LIÇÃO 6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2012 -
CPAD - Jovens e Adultos
A Verdadeira
prosperidade - A vida cristã abundante
Comentários da revista da CPAD: Pr. José
Gonçalves
Consultor Doutrinário e Teológico da
CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários
e videos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
“O ESPÍRITO do Senhor é
sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar
os quebrantados do coração” (Lc 4.18).
VERDADE PRÁTICA
A verdadeira prosperidade
não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos
bens espirituais que a graça de Nosso Senhor JESUS CRISTO nos proporciona.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 5.2,6 Os
prósperos têm carências
Terça - Mt 5.4 Os prósperos
também lamentam
Quarta - Mt 5.8 Os prósperos
são santos
Quinta - Mt 5.5,7 Os
prósperos são virtuosos
Sexta - Mt 5.9 Os prósperos
promovem a paz
Sábado - Mt 5.10,11 Os
prósperos também sofrem
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
- Mateus 5.1-12.
1 - E JESUS, vendo a
multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus
discípulos; 2 - e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: 3 - Bem-aventurados
os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; 4 - bem-aventurados
os que choram, porque eles serão consolados; 5 - bem-aventurados os mansos,
porque eles herdarão a terra; 6 - bem-aventurados os que têm fome e sede de
justiça, porque eles serão fartos; 7 - bem-aventurados os misericordiosos,
porque eles alcançarão misericórdia; 8 - bem-aventurados os limpos de
coração; porque eles verão a DEUS; 9 - bem-aventurados os pacificadores,
porque eles serão chamados filhos de DEUS; 10 - bem-aventurados os que
sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; 11
- bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, e perseguirem, e,
mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. 12 - Exultai e
alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim
perseguiram os profetas que foram antes de vós.
5.1 O SERMÃO DO MONTE. Nos capítulos 5 e 7,
temos o que é comumente chamado de o Sermão do Monte. Contém a revelação dos
princípios divinos da justiça, segundo os quais todos os cristãos devem
viver pela fé no Filho de DEUS (Gl 2.20), e mediante o poder do ESPÍRITO que
neles habita (cf. Rm 8.2-14; Gl 5.16-25). Todos nós, que pertencemos ao
reino de DEUS, devemos ter uma intensa fome e sede da justiça de que trata
este sermão de CRISTO (ver 5.6).
5.3 BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO. A palavra bem-aventurados
refere-se ao estado abençoado daqueles que, por seu relacionamento com
CRISTO e a sua Palavra, receberam de DEUS o amor, o cuidado, a salvação e
sua presença diária (ver 14.19; Lc 24.50). Há certas condições necessárias
para recebermos as bênçãos do reino de DEUS. Para recebê-las, devemos viver
segundo os padrões revelados por DEUS nas Escrituras, e nunca pelos do
mundo. A primeira destas condições é ser pobre de espírito , o que significa
reconhecermos que não temos qualquer auto-suficiência espiritual; que
dependemos da vida do ESPÍRITO; do poder e graça divinos para podermos
herdar o reino de DEUS.
5.4 OS QUE CHORAM. Aqui, chorar é contristar-se profundamente por causa das
nossas próprias fraquezas quando nos medimos com o padrão divino de justiça
(v. 6; 6.33). É também sentirmos pesar por aquilo que entristece a DEUS. É
ter nossos sentimentos em sintonia com os sentimentos de DEUS. É sentir
aflição em nosso espírito por causa do pecado, da imoralidade e da crueldade
prevalecentes no mundo (ver Lc 19.41; At 20.19; 2 Pe 2.8).
5.5 OS MANSOS. Os mansos são os humildes e submissos diante de DEUS. Acham
nEle o seu refúgio e lhe consagram todo o seu ser. Preocupam-se mais com a
obra de DEUS e o povo de DEUS do que com aquilo que lhes possa acontecer
pessoalmente (cf. Sl 37.11). Os mansos, e não os violentos, herdarão por fim
a terra.
5.6 FOME E SEDE DE JUSTIÇA. Este é um dos versículos mais importantes do
Sermão do Monte.
(1) A condição fundamental para uma vida santa
em todos os aspectos é ter fome e sede de justiça (cf. 6.33). Tal fome é
vista em Moisés (Êx 33.13, 18), em Davi (Sl 42.1,2; 63.1,2) e no apóstolo
Paulo (Fp 3.8-10). O estado espiritual do cristão durante toda sua vida
dependerá da sua fome e sede da presença de DEUS (Dt 4.29), da Palavra de
DEUS (Sl 119), da comunhão com CRISTO (Fp 3.8-10), da justiça (5.6) e da
volta do Senhor (2 Tm 4.8).
(2) A fome que o cristão tem das coisas de DEUS
pode ser destruída pelas preocupações deste mundo, pelo engano das riquezas
(13.22), pela ambição pelas coisas materiais (Mc 4.19), pelos prazeres do
mundo (Lc 8.14) e por
deixar de permanecer em CRISTO (ver Jo 15.4). Quando a fome de DEUS cessa no
crente, este morre espiritualmente (ver Rm 5.21). É então indispensável que
sejamos sensíveis ao ESPÍRITO SANTO ao convencer-nos do pecado (ver Jo
16.8-13; Rm 8.5-16). Aqueles que sinceramente têm fome e sede de justiça
serão fartos .
