LIÇÃO 6, A SOBERANIA E A AUTORIDADE DE DEUS
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 2º Trimestre
de 2010
Jeremias - Esperança em tempos de crise
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio
Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev..
Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"Ou não tem o oleiro poder
sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra
e outro para desonra?" (Rm 9.21).
VERDADE PRÁTICA
Em sua inquestionável soberania, DEUS trata as suas
criaturas como bem lhe aprouver. Submetamo-nos, pois, à sua
perfeita, infinita e sábia vontade.
LEITURA DIÁRIA
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Jeremias 18.1-10
1A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias,
dizendo:2Levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei
ouvir as minhas palavras.3E desci à casa do oleiro, e eis
que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas.4Como o
vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro,
tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem
aos seus olhos fazer.5Então, veio a mim a palavra do SENHOR,
dizendo:6Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó
casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão
do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.7No
momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino,
para arrancar, e para derribar, e para destruir,8se a tal
nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade,
também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.9E,
no momento em que eu falar de uma gente e de um reino, para
o edificar e para plantar,10
se ele fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que tinha dito lhe faria.
18.2 DESCE À CASA DO OLEIRO. DEUS ordenou que Jeremias fosse à casa do oleiro; aí observou que o oleiro fazia um vaso de barro. O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de DEUS em nossa vida. (1) Nossa submissão a DEUS como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que Ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a DEUS, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para nossa vida (cf. v. 10). (3) DEUS, se quiser, pode mudar seus planos para a nossa vida ( fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer , v. 4).
18.8 EU ME ARREPENDEREI. A palavra arrepender , aqui, significa compadecer-se, mudar de intenção e propósito, ou reconsiderar. DEUS é livre para mudar suas decisões e ajustar seus assuntos conosco, conforme o nosso modo de considerar o seu perdão ou suas advertências de castigo. As coisas da vida não são predeterminadas e inalteráveis, nem sequer na mente de DEUS; Ele considera as mudanças espirituais da pessoa. Embora DEUS, quanto à sua natureza, não mude em si mesmo (Nm 23.19; Tg 1.17), Ele muda, se quiser, de idéia e altera suas promessas e advertências já anunciadas. Nunca devemos aceitar uma teologia que negue a DEUS essa sua liberdade soberana (cf. Ez 18.21-28; 33.13-16).
COMENTÁRIO Por que DEUS levou o profeta Jeremias até à casa do oleiro? Para revelar ao profeta e à nação Judia sua autoridade e soberania. Por isso mesmo vamos estudar mais nessa lição a respeito dessa doutrina, que, quer queiramos ou não, nos leva a meditarmos sobre o Livre-arbítrio, a eleição, a predestinação; e, portanto, o calvinismo e o arminianismo. Palavra Chave: Soberania de DEUS - Do lat. super. Autoridade inquestionável que DEUS exerce sobre todas as coisas criadas no céu e na terra. REFLEXÃO"[...] O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade." Isaías 46.10 Quanto a eleição e predestinação leia a segunte lição nº 5 do 4º Trimestre de 2008 http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-dlld-soberanialivrearbitrio.htm Duas orações baseadas na oração Pai-nosso, tão conhecida por todos, deveria ser o centro de nossas atenções quando formos orar da próxima vez, para servir de inspiração: VENHA O TEU REINO (Lc 11.1-4 E Mt 6.7-15 ) Venha o Teu reino, Tua soberania domínio e senhorio em todas as áreas da minha vida. Venha o Teu reino sobre minha família, minha cidade, meu Estado, meu País. Venha hoje o Teu reino na igreja e na vida de todos os homens. Porque o domínio pertence a Ti e reinas sobre as nações. Teu Reino, Senhor, não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no ESPÍRITO SANTO. Não consiste em palavras, mas em poder e este é o caminho que quero seguir. Pai, aguardo o dia quando unirei minha voz à de miríades, proclamando: O reino do mundo passou a ser do Senhor nosso e do Seu CRISTO, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. Referências Bíblicas Sl 145:11-13; Mt 6:33; Hb 12:28; Mt 6:10; Lc 17:21,22; 1 Jo 3:2,3 Amp.; Sl 22:28; Mt 5:3-11; Tt 2:11-13; Sl 103:19; Rm 14:17; Zc 14:5,9 ;Is 9:6,7; 1 Co 4:20; Ap. 11:16,17; Mt 4:17; Cl 1:12-14; 1Cr 29:11 VONTADE DE DEUS (Lc 11.1-4 E Mt 6.7-15 ) Seja feita a Tua vontade, assim na terra como é no céu. Pai, oro para que Tua vontade seja feita na minha vida, de um modo tão perfeito como ela é feita no Céu. Deleito-me em fazer tua vontade, ó DEUS meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu DEUS; guie-me o Teu bom ESPÍRITO por terreno plano. Oro como JESUS: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”, não importa qual seja, pois ela é sempre o melhor para minha vida. A minha comida é fazer a Tua vontade e realizar a obra que me confiaste. Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; porque não procuro a minha vontade, mas a Tua. Pois esta é a Tua vontade, que eu seja consagrado (separado e colocado á parte para uma vida pura e santa): que eu me abstenha de todo vicio sexual; que eu saiba como possuir (controlar dirigir) meu próprio corpo em consagração (pureza, separado das coisas profanas) e honra, não (para ser usado) em paixão e lascívia como os pagãos, que são ignorantes do verdadeiro DEUS e não têm conhecimento da Sua Vontade. Referências Bíblicas Mt 6:10; At 13:22; 1 Jo 2:17; Ef 1:4,5 Amp.; Sl 40:8; 143:10; Rm 8:26,27; 12:2; Cl 1:9 Amp; Lc 22:42; 1 Ts 4:3-5 Amp.; Fp 2:13; Jo 4:34; 5:30; Sl 1:3,4 Amp.; Hb 13:20,21 DEUS É SOBERANO E NÃO HÁ AUTORIDADE IGUAL OU SUPERIOR À DELE. ELE É O CRIADOR DE TUDO E DE TODOS. Os atributos de DEUS revelam alguns aspectos d`ELE que não são vistos em nenhum outro ser:
