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Lição 6, A Doutrina do Culto Levítico
3º Trimestre de 2018 - Adoração, santidade e serviço ao Senhor - Os princípios de DEUS para a Sua Igreja em Levítico
Comentarista: Pr. Claudionor Correia de Andrade, conferencista e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454.
Ajuda - Videos -  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-es-ocristaoesuasantificacao.htm
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX1_1vrKdb0mnpOZ2o8d9SyMz
SLIDES -
 
 
TEXTO ÁUREO
“Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.”(Sl 24.1)
 
 
VERDADE PRÁTICA
Tudo quanto existe pertence ao Senhor e ao Senhor deve ser consagrado, principalmente o nosso ser.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Sl 24.1 Do Senhor é a Terra
Terça – Lv 19.4 Nenhum ídolo pode tomar o lugar de DEUS
Quarta – Êx 23.15 Ninguém se apresentará de mãos vazias a DEUS
Quinta – Lv 1.2 Os animais como oferta no culto divino
Sexta – Rm 12.1-3 O nosso culto racional
Sábado – 1 Ts 5.23 Nossa consagração total a DEUS
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Levítico 9.1-14
1 - E aconteceu, ao dia oitavo, que Moisés chamou a Arăo, e a seus filhos, e aos anciăos de Israel 2 - e disse a Arăo: Toma um bezerro, para expiaçăo do pecado, e um carneiro, para holocausto, sem mancha, e traze-os perante o SENHOR. 3 - Depois, falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode, para expiaçăo do pecado, e um bezerro e um cordeiro de um ano, sem mancha, para holocausto;  4 - também um boi e um carneiro, por sacrifício pacífico, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de manjares, amassada com azeite; porquanto hoje o SENHOR vos aparecerá. 5 - Entăo, trouxeram o que ordenara Moisés, diante da tenda da congregaçăo, e chegou-se toda a congregaçăo e se pôs perante o SENHOR. 6 - E disse Moisés: Esta coisa que o SENHOR ordenou fareis; e a glória do SENHOR vos aparecerá. 7 - E disse Moisés a Arăo: Chega-te ao altar e faze a tua expiaçăo de pecado e o teu holocausto; e faze expiaçăo por ti e pelo povo; depois, faze a oferta do povo e faze expiaçăo por ele, como ordenou o SENHOR. 8 - Entăo, Arăo se chegou ao altar e degolou o bezerro da expiaçăo que era por si mesmo. 9 - E os filhos de Arăo trouxeram-lhe o sangue; e molhou o dedo no sangue e o pôs sobre as pontas do altar; e o resto do sangue derramou ŕ base do altar. 10 - Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado de expiaçăo do pecado queimou sobre o altar, como o SENHOR ordenara a Moisés. 11 - Porém a carne e o couro queimou com fogo fora do arraial. 12 - Depois, degolou o holocausto, e os filhos de Arăo lhe entregaram o sangue, e ele espargiu-o sobre o altar em redor. 13 - Também lhe entregaram o holocausto nos seus pedaços, com a cabeça; e queimou-o sobre o altar. 14 - E lavou a fressura e as pernas e as queimou sobre o holocausto no altar.
 
  
9.8 DEGOLOU O BEZERRO. (BEP - CPAD)
DEUS instituiu o sacrifício de animais como uma ordenança, pela qual o pecador pudesse aproximar-se dEle, com arrepedimento e fé, e deste modo experimentar o perdão, a salvação e a comunhão da parte dEle.
(1) O sacrifício do animal era uma lição objetiva indicando o princípio do sacrifício e da expiação vicários. A vida do animal inocente era oferecida em lugar do adorador pecaminoso e culpado (ver 1.4).
(2) O sacrifício expressava o arrependimento da pessoa e, se constituía tanto em confissão do pecado, quanto em reconhecimento da necessidade de purificação e de redenção (16.30-34; ver 1.2).
(3) Quando um sacrifício era oferecido com fé e obediência, DEUS se aprazia no ato do adorador e, deste modo, outorgava ao penitente a graça e o perdão almejados (4.3,20; 5.15,16).
(4) O sacrifício provia a expiação "cobrindo" o pecado.
(5) Note que, sob a perspectiva do NT, os sacrifícios de animais eram imperfeitos por não poderem levar os adoradores à maturidade na fé e à obediência, que hoje estão disponíveis ao crente do novo concerto (Hb 10.1-4).
A ordenança do sacrifício era um prenúncio ou sumário preliminar do "perfeito, único e suficiente sacrifício pelos pecados", efetuado quando JESUS CRISTO ofereceu o seu corpo uma única vez e para sempre (Hb 10.12).
 
Quando Foi Oferecida Pela Primeira Vez. 9:1-24. (Moody).
2. Toma um bezerro. Embora Arão fosse consagrado durante sete dias, período em que a oferta pelo pecado e a oferta queimada foram oferecidas repetidamente, havia necessidade de mais sacrifícios. A perfeição ainda não fora alcançada (Hb. 10:1-4). Arão tinha de fazer sacrifícios adicionais por si mesmo e, além desses, também sacrifícios pelo povo.
22. Arão levantou as mãos. Antes de descer da saliência que rodeava o altar do sacrifício, Arão abençoou o povo com as mãos levantadas.
23. Entraram Moisés e Arão na tenda da congregação. A entrada de Moisés e Arão na tenda da congregação podia ser com o propósito de instruir o novo sumo sacerdote em seus deveres e Voltaram à tenda, e ali ofereceram o incenso sobre o altar de ouro, segundo tinha sido ordenado. Saindo da tenda, o mediador da lei de DEUS e o sumo sacerdote uniram-se para abençoar o povo.
24. E eis que saindo fogo de diante do Senhor. A glória do Senhor apareceu como um fogo milagroso (cons. Êx. 3:2-4; 13:21; 19:18, etc.) que se juntou ao que já estava queimando sobre o altar e completou a consumição do sacrifício. O povo reagiu à manifestação divina prostrando-se em admiração e humildade.
 
OBJETIVO GERAL
Explicar que tudo quanto existe pertence ao Senhor e ao Senhor deve ser consagrado, principalmente o nosso ser.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Saber que a Terra é do Senhor
Mostrar que os animais e vegetais são do Senhor;
Compreender que o ser humano é do Senhor.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor(a), na liçăo de hoje estudaremos tręs princípios bíblicos expostos no capítulo 9 do livro de Levítico que todo israelita deveria observar: 1) tudo quanto existe foi criado por DEUS; 2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e 3) tudo quanto há deve ser consagrado ao DEUS Único e Verdadeiro. Embora o livro de Levítico tenha sido escrito na Antiga Aliança, num tempo e contexto social diferente do nosso, tais princípios também devem ser observados pela Igreja e crentes da atualidade. Que venhamos como filhos de DEUS, alcançados pela graça, consagrar tudo a Ele e em especial todo o nosso ser.
 
PONTO CENTRAL
DEUS é o Criador e somente Ele merece ser adorado.
 
Resumo da Lição 6, A Doutrina do Culto Levítico
I – A TERRA É DO SENHOR
1. DEUS é o Criador dos Céus e da Terra.
2. DEUS é o libertador de Israel.
3. Israel é o templo de DEUS.
II – OS ANIMAIS E OS VEGETAIS SÃO DO SENHOR
1. No Egito, os animais eram deuses.
2. Os animais e a adoração a DEUS.
3. Os vegetais e a adoração a DEUS.
III – O SER HUMANO É DO SENHOR
1. O ser humano é a imagem de DEUS.
2. A vida humana é sagrada.
3. O ser humano é servo e adorador a DEUS.
4. O sacrifício pacífico.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A Terra foi criada pelo Senhor, por isso pertence a Ele.
SÍNTESE DO TÓPICO II - Os animais e vegetais foram criados pelo Senhor e pertencem a Ele.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os seres humanos foram criados por DEUS e pertencem a Ele.
 
