LIÇÃO 06 - DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS
Lições Bíblicas Aluno -
Jovens e Adultos - 2º TRIMESTRE DE 2009
1Coríntios - Os Problemas da
Igreja e Suas Soluções
Comentários do Pr.
Antônio Gilberto
Complementos e
questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida
Silva
Questionário
TEXTO ÁUREO
"Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se
o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos
de julgar as coisas mínimas?" (1
Co 6.2).
VERDADE PRÁTICA
Quando os tribunais são freqüentados pelos discípulos de
CRISTO por estarem em litígio é porque renunciaram a lei do
amor cristão.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE -
1 Coríntios 6.1-9.
1 Ousa algum de vós, tendo
algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e
não perante os santos? 2 Não sabeis vós que os santos hão de
julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós,
sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? 3
Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais
as coisas pertencentes a esta vida? 4 Então, se tiverdes
negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes na
cadeira aos que são de menos estima na igreja? 5 Para vos
envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios, nem
mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? 6 Mas o irmão
vai a juízo com o irmão, e isso perante infiéis. 7 Na
verdade, é já realmente uma falta entre vós terdes demandas
uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a
injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? 8 Mas vós
mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano e isso aos irmãos.
9 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de
DEUS?
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Compreender que as demandas prejudicam a obra de DEUS.
Saber que o mundo e os anjos serão julgados pela Igreja
no futuro.
Buscar uma fraterna comunhão com todos os irmãos.
INTERAÇÃO
Os membros da igreja de Corinto estavam atravessando uma
fase turbulenta, marcada por discórdias e demandas. Em vez
de primeiro levarem as questões perante o Senhor da Igreja
em oração, e depois aos crentes, acabavam por expor as
disputas nos tribunais civis, onde juízes pagãos davam o
veredicto. Essa situação afligia o apóstolo Paulo.
Em Corinto não havia vencedores, todos saíam perdendo. Às
vezes, os verdadeiros vencedores não são aqueles que vencem
uma disputa, mas sim aqueles que sabem renunciar por amor a
CRISTO e a sua obra.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você
inicie a aula levantando a seguinte questão: "De onde
provinham as guerras e pelejas entre os irmãos de Corinto?"
Explique aos alunos que os conflitos e as demandas judiciais
entre esses irmãos eram advindos de vários fatores, mas o
principal deles está atrelado ao desejo de vingança, nutrido
pelos crentes. Fica claro que eles seguiam a chamada "lei de
talião" (olho por olho, dente por dente) do Antigo
Testamento (Êx 21.24). Enfatize o fato de que se
vingar é descumprir a "lei áurea" de CRISTO de amar até os
inimigos e fazer bem aos que nos aborrecem (Lc 6.27).
Só existe um tipo de vingança que é legal e legítima, de
acordo a Bíblia: a vingança de DEUS (Rm 12.19-21;
1 Pe 3.9).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Bibliológico
"O método cristão de resolver problemas (6.7b)
[...] Paulo havia indicado o método correto de resolver
disputas quando pregou aos coríntios pela primeira vez: Por
que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis,
antes, o dano? Um cristão não precisa ser um joguete, nem
deve permitir abusos contra si. Mas, no pensamento de Paulo,
era melhor suportar uma injustiça ou assumir uma perda
financeira do que sofrer o dano espiritual. O Senhor JESUS
ensina que o cristão deve resistir ao mal (Mt
5.39). A igreja estava sofrendo uma perda de dignidade e
de honra; ela estava experimentando um declínio de
influência e respeito; ela estava exaurindo a sua força
evangélica. O método cristão de evitar as ações judiciais
deveria ser o de sofrer em vez de retaliar.
Os coríntios não só haviam se
recusado a sofrer injustiças e perdas; eles também estavam
explorando agressivamente os seus irmãos cristãos. Paulo
declara a situação desta forma: Mas vós mesmos fazeis a
injustiça e fazeis o dano e isso aos irmãos. Eles não eram
espirituais o bastante para suportarem a injustiça por amor
ao evangelho. Mas eram carnais o bastante para infligir o
dano aos outros. "
(GREATHOUSE, W. M. (et al) Comentário Bíblico Becon.
VIII. Romanos a 1 e 2 Coríntios. RJ: CPAD, 2006, pp.
286,287.)