(1) DEUS é onipresente — i.e., Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, DEUS está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); DEUS observa tudo quanto fazemos.
(2) DEUS é onisciente — i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de DEUS (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de DEUS não subentende determinismo filosófico. DEUS é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, DEUS não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7).
(3) DEUS é onipotente — i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que DEUS empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, DEUS tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19). Em muitos casos, DEUS limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20).
(4) DEUS é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16). A transcendência de DEUS não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu DEUS (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
(5) DEUS é eterno — i.e., Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que DEUS não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58).
(6) DEUS é imutável — i.e., Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que DEUS nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de DEUS mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).
(7) DEUS é perfeito e santo — i.e., Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. DEUS, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
(8) DEUS é trino e uno — i.e., Ele é um só DEUS (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só DEUS (ver Mt 3.17; Mc 1.11).
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do DEUS único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora DEUS e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como DEUS ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de DEUS (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; i.e., Ele não é como nós. (1) DEUS é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto DEUS criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele
continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). DEUS é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
(2) DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, JESUS, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, DEUS tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de JESUS (ver Jo 16.27).
(3) DEUS é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em JESUS CRISTO.
(4) DEUS é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. DEUS, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, JESUS, o Filho de DEUS, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).
(5) DEUS é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). DEUS expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). DEUS também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E DEUS continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).
(6) DEUS é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). JESUS chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o ESPÍRITO é chamado o “ESPÍRITO da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque DEUS é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que DEUS não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).
(7) DEUS é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). DEUS fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13). A fidelidade de DEUS é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor JESUS (Hb 6.4-8; 10.26-31).
(8) Finalmente, DEUS é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que DEUS mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de DEUS de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1-4; Am 2.6,7). JESUS CRISTO, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18; Hb 1.9). Note que a justiça de DEUS não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou JESUS a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21). A revelação final que DEUS fez de si mesmo está em JESUS CRISTO (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de DEUS, devemos olhar para CRISTO, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO CALVINISMO - ERRÔNEA INTERPRETAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUS
O sistema teológico e as
práticas da igreja, da família ou na vida política, todas
elas algo ambiguamente chamadas de "Calvinismo", são o
resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada
na "soberania de Deus".
O Calvinismo pressupõe que o
poder de Deus tem um alcance total de atividade e resulta da
convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da
existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual,
quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou
na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer
ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador,
preservador, e governador de todas as coisas, sem excepção,
e que é a causa última de tudo. As atividades seculares não
são colocadas abaixo da prática religiosa. Pelo contrário,
Deus está tão presente no trabalho de cavar a terra como na
prática de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a
sua vida é um culto a Deus.