PARA REFLETIR - A respeito de “A Doutrina do Culto Levítico”, responda:
Qual é a essência do Culto Levítico? A essência do culto levítico é conduzir o crente a adorar a DEUS e a consagrar-lhe tudo quanto tem, porque tudo pertence ao Senhor, pois Ele tudo criou e tudo preserva.
Quais os três pontos doutrinários do Levítico? 1) Tudo quanto existe foi criado por DEUS; 2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e 3) tudo quanto há deve ser consagrado ao DEUS Único e Verdadeiro.
Como devemos ver a criação de todas as coisas? Segundo a teologia de Levítico devemos ver a criação como serva do Criador.
Como o Levítico vê os animais? Como criaturas do DEUS, que, bondosamente, os sustentam.
Qual a melhor oferta que podemos fazer ao Senhor? Um coração humilde e contrito.

 
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 6, A Doutrina do Culto Levítico
 
INTRODUÇÃO
 
Em Levítico existe a teologia que ensina o israelita sobre, pelo menos, três verdades:
1) tudo quanto existe foi criado por DEUS;
2) sendo Ele o Criador de todas as coisas, somente Ele deve ser adorado; e
3) tudo quanto há deve ser consagrado ao DEUS Único e Verdadeiro.
Por que DEUS passa essa doutrina aos israelitas? Para que o povo ficasse livre da influência da idolatria do Egito e evitasse as abominações de Canaã.
A essência do culto levítico é conduzir o crente a adorar a DEUS e a consagrar-lhe tudo quanto tem. Tudo pertence ao Senhor, pois Ele tudo criou e tudo preserva.
 
Se consagrar a DEUS é tarefa individual de cada crente (Rm 12.1-2).
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de DEUS, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o vosso culto racional.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS.
Versículos a serem memorizados:
E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27
No princípio criou DEUS o céu e a terra. Gênesis 1:1
Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor DEUS fez a terra e os céus, Gênesis 2:4
Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. Gênesis 5:2
Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Isaías 45:7
Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. Hebreus 11:3
Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas. Apocalipse 4:11
Envias o teu ESPÍRITO, e são criados, e assim renovas a face da terra.  Salmos 104:30
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ez 18:4
 
OBSERVAÇÃO DO PASTOR HENRIQUE - O MOTIVO DO CULTO E SEU RESULTADO
MOTIVO OU OBJETIVO DO CULTO - 6 - E disse Moisés: Esta coisa que o SENHOR ordenou fareis; e a glória do SENHOR vos aparecerá.  OBJETIVO DO CULTO FOI A APARIÇÃO DE DEUS ENTRE ELES.
RESULTADO DO CULTO - (Moody)
23. Entraram Moisés e Arão na tenda da congregação. A entrada de Moisés e Arão na tenda da congregação podia ser com o propósito de instruir o novo sumo sacerdote em seus deveres. Saindo da tenda, o mediador da lei de DEUS e o sumo sacerdote uniram-se para abençoar o povo. 24. E eis que saindo fogo de diante do Senhor. A glória do Senhor apareceu como um fogo milagroso - (cons. Êx. 3:2-4; 13:21; 19:18, etc.) que se juntou ao que já estava queimando sobre o altar e completou a consumição do sacrifício. O povo reagiu à manifestação divina prostrando-se em admiração e humildade. OBJETIVO ALCANÇADO - DEUS SE MANIFESTOU ENTRE ELES.
  
Glória de DEUS se manifestou - כבוד kabowd raramente כבד kabod 1) glória, honra, glorioso, abundância 
1b) honra, esplendor, glória 1a) abundância, riqueza 1c) honra, dignidade 1f) glória 1d) honra, reputação 1e) honra, reverência, glória.

Como souberam que a Glória de DEUS se manifestou? Porque viram o fogo descer do céu e consumir o holocausto - אש ’esh
1) fogo 1a) fogo, chamas 
1b) fogo sobrenatural (junto com teofania) 
1c) fogo (para cozinhar, assar, crestar) 
1d) fogo do altar 
1e) a ira de DEUS (fig.)
  
Levítico 9 - Comentário de Neves de Mesquita
A consagração dos sacerdotes tinha sido pública e solene. A todas as exigências, eles se tinham submetido, inclusive a de ficarem por sete dias em santa reclusão para que não viessem a contaminar-se com o povo ou com qualquer coisa poluída, Divinamente falando, nada faltava para que o trabalho de redenção pelo sangue se iniciasse e para que o povo começasse a gozar os seus benefícios. Portanto, passados os dias de reclusão, os sacerdotes podiam começar o seu trabalho de oferecer sacrifícios com sangue de animais até que chegasse o tempo de o cordeiro de DEUS oferecer o maior e melhor sacrifício, que poria de lado todo aquele ritual. Ao oitavo dia começa o grande trabalho profético da redenção com o grande sacrifício pelos sacerdotes, e depois pelo povo. 

1. Preparo para o Sacrifício pelos Sacerdotes (9:1-7) Devia ser trazido o bezerro como oferta pelo pecado, um carneiro para o holocausto, por parte do sacerdote, e um bode como oferta pelo pecado do povo, um bezerro e um cordeiro de um ano para holocausto; um boi e um carneiro, como ofertas de paz ou ação de graça, e uma oferta de cereais. Com estes animais e outros elementos, seria feita a expiação pelo pecado do sacerdote e do povo, e, ao mesmo tempo, seriam oferecidos os outros sacrifícios, que sempre seguiam o da expiação pela sua ordem, como o da oferta de cereais, faltando apenas o da transgressão, porque não estando ainda em efeito o ritual, não haveria transgressão. Tudo estava preparado para o grande começo, cujo fim estava ainda bem distante, mas se poderia bem vislumbrar em tudo que ali se fazia e que tão alto falava do pecado do homem e da santidade de Jeová.

2. O SACRIFÍCIO pelos Sacerdotes (9:8-14) Morto o bezerro, a oferta ou sacrifício pelo pecado, os filhos de Arão apanharam o sangue e o trouxeram ao sumo sacerdote e este o levou ao altar, derramando-o ali, depois de ter molhado o dedo e posto o sangue sobre os chifres do altar. O animal foi queimado sobre o altar segundo as prescrições rituais. Estava expiado o pecado do sacerdote e de seus filhos. O holocausto pelos sacerdotes devia seguir imediatamente ao sacrifício da expiação, lembrando a entrega da vida em santidade a Jeová. Trazido o carneiro, foi este também morto e o sangue aspergido em redor do altar (não mais derramado, como no sacrifício de expiação), após o que, o animal, cortado em pedaços e limpas as partes imundas, foi posto sobre o braseiro do altar ali consumido pelo fogo. A vida já Pertencia ao Senhor e devia simbolicamente ser oferecida a Ele em holocausto.

3. O Sacrifício pelo Povo (9:15-21) O bode, oferta pelo pecado, foi trazido, e segundo o ritual foi oferecido. Depois veio a oferta ou sacrifício do holocausto e pôr fim a oferta de cereais. Como no sacrifício dos sacerdotes, assim se fez com o do povo. O sangue não foi derramado ao pé do altar, mas aspergido, havendo assim esta ligeira diferença entre o sacrifício dos sacerdotes e o do povo. O animal para o holocausto foi queimado e depois foi oferecida a oferta de manjares ou oferta movida perante o Senhor. Estava terminado o sacrifício do dia memorável.