APLICAÇÃO PESSOAL
Como a verdadeira
espiritualidade pode ser expressa? Através dos dons e
talentos? Certamente que não. Nossa fé deve ser demonstrada
por meio de pequenos atos, ações que demonstram nosso
compromisso, amor e verdadeira identificação com JESUS
CRISTO. Infelizmente, não era isso que estava ocorrendo
entre os coríntios. Se você fosse a uma das reuniões daquela
igreja (excetuando a Ceia), com certeza gostaria do
"movimento pentecostal" que lá havia. Entretanto, a
espiritualidade ali retratada desfazia-se no primeiro
obstáculo que o crente precisasse enfrentar. Isso é um
sintoma de que não havia em Corinto uma verdadeira
espiritualidade.
Na atualidade, a Igreja do Senhor precisa
trilhar o caminho da verdadeira espiritualidade para que a
luz de CRISTO brilhe e o nome do Mestre seja exaltado.
COMENTÁRIO
Palavra Chave: Litígio - Questão
judicial; pleito, demanda.
6.1 IR A JUÍZO PERANTE OS
INJUSTOS. Quando ocorrem disputas banais (v. 2) entre os
cristãos, isso deve ser julgado na igreja e não na justiça
secular. A igreja deve julgar entre aquilo que é certo ou
errado, dar seu veredito e disciplinar o culpado, se
necessário for (ver Mt 18.15).
(1) Isso não significa que o
crente não possa ir à justiça, em casos graves ligados a
incrédulos. O próprio apóstolo Paulo apelou ao sistema
judiciário mais de uma vez (ver At 16.37-39; 25.10-12).
(2) Paulo não está dizendo,
tampouco, que a igreja deve permitir que seus membros abusem
ou maltratem ilicitamente os inocentes, como viúvas,
crianças ou os indefesos. Pelo contrário, Paulo fala de
questões em que é difícil determinar quem tem razão. Casos
pecaminosos ostensivos não devem ser tolerados, mas tratados
de conformidade com as instruções de CRISTO em Mt 18.15-17.
(3) Além disso, quando um
suposto "irmão" se divorcia ou abandona sua família e se
recusa a sustentar sua esposa e filhos com pensão
alimentícia, uma mãe, com motivos justos e ante a
necessidade dos filhos, pode apelar à justiça. Paulo não
defende a idéia de deixar os violadores da lei defraudarem o
próximo, nem serem uma ameaça à vida ou ao bem-estar dos
outros. Sua declaração no versículo 8, indica que ele está
falando das disputas mínimas, em que a injustiça sofrida
pode ser suportada e tolerada.
6.9 OS INJUSTOS NÃO HÃO DE HERDAR O REINO. Alguns de
Corinto enganaram-se a ponto de crer que se perdessem a
comunhão com CRISTO, negassem-no e vivessem na imoralidade e
na injustiça, sua salvação e sua herança no reino de DEUS
continuavam seguras (PREDESTINAÇÃO ERRÔNEA E ENGANOSA).
(1) Paulo, no entanto, declara
que a conseqüência inevitável do pecado habitual é a morte
espiritual, até mesmo para o cristão (cf. Rm 8.13). Ninguém
poderá viver na imoralidade e ao mesmo tempo herdar o reino
de DEUS (cf. Rm 6.16; Tg 1.15; ver 1 Jo 2.4; 3.9). O
apóstolo Paulo repete muitas vezes esse ensino fundamental
(e.g., Gl 5.21 e Ef 5.5,6). Note-se que os profetas do AT
continuamente declaravam este princípio (ver Jr 8.7; 23.17;
Ez 13.10).
(2) A advertência de Paulo é
para todos os cristãos. Não nos enganemos, pois "os injustos
não hão de herdar o Reino de DEUS". A salvação sem a obra
regeneradora e santificadora do ESPÍRITO SANTO não tem lugar
na Palavra de DEUS.
6.11 JUSTIFICADOS... PELO ESPÍRITO. A justificação
abrange, não somente a obra redentora do Senhor JESUS
CRISTO, como também a obra do ESPÍRITO de DEUS na vida do
crente
JUSTIFICAÇÃO. A palavra
“justificar” (gr. dikaioo) significa ser “justo (ou reto)
diante de DEUS” (2.13), tornado justo (5.18,19),
“estabelecer como certo” ou “endireitar”.
Denota estar num relacionamento certo com DEUS, mais do que
receber uma mera declaração judicial ou legal. DEUS perdoa o
pecador arrependido, a quem Ele tinha
declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte
eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em
relacionamento correto (comunhão) com Ele mesmo e com a
sua vontade. Ao apóstolo Paulo foram reveladas várias
verdades a respeito da justificação e como ela é efetuada:
(1) A justificação diante de
DEUS é uma dádiva (3.24; Ef 2.8). Ninguém pode justificar-se
diante de DEUS guardando toda a lei ou fazendo boas obras
(4.2-6; Ef 2.8,9),
“porque todos pecaram e destituídos estão da glória de DEUS”
(3.23).
