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LIÇÃO 6 - O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2010
2Coríntios - "Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas".
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elienai Cabral
Consultores Doutrinários e Teológicos da CPAD: Pr. Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
O Julgamento do crente (Tribunal de CRISTO)
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"E tudo isso provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ministério da reconciliação"  (2 Co 5.18).
 
 
VERDADE PRÁTICA
O ministério da reconciliação consiste, fundamentalmente, na proclamação da obra expiatória do Senhor JESUS CRISTO.
 
 
LEITURA DIÁRIA
 Segunda
Ef 2.16
Reconciliados com DEUS pela cruz
 Terça
Cl 1.20
Reconciliados pelo sangue de JESUS
 Quarta
Hb 2.17
Reconciliação pela expiação
 Quinta
Rm 3.22
A reconciliação pela fé
 Sexta
Ef 2.18
A reconciliação permite o acesso ao Pai
 Sábado
Ef 2.1
Vivificados mediante a reconciliação
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Coríntios 5.1-15,17-21
1 Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de DEUS um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.2 E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;3 se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.4 Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.5 Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi DEUS, o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO.6 Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, vivemos ausentes do Senhor 7 (Porque andamos por fé e não por vista.).8 Mas temos confiança 3e desejamos, antes, deixar geste corpo, para habitar com o Senhor.9 Pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes.10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.11 Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a DEUS; e espero que, na vossa consciência, sejamos também manifestos.12 Porque não nos recomendamos outra vez a vós; mas damos-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração.13 Porque, se enlouquecemos, é para DEUS; e, se conservamos o juízo, é para vós.14 Porque o amor de CRISTO nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram. 15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
 
17 Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 18 E tudo isso provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ministério da reconciliação, 19 isto é, DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de CRISTO, como se DEUS por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de CRISTO que vos reconcilieis com DEUS. 21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de DEUS.
 
 
 
 
Palavra Chave: Reconciliar Do grego katallassō, sugere a ideia de trocar, mudar (neste caso específico, a inimizade com DEUS está sendo trocada por relações pacíficas).
 
5.1 SE A NOSSA CASA TERRESTRE... SE DESFIZER. Paulo usa a expressão condicional: "se a nossa casa terrestre... se desfizer", porque sabia que CRISTO poderia voltar logo, e, neste caso, não experimentaria a morte; pelo contrário, seu corpo seria imediatamente transformado. Essa mesma dupla possibilidade, a saber: a morte ou a transformação, existe para o crente de hoje. CRISTO declarou que não sabemos o dia nem a hora da sua volta (Mt 24.36,42,44); esse evento, portanto, é sempre iminente e enseja uma motivação poderosa para uma vida santa (ver Mt 24.42; 1 Jo 3.2,3)
5.1 NOSSA CASA TERRESTRE DESTE TABERNÁCULO.
(1) A expressão "casa terrestre" refere-se ou ao corpo terreno do crente ou à sua vida terrena.
(2) "Temos de DEUS um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus". Isto provavelmente refere-se a um corpo temporário preparado para o crente no céu, enquanto ele aguarda o seu corpo da ressurreição; ou refere-se ao ambiente da vida celestial. Alguns entendem que esse trecho difícil ensina que os crentes, depois da morte, e enquanto aguardam a ressurreição, existem como espíritos desincorporados, como sombras, sem corpo. Notamos, no entanto, que Moisés e Elias, no monte da transfiguração, aparecem revestidos de corpo celestial, embora ainda aguardassem seu corpo ressurreto. Além disso, em Ap 6.9-11, a descrição das almas no céu revela que elas podem ser vistas, que usam vestes brancas compridas; i.e., não são almas sem corpo
5.8 PARA HABITAR COM O SENHOR. Fica claro, segundo este versículo e outros (e.g., Lc 23.42,43; Fp 1.23), que não existe, para os salvos, nenhum espaço de tempo indefinido, entre a morte e a vida futura. A morte do crente leva-o, imediatamente, à presença de CRISTO (1 Co 13.12). Logo, para o crente, morrer é lucro (Fp 1.21). Isto não significa que CRISTO não está presente, agora mesmo, com os crentes, pois a obra do ESPÍRITO SANTO é transmitir ao crente a presença de CRISTO. Indica, sim, que agora estamos com o Senhor pela fé e não em pessoa (Hb 11.1).
5.10 O TRIBUNAL DE CRISTO. Para uma exposição sobre o que acontecerá ao crente no dia do julgamento da igreja, ver o estudo
O JULGAMENTO DO CRENTE

