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Lição 5 - Vida Santa - Fortalecendo a fé dos irmãos
Questionário
 
 
Texto Áureo
"Portanto, não podendo eu também esperar mais,mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse,e o nosso trabalho viesse a ser inútil"(1 Ts 3.5).
 
Verdade Prática
A fé, na sua expressão pessoal, precisa ser fortalecida e estimulada mediante a oração e a palavra de Deus.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda - At 16.9 Uma visão da parte de Deus
E Paulo teve, de noite, uma visão em que se apresentava um varão da Macedônia e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos!
At 8.26 E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.
At 10.30 E disse Cornélio: Há quatro dias estava eu em jejum até esta hora, orando em minha casa à hora nona.31 E eis que diante de mim se apresentou um varão com vestes resplandecentes e disse: Cornélio, a tua oração foi ouvida, e as tuas esmolas estão em memória diante de Deus. 32 Envia, pois, a Jope e manda chamar Simão, o que tem por sobrenome Pedro; este está em casa de Simão, curtidor, junto do mar, e ele, vindo, te falará.
At 12.E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro no lado, o despertou, dizendo:
Levanta-te depressa! E caíram-lhe das mãos as cadeias.
Ap 1.10 Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
Assim como os sinais e prodígios de DEUS não cessaram, também os anjos não pararam seu ministério. Talvez pela incredulidade ou até por ignorância, os anjos têem pouco aparecido em nossos dias, pois, aqueles que diz tê-los visto é considerado como falso profeta, ou coisa pior. DEUS é DEUS de visões e maravilhas.

Terça - At 16.17 O demônio dizendo a verdade para enganar
 Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.
16.16 ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO. As expressões vocais demoníacas da jovem escrava eram consideradas a voz de um deus; por isso, os serviços dela como adivinha eram muito procurados, dando grande lucro aos seus donos. Através de Paulo, Cristo demonstrou aqui, mais uma vez, seu poder sobre o império do mal
Quarta - At 16.19,20 Libertação que gera atordoamento
19 E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas e os levaram à praça, à presença dos magistrados. 20 E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade.
Mt 10.18 e sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.
2 Tm 4.17 Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.
 
Quinta - At 16.22-24 Sofrendo por obedecer a Cristo
22 E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.
23 E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança,
24 o qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior e lhes segurou os pés no tronco.
16.23 HAVENDO-LHES DADO MUITOS AÇOITES. A lei judaica sobre castigo por açoites prescrevia até quarenta açoites para o culpado, dependendo do juiz (Dt 25.2,3). O costume judaico era usar o chicote com três a cinco tiras de couro presas a um cabo curto. Aqui trata-se do costume romano (v.21) que usava a vara. Os açoites eram aplicados ao corpo desnudo do preso (vv. 22,23). Dependendo do juiz romano, este castigo podia ser terrivelmente cruel, por não estar fixado em lei o número de açoites por castigo. Muitas vezes o preso morria em conseqüência dos açoites. Os açoites de Paulo em 2 Co 11.24,25 abrangem tanto o açoitamento judaico (v. 24 recebi dos judeus ), como o romano (v. 25 fui açoitado com varas ). Em 2 Co 11.24 vemos a crueldade dos judeus contra Paulo neste tipo de castigo. Davam-lhe 39 açoites para que pudessem depois aplicar-lhe idêntico castigo, uma vez que a lei mosaica limitava a 40 o total de açoites (Dt 25.3). Certamente foi nas sinagogas que Paulo mais sofreu o açoitamento dos judeus, pois ele costumava freqüentá-las para pregar a Cristo. Os judeus não tinham autoridade para decretar pena de morte por estarem sob domínio romano, mas podiam castigar.
 