5.7 OS MISERICORDIOSOS. Os misericordiosos estão cheios de compaixão e dó
para com os que sofrem por causa do pecado ou de aflições. Os
misericordiosos desejam minorar os sofrimentos, conduzindo os sofredores à
graça de DEUS por meio de JESUS CRISTO (cf. 18.33-35; Lc 10.30-37; Hb 2.17).
Sendo misericordiosos para com os outros, eles alcançarão misericórdia .
5.8 OS LIMPOS DE CORAÇÃO. Os limpos de coração são os que foram libertos do
poder do pecado mediante a graça de DEUS, e que agora se esforçam sem dolo
para agradar e glorificar a DEUS e serem parecidos com Ele.
(1) Procuram ter a mesma atitude interior que
DEUS tem amor à justiça e ódio ao mal (ver Hb 1.9). Seu coração (que inclui
a mente, a vontade e as
emoções) está em harmonia com o coração de DEUS (1 Sm 13.14; Mt 22.37; 1 Tm
1.5).
(2) Somente os limpos de coração verão a DEUS
. Ver a DEUS significa ser seu
filho e habitar na sua presença, tanto agora como no seu reino futuro (Êx
33.11; Ap 21.7; 22.4).
5.9 OS PACIFICADORES. Os pacificadores são aqueles que se reconciliaram com
DEUS. Têm paz com Ele mediante a cruz (Rm 5.1; Ef 2.14-16). E agora se
esforçam, mediante seu testemunho
e sua vida, para levarem outras pessoas, inclusive seus inimigos, à paz com
DEUS.
5.10 PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA. Todos que procuram viver de acordo
com a Palavra de DEUS, por amor à justiça sofrerão perseguição.
(1) Aqueles
que conservam os padrões
divinos da verdade, da justiça e da pureza e que, ao mesmo tempo, se recusam
a transigir com a presente sociedade pecaminosa e com o modo de vida dos
crentes mornos (Ap 2; 3.1-4,14-22)
sofrerão impopularidade, rejeição e críticas. O mundo lhes moverá
perseguição e oposição (10.22; 24.9; Jo 15.19) e, às vezes, da parte de
membros da igreja professa (At 20.28-31; 2 Co 11.3-15;
2 Tm 1.15; 3.8-14; 4.16). Ao experimentar tal sofrimento, o cristão deve
regozijar-se (5.12), porque DEUS outorga a maior bênção àqueles que sofrem
mais (2 Co 1.5; 2 Tm 2.12; 1 Pe 1.7; 4.13).
(2)
O cristão deve precaver-se da tentação de transigir quanto à vontade de
DEUS, a fim de evitar a vergonha, a ridicularização, o constrangimento, ou
algum prejuízo (10.33; Mc 8.38; Lc 9.26; 2 Tm
2.12). Os princípios do reino de DEUS nunca mudam: Todos os que piamente
querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições (2 Tm 3.12). A promessa
aos que enfrentam e suportam
perseguições por causa da justiça é que dos tais é o reino dos céus.
5.13 SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra . Dois dos valores do sal
são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja,
portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem
contra o mal e a corrupção na sociedade.
(1) As igrejas mornas apagam o poder do ESPÍRITO
SANTO e deixam de resistir ao
espírito predominante no mundo. Elas
serão lançadas fora por DEUS (ver Ap 3.16).
(2) Tais igrejas serão
destruídas, pisoteadas pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos
pelos maus costumes e pelos baixos valores
da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22).
SOMOS CARTAS VIVAS DE CRISTO AO MUNDO:
2Co 4.1,2 Pelo
que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não
desfalecemos; pelo
contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando
com astúcia, nem adulterando a palavra de DEUS; mas, pela manifestação da
verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de
DEUS.
VOCÊ PODE SE RECOMENDAR A SI MESMO DIANTE DOS
HOMENS, COMO EXEMPLO DE CRISTÃO?
A BUSCA DO PADRÃO ÉTICO DO REINO DE DEUS
1. É parte da responsabilidade cristã. Deve
ser o alvo de cada crente, sendo parte de sua responsabilidade cristã. Se o
crente não manifesta esse desejo de aperfeiçoar a sua vida cristã a cada
dia, nos moldes ensinados por CRISTO no Sermão do Monte, é certo que não
tenha experimentado a verdadeira transformação interior ou a tenha perdido
no meio do caminho.
2. É resultado exclusivo da graça. Nenhum
esforço humano pode produzir não só o ardente desejo, mas também a
possibilidade de se experimentar, aqui e agora, essa dimensão ética do Reino
de DEUS, só há uma resposta a ser dada: ela é resultado exclusivo da graça
(ver Rm 6.1-15).
Eis porque o Senhor afirmou que a nossa justiça precisa exceder a dos
escribas e fariseus para que tenhamos entrada no Reino de DEUS (v.20). Eles
se apegavam à letra da lei, visando apenas o exterior. Nós temos que estar
apegados à CRISTO e, mediante a sua graça e o poder do ESPÍRITO SANTO,
desenvolver a capacidade de demonstrar em nossas ações, a partir do coração,
que o Senhor vive através de nossa própria vida.
Que fazer para entrar nesse reino, qual a
ética deste reino?
Com o propósito de responder essas indagações e
estabelecer o padrão de conduta dos cidadãos do Reino, JESUS proferiu um
discurso-chave popularmente conhecido como “o Sermão do Monte”.
Este sermão indica que a vida com CRISTO requer a substituição do nosso
padrão de justiça pelo padrão de justiça de DEUS. JESUS ensinou que a
felicidade por Ele oferecida não deve depender do que temos ou fazemos, mas
do que somos; e não pode ser importada, mas precisa nascer da alma, do
interior.