5.17 NOVA CRIATURA É. Mediante a palavra criativa de DEUS (4.6), os que aceitam JESUS CRISTO pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a DEUS e constituindo o seu povo, onde impera o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Gl 5.25; Ef 2.10). O crente é uma nova criatura (Gl 6.15; Ef 2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de DEUS (4.16; 1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua glória (3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).
5.18 NOS RECONCILIOU CONSIGO MESMO. A reconciliação (gr. katallage) é um dos aspectos da obra de CRISTO como redenção. Refere-se à restauração do pecador à comunhão com DEUS.
(1) O pecado e a rebelião da raça humana trouxeram como resultado, hostilidade contra DEUS e alienação dEle (Ef 2.3; Cl 1.21). Essa rebelião provoca a ira de DEUS e seu julgamento (Rm 1.18,24-32; 1 Co 15.25,26; Ef 5.6).
(2) Mediante a morte expiatória de CRISTO, DEUS removeu a barreira do pecado e abriu um caminho para a volta do pecador a DEUS (v.19; Rm 3.25; 5.10; Ef 2.15,16).
(3) A reconciliação entra em vigor mediante o arrependimento e a fé pessoal em CRISTO, do pecador (Mt 3.2; Rm 3.22).
(4) A igreja recebeu de DEUS o ministério da reconciliação (v. 18), para conclamar todas as pessoas a se reconciliarem com Ele (v. 20; ver Rm 3.25).
5.21 O FEZ PECADO POR NÓS. As Escrituras não declaram em nenhum lugar que CRISTO foi "pecador". Ele sempre permanece como o imaculado Cordeiro de DEUS. CRISTO tomou, sim, nossos pecados sobre si, e DEUS Pai o fez objeto do seu juízo ao tornar-se Ele uma oferenda na cruz pelos nossos pecados (Is 53.10). JESUS, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou possível a DEUS perdoar os pecadores, sem violar sua própria justiça (Is 53.5; Rm 3.24-25).
5.21 NÓS... FEITOS JUSTIÇA DE DEUS.
(1) "Justiça" não se refere aqui à justiça legalista, mas à justiça experimental do crente como nova criatura, i.e., quanto ao seu caráter e estado moral, que se fundamenta em sua fé em CRISTO e dela flui (Fp 3.9; ver Rm 3.21; 4.22). O contexto total desta passagem (vv. 14-21) diz respeito ao crente viver para CRISTO (v.15), controlado pelo "amor de CRISTO" (v.14), tornar-se "nova criatura" em CRISTO (v.17) e desempenhar o ministério da reconciliação como representante de DEUS e da sua justiça na terra (vv. 18-20; ver 1 Co 1.30 sobre JESUS CRISTO como a justiça do crente).
(2) A justiça de DEUS é manifestada e experimentada neste mundo pelo crente, quando este permanece em CRISTO. Somente à medida em que vivemos em união e comunhão com CRISTO é que nos tornamos justiça de DEUS (ver Jo 15.4,5; Gl 2.20; 1 Jo 1.9).
 
O JULGAMENTO DO CRENTE NO TRIBUNAL DE CRISTO (BEP - CPAD)
2Co 5.10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.”

A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de CRISTO”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.
(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; ver Ec 12.14).
(2) Esse julgamento ocorrerá quando CRISTO vier buscar a sua igreja (ver Jo 14.3; cf. 1Ts 4.14-17).
(3) O juiz desse julgamento é CRISTO (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2Tm 4.8, cf. “Juiz”).
(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1Co 3.15; cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida 1Co 3.13-15). Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.
(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. DEUS examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade,
(a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16),
(b) nosso caráter (Rm 2.5-11),
(c) nossas palavras (Mt 12.36,37),
(d) nossas boas obras (Ef 6.8),
(e) nossas atitudes (Mt 5.22),
(f) nossos motivos (1Co 4.5),
(g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e
(h) nosso trabalho e ministério (1Co 3.13).
(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a DEUS (Mt 25.21-23; 1Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).
(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1Co 3.15; 2Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por DEUS e por Ele recompensados (Hb 6.10): “cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8).
(8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1Pe 1.7).
(9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1Pe 1.17), e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1Pe 4.5, 7), a viver em santa conduta e piedade (2Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2Tm 1.16-18).
 
