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Lição 5 - Vem O Fim, O Fim Vem - A Reconstrução Do Santo templo
 
Esta Lição é toda baseada nos assuntos discutidos neste site, portanto entre e leia com atenção, não deixando de analizar conforme a Palavra de DEUS e a revelação do ESPÍRITO SANTO.  http://www.cacp.org.br/engano.htm
 
Texto Áureo: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)” (Mt 24.15).
 
Verdade Prática: A reconstrução do Santo Templo não é mera especulação. É o cumprimento de uma profecia que vem há muito despertando a atenção dos estudiosos da Palavra de Deus.

Leitura Diária:
Segunda 1 Rs 6.1 A construção do Santo Templo
 1No ano quatrocentos e oitenta depois de os filhos de Israel terem saído do Egito, no quarto ano do reinado
de Salomão sobre Israel, no mês de zive (este é o segundo mês), começou-se a edificar a casa do Senhor.
6.1 NO ANO DE QUATROCENTOS E OITENTA. Este versículo é fundamental para o cálculo da data do êxodo de Israel, ao sair do Egito. Salomão começou a edificar a casa do Senhor cerca de 966 a.C. Esta data vem da combinação de dados bíblicos com os registros cronológicos assírios. O êxodo ocorreu 480 anos antes da data supra, portanto, em cerca de 1446 a.C. (cf. At 13.19,20).

Terça 2 Cr 6 e 7 A consagração do Santo Templo
2 Cr 6. 41Levanta-te, agora, Senhor Deus, e vem para o teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza. Os teus sacerdotes, ó Senhor Deus, sejam vestidos de salvação, e os teus santos se regozijem no bem.
6.10 EDIFIQUEI A CASA AO NOME DO SENHOR. A Bíblia com freqüência refere-se aos templos, relacionando-os à história da salvação. Os locais mencionados como habitação de Deus são: o Tabernáculo, o templo de Salomão, o templo de Ezequiel, o templo de Zorobabel, o templo de Herodes; o corpo de Cristo, a igreja; o corpo físico do crente individual e a nova Jerusalém (Ap 21.22).

Quarta Ez 11.23 A glória do Senhor deixa o Santo Templo
23A glória do Senhor se alçou desde o meio da cidade, e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade.
11.23 E A GLÓRIA DO SENHOR SE ALÇOU. A glória de Deus retirou-se de Jerusalém e se pôs sobre o monte das Oliveiras (ver 10.4). Mais tarde, Ezequiel teve uma visão do retorno da glória divina, quando o Senhor estabelecer o seu reino eterno (43.1-4).

Quinta 2 Cr 36.11-23 A destruição do Santo Templo
 11 Era Zedequias da idade de vinte e cinco anos quando começou a reinar, e onze anos reinou em Jerusalém.
12 Fez o que era mau aos olhos do Senhor seu Deus, e não se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor. 13 Também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha feito jurar por Deus. Endureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que não voltou ao Senhor, Deus de Israel. 14
Além disso, todos os chefes dos sacerdotes e o povo se tornavam cada vez mais infiéis, seguindo as abominações dos gentios e contaminando a casa do Senhor, que ele tinha consagrado em Jerusalém.
15 O Senhor, Deus de seus pais, enviou-lhes a sua palavra, sem cessar, por meio dos seus mensageiros,  porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. 16 Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus e desprezaram as suas palavras e escarneceram dos seus profetas até que a ira do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que não houve mais nenhum remédio. 17 Fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, no seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos. Deus entregou a todos nas mãos de Nabucodonosor. 18 Todos os utensílios da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do Senhor, os tesouros do rei e dos seus príncipes, levou para Babilônia. 19 Queimaram a casa do Senhor e derrubaram os muros de Jerusalém; todos os seus palácios queimaram a fogo, e destruíram todos os seus objetos preciosos. 20 Os que escaparam da espada, levou para Babilônia, e se tornaram servos dele e de seus filhos, até o tempo do reino da Pérsia. 21 A terra gozou os seus sábados; todos os dias da sua desolação ela descansou, até que se completaram os setenta anos, em cumprimento da palavra que o Senhor falara por intermédio de Jeremias. 22 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor falada por intermédio de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: 23 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba.
11.4 DE MIM PROVEIO ISSO. Deus dividiu Israel, para que Judá continuasse leal a Ele e se isolasse da crescente corrupção espiritual das demais tribos. Às vezes, o próprio Deus efetua a divisão a fim de preservar e proteger sua verdade revelada, seus retos padrões e os fiéis que querem permanecer leais a Ele (ver 1 Rs 12.24; Mt 10.34; Ef 4.3,5,13,15). 11.14,15 JEROBOÃO... CONSTITUIU PARA SI SACERDOTES... PARA OS DEMÔNIOS.
 
Sexta Ed 6.13-18 A reinauguração do Santo Templo
 13 Então Tatenai, governador daquém do Eufrates, Setar-Bozenai e os seus companheiros, assim o fizeram com toda a diligência, conforme o que decretara o rei Dario. 14 De modo que os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando sob a pregação do profeta Ageu, e de  Zacarias, filho de Ido. Edificaram a casa e a acabaram conforme o mandado do Deus de Israel, e conforme o decreto de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.
15 Acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario. 16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria. 17 Ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos  cordeiros e, como oferta pelo pecado de todo o Israel, doze cabritos, segundo o número das tribos de Israel. 18 E instalaram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme está escrito no livro de Moisés.
6.15 ACABOU-SE [DE CONSTRUIR] ESTA CASA. A construção do templo terminou em 516 a.C., vinte e um anos após lançados os alicerces (3.10). A arca da aliança, contendo as duas tábuas da lei, não fazia parte do templo novo. Ela teria sido destruída numa ocasião anterior desconhecida, da história de Israel.

