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        Lição 5 A DOUTRINA DA GRAÇA DE DEUS
        Questionário
         Fé e Graça
 
 
     
 
 
TEXTO ÁUREO
"Porque a graça de DEUS se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (Tt 2.11).
 
     
 
VERDADE PRÁTICA
Por meio da morte expiatória de CRISTO, a graça de DEUS manifestou-se aos homens trazendo-lhes plena salvação.
 
     
 
 
LEITURA DIÁRIA:
 
Segunda - Rm 3.24 . O cristão é justificado pela graça (Ver FÉ E GRAÇA e no rodapé da página)
Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS,
Efésios 1.7 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
Efésios 2.8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS.
Tito 3.5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, 7 para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.
Mateus 20.28 bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos.
Colossenses 1.14 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;
1 Timóteo 2.6 o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.
Hebreus 9.12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
1 Pedro 1.18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,
 
Terça - Rm 5.15-20; I Co 1.4.5 A graça de DEUS é abundante
Rm 5.15-20  15 Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de DEUS e o dom pela graça, que é de um só homem, JESUS CRISTO, abundou sobre muitos.16 E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 17 Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, JESUS CRISTO. 18 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.20 Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;
5.15 MUITO MAIS A GRAÇA DE DEUS. Nos versículos 12-21, Paulo ressalta a suprema suficiência da redenção provida por JESUS CRISTO para desfazer os efeitos da queda. É essa a verdadeira lição desse trecho: Adão trouxe o pecado e a morte; CRISTO trouxe a graça e a vida (v. 17).
5.18 SOBRE TODOS OS HOMENS... JUSTIFICAÇÃO DE VIDA. A condenação declarada sobre todas as pessoas torna-se uma realidade em cada indivíduo à medida que ele rejeita a DEUS e sua revelação escrita no coração do homem, ou na sua Palavra escrita (cf. 2.12-16). A "justificação de vida" para todas as pessoas é em potencial; ela torna-se real, no homem, à medida que este crê em CRISTO e recebe a graça, a vida e o dom da justiça por JESUS CRISTO (v. 17).
I Co 1.4.5  4 Sempre dou graças ao meu DEUS por vós pela graça de DEUS que vos foi dada em JESUS CRISTO. 5 Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento.
Romanos 1.8 Primeiramente, dou graças ao meu DEUS por JESUS CRISTO, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.
2 Coríntios 8.7 Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vossa caridade para conosco, assim também abundeis nessa graça.
Filipenses 1.3 Dou graças ao meu DEUS todas as vezes que me lembro de vós,
Colossenses 1.3 Graças damos a DEUS, Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO, orando sempre por vós, 4 porquanto ouvimos da vossa fé em CRISTO JESUS e
da caridade que tendes para com todos os santos;
1 Tessalonicenses 1.2 Sempre damos graças a DEUS por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações,
 
Quarta - 2 Tm 2.1 A graça de DEUS fortalece o crente
Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em CRISTO JESUS.
Efésios 6.10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Quinta - Rm 4.4; 11.4-8; GI 2.21 A justiça pelas obras anula a graça
Rm 4.4;   4 Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.
Romanos 11.6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.

Rm 11.4-8 4 Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal. 5 Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça. 6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. 7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.8 Como está escrito: DEUS lhes deu espírito de profundo sono: olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.
11.5 A ELEIÇÃO DA GRAÇA. Esta expressão refere-se ao desígnio gracioso de DEUS ao enviar seu Filho ao mundo para salvar a todos quantos nEle crerem. A eleição provém do propósito salvífico de DEUS "antes da fundação do mundo" (Ef 1.4). A partir da vinda de CRISTO e da sua morte e ressurreição, a eleição inclui todos que crêem e obedecem a CRISTO e ao evangelho. Sendo assim, tanto DEUS quanto o homem atuam na eleição. O alvo da "eleição da graça" é o homem ser santo e inculpável diante de DEUS (Ef 1.4; cf. Rm 3.22; 4.1-5,16; 11.11-24; 2 Co 5.19,20; Ef 2.8-10;
Gálatas 5.4 Separados estais de CRISTO, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.
 
GI 2.21 Não aniquilo a graça de DEUS; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que CRISTO morreu debalde.
A JUSTIÇA. O ensino de Paulo sobre a justificação (vv. 16,17) e sobre a justiça (v. 21) vai além de uma mera declaração jurídica da parte de DEUS. A justiça que vem pela fé envolve uma transformação moral da pessoa (v. 19), a graça de DEUS (v. 21) e um relacionamento com CRISTO, mediante o qual compartilhamos da sua vida ressurreta (v. 20). Esse conceito é confirmado em 3.21, onde Paulo deixa claro que a justiça que é pela fé em CRISTO, dá vida; vida esta que significa o recebimento do ESPÍRITO (3.2,3,14)
Romanos 11.6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.
 
Sexta - Rm 5.21; 6.23 A graça de DEUS produz vida
Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO, nosso Senhor.
Rm 6.23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida eterna, por CRISTO JESUS, nosso Senhor.
Romanos 5.12 Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
17 Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, JESUS CRISTO.
21 para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO, nosso Senhor.
 Tiago 1.15 Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
 