Podemos concluir, através desse magistral sermão que, se quisermos alcançar
a felicidade nesta vida e a eternidade, não nos resta outra alternativa,
senão, atentarmos para todos os sublimes ensinamentos do majestoso Filho de
DEUS.
Devemos reconhecer que o único meio para viver o
elevado padrão ético desejado por DEUS para o seu povo é a graça.
Ao contrário do que muitos pensam, seguir
a JESUS e submeter-se ao seu Reino não significa anular nossa vida pessoal,
mas descobrir uma nova dimensão de vida; mais profunda, dinâmica e feliz.
A GARANTIA DA POSSE DO REINO DE DEUS
Se dá pela nossa disposição de entrar pela porta
estreita que conduz ao caminho apertado (Lc 13.24). Não obstante o elevado
padrão que ele propõe, o Sermão do Monte não pode ser avaliado como um
compêndio de regras para nos impor um fardo maior do que podemos carregar e,
desta maneira, tornarmo-nos ainda mais cansados do que estávamos antes de
receber o Evangelho. Seria contradizer o próprio ensino do Mestre (ver Mt
11.28-30).
Os princípios deste magistral discurso nos apontam os referenciais do Reino,
salientando que eles vão além do exterior e descem ao coração, que simboliza
o centro de nossos sentimentos e vontades, onde CRISTO está entronizado.
É pelos bons frutos que se qualifica a procedência e pelos quais se conhece
a "boa árvore".
O que prevalece é o compromisso com os princípios do Reino, e não os
aparentes sinais exteriores de espiritualidade.
CONSEQÜÊNCIAS DO DESPREZO AO REINO DE DEUS
1. Entrada pela porta espaçosa. Por
último, o Senhor mostra as conseqüências daqueles que desprezam o Reino de
DEUS, preferindo a porta espaçosa do mundanismo, de ilicitude e das
facilidades anti-bíblicas e anticristãs.
2. Construção sobre o movediço alicerce. Este
são os que, ao invés de ouvir e praticar as palavras do Senhor, constroem
sobre o movediço alicerce da areia, de modo que, ao primeiro sinal da
tempestade, a casa desmorona e joga por terra todas as esperanças
(vv.26,27).
O conceito, aqui, é o de justificar-se pelos próprios esforços através da
auto-confiança, à semelhança dos fariseus que se estribavam em si próprios
como os grandes guardiões da lei mosaica, mas estavam cheios de peçonha
mortal. Infelizmente, para os que assim prosseguem, sem mudar de rota e
firmar os seus passos em CRISTO, o fim deles é a perdição (v.13).
A ÉTICA DO REINO DE DEUS (5.1-7.29)
- Mateus,
introdução e comentário - Série cultura bíblica -
R. V. G. Tasker -
Editora: Vida Nova
A expressão "sermão do monte", pela qual esta
seção é geralmente conhecida é algo enganosa, desde que parece mais provável
que nestes capítulos o evangelista não esteja registrando um discurso único
pronunciado de uma só vez, mais sim, reunindo e organizando pequenos grupos
de ditos de JESUS sobre o discipulado, exarados em várias ocasiões durante
seu ministério. O fato de que muitos dos ditos aqui registrados são
encontrados em diferentes contextos na narrativa de Lucas confirma esta
conclusão. Tal confirmação vem também da opinião generalizada de que
dificilmente qualquer mestre condensaria tanta instrução em um único sermão.
É pouco convincente a opinião de Chapman (pág. 216) de que o sermão original
pode ter durado tanto quanto uma hora inteira, na sua forma condensada, e
até três horas, havendo necessidade de desenvolvimentos e explanações.
Além do mais, o ambiente onde, segundo Mateus, o
"sermão" foi proferido, o monte, e a postura física do pregador - como se
assentasse (sendo que a prática do tempo era que o Rabi ensinasse sentado),
parece sugerir que o evangelista está retratando JESUS como um segundo
Moisés, realmente maior que o primeiro; este, também num monte (que, de
fato, era uma simples colina da Galiléia), dá ao novo Israel uma nova "lei",
embora certamente um tipo muito diferente 'de lei em comparação com a que
fora promulgada por Moisés no Monte Sinai. A "lei" prescrita por
JESUS não é
nenhum código de regras exteriores que possa ser seguido ao pé da letra, mas
sim, uma série de princípios, ideais e motivos para conduta, mais
consentânea com a "lei" que Jeremias predisse: o Senhor haveria de colocar
na "mente" dos homens e lhas "inscrever no coração" quando estabelecesse um
novo pacto com eles (ver Jeremias 31.33). O fato de ter Lucas registrado uma
coleção muito mais breve de ditos sobre o discipulado, embora semelhante,
chamada freqüentemente "o Sermão da Planície" (Lucas 6.20-49), e que ambas
as coleções começam com uma série de bem-aventuranças e terminam com a
parábola dos dois construtores, é considerada pelos críticos seja na base da
suposição de que ambos os evangelistas estivessem extraindo seu material de
uma coleção já existente de ditos, a qual Mateus tenha expandido, ou, mais
raramente, que Lucas tenha abrevia,do a narrativa de Mateus.