Ao leitor, não poderá deixar de parecer que em todas estas determinações e práticas há uma repetição, na aparência desnecessária, pois que, depois das ofertas de consagração, como vimos antes. Em que se procedeu a todo o ritual, com ofertas pelo pecado, holocausto etc., repete-se tudo isto no dia que começaram os trabalhos do Tabernáculo. É que não somente os primeiros atos tiveram caráter consagratório e, portanto, pertenciam exclusivamente ao sacerdote e seus filhos, mas também havia a necessidade reiterativa, enfática, em que por todas as formas se desse ampla lição da força do pecado e do poder do sangue.

É o que se pode chamar enfática repetição de sacrifícios, corno se a dita repetição implicasse na ideia de perfeição, o que de fato parece ser o caso. 
O novo CERIMONIAL constaria de:
(1) um bezerro como oferta pelo pecado de Arão e 
(2) dois carneiros como holocausto. Por parte do povo deviam ser oferecidos:
(1) um bode como oferta pelo pecado.
(2) um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como holocausto; e 
(3) um boi e um carneiro como ofertas pacíficas. Além disso, deveria ser oferecida a oferta de manjares, que, como vimos no Capítulo 3, significava a provisão material da vida. Estava, pois, iniciado o grande trabalho de expiação por meio do sangue de animais, serviço que havia de estender-se por séculos, até a chegada do "Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo", de que estes sacrifícios eram meras sombras.

O sumo sacerdote estava agora consagrado e, portanto, apto para começar seu trabalho de mediador de um concerto feito na carne, mas ainda assim era preciso que o mediador temporário, Moisés, em nome de Jeová, o chamasse para fazer expiação por si mesmo e depois pelo povo (9:7). Na história da velha dispensação, parece que nunca houve dia tão notável como este em que é instituído o ritual do Tabernáculo, que apontaria, por séculos a fora, para o dia em que havia de aparecer o Verdadeiro Sacerdote e então oferecer um só sacrifício em si mesmo - não por si, como Arão, mas por todos os pecadores - o qual aperfeiçoaria de uma só vez tantos quantos a Ele s-2 chegassem (Heb. 9:11,12). Dos cinco sacrifícios do Tabernáculo, quatro são praticados neste dia, ficando apenas o da transgressão, porquanto ainda não havia sido quebrantado preceito algum após o estabelecimento do ritual.

Não podemos ler estes capítulos sem nos sentirmos profundamente impressionados com o alcance espiritual da festa deste dia. Os que se louvam na lei contida nos Dez Mandamentos, como base do seu proceder diante de DEUS, deviam meditar que, depois de dadas as dez proposições, DEUS proveu outros meios pelos quais o povo, dali em diante, pudesse gozar paz e comunhão com DEUS mesmo. Enquanto a lei apontava para a morte, os sacrifícios apontavam para a vida. Se um homem não pudesse obter comunhão com Jeová mediante sua obediência aos Mandamentos, como de fato não obtinha (nem DEUS pensou que pudesse obter), podia obtê-la por meio do sangue dos animais limpos, oferecidos sobre o altar. A doutrina da substituição é fundamental na Bíblia. O homem que pecar, morrerá, e, como pecaram, todos deviam e devem morrer; mas, para que essa calamidade não caísse sobre a raça, porque nada remediaria, visto DEUS não querer a morte do ímpio (nem mesmo a morte material), foi feita a provisão para substituição Pelo sangue, e só por ele, dali em diante, poderia o judeu piedoso comungar com o Senhor. Pelo sangue, e só por ele, pode hoje o crente comungar com o mesmo Senhor. Ao mundo foi, pois, aberta a porta da vida pela graça.

4. Epílogo do Ritual (9:22-24) Completos os sacrifícios, expiado o pecado do sacerdote e do povo, oferecidas as ofertas de manjares e os sacrifícios do holocausto, símbolo da consagração do povo ao Senhor, Arão levantou as mãos e abençoou o povo que estava na sua frente. Voltaram à tenda, e ali ofereceram o incenso sobre o altar de ouro, segundo tinha sido ordenado, e, ao saírem, tanto Arão como Moisés, abençoaram de novo o povo, bênção que, segundo uma tradição da versão caldaica incorporada ao Pentateuco, constava do seguinte: "Possa a palavra do Senhor aceitar vosso sacrifício com favor e perdoar vossos pecados."

Depois que o Tabernáculo foi erigido (Êx. 40:34), a nuvem da presença do Senhor o cobriu, dando-lhe, destarte, pública aprovação. Agora, que o ritual do Tabernáculo estava inaugurado, do mesmo modo, Jeová mostra sua santa aprovação, aparecendo na sua glória e enviando diante de si o fogo, que consumiu o holocausto que estava sobre o altar. Este mesmo acontecimento foi registrado no tempo de Elias, quando estava à prova a religião verdadeira. Quando DEUS aceitou a construção do Templo, veio a nuvem sobre ele e o encheu. Quando o Senhor JESUS quis atestar sua aprovação à religião que Ele mesmo tinha vindo estabelecer, enviou o seu Divino ESPÍRITO no dia de Pentecoste, o qual encheu o coração dos discípulos. (Obs. Pr. Henrique - Quando DEUS está satisfeito com nosso culto, sempre mostra sua aprovação, os dons se manifestam). Diante de tamanho espetáculo de graça e glória, o povo prostrou-se de rosto em terra e jubilou na presença do Senhor. Qual seria a alma que, diante de tamanha mostra de favor divino, não se sentiria tomada de regozijo? Não há alegria que se compare com a que a alma crente sente quando descobre estar na presença de DEUS. Nesta ocasião, é verdade, não se tratava de provar a verdadeira religião perante outra religião falsa, como foi o caso de Elias (I Reis 18:28), mas certamente tratava-se de ratificar oficial e divinamente um estatuto que seria a base de vida da novel nação. A presença de DEUS, notada pela congregação, não deixava dúvida de que o Senhor estava satisfeito e que seria gracioso para com o povo. Deviam, pois, estar alegres.
 