Sexta - At 16.25,26 Libertos por Deus instantaneamente
25 Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. 26 E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
16.25 ORAVAM E CANTAVAM HINOS. Paulo e Silas estavam sofrendo a humilhação do encarceramento, tendo seus pés presos ao tronco e as costas laceradas por açoites. No meio desse sofrimento, no entanto, oravam e cantavam hinos de louvor a Deus (cf. Mt 5.10-12). Aprendemos da experiência missionária deles: (1) que a alegria do crente vem do interior e independe das circunstâncias externas; a perseguição não pode destruir nossa paz e nossa alegria (Tg 1.2-4); (2) que os inimigos de Cristo não poderão destruir a fé em Deus e o amor por Ele que o crente tem (Rm 8.35-39); (3) que mesmo no meio das piores circunstâncias, Deus dá graça suficiente àqueles que estão na sua vontade e que sofrem por amor ao seu nome (Mt 5.10-12; 2 Co 12.9,10); (4) que sobre aqueles que sofrem por amor ao nome de Cristo, repousa o Espírito da glória de Deus (1 Pe 4.14).
16.26 FORAM SOLTAS AS PRISÕES DE TODOS. Por todo o livro de Atos, Lucas enfatiza que nada pode impedir o avanço do evangelho de Cristo quando propagado por crentes fiéis. Em Filipos, Deus interveio, e Paulo e Silas foram libertos por um terremoto enviado por Ele. O resultado foi um maior progresso do evangelho, destacando-se a salvação do carcereiro e de todos os seus familiares (vv. 31-33).
 
Sábado - At 17.1-4 Três semanas de estudo bíblico
1 E, passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.2 E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles e, por três sábados, disputou com eles sobre as Escrituras, 3 expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo.
4 E alguns deles creram e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos e não poucas mulheres distintas.
O exemplo dos missionários serve de modelo para todos quantos ouvem os pregadores e ensinadores expondo as Escrituras. Nenhuma interpretação ou doutrina deve ser aceita sem exame. Pelo contrário, tudo deve ser examinado cuidadosamente mediante o estudo pessoal das Escrituras. A palavra traduzida examinar (gr. anakrino) significa peneirar para cima e para baixo; fazer um exame cuidadoso e exato . A pregação bíblica deve levar os ouvintes a se tornarem estudantes da Bíblia. A veracidade de toda
doutrina deve ser averiguada de conformidade com a Palavra de Deus (ver Ef 2.20)
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Descrever os propósitos das cartas estudadas.
Explicar a obra missionária de Paulo em Tessalônica.
Relacionar as informações das epístolas ao contexto de Atos dos Apóstolos.
 
PONTO DE CONTATO: Professor, pela graça de Deus, estaremos iniciando o terceiro trimestre das Lições Bíblicas. No decorrer deste ano, já estudamos o Fruto do Espírito, as Parábolas de Jesus e, agora, estudaremos as duas Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses. Este tema é uma exposição devocional e exegética da carta escrita aos cristãos de Tessalônica, uma das mais importantes cidades da Macedônia. Leia as duas epístolas de uma só vez, pois são apenas cinco capítulos na primeira e três na segunda. Estude o contexto histórico, social e religioso das epístolas a fim de ensinar os conteúdos com ênfase e segurança.
 
SÍNTESE TEXTUAL: Na magnífica capital da Macedônia, Tessalônica, floresceu na Via Egnatia uma comunidade de fiéis como fruto do labor do apóstolo Paulo em sua segunda viagem missionária (At 17.1-9). O apóstolo dos gentios, impedido de continuar ministrando pessoalmente, escreve à igreja com o propósito de fortalecer a fé, instruí-la quanto à santidade cristã, e alertá-la quanto à apostasia (1 Ts 3.1). Embora muito destes temas sejam tratados na epístola, o assunto principal é a Vinda do Senhor. A fim de instruir os crentes a permanecerem firmes na fé até a volta do Senhor (1 Ts 3.2), o apóstolo Paulo trata da Vinda de Cristo em cada capítulo da primeira epístola (1.10; 2.19; 3.13; 4.13-18; 5.2). Por esse motivo, as duas epístolas de Paulo aos cristãos macedônios têm sido chamadas de O Evangelho do Advento ou Cartas Escatológicas.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Professor, para esta lição, use os recursos presentes no subsídio do Mestre. É importante que você observe três itens essenciais:
Primeiro, leia com antecedência os textos da Segunda Viagem Missionária de Paulo em Atos 15.41—18.22.
Segundo, adquira um mapa da Segunda Viagem Missionária de Paulo.
Terceiro, prepare uma lista contendo os nomes das principais cidades da segunda viagem missionária a partir de Jerusalém. (Antioquia da Síria, Tarso, Derbe, Listra, Icônio, Antioquia, Samotrácia, Neápolis, Filipos, Anfípolis, Apolônia, Tessalônica, Beréia, Atenas, Corinto, Éfeso e Cesaréia). Ao iniciar a aula, exponha o mapa e percorra as cidades da segunda viagem descrevendo os principais fatos. Quando chegar a Tessalônica, comente sobre a cidade, seus moradores, a fundação da igreja cristã e o trabalho missionário de Paulo nessa região. Finalize a segunda viagem e inicie o comentário da lição. Este recurso proporcionará aos alunos uma compreensão mais ampla do contexto das duas epístolas.
 