Sábado - Rm 6.1-23 A graça liberta o homem
1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, apara que a graça seja mais abundante? 2 De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? 3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em JESUS CRISTO fomos batizados na sua morte? 4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como CRISTO ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; 6 sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado. 7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado. 8 Ora, se já morremos com CRISTO, cremos que também com ele viveremos; 9 sabendo que, havendo CRISTO ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele. 10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para DEUS. 11 Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para DEUS, em CRISTO JESUS, nosso Senhor. 12 Não reine, portanto, mo pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; 13 nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a DEUS, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a DEUS, como instrumentos de justiça. 14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. 15 Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum! 16 Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? 17 Mas graças a DEUS que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. 18 E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. 19 Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia e à maldade para a maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. 20 Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. 21 E que fruto tínheis, então, das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte. 22 Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de DEUS, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. 23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida eterna, por CRISTO JESUS, nosso Senhor.
6.1 PERMANECEREMOS NO PECADO? No capítulo 6, Paulo contesta a idéia errônea de que os crentes podem continuar no pecado e ainda assim estarem livres da condenação eterna, em virtude da graça e misericórdia de DEUS em CRISTO. Paulo refuta essa distorção antinomiana da doutrina da graça, pondo em relevo uma verdade fundamental: o verdadeiro crente demonstra estar "em CRISTO" por estar morto para o pecado. Ele foi transportado da esfera do pecado para a esfera da vida com CRISTO (vv. 2 -12). Uma vez que o crente genuíno separou-se definitivamente do pecado, não continuará a viver nele. Inversamente, quem vive no pecado não é crente genuíno (cf. 1 Jo 3.4-10). Em todo este capítulo, Paulo enfatiza que não se pode ser servo do pecado e servo de CRISTO a um só tempo (vv. 11-13, 16-18). Se um crente torna-se servo do pecado, o resultado será a condenação e a morte eternas (vv. 16,23).
6.1 PECADO. (1) O NT emprega várias palavras em grego para descrever o pecado nos seus vários aspectos. As mais importantes são:  (a) Hamartia, que significa "transgredir", "praticar o mal", "pecar contra DEUS" (Jo 9.41). (b) Adikia, que significa "iniqüidade", "maldade" ou "injustiça" (1.18; 1 Jo 5.17). O termo pode ser descrito como falta de amor, porque todos os delitos surgem por falta de amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-40; Lc 10.27-37). Adikia é, também, o pecado como poder, agindo na pessoa, para escravizar e enganar (5.12; Hb 3.13). (c) Anomia, que denota a "ilegalidade", a "iniqüidade" e a "rebeldia contra a Lei de DEUS" (v. 19; 1 Jo 3.4). (d) Apistia, que indica "incredulidade" ou "infidelidade" (3.3; Hb 3.12). (2) Destas definições podemos tirar a conclusão de que a essência do pecado jaz no egoísmo, i.e., apegamento do ser humano às coisas ou aos prazeres, para si mesmo, sem fazer caso do bem-estar dos outros e dos mandamentos de DEUS. Isso leva à crueldade aos outros e à rebelião contra DEUS e sua Lei. Em última análise, o pecado é a recusa da sujeição a DEUS e à sua Palavra (1.18-25; 8.7). É inimizade contra DEUS (5.10; 8.7; Cl 1.21), e desobediência (11.32; Gl 3.22; Ef 2.2; 5.6). (3) O pecado é também a corrupção moral nos seres humanos, opondo-se a todas as vontades humanas sa?dias. Ele nos leva tanto a deleitar-nos em cometer iniqüidade, como também a sentir prazer nas más ações dos outros (1.21-32; cf. Gn 6.5). É, por outro lado, um poder que escraviza e corrompe, à medida que nos entregamos a ele (3.9; 6.12ss.; 7.14; Gl 3.22). O pecado está arraigado nos desejos humanos (Tg 1.14; 4.1,2; ver 1 Pe 2.11). (4) O pecado foi introduzido por Adão na raça humana e afeta a todos (5.12), resulta em julgamento divino (1.18), leva à morte física e espiritual (Gn 2.17; Rm 6.23), e o seu poder somente pode ser dominado pela fé em CRISTO e por sua obra redentora pela humanidade (5.8-11; Gl 3.13; Ef 4.20-24; 1 Jo 1.9; Ap 1.5).
6.4 SEPULTADOS COM ELE PELO BATISMO. Para o cristão, o batismo é um símbolo do seu sepultamento e ressurreição com CRISTO; mas é mais do que isso. Quando acompanhado de fé verdadeira, o batismo tem a ver com a nossa rejeição do pecado e dedicação a CRISTO, o que resulta num fluxo contínuo de graça e de vida divina sobre nós (ver At 22.16). O batismo significa identificação com CRISTO na sua morte e sepultamento, a fim de vivermos me?diante sua vida ressurreta (vv. 4,5). Tão certamente como CRISTO ressuscitou dentre os mortos, nós, que temos a verdadeira fé salvífica nEle, andaremos em novidade de vida (v.5).
6.6 VELHO HOMEM... CORPO DO PECADO. Paulo emprega aqui duas expressões bíblicas: (1) o "velho homem", que se refere ao eu irregenerado do crente; i.e., à pessoa que ele era antigamente; à vida que antes ele vivia no pecado. Esse velho eu foi crucificado (i.e.,morto) com CRISTO na cruz, a fim de que o crente receba uma nova vida em CRISTO e seja um "novo homem" (cf. Gl 2.20). (2) "Corpo do pecado" se refere ao corpo humano controlado pelos desejos pecaminosos. Sua escravidão ao pecado já foi abolida na conversão (cf. 2 Co 5.17; Ef 4.22; Cl 3.9,10). Doravante, o crente não deve permitir que sua antiga maneira de viver volte a dominar sua vida e seu corpo (2 Co 5.17; Ef 4.22; Cl 3.9,10).
6.10 MORREU PARA O PECADO. Embora CRISTO fosse impecável, Ele sofreu e foi humilhado pelo pecado por nossa causa (5.21; cf. 2 Co 5.21). Na morte de CRISTO, o pecado perdeu a sua influência. Na sua ressurreição, Ele triunfou sobre o poder do pecado. Semelhantemente, os que estão unidos com Ele, na sua morte, são libertos do poder do pecado (vv. 2,11) para andarem em novidade de vida (vv. 4,5,10).
6.11 CONSIDERAI-VOS COMO MORTOS PARA O PECADO. A premissa fundamental em Rm 6 é a união do crente com CRISTO, tanto na sua morte como na sua vida. Se, portanto, você é um crente autêntico, você morreu para o pecado e precisa dar prova disso. Você, como crente, morreu para o pecado de três maneiras diferentes. (1) Você morreu para o pecado, do ponto de vista de DEUS. DEUS considera que você morreu com CRISTO na cruz e que foi ressuscitado na sua ressurreição (vv. 5-10). (2) Você morreu para o pecado quando nasceu de novo pelo ESPÍRITO (ver o estudo A REGENERAÇÃO). Você recebeu o poder de CRISTO para resistir ao pecado (vv. 14-18); para morrer diariamente para o pecado, aniquilando os maus desejos da carne (8.13) e vivendo uma nova vida em obediência a DEUS (vv. 5-14,18,22). (3) Você morreu para o pecado quando, no seu batismo em água, você proclamou sua morte ao pecado e assumiu o compromisso de rejeitá-lo e de viver para CRISTO (vv. 3-5; ver 6.4)
6.12 NÃO REINE, PORTANTO, O PECADO. Pelo fato de o pecado ter sido destronado, devemos resistir continuamente ao seu assédio para reconquistar o seu antigo controle. Sabendo que o pecado procura reinar, mormente através dos desejos da carne, tais desejos devem ser resistidos pelos que têm fé em CRISTO (ver v. 15). Exemplos: não atender às concupiscências do corpo (v. 12); não colocar membro algum do nosso corpo à disposição do pecado (v. 13), e apresentar nosso corpo e a nossa total personalidade submissos a DEUS e à sua justiça (vv. 13-19).
6.15 PECAREMOS? Certos membros da igreja, nos dias de Paulo, presumiam que, sendo o pecado perdoado mediante a graça de DEUS, o cristão não precisa preocupar-se para resisti-lo. Refutando essa idéia, o apóstolo explica que cada crente deve continuamente reafirmar e implementar sua decisão de resistir ao pecado e seguir a CRISTO (v. 19). (1) Tendo aceitado a CRISTO, os crentes devem continuar a escolher a quem servirão (v. 16). (a) Poderão voltar ao pecado, cessando de opor-se ao seu domínio na sua vida pessoal e tornando-se de novo seus escravos, sabendo que a morte (espiritual e eterna) será o resultado disso (vv. 16,21,23); ou (b) poderão dominar o pecado (v. 17) e continuar a apresentar-se como servos de DEUS e da justiça, tendo como resultados a santificação e a vida eterna (vv. 19,22). (2) À luz dos versículos 15-23, quem não tem compromisso com o senhorio de CRISTO e não se opõe ao domínio do pecado na sua vida pessoal, não tem o direito de se referir a CRISTO como seu Salvador: "Ninguém pode servir a dois senhores" (Mt 6.24;
ver também Lc 6.46; 2 Co 6.14-7.1; Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17).
6.16 OBEDECEIS... DO PECADO PARA A MORTE Paulo adverte solenemente os crentes que pensam que podem pecar impunemente porque estão debaixo da graça. Se algum crente se entregar ao pecado, tornar-se-á um escravo do pecado (cf. Lc 16.13; Jo 8.34), o que resultará na "morte" (cf. v. 23). "Morte" significa, aqui, "eterna perdição ante a face do Senhor" (2 Ts 1.9); o oposto da "vida eterna" (cf. v. 23)
6.17 OBEDECESTES... À FORMA DE DOUTRINA. Na igreja primitiva os novos crentes, com dedicação, observavam certos padrões específicos de ensino e conduta, baseados nos ensinos apostólicos, na comunhão com CRISTO e na dedicação a Ele (cf. Mt 5-7; At 2.42). (1) Esses padrões eram, mais provavelmente, um resumo da doutrina e da ética cristãs com que o convertido concordou quando aceitou a CRISTO como seu novo Senhor. É a "sã doutrina" ou as "palavras sadias", conforme as referências nas Epístolas Pastorais (ver 1 Tm 1.10; 2 Tm 1.13; 4.3; Tt 1.9; 2.1). (2) A suposição de que o cristianismo não tem padrão de ensino regulando o pensamento e a prática, ou, de que a existência de regras de conduta é legalismo, é estranha ao conceito Paulino da fé cristã. O cristianismo exige obediência sincera aos padrões divinos (ver Mc 7.6).
 