Sábado Ag 2.9 A maior glória do Santo Templo
 9 A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.
2.6-9 FAREI TREMER OS CÉUS, E A TERRA. Estes versículos referem-se ao juízo divino contra o mundo antes e durante a volta de Jesus Cristo (cf. Hb 12.26,27): "Os céus e a terra tremerão" (Jl 3.16; cf. Mt 24.29,30). A glória de Deus, então, encherá o templo como nunca dantes aconteceu. Ele habitará entre o seu povo, em paz, como o Salvador glorioso.

Leitura Bíblica Em Classe: EZEQUIEL 43.1-9
 1 Então me levou à porta que olha para o oriente. 2 Eu vi a glória do Deus de Israel que vinha do oriente. A sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória. 3 O aspecto da visão que tive era como o da visão que eu tivera quando veio destruir a cidade, e como a que tive junto ao rio Quebar; caí com o rosto em terra. 4 A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha para o oriente. 5 Então o Espírito me levantou, e me levou ao átrio interior, e a glória do Senhor encheu o templo. 6 Enquanto o homem estava em pé ao meu lado, ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo. 7 Disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés. Aqui habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre. Os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos, 8 pondo o seu limiar ao pé do meu limiar, e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e eles. Contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso eu os consumi na minha ira. 9 Agora lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.
43.5 A GLÓRIA DO SENHOR ENCHEU O TEMPLO. O livro de Ezequiel começou com uma visão inspiradora e de reverente temor, da glória de Deus. Os capítulos 8 11 descrevem como a glória de Deus afastou-se aos poucos, do templo e da cidade de Jerusalém, por causa dos pecados do povo. Ezequiel termina relatando outra visão inspiradora: a glória, o poder e o amor de Deus voltam a encher o templo. Devemos ansiar com toda prioridade ver a glória de Deus manifestada na igreja mediante a operação do Espírito Santo. O crente que não possui esse desejo santo e ardente está atestando o seu declínio espiritual entre o povo de Deus
43.7 HABITAREI NO MEIO DOS FILHOS DE ISRAEL. O plano eterno de Deus é habitar para sempre com o seu povo, em comunhão de amor e zelo. A bênção e a alegria que Ele reservou para seus filhos ultrapassam os limites da nossa compreensão (cf. 1 Co 2.9; Ap 21;22).
 
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Definir o que é o Santo Templo.
2- Narrar a história do Templo judaico.
3- Mencionar as profecias bíblicas referentes à reconstrução do templo da Septuagésima Semana.
 
Comentários: INTRODUÇÃO
Por que estudarmos sobre o Templo e sua reconstrução?
Veremos nesta lição a importância que DEUS dá a tudo o que está escrito em sua Palavra.

I. O QUE É O SANTO TEMPLO
O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA OS ISRAELITAS. Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém .
(1) Simbolizava a presença e a proteção do Senhor Deus entre o seu povo (cf. Êx 25.8; 29.43-46). Quando ele foi dedicado, Deus desceu do céu e o encheu da sua glória (7.1,2; cf. Êx 40.34-38), e prometeu que poria o seu Nome ali (6.20, 33). Por isso, quando o povo de Deus queria orar ao Senhor, podia fazê-lo, voltado em direção ao templo (6.24, 26, 29, 32), e Deus o ouviria “desde o seu templo” (Sl 18.6). (2) O templo também representava a redenção de Deus para com o seu povo. Dois atos importantes tinham lugar ali: os sacrifícios diários pelo pecado, no altar de bronze, (cf. Nm 28.1-8; 2Cr 4.1) e o Dia da Expiação quando, então, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo a fim de aspergir sangue no propiciatório sobre a arca para expiar os pecados do povo (cf. Lv 16; 1Rs 6.19-28; 8.6-9; 1Cr 28.11). Essas cerimônias do templo relembravam aos israelitas o alto preço da sua redenção e reconciliação com Deus. (3) Em tempo algum da história do povo de Deus, houve mais de uma morada física ou habitação de Deus. Isso demonstrava que há um só Deus — o Senhor Jeová, o Deus dos israelitas, segundo o concerto. (4) Todavia, o templo não oferecia nenhuma garantia absoluta da presença de Deus; simbolizava a presença de Deus somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse à santa lei de Deus. Miquéias, por exemplo, verberava contra os lideres do povo de Deus, por sua violência e materialismo, os quais ao mesmo tempo, sentiam-se seguros de que nenhum mal lhes sobreviria enquanto possuíssem o símbolo da presença de Deus entre eles: o templo (Mq 3.9-12); profetizou que Deus os castigaria com a destruição de Jerusalém e do seu templo. Posteriormente, Jeremias repreendeu os idólatras de Judá, porque se consolavam mediante a constante repetição das palavras: “Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jr 7.2-4, 8-12). Por causa de sua conduta ímpia, Deus destruiria o símbolo da sua presença — o templo (Jr 7.14,15). Deus até mesmo disse a Jeremias que não adiantava ele orar por Judá, porque Ele não o atenderia (Jr 7.16). A única esperança deles era endireitar os seus caminhos (Jr 7.5-7).
 