"EXORTAR" É...
"EXORTAR" NÃO É...
Assistir
Reclamar contra os irmãos
Confortar
Desabafo pessoal
Consolar
Falar mal dos outros
Chamar a atenção
Fingir que não vê
 
 
Leitura Bíblica em classe
I Tessalonicenses 3.1-8
1-Pelo que, não podendo esperar mais, de boa mente quisemos deixar-nos ficar sós em Atenas.
2-E enviamos timóteo, nosso irmão, e ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo, para vos confortar e vos exortar acerca da vossa fé.
3-Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isso fomos ordenados.
4-Pois, estando ainda convosco, vos predizíamos que havíamos de ser afligidos, como sucedeu, e vós o sabeis.
5-Portanto, não podendo eu também esperar mais, mandei-o saber da vossa fé, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser inútil.
6-Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas de fé e caridade e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós.
7-Por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda nossa aflição e necessidade, pela vossa fé.
8-Porque,agora,viemos, se estais firmes no senhor.
3.3 TRIBULAÇÕES. Os seguidores de Cristo não devem considerar a tribulação, a perseguição e a aflição coisas estranhas à vida cristã. (1) Os crentes verdadeiros, que rejeitam as características prevalecentes no meio onde vivem, sofrerão tribulação (v. 4; cf. At 14.22; Rm 8.18; 2 Tm 3.12; Mt 5.10). (2) Essas tribulações não devem ser identificadas com o derramamento da ira de Deus sobre os ímpios nos tempos do fim (5.9; Mt 24.21; 2 Ts 1.6; Ap 3.10).
3.5 O TENTADOR VOS TENTASSE. Esta é a segunda vez que Paulo se refere nesta epístola à atividade de Satanás (cf. 2.18). Paulo acreditava firmemente em Satanás e no mundo dos espíritos malignos (Ef 2.2; 2 Ts 2.9), da mesma forma que Jesus Cristo (Mt 13.39; Mc 3.14,15; 4.15; Lc 4.1-13,33-41).Hoje em dia, muitos já não acreditam num Satanás pessoal. Igrejas há em que ele
não é mencionado diretamente nem confrontado. O diabo nos tenta a acreditar que ele já não é um inimigo real que aprisiona as pessoas, e que já não precisamos expulsar os espíritos malignos, conforme fazia Jesus e os crentes do NT. Muitas igrejas não sentem necessidade de enfrentar Satanás diretamente com o poder do reino de Cristo (ver Mt 4.10,sobre Satanás)
 
 
Introdução
Paulo extremamente preocupado com a fé dos irmãos Tessalonicenses, envia Timóteo para Tessalônica com a importante missão de saber a fundo, em detalhes como iam passando seus filhos na fé.
 
 
 
I. CONFORTO E EXORTAÇÃO
1.A ansiedade de (3.1,2). Paulo muito desejou retornar a Tessalônica a fim de ensinar a palavra e fortalecer a fé dos novos crentes.
É natural que um pai, ou ainda uma mãe, se preocupem extremamente por filhos que estão correndo risco de vida e até de sofrerem os maiores horrores.
 
