consagrar-se
 αγιασμος hagiasmos - SANTO EM GREGO
de 37; TDNT 1:113,14; n m
1) consagração, purificação
2) o efeito da consagração
2a) santificação de coração e vida

 קדוש qadowsh ou קדשׂ qadosh - SANTO EM HEBRACO
1) sagrado, santo, o SANTO, separado
 
 
 
I – SANTIDADE, A MARCA DO POVO DE DEUS

1. O estado de santidade.
Abrão é chamado com 70 anos em Ur dos Caldeus Saiu pela fé em DEUS e foi justficado por esta fé (Atos 7:2; Rm 4:3).
Segue para Harã com seu pai Tera e habitam em Harã por 5 anos.
DEUS novamente chama Abrão após a morte de seu pai e Abrão novamente crê em DEUS e em suas promessas, sendo a principal a de ter um filho com sua esposa Sara que se cumpre 25 anos depois tendo Abraão 100 anos e Sara 90 anos.
Abrão desce a Siquém onde constrói um altar a DEUS (Gn 12:6,7).
Abrão vai até perto de Betel onde constrói outro altar (Gn 12:8).
Novamente Abraão se muda e vai até Hebrom onde mais uma vez constrói outro altar Gn 13:14-1).
Abraão constrói seu último altar no Monte Moriá. (Gn 22:1).
Abrão é chamado na Biblia como Amigo de DEUS e pai da fé (Romanos 4:16).
A vida de separação, ou santificação para DEUS que Abraão levou, serviu de exemplo de fé não só para os isareltas, mas também para todos nós.
Em Abraão tem incio a familia da qual a salvação de DEUS chegaria aos homens - JESUS (Gl 3:29; Gl 3:16).

Abrão e Israel sua descendência se tornaram propriedade de DEUS, r
eino sacerdotal e povo santo.
agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Êx 19:5,6).
Como ainda não tinham entrado na Terra de sua possessão e ainda caminharam por 40 anos, Israel (hebreus) apesar de ser o povo de DEUS não se comportou como povo santo todo tempo.
Tanto o patriarca quanto seus descendentes tiveram de submeter-se a um longo e doloroso processo de santificação (Gn 17.1).
A igreja (com letra minúscula) também caminha com dificuldades ao longo dos anos, passando por altos e baixos. grejas têm sempre os servos consagrados a DEUS mas também nela se incluem os que vivem na prátca do pecado, mesmo que DEUS se manifeste entre eles.
Os irmãos coríntios foram tratados como santos pelo apóstolo Paulo (2 Co 1.1), todos os dons eram manifestados ali, mas ainda estavam longe da perfeição (1 Co 3.1) lá existia a formação de grupos e até pecado de incesto existia entre eles (1 Coríntios 5:1).

A Santificação é posicional quando somos salvos. Temos a Santificação no ato da conversão. Porém em nossa caminhada cristã muitas vezes nos vemos em situação de pecado.Ai passamos a combater este pecado.

Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.



 
2. O processo de santificação.
 
Agora vamos ver a segunda fase da Santificação - O processo da Santificação.
 
Para o povo escohido por DEUS, em Abraão, a Santificação foi um processo lento e sofrido, passando por fases de Santificação e fases de pecado extremo chegando até à idolatria, vista por DEUS como adultério. DEUS enva o livro da Lei (Êx 19.6; Js 23.6) como parâmetro de Santidade. No período dos juízes (Jz 2.18-20) Israel pecava, era escravizado, clamava a DEUS e DEUS enviava um juiz que os libertava; porém, quando este juiz morria eles voltavam à idolatria. Até que foram deportados para a Babilônia. Assim deixaram a idolatria, mas quando DEUS envia seu Flho, eles o rejeitam. Tinham a religião, mas não tnham amor.
 
Em Êxodo e Levítico, verificamos que a santificação tem início com o amor que se tributa a DEUS (Dt 6.5) assm os mandamentos do Senhor não se tornam pesados (cf.1 Jo 5.3).
O mas importante no processo de santificação é o amor DEUS. Quanto mais nos aproxmamos de DEUS mais nos tornamos santos.
Em que devemos santIfIcar nossas vidas?
E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. (1 Ts 5.23).
Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.
 
3. A santidade como marca.
 
Agora vamos ver a terceira fase da Santificação - A Santificação eterna.
Segundo o Livro Levitico Israel seria uma nação distinta por sua pureza e santidade (Êx 19.6). Realmente, nenhum outro povo no AT alcançou as excelências de Israel:
que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é CRISTO, segundo a carne, o qual é sobre todos, DEUS bendito eternamente. Amém! (Rm 9.4,5).
É verdade, tinham grandes privilégos, porém tinham também grandes responsabilidades - ...E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá. (Lucas 12:48b).
O testemunho judeu influenciava os gentios. Assim é nosso testemunho diante desta sociedade corrupta e perversa.
Os judeus são inescusáveis.
17 Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em DEUS; 18 e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei; 19 e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, 20 instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; 21 tu, pois, qque ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? 23 Tu, que te glorias na lei, desonras a DEUS pela transgressão da lei?
24 Porque, como está escrito, o nome de DEUS é blasfemado entre os gentios por causa de vós.
 
Algumas vezes Israel foi elogiado por causa de seu DEUS: pela rainha de Sabá ao rei Salomão por exemplo (2 Cr 9.1-8). O Terror de DEUS era com seus inimigos (Gênesis 35:5; Lv 26:45; Ed 6:22). Infelzmente, mesmo assim, passaram a maiora do tempo desviados do Senhor.
Está reservado para o remanescente deste povo o reino do próprio Messias sobre leles - O Milênio.
 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados. (Rm 11.26)
Também Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.( Rm 9:27).
Se o povo hebreu deveria sobressair-se pela santidade, o que não esperar da Igreja de CRISTO? Por essa razão, o apóstolo exorta-nos a andar continuamente em novidade de vida (Rm 6.4). Sem a santidade requerida por DEUS nenhum de nós chegará à Jerusalém Celeste (Hb 12.14; Ap 21.8).
 
Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.
 
 
 
 
 
II – A SANTIDADE NO MINISTÉRIO LEVÍTICO
1. Santidade exterior.
 
Aos obreiros, DEUS requer muito mais, pois são o espelho do corpo de CRISTO.
 
O sumo sacerdote, por exemplo, não poderia desposar uma mulher que não fosse virgem (Lv 21.7,14). Isso indica para nós que a esposa de um obreiro é de muita importância na obra do Senhor. Seu porte santo e irrepreensível servirá de exemplo às demais.
 
Até mesmo com respeito ao luto, deveriam os ministros do altar ser precavidos e cuidadosos (Lv 21.1-3). Isso indica para nós que um obreiro não pode se desesperar por uma pessoa que morrer em sua família. Isso indicará sua falta de fé em DEUS e no destino reservado a cada um.
 
Tendo em vista o emblema da santidade divina que estava sobre a classe sacerdotal de Israel, nenhum descendente de Levi poderia ser admitido no serviço divino se portasse alguma deficiência física (Lv 21.17-21). Isso indica para nós que um obreiro não deve andar doente - deve cuidar de sua saúde. Exercícios físicos, como pelo menos uma caminhada todo dia e uma alimentação saudável, é obrigação daquele que serve a DEUS. Também o obreiro deve ser o primeiro a crer no poder de DEUS e em seus curas e milagres.
 
Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.
 
2. Santidade interior.
 
A santidade do obreiro deve ser posta a mostra perante a igreja. Disso dependerá o sucesso de seu ministério. Espera-se poder imitar a fé de nossos pastores.
Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de DEUS, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. (Hebreus 13:7)
O sumo sacerdote deveria portar uma lâmina de ouro, que, posta em sua mitra, trazia esta advertência: “Santidade ao Senhor” (Êx 28.36). Quem olhasse para sua cabeça e lesse isso deveria olhar para baixo e ver isso mesmo, ou seja, o portador era mesmo o que dizia a faixa em sua cabeça.
 
Portanto, a santidade do ministro não poderia ser apenas exterior; sua pureza externa deveria ser um perfeito reflexo de sua santidade interior (Ml 2.7).
 
Infelizmente, a classe sacerdotal deixou-se levar por um culto formal, o que ocasionaria a destruição de Jerusalém (Jr 5.31; 23.11).
Será diferente na Igreja de hoje com nossos líderes? Os fariseus representavam o papel de santos sem serem. Falavam uma coisa e faziam outra. JESUS os chamou de hipócritas.
 
Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.
 
Significado de Santificação em 1 Co 6
Apartar-se (de algo impróprio) para uso sagrado (para DEUS).
Santificação no corpo, na alma e no espírito

6 Contatos entre o crente e o mundo:
Jugo
Sociedade
Comunhão
Harmonia
Participação
Consenso

6 diferentes posições:
Crédulos e Incrédulos
Justos e Injustos
Luz e Trevas
CRISTO e satanás
Crentes e Descrentes
Santuário de DEUS e Santuário de satanás

A Bíblia deixa claro que não há contato, não há mistura. Ou se está em uma posição, ou se está em outra. Não dá para ficar com o “pé nos dois barcos”
Como está a sua vida. Analise agora: sua família, seu casamento, noivado, namoro, compromisso, escola, trabalho, empresa. Enfim, todas as áreas de sua vida.

Quando Paulo fala “recebei-nos”, ele não está falando de receber CRISTO, mas sim, de receber a ele mesmo. Que os cristãos de Corinto deveriam “receber” Paulo como pastor, obedecê-lo e respeitá-lo. O amor de Paulo era tão grande que ele afirma: “junto viveremos” e “juntos morreremos”. Ele diz que se gloria da igreja e o mais importante, que está cheio de consolação e transborda de alegria nas “nossas tribulações”. Paulo participa das tribulações dos coríntios.
 
3. Santidade e glória.
 
A glória de DEUS deve acompanhar a vida de um obreiro, como acompanhou Israel em sua peregrinação, no deserto, tornou-o conhecido como a herança peculiar do Senhor (Êx 13.21,22;16.10).
Quanto aos obreiros da Igreja, levemos em conta os seguintes versículos da Bíblia:
"Disse-lhe JESUS: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de DEUS?" João 11:40
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; 18 pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. 19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS. 20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!
Isso sem mencionar 1 Coríntios 12, que fala sobre os Dons Espirituais (12.1—14.40).
4 Ora, há diversidade de dons, mas o ESPIRITO é o mesmo. 5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.
7 Mas a manifestação do ESPIRITO é dada a cada um para o que for útil. 8 Porque a um, pelo ESPIRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPIRITO, a palavra da ciência; 9 e a outro, pelo mesmo ESPIRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPIRITO, os dons de curar; 10 e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 Mas um só e o mesmo ESPIRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
Os gentios sabiam que era impossível amaldiçoar Israel (Nm 23). Para usufruir a glória divina era-lhes imprescindível obedecer a Palavra de DEUS (Lv 9.6). O mesmo não requer o Senhor de cada um de nós? (Hb 12.14).
 
Como todos os crentes são sacerdotes, então vale para todos.