Nesta seção encontramos o ensino de JESUS sobre
o modo como homens e mulheres devem orientar sua conduta ao tornar-se
súditos do reino de DEUS, cristalizado na forma de instruções diretas. Parte
deste ensino é encontrada numa forma mais poética nas parábolas ilustrativas
pronunciadas por JESUS em outras ocasiões. Assim, o melhor comentário sobre
a primeira bem-aventurança (v. 3) é a parábola do fariseu e do publicano
(Lucas 18.10-4); e a verdade contida na quinta bemaventurança (v. 7) é
ilustrada de maneira inesquecível na parábola do credor incompassivo
(18.23-35). Assim também a parábola do bom samaritano exemplifica como pode
ser praticada a determinação "Amai os vossos inimigos" (v. 44).
A recordação destas outras formas literárias em
que é encontrado o mesmo ensino de JESUS deve ajudar-nos a resistir à
tentação de considerarmos o Sermão do Monte com espírito legalista, bem como
a lembrar que foi exatamente contra esse espírito, muito característico, do
ensino dos escribas e fariseus, que JESUS estava falando. Muitos
malentendidos e frustrações poderão surgir se olharmos os preceitos
contidos nesta seção como regras que podem ser obedecidas literalmente por
todos, em qualquer circunstância, pelo simples exercício da vontade, do
mesmo modo como as leis de um estado terreno podem ser acatadas por seus
cidadãos. A ética do "Sermão do Monte", como disse C. H. Dodd,(1) "é a ética
absoluta do reino de DEUS. Não devemos supor que sejamos capazes neste mundo
de amar nossos inimigos, ou mesmo o nosso próximo, na plena medida em que
DEUS nos amou; ou mesmo de sermos tão completamente desinteressados e
ingênuos, tão puros quanto aos desejos e ansiedades do mundo e tão
predispostos ao sacrifício, quanto as palavras de JESUS o exigem; e contudo
estes são os padrões pelos quais nossas ações são julgadas".
O mesmo escritor defende o mesmo ponto de vista
em outro escrito seu (2) quando escreve: "Os preceitos de CRISTO não são
definições estatutárias como as do código mosaico, mas sim indicações da
qualidade e da direção de ação que devem ser aparentes mesmo nas mais
simples atitudes" .
Características do Discipulado Cristão (5.1-16;
comparar Lucas 6.20-23,14.34,35. 11.33; Marcos 9.50)
As bem-aventuranças, como são geralmente
chamadas, são descrições numa forma exclamatória das qualidades que devem
ser encontradas, todas elas, e de fato o são, em vários graus, na vida dos
que se submetem ao domínio soberano de DEUS. Elas são também uma declaração
das bênçãos que já experimentam em parte e que irão gozar mais plenamente na
vida futura todos os que revelem tais virtudes. O tempo verbal futuro usado
na descrição daquelas bênçãos nos versos 5-9 enfatiza sua certeza, e não
simplesmente o seu aspecto futuro. Os que choram serão certamente
consolados, etc. As bem-aventuranças em Mateus parecem ser oito em número,
pois no verso 11 JESUS abandona a forma exclamatória "bem-aventurados são" e
aborda os discípulos diretamente com as palavras Bem-aventurados sois (vós).
As oito qualidades aqui indicadas, quando integradas umas às outras (nenhuma
delas pode sequer existir de fato sem as demais) formam o caráter daqueles
que, únicos, serão aceitos pelo divino Rei como seus súditos (3,10), os
únicos que o poderão ver, sendo ele invisível (8), os únicos dignos de serem
seus filhos (9).
Conseqüentemente, qualquer pessoa que se diga
filho de DEUS, ou que diz conhecê-Io, ou pertencer ao seu reino, ou ser
membro de seu corpo, a Igreja; em suma, todos aqueles em que seja notória a
ausência destas qualidades, é "mentiroso e não conhece a verdade". Muitas
destas qualidades já haviam sido consideradas como benditas pelo salmista.
Mas quando foram combinadas por JESUS, formando uma espécie de mosaico do
caráter cristão, ele realizou um beneficio ímpar.
Os humildes de espírito não são
"pobres-de-espírito", como pode sugerir uma infeliz tradução. Eles são, isto
sim, os que reconhecem de coração ser "pobres" no sentido de não poderem
realizar nenhum bem sem assistência divina e que não têm nenhum poder em si
mesmos que os ajude a fazer o que DEUS requer deles. O reino dos céus a
estes pertence, pois deste reino os orgulhosos por sua auto-suficiência são
inevitavelmente excluídos.
Os que choram são os que lamentam tanto os seus
próprios pecados e falhas, como o mal tão preponderante no mundo, causando
tanto sofrimento e miséria. A simpatia que nasce desta lamentação traz
consolação desde agora para aqueles que a praticam. E o dia certamente
chegará quando DEUS "lhes enxugará dos olhos toda lágrima".
Pode-se chora or si mesmo ou pelos outros. O
choro é a frustação da alma incapaz de realizar seus desejos.
Os mansos são aqueles que se humilham diante de
DEUS por reconhecerem sua total dependência dele. Como conseqüência são
gentis no trato com os outros. Moisés revelava este traço de caráter em
notável medida; e a posse do mesmo por JESUS foi uma das bases para ele
convidar homens e mulheres Cansados e sobrecarregados a achar alívio e
descanso nele, que era exatamente manso e humilde (11.28,29). Quando DEUS
tiver destruído todos os que em sua arrogância resistem à sua vontade, os
mansos serão os únicos a herdar a terra.