Leitura Bíblica Em Classe:
ROMANOS 8.1-7
1 - Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
2 - De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
3. Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em JESUS CRISTO fomos batizados na sua morte?
4 . De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como CRISTO ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
5 . Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 . sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.
7 . Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
 
Estudo versículo por versículo:
1 - Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
Se a graça é perdoadora e se toda vez que pecamos somos perdoados, então alguns poderiam dizer:
- Somos livres para vivermos e divertirmos como quisermos, fomos libertos do diabo e de qualquer norma! E ainda diriam: Glória a DEUS, por isso!!!
Outros diriam, citando a bíblia:
- "Tudo posso naquele que me fortalece"!
DEUS nos responde através de Paulo:
- Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?
A resposta vem no versículo seguinte:
 
Livres do pecado (6:1-23).
 (1) Objeção por hipótese (6:1, 2). "Bem", alguém poderia dizer, "se a graça foi mais abundante do que o pecado, por que não continuarmos pecando para dar à graça divina a oportunidade de se tornar abundante ao máximo?" , Esta não é uma objeção inteiramente hipotética pois, de fato, sempre tem havido gente que insiste em que este é o corolário do ensino de Paulo sobre a justificação pela fé. E desafortunadamente, em cada geração, gente que se apresenta como justificada pela fé age de molde a emprestar colorido àquela crítica. A obra "Private Memoris and Conlessions 01 a lustified Sinner (1824), de James Hogg, dá-nos um notável exemplo literário desse antinomismo deliberado. Um notável exemplo histórico pode-se ver no monge russo Rasputin, o gênio mau da família Romanov em seus últimos anos de poder. Rasputin ensinava e exemplificava a doutrina da salvação mediante repetidas experiências de pecado e arrependimento. Sustentava que, como os que pecam mais requerem mais perdão, o pecador que continua a pecar despreocupadamente desfruta, cada vez que se arrepende, maior porção da graça perdoadora do que qualquer pecador comum. Os fichários de muitos curas da "alma I revelariam que este ponto de vista é mais comum do que geralmente se percebe, mesmo quando não é expresso e praticado tão ruidosamente como o fazia Rasputin.
Alguns dos convertidos por meio de Paulo deram-lhe muito motivo para preocupação precisamente sobre este ponto. Já era bastante ruim ver os seus oponentes teológicos fazendo falsa representação do seu Evangelho como sendo equivalente a "Pratiquemos males para que venham bens" (3:8). A coisa era pior ainda quando os seus conversos se punham a agir como se o Evangelho lhes desse licença para fazerem o que bem entendessem. A correspondência de Paulo com os coríntios mostra quantos problemas os seus conversos lhe deram quanto a isso. Vê-se claramente que alguns deles imaginavam que as irregularidades sexuais, por exemplo, eram questões de diminuta importância. Dos termos em que se dirige à igreja de Corinto, no sentido de que eliminasse da comunhão o homem que estava vivendo em união incestuosa, vê-se que alguns membros da igreja, longe de expressarem qualquer desaprovação desse escandaloso estado de coisas, achavam-no antes uma bela afirmação de liberdade cristã (1 Co 5). Não admira que outros cristãos sustentassem que o único modo de inculcar os princípios de uma sadia moralidade em gente assim era exigir que guardassem a lei de Moisés - na verdade, impor-lhes a lei como condição de salvação, além e acima da exigência da fé em CRISTO. Mas a experiência pessoal de Paulo lhe tinha ensinado que toda a guarda da lei do mundo não pôde trazer-lhe a segurança do perdão e a paz com DEUS, ao passo que a fé em CRISTO deu-lhe isso de uma vez.
Jamais poderia considerar o legalismo como remédio para a libertinagem. Sabia de um meio mais excelente. Quando um homem rendia sua vida ao CRISTO ressurreto e ao poder do Seu ESPÍRITO, seu ser interior passava por uma transformação radical, tomava lugar uma nova criação.
Esse homem recebia uma nova natureza que se deleitava em produzir espontaneamente o fruto do ESPÍRITO, aquelas graças que só CRISTO manifestava com perfeição. Para muita gente isso parecia impraticavelmente otimista (e assim parece a muitos ainda), mas Paulo confiava no ESPÍRITO de CRISTO presente nos seus conversos e, afinal de contas, sua confiança foi justificada, embora tendo de suportar muitos desapontamentos desanimadores causados por seus. filhos espirituais até que finalmente pudesse ver "CRISTO formado" neles (014:19).
Na divisão da Epístola aos Romanos em que acabamos de entrar, vemo-lo expondo extensamente este ensino em réplica ao argumento de que realmente se deve continuar pecando para que a graça de DEUS seja mais abundante.
 