O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA A IGREJA CRISTÃ. A importância do templo no NT deve ser considerada no contexto daquilo que o templo simbolizava no AT.
(1) O próprio Jesus, assim como os profetas do AT, censurou o uso indevido do templo. Seu primeiro grande ato público (Jo 2.13-17) e o seu último (Mt 21.12,13) foram expulsar do templo aqueles que estavam pervertendo o seu verdadeiro propósito espiritual (ver Lc 19.45). Passou a predizer o dia em que o templo seria completamente destruído (Mt 24.1,2; Mc 13.1,2; Lc 21.5,6).
(2) A igreja primitiva em Jerusalém estava freqüentemente no templo à hora da oração (At 2.46; 3.1; 5.21, 42). Assim faziam segundo o costume, sabendo, contudo, que esse não era o único lugar onde os crentes podiam orar (ver At 4.23-31). Estêvão, e posteriormente Paulo, testemunharam que o Deus vivo não poderia ser confinado a um templo feito por mãos humanas (At 7.48-50; 17.24).
(3) A ênfase do culto, para os cristãos, transferiu-se do templo para o próprio Jesus Cristo. É Ele, e não o templo, quem agora representa a presença de Deus entre o seu povo. Ele é o Verbo de Deus que se fez carne (Jo 1.14), e nEle habita toda a plenitude de Deus (Cl 2.9). O próprio Jesus declara ser Ele o próprio templo (Jo 2.19-22). Mediante o seu sacrifício na cruz, Ele cumpriu todos os sacrifícios que eram oferecidos no templo (cf. Hb 9.1—10.18). Note também que na sua fala à mulher samaritana, Jesus declarou que a adoração dentro em breve seria realizada, não num prédio específico, mas “em espírito e em verdade”, i.e., onde as pessoas verdadeiramente cressem na verdade da Palavra de Deus e recebessem o Espírito de Deus por meio de Cristo (ver Jo 4.23).
(4) Posto que Jesus Cristo personificou em si mesmo o significado do templo, e posto que a igreja é o seu corpo (Rm12.5; 1Co 12.12-27; Ef 1.22,23; Cl 1.18), ela é denominada “o templo de Deus”, onde habita Cristo e o seu Espírito (1Co 3.16; 2 Co 6.16; cf. Ef 2.21,22). Mediante o seu Espírito, Cristo habita na sua igreja, e requer que o seu corpo seja santo. Assim como no AT, Deus não tolerava qualquer profanação do seu templo, assim também Ele promete que destruirá quem destruir a sua igreja (ver 1Cr 3.16,17), para exemplos de corrupção e destruição da igreja por pessoas.
(5) O Espírito Santo não somente habita na igreja, mas também no crente individualmente como seu templo (1Co 6.19). Daí, a Bíblia advertir enfaticamente contra qualquer contaminação do corpo humano por imoralidade ou impureza (ver 1Co 6.18,19).
(6) Finalmente, note que não há necessidade de um templo na nova Jerusalém (Ap 21.22). A razão disso é evidente. O templo era apenas um símbolo da presença de Deus entre o seu povo, e não a plena realidade. Portanto, o templo não será necessário quando Deus e o Cordeiro estiverem habitando entre o seu povo: “o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21.22).
 
 
O Rei Davi fez de Jerusalém a capital do seu reino e o centro religioso do povo judeu em 1003 a.C. Cerca de 40 anos mais tarde, o seu filho Salomão construiu o Templo (centro religioso e nacional do povo de Israel) e transformou a cidade em próspera capital de um Império que se estendia do Eufrates até o Egito.
 
Nabucodonosor, Rei da Babilônia, conquistou Jerusalém em 586 a.C. , destruiu o Templo e exilou o povo judeu na Babilônia (entre os rios Tigre e Eufrates). Cinqüenta anos depois, com a conquista da Babilônia pelos persas, o rei Ciro permitiu que os judeus retornassem à sua pátria e lhes concedeu autonomia. Eles construíram o segundo Templo, no local do primeiro, e reconstruiram a Cidade e suas muralhas. Esta segunda reconstrução ficou ao encargo de Esdras e Neemias.
Alexandre o Grande conquistou Jerusalém em 322 a.C. (advento do helenismo grego na Palestina, preparando o mundo para receber nosso Jesus Cristo). Após a sua morte, a Cidade foi governada pelos Ptolomeus do Egito e mais tarde pelos Selêucidas da Síria. A helenização da Cidade atingiu o auge sob o rei selêucida Antíoco IV; a profanação do Templo e a tentativa de anular a identidade dos judeus deram origem a uma revolta.
 
Liderados por Judas, o Macabeu, os judeus derrotaram os selêucias e reconsagraram o Templo em 164 a.C., e restabeleceram a dinastia judaica sob os Hasmoneus, que conservou-se no poder por mais de 100 anos, até que os romanos tomaram Jerusalém, sob a liderança de Pompeu. Herodes, o Idumeu, governou a Judéia de 37 a.C. até 4 d.C. Ele estabeleceu instituições culturais, reformou e remodelou o Templo, transformando-o num esplendoroso edifício.  
 
Após a morte de Herodes, o governo romano tornara-se cada vez mais opressivo.
Em 66 d.C., irrompeu a revolta dos judeus contra Roma.
Durante alguns anos, Jerusalém esteve livre das opressões estrangeiras, até que, em 70 d. C., as legiões romanas comandadas por Tito, conquistaram a cidade e destuíram o Templo.
A indepencência judaica foi restaurada por breve período, durante a revolta de Bar-Kochba (132-135), mas os romanos triunfaram, mais uma vez, e os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém. A Cidade foi reconstruida, com o nome "Aelia Capitolina" e com feições de metrópole romana.
Duas grandes avenidas foram abertas - nos sentidos norte-sul e leste-oeste - , dividindo a Cidade em 4 quarteirões (judaico, cristão, mulçulmano e armênio). Apesar dos nomes, esses quarteirões nunca foram homogênios; sempre houve uma mistura de todos os credos morando juntos em Jerusalém!
 
Por um século e meio, Jerusalém foi uma pequena cidade de província. Esse quadro modificou-se radicalmente, quando o Imperator bizantino Constantino transformou Jerusalém em um centro cristão. A Basílica do Santo Sepulcro (335), foi a primeira de um grande número de majestosas construções que se ergueram na cidade..
 
Em 634, com o enfraquecimento do Império Romano, exércitos mulçumanos invadiram o país. Em 638, Jerusalém foi conquistada pelo Califa Omar. Já sob o reinado de Abdul Malik, foi construída a mesquita do Domo da Rocha (ou Mesquita de Omar). Após um século da dinastia omíada de Damasco, Jerusalém passou a ser governada pela dinastia dos Abássidas de Bagdá, (em 750), época na qual começou o declínio da cidade.
Os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099, massacraram seus habitantes judeus e mulçulmanos e fizeram de Jerusalém a capital do reino. Sob o domínio dos cruzados, sinagogas foram destruídas, velhas igrejas foram reconstruídas e muitas mesquitas transformadas em templos cristãos. Os cruzados dominaram Jerusalém até 1187, quando a Cidade foi conquistada por Saladino, o Curdo.
 