Os que têm fome e sede de justiça são os que,
por ansiarem por ver o triunfo final de DEUS sobre o mal e o seu reino
plenamente estabelecido, anseiam também por fazer eles próprios o que é
justo e reto. Todos estes têm a crescente satisfação de saber que estão
avançando e não bloqueando os propósitos de DEUS.
Os misericordiosos são aqueles que estão
conscientes de ser indignos recipientes da misericórdia de DEUS e que, não
fosse por essa misericórdia, eles não seriam apenas pecadores, mas pecadores
condenados. Conseqüentemente esforçam-se por refletir no seu convívio com
outros algo da misericórdia que DEUS mostrou para com eles. E quanto mais
fazem isto, mais a misericórdia de DEUS se estende a eles.
Os limpos de coração são os íntegros, livres da
tirania de um "eu" dividido, e que não ficam tentando servir a
DEUS e ao
mundo ao mesmo tempo. Destes é impossível que DEUS se esconda. Vivem como se
já pudessem ver aquele que é invisível e a quem, um dia, verão tal como ele
é (comparar Hebreus 11.27 e I João 3.2).
Os pacificadores são os que estão em paz com
DEUS, que é o "autor da paz e apreciador da concórdia"; são os que mostram
ser verdadeiramente filhos de DEUS, esforçando-se para aproveitar qualquer
oportunidade que se lhes abra para efetuar a reconciliação entre aqueles que
estão em desavença.
Aqueles que são perseguidos sofrem simplesmente
por sustentarem os padrões divinos de verdade, justiça e pureza,
recusando-se a ajustarse ao paganismo ou a curvar-se perante os ídolos que
os homens erguem como substitutos de DEUS. Como Paulo alertou seu amigo
Timóteo, "todos os que querem viver piedosamente em CRISTO JESUS serão
perseguidos" (II Timóteo 3.12); mas a estes JESUS assegura que são cidadãos
do único reino permanente, o reino dos céus.
No versículo 11 JESUS se volta para os
discípulos advertindo-os de que, no caso deles, sofrimento por minha causa
significará a possibilidade de serem submetidos a violência, perseguição e
todo tipo de calúnia. Quando ele, o Messias, se retirasse da presença deles,
o ódio do mundo, até então voltado contra ele enquanto estava na terra, se
voltaria contra seus seguidores. Estes deviam alegrar-se muito sabendo que
tal sofrimento seria indicação de estarem eles na linha de descendência dos
profetas que anunciaram a vinda do Messias.
Tais profetas e o povo ao qual falavam eram um
povo "peculiar", e os discípulos de JESUS deviam, pela própria natureza de
sua vocação, ser "característicos", ou seja, facilmente identificáveis. Esta
é a verdade expressa na descrição que JESUS faz deles como o sal da terra. A
mais evidente característica geral do sal é que ele é essencialmente
diferente do meio em que é posto. Seu poder está precisamente nesta
diferença. Isso acontece também, diz JESUS, com seus discípulos. Seu poder
no mundo está na diferença que existe entre ambos. O cristão é tão diferente
dos outros homens como o sal num prato difere do alimento em que é colocado.
Além disto outra função primária do sal é preservar, deter a decomposição,
agir como um anticéptico, de modo que os germes latentes, por exemplo, na
carne, possam ser neutralizados ao contacto com ele.
Os discípulos, do mesmo modo, são chamados a ser
como um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos,
instáveis, ou mesmo inexistentes. Eles só poderão porém cumprir esta missão
se retiverem a sua virtude - e isto exige muita disciplina pessoal -
inclusive no falar, pois, como Paulo disse, a palavra de um cristão deve ser
"sempre agradável, temperada com sal" (Colossenses 4.6). Como
JESUS afirma a
seguir, se um discípulo perde sua "virtude", ele é como o sal que perde a
sua salinidade, tornando-se, assim, uma substância completamente inútil, só
servindo para ser jogado fora, nas ruas, onde é pisado pelos caminhantes. Na
versão que Lucas dá a este pronunciamento está implícito que seria até uma
perda de tempo e energia espalhá-Io pela terra e mesmo levá-Io para o
monturo (Lucas 14.35).
Entretanto, os discípulos de CRISTO não devem,
sob pretexto de ter medo de exercer uma influência indigna, permanecer
silenciosos a respeito de sua religião. Eles podem e devem dar testemunho da
fé que possuem através de seu exemplo pessoal. Esta é a verdade que sublinha
a metáfora usada por JESUS ao dizer-Ihes que eram a luz do mundo. A luz que
mostram é obtida daquele que é supremamente a Luz do mundo. Mas para poder
brilhar nos lugares escuros do mundo, esta luz deve estar em uma posição
estratégica, livre de qualquer bloqueio. É a cidade sobre o monte, visível a
quem vive em terrenos mais baixos. Do mesmo modo, seria absurdo, diz JESUS,
colocar-se uma candeia debaixo de um alqueire (modios, no grego,
significando barril, uma medida para cereais) ao invés do velador, esperando
assim iluminar a casa para seus moradores! Os discípulos não devem então
esconder-se, mas viver e trabalhar em lugares onde sua influência seja
sentida e a luz que neles haja seja mais plenamente manifesta a outros - não
para glorificação própria, mas para que outros possam ver que a luz da
verdadeira bondade cristã, expressando-se em atos reais de gentileza e
serviço, não é uma luz deste mundo, mas vem de DEUS, e possam
conseqüentemente ser levados a dar honra e louvor ao Doador da mesma.