2 - De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
A resposta é taxativa, não admite retrucação, não admite dúvidas:
-De modo nenhum! Não se pode nem pensar nisso, pois seria pecado.
Se morremos com CRISTO e em CRISTO na cruz do calvário, pois ali ELE nos substituiu, como poderia um defunto pecar? Defunto está morto, não mente, não mata, não rouba, não peca, está morto para o mundo visível e humano.
O significado do batismo (6:3-14). "Quem quer que possa argumentar deste jeito", diz Paulo, "mostra que não começou a compreender o Evangelho. A vida no pecado não pode coexistir com a morte para o pecado." Mas que se quer dizer por esta "morte para o pecado"?
-- Ouçam", diz ele; "vocês não se lembram do que aconteceu quando foram batizados?" Desta e doutras referências ao batismo nos escritos de Paulo, é certo que ele não considerava o batismo como um "extra optativo" na vida cristã, e que não teria pensado no fenômeno de um "crente não batizado". Podemos concordar ou não com Paulo, mas devemos ser justos para com ele, deixando-o defender e ensinar suas próprias crenças, e não torcê-las para fazê-las amoldar-se àquilo que nós preferimos que ele tivesse dito. (Isto se aplica a muitos outros assuntos, além da doutrina batismal de Paulo.) Nos tempos apostólicos é claro que o batismo seguia-se imediatamente à confissão de fé em CRISTO. Os repetidos relatos de batismos em
Atos dão-nos abundante prova disto. O incidente dos doze discípulos de Éfeso (At 19:1-7) é exceção que confirma a regra. Na verdade a fé em CRISTO e o batismo eram experiências não muito distintas entre si como partes de um todo, uno. No batismo, a fé em CRISTO era elemento essencial pois, sem ela a aplicação de água, acompanhada pelas palavras adequadas não seria batismo.
Mas, que sucedia quando os crentes recebiam o batismo? Isto, diz Paulo: Sua vida anterior acabou-se; teve começo nova vida. Foram de fato "enterrados" com CRISTO quando imergiram na água batismal, como sinal de que morreram no que concerne à sua vida antiga; ressuscitaram com CRISTO quando saíram da água, como sinal de que receberam nova vida, que era nada menos do que a participação na vida da ressurreição de CRISTO. "Permaneceremos no pecado, para que seja. a graça mais abundante?" Mas como podiam, se a vida que agora viviam, mesmo enquanto ainda num corpo mortal, era a vida que passaram a ter pela união com o CRISTO redivivo? A própria idéia era uma contradição em termos.
Entretanto, como funciona na prática? "Submetam-se a DEUS", é o que Paulo diz; "apresentem a Ele os seus corpos como instrumentos para a execução da Sua vontade. Antes vocês eram escravos do pecado, mas suas velhas relações com o pecado foram rompidas --- e rompidas irrevogavelmente, pela morte. Que morte? Sua morte? Sua morte com CRISTO. Agora que estão unidos a Ele pela fé, a morte dele passou a ser de vocês; o seu "velho ego" foi "crucificado" na cruz de CRISTO. Como vocês, CRISTO tinha que ver com o pecado. Tinha que ver com o pecado como Aquele que devia levá-lo sobre Si; vocês tinham que ver com o pecado como pecadores.
Como portador dos pecados do Seu povo, CRISTO morreu, mas agora Ele vive a vida da Sua ressurreição. Já não leva os pecados do Seu povo.
Havendo morrido uma vez pelos pecados do Seu povo, ressuscitou dos mortos, e agora a morte não o pode tocar mais. Se vocês se considerarem como tendo morrido com Ele em sua morte, e tendo ressuscitado com Ele em Sua ressurreição para uma nova vida, o pecado não mais terá domínio sobre vocês.
“Vocês vivem agora sob o regime da graça, e a graça não estimula o pecado, como o faz a lei. A graça os liberta do pecado e os capacita a triunfar sobre ele. Como, então, podem pensar em continuar pecando, justamente porque vivem sob o regime da graça e não da lei? Quem quer que fale desse modo não tem nem a mais remota suspeita de qual é o significado da graça divina."
 
 
3. Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em JESUS CRISTO fomos batizados na sua morte?
A pergunta vem para confirmar a resposta dada acima:
Vocês, crentes, não sabem que fomos sepultados (batizados) em JESUS CRISTO, em sua morte?
A palavra batismos significa aqui, sepultamento.
Batizados em CRISTO JESUS.
Ver Gálatas 3:27: "Todos quantos fostes batizados em CRISTO, de CRISTO vos revestistes" (ou "vestistes", A V) - i. e., fostes incorporados nele, vos tornastes membros do Seu corpo (ver 1 Co 12:13), e assim, por vossa união com Ele pela fé, compartilhastes daquelas experiências que historicamente Lhe pertenciam, Sua crucificação e sepultamento, Sua ressurreição e exaltação. Mais luz sobre a doutrina paulina do batismo é lançada por 1Corintios 10:2, onde se diz que os israelitas, que saíam do Egito, foram "todos batizados, assim na nuvem, como no mar, com respeito a Moisés". Portanto, o batismo sela o êxodo do crente, sua libertação da escravidão do pecado.
 