Obra expiatória de JESUS:
a.Expiação:
“DEUS meu, DEUS meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46; citação do Salmo 22.1). Esta não é uma expressão qualquer — é resultado do sofrimento do Senhor por nós. Na cruz, a comunhão de JESUS com o Pai foi interrompida. Para cumprir a vontade de DEUS e conduzir muitos filhos à glória (Hb 2.10), ele aceitou perde a visão da face do Pai por amor a nós.
b.Argumento:
1) a alma que pecar esta morrerá (o salário do pecado é a morte);
2) CRISTO nunca pecou;
3) então por que ele morreu?;
4) ele morreu voluntariamente em lugar de outro.
c.Substituição: na cruz, os pecados da humanidade foram lançados sobre CRISTO. Quando os nossos pecados foram lançados sobre ele, o Pai não podia ter comunhão com o pecado. A própria Trindade foi ferida na obra da redenção.
* Pecado: “Àquele que não conheceu pecado, ele [DEUS] o fez pecado por nós; para que nele [CRISTO] nós fôssemos feitos justiça de DEUS” (2 Co 5.21).
**.Justiça: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (I Pe 2:24; 3.18).
***.“Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniqüidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados” (Is 53.5).
d.Imputação: imputar quer dizer lançar na conta de outro, creditar, atribuir (Fl 18); os nossos pecados foram lançados sobre ele; CRISTO foi vestido com os nossos pecados e sobre ele foi derramado o cálice da justiça de DEUS.
e.Cordeiro: CRISTO nunca se tornou pessoalmente pecaminoso — ele sempre foi e sempre será o Cordeiro santo de DEUS — mas, na cruz, os pecados dos homens foram punidos plena e satisfatoriamente perante DEUS; a culpa não era dele.
f.Provação: ele foi desafiado até o fim a não realizar a obra da cruz — “Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se. É rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele” (Mt 27.42). Este insulto contém uma verdade tremenda: se JESUS tivesse salvado a si mesmo, ele não poderia nos salvar. 
 
O DIA DA EXPIAÇÃO
Lv 16.32,33 “E o sacerdote... fará a expiação... expiará o santo santuário; também expiará a tenda da congregação e o altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.”


A NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO. A palavra “expiação” (heb. kippurim, derivado de kaphar, que significa “cobrir”) comunica a idéia de cobrir o pecado mediante um “resgate”, de modo que haja uma reparação ou restituição adequada pelo delito cometido (note o princípio do “resgate” em Êx 30.12; Nm 35.31; Sl 49.7; Is 43.3).
(1) A necessidade da expiação surgiu do fato que os pecados de Israel (16.30), caso não fossem expiados, sujeitariam os israelitas à ira de Deus (cf. Rm 1.18; Cl 3.6; 1Ts 2.16). Por conseguinte, o propósito do Dia da Expiação era prover um sacrifício de amplitude ilimitada, por todos os pecados que porventura não tivessem sido expiados pelos sacrifícios oferecidos no decurso do ano que findava. Dessa maneira, o povo seria purificado dos seus pecados do ano precedente, afastaria a ira de Deus contra ele e manteria a sua comunhão com Deus (16.30-34; Hb 9.7).
(2) Porque Deus desejava salvar os israelitas, perdoar os seus pecados e reconciliá-los consigo mesmo, Ele proveu um meio de salvação ao aceitar a morte de um animal inocente em lugar deles (i.e., o animal que era sacrificado); esse animal levava sobre si a culpa e a penalidade deles (17.11; cf. Is 53.4,6,11) e cobria seus pecados com seu sangue derramado.