De acordo com o princípio da
Predestinação, por causa de seus pecados,o homem perdeu as
regalias que possuía e distanciou-se de Deus. O homem é
considerado "morto" para as coisas de Deus e é dominado por
uma indisposição para servir a Deus.
Só havia, então, uma maneira de
resolver esse problema: o próprio Deus reatando os laços.
Deus então, segundo a doutrina da predestinação, escolheu
alguns dos seres humanos caídos para salvar da
pecaminosidade e restaurar para a comunhão com ele. Deus
teria tomado esta decisão antes da criação do Universo. Mas
é claro que não é por causa de quaisquer boas ações que eles
foram escolhidos: "porque pela graça sois salvos,mediante a
fé, e isso não vem de vós;é dom de Deus; não vem de obras,
para que ninguém se glorie".(Efésios 2:8,9) Os cinco pontos
do calvinismo (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às
iniciais dos pontos em inglês) são doutrinas básicas sobre a
salvação, definidas pelo Sínodo de Dort.
São eles:
TEXTO ÁUREO
"Ou não tem o oleiro poder
sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra
e outro para desonra?" (Rm 9.21).
VERDADE PRÁTICA
Em sua inquestionável soberania, DEUS trata as suas
criaturas como bem lhe aprouver. Submetamo-nos, pois, à sua
perfeita, infinita e sábia vontade.
LEITURA DIÁRIA
| Segunda | Sl 2.9 | O oleiro tem poder sobre cada vaso |
| Terça | Is 29.16 | O oleiro não pode ser questionado |
| Quarta | Is 64.8 | O oleiro tem de ser reconhecido pelo vaso |
| Quinta | Jr 18.2 | O oleiro quer que ouçamos a sua Palavra |
| Sexta | Jr 18.4 | O oleiro e a sua paciência |
| Sábado | Jr 19.11 | O oleiro e a sua ira |
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Jeremias 18.1-10
1A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias,
dizendo:2Levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei
ouvir as minhas palavras.3E desci à casa do oleiro, e eis
que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas.4Como o
vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro,
tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem
aos seus olhos fazer.5Então, veio a mim a palavra do SENHOR,
dizendo:6Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó
casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão
do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.7No
momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino,
para arrancar, e para derribar, e para destruir,8se a tal
nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade,
também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.9E,
no momento em que eu falar de uma gente e de um reino, para
o edificar e para plantar,10se ele fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que tinha dito lhe faria.
18.2 DESCE À CASA DO OLEIRO. DEUS ordenou que Jeremias fosse à casa do oleiro; aí observou que o oleiro fazia um vaso de barro. O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de DEUS em nossa vida. (1) Nossa submissão a DEUS como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que Ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a DEUS, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para nossa vida (cf. v. 10). (3) DEUS, se quiser, pode mudar seus planos para a nossa vida ( fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer , v. 4).
18.8 EU ME ARREPENDEREI. A palavra arrepender , aqui, significa compadecer-se, mudar de intenção e propósito, ou reconsiderar. DEUS é livre para mudar suas decisões e ajustar seus assuntos conosco, conforme o nosso modo de considerar o seu perdão ou suas advertências de castigo. As coisas da vida não são predeterminadas e inalteráveis, nem sequer na mente de DEUS; Ele considera as mudanças espirituais da pessoa. Embora DEUS, quanto à sua natureza, não mude em si mesmo (Nm 23.19; Tg 1.17), Ele muda, se quiser, de idéia e altera suas promessas e advertências já anunciadas. Nunca devemos aceitar uma teologia que negue a DEUS essa sua liberdade soberana (cf. Ez 18.21-28; 33.13-16).