 

 
 
 
 
III – A SANTIDADE DO POVO DE DEUS

1. A santificação dos filhos.
DEUS proíbe aos israelitas, expressa e energicamente, apresentarem seus filhinhos como oferenda a Moloque (Lv 20.1-4).
Este deus Moloque foi reverenciado até pelo rei Salomão. Que tristeza ver um servo de DEUS construindo altares ao diabo.
 A razão porque nossos filhos não podem ter comunhão com deuses é simples: cada um de nossos meninos e meninas é herança do Senhor (Sl 127.3).
3 Eis que aos filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão. 4 Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. 5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.(Sl 127.3, 4).
O crente é habitação do ESPÍRITO SANTO.
1 Co 6.16 O TEMPLO DE DEUS COM OS ÍDOLOS? Paulo apresenta um forte argumento no sentido de um crente nascido de novo, sendo templo de DEUS e do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.23; 1 Co 6.19), não poder ser habitado por demônios.
(1) Os ídolos, tanto no AT quanto no NT, representavam demônios (Dt 32.17; 1 Co 10.20,21). Logo, a pior forma de profanação no AT era colocar ídolos no próprio templo de DEUS (2 Rs 21.7,11-14). Semelhantemente, nunca devemos profanar nosso corpo, a habitação do ESPÍRITO SANTO, permitindo aos demônios ter acesso a ele (cf. v.15, onde "Belial" refere-se a Satanás; ver também Lc 10.19; 2 Tm 2.25,26; 1 Jo 4.4; 5.18).
(2) Embora um espírito imundo não possa habitar lado a lado com o ESPÍRITO SANTO num verdadeiro crente, pode haver circunstâncias em que um espírito maligno aja num indivíduo cuja conversão esteja em marcha, não estando ele ainda plenamente regenerado pelo ESPÍRITO SANTO. A conversão pode, às vezes, envolver a expulsão de demônios de uma pessoa que, sinceramente, deseja seguir a CRISTO, mas que está enfrentando problemas maiores com certos pecados. Até ser aniquilado aquele poder ou controle demoníaco, a pessoa não poderá experimentar uma salvação plena e completa e, assim, tornar-se "templo do DEUS vivente" (cf. Mt 12.28,29)
Santificação - Separação do mal e do pecado, e dedicação total e exclusiva a DEUS.
 
Eduquemos nossos filhos conforme recomenda a Palavra de DEUS (1 Co 5.8). Ensine seus filhos na admoestação do Senhor, para que sejam pessoas de bem (Ef 6.4). Finalmente, que seus filhos venham a honrá-los como a pais e mães; somente assim poderão ser abençoados (Êx 20.12; Lv 20.9; Ef 6.2).
 
2. A santificação conjugal.
que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, (1 Tessalonicenses 4:4).
O RELACIONAMENTO SEXUAL ENTRE OS CASAIS CRISTÃOS
A. Que cada um saiba possuir “o seu vaso”.
4.4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra,
A exortação é pessoal (cada um de vós), saiba ou fique sabendo e pratique, possuir com o sentido de viver ou morar neste corpo, ou invólucro, de maneira tal que não misture o que é de DEUS com o que Satanás inspire neste homem, pois DEUS só se agrada daquele que vive separadamente para Ele, ou seja em santificação, honrando a presença de DEUS em seu corpo, agora templo do ESPÍRITO SANTO. 
B. Fazendo a diferença na vida sexual. 
4.5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS.
A paixão é cega, é sem rumo certo, podendo atender a qualquer ordem da carne, sem consultar ao ESPÍRITO SANTO. A concupiscência, ou desejo ardente de atender à carne, deve ser dominada pela Palavra de DEUS, até mesmo sufocada para que não seja satisfeita, em prejuízo da salvação. Os gentios aqui é uma referência aos povos sem DEUS (os não convertidos a CRISTO) e não apenas aos que não são judeus.
 
DEUS instituiu a família no Éden (Gn 2.24,25). O Senhor proibiu a infidelidade conjugal e o adultério (Lv 20.10). Seu objetivo era tornar a família israelita um exemplo para os gentios, conforme descreve-a o Salmista (Sl 128). Hoje, a nossa responsabilidade não é menor. Temos de observar o sétimo mandamento: “Não adulterarás”, e manter o leito conjugal sem mácula (Êx 20.14; Mt 5.28; Hb 13.4). O DEUS que inspirou o Levítico não mudou.
 
3. A santificação e a vontade de DEUS.
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23
 
ESTORVOS À SANTIFICAÇÃO DO CRENTE
Embaraços que impedem o cristão de viver em santidade.
(Êx 19.5,6); (Rm 13.12); (Ef 5.3; 2 Co 6.14-17); (At 10.10-15);
1. Desobediência. - 2. Comunhão com as trevas. - 3. Erros a respeito da santificação. - 4. Áreas da vida não santificadas.
 
Vejamos o que não é a santificação bíblica. (Mt 23.25-28; 1 Sm 16.7); (Ef 2.10); (1 Jo 2.12, 13); (At 1.8;1 Co 14.3); (Mt 6.22,23).
a) Exterioridade - Usos, práticas e costumes. b) Maturidade cristã. Não é pelo tempo de crente. c) Batismo com o Espírito Santo e dons espirituais não equivalem à santificação.
Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a Deus, devem ser apresentados ao Senhor. Como por exemplo, a mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.
 
O que SANTIFICAÇÃO não é
A) Afastamento de seres humanos (Jo 17:15): O Senhor nos envia a pregar no mundo (Mc 16:15); Não podemos viver isolados (I Co 5:9-10); Temos que viver no mundo sem sermos contaminados pelo mundo (Jo 17:15; I Jo 2:15-17)
B) Conformação com certo padrão de vida (Cl 2:16-23): Moralismo. O budismo, confucionismo, e outras ideologias ou formas religiosas consistem em doutrinas com conteúdo filosófico moralista, mas nem por isso são santas consoante o conceito bíblico de santidade.  Abstinências de certas comidas e/ou bebidas não faz de um crente um santo.
C) Obediência a regras ou ritos de formalismo religioso (Gl 4:8-10; 6:15):
A fonte de santificação do crente não é o “legalismo” . Paulo condena os ensinadores falsos que querem impor à Igreja regras e regulamentos que não conduzem à santificação (C l 2:8-15)
D) Manifestações ruidosas ou emotivas, beatices:
A santificação é resultante da operação constante da graça de Deus na nossa vida (I Ts 4:1-7), quando lhe abrimos espaço para uma verdadeira e efetiva experiência da plenitude do Espírito Santo (Ef. 5:18). Em I Ts 4:1 Paulo fala em “progredindo cada vez mais”, o que nos leva a perceber o aspecto progressivo da santificação, que é operada pela graça do Senhor, mas que implica, necessariamente, na nossa disposição de vontade e atitude sincera de permissibilidade da ação do Senhor, operadora da santificação. Paulo fala, também, nesse texto, da relação da nossa santificação com a “vontade de Deus” (v.3). Todo esse texto em Tessalonicenses evidencia que a santificação tem a ver com a nossa postura ética, moral e espiritual (condições do ser interior) e não com as levianas e até hipócritas manifestações exteriores de religiosidade vã, sem correspondência ao que realmente somos na nossa experiência de vida cotidiana. Essa falta de autenticidade não condiz com a necessária santidade.
 
A santificação é um processo que exige disciplina, esforço e um profundo amor a DEUS (1 Co 9.27). Nesse processo, lento e doloroso, todo o nosso ser tem de estar envolvido (Fp 3.12-15;1 Ts 5.23). O santificar-se não é uma opção na vida do salvo; é uma ordenança divina (Lv 20.7; Js 3.5). A nossa santificação é da vontade de DEUS (1 Ts 4.3). Sem ela, como veremos o Senhor? (Hb 12.14).
CONCLUSÃO
Num momento de emergência nacional, o rei Ezequias convocou os levitas, e ordenou-lhes: “Ouvi-me, ó levitas! Santificai-vos, agora, e santificai a Casa do SENHOR, DEUS de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia” (2 Cr 29.5). Foi naquela hora que teve início um grande avivamento em Israel. Se nos santificarmos, como requer o Senhor de cada um de nós, em breve experimentaremos uma grande visitação dos céus em nosso país. Amém!
I - SANTIDADE, A MARCA DO POVO DE DEUS
O estado de santidade se manifesta ao nos converter, pois somos declarados santos. JESUS nos purificou de todo pecado pelo seu sangue. Depois devemos passar pelo processo de santificação que é progressivo e é uma luta contra o pecado em toda nossa vida até o arrebatamento. No arrebatamento só subirá quem tiver a santidade como marca ou seja a comunhão com o ESPÍRITO SANTO.
II – A SANTIDADE NO MINISTÉRIO LEVÍTICO
A Santidade exterior é importante como testemunho de nossa nova vida em CRISTO é através dela que os descrentes nos ver e poderão se converter. Na Santidade interior temos comunhão com o ESPÍRITO SANTO e nosso exterior será verdadeiro. A Santidade e glória finais alcançaremos no da do arrebatamento quando veremos JESUS em nosso encontro com nosso salvador.
III – A SANTIDADE DO POVO DE DEUS
A santificação dos filhos é um processo que passa pela educação dada no lar e em nosso exemplo dentro de casa. A santificação conjugal é importantíssima pois o adultério e a prática sexual ilícita pode nos impedir de subir ao encontro de nossos Senhor. A santificação é a vontade de DEUS para nós.
 
 
Comentários diversos para ajuda
 
O ESPIRITO SANTO e a santificação do crente
Salvação e santificação são obras realizadas por JESUS no homem integral: espírito, alma e corpo. A Bíblia afirma que fomos eleitos “desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPIRITO” (2Ts 2.13). Esta verdade está implícita em João 19.34. Do lado ferido do corpo de JESUS fluíram, a um só tempo, sangue e água. Isto é, o sangue poderoso de CRISTO nos redime de todo pecado, mas a água também nos lava de nossas impurezas pecaminosas.
CRISTO morreu “para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). A salvação e a santificação devem andar juntas na vida do crente.

A santidade de DEUS.
A Bíblia diz que nosso DEUS é santíssimo: “SANTO, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3; Ap 4.8). A santidade de DEUS é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2; Ap 15.4). E o atributo que mais expressa sua natureza. No crente, porém, a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que, não tendo luz própria, reflete a luz do sol (cf. Hb 12.10; Lv 21.8b).
DEUS é “santo” (Pv 9.10; Is 5.16); e, quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.

O que não é santificação.
O próprio Pedro enganou-se a respeito da santificação (At 10.10-15). Vejamos o que não é a santificação bíblica.
Extenorídade (Mt 23.25-28; I Sm 16.7). Usos, práticas e costumes. Estes últi­mos, quando bons, devem ser o efeito da santificação, e não a causa dela (Ef 2.10).

Maturidade cristã.
 Não é pelo tempo que algo se torna limpo, mas pela ação contínua da limpeza. A maturidade cristã varia, como se vê em I João 2.12,13: “Filhmhos”; “pais”; “mancebos”; “filhos”.
Batismo com o ESPIRITO SANTO e dons espirituais. O batismo com o ESPIRITO SANTO e os dons espirituais em si mesmos não eqüivalem à santificação como processo divino e contínuo em nós (At 1.8; I Co 14.3).
Santificar e santificação.
“Santificar” é “pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal”.
SANTO é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de DEUS. É exatamente o contrário do crente que se mistura com as coisas tenebrosas do pecado.

A santificação do crente tem dois lados:
(I) sua separação para a posse e uso de DEUS; e
(2) a separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conheci­do, para obedecer e agradar a DEUS.
 
A santificação do crente tem também três aspectos: posicionai, progressiva e futura.