 
4 . De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como CRISTO ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
CRISTO ressuscitou para a vida eterna e foi morar no céu num corpo glorificado, nós ao aceitarmos a CRISTO como Senhor e Salvador, morremos com ELE na cruz e ressuscitamos com ELE, porém ainda não estamos num corpo glorificado, mas a recebemos a vida eterna, se permanecermos firmes em nossa fé; a glorificação vem no dia do arrebatamento e a ida para morarmos com o pai, logo após o tribunal de CRISTO e os acontecimentos escatológicos da Grande Tribulação, que virá sobre os ímpios habitantes da Terra.
Sepultado com ele na morte pelo batismo.
Ver Colossenses 2:12: "sepultados juntamente com ele no batismo".
O sepultamento sela a morte; assim o batismo do cristão é um sepultamento simbólico em que a velha ordem da vida chega ao fim, para ser substituída pela nova ordem da vida em CRISTO.
CRISTO foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai. "Glória" aqui é mais especialmente o poder glorioso de DEUS - "a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em CRISTO, ressuscitando-o dentre os mortos" (Ef 1:19s.; ver CI 2:12).
 
5 . Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
6 . sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.
Foi crucificado com ele o nosso velho homem.
"O homem que outrora éramos foi crucificado com CRISTO" (NEB).
Esta "crucifixão" não é uma experiência do presente, mas um acontecimento passado, expresso pelo tempo verbal aoristo, em grego. Os que estão unidos pela fé a CRISTO são considerados como tendo sido crucificados com Ele quando foi crucificado. Ver Gálatas 2:19, 20: "Estou crucificado (tempo perfeito em grego) com CRISTO; logo, já não sou eu quem Vive, ma CRISTO vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de DEUS, Que me amou e a si mesmo se entregou por mim." Semelhantemente, em Gálatas 6:14 Paulo fala da "cruz de nosso Senhor JESUS CRISTO, pela Qual o mundo está crucificado (verbo no perfeito) para mim, e eu para o mundo". Nestas duas passagens de Gálatas o tempo perfeito indica um estado presente produzido pelo acontecimento passado de 6:6. Além disso, em Gálatas 6:14 há provavelmente um olhar de relance num sentido alternativo do verbo "crucificar" (stauroõ), a saber, "cercar", "isolar". Deste modo, as palavras de Paulo podem também implicar em: “essa cruz constitui permanente barreira entre o mundo e mim e entre mim e o mundo”. Quanto ao "velho homem”, ver Colossenses 3:9 e Efésios 4:22 citados na p.39. Ele pertenceu ao "mundo perverso" do qual a morte de CRISTO livra o Seu povo (GI 1:4, RS-V).
Para que o corpo do pecado seja destruído. "Para a destruição do ser pessoal pecaminoso" (NEB), i.e., para que a "carne", a natureza não regenerada com sua tendência para rebaixar-se, o "velho Adão", em que o pecado achava cúmplice fácil, ficasse inoperante. Este "corpo do pecado" é mais que uma questão individual; é, antes, aquela velha solidariedade no pecado e na morte de que todos participam "em Adão", mas que foi desfeita pela morte de CRISTO, visando à criação da nova solidariedade na justiça e na vida, da qual todos os crentes se tornam partícipes "em CRISTO". Não é o corpo humano, no sentido comum, que deve ser destruído ou posto fora de ação. O batismo não produz este efeito. Com a frase "corpo do pecado", compare-se "corpo desta morte" em 7:24 e "carne pecaminosa" em 8:3.
 
7 . Porque aquele que está morto está justificado do pecado.
Quem morreu justificado está do pecado.
(AV: "Aquele que está morto, está livre do pecado. " Mas AA oferece tradução literal - tradução que aparece parafraseada em NEB:
"Um morto não é mais responsável por seu pecado". A morte paga todos os débitos, de sorte que o homem que morreu com CRISTO vê apagado o seu registro na lousa, e está pronto para começar vida nova com CRISTO, livre do vínculo com o passado.
 
 
PONTO DE CONTATO
Professor, antes de lecionar o tema da lição, comente com os alunos a respeito da influência da Epístola aos Romanos na vida do maior avivalista inglês, John Wesley. Use o texto a seguir como referência. O Avivamento Evangélico do século XVIII teve na figura de John Wesley o seu mais destacado representante. Mas, nem todos sabem que a Carta aos Romanos foi responsável pela profunda renovação espiritual de Wesley. O renovo espiritual que sacudiu a Inglaterra, na verdade, iniciou em 24 de maio de 1738, quando Wesley visitou uma comunidade cristã na rua Aldersgate. Naquela noite, estava sendo lido o Prefácio de Lutero concernente a Epístola aos Romanos. Assim Wesley se expressou em seu diário, às oito horas e quarenta e cinco minutos: "[...] enquanto ele estava descrevendo a mudança que DEUS opera no coração pela fé em CRISTO, senti meu coração aquecer-se estranhamente. Senti que confiava em CRISTO, somente em CRISTO, para a minha salvação. Foi me dada a certeza de que Ele tinha levado embora os meus pecados, sim, os meus. E me salvado da lei do pecado e da morte" .
 
OBJETIVOS - Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir o sentido bíblico do termo "graça".
2- Relacionar a graça às palavras redenção e purificação.
3- Explicar a diferença entre graça, legalismo e antinomismo.
 
SÍNTESE TEXTUAL
 
No capítulo 5.12-21, Paulo descreve a libertação do crente a partir da ação salvífica e graciosa de JESUS CRISTO. Na desobediência de Adão, o pecado abundou, mas na obediência de JESUS, a graça superabundou (v.20). CRISTO, pelo seu ato, garante a justificação ao que crê (5.1). No capítulo 6.1-23, entretanto, a salvação graciosa de DEUS é apresentada ao fiel, mas este precisa corresponder à realidade da nova vida em CRISTO. O crente regenerado, ruja graça de DEUS manifestou-se em sua vida, deve rejeitar o pecado e produzir frutos santos (v.22).
Dois conceitos distorcidos operavam entre os crentes. O primeiro era que a obediência à lei mosaica justificava o homem diante de DEUS (3.20). Logo', a graça é ineficiente, pois necessita da lei. O segundo é que a graça isenta o indivíduo das obrigações morais (6.1). Por conseguinte, a graça é contraditória, pois liberta o homem para que este peque mais. Estas duas posições torcem a graça de DEUS e, por isso, Paulo as combate.
 