COMENTÁRIO Por que DEUS levou o profeta Jeremias até à casa do oleiro? Para revelar ao profeta e à nação Judia sua autoridade e soberania. Por isso mesmo vamos estudar mais nessa lição a respeito dessa doutrina, que, quer queiramos ou não, nos leva a meditarmos sobre o Livre-arbítrio, a eleição, a predestinação; e, portanto, o calvinismo e o arminianismo. Palavra Chave: Soberania de DEUS - Do lat. super. Autoridade inquestionável que DEUS exerce sobre todas as coisas criadas no céu e na terra. REFLEXÃO"[...] O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade." Isaías 46.10 Quanto a eleição e predestinação leia a segunte lição nº 5 do 4º Trimestre de 2008 http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-dlld-soberanialivrearbitrio.htm Duas orações baseadas na oração Pai-nosso, tão conhecida por todos, deveria ser o centro de nossas atenções quando formos orar da próxima vez, para servir de inspiração: VENHA O TEU REINO (Lc 11.1-4 E Mt 6.7-15 ) Venha o Teu reino, Tua soberania domínio e senhorio em todas as áreas da minha vida. Venha o Teu reino sobre minha família, minha cidade, meu Estado, meu País. Venha hoje o Teu reino na igreja e na vida de todos os homens. Porque o domínio pertence a Ti e reinas sobre as nações. Teu Reino, Senhor, não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no ESPÍRITO SANTO. Não consiste em palavras, mas em poder e este é o caminho que quero seguir. Pai, aguardo o dia quando unirei minha voz à de miríades, proclamando: O reino do mundo passou a ser do Senhor nosso e do Seu CRISTO, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. Referências Bíblicas Sl 145:11-13; Mt 6:33; Hb 12:28; Mt 6:10; Lc 17:21,22; 1 Jo 3:2,3 Amp.; Sl 22:28; Mt 5:3-11; Tt 2:11-13; Sl 103:19; Rm 14:17; Zc 14:5,9 ;Is 9:6,7; 1 Co 4:20; Ap. 11:16,17; Mt 4:17; Cl 1:12-14; 1Cr 29:11 VONTADE DE DEUS (Lc 11.1-4 E Mt 6.7-15 ) Seja feita a Tua vontade, assim na terra como é no céu. Pai, oro para que Tua vontade seja feita na minha vida, de um modo tão perfeito como ela é feita no Céu. Deleito-me em fazer tua vontade, ó DEUS meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu DEUS; guie-me o Teu bom ESPÍRITO por terreno plano. Oro como JESUS: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”, não importa qual seja, pois ela é sempre o melhor para minha vida. A minha comida é fazer a Tua vontade e realizar a obra que me confiaste. Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; porque não procuro a minha vontade, mas a Tua. Pois esta é a Tua vontade, que eu seja consagrado (separado e colocado á parte para uma vida pura e santa): que eu me abstenha de todo vicio sexual; que eu saiba como possuir (controlar dirigir) meu próprio corpo em consagração (pureza, separado das coisas profanas) e honra, não (para ser usado) em paixão e lascívia como os pagãos, que são ignorantes do verdadeiro DEUS e não têm conhecimento da Sua Vontade. Referências Bíblicas Mt 6:10; At 13:22; 1 Jo 2:17; Ef 1:4,5 Amp.; Sl 40:8; 143:10; Rm 8:26,27; 12:2; Cl 1:9 Amp; Lc 22:42; 1 Ts 4:3-5 Amp.; Fp 2:13; Jo 4:34; 5:30; Sl 1:3,4 Amp.; Hb 13:20,21 DEUS É SOBERANO E NÃO HÁ AUTORIDADE IGUAL OU SUPERIOR À DELE. ELE É O CRIADOR DE TUDO E DE TODOS. Os atributos de DEUS revelam alguns aspectos d`ELE que não são vistos em nenhum outro ser:
-
SOBERANIA: DEUS É SUPREMO, CHEFE, DONO.
-
ETERNIDADE: SEM PRINCÍPIO E SEM FIM. SEMPRE EXISTIU E
SEMPRE EXISTIRÁ.
-
ONISCIÊNCIA: SABE DE TUDO, TODAS AS COISAS; SABE QUANTOS
FIOS DE CABELO TEM EM NOSSA CABEÇA, SABE O QUE
PRECISAMOS ANTES DE PEDIRMOS.
-
ONIPRESENÇA: ESTÁ EM TODA PARTE AO MESMO TEMPO, NINGUÉM
SE ESCONDE DE DEUS; SABE O NOSSO DEITAR E LEVANTAR.
-
ONIPOTÊNCIA: PODE TUDO, É AUTO-SUFICIENTE, CRIA O QUE
QUER E DESTRÓI O QUE QUER; ELE MESMO FAZ A FERIDA E ELE
MESMO A SARA.