A santificação posicionai (Hb 10.10; Cl 2.10; I Co 6.11).
No seu aspecto posicionai, a santificação é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se santo “em CRISTO”. DEUS nos vê em CRISTO perfeitos (Ef 2.6; Cl 2.10). Quando estamos “em CRISTO”, não há qualquer acusação contra nós (Rm 8.33,34), porque a santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (I Jo 4.17b).

A santificação progressiva.
E a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Co 7:1) . Os crentes mencionados em Hebreus 10.10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (w. 10,14-ARA).
Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de DEUS. (2 Co 7:1).

A santificação futura.
“E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO” (I Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (I Jo 3.2). Leia também Efésios 5.27 e I Ts 3.13.
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5:27
Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso DEUS e Pai, na vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO com todos os seus santos. 1 Tessalonicenses 3:13

A SANTIFICAÇÃO COMO UM PROCESSO
O crescimento do crente “em santificação” ocorre à medida que o ESPIRITO o rege soberanamente, e o crente, por sua vez, o busca, em cooperação com DEUS: “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (I Pe I.I5).

O lado divino da santificação progressiva.
São meios que o Senhor utiliza para santificar- nos em nosso viver diário. Esses recursos divinos são: o sangue de JESUS CRISTO (Hb 13.12; I Jo 1.7,9); a Palavra de DEUS (Sm 12.6; 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26); o ESPIRITO SANTO (Rm 1.4; I Pe 1.2; 2 Ts 2.13); a glória de DEUS manifesta (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); e a fé em DEUS (Ato 26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).

O lado humano da santificação progressiva.
DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:
O próprio crente.
Sua atitude e propósito de ser santo, separado do mal para posse de DEUS, são indispensáveis. E o crente tendo fome e sede de ser santo (Mt 5.6; 2Tm 2.21, 22; I Tm 5.22).
O santo ministério. Os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Ex 19.10,14; Ef 4.11,12).
Pais que andam com DEUS. Assim como Jó (Jó 1.5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eumce, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu filho (2Tm 1.5; 3.15). Por outro lado, pais descuidados podem influenciar negativamente seus filhos, como no caso de Herodias que influenciou a Salomé (Mac 6.22-24).
As orações do justo (Sm 51.10; 32.6). A oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador.
A consagração do crente a DEUS (Lv 27.28b; Rm 12.1,2). A rendição incondicional do crente a DEUS tem efeito santificador nele.

Estorvos à santificação do crente. Estorvos são embaraços que impedem o cristão de viver em santidade, tais como:

Desobediência. Desobedecer de modo consciente, contínuo e obstinada­mente à conhecida vontade do Senhor (Èx 19.5,6).
Comunhão com as trevas. Comungar com as obras infrutíferas das trevas (Rm 13.12); com os ímpios, seus costumes mundanos e suas falsas doutrinas (Ef 5.3; 2 Co 6.14-17).
Areas da vida não santificadas. Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a DEUS devem ser apresentados ao Senhor. Como, por exemplo, mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.

A necessidade de santificar-se. Para esse tópico aconselhamos a leitura meditativa de 2 Coríntios 7.1 e I Ts 4.7. Vejamos por que é necessário seguir a santificação:
A Bíblia ordena. A Bíblia afirma que temos dentro de nós a “lei do pecado” (Rm 7.23; 8.2). Daí ela ordenar que sejamos santos (I Pe I.I6; Lv 11.44; Ap
; o Senhor habita somente em lugar santo (Is 57.15; I Co 3.17).
Só os santos serão arrebatados. O Senhor JESUS — que é santo — virá buscar os que são consagrados a Ele (I Ts 3.13; 5.23; 2 Ts 1.10; Hb 12.14). Por isso, a vontade de DEUS para a vida do crente é que ele seja santo, separado do pecado (I Ts 4.3).

A santidade revelada de DEUS.
Uma importante razão pela qual o crente deve santificar-se é que a santidade de DEUS, em parte, é revelada através do procedimento justo e da vida santificada do crente (Lv 10.3; Nm 20.12). Então, o crente não deve ficar observando, nem exigindo santidade na vida dos outros; ele deve primeiro demonstrar a sua!
Os ataques do Diabo. Devemos atentar para o fato de que o Inimigo centraliza seus ataques na santificação do crente. A principal tática que o Adversário emprega para corromper a santidade é o pecado da mistura. Isso ele já propôs antes a Israel através de Faraó (Ex 8.25), o que abrange mistura da igreja com o mundamsmo; da doutrina do Senhor com as heresias; da adoração com as músicas profanas; etc.
Em muitas igrejas hoje a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as “virgens” da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais; a diferença só foi notada com a chegada do noivo. Estejamos, pois, preparados para o Encontro com JESUS nos ares, avivados para o Arrebatamento (I Ts 4.16,17).
Teologia Sistemática Pentecostal - CPAD
 
A SANTIFICAÇÃO - BEP - CPAD
1 Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPIRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas”.
Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e servi-lo com alegria.
Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”
(1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPIRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós o fruto do ESPIRITO e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17  ).
Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm
; por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPIRITO SANTO, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado.
A santificação no AT foi a vontade manifesta de DEUS para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta (ver Êx 19.6  ; Lv 11.44  ; 19.2  ; 2Cr 29.5  ). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do ESPIRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para
cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do ESPIRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).
A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4  ), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl
, obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPIRITO SANTO (Rm 8.14;
Ef 5.18).
Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo ESPIRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22. 37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e santo e recebe da parte do ESPIRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).
 
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE - BEP - CPAD
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor
Todo-poderoso”.
O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 notas; 24.3  ; 2Cr 36.14  ; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4); (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9  ; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1 3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação
Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co
; (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
 
PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL - BEP - CPAD
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os
julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2).
A palavra “puro” (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de DEUS. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:
A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por DEUS (ver Gn 2.24  ; Ct 2.7  ; 4.12  ). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por DEUS e por Ele honrados.
O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14  ) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3  ) e colocam o culpado fora do reino de DEUS (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de DEUS e o padrão bíblico da pureza. DEUS proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6  ).
O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de CRISTO, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de DEUS. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do ESPIRITO, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de DEUS, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal. (a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3). (b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9  , sobre a modéstia). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18). (c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que DEUS pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19). (d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28).
 
O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO - BEP - CPAD
1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”
A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de DEUS. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra DEUS, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de CRISTO. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a DEUS, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra DEUS e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
Satanás (ver Mt 4.10,   sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a DEUS e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).
O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a DEUS (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o
mundo (2.15), vencer o mundo (54), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9  ), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com DEUS e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4  ). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a DEUS e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35  ). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; DEUS não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11  ; 2Co 6.14  ) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11  ), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para CRISTO (Mc 16.15; Jd 22,23).
Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de DEUS dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
O sistema deste mundo é temporário e será destruído por DEUS (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10;
1Co 7.31; 2Pe 3.10  ; Ap 18.2).
 
 
QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR
1Tm 3.1,2 “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto
para ensinar.”
Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (3.1). É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela Palavra de DEUS (3.1-10; 4.12) e pela igreja (3.10), porque DEUS estabeleceu para a igreja certos requisitos específicos. Quem se disser chamado por DEUS para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 3.1-13; 4.12; Tt 1.5-9. Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que DEUS estabeleceu mediante o ESPIRITO SANTO. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de DEUS, ao seu reino e da honra e credibilidade da elevada posição de ministro.
Os padrões bíblicos do pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais. O caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministerais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida. Os que aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória espiritual (cf. 3.10). Partindo daí, o ESPIRITO SANTO estabelece o elevado padrão para o candidato, i.e., que ele precisa ser um crente que se tenha mantido firme e fiel a JESUS CRISTO e aos seus princípios de retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade, veracidade, honestidade e pureza. Noutras palavras, seu caráter deve demonstrar o ensino de CRISTO em Mt 25.21 de que ser “fiel sobre o pouco” conduz à posição de governar “sobre o muito”.
O líder cristão deve ser, antes de mais nada, “exemplo dos fiéis” (4.12; cf. 1Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.
Os dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade, pureza em face à tentação, lealdade e amor a CRISTO e ao evangelho (4.12,15).
O povo de DEUS deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de DEUS, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a CRISTO pode ser tomada como padrão ou exemplo (cf. 1Co 11.1;
Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9; 2Tm 1.13).
O ESPIRITO SANTO acentua grandemente a liderança do crente no lar, no casamento e na família (32,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve ser um exemplo para a família de DEUS, especialmente na sua fidelidade à esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como “terá cuidado da igreja de DEUS?” (3.5). Ele deve ser “marido de uma [só] mulher” (3.2). Esta expressão denota que o candidato ao ministério pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é “homem de uma única mulher”, i.e., um marido sempre fiel à sua esposa.
Conseqüentemente, quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de DEUS, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, DEUS expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (ver Gn 49.4; Lv 10.2; 21.7,17; Nm 20.12; 1Sm 2.23; Jr 23.14; 29.23).
A Palavra de DEUS declara a respeito do crente que venha a adulterar que “o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não desaparecerá. Isso não significa que nem DEUS nem a igreja perdoará tal pessoa. DEUS realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza segundo DEUS e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O que o ESPIRITO SANTO está declarando, porém, é que há certos pecados que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão (cf. 2Sm 12.9-14).
Mas o que dizer do rei Davi? Sua continuação como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adultério e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de DEUS, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no entanto, é falha por vários motivos.
O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de JESUS CRISTO, segundo o NT, são duas coisas inteiramente diferentes. DEUS não somente permitiu a Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de JESUS CRISTO, requer padrões espirituais muito mais altos.
Segundo a revelação divina no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr 22.8; 28.3). Observe-se também que por ter Davi, devido ao seu pecado, dado lugar a que os inimigos de DEUS blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo resto da sua vida (2Sm 12.9-14).
As igrejas atuais não devem, pois, desprezar as qualificações justas exigidas por DEUS para seus pastores e demais obreiros, conforme está escrito na revelação divina. É dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustentá-los na sua missão de servirem como “exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (4.12).
 