FOGO - Dicionário Wycliffe
Palavras representando o fogo são usadas cerca de 450 vezes nas Escrituras, tanto no sentido literal como no sentido figurativo. O uso literal inclui o seu emprego para propósitos domésticos ao cozinhar (Is 30.14); claridade e aquecimento (Jr 36.22; Mc 14.54; Jo 18.18; At 28.2); para derretimento, fundição, trabalho e purificação dos metais (Zc 13.9; Ml 3.2); para a queima de detritos e artigos contaminados (Lv 13.52, 57); como meio de destruição de objetos de idolatria (Dt 7.5; 1 Cr 14.12); como uma força destrutiva na forma de raio (Sl 29.7) e na queima de cidades em tempos de guerra (Is 1.7; Jr 34.2); como um meio severo de castigo para ofensas graves (Ap 16.8,9); como o meio comum de fazer sacrifícios a DEUS. (O costume pagão de queimar crianças no fogo como um sacrifício era condenado).
Usos figurativos ou simbólicos incluem a representação da presença, santidade, glória, direção e proteção divinas (Ez 1.4,13,27; 8.2); do ciúme de DEUS (Ez 36.5); da ira contra o pecado e o seu castigo (Is 10.16,17; Mc 9.48; Ap 18.8; 19.20; veja Geena); do mal (Is 9.18); da luxúria (Pv 6.27) e da cobiça; da guerra, da dificuldade, do sofrimento e da aflição (Jó 5.7; Is 29.6); da purificação e da provação (1 Pe 1.7; 4.12); do poder da Palavra e da verdade de DEUS (Jr 5.14; 23.29); da inspiração profética (Jr 20.9); do zelo dos santos (Sl 39.3; 119.139) e dos anjos (Sl 104.4; Hb 1.7); do ESPÍRITO SANTO (At 2.3) e do CRISTO glorificado (Ap 1.14); e do juízo escatológico (Ap 20.9- 15; 21.8).
O aspecto mais importante do fogo na Bíblia é o seu uso na adoração e nos sacrifícios para consumir as ofertas queimadas e o incenso. A primeira referência explícita é a oferta de Noé a DEUS (Gn 8.20,21). Mais tarde, o fogo passou a ser a parte central dos sacrifícios contínuos e da constante adoração, tanto no Tabernáculo quanto no Templo, e o fogo sobre o altar nunca poderia se apagar (Lv 6.12,13). O fogo sobre o altar era milagrosamente enviado por DEUS (Lv 9.24; 2 Cr 7,1- 3). Qualquer fogo iniciado pelo homem ou conseguido de qualquer outro lugar que não fosse o altar (“fogo estranho”, Lv 10.1,2) era ritualmente inaceitável e incorria na ira divina. Nadabe e Abiú foram punidos com a morte pelo fogo, vinda de DEUS, por usarem um fogo estranho no altar (Lv 10). O fogo perpétuo do altar deveria ser reabastecido com madeira todas as manhãs (Lv 6.12). A aceitação dos sacrifícios era indicada pelo fogo de DEUS consumindo repentinamente a oferta. O fogo de DEUS significava a aceitação de certos sacrifícios especiais (Jz 6.21; 1 Rs 18.24,38; 1 Cr 21.26} - Jeová é “o DEUS que responde com fogo”. Os animais mortos para as ofertas pelos pecados eram consumidos pelo fogo fora do arraial (Lv 4.12,21; 6.30). Ao completar o seu voto, um nazireu raspava a sua cabeça e colocava o cabelo dentro do fogo do altar no qual as ofertas pacíficas estavam sendo sacrificadas (Nm 6.18). A lei proibia que qualquer fogo fosse aceso no dia de sábado, até mesmo para cozinhar (Ex 35.3). Por causa da secura da terra durante a estação mais quente, a lei dizia que uma restituição deveria ser feita por qualquer pessoa que acendesse um fogo que causasse danos e prejuízos a um campo ou a uma safra de grãos (Ex 22.6). Bibliografia. Friedrich Lang, “Pyr, etc.”, TDNT, VI, 928-952. R. E. Po.
 
 
Com. Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT - Observe que as manifestações de DEUS, de Si mesmo, da sua glória e graça, normalmente são dadas em resposta a orações. Quando CRISTO estava orando os céus se abriram, Lucas 3.21. A glória de DEUS não apareceu enquanto os sacrifícios estavam sendo oferecidos, mas quando os sacerdotes oraram (como em 2 Cr 5.13), quando eles louvaram a DEUS, o que indica que as orações e os louvores dos sacerdotes espirituais de DEUS lhe são mais agradáveis do que todas as ofertas de holocausto e sacrifícios.
Depois de concluída a solenidade, de proferida a bênção, e quando a congregação estava pronta a se dissipar, no final do dia, DEUS testificou a sua aceitação. Isto lhes deu uma grande satisfação, e fez com que sentissem que valeu a pena ter esperado pela glória divina.
A glória do Senhor apareceu a todo o povo, v. 23.  A glória que encheu o Tabernáculo (Êx 40.34) agora se mostrava à porta do Tabernáculo, àqueles que ali estavam, como um príncipe se mostra à multidão que o aguarda com grande expectativa, para satisfazê-la. Com isto, o DEUS maravilhoso testificava a respeito das ofertas que o seu povo estava lhe oferecendo. Ele também lhes mostrou que era digno do esforço e da dedicação dos seus servos. Observe que aqueles que comparecerem diligentemente diante do Senhor, da maneira como Ele indicou, terão uma visão da sua glória que lhes trará uma abundante satisfação. Aqueles que habitam na casa de DEUS e se mantém na fé, poderão contemplar a beleza do Senhor.

 

I – A TERRA É DO SENHOR
1. DEUS é o Criador dos Céus e da Terra.
No princípio, criou DEUS os céus e a terra (Gn 1:1) - Assim Moisés ensinou aos israelitas sobre a criação de todas as coisas.
Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso DEUS. (Levítico 25:55) - Assim DEUS ensina aos israelitas que todos lhe pertencem.
Para que o ensino fosse absorvido e praticado DEUS exige ofertas e sacrifícios deles para que sejam aceitos como servos de DEUS. Se qualquer deles adotasse um ídolo estaria admitindo outro DEUS, pois o DEUS verdadeiro não aceitava dividir a adoração deles com outro deus.
Não vos virareis para os ídolos, nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o SENHOR, vosso DEUS. (Levítico 19:4). Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR, vosso DEUS. (Levítico 19:31). Nenhum ídolo pode ser honrado como o nosso DEUS (Is 42.8) - Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura.
 NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS. A expressão No princípio é enfática, e chama a atenção para o fato de um princípio real. DEUS teve um plano na criação, o qual Ele levará a efeito. Várias conclusões decorrem da verdade contida no primeiro versículo da Bíblia. (1) Uma vez que DEUS é a origem de tudo quanto existe, os seres humanos e a natureza não existem por si mesmos, mas devem a Ele sua existência e a sua propagação. (2) Toda existência e forma de vida são boas se estão corretamente relacionadas com DEUS e dependentes dEle. (3) Toda vida e criação pode ter relevância e propósito eternos. (4) DEUS tem direitos soberanos sobre toda a criação, em virtude de ser seu Criador. Num mundo caído, Ele reafirma esses direitos mediante a redenção (Êx 6.6; 15.13; Dt 21.8; Lc 1.68; Rm 3.24; Gl 3.13 ;1 Pe 1.18).
 
2. DEUS é o libertador de Israel.
Sendo DEUS proprietário de todos os israelitas, todos deveriam agradar-Lhe com presentes. Nas santas convocações, onde o povo comparecia onde a arca estava instalada, todos deveriam levar uma oferta ao Senhor.
A Festa dos Pães Ázimos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de Abibe; porque nele saíste do Egito; ninguém apareça vazio perante mim; (Êx 23.15).
 
Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque DEUS ama ao que dá com alegria. (2 Co 9.7). O crente que contribui com o que pode, para ajudar os necessitados, verá que a graça de DEUS suprirá o suficiente para suas próprias necessidades, e até mais, a fim de que possa ser fecundo em toda boa obra (cf. Ef 4.28).
Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. Atos 20:35
Por fim, Paulo advertiu-os sobre o egoísmo (At 20:35). O verdadeiro ministério significa dar, não receber; significa seguir o exemplo do Senhor JESUS CRISTO. Earl V. Pierce costumava chamar isso de "bem-aventurança suprema", pois, ao contrário das demais bem-aventuranças, ela nos mostra como ser ainda mais abençoados! Essas palavras de JESUS não se encontram registradas nos Evangelhos, mas faziam parte da tradição oral e estavam guardadas na memória de Paulo, pois o mesmo esteve com o próprio JESUS.
Essa bem-aventurança não dá a entender que os que recebem são "menos abençoados" do que os que dão (o mendigo em At 3 não concordaria com isso!). Poderíamos fazer uma paráfrase dizendo: "É melhor compartilhar com o semelhante do que guardar o que temos e acumular cada vez mais". Em outras palavras, a bênção não se encontra na capacidade de acumular riquezas, mas na prática de compartilhá-las. Um dos melhores comentários sobre isso está em Lucas 12:16-31. (Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe).