(2) A justificação diante de DEUS se alcança mediante a
“redenção que há em CRISTO JESUS” (3.24). Ninguém é
justificado sem que antes seja redimido por CRISTO, do
pecado e do seu poder.
(3) A justificação diante de DEUS provém da “sua graça”,
sendo obtida mediante a fé em JESUS CRISTO como Senhor e
Salvador (3.22,24; cf. 4.3,5).
(4) A justificação diante de DEUS está relacionada ao perdão
dos nossos pecados (Rm 4.7). Os pecadores são declarados
culpados diante de DEUS (3.9-18,23), mas
por causa da morte expiatória de CRISTO e da sua
ressurreição são perdoados (ver 3.25; 4.25; 5.6-10).
(5) Uma vez justificados diante de DEUS, mediante a fé em
CRISTO, estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitar
em nós (Gl 2.16-21). Através dessa experiência, nos tornamos
de fato justos e começamos a viver para DEUS (2.19-21). Essa
obra transformadora de CRISTO em nós, mediante o ESPÍRITO
(cf. 2Ts 2.13; 1Pe 1.2), não se pode separar da sua obra
redentora a nosso favor. A obra de CRISTO e a do ESPÍRITO
são de mútua dependência.
COMO SE PROCEDIA A IGREJA PARA COM OS POBRES DURANTE OS
PRIMEIROS ANOS, EM PLENO AVIVAMENTO?
Atos 4.32 E era um o coração e a alma da multidão dos que
criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era
sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. 33 E os
apóstolos davam, com grande poder, testemunho da
ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia
abundante graça. 34 Não havia, pois, entre eles necessitado
algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas,
vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o
depositavam aos pés dos apóstolos. 35 E repartia-se a cada
um, segundo a necessidade que cada um tinha.
Aqui se vê que não havia mais rico e nem pobre entre os
primeiros cristãos, pois todos se amavam entre si e nenhum
ficava necessitado a ponto de pedir emprestado e não pagar.
Depois com a seca em Jerusalém todos empobreceram, mas foram
todos ajudados pelos irmãos de outras localidades (Paulo
arrecadava ajuda por onde passava).
NÃO HAVIA POBRE E NEM RICO E ERA UM O CORAÇÃO DE TODOS.
Estes crentes de Jerusalém foram justificados, estes
entenderam o significado do verdadeiro amor.
TIPOS DE JULGAMENTO
Mt 18.15 Ora, se teu irmão
pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te
ouvir, ganhaste a teu irmão.
18.15 SE TEU IRMÃO
PECAR CONTRA TI. Em 18.15-17, o Senhor Jesus Cristo expõe o
método de restauração espiritual, mediante a disciplina, de
um cristão professo que venha a pecar contra outro membro da
igreja. Negligenciar este ensino de Cristo, levará os
crentes à transigência com o pecado e logo mais essa igreja
deixará de ser um povo santo de Deus (cf. 1 Pe 2.9; ver Mt
5.13).
(1) O propósito da disciplina
eclesiástica é manter a reputação de Deus (6.9; Rm 2.23,24),
proteger a pureza moral e a integridade doutrinária da
igreja (1 Co 5.6,7; 2 Jo 7-11) e procurar salvar a alma do
crente desgarrado e restaurá-lo à semelhança de Cristo
(18.15; Tg 5.19, 20).
(2) Primeiramente, deve-se lidar
com o transgressor e repreendê-lo em particular. Se ele
atender, deverá ser perdoado (v. 15). Se o transgressor
recusar atender ao seu irmão na fé (vv. 15,16), e a seguir
fizer o mesmo ao ser visitado por um ou dois outros membros,
juntos (v. 16), e por fim recusar, também, atender à igreja
local, deve ser considerado como um gentio e publicano ,
i.e., como alguém que está fora do reino de Deus, separado
de Cristo e caído da graça (Gl 5.4). Não tem condições de
ser membro da igreja e deve ser desligado da comunhão da
mesma.
(3) A conservação da pureza da
igreja deve ser mantida não somente nas áreas do pecado e da
imoralidade, como também em caso de heresia doutrinária e de
infidelidade à fé histórica do NT (Gl 1.9; Jd 3).