 
CAPÍTULO DOZE - O ESPIRITO SANTO e a Santificação - Timothy P. Jenney
Este capítulo focaliza o ESPIRITO SANTO e a santificação, embora toda a Trindade esteja envolvida. O plano é de DEUS Pai. Seu desejo é nada menos que a santificação do mundo inteiro e de todos os seus habitantes. JESUS CRISTO morreu para possibilitar esse plano, mas sua obra na cruz já foi concluída (Jo 19.30; cf. Hb 10.10-44). Hoje, o agente ativo na santificação é o ESPIRITO de DEUS. Seu papel principal nesse processo é indicado pelo título mais comum, o ESPIRITO SANTO, e pelos símbolos de purificação que o representam nas Escrituras: água e fogo. 1
O título "ESPIRITO SANTO" aparece 94 vezes no Novo Testamento (inclusive a única ocorrência de "ESPIRITO de santificação", em Rm 1.4). Títulos alternados do ESPIRITO aparecem bem menos frequentemente. 2 Embora alguns tal­vez argumentem que "ESPIRITO SANTO" seja simples abreviatu­ra de o "ESPIRITO do SANTO", o título não pode ser diluído tão levianamente. DEUS Pai tem muitos e incomparáveis atribu­tos, e qualquer um deles - a eternidade, a onipotência, a onisciência - poderia ter servido para identificar o ESPIRITO, não apenas a santidade. Os escritores do Novo Testamento empregam tão frequentemente a expressão "ESPIRITO SANTO" por reconhecerem a relevância do ESPIRITO para a santificação do mundo.
Os símbolos que os escritores sagrados usavam para re­presentar o ESPIRITO SANTO também são esclarecedores. Os rituais de purificação do Antigo Testamento (a respeito dos quais entraremos em pormenores depois) empregam o san­gue, a água e o fogo. O sangue indica o ministério de JESUS; a água e (até certo ponto) o fogo indicam o ministério do ESPIRITO SANTO. O ESPIRITO de DEUS é frequentemente simbo­lizado pela água (Is 44.3,4; Ez 36.25-27; Jl 2.23; Jo 7.38,39; cf. 19.34) ou em termos usualmente reservados para fluidos: "derramar" (Zc 12.10; At 2.17,18; 10.45), "cheio" (Lc 1.15; At 2.4; Ef 5.18), "ungido" (Is 61.1,2; cf. Lc 4.18) e até mesmo "batizar" e "batismo" (Jo 1.33; At 1.5; 1 Co 12.13). Mais frequentemente, o ESPIRITO é simbolizado pelo fogo (At 2.3; Ap 4.5) ou encontra-se em estreita relação este elemen­to (Mt 3.11; Lc 3.16). Eram símbolos poderosos aos ouvidos judaicos acostumados com os batismos e outros ritos de purificação do Judaísmo, no século I. Nossa maneira equivo­cada de entender a santificação e a obra do ESPIRITO SANTO talvez se deva em parte ao nosso desconhecimento daqueles ritos.
Geralmente, quando se menciona a obra do ESPIRITO SANTO no tocante à santificação, faz-se referência a um pro­cesso - ou experiência - que torna a pessoa mais santa. Alguns identificam esse processo com a salvação; outros, como uma experiência subsequente; outros ainda, como um processo que inclui as duas experiências anteriores e algo mais. Mas a obra santificadora do ESPIRITO é ainda mais ampla. Faz parte do plano integral de DEUS para a huma­nidade, da "história da salvação".3 Nesta definição, está incluída a sua obra em relação aos convertidos e aos não-convertidos.
Mesmo assim, pessoas há preocupadíssimas era saber como se aplica a elas a santificação, individualmente. E muita justa essa preocupação. Afinal de contas, o plano de DEUS para o mundo é levado a efeito através de uma pessoa por vez. As perguntas práticas a respeito da santificação podem ser pos­tuladas com muita simplicidade:
O que é a santificação? Acontece de uma só vez, ou é um processo? Como se relaciona com a salvação? O que significa ser santo (ou "santificado") ? Quem é responsável por nos tornar santos, e o que pode ser feito quando ficamos aquém da verdadeira santidade?
O crente poderá atingir um estágio de "perfeição cristã", tornando-se incapaz especar?
Antes de respondermos a essas perguntas, será útil defi­nir os nossos termos, explicar os limites do nosso estudo e passar em revista a doutrina da santificação no decurso da história da Igreja.

Definição de Santificação
Com base nos parágrafos anteriores, torna-se óbvio que a santificação é apresentada aqui no seu sentido mais amplo. A santificação é o processo mediante o qual DEUS está puri­ficando o mundo e os seus habitantes. Seu alvo derradeiro é que tudo, tanto as coisas animadas quanto as inanimadas, seja purificado de qualquer mancha de pecado ou de impure­za. Com essa finalidade, Ele tem proporcionado os meios de salvação mediante JESUS CRISTO. E, no fim dos tempos, Ele pretende consignar ao fogo tudo quanto não pode ou não quer ser purificado (Ap 20.11 - 21.1; ver também 2 Pe 3.10-13), e assim tirar da Terra tudo o que é pecaminoso.
A tarefa do ESPIRITO SANTO na presente etapa da história da salvação é quádrupla: (1) levar o mundo à convicção, (2) purificar o crente mediante o sangue de CRISTO, no novo nascimento, (3) tornar real na vida do crente o pronuncia­mento jurídico da justificação já feita por DEUS e (4) revestir o crente de poder, a fim de que este possa ajudar no processo de santificação de outras pessoas por meio (a) da proclama­ção do Evangelho ao descrente e (b) da edificação do crente.
É comum os teólogos empregarem o termo "santificação" somente com referência à terceira dessas quatro tarefas do ESPIRITO SANTO. Neste sentido mais estreito, A. H. Strong define a santificação como "aquela operação contínua do ESPIRITO SANTO, mediante a qual a santa disposição outorgada na regeneração é mantida e fortalecida".4 Charles Hodge concorda com o Catecismo de Westminster, que define a santificação como "a obra da livre graça de DEUS, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de DEUS, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a justiça".5 Nada temos que objetar a tais explica­ções, mas consideramos a definição de Millard Erickson a mais clara, segundo o nosso modo de entender essa parte do processo. Ele diz: "E uma continuação do que foi começado na regeneração, quando então uma novidade de vida foi conferida ao crente e instilada dentro dele. Em especial, a santificação é a operação do ESPIRITO SANTO que aplica à vida do crente a obra feita por JESUS CRISTO".

A Santificação na História da Igreja
Não é nosso propósito um amplo estudo histórico da teologia da santificação. Semelhante estudo teria de passar em revista todos os pontos de vista já adotados pela Igreja com relação ao tema, bem como as circunstâncias que deter­minaram cada posição. Nossa intenção é explicar o que a Bíblia diz a respeito da obra santificadora do ESPIRITO SANTO, que será de ajuda àqueles desejosos por viver de modo cada vez mais agradável a DEUS.
Em todas as eras, inclusive a nossa, a Igreja tem apresen­tado pontos fortes e também fraquezas em sua teologia. Essa variação pode ser melhor entendida pela observação do flu­xo e refluxo histórico de várias doutrina do passado. Devido às limitações de espaço, não há como incluir aqui um amplo estudo da teologia histórica da santificação. Nosso estudo, no entanto, poderá servir de guia ao desenvolvimento dessa doutrina.7 Por mais que alguém possa aprender de semelhan­te estudo, é reconfortante saber que pessoas na Igreja já estão envolvidas com as implicações práticas dessa doutrina.
Os primeiros seguidores de JESUS esperavam e pregavam a sua volta a qualquer momento (At 2 e 7). Por isso enfatizavam grandemente a salvação e o evangelismo (Mt 28.18-20; At 1.7,8). No decurso dos anos, tardando a segunda vinda de JESUS, os escritos do Novo Testamento indicam certos pro­blemas surgindo na Igreja (1 Ts 4.13-18; 1 Pe 3.3-18). Por exemplo: alguns crentes não viviam uma vida de santidade, mas usavam a liberdade do código legal judaico como des­culpa ao comportamento licencioso. Encontramos tal atitu­de nas igrejas de Corinto, Galácia, Colossos e nos registros de Apocalipse 2 e 3. Outros - os judaizantes - argumenta­vam que a solução era que todos os cristãos, tanto os gentios quanto os judaicos, obedecessem a lei mosaica (At 15), doutrina, ensinando que a Igreja controlava uma "tesouraria de méritos" que podia ser creditada na conta do fiel necessi­tado. Depois do batismo cristão, os pecados venais12 podiam ser contrabalançados pelo sacramento da comunhão, ao pas­so que os "pecados mortais", mais graves, exigiam alguma forma de penitência.
Os líderes da Reforma afligiam-se com a corrupção que viam dentro da Igreja Católica Romana. Consequentemente, diminuíam o papel da igreja institucional e dos sacramen­tos na santificação. Argumentavam que a santificação era obra do ESPIRITO "primariamente através da Palavra, e [só] secundariamente através dos sacramentos". Também diziam que “a justificação produz a força motivadora na santificação.”
Os pietistas e os metodistas, desesperados com a falta de vitalidade espiritual em suas próprias fileiras, deslocaram o processo da santificação para ainda mais longe do controle da Igreja. Sustentavam que o ESPIRITO SANTO realizava essa obra por meio do amor, da devoção e da obediência a CRISTO, por parte do crente, juntamente com um desejo pela santi­dade prática e o esforço em prol da perfeição. Enfatizavam o relacionamento espiritual pessoal mais que a participação de uma atividade patrocinada pela igreja institucional - os sacramentos (no catolicismo) ou a pregação da Palavra (no luteranismo).
O próprio John Wesley assumiu uma posição ainda mais extrema: ensinava que aqueles que não tinham vitalidade espiritual haviam sido salvos, mas não santificados. Acredita­va que a justificação e a santificação eram obras separadas da graça. A salvação era a primeira, e a santificação, a segunda. Frequentemente chamava a esta última obra "perfeição cris­tã", afirmando que ela excluía qualquer transgressão volun­tária das leis de DEUS (estava disposto a reconhecer que transgressões involuntárias ainda podiam ocorrer). Definia essa perfeição como amar a DEUS e ao próximo, tendo a mente que estava em CRISTO JESUS, o fruto integral do Espíri­to na alma do crente e a imagem moral de DEUS renovada na retidão e na verdadeira santidade. "Essa é a perfeição", dizia. A solução para os problemas espirituais da Igreja de seus dias era essa segunda obra da graça: a santificação. A santificação forneceria maior espiritualidade e mais poder à obra nas searas missionárias do mundo inteiro.
O Movimento da Santidade, nos meados do século XIX ao início do século XX, vendo a espiritualidade ofus­cada em suas denominações (que passavam a ser "ex-denominações"), adotaram muitas das características do metodismo primitivo. Essas características incluíam a dis­tinção entre a primeira obra da graça e uma segunda, e a ênfase na espiritualidade pessoal. Em muitos casos, essa segunda obra era identificada como o batismo no ESPIRITO SANTO. Da mesma maneira que nos ensinos de João Wesley, tal experiência era a responsável tanto pelo aumento da espiritualidade (ou "santidade") quanto pelo incremento de poder para o serviço cristão.
Outros líderes eclesiásticos da época concordavam com os grupos da Santidade quanto a igreja precisar de renova­ção, mas discordavam da solução deles. Um desses líderes era Charles Finney, cuja abordagem era mais modesta. Ele concordava com o ensino wesleyano de uma segunda obra (instantânea) da graça, mas não a considerava uma obra de santificação. Tratava-se, para ele, de um revestimento de poder.
Reuben A. Torrey foi outro líder eclesiástico destacado no assunto. Encorajado pelo evangelista Dwight L. Moody, olhava a doutrina de um prisma um pouco diferente. Ensina­va que a santificação era um processo, mas que o poder para o serviço provinha do batismo no ESPIRITO. Em outras pala­vras, rejeitava a identificação - defendida pelo movimento da Santidade - do batismo no ESPIRITO como uma "segunda obra da graça", que produzia a santidade. Mantinha a ex­pressão "batismo no ESPIRITO", concordava ser ela subsequente à salvação e ensinava que era exclusivamente um dom divino de poder espiritual.
A ênfase cada vez maior à obra do ESPIRITO SANTO, em fins do século XIX, preparou o caminho para a renovação do Pentecostalismo, no começo do século XX. Alguns dos pri­meiros pentecostais, porém, argumentavam que o batismo no ESPIRITO SANTO era uma terceira obra da graça, sendo: (1) a salvação, mediante a qual a pessoa era purificada dos pecados da vida irregenerada; (2) a santificação, que outorgava a vitória sobre o pecado nesta vida, no sentido wesleyano; e (3) o batismo no ESPIRITO SANTO, que revestia o crente de poder para servir a DEUS e ao próximo.20 Estas duas últimas obras da graça pareciam relegar o restante da Igreja a uma condição espiritual inferior, situação que encorajava um elitismo espiritual pentecostal. Os não-pentecostais não de­moraram a caracterizar os pentecostais como elitistas, inclu­sive os que não haviam adotado posições tão exageradas. Infelizmente, a doutrina da santificação parece ter-se perdi­do no fragor da batalha.
Atualmente, há urgente necessidade de renovada ênfase à doutrina da santificação nos círculos pentecostais. Em primeiro lugar porque são raros os pentecostais que hoje aceitariam a ideia de estar precisando de renovação espiritu­al. A despeito de muitíssimos crentes terem sido batizados no ESPIRITO SANTO, são muitas as igrejas pentecostais que não possuem a vitalidade e a eficácia que nelas se evidenciavam em anos anteriores. Em segundo lugar, a ênfase pentecostal ao batismo no ESPIRITO e aos dons sobrenaturais do ESPIRITO tem resultado numa falta de ênfase ao restante da obra do ESPIRITO, inclusive a santificação. Em terceiro lugar, a aceita­ção mais generalizada dos pentecostais e dos carismáticos parece ter ameaçado a distinção tradicional entre a Igreja e o mundo, lançando dúvidas sobre muitos dos antigos padrões de santidade. E, finalmente, os pentecostais de hoje dão muito valor à popularidade que acabaram de conquistar e, no afã de preservá-la, zelam por evitar qualquer aparência de elitismo espiritual.