Os mamelucos - aristocracia militar feudal do Egito - governaram Jerusalém a partir de 1250. Eles reconstruíram numerosos edifícios, mas viam a cidade somente como um centro teológico muçulmano e a arruinaram economicamente, por seu desleixo e impostos exorbitantes.
 
Os turcos Otomanos, cujo domínio prolongou-se por 4 séculos, conquistaram a cidade em 1517. Suleiman, o magnífico, reconstruiu as muralhas de Jerusalém (1537), construiu o reservatório do Sultão e instalou fontes públicas por toda a Cidade. Após a sua morte, as autoridades centrais em Constantinopla demonstraram pouco interesse por Jerusalém. Durante os séculos XVII e XVIII, Jerusalém viveu um de seus piores períodos de decadência.
 
Jerusalém tornou a prosperar a partir da sugunda metade do século XIX. Um crescente número de judeus que retornavam a sua pátria ancestral; o declínio do Império Otomano; e o renovado interesse da Europa pela Terra Santa foram os fatores do reflorescimento da cidade.
 
O exército britânico, comandado pelo general Allenby, conquistou Jerusalém em 1917. Entre 1922 e 1948 Jerusalém foi a sede administrativa das autoridades britânicas da Terra de Israel (Palestina), que fora entregue á Grã-bretanha pela liga das Nações, após o desmantelamento do Império Otomano, no final da Primeira Guerra Mundial. A cidade se desenvolveu rapidamente, crescendo rumo ao oeste, parte que ficou conhecida como "Cidade Nova". 
Com o término do mandato Britânico, a 14 de maio de 1948, e de acordo com a resolução da ONU de 29 de novembro de 1947, Israel proclamou a sua independência e Jerusalém tornou-se a capital do País.
Opondo-se ao estabelecimento do novo Estado, os países arabes lançaram-se num ataque de várias frentes, o qual deu origem à Guerra da Independência, de 1948 a 1949. As linhas de armistício, traçadas ao final da guerra, dividiram Jerusalém em duas partes: a Cidade Velha e as áreas ao seu redor. Ao Norte e ao Sul, o domínio ficou com a Jordânia.
Israel reteve o controle das partes Ocidental e Sudoeste da cidade.
 
Jerusalém foi reunificada em junho de 1967, em resultado de uma guerra na qual a Jordânia tentou se apoderar da parte ocidental da cidade. O quarteirão judeu da Cidade Velha, destruído sob o domínio jordaniano, foi restaurado e os cidadãos israelenses puderam de novo visitar os seus lugares santos, o que lhes tinha sido negado desde 1948
 
Desde que a cidade velha está sob o domínio israelense, nenhum esforço foi poupado no sentido de manter viva sua herança física e espiritual, e de serem preservados as marcas tangíveis do seu passado. O quarteirão judaico, que fora quase inteiramente destruído durante a ocupação jordaniana (1948-1967), vem sendo reconstruído. A sinagoga Hurva, construída há cerca de 400 anos, dominava todo o horizonte desta área antes de 1948; hoje em dia, apenas um arco comemorativo marca o local onde se encontrava.
 
Na zona do mercado (quarteirão mulçumano), cuja arquitetura apresenta beleza singular, as fachadas foram limpas e consertadas; recolocaram-se venezianas, vidraças e outros acessórios; os telhados da rua principal foram substituídos, os becos repavimentados, e instalou-se moderna infra-estrutura.
Uma nova e bem planejada praça foi construída em frente ao Muro das Lamentações, que permite a congregação de milhares de fiéis.
Jerusalém Moderna
 
 
II. O TEMPLO DE SALOMÃO
 
2Cr 5.1 “Assim, se acabou toda a obra que Salomão fez para a Casa do SENHOR; então, trouxe Salomão as coisas consagradas de Davi, seu pai; a prata, e o ouro, e todos os utensílios, e pô-los entre os tesouros da Casa de Deus”.
 
HISTÓRIA DO TEMPLO.
(1) O precursor do templo foi o Tabernáculo, a tenda construída pelos israelitas enquanto acampados no deserto, junto ao monte Sinai (Êx 25—27; 30; 36—38; 39.32—40.33). Após entrarem na terra prometida de Canaã, conservaram esse santuário móvel até os tempos do rei Salomão. Durante os primeiros anos do reinado deste, ele contratou milhares de pessoas para trabalharem na construção do templo do Senhor (1Rs 5.13-18). No quarto ano do seu reinado, foram postos os alicerces; sete anos mais tarde, o templo foi terminado (1Rs 6.37,38). O culto ao Senhor, e, especialmente, os sacrifícios oferecidos a Ele, tinham agora um lugar preciso na cidade de Jerusalém.
(2) Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração. Foi saqueado por Sisaque do Egito durante o reinado de Roboão (12.9) e foi restaurado pelo rei Asa (15.8, 18). Depois doutro período de idolatria e de declínio espiritual, o rei Josias fez os reparos na Casa do Senhor (24.4-14). Posteriormente, o rei Acaz removeu parte dos ornamentos do templo, enviou-os ao rei da Assíria como meio de apaziguamento político e cerrou as portas do templo (28.21, 24). Seu filho, Ezequias, voltou a abrir, consertar e purificar o templo (29.1-19), mas esse foi profanado de novo pelo seu herdeiro, Manassés (33.1-7). O neto de Manassés, Josias, foi o último rei de Judá que fez reparos no templo (34.1, 8-13). A idolatria continuou entre seus sucessores, e finalmente Deus permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia destruísse totalmente o templo em 586 a.C. (2Rs 25.13-17; 2Cr 36.18,19).
(3) Cinqüenta anos mais tarde, o rei Ciro autorizou o regresso dos judeus de Babilônia para a Palestina e a reconstrução do templo (Ed 1.1-4). Zorobabel dirigiu as obras da reconstrução (Ed 3.8), mas sob a oposição dos habitantes daquela região (Ed 4.1-4). Depois de uma pausa de dez ou mais anos, o povo foi autorizado a reiniciar as obras (Ed 4.24—5.2), e em breve o templo foi completado e dedicado (Ed 6.14-18). No início da era do NT, o rei Herodes investiu muito tempo e dinheiro na reconstrução e embelezamento de um segundo templo (Jo 2.20). Foi este o templo que Jesus purificou em duas ocasiões (ver Mt 21.12,13; Jo 2.13-21). Em 70 d.C., no entanto, depois de freqüentes rebeliões dos judeus contra as autoridades romanas, o templo e a cidade de Jerusalém, foram mais uma vez arrasados, ficando em ruínas.