2. Um cooperador exemplar. Feliz é o líder rodeado de obreiros que possam ser chamados de "irmãos", "ministros", e "cooperadores", como teve o apóstolo (Tito, 2Co 8.23;2.13; Epafrodito, fp 2.25; Tíquico, Cl 4.7).
Timóteo, apesar de jovem, era um exemplo até para os mais velhos. Será que temos jovens assim em nossas congregações? É claro que temos, só precisam de um empurrãozinho como o que Paulo deu em Timóteo.
 
3. " Para vos confortar e exortar" (v.2). O crente precisa saber que, mesmo em meio às tribulações desta vida, há "conforto em Cristo", "consolação de amor", comunhão no Espírito", e alguns "entranháveis afetos e compaixões" (Fp 2.1).
O conforto é necessário nas horas de angústia, tanto quanto a exortação é primordial na hora do sono espiritual. Um pai nunca cochila.
 
 
II. DESIGNADOS PARA SOFRER  ( 3.3,4 )
A partir ad experiência da conversão no caminho de Damasco (At 9.1-6), Paulo sofreu muito pela causa do evangelho (At 9.15,16). Ele exortou os irmãos, para que nenhum deles se abalasse por causa das tribulações que presenciaram na vida dos missionários, dizendo: "porque vós mesmos sabeis que para isto fomos condenados".
 
 
III. BOAS NOVAS DA FÉ E DA CARIDADE
1. O receio de trabalhar em vão ( 3.5,6). Nenhum crente passa por esta vida sem sofrer algum tipo de tentação. Nem mesmo Jesus escapou desse processo, afim de vencer o Tentador e nos legar o seu exemplo.
 
 
IV - A RAZÃO DO VIVER DO OBREIRO (3.7-11)
1. "Consolados acerca de vós" (v.7). Paulo ficou feliz e consolado ao saber que os irmãos estavam firmes na fé.
Era um alívio para Paulo saber notícias dos Tessalonicenses, pois os amava como uma mãe ama seus filhos de tenra idade.
 
2. Orando dia e noite pelo trabalho ( v.10). A mensagem que Paulo ministrou em Tessalônica foi eficaz e poderosa na unção do ESPÍRITO SANTO.
A oração deve ser o ponteiro maior em nosso relógio espiritual. Todos os dias e todos os momentos, devemos estar em contato constante com nosso DEUS.
Paulo sempre estava orando pelos seus filhos na fé.
 
 
V. CRESCENDO NA FÉ
1. O crescimento em amor (v.12).
a) Em amor,"uns para com os outros".
O importante relacionamento entre os irmãos era o segredo do crescimento e fortalecimento de sua fé.
b)"Para com todos".
O amor aos inimigos é importante também pára que haja evangelização e oração de intercessão. Era importante não guardar mágoas pelos naus tratos e pela perseguição, pois DEUS não mora em coração rancoroso.
c)"Como também nós para convosco".
O amor de Paulo já estava bem demonstrado em seu sacrifício e perseguição, enfrentados por ele em sua evangelização junto aos Tessalonicenses.
 
2. Crescendo em santidade (3.13).
a) Santidade "diante de nosso Deus e Pai".
A separação do crente para DEUS. DEUS deseja que sejamos exclusivos D'Ele.Assim os Tessalonicenses se separaram de seus ídolos e mudaram de vida.
b) Santidade "na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".
A preocupação da Igreja era uma só, a vinda de JESUS, que para eles estava tão próxima como o romper de cada dia.
c) Santidade "com todos os santos".
A comunhão entre crentes só é possível pela santificação em cada vida, patrocinada pelo ESPÍRITO SANTO.
 
CONCLUSÃO
É nosso dever empregar maiores esforços e tempo no ensino dos novos crentes e, por que não, no ensino sistemático das escrituras sagradas, de nosso irmãos, que sabidamente se deixam enredar por todo e qualquer novo movimento que nasce no meio evangélico.
É imprescindível o apoio e incentivo de nossos líderes à leitura  da Palavra de DEUS, para que tenhamos crentes fortes espiritualmente, capazes, no futuro, não só de ganhar almas, mas também de ensiná-las.
 