3. Israel é o templo de DEUS.
 No deserto se encontrava o tabernáculo, morada de DEUS entre os israelitas. Assim acreditavam eles. Certamente em Israel se encontrava o Templo de DEUS.
DEUS andava entre eles e se manifestava a eles.
Disse, pois, o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu apareço na nuvem sobre o propiciatório (Levítico 16:2).
 Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo (Lv 9:23).
O povo de Israel era escolhido por DEUS para ser seu testemunho entre as nações.
Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso DEUS, sou santo. (Levítico 19:2). E ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus (Levítico 20:26).
No final da Grande Tribulação o povo israelita se converterá ao Senhor e será o povo santo desejado por DEUS para servir e adorar ao próprio JESUS que estará entre eles.
O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante (Sofonias 3:13). Também Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. (Romanos 9:27) E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. (Zacarias 12:10).
Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! (Apocalipse 1:7).
 


II – OS ANIMAIS E OS VEGETAIS SÃO DO SENHOR
1. No Egito, os animais eram deuses.
 
Os egípcios não faziam distinção entre o Criador e a criação, nem estavam preocupados em distinguir os animais limpos dos impuros. Por isso, adoravam o boi, o crocodilo, o falcão, o gato, etc... (Rm 1.25). Eis porque DEUS, ao punir o Egito com as dez pragas, mostrou quão inúteis eram aqueles deuses.

DEUSES DERROTADOS NO EGITO PELAS PRAGAS DE DEUS
Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu.
Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu. Essas terríveis pragas tinham por objetivo conduzir Faraó ao arrependimento e revelar que DEUS é o único verdadeiro DEUS, o Rei soberano no universo.
O termo Faraó era o título dado ao rei do Egito, e ele se auto intitulava “filho de Rá”, como um deus.
Além do deus falso Rá, os egípcios criam em um panteão de outros deuses que eram tidos como os responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade, etc. Sendo que os israelitas foram reduzidos à escravidão por muitos anos, os egípcios, por meio do seu contato com eles, tiveram uma oportunidade de conhecer sobre o verdadeiro DEUS. As orações dos israelitas, que clamavam por libertação da opressão, haviam ascendido aos céus e Yahweh os ouviu. Moisés e Arão eram irmãos e foram enviados por DEUS para anunciar os juízos iminentes que cairiam sobre o Egito caso Faraó e seus oficiais não permitissem que os hebreus saíssem para adorar o Senhor no deserto.
Um dos objetivos das 10 pragas era revelar a grandeza, o poder e a soberania de Yahweh como único e verdadeiro DEUS em contraste com as falsas deidades egípcias. Faraó devia reconhecer e confessar que o DEUS dos hebreus era supremo e que o Seu poder estava acima do rei do Egito e da nação que ele governava (Êxodo 9:16; 1 Samuel 4:8).
As pragas foram juízos contra os egípcios, seus deuses e sua falsa religião (Êxodo 12:12).
Como foi que isso aconteceu? Por que águas se transformaram em sangue? Por que pragas como infestações de rãs, piolhos e moscas aconteceram? Por que houve pestes no rebanho, feridas malignas nos egípcios, chuva de pedras, infestação de gafanhotos, escuridão e morte dos primogênitos? Existe algum significado para tudo isso?
1) Água em sangue (Êxodo 7:14-24)
Cada uma das dez pragas foi dolorosamente literal e dirigida contra algum aspecto da falsa religião. A primeira praga – a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue – foi uma ofensa ao deus Nilo (personificação de Hápi), que se acreditava ser o deus da fertilidade. Tal praga resultou na morte de peixes e foi, portanto, um duro golpe contra a religião egípcia que venerava algumas espécies de peixes (Êxodo 7:19-21).
2) Rãs (Êxodo 8:2-14)
As rãs eram animais sagrados para os egípcios e um de seus ídolos, a deusa Heqet, tinha cabeça de rã. Eles supunham que ela possuía poder criador. Embora o principal propósito dessa praga fosse punir os opressores de Israel, também atrairia desprezo por seus muitos deuses pagãos. A grande multiplicação de rãs fez com que a deusa Heqet parecesse maligna. Ela atormentou o povo que lhe era tão devoto. As superstições dos egípcios os obrigaram a respeitar as criaturas que a praga lhes fez odiar, e que, se não fossem deidades, teriam destruído (Êxodo 8:2-14).
3) Piolhos (Êxodo 8:16-19)
Na terceira praga Arão estendeu a mão com o seu bordão e feriu o pó da terra que se tornou em piolhos que infestaram nos homens e no gado e por toda a terra do Egito. Os magos egípcios tentaram reproduzir tal feito, mas reconheceram a sua impotência e disseram: “Isto é dedo de DEUS” (Êxodo 8:19). Atribuía-se ao deus Tot a criação do conhecimento, da sabedoria, da arte e da magia, mas nem mesmo essa divindade pôde ajudar os magos a imitar a terceira praga. Este foi mais um golpe contra a falsa religião do Egito.
4) Moscas (Êxodo 8:20-32)
Novamente foi dada a chance para que faraó reconhecesse o DEUS verdadeiro e se arrependesse, deixando os hebreus partirem para servirem o Senhor. A quarta praga consistia em enxames de moscas que infestariam todo o Egito. Um novo elemento é introduzido a partir dessa praga – a distinção entre os Egípcios e os adoradores do verdadeiro DEUS (Êxodo 8:22). Enquanto as casas dos egípcios eram infestadas pelos enxames de moscas, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos (Êxodo 8:23, 24). Mais uma vez a falsa religião egípcia é derrotada. A separação entre israelitas e egípcios constituía uma evidência adicional do caráter miraculoso dos juízos divinos, planejados de modo a impressionar as pessoas de que DEUS não era uma deidade local ou mesmo nacional, mas que possuía um poder que se estendia a todos os povos. Os egípcios, que estudavam o curso dos eventos durante essas semanas ou meses fatídicos, devem ter reconhecido a autoridade suprema do DEUS de Israel sobre o Egito, bem como sobre os próprios hebreus.
5) Peste sobre bois e vacas (Êxodo 9:1-7)
Foi anunciado com antecipação o dia em que o juízo divino cairia sobre o rebanho egípcio, em forma de pestilência sobre os animais. Novamente há uma linha de separação entre os hebreus e os egípcios. Do rebanho de Israel nenhum animal foi atingido, enquanto que todo o rebanho dos egípcios morreu (Êxodo 9:6, 7). Esta praga certamente atingiu a crença em divindades muito populares no Egito Antigo: Ápis (deus sagrado de Mênfis, da fertilidade dos rebanhos); Hator (deusa-vaca, deusa celestial); Nut (algumas vezes representada como uma vaca). (Êxodo 9:1-7).
6) Feridas sobre os egípcios (Êxodo 9:8-12)
Até aqui os magos egípcios estiveram presentes quando os milagres foram realizados. Embora tivessem reproduzido algumas falsas imitações utilizando as ciências ocultas, nesta ocasião a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para as suas casas em busca de proteção e tratamento. Novamente houve clara distinção entre os egípcios e os hebreus. Nenhum poder mágico ou sobrenatural pôde protegê-los.
7) Chuva de pedras (Êxodo 9:13-35)
Foi fixado o tempo para o começo da sétima praga (chuva de pedras). Ela deveria cair sobre o Egito no dia seguinte, caso o Faraó não se arrependesse e não deixasse os hebreus sair. Esse período de tempo determinado testificaria ao rei que Yahweh é o único Senhor – o Criador da Terra e dos céus – e que toda a natureza animada e inanimada estão sujeitas ao Seu poder. Esses elementos, considerados pelos egípcios como seus deuses, longe de serem capazes de ajudá-los, estavam sob o controle do DEUS de Israel, e Ele os usaria como instrumentos para punir aqueles que os adoravam. Como DEUS se aborrece com a idolatria! Mesmo em meio ao castigo DEUS mostrou misericórdia, advertindo os egípcios de seu destino iminente e avisando-lhes que protegessem a si mesmos e suas propriedades. Se o faraó e seus servos tivessem aceitado o aviso dado de maneira tão misericordiosa, a vida de homens e de animais teria sido poupada. Mas o aviso não foi considerado e houve grandes perdas. O verso 20 insinua que alguns egípcios haviam aprendido a temer a DEUS. Talvez ainda não O conhecessem como o único DEUS verdadeiro, mas apenas como alguém a quem convinha respeitar. A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osíris – deus de fogo.
8) Gafanhotos (Êxodo 10:1-20)
A praga dos gafanhotos destruiu toda a vegetação que havia sobrado da devastadora chuva de pedras e demonstrou que Yahweh tinha controle absoluto sobre todos os elementos da natureza. O juízo divino era mais uma demonstração de que a crença egípcia em deuses que eles supunham garantir abundante colheita, eram falsos. DEUS encheu o ar e a terra de gafanhotos e os deuses egípcios Xu (deus do ar) e Sebeque (deus-inseto) não puderam fazer nada para impedir (Êxodo 10:12-15).
9) Escuridão total (Êxodo 10:21-23)
O Egito ficou em trevas tão densas que não era possível enxergar as pessoas e essa escuridão se estendeu por 3 dias. Mas na casa dos hebreus havia luz (Êxodo 10:23). Como as pragas anteriores, esta desferiu um forte golpe nos deuses egípcios. Por séculos o deus-sol tinha sido a principal divindade no Egito, e todo rei chamava a si mesmo de “filho de Rá”. Na época de Moisés esse deus era identificado com Amon e tinha o nome de Amon-Rá. Os maiores templos que o mundo já viu foram construídos em sua honra, e um deles, o grande templo em Karnak, no alto Egito, é ainda magnificente, mesmo em ruínas. Outro deus era o disco sol Aton, que poucas décadas depois do Êxodo tornou-se o deus supremo do sistema religioso egípcio. Por ocasião da nona praga, a completa impotência desses deuses estava demonstrada claramente aos seus adoradores.
10) Morte de todos os primogênitos (Êxodo 11-12)
Este golpe cairia sobre os primogênitos dos homens e dos animais. DEUS não desejava exterminar os egípcios e seu gado, mas apenas convencê-los de que a oposição ao Seu propósito para Israel não seria mais tolerada. A morte dos primogênitos causou o maior vexame para a religião do Egito. “Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR” (Êxodo 12:12). Os governantes do Egito chamavam a si mesmos de “filhos de Rá”, e se autoproclamavam divinos. A morte dos primogênitos foi uma grande humilhação. Certamente pressionado pela demanda popular, faraó enviou seus principais oficiais, ainda enquanto era noite, para chamar os odiados líderes hebreus, aos quais havia dito nunca mais vê-los (Êxodo 12:31). A rendição de faraó foi completa. Ele não apenas ordenou que deixassem o país e levassem tudo o que possuíam, como também pediu algo que os dois irmãos não poderiam imaginar: “Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim” (Êxodo 12:32). Se as palavras de Moisés e Arão tinham trazido maldição, faraó deve ter suposto que elas também poderiam trazer bênção. Não se sabe como seu pedido foi recebido, mas o fato de ter sido feito é um forte indício de quão subjugado estava o seu orgulho. 
O Êxodo foi a libertação da escravidão do povo hebreu do domínio egípcio. Esse evento é uma prefiguração que aponta para uma libertação muito maior realizada por JESUS CRISTO – a libertação do pecado. Da mesma maneira como DEUS conduziu Seu povo no passado, “com mão forte”, Ele também deseja nos conduzir à Canaã celestial. Por isso devemos caminhar humildemente com DEUS, hoje, e todos os dias, e quando CRISTO voltar, estaremos com Ele por toda a eternidade! (Equipe Biblia.com.br)
 