1. A glória do Senhor enche o templo. (2 Cr 5.13.14).
2. A glória do Senhor deixa o templo.  (1 Rs 11.1-13). (Jr 7.1-16).  (Ez 11.23). Como haviam predito os profetas, a Casa de Deus é posta em desolação por 70 anos (Dn 9.2).

III. A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO
 
O Que é o Templo dos Últimos Dias?
Em 1989, a revista Time publicou um artigo intitulado "Tempo para um Novo Templo?" em que relatava o desejo crescente de muitos judeus devotos de verem um novo templo construído no Monte do Templo em Jerusalém. O correspondente começou escrevendo:
"Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.[1]
Nos anos que se seguiram a esse artigo, nada diminuiu o desejo de reconstruir o templo. Na verdade, a expectativa e os preparativos continuam a crescer. O apoio do público israelense para a reconstrução do templo, antes fraco, está aumentando gradativamente. A tensão no Oriente Médio continua alta e os problemas religiosos e políticos da região continuam nas manchetes em todo o mundo. Mas, mesmo nestes tempos turbulentos, os ativistas do Movimento do Templo continuam a intensificar seus esforços.Os esforços da política, da diplomacia, da religião e da cultura convergem todos para o Monte do Templo – provavelmente o terreno mais disputado da terra. Uma das tensões mais importantes entre judeus e muçulmanos é a de que uma mesquita muçulmana, o Domo da Rocha, foi construída no local do templo em Jerusalém. O ativismo em torno do templo tem provocado preocupação e conflito internacional e continua sendo um pavio curto que pode detonar a próxima guerra mundial. Não existem soluções fáceis ou simples nesse complexo drama internacional e há muita retórica.
O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma:
Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.[2]
Afirmações tais como essa estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas.
No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.
Quais são os planos e os preparativos para o próximo templo de Israel?
Muitos planos estão sendo feitos para a reconstrução do templo,[3] e vários grupos diferentes em Israel estão se preparando para isso. Algumas das organizações e atividades incluem:
Os Fiéis do Monte do Templo, liderados por Gershon Salomon, que usam medidas ativistas para tentar motivar seus compatriotas a reconstruírem o templo. Uma dessas medidas foi sua tentativa periódica de colocar uma pedra angular de 4 toneladas e meia no Monte do Templo. O ativista Gershon Salomon demonstra sua determinação quando diz:
No dia certo – creio que em breve – essa pedra será colocada no Monte do Templo, trabalhada e polida... e será a primeira pedra para o terceiro templo. Agora mesmo essa pedra não está longe do Monte do Templo, bem perto das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém, perto da Porta de Shechem... e dessa pedra se pode ver o Monte do Templo. Mas o dia está próximo em que essa pedra estará no lugar certo – pode ser hoje... ou amanhã, estamos bem pertos da hora certa.[4]
Outra ação que eles instituíram foi o sacrifício de animais.
O Instituto do Templo, liderado por Israel Ariel, que já fez quase todos os 102 utensílios necessários para a adoração no templo conforme os padrões bíblicos e rabínicos. Eles estão em exposição para turistas no centro turístico do Instituto do Templo na Cidade Velha em Jerusalém.
O Ateret Cohanim fundou uma yeshiva (escola religiosa) para a educação e o treinamento dos sacerdotes do templo. Sua tarefa é pesquisar regulamentos, reunir levitas qualificados e treiná-los para um sacerdócio futuro.
Muitas yeshivas surgiram em Jerusalém para fazer preparativos para a eventualidade de culto no templo reconstruído e funcional. Estão fazendo roupas, harpas, plantas arquitetônicas geradas em computador. Alguns rabinos estão decidindo quais inovações modernas podem ser adotadas num templo novo. Além disso, eles estão fazendo esforços para ter animais kosher (puros) para sacrifício, inclusive novilhas vermelhas. E algumas pessoas continuam a orar no Monte do Templo para ajudarem a preparar o caminho.
Muitos outros preparativos estão em andamento para a volta de Israel a todos os aspectos da adoração no templo.
Qual é a importância do templo da Tribulação?
O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado, presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do Anticristo.
O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo. (Thomas Ice e Timothy Demy )
Notas
  1. ichard N. Ostling, "Time for a New Temple?" ("Tempo para um Novo Templo?") Revista Time, 16 de outubro de 1989.
  2. Gershon Salomon citado em Patti Lalonde, "Building the Third Temple" ("Construindo o Terceiro Templo"), This Week in Bible Prophecy Magazine, abril de 1995, p. 22.
  3. Para detalhes documentados de preparativos atuais para reconstruir o templo veja Ice e Price, Ready to Rebuild.
  4. Randall Price, entrevista gravada com Gershon Salomon, 24 de junho de 1991.
1. O templo de Zorobabel. (Ed 3.1-13).   (Jo 2.20).  (Mc 13.1).  (Mt 24.2).
2. O templo da 70a Semana. Eis as profecias que fazem referência à reconstrução do templo da 70a Semana.
a) Daniel (Dn 9.27); b) Jesus (Mt 24.15); c) Paulo (2 Ts 2.3-9).
3. O templo do Milênio.  (Ez 40.2). (Ez 48.8-22).
 