A Santificação no Antigo Testamento
Terminologia
Qadash e seus cognatos. A palavra hebraica qadash, frequentemente traduzida por "ser santo", tem a ideia básica de separação do uso comum para a dedicação a DEUS e ao seu serviço. E encontrada na Bíblia como verbo ("estar sepa­rado", "ser consagrado") e também como adjetivo (heb. qadosh - "sagrado", "santo", "dedicado"' [objeto, lugar, pessoa etc.]), quer se aplique a qualidade ao próprio DEUS, quer a lugares, objetos, pessoas ou datas santificadas por Ele (ou para Ele). 21 O Novo Testamento emprega a palavra grega hagiazõ e seus cognatos (por exemplo: hagios) para comunicar a mesma ideia.
Talvez a melhor maneira de se definir santidade seja pelo caráter de DEUS. A Bíblia ensina claramente que a caracte­rística fundamental de DEUS é a santidade. Ele a aplica a si mesmo: "Sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11.44; ver também 1 Pe 1.15,16); as pessoa proclamam o fato: "[Ele] é DEUS santo" (Js 24.19); os serafins, adorando a DEUS, o afirmam: "SANTO, santo, santo é o Senhor dos Exércitos" (Is 6.3; cf. Ap 4.8); até mesmo JESUS, o Filho de DEUS, o chama de "Pai SANTO" (Jo 17.11).
O profeta Amós disse: "Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade" (4.2); e acrescentou, posteriormente: "Jurou o Senhor Jeová pela sua alma" (6.8), indicando assim a santi­dade como parte fundamental de sua essência mais íntima, que é diferente de qualquer coisa que Ele tenha criado, além de estar separada de todo o pecado e maldade. "A santidade de DEUS fica sendo uma expressão da sua perfeição existenci­al, que transcende tudo o que é próprio das criaturas".
Talvez a palavra que hoje comunique melhor essa ideia seja "alienação", se pudermos deixar de lado sua conotação frequentemente negativa. A santidade, no seu sentido bási­co, não é humana nem terrestre. Pertence a uma outra esfera. Isto quer dizer: um DEUS santo é um DEUS totalmente separado e distinto de sua criação (o oposto ao ensino do panteísmo).
Entendemos que essa qualidade da santidade seja o cará­ter essencial de deidade que Ele pode outorgar. O que mais nos interessa é a maneira como DEUS outorga essa qualidade, mormente no que diz respeito ao indivíduo. O problema é que a raça humana, desde a Queda, vive num mundo caído e não é santa. Mesmo assim, DEUS deseja manter comunhão conosco. E, como Ele não pode se tornar menos santo para ter comunhão conosco, é nosso dever tornar-nos mais santos.
DEUS comunica essa ideia de várias maneiras, no Antigo Testamento. Primeiro, diz ao seu povo: "Sereis santos, por­que eu sou santo" (Lv 11.44). Depois, consagra uma variedade de coisas para facilitar a comunhão com o seu povo, sua, "nação santa" (Ex 19.6): um sacerdócio santo para oficiar (Ex 29.1; 1 Sm 7.1), com vestes santas (Ex 28.2-4; 29.29); um tabernáculo (ou templo) santo, para Ele habitar entre o seu povo (Êx 29.31; Lv 16.24; SI 46.4; 65.4); "dias santos", em que todos deviam cessar as tarefas comuns a fim de adorar a DEUS (Ex 16.23; Lv 23.32; Jr 17.21-27); e até mesmo água santa, para a purificação de indivíduos impuros (Nm5.17).
Taher e seus Cognatos. A palavra hebraica taher não é tão comum como qadash, no Antigo Testamento, mas com certeza é igualmente importante para compreendermos a santificação. O significado da raiz verbal é "estar limpo, puro". Essa pureza pode ser cerimonial, moral ou até mesmo a pureza relativa a um metal.23 Quanto ao uso da palavra, parece não haver muita distinção entre limpar a impureza física (a contaminação provocada pelo contato com substân­cias imundas) e a espiritual (a corrupção moral). O primeiro uso é bem mais comum, enquanto o último parece ser a sua extensão lógica.
Ao todo, os substantivos desse grupo aparecem apenas 19 vezes, mas o adjetivo, noventa vezes. Em Gênesis, é usado somente com respeito aos animais "limpos" (Gn 7.2,8; 8.20), e em Êxodo, somente com relação a materiais puros, especi­almente do "ouro puro" (Êx 25.11-39; 30.3; 39.15, etc). Levítico tende a usá-lo em termos de pureza cerimonial (Lv 4.12; 13.13,17,40,41), da mesma forma que Números (Nm 5.28; 18.11,13; 19.9,18,19).
A mudança do concreto para o abstrato é instrutiva, pois ilustra essa transição. Declara-se que as palavras do Senhor são puras (SI 12.6). DEUS é "tão puro de olhos", que não pode ver o mal (Hc 1.13), pelo menos não com aprovação. O temor que o indivíduo tem ao Senhor é "puro" (SI 19.9). O Salmista exclama: "Cria em mim, ó DEUS, um coração puro" (SI 51.10; cf. Pv 22.11). Ezequiel diz que DEUS "purifi­cará" o seu povo da idolatria (Ez 36.25).
O verbo é encontrado 89 vezes, sob várias formas, no Antigo Testamento. E 38 aparecem num único livro: Levítico, que oferece instruções pormenorizadas aos vários rituais de purificação.

Os Rituais de Purificação
O Antigo Testamento ensina que uma coisa pode ser separada de DEUS por meio do pecado ou pela impureza. Pode-se obter o perdão do pecado pela oferta do sacrifício apropriado. A purificação da impureza exige que a pessoa passe pelo ritual apropriado. Esses rituais de purificação têm grande importância, por serem representações visuais de verdades espirituais.
São vários os rituais de purificação descritos em Levítico e Números. Podem ser divididos em duas categorias: (1) rituais para coisas que podem ser purificadas e (2) rituais para coisas que não podem ser purificadas. Todos os rituais da primeira categoria envolvem água. A forma mais simples dos rituais dessa categoria é que a pessoa contaminada tinha de lavar as suas roupas e ficava impura até o fim da tarde (Lv 11.38,40; 12.6; etc). Então, seria considerada pura e livre para ir aonde quisesse. Um grau um pouco maior de impure­za, tal como entrar em contato com os líquidos do corpo de outra pessoa, podia ser purificado pelo simples acréscimo de um banho ao ritual básico (Lv 15.1-32; Nm 19.11-13).
Maiores porções de impureza exigiam cerimônias mais complexas e ingredientes poderosos. A pessoa curada de infecção cutânea era borrifada sete vezes com água mistura­da com sangue. Em seguida, tinha de lavar suas roupas, raspar todos os cabelos do corpo, banhar-se e ainda perma­necer no estado de impureza por mais sete dias (Lv 14-1-9; cf. Nm 19.1-10,17-22). No oitavo dia, trazia um sacrifício, e o sacerdote pegava parte do sangue e do óleo do sacrifício e a ungia com a mistura. Então estaria pura (Lv 14.10-32). Havia exigências semelhantes para as casas que tinham sim­ples bolor (14.48-53).
Em determinadas condições, até mesmo a água podia ficar impura (Lv 11.33-35). Os rabinos de tempos posterio­res entravam em muitos detalhes para especificar a quanti­dade de água, o tipo de aspersão e até mesmo o batismo que cada tipo de impureza exigia para ser declarada pura. Levítico 11.36 contém mais um detalhe importante: a água de uma fonte ou de uma cisterna subterrânea sempre era considera­da pura. A água de uma fonte, por exemplo, era literalmente "água viva": movimentava-se e, portanto, estava sempre a renovar-se em uma fonte escondida. Com efeito, não podia se tornar impura.
Eis a relevância das "águas vivas". Gramaticalmente, significa "água que se movimenta ou flui", mas teologica­mente significa "água que nunca poderá ficar impura". Esta a razão de tantos rituais de purificação exigirem água "fresca" ou "corrente" (Lv 14.5,6,50-52; 15.13). Esse fato explica também por que DEUS se descreve a pecaminosa Jerusalém como "fonte de águas vivas" (Jr 2.13; 17.13) e por que os comentaristas podem dizer que a fonte e os rios, em Zacarias, são para a purificação (Zc 13.1; 14.8).24 Mais importante, explica por que JESUS se descreve como a Fonte das "águas vivas" (Jo 4.10,11; 7.38). Ele proporciona ilimitada purifica­ção a todos os tipos de pecados e impurezas.
Outros termos dos rituais de purificação passaram para o Novo Testamento, formando parte da teologia da santifica­ção. Incluem a "aspersão" (Hb 9.13-28; 10.22; 11.28; 12.24; 1 Pe 1.2), a "lavagem" (Mt 15.2; Jo 13.5-14; At 22.16; 1 Co 6.11; Ap 1.5) e o "batismo" (Rm 6.4; Ef 4.5; Cl 2.12; Hb 6.2; 1 Pe 3.21), bem como os termos mais genéricos para repre­sentar a santidade e a pureza (que serão tratados mais deta­lhadamente a seguir).
A segunda categoria dos rituais de purificação destinava-se a coisas cuja limpeza não era possível. Eram vários os materiais: vestes e couros com qualquer tipo de bolor destrutivo (Lv 13.47-59) ou uma casa da qual não fosse possível remo­ver o bolor (Lv 14.33-53). Geralmente, tais coisas deviam ser destruídas (Lv 11.33,35; 14.40,41,45), frequentemente pelo fogo (Lv 13.52, 55, 57). DEUS destruiu Sodoma e Gomorra pelo fogo (Gn 19.24; ver também Lc 17.29,30), assim como posteriormente fez à Jerusalém idólatra (Jr 4.4; 17.27). De Jericó, tudo deveria ser queimado, menos os artigos de metal (Js 6.17,24). E, quando Acã furtou dali alguns artigos, tam­bém foi queimado, juntamente com a família e todas as suas posses (7.12, 25). O mesmo tratamento recebeu a cidade de Hazor (11.11,13).
Se os rituais representam verdades espirituais, quais ver­dades DEUS pretende que aprendamos dos rituais de purifica­ção? Certamente nos ensinam que Ele é santo e exige a santidade do seu povo. Ensinam-nos também que DEUS de­seja que tudo se torne santo. Ele providenciou meios de limpar tudo o que era passível de limpeza, mesmo se o processo fosse dispendioso ou extensivo. Isto é, as "lavagens" (Nm 11.19, 21) ou "batismos" (ver Lv 11.32, onde "colocar na água" é o verbo hebraico taval - "mergulhar", "imergir") removiam o pecado, mas "salvavam" o material. Ele des­truía, usualmente pelo fogo, o material que não fosse passível de limpeza. Assim o arraial e o povo de DEUS eram mantidos limpos - ou santos.
Essa verdade tem uma aplicação espiritual poderosa aos que estão debaixo da nova aliança. DEUS, mediante o poder santificador do seu ESPIRITO, ainda está disposto a purificar as pessoas que querem abandonar seus pecados. Ele removerá os pecados e salvará tais pessoas. Mas os que não querem abrir mão deles, assim como os materiais mais contaminados no Antigo Testamento, devem ser destruídos juntamente com seus pecados, exatamente da mesma maneira: pelo fogo.
A Promessa Profética
Os profetas hebreus anteviam tempos em que DEUS puri­ficaria toda a raça humana e o mundo no qual ela habita. DEUS revelou que levaria a efeito essa grande obra de purifi­cação mediante o seu ESPIRITO: "Não por força, nem por violência, mas pelo meu ESPIRITO, diz o Senhor" (Zc 4.6). Como consequência, os profetas frequentemente emprega­vam vocábulos dos rituais de purificação realizados no Tem­plo para descrever a obra divina. Em Ezequiel, por exemplo, DEUS diz a Israel: "Então, espalharei água pura [heb. tehorim] sobre vós, e ficareis purificados [heb. tehartem]; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei [heb. 'ataher]. E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis... E vos livrarei de todas as vossas imundícias" (Ez 36.25-27,29).
DEUS promete, ainda, que restaurará Israel e Judá à sua terra e os purificará (Ez 37.21-23). As cidades seriam reedificadas, e a terra se tornaria como o jardim do Eden (36.33-35).
Essa purificação pelo ESPIRITO (bem como outros aspectos da sua obra) estaria a disposição de todos, no futuro - ho­mens e mulheres, judeus e gentios, jovens e velhos (Jl 2.28-32). Às vezes a visão diz respeito a chuvas purificadoras (Jl 2.23). Em outras ocasiões, trata-se de um rio poderoso a fluir do Templo para o país inteiro, trazendo purificação e outor­gando vida (Ez 47.1-12).
Zacarias profetizou que esse rio de "águas vivas" seria dividido em quatro partes e regaria a terra (Zc 14-4, 8), assim como no jardim do Eden (Ez 36.35; cf. Gn 2.10). Naquele dia, o Senhor reinará em Jerusalém, e todas as nações irão adorá-lo ali (Zc 14.16). A própria cidade de Jerusalém será tão santa que "se gravará sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR; e as panelas na Casa do Se­nhor serão como as bacias diante do altar. E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao Senhor dos Exér­citos" (Zc 14.20,21; cf. Jr 31.40).
Os textos de Ezequiel e de Zacarias eram lidos anualmen­te na Festa dos Tabernáculos dos judeus.25 JESUS esteve pre­sente naquela festa pelo menos uma vez e "no último dia, o grande dia da festa, JESUS pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7.37,38).
"Do seu ventre" (gr. ek tês koilias autou) não se refere ao ventre do crente, nem diretamente ao ventre do Messias, pois segundo alguns estudiosos, nenhum desses conceitos se acha nas Escrituras do Antigo Testamento. Refere-se a Jeru­salém, onde JESUS seria crucificado e onde o ESPIRITO SANTO seria derramado, no dia de Pentecoste.
Os judeus entendiam que Jerusalém - como o "umbigo da Terra"27 - e as palavras de JESUS referiam-se a dois trechos litúrgicos da festa: Zacarias 14 e Ezequiel 36. Tinham razão, mas apenas parcialmente. JESUS queria que soubessem que esse poderoso rio de águas vivas para a purificação, que os profetas viram em visões, era na realidade o ESPIRITO de DEUS. Sabemos disso, porque João passa a dizer: "E isso disse ele do ESPIRITO, que haviam de receber os que nele cressem" (Jo 7.39; cf. 4.13,14; 19.34). Não se trata do batismo no ESPIRITO (pelo menos não exclusivamente), mas de uma refe­rência à poderosa obra de santificação que o ESPIRITO realiza­ria entre o povo de DEUS nos últimos dias.