(4) As Escrituras ensinam que a
disciplina eclesiástica deve ser exercida num espírito de
humildade, de amor, de pesar e de auto-exame (ver 22.37
nota; 2 Co 2.6,7; Gl 6.1).
(5) Pecados de imoralidade
sexual na igreja devem ser tratados de conformidade com 1 Co
5.1-5 e 2 Co 2.6-11. Nesses tipos de pecados graves, a
igreja toda deve tratar o culpado com pesar e lamento (1 Co
5.2) disciplinando o transgressor o suficiente (2 Co 2.6) e
excluindo-o da igreja (1 Co 5.2,13). Posteriormente, após um
período de evidente arrependimento, o disciplinado poderá
ser perdoado, receber outra vez o amor dos irmãos e ser
restaurado à comunhão (2 Co 2.6-8).
(6) Os pecados de um obreiro
devem ser, primeiro, tratados em particular e, a seguir,
comunicados à igreja, pois está escrito: repreende-os na
presença de todos, para que também os outros tenham temor (1
Tm 5.19,20; Gl 2.11-18).
(7) Os dirigentes de igrejas
locais devem sempre lembrar-se da responsabilidade de
apascentar a igreja. O Senhor requererá deles uma prestação
de contas do sangue de todos (At 20.26) que se perderem,
porque os ditos líderes não cuidaram de sua restauração,
disciplina ou exclusão, segundo a vontade e o propósito de
Deus (cf. Ez 3.20,21; At 20.26,27; ver Ez 3.18)
JULGAMENTO DA IGREJA
1 Co 5, um capítulo importante com respeito ao dever
positivo de julgar. Primeiro, no vs. 3 Paulo declara, sob a
inspiração do Espírito, que ele tinha julgado um membro da
igreja em Corinto que estava vivendo no pecado da
fornicação. Seu julgamento foi "seja entregue [tal pessoa] a
Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja
salvo no Dia do Senhor Jesus". Este é um julgamento ousado
da sua parte. Segundo, nos vv. 9-13, Paulo lembra aos santos
do seu dever de julgar as pessoas que estão dentro da
igreja, quanto a se eles estão obedecendo ou não a lei de
Deus. Aqueles que alegam ser cristãos e são membros da
igreja, mas que são julgados como sendo impenitentemente
desobedientes a qualquer mandamento da lei de Deus (vs.
9-10), devem ser excluídos da comunhão da Igreja. Paulo, sob
a inspiração do Espírito, diz para a igreja não tolerar
pecadores impenitentes.
Os crentes de Corinto receberam ordens para julgar
imediatamente a imoralidade existente entre os seus membros
(1 Co 5:1-8). Mesmo o estrangeiro de passagem não deve ser
hospedado se for verificado que não se trata de uma pessoa
alicerçada na verdadeira fé (2Jo 10,11). E um anátema
(maldição) deve ser proferido contra aqueles que
apresentarem um tipo diferente de evangelho (Gl 1:9), tais
como àqueles que trazem heresias para dentro de nossas
igrejas (sugiro a estes que leiam Dt 13).
JULGAMENTO DAS PROFECIAS
Os cristãos são solicitados a examinar tudo e reter o bem (1
Ts 5:21). Eles também são obrigados a provar se os espíritos
são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito;
antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque
muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora" (1 Jo
4:1). Mesmo nas reuniões cristãs eles devem "julgar" o que
ouvem: "Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três,
e os outros julguem." (1 Co 14:29).
PAULO APELOU PARA TRIBUNAIS
ROMANOS
Atos dos Apóstolos 16.37
Mas Paulo replicou: Açoitaram-nos publicamente, e, sem
sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na
prisão, e agora, encobertamente, nos lançam fora? Não será
assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora.38 E os
quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e
eles temeram, ouvindo que eram romanos.39 Então, vindo, lhes
dirigiram súplicas; e, tirando-os para fora, lhes pediram
que saíssem da cidade.
Atos dos Apóstolos 25.10 Mas Paulo disse: Estou
perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado;
não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes.11
Se fiz algum agravo ou cometi alguma coisa digna de morte,
não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes
me acusam, ninguém me pode
entregar a eles. Apelo para César.12 Então, Festo, tendo
falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? Para
César irás.