JESUS e a Lei Mosaica (5.17-48; comparar Lucas
12.57-59; Marcos 9.43-48, 10.11,12; Lucas 16.18,6.29,30,32-36)
Nesta seção JESUS insiste em que em seu ensino
ele não está, de modo nenhum, contradizendo a lei mosaica, embora esteja em
oposição ao tipo legalista de religião que os escribas haviam construído
sobre ela. Frisa também que ele considera o Antigo Testamento como tendo
validade permanente como Palavra de DEUS, conforme se vê em seus candentes
dizeres nos versos 17-19. Ao mesmo tempo, fica também claro que ele
considera seu próprio ensino como igualmente válido. E sua ênfase sobre esta
verdade, às vezes tem dado a leitores desta seção do evangelho de Mateus a
impressão de que em alguns casos a natureza permanente da lei parece ser
negada.
1 The Bible Today (A Bíblia
Hoje), pág. 84.
2 The Gospels and the Law of Christ (Os
Evangelhos e a Lei de CRISTO) (Longmans, 1947), pág. 9.
INTERAÇÃO
Prezado professor, você tem
desfrutado das bem-aventuranças? Este é o tema que estudaremos na lição de
hoje: “A Prosperidade dos Bem-Aventurados”. Ser um bem-aventurado não é ter
muitos bens materiais, mas é viver do favor de DEUS. A graça divina nos dá
condições para vivermos segundo os seus preceitos. Sabemos que na Lei de
Moisés alguém para ser abençoado necessitava fazer alguma coisa. Porém, na
dispensação da graça, os bem-aventurados são aqueles que não necessitam
fazer coisa alguma, visto que pela fé o Filho de DEUS já fez por eles! Por
isso mesmo praticam boas obras. Enfatize, também, que para sermos
abençoados, basta permanecermos firmes em JESUS CRISTO.
OBJETIVOS -
Após esta aula, o aluno
deverá estar apto a:
Saber quais são os
fundamentos das bem-aventuranças.
Explicar as bem-aventuranças
da mansidão e da misericórdia.
Conscientizar-se de que a
prosperidade dos bem aventurados firma-se nas coisas espirituais e não nas
materiais.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no
quadro de giz o esquema abaixo. Depois, pergunte aos alunos: “O que
significa ser bem-aventurado?” Ouça as respostas e explique, utilizando o
quadro, que ser bem-aventurado é ser feliz. Essa felicidade não se origina
dos bens materiais que possuímos, mas em termos os nossos pecados perdoados
por JESUS. Somente aqueles que receberam a CRISTO como único e suficiente
Salvador podem desfrutar dessa felicidade. Conclua enfatizando que essa
alegria nos acompanhará por toda a eternidade.
Palavra
Chave - Bem-aventurança: Do gr. makarismós; felicidade perfeita.
RESUMO DA
LIÇÃO 6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
I. O
FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
1. O
significado das bem-aventuranças.
2.
Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3). Veja Is 61.11.
3.
Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4).
II. A BEM
AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA
1. Bem
aventurados os mansos (Mt 5.5). Veja Salmos 37.11; Is 61.11; Mt 11.28;
Gl 5.22,23).
2.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6).
3.
Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7).
III. A
BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO
1.
Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8).
2.
Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9).
3.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11).
SINOPSE DO TÓPICO (I) Ser
bem-aventurado é ser feliz por amar intensamente ao Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (II) Ser
próspero é agir com mansidão e submeter-se à vontade divina.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Sofrer injustiça e ser perseguido por causa do Reino de DEUS são evidências
de uma bem-aventurança eterna.
VOCABULÁRIO
Léxico: Dicionário de
línguas clássicas antigas.
Pieguice: Relativo a piegas; sentimentalismo extremo.
Sapiencial: Relativo à sabedoria (os livros de sabedoria do AT).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COUTO, G. A Transparência da
Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ:
CPAD, 2007.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I -
Subsídio Teológico
“Os Bem-aventurados
Os pobres de espírito (Mt
5.3). Talvez isso inclua os economicamente necessitados, mas certamente
aqueles que aprenderam a inutilidade de ter esperança em qualquer coisa que
não seja DEUS. O perigo da riqueza é o isolamento que ela causa às
vulnerabilidades da pessoa comum; ela pode fazer o rico [humanamente]
insensível [...].
Os que choram (Mt 5.4). Os
que choram são aqueles que sentem uma tristeza profunda, tendo
reconhecimento que a infelicidade é uma consequência do pecado pessoal e
institucionalizado.
Os mansos (Mt 5.5). A
palavra ‘manso’, praus, é um termo complexo que sugere gentileza, ausência
de ostentação, uma vontade de reagir. Os gregos encaravam a mansidão como
sendo desprezível e a confundiam com servidão. No pensamento bíblico [...] o
manso relaciona-se com os demais sem hostilidade, sem maldade e sem
arrogância ou orgulho.
Os pacificadores (Mt 5.9). A
ideia de paz encontrada no Antigo Testamento não é simplesmente uma ausência
de discórdia. Ao contrário, paz, shalom, é um termo dinâmico e positivo que
implica tanto em saúde quanto em inteireza. [...] Existe a clara implicação
de que a pessoa capaz de trazer cura e inteireza, é pobre de espírito,
mansa, misericordiosa e pura de coração” (RICHARDS, L. O. Comentário
Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.25).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II -
Subsídio Devocional
“O cristão tem uma vantagem.