Lições Bíblicas www.cpad.com.br
Por Esdras Costa Bentho - autor do livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada
Subsídios para a lição Vida santa até a Volta de Cristo.
Lição 5 - Fortalecendo a Fé dos Irmãos
 Esboço da Lição
I) Conforto e Exortação  
II) Designados para Sofrer
III) Boas Novas da Fé e da Caridade
IV) A Razão do Viver do Obreiro
V) Crescer na Fé
 
I.      Ansiedade Paulina (3.1-5)
A defesa de Paulo é marcada pela dupla admissão da esmagadora ansiedade que o apóstolo sentia: “não podendo esperar mais” (vv. 1,5). Todas as suas tentativas de retornar à Tessalônica foram impedidas, e a sua esperança estava no fim. Nessa situação emergencial, seu grupo missionário procurou uma solução, e planejou enviar Timóteo de volta a Tessalônica.
1)      A viagem de Timóteo 
Não conhecemos a lógica do raciocínio destes irmãos, nem sabemos como Timóteo poderia retornar sem qualquer obstáculo, enquanto Paulo não. Alguns autores sugerem que por ser parcialmente grego, Timóteo poderia voltar sem ser notado, ao passo que a distinta aparência judia de Paulo poderia denunciá-lo. Quaisquer que fossem as razões envolvidas, Deus permitiu a Timóteo uma viagem segura e proveitosa como representante de Paulo. O que faz desse ponto particular uma forte defesa, é que Paulo foi quem claramente insistiu na visita, porque seu coração estava tomado pela ansiedade. Ao contrário do que seus acusadores pudessem dizer, Paulo se preocupava profundamente com os tessalonicenses. 
a)      Confiança de Paulo: Não se pode perder de vista, em meio a este drama, a confiança de Paulo em Timóteo, a ponto de conferir-lhe uma tarefa vital e formidável. De acordo com o relato de Lucas, Paulo recrutou Timóteo no início de sua segunda viagem missionária (At 16.1,2). Sua idade não é mencionada, embora seja comum pensar que fosse um adulto de pouca idade. Devemos ter em mente que Paulo e Barnabé haviam recentemente deixado de trabalhar juntos, permitindo que outro jovem, João Marcos, os assistisse. Portanto, Paulo tinha motivos para estar atento à confiabilidade de seus jovens discípulos. Obviamente, o apóstolo não tinha como princípio considerar que a idade pudesse imediatamente desqualificar uma pessoa, por estar impressionado com o que viu em Timóteo e com o que foi dito a seu respeito. Não sabemos quanto tempo divide o encontro de Paulo com Timóteo e a presente crise em Tessalônica, mas sabemos da confiança de Paulo.
b)      Timóteo o irmão amado: O apóstolo fala muito bem de Timóteo como seu “irmão” e o apóia totalmente como “ministro de Deus, e nosso cooperador no evangelho de Cristo” (3.2).  Timóteo foi enviado para fazer mais do que avaliar a fé dos tessalonicenses; deveria ministrar força e encorajamento àquela que Paulo esperava ser uma igreja devastada. 
 
II.      O Temor de Paulo
1)      A pregação paulina 
A pregação de Paulo está à frente no que diz respeito ao valor do discipulado. Sabia que a honestidade era vital para o estabelecimento de qualquer igreja, e sua ausência traria o risco de afastar futuros convertidos em potencial. Todos aqueles que ouvem as Boas Novas de perdão dos pecados e a promessa de vida eterna precisam também ouvir que há um preço a ser pago. Precisam então responder a questão, “estou disposto a seguir Jesus?” Os cristãos estão fundamentalmente em desacordo com o reino deste mundo, e o conflito resultante se manifesta de várias maneiras, dependendo da sociedade em que estiver inserido. 
 
A palavra saino refere-se literalmente à “cauda de um cão”, e desse modo tem o significado figurativo de ser agitado ou abalado. Bruce rejeita a relevância da imagem da cauda balançando, preferindo a tradução “perturbar mentalmente”, uma conotação baseada em um papiro extra-bíblico. A rejeição completa da relevância do significado original não é necessária, pois o literal obviamente suscita o figurativo. A posição de Paulo é clara; está aflito pelo bem-estar espiritual dos tessalonicenses, e imaginando como assimilaram os ensinamentos que os ensinou pessoalmente quanto à certeza de vivenciarem provações. Há algo que deve ser dito sobre o papel desempenhado pelo sofrimento na caminhada do cristão na fé; é completamente diferente ser convencido, em meio à adversidade, de que perseverar é a única opção viável — aquela que pode ser causa de regozijo.
 