A CERIMÔNIA DO DIA DA EXPIAÇÃO. Levíticos 16 descreve o Dia da Expiação, o dia santo mais importante do ano judaico. Nesse dia, o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas, e de início preparava-se mediante um banho cerimonial com água. Em seguida, antes do ato da expiação pelos pecados do povo, ele tinha de oferecer um novilho pelos seus próprios pecados. A seguir, tomava dois bodes e, sobre eles, lançava sortes: um tornava-se o bode do sacrifício, e o outro tornava-se o bode expiatório (16.8). Sacrificava o primeiro bode, levava seu sangue, entrava no Lugar Santíssimo, para além do véu, e aspergia aquele sangue sobre o propiciatório, o qual cobria a arca contendo a lei divina que fora violada pelos israelitas, mas que agora estava coberta pelo sangue, e assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira (16.15,16). Como etapa final, o sacerdote tomava o bode vivo, impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele todos os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando isto que os pecados deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto (16.21, 22).
(1) O Dia da Expiação era uma assembléia solene; um dia em que o povo jejuava e se humilhava diante do Senhor (16.31). Esta contrição de Israel salientava a gravidade do pecado e o fato de que a obra divina da expiação era eficaz somente para aqueles de coração arrependido e com fé perseverante (cf. 23.27; Nm 15.30; 29.7).
(2) O Dia da Expiação levava a efeito a expiação por todos os pecados e transgressões não expiados durante o ano anterior (16.16, 21). Precisava ser repetido cada ano da mesma maneira.

CRISTO E O DIA DA EXPIAÇÃO. O Dia da Expiação está repleto de simbolismo que prenuncia a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No NT, o autor de Hebreus realça o cumprimento, no novo concerto, da tipologia do Dia da Expiação (ver Hb 9.6—10.18).
(1) O fato de que os sacrifícios do AT tinham de ser repetidos anualmente indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo permanente todo o pecado confessado (cf. Hb 9.28; 10.10-18).
(2) Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo. O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecadores, como remissão pelos seus pecados (Rm 3.24-26; Hb 9.11, 12, 24-26). O bode expiatório, conduzido para longe, levando os pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem (Sl 103.12; Is 53.6,11,12; Jo 1.29; Hb 9.26).
(3) Os sacrifícios no Dia da Expiação proviam uma “cobertura” pelo pecado, e não a remoção do pecado. O sangue de Cristo derramado na cruz, no entanto, é a expiação plena e definitiva que Deus oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado de modo permanente (cf. Hb 10.4, 10, 11). Cristo como sacrifício perfeito (Hb 9.26; 10.5-10) pagou a inteira penalidade dos nossos pecados (Rm 3.25,26; 6.23; Gl 3.13; 2Co 5.21) e levou a efeito o sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos reconcilia com Ele e que restaura nossa comunhão com Ele (Rm 5.6-11; 2Co 5.18,19; 1Pe 1.18,19; 1Jo 2.2).
(4) O Lugar Santíssimo onde o sumo sacerdote entrava com sangue, para fazer expiação, representa o trono de Deus no céu. Cristo entrou nesse “Lugar Santíssimo” após sua morte e, com seu próprio sangue, fez expiação para o crente perante o trono de Deus (Êx 30.10; Hb 9.7,8,11,12,24-28).
(5) Visto que os sacrifícios de animais tipificavam o sacrifício perfeito de Cristo pelo pecado e que se cumpriram no sacrifício de Cristo, não há mais necessidade de sacrifícios de animais depois da morte de Cristo na cruz (Hb 9.12-18).