 
 
 
2. Os animais e a adoração a DEUS.
 
Embora o povo tivesse adorado a um bezerro de ouro no início de sua jornada, os israelitas não eram essencialmente adoradores de ídolos como os egípcios e os cananitas.
Quando foi instituído o sacrifício de animais ao Senhor, eles aderiram imediatamente.
 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas. (Levítico 1:2)
Também foi-lhes ensinado a comerem diferente dos outros povos. DEUS, em tudo, os orientou para que fossem diferentes e tivessem uma vida feliz e próspera, com saúde.
Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não remói; este vos será imundo; (Levítico 11:7). (Todo capítulo 11 fala dos animais puros e impuros).
 
Nos sacrifícios também foram orientados a sacrificarem o melhor e limpo ao Senhor.
Depois, falarás aos filhos de Israel, dizendo: Tomai um bode, para expiação do pecado, e um bezerro e um cordeiro de um ano, sem mancha, para holocausto; (Levítico 9:3). E, no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem mancha, de um ano, em holocausto ao SENHOR. (Levítico 23:12).
Nesse sentido, o povo de Israel sabia que os animais não são deuses, e, sim, criaturas do DEUS, que, bondosamente, o sustenta (Sl 104.14).


3. Os vegetais e a adoração a DEUS.
Na mitologia grega existia também a crença numa árvore da vida.
A árvore da Vida no Egito e seus significados:
A "Árvore da Vida" foi um dos mais importantes símbolos religiosos egípcios na mitologia do Egito antigo. O templo do sol localizado na cidade de Heliópolis, no Egito, foi dedicado a Ra, o deus Supremo Solar, e abrigava, segundo suas crenças, a Árvore da Vida. A árvore sagrada da vida também foi referida como o sagrado ished, Árvore, identificada como a árvore de Persea. Acreditavam que o fruto da Árvore da Vida deu a vida eterna e o Conhecimento do Plano Divino, um mapa do destino. O fruto da árvore da vida não estava disponível para os mortais, apenas nos rituais relacionados com a eternidade em que os deuses, representados pelos faraós, estes simbolizavam ainda mais a unidade entre os Faraós e os deuses do envelhecimento. A Árvore da Vida era um enigma profético e foi o assento do místico pássaro Bennu (Phoenix) .
 
Na Aliança Abraamica (entre DEUS e Abraão) já havia a indicação de que o homem não deve destruir a natureza criada por DEUS.
E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, DEUS eterno. Gênesis 21:33 - Toda vez que alguém olhasse para aquele bosque se lembraria de que Abraão passou por ali e fez ali aliança com DEUS, inclusive Abraão e sua posteridade.
DEUS fala até do cuidado de cada um com seus animais - O justo tem consideração pela vida dos seus animais, mas as afeições dos ímpios são cruéis. (Provérbios 12:10).
 