As perguntas investigativas prendem a atenção, desenvolvem o raciocínio e permitem a participação ativa dos alunos. Então, que tal elaborar algumas questões sobre o tema central da lição, "Salvação pela Graça". Utilize-as para introduzir a lição e observe as que podem ser trabalhadas nesta lição.
Relacione-as no quadro-de-giz.
Qual é a principal função da lei em relação ao pecado? O crente pode ser justificado pelas obras da lei (Rm 3.20)? Se a lei não salva, que compromisso temos com ela? O que significa ser salvo pela graça por meio da fé (Ef 2.8-10)?
Os versículos 4 e 5 da Leitura Bíblica em Classe destacam a expressão "com ele", demonstrando claramente os dois modos pelos quais o crente é identificado com CRISTO. Peça aos alunos que, baseados nos versículo supracitados, respondam quais são estes dois modos de identificação.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
A Bíblia Explicada (McNair, S.E. 4Edição – RJ – C.P.A.D.1983).
No versículo 1 o apóstolo considera um possível ensino errado: que a abundância da graça divina pode ser alegada pelos perversos como desculpa para continuarem no pecado! Com vários argumentos, Paulo reprova energicamente semelhante idéia iníqua.
No versículo 7 notemos que quem morreu "está Justificado do pecado" (não dos pecados). Ninguém pode argüir um cadáver de ter maus desejos ou um coração depravado.
 
Observações importantes: 
É melhor entender Pecado como uma árvore herdada de Adão e pecados como os frutos dessa árvore, produzidos por nós mesmos, ao atendermos nossos desejos e ambições.
É melhor considerar o período da Graça de DEUS como a partir do batismo de JESUS: Lc 16.16 A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de DEUS, e todo o homem emprega força para entrar nele.
 
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Resumo da revista:
 
*** O homem é salvo mediante à graça de DEUS, sem as obras da lei (Rm 3.24; 4.16; 5.2,15,18; Gl 2.16,21; 3.2).
*** A graça não autoriza o crente a pecar, para que seja manifestada com mais profusão. Pelo contrário, liberta o homem do poder do pecado (Rm 5.20,6.1,2,11-15).
 
     
 
I. COMPREENDENDO A GRAÇA
 
1. Definição.
O termo graça, do original charis, é usado cerca de cem vezes nas epístolas paulinas, Destas, vinte e quatro aparecem apenas em Romanos.
Na Antiga Aliança, o termo hebraico hesed corresponde ao sentido do Novo Testamento. 
Traduzido por "favor", "misericórdia", "bondade amorosa", ou "graça que procede de DEUS" 
Charis é o dom ou favor imerecido de DEUS, mediante o qual os homens são salvos por meio de CRISTO (Ef 1.7; 2.5,8; Rm 3.24; Tt 2.14).
 
 
2. A extensão 
da graça.
Principais ramos da doutrina da salvação: o perdão (At 10.43), a salvação (Tt 2.11; Rm 1.16), a regeneração (Tt 3.5), o arrependimento (At 11.18; Rm 2.4) e o amor divino (]o 3.16; Rm 5.8).
A graça de DEUS é dinâmica, não só salva, mas vivifica aqueles que estão destruídos pelo pecado, capacitando-os a viver em santidade (Ef 2.1-8).
Na igreja em Roma, muitos acreditavam que cada um podia fazer o que bem desejasse.
 Se a lei não salva, temos algum compromisso com ela? Resposta da Palavra de DEUS: Somos salvos pela graça, por meio da fé (Ef 2.8-10). No entanto, a fé não anula a lei, mas a estabelece (Rm 3.30-31).
 
 
       
 
II. A CONTESTAÇÃO DA DOUTRINA DA GRAÇA
Havia duas correntes antibíblica no período apostólico que procuravam contestar a doutrina da graça: o legalismo e o antinomismo.
 
1. Legalismo.
O legalismo diz que só se adquire a salvação e a excelência moral mediante a lei mosaica. 
O legalismo defendido por certos judeus cristãos em Roma, ensinava que a justificação era decorrente das obras da Lei (Rm 3.27-31; Gl 3-4).
Rsposta da Palavra de DEUS:"Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei" (Rm 3.20).
 
 
2. Antinomismo.
 O termo significa "contrário à lei".
Acreditavam que podiam viver no pecado e, ainda assim, estarem livres da condenação eterna (Rm 6.1-7; 3.7; 4.1-25).
Segundo os adeptos dessa teoria, uma vez que o homem foi justificado pela fé em CRISTO, nenhuma obrigação moral é necessária agora. 
Resposta da Palavra de DEUS: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne" (Gn 15.13; Rm 6.1-3).
  
 
 
      
 
III. OS RELACIONAMENTOS DA GRAÇA
1. Graça e justificação (Rm 3.24; 5.18). A graça de DEUS garante gratuitamente a justificação em CRISTO JESUS. Através da morte expiatória de CRISTO, a graça manifestou-se aos homens, garantindo-lhes a justificação e a vida eterna.
 
2. Graça e redenção (Tt 2.11,14; Rm 3.24; Ef 1.7). Segundo as Escrituras: "A graça de DEUS se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens". CRISTO trouxe-nos completa redenção (1 Co 1.30): comprou a todos com o seu sangue (Ap 5.9; Cl 1.14); redimiu-nos da maldição da lei e de nossos pecados (Gn 13.13; Ef 1.7; Cl 1.14); e, por meio do ESPÍRITO, selou-nos para o dia da redenção (Ef 4.30; Rm 8.23), segundo as riquezas da graça (Ef 1.7,14).
 