Podemos entrar nas dificuldades da vida, nas batalhas e situações
aparentemente impossíveis, sabendo que DEUS nos ajudará. Quando assumimos a
responsabilidade de manter uma atitude boa e honesta, e desenvolvemos a
nossa fé, sabemos que DEUS estará ao nosso lado. Apesar de termos na vida
muitos obstáculos e complexidades, devemos crer que venceremos. DEUS está
consciente do nosso problema particular. Ele nos dará a sabedoria para
lidarmos seja lá com o que for. Por isto é importante compreendermos que, a
fim de vencer na vida, temos de depender dEle e fazer o que Ele nos manda. O
orgulho pessoal nos deixará presos onde estamos. Entendemos que ‘Ainda que o
Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe’
(Sl 138.6). Necessitamos da força e da ajuda de DEUS em tudo o que fazemos.
Não existe nenhum ‘vencedor pelo próprio esforço’, mas homens e mulheres que
desenvolveram os talentos recebidos de DEUS.
Há muitas pessoas
bem-sucedidas, que chegaram ao topo de sua profissão e esqueceram-se do que
(ou quem) as levou até lá. Os nossos talentos, a nossa inteligência,
singularidade e oportunidade vieram de DEUS. Se agirmos na vida com
fidelidade e confiança, cresceremos e saberemos o que fazer para ser
próspero” (GOODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das Armadilhas que Roubam os
seus Sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.77).
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE
2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas
corretas e com "F" as falsas.
TEXTO ÁUREO
1-
Complete:
“O ESPÍRITO do Senhor é
sobre _______________________, pois que me _______________________ para
evangelizar os pobres, enviou-me a ______________________
os quebrantados do coração” (Lc 4.18).
VERDADE PRÁTICA
2-
Complete:
A verdadeira
_______________________________
não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos
bens _________________________ que a ____________________ de Nosso Senhor JESUS CRISTO nos proporciona.
COMENTÁRIO
3- O que
destacam as bem-aventuranças de JESUS?
( ) Destacam os princípios que fundamentam a Lei e os Profetas.
( ) Destacam os princípios que fundamentam a
Lei e a Graça.
( ) Em cada
sentença, enfatizam as riquezas espirituais em detrimento das materiais.
( ) O escândalo
dos escribas e fariseus, porque eles entendiam só a letra e não o espírito da Lei Mosaica.
4-
Faz-se necessário nos
voltarmos ao Sermão do Monte para reavaliarmos o que se vem ensinando nos
púlpitos de nossas igrejas. Por que?
( )
Porque os ensinos e
pregações estão em alinhamento perfeito com o sermão do monte.
( ) Caso contrário, agiremos como a classe
sacerdotal do tempo de JESUS.
( ) Corremos o risco de transformar a
fé cristã num mero e perigoso relacionamento mercantil entre o crente e
DEUS.
I. O
FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
5- Qual o
significado das bem-aventuranças?
Complete:
A expressão bem-aventurado
vem da palavra latina ____________________ que, por seu turno, originou o
termo beatitude. No original grego, o vocábulo usado por Mateus
é ____________________________, cujo significado lembra felicidade, alegria
divina e perfeita. Para os antigos gregos, somente os
_________________________________ realmente eram felizes, isto é,
bem-aventurados. No hebraico, por outro lado, o
vocábulo _____________________ é traduzido, no salmo primeiro, com o sentido
de quão felizes são! O sentido, portanto, é o de alguém que é feliz aos
olhos de DEUS por ___________________ intensamente ao Senhor. Observa-se
ainda que, na literatura grega clássica, a palavra era usada para se referir
à prosperidade material. Mas, na literatura sapiencial hebraica, ela se
refere a uma condição de bem-estar _________________________ com DEUS (Sl 1.1; 32.1; 112.1). JESUS
mantém esse último sentido.
6- Por que
são
Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3)? Complete:
No Sermão da Montanha, a
pobreza não é vista propriamente como escassez de bens materiais, mas como
_______________________ da alma. Nesse contexto, pobre é o que tem uma ___________________________
espiritual! Por conseguinte, é aquele que reconhece suas verdadeiras
necessidades _______________________________. E por isso almeja um relacionamento mais profundo
com DEUS como o fez o salmista: “Como o _____________________________ brama
pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó DEUS! A
minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando entrarei e me apresentarei
ante a ________________________ de DEUS? As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite,
porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu DEUS? Quando me lembro
disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a ________________________;
fui com eles à Casa de DEUS, com voz de alegria e louvor, com a multidão que
festejava. Por que estás _______________________, ó minha alma, e por que te perturbas em
mim? Espera em DEUS, pois ainda o louvarei na ___________________________ da sua presença” (Sl
42.1-5).
7- Por que
são
Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4)?
Complete:
Por que um crente chora? O
motivo pode ser tanto interno quanto externo. Às vezes, choramos em
decorrência de nossa própria ______________________ espiritual, porque
almejamos aprofundar nossa _________________________ com o Senhor. Queremos
estar mais próximos dEle. Suspiramos por uma _____________________________
maior com o Pai celeste. Outras vezes, choramos por causa da situação
_________________________ em que o mundo se encontra (Is 6.5). Se de fato
choramos aos pés de CRISTO, o ______________________ certamente virá.
II. A BEM
AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA
8- Por que
são Bem aventurados os mansos (Mt 5.5)? Quem são eles?
( ) Manso é aquele que,
quando
injustiçado, procura a vingança de DEUS como seu
legítimo defensor (Is 41.17; Lc 18.1-8).