DEUS realmente ensina o cuidado com a natureza, mas condena a idolatria à natureza, como acontecia em algumas antigas culturas cananeias e no período de apostasia dos judeus (1 Rs 14.23). Em Israel, os frutos da terra serviam para louvar e enaltecer a DEUS (Lv 23.10).
 
III – O SER HUMANO É DO SENHOR
1. O ser humano é a imagem de DEUS.
 
EM QUE O CRENTE DEVE SE SANTIFICAR? - Em tudo - corpo, alma e espírito. 1 Ts 5:23

Corpo - abrange jejum, vestuário, não fazer marcas no corpo (Isso inclui tatuagens, cicatrizes, piercing), não fazer cortes no corpo (Isso inclui operações para aumentar bumbum, seios, etc...), vaidades em geral como pintura de cabelo, cosméticos, unhas, etc...(Todo exagero deve ser evitado). Alimentação saudável e de acordo com a bíblia, ETC....
Ainda os pecados de masturbação, sexo anal, prostituição, adultério, etc...

Alma - Não assistir pornografia na internet,, na TV ou no cinema, Não ver revistas pornográficas, não adulterar, mesmo que seja só com os olhos, não cobiçar, Não ocupar a mente com coisas que não edificam, não fofocar pela internet, ler livros antibiblicos, divulgar teologia sabidamente antibíblica, etc...

espírito - Não consultar mortos, horóscopo, cartas, tarô, profetas de quintal, feiticeiros, não ter ídolos do futebol, do cinema, das TV's, etc...

SANTIFICAR - se separar para DEUS
E, ouvindo o povo está má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus atavios. Êxodo 33:4
Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. Êxodo 33:5
Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte Horebe. Êxodo 33:6

Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, 1 Timóteo 2:9
 
Na santificação do crente deve haver pelo menos uma hora de oração por dia, pelo menos um dia de jejum por semana, estudo sistemático da bíblia todo dia, pelo menos uma hora.
E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Mateus 26:40
... Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão. Mateus 9:15b
 
O livro de Levítico confirma que o ser humano foi criado por DEUS (Gn 1.26). O ser humano é visto em levítico como a obra prima das mãos divinas. Sendo assim, o israelita era intimado a cuidar de seu corpo tanto exterior quanto interiormente (Lv 20.7).
 
Nem marcas nem tatuagens eram admitidas (Lv 19.28). Ou seja, o ser humano só agradará a DEUS se buscar a excelência divina em toda a sua maneira de ser, existir e pensar. 

 
 
2. A vida humana é sagrada.
Como já estudamos, povos idólatras sacrificavam seus filhos ao deus Moloque e a outros deuses. Aos israelitas, porém, isso não era permitido. O DEUS dos israelitas e nosso, não exige sacrifícios humanos, a não ser o de si mesmo, enviando JESUS para morrer por nós e nos salvar.
E da tua semente não darás para a fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu DEUS. Eu sou o SENHOR (Lv 18.21).
 
Portanto, toda a nação de Israel, como propriedade exclusiva do Senhor, ao Senhor tem de ser consagrada.

Serão estes princípios aplicáveis a nossos dias? Perfeitamente. Não na extensão do Levítico, por causa da eliminação do ritual, mas, no âmbito dos ensinos do Novo Testamento, estamos debaixo dos mesmos preceitos. Nossos filhos, primogênitos ou não, devem pertencer ao Senhor, e não poucas pessoas lhos oferecem em serviço. Nossas casas devem ser-lhes oferecidas em santificação das vidas que nelas habitam e nossos negócios devem ter como sócio o Senhor. Os dízimos são dele, e as nossas ofertas, também. Conhecemos uma família que, tendo perdido a primogênita, deliberou que o próximo fosse oferecido em serviço ao Senhor, como missionário ou em outra qualquer missão. Nos Estados Unidos, muitas famílias dedicam seus filhos ao serviço do Senhor e oram para que sejam aceitos nesse serviço. Muitos negociantes, que desejam estar seguros no seu negócio, oferecem não somente os dízimos, mas grande parte dos lucros. Uma das maiores casas perfumistas em Nova York deliberou retirar para o negócio uma pequena parte dos lucros, entregando tudo o mais ao trabalho do evangelho. Começou com um capital insignificante, e hoje é uma das mais famosas. Qualquer comerciante poderia experimentar este negócio com o Senhor, votando dar-lhe uma parte dos seus lucros, para ver a que ponto chegaria sua prosperidade.

Nós não somos vagarosos para oferecer, somos, antes, demorados a pagar. Quantas vezes fazemos votos de dar, por nós ou por nossa igreja, certa importância, e, depois, nada ou quase nada damos. Estará o Senhor satisfeito com este proceder? Virá Ele buscar o prometido? Julgue o leitor. Será o crente que vota dar o dízimo e não o dá bem sucedido? Será o Senhor menos exigente que um homem qualquer? Sejam os votos que fazemos, ou as coisas que devemos, cumpramos o nosso dever para com o Senhor como o cumprimos para com os homens. Muitos de nossos males individuais nascem do desrespeito que temos pelo Senhor nosso DEUS. Não o tratamos dignamente, negamos-lhe a interferência na vida e nos negócios e, por isso, não prosperamos e não somos felizes. Todos admitimos o fato de que, se formos fiéis ao Senhor, Ele nos abençoará e fará habitar seguros. Sabemos disto, mas não lhe damos o devido reconhecimento. (Comentário Neves de Mesquita).
3. O ser humano é servo e adorador a DEUS.
 
Os primogênitos não podiam ser votados, porque já eram propriedades divina, segundo a redenção do Egito. Estes encabeçavam a série de casos em que DEUS tomava parte na propriedade do povo e se tornava grande proprietário por voluntariedade do mesmo povo. A vida israelita estava de tal modo entrosada na vida religiosa, e DEUS, tão unido a toda ela, fosse secular ou religiosa, que coisa alguma haveria em que DEUS não tivesse seus interesses. Daí partia o grande fato da vida íntima do povo com o seu DEUS, de que resultava numa vida segura e próspera. DEUS possuía os primogênitos, possuía os dízimos, possuía as coisas votadas, possuía os sacrifícios vários e as primícias de tudo, exigia as ofertas das grandes festividades, enfim, era um grande sócio da vida do povo. Por isso mesmo, esta nação seria a mais feliz da face da terra, porque, estando DEUS associado a tudo, estaria segura em seus empreendimentos e garantida contra todos os inimigos. (Comentário Neves de Mesquita).
 
Sendo Israel o povo do Senhor, deve, por conseguinte, dedicar-se totalmente ao serviço divino, oferecendo-lhe sacrifícios, celebrando seus grandes feitos e adorando-o na beleza de sua santidade (Lv 1.2; 23.2).

4. O sacrifício pacífico.
 
A teologia do livro de Levítico tinha por objetivo, antes de tudo, levar o israelita a servir voluntária e amorosamente a DEUS. Esse ideal é realçado pelo salmista (Sl 100.2). A síntese desse ensinamento está no sacrifício pacífico com que Israel mostrava a sua gratidão ao Senhor (Lv 7.11-17). Quanto a nós, somos exortados a oferecer a DEUS, na pessoa de JESUS CRISTO, por mediação do ESPIRITO SANTO, sacrifícios de louvores (Hb 13.15).
 