 
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que o ministério da reconciliação consiste na proclamação da obra expiatória do Senhor JESUS CRISTO
Compreender que a grande motivação do ministério de Paulo era o amor de CRISTO.
Saber que o amor de CRISTO nos constrange e transforma.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, como recurso didático para esta lição, sugerimos que você reproduza a tabela abaixo no quadro-de-giz. Esta tabela vai auxiliá-lo no momento de explicar a respeito das várias bênçãos que são advindas do ministério da reconciliação. Este recurso pode ser utilizado na introdução do tópico III ou na conclusão, a fim de  enfatizar bem o tema.  É importante que você leia, juntamente com os alunos, as referências bíblicas
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 6 - O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
INTRODUÇÃO - Paulo explica o contraste entre a vida terrena,
mortal e limitada, e a imortal, eterna e espiritual.
Paulo trata do ministério da reconciliação.
I. A VIDA PRESENTE E A FUTURA (5.1-10)
1. A confiança doutrinária de Paulo (v.1).
2. O anelo de Paulo pela vida além-túmulo (vv.1-5).
3. O Tribunal de CRISTO para todos os crentes (vv.7-10).
II. O AMOR DE CRISTO CONSTRANGE E TRANSFORMA (5.11-17)
1. A força da persuasão à fé em CRISTO (v.11).
2. A grande motivação do ministério de Paulo: o amor de CRISTO (vv.12,13).
3. Um amor que nos constrange a viver integralmente para CRISTO (vv.14-17).
III.  O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (5.18-21)
1. Reconciliação, palavra-chave da nova criação (vv.18,19).
2. O ministério da reconciliação.
3. Embaixadores de DEUS (vv.20,21).
CONCLUSÃO - A mensagem da reconciliação não prega
o juízo, mas o perdão do Senhor.
 
REFLEXÃO "DEUS não só nos declara inocentes como nos conduz para perto dEle."
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
SINOPSE DO TÓPICO (1) O Tribunal de CRISTO não é o Juízo Final. Trata-se de um julgamento de realizações em prol da obra de DEUS, o qual acontecerá nos ares e envolverá todos os cristãos salvos, após o arrebatamento dos vivos e ressurreição dos mortos em CRISTO.
REFLEXÃO Por meio de CRISTO JESUS, nosso passado foi perdoado e nosso futuro está garantido. Max Lucado.
SINOPSE DO TÓPICO (2) A grande motivação do ministério de Paulo era o amor de CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (3) A mensagem de reconciliação deve apresentar o perdão em seu sentido mais amplo, o qual é restaurar a relação da humanidade com DEUS, de forma que ela seja amistosa e correta.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Teológico
Reconciliação
[Seu] significado etimológico é mudança, mas o uso sempre inclui a união de duas ou mais partes pela renovação de bases ou causas de desarmonia. A reconciliação é necessária para por fim à inimizade existente. A doutrina da reconciliação está relacionada com a restauração da comunhão entre o homem pecador e DEUS, oSANTO Criador, através de JESUS CRISTO, o Redentor. Por causa de suas más ações, o homem é declarado inimigo de DEUS (Rm 5.8). Teólogos liberais que negam a satisfação penal, propiciatória e substitutiva da justiça divina pela provisão objetiva da expiação, mostram que no NT DEUS nunca é o objeto da reconciliação. Eles negam a necessidade da vindicação da justiça divina, e insistem que tudo que é necessário para a reconciliação entre DEUS e o homem é uma mudança no homem [...]. O fato de o pecador ser aquele que precisa ser reconciliado com DEUS (2 Co 5.20) não constitui um argumento contra a necessidade da propiciação em relação a DEUS. Isto deveria ser evidente a partir de uma das passagens do NT, na qual a palavra é usada em um sentido não-soteriológico. Em Mateus 5.23,24, aquele a quem DEUS ordenou que se reconciliasse com seu irmão era o ofensor contra quem o irmão tinha uma queixa. A única reconciliação possível era através da remoção objetiva da queixa ou a satisfação da justiça (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.1654).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
MATTHEW, Henry. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.
PURKISER, W. T. Comentário Bíblico Beacon. 1. ed.  Vol. 2.  Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 39
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 6 - O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 4º TRIMESTRE DE 2009
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E tudo isso _____________________ de DEUS, que nos _____________________ consigo mesmo por JESUS CRISTO e nos deu o ______________________ da reconciliação"  (2 Co 5.18).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O ministério da __________________________ consiste, fundamentalmente, na ________________________ da obra ____________________________ do Senhor JESUS CRISTO.
 
I. A VIDA PRESENTE E A FUTURA (5.1-10)
3- Como era a confiança doutrinária de Paulo (v.1)?
(    ) Paulo tinha uma segurança absoluta acerca das revelações doutrinárias que havia recebido, por isso, começa o texto, dizendo: "Porque sabemos".
(    ) Paulo tinha conhecimento do que a revelação divina havia produzido em seu coração.
(    ) Paulo sabia que seus estudos com Gamaliel estavam cheios de revelações da Palavra de DEUS.
(    ) Ao falar de morte e ressurreição, Paulo não se baseava em conceitos humanistas nem filosóficos, mas na revelação divina.
(    ) A certeza do lar eterno era tão real que os sofrimentos e ameaças de morte não o intimidavam, pelo contrário, davam-lhe forças para proclamar essa mesma verdade aos crentes.
 