III.      O Valor do Discipulado
1)      A pregação paulina 
A pregação de Paulo está à frente no que diz respeito ao valor do discipulado. Sabia que a honestidade era vital para o estabelecimento de qualquer igreja, e sua ausência traria o risco de afastar futuros convertidos em potencial. Todos aqueles que ouvem as Boas Novas de perdão dos pecados e a promessa de vida eterna precisam também ouvir que há um preço a ser pago. Precisam então responder a questão, “estou disposto a seguir Jesus?” Os cristãos estão fundamentalmente em desacordo com o reino deste mundo, e o conflito resultante se manifesta de várias maneiras, dependendo da sociedade em que estiver inserido. 
a)      O preço da respeitabilidade: Se o preço for  perder a respeitabilidade, sofrer rejeição, ser explorado física ou verbalmente, a perspectiva da vida eterna do cristão trará esperança, e o Espírito Santo o fortalecerá para que seja fiel. Essa esperança e capacitação são aspectos da graça de Deus, que são sem dúvida suficientes para que se enfrente qualquer provação. Essa graça nega à adversidade o seu resultado natural de desânimo, e produz uma atitude de alegria, baseada no conhecimento de que Deus está no controle e que de alguma forma, mesmo que pequena, os passos de Jesus estão sendo seguidos (At 5.41; Tg 1.2-4; 1 Pe 2.21; 4.12-14).
b)      Interrupção do discipulado: Assim, os tessalonicenses não foram surpreendidos pela adversidade porque tinham sido preparados por Paulo, embora seu treinamento fora interrompido pela própria perseguição.
2)     A Fonte da Tentação de Paulo
A reiteração de Paulo que não pode ficar mais em suspense (v. 5), fundamenta-se na admissão anterior de que o apóstolo esteja ansioso, considerando que as provações poderiam perturbá-los (v. 3). Agora identifica a fonte de suas provações, “o tentador” (cf. também Mt 4.3), que é Satanás. Há somente duas referências sobre o Diabo nesta primeira epístola (cf. “Satanás” em 2.18; “tentador” em 3.5) e Paulo menciona-o apenas uma vez na segunda (“Satanás” em 2 Ts 2.9), apesar de sua longa explicação sobre as obras do iníquo. Paulo não tem dúvidas de que os adversários humanos são de alguma forma estimulados pelo Inimigo. Os cristãos estão resistindo a algo superior à carne e ao sangue (Ef 6.12), e estão fazendo o que podem para enfrentá-los revestidos da armadura de Deus, pois assim permanecerão firmes e emergirão vitoriosos.
A tentação com que Satanás está atraindo os tessalonicenses tem o objetivo de evitar a adversidade desviando-os de sua fé em Cristo. Paulo aparentemente teme o pior, que alguns de seus filhos não resistam. As palavras de Paulo aos coríntios sobre a possibilidade de escapar da tentação por meio da ajuda de Deus (1 Co 10.13) “foi ilustrada pela experiência de seus amigos tessalonicenses”. Essa sugestão merece reflexão, especialmente quando se considera o contexto de 1 Coríntios 10, onde Paulo está mostrando como o povo da promessa, os israelitas, se renderam à tentação ao ignorar seu comprometimento com Deus e, quando o fizeram por meio da idolatria e da murmuração, foram destruídos (10.5-10). O fracasso de Israel serve como lição para que os cristãos permaneçam firmes e resistam a todas as tentações de imitar a desobediente nação de Israel. Não se tem tanta certeza de que Paulo tenha ensinado aos tessalonicenses o exemplo de Israel, quanto ao fato de terem reconhecido o perigo e encontrado a provisão de Deus para escapar — permaneceram firmes, e os esforços de Paulo não foram em vão!
 
Extraído de ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger (ed.)
 
Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003
 
 
Subsídio Teológico
"Versículos 1-5: O apóstolo enviou Timóteo para confirmar e consolar os tessalonicenses; 6-10: Regozija-se por causa da boa notícia da fé e do amor deles; 11-13: E por seu crescimento na graça.
Vv.1-5. Quanto mais prazer acharmos no caminho de Deus, mas desejaremos perseverar neste. Paulo quis confirmar e consolar os tessalonicenses quanto ao objeto de sua fé, que Jesus Cristo é o Salvador do mundo. E acerca da recompensa da fé, que era mais do que suficiente para compensar todas as suas perdas pessoais e recompensar todos os seus esforços. Porém, temia que o seu trabalho fosse em vão. Se o Diabo não puder impedir que os ministros trabalhem na Palavra e na doutrina, se lhe for possível, procurará prejudicar o êxito destes trabalhos [...].
Vv.6-10. A gratidão a Deus é muito imperfeita neste estado atual, e uma das grandes finalidades do ministério da Palavra é ajudar a fé a progredir. O instrumento para obter a fé é também o meio para aumentá-la e confirmá-la, a saber, as ordenanças de Deus [...].
Vv. 11-13. A oração é um culto religioso, e todo o culto religioso deve ser prestado exclusivamente a Deus. O culto deve ser oferecido ao Senhor, como sendo o nosso Pai. A oração não somente deve ser oferecida em nome do Senhor Jesus Cristo, mas também ao próprio Cristo como nosso Salvador e Senhor [...]." (HENRY, Matthew. Comentário bíblico de Matthew Henry. RJ:CPAD, 2002, p. 1014-5.)
 
Questionário da Lição 5 - Vida Santa - Fortalecendo a fé dos irmãos
por Ev.Luiz Henrique http://www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos/EBD-HENR.htm
 
Texto Áureo:
1- Complete:
"Portanto, não podendo eu também esperar mais,mandei-o saber da vossa _______, temendo que o tentador vos tentasse, e o nosso trabalho viesse a ser _____________"(1 Ts 3.5).
 
Verdade Prática
2- O que precisa ser fortalecida e estimulada, na sua expressão pessoal, mediante a oração e a palavra de Deus.
( ) A palavra de DEUS
( ) A Alegria
( ) A fé
 
Introdução
3- A que jovem, o apóstolo Paulo, deu a missão de ir a Tessalônica, e, pessoalmente, verificar como estariam os irmãos na sua vida cristã em geral?
( ) A Timóteo
( ) A Silas
( ) A Lucas
 
I. CONFORTO E EXORTAÇÃO
4- Onde Paulo deixou Timóteo e Silas, seguindo para Atenas(At 17.14,15)?
( ) Em Corinto
( ) Em Filipos
( ) Em Beréia
 
5- O que Timóteo era para Paulo: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
 
 
Um quase "irmão"
 
Um cooperador exemplar.
 
Verdadeiro "irmão"(v.1; 1Co 1.1; Cl 1.1).
 
Era jovem demais para ser já um bom obreiro
 
Obreiro adequado
 
"Ministro de Deus"
 
"Servo de Deus"
 
6- Com o que não se deve confundir o termo "exortar", do v.2?
( ) Com delicadeza no púlpito, ou com afagos pessoais e oportunos, pensados e prudentes.
( ) Com aspereza no púlpito, ou com desabafos pessoais e inoportunos, impensados e imprudentes.
( ) Com aconselhamento em reuniões ministeriais e com a capacidade de fazer amigos e ajudá-los em suas tribulações.
 
7- O que é Exortar?
( ) É resistir, confrontar, admoestar, enfrentar as pessoas.
( ) É assistir, confortar, admoestar, consolar, animar, encorajar as pessoas.
( ) É persistir, é investir, é partilhar
 
8- Descubra no caça-palavras as palavras conforto, consolação, comunhão, afetos, compaixões, exortar, assistir, doutrina.
 