- IMUTÁVEL: O MUNDO VAI SER DESTRUÍDO, MAS A PALAVRA DE DEUS PERMANECE PARA SEMPRE; DEUS SEMPRE FOI ESSE MESMO DEUS, ELE NUNCA MUDARÁ; O QUE DEUS PENSAVA HÁ 5.000 ANOS, ELE PENSA HOJE DO MESMO JEITO E VAI CONTINUAR PENSANDO PELA ETERNIDADE, POR ISSO A BÍBLIA É SEMPRE ATUAL.
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RETIDÃO: DEUS NUNCA ERRA.
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JUSTIÇA: DEUS JAMAIS É DESONESTO.
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AMOR: DEUS AMA COM AMOR DESINTERESSADO, PURO.
(1) DEUS é onipresente — i.e., Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, DEUS está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); DEUS observa tudo quanto fazemos.
(2) DEUS é onisciente — i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de DEUS (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de DEUS não subentende determinismo filosófico. DEUS é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, DEUS não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7).
(3) DEUS é onipotente — i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que DEUS empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, DEUS tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19). Em muitos casos, DEUS limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20).
(4) DEUS é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16). A transcendência de DEUS não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu DEUS (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
(5) DEUS é eterno — i.e., Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que DEUS não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58).
(6) DEUS é imutável — i.e., Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que DEUS nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de DEUS mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).
(7) DEUS é perfeito e santo — i.e., Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. DEUS, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
(8) DEUS é trino e uno — i.e., Ele é um só DEUS (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só DEUS (ver Mt 3.17; Mc 1.11).
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do DEUS único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora DEUS e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como DEUS ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de DEUS (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; i.e., Ele não é como nós. (1) DEUS é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto DEUS criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele
continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). DEUS é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
(2) DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, JESUS, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, DEUS tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de JESUS (ver Jo 16.27).
(3) DEUS é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; 'Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em JESUS CRISTO.
(4) DEUS é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. DEUS, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, JESUS, o Filho de DEUS, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).
(5) DEUS é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). DEUS expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). DEUS também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E DEUS continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).
(6) DEUS é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). JESUS chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o ESPÍRITO é chamado o “ESPÍRITO da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque DEUS é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que DEUS não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).
(7) DEUS é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). DEUS fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13). A fidelidade de DEUS é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor JESUS (Hb 6.4-8; 10.26-31).
(8) Finalmente, DEUS é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que DEUS mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de DEUS de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1-4; Am 2.6,7). JESUS CRISTO, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18; Hb 1.9). Note que a justiça de DEUS não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou JESUS a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21). A revelação final que DEUS fez de si mesmo está em JESUS CRISTO (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de DEUS, devemos olhar para CRISTO, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO CALVINISMO - ERRÔNEA INTERPRETAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUS
O sistema teológico e as
práticas da igreja, da família ou na vida política, todas
elas algo ambiguamente chamadas de "Calvinismo", são o
resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada
na "soberania de Deus".
O Calvinismo pressupõe que o
poder de Deus tem um alcance total de atividade e resulta da
convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da
existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual,
quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou
na terra. De acordo com este ponto de vista, qualquer
ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador,
preservador, e governador de todas as coisas, sem excepção,
e que é a causa última de tudo. As atividades seculares não
são colocadas abaixo da prática religiosa. Pelo contrário,
Deus está tão presente no trabalho de cavar a terra como na
prática de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a
sua vida é um culto a Deus.
De acordo com o princípio da
Predestinação, por causa de seus pecados,o homem perdeu as
regalias que possuía e distanciou-se de Deus. O homem é
considerado "morto" para as coisas de Deus e é dominado por
uma indisposição para servir a Deus.
Só havia, então, uma maneira de
resolver esse problema: o próprio Deus reatando os laços.
Deus então, segundo a doutrina da predestinação, escolheu
alguns dos seres humanos caídos para salvar da
pecaminosidade e restaurar para a comunhão com ele. Deus
teria tomado esta decisão antes da criação do Universo. Mas
é claro que não é por causa de quaisquer boas ações que eles
foram escolhidos: "porque pela graça sois salvos,mediante a
fé, e isso não vem de vós;é dom de Deus; não vem de obras,
para que ninguém se glorie".(Efésios 2:8,9) Os cinco pontos
do calvinismo (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às
iniciais dos pontos em inglês) são doutrinas básicas sobre a
salvação, definidas pelo Sínodo de Dort.
São eles:
- Depravação total do homem;
- Eleição incondicional;
- Expiação limitada;
- Vocação eficaz (ou Graça Irresistível);
- Perseverança dos santos.