3. Graça e purificação (Tt 2.11-14b). A graça salvadora não apenas ensina os homens a renunciarem a vil concupiscência, a impiedade e as mazelas morais da sociedade rebelada contra DEUS, mas também capacita o crente a viver sóbria, justa e piamente no presente século. Vejamos o que se deve esperar de alguém cheio da graça de DEUS.
 
a) Evitar a impiedade. A impiedade é uma categoria de pecado que se opõe à piedade (Jd v.4). Logo, inclui tudo o que a pessoa faz sem considerar a DEUS e as suas leis morais (5110.13; Rm 1.18). O ímpio não reconhece nem admite sua dependência de DEUS (SI 10.3,4). Os pecados de impiedade incluem: a blasfêmia contra DEUS (SI 1O~ 13); a malícia (SI 34.21); a violência (51140.4) e as iniqüidades (Pv 5.22). O cristão deve rejeitar a impiedade (Tt 2.12a), pois os negligenciam que negligenciam a piedade serão condenados (Jd vv. 14,16).
 
b) Evitar as paixões mundanas. Ser ímpio constitui não apenas uma maneira de pensar, mas um estilo de vida específico (Jd vv.
15,16). Os ímpios são materialistas e sensuais (2 Pe 2.12-14) e buscam as coisas que conduzem 2.0S apetites carnais (Rm 1.18). Em lugar do Reino e da justiça de DEUS, procuram tudo o que satisfaça seus desejos pecaminosos desregrados (Tt 2.12b; Ef 2.3; 1 Pe 4.2; Subsidio 7eológlco 1102.15-17).
 
c) Viver vida sensata. A palavra "A graça liberta-nos sensato, no original (sophroneo), Em Romanos 6, Paulo faz-nos a quer dizer "de mente sã", "mente sóbria” ou "temperante". Este termo se refere à prudência e ao autocontrole proveniente de uma reflexão criteriosa. O temperante é alguém que não se deixa dominar pela ansiedade; é alguém que pondera seus atos e suas respectivas conseqüências de acordo com a Palavra de DEUS (1 Tm 3.2; Gl 5.22; Tt 2.8-12; 2 Pe 2.3-8; At 24.25).
 
d) Viver justa e piedosamente. A graça de DEUS possibilita ao crente uma vida justa e piedosa diante de DEUS e dos homens. O termo "piedoso" refere-se ao cristão que é reverente a DEUS e que pratica o bem em todos os seus relacionamentos (2 Pe 3.11; 2 Tm 3.12; Tt 2.12; At 10.2,7; 2 Pe 2.9). Uma pessoa piedosa tem como centro a vontade de DEUS em todos os seus caminhos (Pv 3.5,6; 1 Co 10.31).
 
Conclusão:
Nesta lição, aprendemos que a graça de DEUS é imensurável. Ela inspira e cultiva. Santifica e transforma. Tudo isso vai muito além do que a lei confere, tornando a salvação da alma um empreendimento divino, embora, mediante a fé, seja necessário uma resposta positiva do homem (Ef 2.8-10).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
A graça liberta-nos. Em Romanos 6, Paulo faz-nos a pergunta crucial: “Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? (v.2).
Como podemos nós, que temos sido justificados, não viver justamente?
Como podemos nós, que temos sido amados, não amar também?
Como podemos nós, que temos sido abençoados, não abençoar?
Como podemos nós, a quem se oferece a graça, não viver graciosamente?
Paulo parece chocado com tal possibilidade!
Como poderia a graça resultar em qualquer coisa que não um viver gracioso? 'Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma!' (vv.l,2a).
O termo para esta filosofia é antinomianismo: anti significa 'contra', e nomi, 'lei moral'. Os promotores da idéia vêem a graça mais como uma razão para se fazer o mal, do que para fazer o bem.
A graça concede-Ihes um brevê para o mal. Quanto piores forem os meus atos, melhor DEUS aparecera. Esta não é a primeira referência de Paulo sobre o assunto. Lembra de Rm 3.7? “Mas, se pela minha  mentira abundou mais a verdade de DEUS para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?
Que desculpa! Ninguém respeitaria um mendigo: “Estou dando ao governo a oportunidade de demonstrar sua benevolência”. Zombaríamos de tal hipocrisia. Não a toleraríamos, e não a comentaríamos, e não a cometeríamos. (Lucado, Max. Nas garras da graça. RJ CPAD, 1999, p. 111).
 
 
 Questionário da Lição 5 - A DOUTRINA DA GRAÇA DE DEUS
Por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete: "Porque a _______________de DEUS se há manifestado, trazendo ____________ a todos os _____________" 
(Tt 2.11).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete: Por meio da ___________ expiatória de __________, a graça de DEUS manifestou-se aos homens trazendo-lhes plena ___________.
 
I. COMPREENDENDO A GRAÇA
3- Qual o termo graça, no original? Quantas vezes é usado nas epístolas paulinas? Quantas vezes é usado em Romanos? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Charis, cerca de vinte vezes nas epístolas paulinas e vinte e quatro vezes.
(   ) Charis, cerca de cinqüenta vezes nas epístolas paulinas e vinte e quatro vezes.
(   ) Charis, cerca de cem vezes nas epístolas paulinas e vinte e quatro vezes.
 
4- Qual o termo graça, no original, na Antiga Aliança, em hebraico? Como é traduzido? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Pessah.  "favor", "misericórdia", "bondade amorosa", ou "graça que procede de DEUS"
(   ) Hesed.  "favor", "misericórdia", "bondade amorosa", ou "graça que procede de DEUS"
(   ) Jirê.  "favor", "misericórdia", "bondade amorosa", ou "graça que procede de DEUS"
 
5- Qual a definição de graça no contexto da doutrina da salvação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Rafá é o dom ou favor imerecido de DEUS, mediante o qual os homens são salvos por meio de CRISTO.
( ) Eloim é o dom ou favor imerecido de DEUS, mediante o qual os homens são salvos por meio de CRISTO.
( ) Charis é o dom ou favor imerecido de DEUS, mediante o qual os homens são salvos por meio de CRISTO.
 
6- Quais são os principais ramos da doutrina da salvação, segundo a lição? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) O perdão.
(   ) O Chamado.
(   ) A salvação.
(   ) A regeneração.
(   ) A escolha.
(   ) O arrependimento.
(   ) O amor divino.
 
7- Se a lei não salva, temos algum compromisso com ela? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Não, pois, a mesma anula a lei.
(   ) Sim. A lei afasta-nos da salvação.
(   ) A fé não anula a lei, mas a estabelece.
 
II. A CONTESTAÇÃO DA DOUTRINA DA GRAÇA
8- Havia duas correntes antibíblicas no período apostólico que procuravam contestar a doutrina da graça, quais são? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) O legalismo e o antinomismo.
(   ) O legalismo e o anticriacionismo.
(   ) O legalismo e o antinomianismo.
 
9- O que prega o Legalismo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Só se adquire a salvação e a excelência moral mediante a fé em CRISTO.
(   ) Só se adquire a salvação e a excelência moral mediante a realização de boas obras.
(   ) Só se adquire a salvação e a excelência moral mediante a lei mosaica.
 