C
O
N
F
O
R
T
O
V
E
W
H
X
Z
T
I
E
M
S
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P
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K
J
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II. DESIGNADOS PARA SOFRER  ( 3.3,4 )
9- Onde se forja a têmpera espiritual e emocional para aqueles que vão trabalhar para o Senhor nas inumeráveis atividades e encargos da sua sacrossanta obra?
( ) No cadinho da diversão
( ) No dia a dia de lazer
( ) No cadinho da tribulação
 
III. BOAS NOVAS DA FÉ E DA CARIDADE
10- Pelo que nenhum crente passa por esta vida?
( ) Sem sofrer algum tipo de tentação
( ) Sem diversão em algum tipo de tentação
( ) Sem ficar bem de situação financeira
 
11- Por que DEUS permite a tentação?
( ) Para provar a fé dos descrentes
( ) Para provar a boa fé dos descrentes
( ) Para provar a fé dos crentes
 
IV - A RAZÃO DO VIVER DO OBREIRO (3.7-11)
12- Quando o evangelho prospera, o obreiro ganha almas e o trabalho avança, o Diabo, não fica satisfeito. De onde surgem as lutas contra a obra? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Do lado de dentro (entre os crentes)
( ) Somente de fora da Igreja, pelo mundo
( ) Do lado de fora (dentre os descrentes)
 
13- De que maneira o inimigo é derrotado, e a obra de DEUS prevalece?
( ) Com oração, jejum e fé em JESUS e nas infalíveis promessas da bíblia
( ) Com oração, jejum e fé em JESUS e nas infalíveis promessas da bíblia
( ) Com oração, jejum e fé em JESUS e nas infalíveis promessas da bíblia
 
14- O que é necessário para se pregar e ensinar na unção de DEUS?
( ) Não é preciso passar Horas e horas de estudo e meditação na Palavra de DEUS em oração e jejum.
( ) Basta 1 Hora de estudo e meditação na Palavra de DEUS, com oração e jejum.
( ) Horas e horas de estudo e meditação na Palavra de DEUS, oração e jejum.
 
V. CRESCENDO NA FÉ
15- Qual o grande desejo que Paulo tinha em seu coração?
( ) O crescimento espiritual dos irmãos: "E o Senhor vos aumente e faça crescer em caridade..." (3.12).
 
16- Ligue a Primeira coluna de acordo com a Segunda. conforme o crescimento que Paulo queria para os Tessalonicenses:
 
a) Em amor,"uns para com os outros".
 
É o amor do obreiro para com os novos crentes, mesmo fracos, inconstantes e frágeis. O crescimento espiritual equilibrado exige, antes de tudo, o crescimento em amor, como diz o versículo 12. Ao mesmo tempo, o crente precisa crescer "na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pe 3.18).
b)"Para com todos".
 
c)"Como também nós para convosco".
É o amor para com todas as pessoas, mesmo que não sejam cristãs.  Ele nos mandou amar nossos próprios inimigos! (Mt 5.44-47).
 
Trata-se do amor fraternal, que deve existir entre os próprios crentes na igreja local.  Esse sinal distintivo não é o cargo ou função que se exerce na igreja local. O amor divino praticado em 1 Co 13.4-7 é o emblema do verdadeiro crente.
 
17- O que é a Santidade?
( ) Santidade é o meio pelo qual se poderá chegar a Deus (Hb 12.14).
( ) Santidade é o meio pelo qual se poderá chegar ao Homem (Hb 12.14).
( ) Santidade é o meio pelo qual se poderá chegar à Igreja(Hb 12.14).
 
18- Aponte três grandiosos aspectos da santidade:  Ligue a Primeira coluna de acordo com a Segunda
 
a) Santidade "diante de nosso Deus e Pai".
 
Somente os santos do Senhor irão com Jesus na sua vinda, ou seja, os salvos por Cristo. Essa irrepreensibilidade tem de envolver todo o ser em sua tricotomia: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23).
b) Santidade "na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".
Cada crente deve ter consciência de que, antes de estar diante de qualquer pessoa, cristã ou não, está diante de Deus que tudo sabe, tudo vê, e está em todo o lugar.
c) Santidade "com todos os santos".
A razão de ser da vida cristã é ser salvo para esperar um dia o encontro com Cristo, seja pela ressurreição, seja pelo arrebatamento da Igreja na sua vinda.
 
 
 
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