CONCLUSÃO
Somos o templo do ESPIRITO SANTO (1 Co 6.19). E, como tais, somos intimados a andar em novidade de vida, consagrando tudo ao Senhor, a começar por nós mesmos (1 Ts 5.23).
Nos ofertamos a nós mesmos amorosa e incondicionalmente a DEUS.
Exigida nossa santificação (Lv 19.2; 1 Ts 4.3).
A essência da teologia do Levítico continua válida ainda hoje. O DEUS que exortou Israel à santidade requer, de igual modo, a nossa santificação (Lv 19.2; 1 Ts 4.3).
I – A TERRA É DO SENHOR
DEUS é o Criador dos Céus e da Terra. DEUS é o libertador de Israel.
Israel tinha DEUS morando no meio deles e revelando sua glória.
II – OS ANIMAIS E OS VEGETAIS SÃO DO SENHOR
No Egito, os animais eram deuses, mas para os israelitas somente DEUS era DEUS. Os animais eram oferecidos em sacrifício de adoração a DEUS.
Os vegetais eram ofertados a DEUS em adoração a DEUS e reconhecimento de que DEUS havia lhes dado boas colheitas.
III – O SER HUMANO É DO SENHOR
O ser humano é a imagem de DEUS e não pode nunca se tornar DEUS. A vida humana é sagrada, somente DEUS pode matar.  O ser humano é servo e adorador a DEUS entregando-se totalmente para uso de DEUS em sua obra. O sacrifício pacífico.
 
 

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 75, p39.
SUGESTÃO DE LEITURA - História de Israel no Antigo Testamento, Geografia Bíblica, Pequeno Atlas Bíblico.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Levítico 9.1-24
Para preparar o aparecimento de DEUS, Arão ofereceu por si e seus filhos uma expiação de pecado e um holocausto (7,8). A oferta pelo pecado de Arão era um bezerro (2,8), e seu holocausto, um carneiro. Esta é a única ocasião na qual a legislação sacrificial exigia um bezerro. Rashi comenta a respeito do bezerro: ‘Este animal foi escolhido como oferta pelo pecado para anunciar ao sacerdote [Arão] que o santo, bendito seja Ele, lhe concedeu expiação por meio deste bezerro por causa do incidente do bezerro de ouro anteriormente feito’.
O pensamento judaico tradicional sempre vê significação em cada detalhe deste processo. Snaith ressalta que o carneiro era lembrança da obediência de Abraão em amar Isaque. Cita também a significação relacionada a estas ofertas que o Targum de Jerusalém menciona: o bode é visto como lembrança do bode que os irmãos de José mataram (Gn 37.31, ARA); o bezerro lembra o bezerro de ouro; e o cordeiro recorda o fato de Isaque ter sido amarrado como cordeiro para o sacrifício. A própria sofreguidão em ver significado em cada detalhe sugere a importância que estes eventos representavam para antigo Israel. Segundo o rito significa ‘de modo regular’ ou ‘de acordo com as prescrições’.
O fato de Arão apresentar a oferta pelo pecado e o holocausto a favor de si mesmo e de seus filhos mostra o autoentendimento que o Antigo Testamento tinha das limitações de seu próprio sistema sacrificatório. Ninguém, nem mesmo o sumo sacerdote Arão, estava preparado para servir a DEUS ou adorar a DEUS sem que primeiro fosse feita expiação por ele. O escritor aos Hebreus (Hb 7.27) aceita esta realidade como prova da superioridade do novo concerto e de CRISTO, o verdadeiro Sumo Sacerdote.
As ofertas de Arão pelo povo formavam um padrão para o culto de Israel ao Senhor. Arão ofereceu a expiação do pecado, o holocausto, o sacrifício pacífico e a oferta de manjares. A omissão da oferta pela transgressão (culpa) confirma o fato de que esta oferta era primariamente para ocasiões em que ocorresse o dano e a reparação estivesse sendo feita.
A ordem dos sacrifícios revela o entendimento levítico acerca da aproximação apropriada a DEUS na adoração” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 275, 276).
CONHEÇA MAIS
*Sobre o DEUS Criador
“[...] DEUS trouxe o universo à existência do nada e de maneira instantânea, pela sua soberana e livre vontade. Os decretos ou conselhos divinos são o plano eterno e imutável de DEUS claramente revelados nas Escrituras. [...] Trata-se de deliberações absolutas que nasceram do desígnio e propósito do DEUS Trino na eternidade e que independem da ação humana ou de qualquer outro ser no Universo. [...] Por seu turno, o governo divino não é um controle meticuloso ao ponto de excluir a liberdade humana; o seu reger por direito fixa limites a essa liberdade [...].” Leia mais em “Declaração de Fé das Assembleias de DEUS”, CPAD, pp.31-38.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor(a), inicie o segundo tópico fazendo a seguinte indagação: “Por que os animais e os vegetais são do Senhor? Incentive a participação de todos os alunos. Eles são do Senhor porque Ele os criou. Mas como saber a verdade a respeito do relato da criação? Explique que o relato da criação não é uma alegoria. A narrativa da criação é um fato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de DEUS narra. Quando o assunto é a criação do universo, sabemos que existem várias teorias que tentam explicar a origem da vida, como por exemplo, a teoria do Big Bang e a teoria da Evolução. Porém, como crentes, sabemos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula. DEUS é o grande Criador. Ele Criou os animais e vegetais, por isso pertencem a Ele. Os israelitas precisavam ter a consciência de que o DEUS que eles adoravam no Tabernáculo era o único e que tudo foi criado por Ele. Enfatize também que os sacrifícios de animais apontavam para o sacrifício vicário de JESUS e que segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “quando um sacrifício era oferecido com fé e obediência a DEUS, DEUS se aprazia no ato do adorador e, deste modo, outorgava ao penitente a graça e o perdão almejados”.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“Sobre o homem
Cremos, professamos e ensinamos que o homem é uma criação de DEUS: ‘E formou o Senhor DEUS o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente’ (Gn 2.7). A palavra ‘homem’ no relato da criação em Gênesis 1 e 2 é Adam, que aparece depois como nome próprio do primeiro homem. O ser humano foi criado macho e fêmea: ‘E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho e fêmea os criou’ (Gn 1.27). Trata-se de um ser inteligente e que foi capaz de dar nome aos animais; feito à semelhança de DEUS: ‘os homens, feitos à semelhança de DEUS’ (Tg 3.9); um pouco menor do que os anjos; coroado de honra e de glória e dotado por DEUS de livre-arbítrio, ou seja, com liberdade de escolher entre o bem e o mal. Mediante a graça, essa escolha continua mesmo depois da Queda no Éden: ‘Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de DEUS ou se falo de mim mesmo’ (Jo 7.17). Mais de uma vez, Israel teve a liberdade de escolha quando foi chamado por DEUS. Podemos afirmar que nenhuma criatura foi feita como o homem, que é considerado a coroa da criação. Adão é o primeiro homem, e dele e Eva veio toda a geração dos seres humanos que vivem sobre o planeta terra” (SILVA, Esequias Soares da (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp. 77,78).

AJUDA BIBLIOGRÁFICA
Teologia Sistemática de Charles Finney
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearman - Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I - Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA - A doutrina de JESUS CRISTO - Esequias Soares - CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.net, www.ebdweb.com.br, http://www.escoladominical.net, http://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Revista Ensinador Cristão - CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal - A Doutrina da Salvação - Antonio Gilberto - CPAD
Teologia Sistemática - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - A Salvação - Myer Pearman - Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Levítico - introdução e comentário - R.K.Harrinson - Série Cultura Bíblica - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP
 
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