A Santificação no Novo Testamento (TEOLOGIA SIST. HORTON)

Terminologia
Os dois termos gregos cruciais para o estudo da santifica­ção no Novo Testamento são hagiazõ (e seus cognatos) e katharizõ (e seus cognatos). Hagiazõ equivale aproximada­mente à palavra hebraica qadash e quase sempre serve como tradução desta, na Septuaginta. Significa "santificar, sepa­rar, purificar, dedicar ou consagrar", bem como "tratar como santo". A palavra grega katharizõ quase sempre traduz a palavra hebraica taher, na Septuaginta. Significa "tornar limpo ou purificar" e é usada nos sentidos cerimonial e moral.
Embora a Torá empregue os dois termos hebraicos com certa exatidão, a diferença entre eles torna-se menos nítida quando empregados no sentido figurado, especial­mente nos profetas e nos Salmos. O Novo Testamento usualmente mantém a distinção entre os termos gregos ao falar dos rituais da antiga aliança ou dos fariseus, mas também emprega ambos os termos quando fala da obra de CRISTO na nova aliança. Posto que nos interessamos pela purificação espiritual na nova aliança, podemos asseverar que o Novo Testamento emprega hagiazõ e katharizõ de modo intercambiável.
A palavra mais comum é hagios (derivada de hagiazõ). No singular, é traduzida por "santo" e frequentemente usada como adjetivo para descrever DEUS, seu ESPIRITO, Jerusalém etc. No plural, é frequentemente usada como substantivo, para descrever o povo de DEUS. Neste caso, é geralmente traduzida como "os santos". Esta expressão é muito comum no Novo Testamento (aparece sessenta vezes) e serve com evidência sólida de que os cristãos primitivos entendiam sua própria qualidade distintiva. DEUS os tornara santos.