4- Com respeito ao anelo de Paulo pela vida além-túmulo (vv.1-5), quais expressões revelam a distinção que Paulo faz entre o temporário e o eterno, o terrestre e o celestial, o corruptível e o incorruptível, o transitório e o permanente?
(    ) O corpo atual é como uma tenda ("tabernáculo"), onde cada um de nós vive neste mundo.
(    ) Esta tenda será desfeita por um edifício permanente e melhor, que nos dará o Senhor.
(    ) Agora, "gememos" (v.2) neste corpo terrenal, porque desejamos que o celestial o revista.
(    ) Paulo sabia separar corpo material de carnal e terreno de temporário.
(    ) A palavra "gememos" (v.4) indica dor e desconforto, mas também significa "anseio" por algo melhor.
(    ) A doutrina bíblica evidencia que nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade, de incorruptibilidade, e que anelamos por essa transformação.
(    ) A garantia de que isso se efetivará no futuro, mediante a ressurreição ou o arrebatamento da Igreja, é o ESPÍRITO, a sua presença em nós.
 
5- Como devemos andar, segundo Paulo declara no versículo 7?
(    ) O texto diz que "andamos por fé e não por vista".
(    ) A fé dá ao crente a garantia de que existe um lar celestial pelo qual ele aspira e espera; um lugar que é real e não aparente.
(    ) Devemos sonhar e construir nossos sonhos, vivendo aqui na Terra para realizarmos todos eles.
 
6- Qual é o alvo principal do crente, segundo Paulo ensina no versículo 9?
(    ) Devemos ter como alvo principal "visitar ao Senhor".
(    ) Devemos ter como alvo principal "falar a respeito do Senhor".
(    ) Devemos ter como alvo principal "agradar ao Senhor".
 
7- Como é o Tribunal de CRISTO para todos os crentes (vv.7-10)?
(    ) Acontecerá no dia do juízo final, em local separado.
(    ) O Tribunal de CRISTO não é o Juízo Final.
(    ) Trata-se de um julgamento de realizações em prol da obra de DEUS.
(    ) Acontecerá nos ares.
(    ) Envolverá todos os cristãos salvos.
(    ) Será após o arrebatamento dos vivos e a ressurreição dos mortos em CRISTO (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.13-18).
 
II. O AMOR DE CRISTO CONSTRANGE E TRANSFORMA (5.11-17)
8- Como deve ser a força da persuasão à fé em CRISTO (v.11).
(    ) O "temor do Senhor" é um modo de convencer as pessoas acerca da fé recebida.
(    ) No versículo 11, "o temor do Senhor" é destacado pelo apóstolo. No AT essa atitude caracterizava aqueles que procuravam andar de modo sábio, e que evitavam a prática do mal.
(    ) Devemos colocar medo nos ouvintes para que eles se convertam.
(    ) Persuadir os homens por causa do temor a DEUS não significa intimidá-los, mas convencê-los através da mensagem do Evangelho.
 
9- Quais as duas grandes motivações paulinas para o cumprimento do ministério?
(    ) O favor de DEUS e o seu amor a CRISTO.
(    ) O temor a DEUS e o seu terror a CRISTO.
(    ) O temor a DEUS e o seu amor a CRISTO.
 
10- Dentro da grande motivação do ministério de Paulo, o amor de CRISTO (vv.12,13), o que Paulo está procurando?
(    ) Conquistar o coração dos Coríntios para o reconhecerem como apóstolo.
(    ) Advertir os crentes fiéis a não permitirem que seus opositores os convençam.
(    ) Ele não tinha a presunção de louvar a si mesmo, no entanto, fornecia argumentos para que os coríntios se gloriassem em seu testemunho.
(    ) O que importa é que todos os atos do apóstolo eram realizados por amor a CRISTO.
 