O Templo do Milênio
A Bíblia ensina em Ezequiel 40-48 que haverá um quarto templo. Esse último templo será o centro da adoração a Jesus Cristo durante o Milênio. "Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus monumentos" (Ezequiel 43.7). "Tu, pois, ó filho do homem, mostra à casa de Israel este templo, para que ela se envergonhe das suas iniqüidades; e meça o modelo" (Ezequiel 43.10). O Antigo Testamento também se refere aos sacrifícios que acontecerão no templo do Milênio (esses sacrifícios terão uma outra conotação, pois pelo pecado da vida humana Jesus já fez todo sacrifício - Hb.10) nas seguintes passagens: Isaias 56.7; 60.7,13; 66.20-23; Jeremias 33.15-22; Zacarias 14.16-21.
Quantos templos são mencionados na Bíblia?
A Bíblia usa o termo templo de várias maneiras. A palavra templo é derivada do latim, templum, que é uma tradução do substantivo hebraico hêkal, que significa "casa grande". No Velho Testamento, templo quase sempre se refere ao templo em Jerusalém. Quando entramos no Novo Testamento, o uso principal do termo templo (santuário) contínua sendo o templo de Jerusalém. Mas Cristo comparou o Seu corpo a esse templo (veja Mateus 26.61; Marcos 14.58; 15.29; João 2.19). O apóstolo Paulo fala sobre o "corpo de Cristo" como um templo espiritual (Efésios 2.21-22); e o corpo do crente como um "templo do Espírito Santo": "Não sabeis que sois santuário (templo) de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Coríntios 3.16; veja também 6.19).
Em algumas ocasiões, a Bíblia também faz referência a um templo celestial em linguagem figurativa: Isaías foi levado ao céu e descreve um cenário que pode ser o templo celestial (Isaías 6). João, o autor do Apocalipse, depois de ser levado ao céu, fala especificamente de um templo celestial de onde Deus supervisiona os juízos da Tribulação e envia Seus anjos (Apocalipse 7.15; 11.19; 14.15,17; 15.5,6,8; 16.1,17). O templo celestial, de certa forma, serve de modelo para as várias habitações terrenas de Deus (i.e., tabernáculo, templo e templo espiritual). É claro que todas as vezes que a Bíblia se refere ao Templo celestial é uma forma figurativa de expressão, pois seria impossíveis termos um Templo literal no céu e inadmissível imaginar, como no templo terrestre, um lugar mais santo que o outro no céu, isso seria insustentável. Aliás, o Senhor Jesus Cristo se identificou como sendo este templo no Céu - "Nela não vi santuário, porque o seu [santuário] é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro" (Ap.21:22; Pr. JFM).
Em relação ao templo em Jerusalém - a Bíblia fala de quatro templos:
Quatro templos em Jerusalém são mencionados na Bíblia. Dois (de Salomão e de Herodes) já passaram, mas outros dois (o templo da Tribulação e o do Milênio) serão construídos no futuro de acordo com as profecias. O último templo (do Milênio) será construído pelo próprio Senhor Jesus Cristo quando Ele estabelecer o reino messiânico... Mas o templo da Tribulação deve vir primeiro.


CONCLUSÃO
O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA OS ISRAELITAS. Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém .
O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA A IGREJA CRISTÃ. A importância do templo no NT deve ser considerada no contexto daquilo que o templo simbolizava no AT.
O TEMPLO DE SALOMÃO. O culto ao Senhor, e, especialmente, os sacrifícios oferecidos a Ele, tinham agora um lugar preciso na cidade de Jerusalém.
A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO. "Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.

Mesquita de Omar -  Santuário muçulmano construído no local do antigo Templo judaico.

70ª Semana - Período profético de sete anos que se inicia com o Arrebatamento.

Questionário da 
Lição 5 - Vem O Fim, O Fim Vem - A Reconstrução Do Santo templo
Texto Áureo: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)” (Mt 24.15).
 
Verdade Prática: A reconstrução do Santo Templo não é mera especulação. É o cumprimento de uma profecia que vem há muito despertando a atenção dos estudiosos da Palavra de Deus.