Duas Teologias da Santificação
O termo "santos" nos é tão familiar que provavelmente o consideramos como ponto pacífico. Para os cristãos dos tem­pos do Novo Testamento, não era assim. Eles tinham plena consciência das leis extensivas que tratavam dos alimentos puros, das substâncias impuras e dos rituais de purificação da lei mosaica. Muitas das seitas do Judaísmo tinham regula­mentos pormenorizados no tocante à impureza. De modo geral, a regra era que a santidade fosse mantida ao evitar-se a contaminação e pelo isolamento dos contaminados. Se alguém ficasse com alguma impureza, a solução era removê-la por algum tipo de batismo (Hb 6.2; 9.10). Esta é uma noção bastante passiva da santidade: evitar a impureza.
Além disso, a teologia dos fariseus apresentava uma in­consistência interessante. Muitos deles entendiam que o Reino de DEUS era espiritual, lá no íntimo, ao invés de ser um reino exterior (material) e político. Mesmo assim, sus­tentavam que a entrada para esse reino interior dava-se através de rituais exteriores, que removiam o pecado e a impureza e produziam a santidade.
Mesmo assim, a santidade de DEUS é ativa. Uma vez que Ele deseja comunhão com as pessoas, sua santidade ativa consiste em tornar puros os impuros e santos os ímpios. A morte de CRISTO tornou possível esse tipo de santidade. Seus seguidores obtiveram acesso ao Reino (espiritual) de DEUS mediante um processo espiritual, e não por um processo exterior. Mesmo estando cercados de pessoas e coisas impu­ras, ainda podiam ser santos. Por consequência, "santos" fica sendo sua designação característica.
O Cumprimento da Profecia
Em última análise, a santificação do mundo ocorre no nível individual. Cada pessoa precisa resolver se aceitará ou não o domínio e o Reino de DEUS em sua vida. As que optarem por não abrir mão de seus pecados terão de ser purificadas pelo fogo. Esse processo não pede a sua coopera­ção, mas é doloroso, destrutivo e de longa duração. Esse é o castigo eterno que a Bíblia chama de "inferno", "o lago de fogo" e a "segunda morte" (Is 66.24; Mt 23.33; 25.30,41,46;
Ap 20.14,15). Embora essa purificação nunca seja atingida, o fogo eterno garante que a criação divina jamais tornará a ser perturbada pela sua impureza. Resumindo, DEUS deter­minou que santificará o mundo. E o fará pela água ou pelo fogo (Mt 3.11-12).
Os cristãos desejam ser santificados pelo ESPIRITO, processo que requer a cooperação contínua do indivíduo (1 Jo 3.3; Ap 22.11), de modo bem semelhante às cerimônias de purificação com água descritas no Antigo Testamento. Esse processo de santificação remove o pecado, mas não salva a pessoa, e apresenta as quatro etapas que seguem.
Convencendo o mundo. A primeira etapa da santificação e a obra mais importante do ESPIRITO SANTO é levar as pessoas a um relacionamento pactual com DEUS. O ESPIRITO tem três tarefas a realizar entre os inconversos: a convicção do pecado, o testemunho a respeito de CRISTO e a confirmação da Palavra de DEUS. São suas maiores tarefas, porque realizadas entre o maior grupo das pessoas - virtualmente todos os descrentes da Terra.
A salvação somente começa quando o indivíduo estiver convencido do pecado pessoal. Entendemos que essa "convicção" significa que a pessoa reconhece ter feito o mal e constar como culpada diante de DEUS. E é o ESPIRITO SANTO quem produz tal convicção, que é a primeira etapa na santificação do indivíduo. JESUS referiu-se a este ministério do ESPIRITO quando disse: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (Jo 16.8-11).
Note que JESUS disse que o ESPIRITO convencerá "o mundo". Em outras palavras, o ESPIRITO SANTO tem um ministério de convicção entre os inconversos. Ele convence os mundanos de três coisas: (1) que seus pecados, especialmente o pecado da descrença no Filho de DEUS, os fez culpados diante de DEUS, (2) que a justiça é possível e desejável e (3) que os que não quiserem escutar a voz do ESPIRITO serão julgados por DEUS.
A tentativa do ESPIRITO em produzir a convicção pode ser resistida (At 7.51), conforme muitas vezes acontece. Há inclusive uma rejeição direta, que é a dos réprobos (1 Tm 4.2). Esta a razão de ser a blasfêmia contra o ESPIRITO (Mt 12.31,32; Mc 3.29) potencialmente tão grave: se o ESPIRITO SANTO retirar a sua presença, não haverá mais possibilidade de arrependimento nem de perdão, porque não há convicção nem senso de culpa.
O ESPIRITO também testifica a respeito de CRISTO. Falando acerca do mundo, JESUS afirmou:
Se eu, entre eles, não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas, agora, viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai. Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Aborreceram-me sem causa. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPIRITO da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio (Jo 15.24-27).
Poucas pessoas se sentem dispostas a falar contra JESUS, quer sejam crentes, quer não. Por quê? Cremos que é por causa do ESPIRITO SANTO: Ele testifica a respeito de CRISTO, convencendo a homens e mulheres a respeito da verdade.
Os cristãos podem testemunhar aos inconversos, compartilhando a verdade do Evangelho (Jo 15.27; cf. 3.3,4,16-21). DEUS até mesmo promete que o ESPIRITO nos guiará naquilo que dissermos (Mt 10.19; At 2 e 7 etc). Mas, para darmos a resposta da fé, precisamos da atuação do ESPIRITO SANTO (Jo 15.26; cf. 3.5-8).
Além da convicção íntima e do testemunho a respeito de CRISTO, o ESPIRITO também confirma a Palavra de DEUS. Ele o faz por meio sinais e maravilhas sobrenaturais, que acompanham a sua proclamação. Paulo escreve à igreja em Corinto sua própria experiência nessa questão: "E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de DEUS, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a JESUS CRISTO e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do ESPIRITO e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de DEUS" (1 Co 2.1-5; cf. 12.7-11).
Posteriormente, Paulo fala com mais clareza a respeito de como o ESPIRITO ressalta a sua apresentação do Evangelho: "Porque não ousaria dizer coisa alguma, que CRISTO por mim não tenha feito, para obediência dos gentios, por palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do ESPIRITO de DEUS; de maneira que, desde Jerusalém e arredores até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de JESUS CRISTO" (Rm 15.18,19).
O "poder" ao qual Paulo se refere consiste no mesmo tipo de sinais e maravilhas que acompanhavam o ministério de JESUS (At 2.22). Da mesma maneira, o ESPIRITO continua a operar poderosamente através do crente hoje, para confirmar a pregação da Palavra (Mc 16;20; At 4.8-12; 5.12; Rm 12.4-8; 1 Co 12.27,28).
Resumindo, a totalidade da experiência do pecador com o ESPIRITO de DEUS é negativa! O inconverso experimenta convicção pelo pecado, ressaltada pelo fato de que a justiça agora é possível em CRISTO e aumentada ainda mais por causa da certeza do juízo vindouro. Quando o ESPIRITO testifica de CRISTO, revela aquEle que viveu uma vida de retidão. Quando a Palavra de DEUS é pregada, o ESPIRITO a confirma com poderosos sinais e maravilhas. Não admira que o pecador odeie ouvir a pregação da Palavra de DEUS, pois lhe traz sentimento de culpa, insuficiência, ansiedade e convicção. Por quê? Porque a obra do ESPIRITO SANTO entre os inconversos visa um único alvo: levá-lo ao arrependimento!
Purificando o crente.
A obra do ESPIRITO não cessa quando a pessoa reconhece sua culpa diante de DEUS, mas vai crescendo a cada etapa subsequente. A segunda etapa na santificação pelo ESPIRITO SANTO no indivíduo é a conversão. Esta é uma experiência instantânea. Inclui a santificação pelo ESPIRITO, ou, em linguagem biblicamente mais correta, o processo da santificação pelo ESPIRITO inclui a conversão.
Podemos facilmente demonstrar esse fato pelas Escrituras. Considere as palavras de Paulo: "Mas devemos sempre dar graças a DEUS, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter DEUS elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPIRITO e fé da verdade" (2 Ts 2.13). Note que a palavra "salvação" é qualificada por duas frases preposicionais, que descrevem como foram salvos os crentes da Tessalônica. A segunda frase: "fé na verdade" descreve o papel do crente na salvação: ter fé no evangelho de JESUS CRISTO (v. 14). A primeira frase: "em santificação do ESPIRITO", é mais importante para o presente estudo. Descreve o papel do ESPIRITO na salvação: santificar o crente. A ênfase neste versículo não é que DEUS escolheu algumas pessoas e outras não - a predestinação clássica 29 -, mas que DEUS escolheu os meios pelos quais todos seriam salvos: a fé do indivíduo na promessas de DEUS mais o poder purificador do ESPIRITO de DEUS (ver também At 10.15; 11.9; Rm 15.16; 1 Pe 1.1,2).
Outro exemplo importante aparece em 1 Coríntios. Paulo repreende a imoralidade dos crentes de Corinto (5.1-8). Depois de alistar vários tipos de pecadores (6.9,10), diz: "E o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS e pelo ESPIRITO do nosso DEUS" (6.11). Paulo declara essa obra como realizada pelo ESPIRITO (cf. 2 Ts 2.13). A forma gramatical dos verbos gregos aqui traduzidos por "lavados", "santificados" e "justificados" (aoristo passivo) não dá a ideia de nenhum tipo de processo. Todos se referem à mesma experiência instantânea e completa: a conversão.
Não há a mínima possibilidade de se interpretar o texto grego desses versículos no sentido de ser a obra santificadora do ESPIRITO algo distinto da salvação. Não é uma segunda obra específica da graça, conforme querem alguns. Os dois textos bíblicos descrevem a santificação pelo ESPIRITO como o meio pelo qual as pessoas são salvas. O segundo texto (6.11) representa a salvação de modo linear, que ocorre ao mesmo tempo que a lavagem e a justificação.
A única maneira de reconciliar esses trechos com outros que falam da santificação como um processo (ver abaixo) é reconhecer a santificação não meramente como algo que ocorre após a conversão, mas como idêntica ao crescimento no Senhor. A santificação inclui toda a obra de DEUS na tentativa de salvar a humanidade do juízo vindouro.
No momento da conversão, nascemos de novo, desta vez o nascimento no ESPIRITO (Jo 3.5-8). Ao mesmo tempo, o ESPIRITO nos batiza no corpo de JESUS CRISTO, que é a Igreja (1 Co 12.13; Ef 2.22).30 Instantaneamente, somos lavados, san­tificados e justificados, e tudo isto mediante o poder do ESPIRITO (1 Co 6.11; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.1,2). Nesse momento, o ESPIRITO de DEUS começa a testificar ao nosso espírito que agora somos filhos de DEUS (Rm 8.15,16). O ESPIRITO de vida nos liberta da lei do pecado e da morte (8.2; cf. Jo 6.63). Agora somos novas criaturas em DEUS (2 Co 5.17).
A diferença fundamental entre um cristão e um não-cristão não está no estilo de vida, na atitude ou mesmo no sistema de crenças. E que o crente deixa que DEUS o santifi­que, enquanto o inconverso não o permitiu. Essa diferença é uma das razões por que o Novo Testamento frequentemente se refere aos crentes como "santos" (Mt 27.52; At 9.13; Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1; Ap 5.8 etc), ainda que passe a descre­ver seus pecados ou falhas (conforme faz Paulo em 1 Co). Sendo assim, o cristão não é necessariamente perfeito, mas alguém que se arrependeu do seu pecado e submeteu-se ao poder purificador do ESPIRITO de DEUS.
Realizando a justiça no crente. O ESPIRITO de DEUS não abandona o crente após a conversão (Jo 14.16). Assim como na passagem da convicção para a conversão, seu papel tor­na-se maior depois desta. A submissão aumentada no crente leva a efeito maior cooperação e intimidade com o ESPIRITO, o que resulta na possibilidade de Ele fazer uma obra ainda maior depois da conversão. Há três maneiras adicionais de o ESPIRITO operar dentro do crente: (a) Ele continuamente santifica o crente do pecado; (b) Ele liberta o crente cada vez mais do pecado, na prática; e (c) Ele usa os crentes para ajudar na obra da santificação.
Nenhum crente pode chegar a dizer que está totalmente livre do pecado (1 Jo 1.8,9). Somos culpados dos pecados de omissão pelo fato de nenhum de nós adorar suficientemente, amar suficientemente ou servir suficientemente a DEUS, isto sem mencionar os pecados que cometamos de tempos em tempos. E por esta razão que o sangue de JESUS nos purifica continuamente de todo o pecado (Jo 1.7 [o tempo presente do verbo grego demonstra ação repetida ou contínua]).
O papel de JESUS na santificação já foi concluído (Hb 10.12,13; cf. Jo 19.30). Essa aplicação contínua do sacrifício de JESUS à nossa vida, conforme 1 João, é obra do ESPIRITO SANTO. Foi neste sentido que JESUS falou do ESPIRITO como "rios de água viva" (Jo 7.38,39): suficiente para purificar toda a nossa pecaminosidade. E assim, a cada momento o ESPIRITO purifica o crente, que deste modo sempre permane­ce santo diante de DEUS.
Como resultado, os crentes desfrutam de muitos benefí­cios. Estão livres da condenação e da culpa (Rm 8.1,2). Têm acesso contínuo ao Pai (Ef 2.18). Podem, agora, adorar em ESPIRITO e em verdade (Jo 4.23,24). Finalmente, têm um penhor (o ESPIRITO) da sua herança futura no Senhor (Ef 1.14, cf. 5.5).
Além da purificação que o ESPIRITO oferece a cada mo­mento, Ele também trabalha para nos ajudar a evitar o pecado. Por isso, podemos falar de "um processo vitalício mediante o qual a santidade se realiza em nossa vida". 31
Paulo, em Romanos 8, emprega muitas analogias para falar dessa obra do ESPIRITO. Ter a "mente do ESPIRITO" signi­fica "viver segundo o ESPIRITO" (Rm 8.5) ou ser "controlado pelo ESPIRITO" (vv. 6-9). Usa uma expressão farisaica ao falar em andar no ESPIRITO (gr. Peripatousin - "andar", "viver" [NVI]). O conjunto de leis que ensinava aos fariseus como aplicar a lei mosaica à vida cotidiana era chamado a halakah, palavra derivada do verbo hebraico halakh, que significa "ir" ou "andar".
A lição é esta: os fariseus tinham um conjunto de leis não escritas (a Torá oral, a "instrução" ou "tradição dos anti­gos"), as quais determinavam a sua conduta em todas as situações. Assim, sabiam como evitar o tornar-se impuro. O crente tem o ESPIRITO SANTO, que faz exatamente a mesma coisa. Ele orienta sobre como agir a fim de evitar o pecado em todas as situações (Rm 8.6-9). Pela mesma razão, o ESPIRITO abre as Escrituras aos crentes (1 Co 2.9-16) e frequentemente lhes faz lembrar daquilo que JESUS tem dito na Palavra (Jo 14.26). Desta forma, o ESPIRITO ajuda a tornar a justiça do crente mais concreta, em vez de apenas jurídica. E um processo contínuo, que durará enquanto o crente viver na Terra (1 Ts 5.23).
Finalmente, o ESPIRITO usa os crentes para ajudar na obra da santificação. Isto vai muito além da exigência de que cooperemos continuamente no processo de nossa própria santificação (2 Co 6.16 - 7.1; Ap 22.11): coisas tais como resistir a tentação do pecado. Importa em ajudar na santifi­cação do próximo.
Nesses tempos em que o divórcio prolifera, é de certo consolo saber que maridos e mulheres crentes, dispondo-se a continuar com o cônjuge incrédulo, podem exercer um mi­nistério poderoso, ajudando o ESPIRITO SANTO a trazer a santi­ficação àquele cônjuge e aos filhos que habitarem no lar (1 Co 7.14).
Na próxima seção, falaremos mais a respeito da ajuda à santificação do mundo, embora boa parte dela seja igual­mente aplicável aqui. Por enquanto, desejamos focalizar a maneira de o crente ajudar o ESPIRITO na santificação de outros crentes. O ESPIRITO dá ao crente "comunhão" com os demais santos (Fp 2.1). Dentro dessa comunhão, DEUS nos desafia a confrontar uns aos outros no tocante ao pecado (Mt 18), a encorajar uns aos outros (Hb 10.24), a amar uns aos outros (Rm 13.8), a cuidar uns dos outros (1 Co 12.25). Todas essas ações ajudam o ESPIRITO na sua obra de confor­mar-nos à imagem de CRISTO e nos santificar na realidade.
DEUS ordenou aos israelitas: "Santificai-vos". O Novo Testamento retomou o tema, ampliando-o de um modo que o torna especialmente relevante ao mundo sensual de hoje: "Porque esta é a vontade de DEUS, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação em honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a DEUS... o Senhor é vingador de todas estas coisas... Porque não nos chamou DEUS para a imundícia, mas para a santifi­cação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao ho­mem, mas, sim, a DEUS, que nos deu também o seu ESPIRITO SANTO" (1 Ts 4.3-8).
Revestindo de poder o crente. O batismo no ESPIRITO SANTO descortina um novo papel para o crente na santifica­ção do mundo. Os crentes, uma vez batizados no ESPIRITO SANTO, têm melhor capacidade para ajudar o ESPIRITO a santi­ficar os outros. JESUS mandou que seus discípulos aguardas­sem o batismo no ESPIRITO a fim de terem poder para teste­munhar (At 1.4,5,8). E o batismo veio com um sinal que significava estar a nova aliança à disposição de todas as pessoas, em todos os lugares. O sinal era o falar "em outras línguas" (2.4). Hoje, poucas pessoas reconhecem que "ou­tras línguas" era originalmente falar em línguas que não fossem o hebraico nem o aramaico. Virtualmente, pela pri­meira vez, DEUS falou em outras línguas e chamou os não-judeus a terem um relacionamento com Ele segundo a aliança.
Era um sinal poderoso de que a santificação universal, a respeito da qual haviam falado os profetas, agora estava disponível a todos. Pedro, reconhecendo que a multidão era composta de diferentes tipos de pessoas, homens e mulheres, jovens e velhos, cita Joel 2.28-32 para apoiar a experiência. Dentro em breve, DEUS ainda lhe revelaria que até mesmo a conversão dos gentios seria aí incluída (At 10 e 11). A missão aos gentios captaria a imaginação da Igreja Primitiva. O Evangelho de JESUS CRISTO, dentro de bem poucos anos, seria propagado por todo o mundo então conhecido.
Hoje, o crente batizado no ESPIRITO é vocacionado para a mesma tarefa. Revestidos pelo poder do ESPIRITO, podemos esperar que DEUS confirme a sua Palavra com sinais e mara­vilhas (Rm 15.18,19). O ESPIRITO continua falando aos cren­tes, conclamando-os a enviar pessoas específicas para minis­térios especiais (At 11.12; 13.2) e às vezes até mesmo a lugares especiais (16.6-10).
Os dons espirituais, que estão à disposição daqueles bati­zados no ESPIRITO SANTO, também poderão ajudar na edificação dos santos, outro aspecto da obra contínua da santificação realizada por Ele. Pode-se incluir aí uma palavra de sabedo­ria ou de conhecimento, uma exortação, uma profecia ou línguas e interpretação (1 Co 12.7-10). Mesmo assim, todos esses fenômenos servem "para o que for útil" (v. 7) e "para edificação" [da igreja] (14.26). 32
O ESPIRITO também edifica de outra maneira os santos para o ministério eficaz: através do seu ministério de inter­cessão. Paulo diz assim: "E da mesma maneira também o ESPIRITO ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo ESPIRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do ESPIRITO; e é ele que segundo DEUS intercede pelos santos" (Rm 8.26,27).
Note que esse tipo de intercessão é "pelos santos" (v. 27) e especificamente quando "não sabemos o que havemos de pedir como convém" (v. 26). Alguns acreditam que isto tem a ver com a intercessão em línguas, embora dificilmente possamos identificar com certeza a expressão "gemidos inexprimíveis" (v. 26) como "outras línguas" (que são fala­das), apesar de que a oração em línguas pode também incluir a intercessão.
Gostaríamos de encorajar os crentes a ficar à disposição do ESPIRITO, para que este os use no ministério da interces­são.33 Talvez a intercessão em línguas tenha ficado por de­trás das declarações a respeito do relacionamento entre o batismo no ESPIRITO e a purificação, feitas pelos antigos pentecostais. Com base nas Escrituras, não podemos concordar com os que pretendem identificar o batismo no ESPIRITO como uma segunda obra instantânea da graça, chamada "santificação". Nem podemos concordar com aqueles que tencionam fazer do batismo no ESPIRITO condição prévia para a salvação ou um meio de atingir determinado "status" no Reino de DEUS. Ainda que o ESPIRITO SANTO possa agir de maneiras diversas, profundas e pessoais, poderá operar me­lhor naqueles que se entregarem a Ele. Estamos convictos de que se inclui aqui até mesmo a obra de santificar o crente em CRISTO.
O ESPIRITO SANTO completará essa obra em nós na segunda vinda de CRISTO, mas, até lá, temos a responsabilidade de nos purificar a nós mesmos (com a ajuda do ESPIRITO SANTO) (1 Jo 3.2,3).
Definições e teologias da santificação que se relacionam com o crente somente após a salvação são inadequadas. Não representam integralmente o conceito bíblico de santifica­ção, de modo que sentem dificuldade em interpretar de modo razoável as várias maneiras como a Bíblia a menciona.
O plano divino da santificação abrange o mundo inteiro - tudo - animado e inanimado. Aquilo que o ESPIRITO SANTO não realizou através da antiga aliança, está realizando pode­rosamente na nova. E aquilo que não quer ou não pode ser purificado será destruído pelo fogo. Temos o grande privilé­gio de sermos não somente objetos do processo de santifica­ção, mas seus auxiliares, para a maior glória de DEUS.