11- Como é esse amor que nos constrange a viver integralmente para CRISTO (vv.14-17)?
(    ) É um maor que abala nosso ser, é um amor que nos obriga a evangelizar.
(    ) Tem a força de constranger Paulo, porque não era o seu amor por CRISTO, mas era o amor de CRISTO por ele.
(    ) Esse amor, quando aceito, crido e recebido, é o motivo supremo da transformação de nossas vidas.
 
12- O que implica dizer a expressão: "nova criatura"?
(    ) Implica em uma nova forma de viver, na qual desaparece a vida pregressa e os velhos costumes.
(    ) Tal transformação proporciona um novo estilo de vida ao que a recebe.
(    ) "nova criatura" tem mais a ver com nova posição na sociedade.
(    ) Tal postura, é conseqüência lógica da conversão, pois o amor de DEUS pela humanidade (Jo 3.16) constrange-nos a viver integralmente para Ele.
 
III.  O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (5.18-21)
13- Sabemos que "reconciliação" é palavra-chave da nova criação (vv.18,19). O que significa "reconciliar"?
(    ) No grego, o verbo "reconciliar" (katallassō, do substantivo katallagē, significa "reconciliação") sugere a ideia de trocar, mudar.
(    ) É quando a inimizade está sendo trocada por relações pacíficas.
(    ) Diz respeito ao reajuntamento das pessoas que estavam separadas, assim como um pai e um filho que se separam por divergências familiares.
(    ) Significa refazer, ou voltar ao passado de dores.
(    ) Para que a relação seja restabelecida, é necessário remover os fatores que ocasionaram a inimizade.
 
14- Na relação rompida entre DEUS e a humanidade, a remoção dos elementos que impediam a sua restauração foi realizada pelo que?
(    ) Pela expiação.
(    ) Pela justificação.
(    ) Pela libertação.
 
15- Em que consiste o ministério e a palavra da reconciliação?
(    ) O ministério e a palavra da reconciliação consistem na proclamação da obra expiatória realizada por nosso Senhor JESUS CRISTO.
(    ) Significa perdoar os irmãos e conviver pacificamente com os mesmos.
(    ) Dessa forma, DEUS propiciou aos cristãos ser um elo de reajuntamento, de reunião e de reconciliação dEle com a humanidade.
 
16- Como deve ser a mensagem de reconciliação?
(    ) Deve apresentar o juízo em seu sentido mais amplo e procurar o conhecimento da humanidade com DEUS, de forma que este seja condescendente.
(    ) Deve apresentar o amor em seu sentido mais amplo e apresentar o julgamento de DEUS para com o pecador.
(    ) Deve apresentar o perdão em seu sentido mais amplo e restaurar a relação da humanidade com DEUS, de forma que esta seja amistosa e correta.
 
17- Por que aqueles que promovem a reconciliação são chamados de "Embaixadores de DEUS" (vv.20,21)?
(    ) Os embaixadores devem apresentar o perdão em seu sentido mais amplo e restaurar a relação da humanidade com DEUS, de forma que esta seja amistosa e correta.
(    ) Paulo escolheu o título "embaixador", porque o papel de quem possui esta ocupação é o de representar os interesses do seu governo ou líder.
(    ) Como embaixadores de DEUS, temos uma responsabilidade enorme: transmitir a mensagem do Evangelho em sua inteireza, sendo fiel à missão que recebemos do Senhor.
(    ) Os embaixadores trabalham em gesto de gratidão àquEle que não tinha pecado, mas que tomou o lugar dos pecadores para redimir-nos.
(    ) Os embaixadores reconhecem o ato de JESUS que proporcionou-nos sermos justificados e termos paz com DEUS.
(    ) Devem os embaixadores deixar os interesses pessoais e cuidar da obra; trabalhar enquanto é dia.
(    ) Os embaixadores são responsáveis pelo julgamento e condenação dos transgressores.
 
CONCLUSÃO
Complete:
A mensagem da reconciliação não prega o _____________________, mas o ____________________ do Senhor.
Ela é objetiva e suprema, pois consiste em saber que DEUS estava em CRISTO _______________________________ consigo o mundo.
Dessa maneira, DEUS, por intermédio da _____________________ de justiça que seu Filho JESUS CRISTO realizou no Calvário, concedeu ao pecador uma ___________________ total.
 
 
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