( ) Nesse contexto, manso é
aquele que demonstra total submissão à vontade de DEUS, mesmo quando esta
parece contrariar seus interesses pessoais. Não é pieguice, mas submissão
consciente ao querer divino.
( ) Manso também é aquele que, apesar de
injustiçado, não procura a própria vingança, mas confia em DEUS como seu
legítimo defensor (Is 41.17; Lc 18.1-8).
( ) Se você age com mansidão e
submete-se à vontade divina, você é verdadeiramente próspero.
( ) Isto significa
que você possui uma riqueza que muita gente almeja e não tem: o domínio
próprio e a conformação absoluta à vontade de DEUS.
9-
Por que
são Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6)?
Quem são eles?
( ) Porque a verdadeira prosperidade só é
alcançada com o investimento financeiro no Reino de DEUS.
( ) Os verdadeiramente prósperos
são aqueles que demonstram um forte desejo pela justiça divina e a buscam
ansiosamente.
( ) Eles estão conscientes de que a verdadeira prosperidade só é
alcançada com a instauração do Reino de DEUS.
10- Por
que são
Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7)? Quem são eles?
( ) Em o
Antigo Testamento, a expressão ocorre com frequência no sentido de perdão.
( ) O léxico grego de Strong
traduz essa expressão como “boa vontade ao miserável e ao aflito associada
ao desejo de ajudá-los”.
( ) Em o Novo Testamento, a expressão ocorre com frequência no sentido de perdão.
( ) O bem-aventurado tem um coração não somente perdoador, mas disposto a socorrer os mais necessitados.
( ) Ele sempre abrirá a
mão e o coração àquele que precisa de um socorro material.
III. A
BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO
11-
Por que
são Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8)?
Quem são eles?
( ) É uma pureza que vem de
fora, para dentro.
( ) JESUS não se refere a uma
pureza meramente ritual.
( ) Ele se refere ao homem que se acha limpo e isento
de culpa.
( ) É uma pureza que vem de dentro, origina-se na alma.
12- Por
que são
Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9)? Quem são eles?
( ) A Peshita, tradução
hebraica
de Lucas feita em 50 d.C, traduz essa expressão como os que fazem a paz!
( ) A Peshita, tradução aramaica
de Mateus feita em 150 d.C, traduz essa expressão como os que fazem a paz!
( ) O
pacificador é alguém que não somente ama a paz, mas encontra-se comprometido
com o processo que a ela conduz.
13- Por
que são
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11)?
( ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino
de DEUS não são evidências de uma bem-aventurança eterna.
( ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino
de DEUS não podem ser evidências de uma bem-aventurança eterna.
( ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino
de DEUS são evidências de uma bem-aventurança eterna.
14-
Dificilmente os pregadores da prosperidade aceitarão o que ensina JESUS
sobre o assunto. Complete:
O princípio que o Senhor
JESUS expõe é frontalmente contrário à filosofia
__________________________________ deste século. No entanto, eles se
esquecem da advertência do Senhor: “Tenho-vos dito isso, para que em mim
tenhais _________________________; no mundo tereis _________________________, mas tende bom ânimo;
eu ______________ o mundo” (Jo 16.33).
CONCLUSÃO
15-
As bem-aventuranças de JESUS
contrariam totalmente os conceitos da Teologia da Prosperidade. Qual a grande
lição que aprendemos com o Mestre a esse respeito?
( )
Somente a
prosperidade
material junto à espiritual é que é a verdadeira prosperidade.
( ) O homem realmente próspero não é
aquele que pode ser avaliado de forma superficial e materialista, mas aquele
que encontrou a paz em CRISTO (Rm 5.1).
( )
A prosperidade
material nada representa sem a espiritual.
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ -
Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos
Pentecostal.
VÍDEOS da
EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA
ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
BANCROFT,
E. H. Teologia Elementar. São Paulo, IBR, 1975.
CEGALLA,
D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora
Nacional, 1977.
BÍBLIA.
Português. Bíblia Sagrada. Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
McNAIR,
S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro, CPAD, 1994.
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
CHAMPLIN,
R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos,
2001. v. 1
VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro:
CPAD, 2006.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed.
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Antonio. A BÍBLIA Através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1987. HORTON,
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Romeiro, Paulo - Decepcionados com a graça : esperanças e frustrações no
Brasil neopentecostal / Paulo Romeiro. — São Paulo : Mundo Cristão, 2005.
Ari Pedro
ORO, Igreja Universal do Reino de DEUS: Os novos conquistadores da fé, p.
32,33. V. tb. entrevista sobre o mesmo tema na revista Eclésia, dezembro de
2003, p. 18.
Paulo
ROMEIRO, Super Crentes e Evangélicos em crise.
Dennis A. SMITH, “Pistas polêmicas para uma pastoral no final do milênio” in
Benjamin F. GUTIÉRREZ e Leonildo S. CAMPOS, Na força do ESPÍRITO, p. 286.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Livro Jó - Claudionor De Andrade - CPAD
Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade
Religiosa Edições Vida Nova - S.Paulo - SP
Impressão 05/1996 - http://www.vidanova.com.br/
www.estudosbiblicos.com.br
MURPMY, R. E. – Jó e Salmos. Encontros e Confrontos com DEUS, Ed Paulinas,
1985.
Mateus, introdução e comentário - Série cultura bíblica -
R. V. G. Tasker -
Editora: Vida Nova
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao07-pd-apromessadaverdadeprosperidade.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10-heresias-ateologiadaprosperidade.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/jolicao9bildadeteologiaprosperidade.htm