Perguntas do Estudo
Qual o derradeiro alvo do plano divino da santificação?
Qual é a quádrupla tarefa do ESPIRITO SANTO no processo da santificação?
A santificação era uma doutrina importante para muitos pentecostais antigos. Tem sido desconsiderada em gran­de medida nestes anos recentes? Se for assim, por quê?
Quais as duas palavras, fundamentadas nos rituais do Antigo Testamento, essenciais para o entendimento apro­priado da doutrina bíblica da santificação?
De que maneira os rituais de purificação com água, no Antigo Testamento, são diferentes dos que empregam o fogo?
O que a expressão "água viva" acrescenta ao nosso en­tendimento da santificação?
Por que "santos" tornou-se a designação característica dos cristãos no Novo Testamento? Até que ponto era diferente do farisaísmo?
A obra purificadora do ESPIRITO SANTO é mais semelhante às purificações pela água ou pelo fogo, no Antigo Testa­mento? Por quê?
Que papel o indivíduo desempenha em cada uma das quatro etapas da obra santificadora do ESPIRITO?
De qual maneira o dom de línguas significava (e ainda significa) o começo do cumprimento das profecias sobre a santificação universal?

 
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP1
“A chamada para a santidade novamente enfatiza o fato de que Israel deve ser diferente dos outros povos e ‘separados’ para DEUS. Uma palavra chave do Antigo Testamento, badal, significa remover uma parte de alguma coisa, fazendo-se assim uma distinção entre elas. Esse pensamento é claramente visto nos versos 24,25. Nos tempos do Antigo Testamento, a separação era alcançada pelo isolamento do povo de DEUS como uma nação diferente.
Isso foi mantido pelos padrões rituais e morais que diferenciaram os israelitas de todos os povos pagãos, e, sustentado por proibições contra casamentos com membros de outras castas e outros contatos íntimos com não israelitas.
Entretanto, a enfatizada separaçăo dos outros era a dinâmica da separaçăo para DEUS. Somente o completo compromisso com Ele podia manter o povo de DEUS como naçăo santa. Pois somente DEUS poderia fazer seu povo santo no sentido dinâmico e positivo de santidade encontrado em Levítico” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 87).
CONHEÇA MAIS
*Sobre a Santidade no Levítico
“Os sacerdotes deviam separar-se de todos os costumes ímpios e ter uma vida irrepreensível, conformada à vontade de DEUS. Um padrão inferior a este, ‘profanaria o nome do seu DEUS’ (‘Profanar’ significa infamar o nome do Senhor e despojá-lo da sua santidade). O princípio da Santidade no ministério, continua no novo concerto, uma vez que a vontade de DEUS é que somente aqueles que vivem uma vida santa e reta sejam seus escolhidos para cuidar do seu povo.” Leia mais em “Bíblia de Estudo Pentecostal”, CPAD, pp.216,17.
 
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO TOP2
“Os sacerdotes tinham de ser santos ao Senhor, porque eles apresentavam as ofertas a DEUS. Tinham de se proteger da contaminação que ocorria por contato com o morto (exceto em casos que envolviam pessoas próximas da família, como mãe, pai, filho, filha, irmão ou irmã solteira). As referências a cortar os cabelos, a barba ou golpear a carne diziam respeito a luto pelos mortos. A passagem de Levítico 19.27,28 proíbe tais procedimentos de luto para todo o povo de Israel.
A mulher do sacerdote tinha de ser aceitável. Ao casar devia ser virgem. O texto estipula que não podia ser meretriz. Esta ordem reflete o fato indubitável de que a prostituição cultual era comum entre os vizinhos de Israel. A filha do sacerdote tinha igualmente de se manter pura. A prostituição da filha do sacerdote era punível com a morte. O sacerdote e sua família imediata tinham de ser santos.
As estipulaçőes para o sumo sacerdote eram ainda mais rigorosas. Ele năo devia descobrir a cabeça, nem rasgar as vestes — sinais de luto permitidos aos sacerdotes comuns. Tinham de se casar com virgens das filhas de Israel, caso contrário, sua semente seria profanada. Ele era o símbolo da mais alta pureza. Năo devia haver nada nele que contaminasse o santuário. A expressăo: Nem sairá do santuário, refere-se provavelmente a sair com a finalidade de ficar de luto e năo significa que tinha residęncia fixa dentro do Tabernáculo” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. I. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 298).
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Em Levítico 19.1-4, encontramos ‘a santidade, a palavra-chave de Levítico’. 1) DEUS é a fonte de toda a santidade. 2) DEUS é o padrão de santidade. 3) Santidade é separação do mal e separação para DEUS.
Há a sensaçăo de que este capítulo é uma miniatura da lei levítica. Repare no conteúdo: respeito pelos pais e pelos sábados (4); abstinęncia da idolatria (4); procedimento correto dos sacrifícios pacíficos (5-8); preocupaçăo pelos pobres e estrangeiros ao năo fazer uma colheita total das plantaçőes (9,10); proibiçăo de roubar, mentir e negociar com falsidade (11); de jurar falsamente e profanar o nome de DEUS (12); de se aproveitar do surdo e do cego (14); de fazer julgamentos injustos (15); de fofocar (16); de odiar o próximo (17); de se vingar (18); de misturar raças, sementes ou tecidos (19); de comer o fruto das tręs primeiras safras de árvores frutíferas (23,25); de comer sangue (26); de praticar ocultismo (26, 31); de cortar o cabelo impropriamente ou de se golpear pelos mortos (27,28); de prostituir a própria filha (29); de fazer transaçőes comerciais desonestas (35,36); ordem para respeitar os mais velhos (32); amor pelo próximo e pelo estrangeiro como o amor que se tem por si mesmo (18,33,34). Năo deixe de notar que a lista indica o caráter humanitário da lei levítica” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. I. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 294).


AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
 
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