10- O que o Legalismo, defendido por certos judeus cristãos em Roma, ensinava? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Que a justificação era decorrente da fé em CRISTO.
(   ) Que a justificação era decorrente das obras da Lei.
(   ) Que a justificação era decorrente da entrega total a DEUS.
 
11- O que é Antinomismo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) O termo significa "contrário à lei".
(   ) O termo significa "a favor da lei".
(   ) O termo significa "concordado à lei".
 
12- Em que os antinomianos acreditavam? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Que se vivessem no pecado, nunca estariam livres da condenação eterna.
(   ) Que podiam viver no pecado e, ainda assim, estarem livres da condenação eterna.
(   ) Que podiam viver sem pecado e estarem livres da condenação eterna.
 
III. OS RELACIONAMENTOS DA GRAÇA
13- Através de que a graça manifestou-se aos homens, garantindo-lhes a justificação e a vida eterna? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Da vida terrena de CRISTO.
(   ) Da morte expiatória de CRISTO.
(   ) Dos sacrifícios expiatórios realizados no templo, em Jerusalém.
 
14- Dentro do assunto Graça e Redenção, Segundo as Escrituras, o que CRISTO nos proporcionou? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Trouxe-nos completa redenção.
(   ) Uma vida de facilidades e prazer sem igual, enquanto estivermos na Terra.
(   ) Comprou a todos com o seu sangue.
(   ) Redimiu-nos da maldição da lei e de nossos pecados.
(   ) Prosperidade, Saúde completa, isenção de problemas e aflições.
(   ) Por meio do ESPÍRITO, selou-nos para o dia da redenção, segundo as riquezas da graça.
 
15- O que ensina a Graça sobre a purificação? Complete:
 A graça salvadora não apenas ensina os homens a _____________________ a vil concupiscência, a impiedade e as mazelas ____________da sociedade rebelada contra DEUS, mas também capacita o crente a viver ______________, justa e piamente no presente século.
 
16- O que se deve esperar de alguém cheio da graça de DEUS? Complete:
Evitar a ___________________, Evitar as paixões _____________________, Viver __________________sensata, Viver _____________ e piedosamente.
 
17- O que é impiedade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) É uma categoria de pecado que se opõe à piedade.
(   ) É uma aplicação da piedade, de modo diferente.
(   ) Inclui tudo o que a pessoa faz sem considerar a DEUS e as suas leis morais.
(   ) É a maneira pela qual se vive em comunhão só com os cristãos.
(   ) O ímpio não reconhece nem admite sua dependência de DEUS.
 
18- Quais são os principais pecados de impiedade, segundo a lição? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) A blasfêmia contra DEUS.
(   ) A mentira.
(   ) A malícia.
(   ) A violência.
(   ) A falta de perdão.
(   ) As iniqüidades.
 
19- Qual o estilo de vida do ímpio? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Os ímpios são materialistas.
(   ) Os ímpios são avivalistas.
(   ) Os ímpios são espirituais.
(   ) Os ímpios são sensuais.
(   ) Os ímpios buscam as coisas que conduzem aos apetites carnais.
(   ) Os ímpios em lugar do Reino e da justiça de DEUS, procuram tudo o que satisfaça seus desejos pecaminosos desregrados.
 
20- O que significa a palavra sensato? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) No original (Phroneo), significa "de mente sã", "mente sóbria” ou "temperante".
(   ) No original (Sophroneo), significa "de mente sã", "mente sóbria” ou "temperante".
(   ) No original (Senshroneo), significa "de mente sã", "mente sóbria” ou "temperante".
 
21- A que a palavra 'sensato"  se refere? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) À prudência e ao autocontrole proveniente de uma reflexão criteriosa.
(   ) À imprudência e ao autocontrole proveniente de uma reflexão criteriosa.
(   ) À evidência e ao autocontrole proveniente de uma reflexão misteriosa.
 
22- Quem é o temperante? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) É alguém que não se deixa dominar pela ansiedade.
(   ) É alguém que pondera seus atos e suas respectivas conseqüências de acordo com a Palavra de DEUS.
(   ) É alguém que não se deixa dominar pela presença de DEUS.
 
23- O que a graça de DEUS possibilita ao crente?  Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Uma vida injusta, porém diante de DEUS.
(   ) Uma vida casta e impiedosa diante dos homens.
(   ) Uma vida justa e piedosa diante de DEUS e dos homens.
 
24- A que se refere o termo "piedoso" ? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Refere-se ao cristão que é reverente a DEUS.
(   ) Refere-se ao homem piedoso.
(   ) Refere-se ao cristão que pratica o bem em todos os seus relacionamentos.
 
FÉ E GRAÇA

 Rm 5.21 “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela
justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO, nosso Senhor.”

A salvação é um dom da graça de DEUS, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça
FÉ SALVÍFICA. A fé em JESUS CRISTO é a única condição prévia que DEUS requer do homem para a salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de CRISTO, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a CRISTO como Senhor e Salvador (cf. Mt
4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).
(1) O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais: (a) Fé significa crer e confiar firmemente no CRISTO crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17). Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a JESUS CRISTO tal como Ele é revelado no NT.
(b) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para DEUS através de CRISTO. Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2).
(c) A fé inclui obediência a JESUS CRISTO e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por nossa gratidão a DEUS e pela obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9). É a “obediência que provém da fé” (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.
(d) A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a JESUS CRISTO, que se expressam na confiança, amor, gratidão e lealdade para com Ele. A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com CRISTO (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
(2) A fé em JESUS como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12). Porque temos fé numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor JESUS CRISTO (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4; Gl 2.20).
GRAÇA. No AT DEUS revelou-se como o DEUS da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de DEUS à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (ver Êx 6.9). Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de DEUS em CRISTO JESUS, transmitidos aos crentes pelo ESPÍRITO SANTO, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de DEUS (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.
(1) DEUS concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor JESUS CRISTO (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).
(2) DEUS concede graça ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21), para orar (Zc 12.10), para crescer em CRISTO (2Pe 3.18) e para testemunhar de CRISTO (At 4.33; 11.23).
(3) Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de DEUS (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a graça de DEUS são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a CRISTO (Cl 3.16); estar continuamente cheio do ESPÍRITO SANTO (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9).
(4) A graça de DEUS pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).
 
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