Comentários: INTRODUÇÃO
1- Quando se como cumpriram fielmente as profecias a respeito da restauração nacional de Israel?
( ) Em 14 de maio de 1968.    ( ) Em 14 de maio de 1948.    ( ) Em 14 de Junho de 1948.
Tópico I. O QUE É O SANTO TEMPLO
2- O que é o Santo Templo?
( ) É a concretização de um sonho, que, tendo início com os Mulçumanos, fez-se realidade com o suntuoso edifício que Salomão ergueu em Jerusalém (Gn 28.10-17; 1 Rs 5—8).   
( ) É a concretização de um ideal que, tendo início com os patriarcas, fez-se realidade com o suntuoso edifício que o filho de Davi ergueu em Jerusalém (Gn 28.10-17; 1 Rs 5—8).   
( ) Prédio utilizado para fins comerciais, pelos judeus
3- Qual a Definição do Santo Templo?
( ) É o santuário por excelência do povo israelita, onde não somente este, como também os gentios, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro em espírito e verdade (Mc 11.17).
( ) É o santuário por excelência do povo gentio, onde não somente este, como também os judeus, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro.
4- Qual a função teológica do Santo Templo?
( ) Função ilusionária: atrair os gentios para Deus, fazendo com que estes, juntamente com os judeus, viessem a constituir-se num só povo unido.
( ) Função missionária: atrair os gentios ao Deus de Abraão (2 Cr 6.32,33; Mt 12.42), fazendo com que estes, juntamente com os judeus, viessem a constituir-se num só povo em Cristo Jesus.
5- O Santo Templo cumpriu seu papel teológico? Por Que?
( ) Sim. Porque todo povo tinha ali com altar para DEUS. Dessa forma, Israel teve oportunidade de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra.
( ) Não. Porque cada povo tinha ali um altar para o seu deus (1 Rs 11.1-13). Dessa forma, Israel perdeu a sua maior oportunidade de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra.
Tópico II - O TEMPLO DE SALOMÃO
6- Quando a construção do Primeiro Santo Templo teve início?
( ) Por volta do ano 666 a.C.    ( ) Por volta do ano 566 a.C.     ( ) Por volta do ano 966 a.C.
7- Como é descrita a glória desse primeiro templo e onde, na bíblia, é descrita?
( )  “A casa se encheu de uma nuvem, a saber, a Casa do Senhor; e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus” (2 Cr 5.13.14).
( )  “A casa se encheu de uma nuvem, a saber, a Casa do Senhor; e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa do piso, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus” (2 Cr 3.13.14).
8- Por que a glória do Senhor deixou o templo? Complete:
Salomão, que tão bem começara o seu reinado, ________________ do Senhor para seguir os deuses de suas muitas mulheres ___________________ (1 Rs 11.1-13). E, assim, induz Israel à _____________________. Em conseqüência, o Senhor decide ________________Jerusalém e, com esta, o Santo Templo (Jr 7.1-16). Antes, porém, que viessem os exércitos babilônicos, retira Ele a sua _________________________ do lugar santíssimo (Ez 11.23).
9- Como haviam predito os profetas, quanto tempo a Casa de Deus é posta em desolação?
( ) Por 60 anos (Dn 9.2).    ( ) Por 80 anos (Dn 9.2).    ( ) Por 70 anos (Dn 9.2).
Tópico III. A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO
10- Quem construiu o segundo templo depois de terminados os 70 anos de exílio (Ed 3.1-13)?
( ) Herodes    ( ) Neemias    ( ) Daniel    ( ) Zorobabel    ( ) Esdras
11- Quem, passados quase cinco séculos,  põe-se a reformar o Templo, objetivando transformá-lo numa das mais notáveis edificações do Império Romano?
( ) Herodes    ( ) Neemias    ( ) Daniel    ( ) Zorobabel    ( ) Esdras
12- Quanto tempo foi gasto neste empreendimento de reforma do segundo templo?
( ) Sessenta e três anos (Jo 2.20)    ( ) Vinte e cinco anos (Jo 2.20)    ( ) Quarenta e seis anos (Jo 2.20)
13- Como era a construção e reforma deste templo e quem falou sobre ela?
( ) Era sobremodo singela, servindo inclusive de conclusão ao Sermão Profético de Nosso Senhor (Mc 13.1)
( ) Era sobremodo majestosa, servindo inclusive de introdução ao Sermão Profético de Nosso Senhor (Mc 13.1)
14- Quando foi destruído o Templo Reformado por Herodes e sob o comando de quem foi destruído?
( ) No ano 60, os exércitos romanos, sob o comando de César   
(  ) No ano 70, os exércitos romanos, sob o comando de Tito
15- O que os judeus, com muito anelo, aguardam?
( ) A reconstrução do Santo Templo em Jerusalém   
( ) A reconstrução do Santo Templo em outra cidade para não atrapalhar os muçulmanos
16- Quais profecias fazem referência à reconstrução do templo da 70a Semana revelada a Daniel? Marque com "V" a alternativa Verdadeira e com "F" a Falsa
( ) Malaquias (Ml 2.3)    ( ) Daniel (Dn 9.27)    ( ) Jesus (Mt 24.15)    ( ) João (Jo 14.2)    ( ) Paulo (2 Ts 2.3-9)
17- Em que difere o templo do Milênio, em relação aos outros dois construídos?
( ) Será edificado sobre o monte sagrado dos muçulmanos (Ez 40.2)
( ) Será edificado sobre um monte localizado na parte central do território sagrado dos sacerdotes (Ez 40.2)
18- Como serão os átrios do templo do Milênio?
( ) Serão desenhados com ouro e prata (Ez 48.8-22)    ( ) Serão murados para se evitar a sua profanação (Ez 48.8-22)
19- Como se revelará neste templo do Milênio, a glória de Deus?
( ) Haverá de manifestar-se a Israel com uma glória menor do que a que esteve no primeiro templo   
( ) Haverá de manifestar-se a Israel e ao mundo
20- Quem estará governando os povos durante o Milênio e de que maneira?
( ) O Anticristo se fazendo de Rei dos reis e Senhor dos senhores.    
( ) O Cristo de Deus como o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
CONCLUSÃO
21- Como é a verdadeira adoração do crente, segundo JESUS?
( )  Adoração a JESUS em respeito e sem reverência     ( )  Adoração ao Pai em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).
22- Como deve a reconstrução do Santo Templo, ser encarada?
( ) Como um dos mais difíceis prédios de se construir    ( ) Como um dos mais fortes sinais da volta de Cristo Jesus
23- O que é a Mesquita de Omar?
( ) Santuário muçulmano doado pelos judeus.    ( ) Santuário muçulmano construído no local do antigo Templo judaico.
24- O que vem a ser 70ª Semana?
( ) Período profético de setenta anos que se inicia com o Arrebatamento.   
( ) Período profético de sete anos que se inicia com o Arrebatamento.
 

A GLÓRIA DE DEUS
Ez 10.4 “Então, se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim para a entrada da casa; e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR.”


DEFINIÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS. A expressão “glória de Deus” tem emprego variado na Bíblia.
(1) Às vezes, descreve o esplendor e majestade de Deus (cf. 1Cr 29.11; Hc 3.3-5), uma glória tão grandiosa que nenhum ser humano pode vê-la e continuar vivo (ver Êx 33.18-23). Quando muito, pode-se ver apenas um “aparecimento da semelhança da glória do Senhor” (cf. a visão que Ezequiel teve do trono de Deus, Ez 1.26-28). Neste sentido, a glória de Deus designa sua singularidade, sua santidade (cf. Is 6.1-3) e sua transcedência (cf. Rm 11.36; Hb 13.21). Pedro emprega a expressão “a magnífica glória” como um nome de Deus (2Pe 1.17).
(2) A glória de Deus também se refere à presença visível de Deus entre o seu povo, glória esta que os rabinos de tempos posteriores chamavam de shekinah. Shekinah é uma palavra hebraica que significa “habitação [de Deus]”, empregada para descrever a manifestação visível da presença e glória de Deus. Moisés viu a shekinah de Deus na coluna de nuvem e de fogo (Êx 13.21). Em Êx 29.43 é chamada “minha glória” (cf. Is 60.2). Ela cobriu o Sinai quando Deus outorgou a Lei (ver Êx 24.16,17), encheu o Tabernáculo (Êx 40.34), guiou Israel no deserto (Êx 40.36-38) e posteriormente encheu o templo de Salomão (2Cr 7.1; cf. 1Rs 8.11-13). Mais precisamente, Deus habitava entre os querubins no Lugar Santíssimo do templo (1Sm 4.4; 2 Sm 6.2; Sl 80.1). Ezequiel viu a glória do Senhor levantar-se e afastar-se do templo por causa da idolatria infrene ali (Ez 10.4,18,19). O equivalente da glória shekinah no NT é Jesus Cristo que, como a glória de Deus em carne humana, veio habitar entre nós (Jo 1.14). Os pastores de Belém viram a glória do Senhor no nascimento de Cristo (Lc 2.9), os discípulos a viram na transfiguração de Cristo (Mt 17.2; 2Pe 1.16-18), e Estêvão a viu na ocasião do seu martírio (At 7.55).
(3) Um terceiro aspecto da glória de Deus é sua presença e poder espirituais. Os céus declaram a glória de Deus (Sl 19.1; cf. Rm 1.19,20) e toda a terra está cheia de sua glória (Is 6.3; cf. Hc 2.14), todavia o esplendor da majestade divina não é comumente visível, nem notado. Por outro lado, o crente participa da glória e da presença de Deus em sua comunhão, seu amor, justiça e manifestações, mediante o poder do Espírito Santo (ver 2Co 3.18; Ef 3.16-19; 1Pe 4.14).
(4) Por último, o AT adverte que qualquer tipo de idolatria é uma usurpação da glória de Deus e uma desonra ao seu nome. Cada vez que Deus se manifesta como nosso Redentor, seu nome é glorificado (ver Sl 79.9; Jr 14.21). Todo o ministério de Cristo na terra redundou em glória ao nosso Deus
(Jo 14.13; 17.1,4,5).

A GLÓRIA DE DEUS REVELADA EM JESUS CRISTO. Quando Isaías falou da vinda de Jesus Cristo, profetizou que nEle seria revelada a glória de Deus para que toda a raça humana a visse (ver Is 40.5). Tanto João (Jo 1.14) como o escritor aos Hebreus (Hb 1.3) testificam que Jesus Cristo cumpriu essa profecia. A glória de Cristo era a mesma glória que Ele tinha com seu Pai antes que houvesse mundo (Jo 1.14; 17.5). A glória do seu ministério ultrapassou em muito a glória do ministério do AT (2Co 3.7-11). Paulo chama Jesus “o Senhor da glória” (1Co 2.8), e Tiago o chama “nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória” (Tg 2.1).
Repetidas vezes, o NT refere-se ao vínculo entre Jesus Cristo e a glória de Deus. Seus milagres revelavam a sua glória (Jo 2.11; 11.40-44). Cristo transfigurou-se em meio a “uma nuvem luminosa” (Mt 17.5), onde Ele recebeu glória (cf. 2Pe 1.16-19). A hora da sua morte foi a hora da sua glorificação (Jo 12.23,24; cf. 17.4,5). Subiu ao céu em glória (cf. At 1.9; 1Tm 3.16), agora está exaltado em glória (Ap 5.12,13), e um dia voltará “sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24.30; cf. 25.31; Mc 14.62; 1Ts 4.17).
A GLÓRIA DE DEUS NA VIDA DO CRENTE. Como a glória de Deus relaciona-se ao crente pessoalmente?
(1) Concernente à glória celestial e majestosa de Deus, é bem verdade que ninguém pode contemplar essa glória e sobreviver. Sabemos que ela existe, mas não a vemos. Deus habita em luz e glória inacessíveis, que nenhum ser humano pode vê-lo face a face (1Tm 6.16).
(2) A glória shekinah de Deus, no entanto, era conhecida do seu povo nos tempos bíblicos. No decurso da história, até o presente, sabe-se de crentes que tiveram visões de Deus, semelhantes às de Isaías (Is 6) e Ezequiel (Ez 1), embora isso não fosse comum naqueles tempos, nem agora. A experiência da glória de Deus, no entanto, é algo que todos os crentes terão na consumação da salvação, quando virmos a Jesus face a face. Seremos levados à presença gloriosa de Deus (Hb 2.10; 1Pe 5.10; Jd 24), compartilharemos da glória de Cristo (Rm 8.17,18) e receberemos uma coroa de glória (1Pe 5.4). Até mesmo o nosso corpo ressurreto terá a glória do Cristo ressuscitado (1Co 15.42,43; Fp 3.21). (3) De um modo mais direto, o crente sincero experimenta a presença espiritual de Deus. O Espírito Santo nos aproxima da presença de Deus e do Senhor Jesus (2Co 3.17; 1Pe 4.14). Quando o Espírito opera poderosamente na igreja, através das suas manifestações sobrenaturais (1Co 12.1-12), o crente experimenta a glória de Deus no seu meio, i.e., um sentimento da majestosa presença de Deus, semelhante ao que sentiram os pastores nos campos de Belém quando nasceu o Salvador (Lc 2.8-20). (4) O crente que abandona o pecado e que repudia a idolatria pode ser cheio da glória de Cristo (ver Jo 17.22), bem como do Espírito da glória (1Pe 4.14); na realidade, uma das razões de Jesus vir ao mundo foi para encher de glória os crentes (Lc 2.29-32). Como salvos por Cristo Jesus, devemos viver a nossa vida inteira para a glória de Deus, a fim de que Ele seja glorificado em nós (Jo 17.10; 1Co 10.31; 2Co 3.18).
 
Ajuda www.cpad.com.br
http://www.sosespiritual.hpg.ig.com.br/o_templo_de_salomao.htm
http://geocities.yahoo.com.br/paz_israel/irshisto.htm
http://www.chamada.com.br/mensagens/vstemplo.shtml
http://www.cacp.org.br/engano.htm
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