NÃO PEQUEI... CONTRA A LEI. Paulo não tem conhecimento de
nenhum delito que tivesse cometido contra os judeus ou
contra a Lei. Paulo realmente guardava a lei moral do AT
(cf. 21.24). Sabia que os padrões da lei são imutáveis,
assim como o próprio Deus é imutável. Para ele a Lei é
santa, boa e espiritual (Rm 7.12,14), e expressa o caráter
de Deus e suas exigências para uma vida justa (cf. Mt
5.18,19). Mesmo assim, Paulo não guardava a Lei como um
conjunto de códigos ou padrões mediante o qual se tornaria
justo. Uma vida justa requer a obra do Espírito Santo no
coração e na alma da pessoa. Somente depois de regenerados
mediante a graça de Cristo é que podemos obedecer
devidamente à lei de Deus, como expressão do nosso desejo em
agradar-lhe. Nunca estamos sem lei perante Deus, quando
vivemos segundo à lei de Cristo (1 Co 9.21; ver Mt 5.17
nota; Rm 3.21; 8.4).
APELAR PARA CÉSAR ERA UMA PORTA DE ESCAPE DA MORTE PELOS
JUDEUS E UMA OPORTUNIDADE PARA PREGAR A CÉSAR, O IMPERADOR
DE ROMA.
O JULGAMENTO DO CRENTE PELO
SENHOR
2Co 5.10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de
Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito
por meio do corpo, ou bem ou mal.”
A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar
contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos
praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus.
O JULGAMENTO DO CRENTE PELO
PRÓPRIO CRENTE
1Co 11.28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma
deste pão, e beba deste cálice. 29 Porque o que come e bebe
indignamente come e bebe para sua própria condenação, não
discernindo o corpo do Senhor.
Rm 2:15 os quais mostram a obra da lei escrita no seu
coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus
pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os,
JULGAMENTO DOS ÍMPIOS
Ap 20:10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de
fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de
dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.
Ap 20:14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de
fogo. Esta é a segunda morte.
Ap 20:15 E aquele que não foi achado escrito no livro da
vida foi lançado no lago de fogo.
OS HIPÓCRITAS NÃO DEVEM JULGAR, POIS SERÃO JULGADOS DE
ACORDO COM SEU PRÓPRIO CRITÉRIO DE JULGAR.
Mateus 7:1: "Não julgueis, para que não sejais julgados."
Para sabermos de que tipo de Julgamento Jesus proibiu nesta
passagem vamos analisar o contexto: "Pois, com o critério
com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que
tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o
argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave
que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me
tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás
claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão" Mt
7:2-5.
Analisando o contexto podemos ver claramente que Jesus
proíbe especificamente o "julgamento hipócrita". Jesus diz
aos judeus no vs. 1 que eles não devem julgar. No vs. 2, ele
dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que
eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os
outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus
próprios pecados, enquanto estão condenando os mesmos
pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um "padrão
Duplo", ou seja, julgar hipocritamente.
"Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro
que lhe atire a pedra". (João 8:7)
João 8:11 "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o
primeiro que lhe atire a pedra".
"Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais". (COMECE
HOJE UMA VIDA NOVA - JÁ CONHECE O SALVADOR)
A resposta de Jesus aos fariseus expõe o julgamento
hipócrita deles no assunto (o propósito primário deles,
certamente, não tinha nada a ver com a mulher; era pegar
Jesus em Suas próprias Palavras. Todavia, Jesus sabia que os
fariseus se orgulhavam da justiça própria deles, e respondeu
à luz deste fato). Os fariseus, Jesus recorda-os, também
eram culpados de pecado, e especificamente de adultério,
quer físico ou no coração. Porque também não eram livres de
pecado, também eram dignos de morte como ela. Assim, ao
desejar saber que julgamento ela deveria ter recebido, eles
revelaram sua própria hipocrisia e motivação errônea.
JULGAR É DEVER DE TODO CRISTÃO
Portanto, é dever de todo cristão Julgar! Mas este "julgar"
não significa fazer injúrias, calúnias ou fofocas sobre a
pessoa que está no erro. Se vemos que alguém está se
desviando do Evangelho, ou pregando e trazendo heresias para
dentro de nossa igreja, o nosso objetivo principal deve ser
alertar, repreender, exortar e conduzir o pecador ao
arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja
indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e
tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a
condenação eterna do pecador. E com muito temor também,
afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser
julgado ou condenado injustamente. É nosso dever também
alertar ao Corpo de Cristo sobre determinadas heresias que
porventura continuam a ser pregadas e os autores das mesmas
não querem dar ouvidos. (leia Gl 6.1, 2Tm 4.2-3 e 1Co 6.1-5)
JULGAMENTO DOS ÍMPIOS
A grande preocupação de Paulo era com o tipo de julgamento
que o cristão teria sob a jurisprudência romana e grega.
Um crente poderia ser condenado a morte de cruz num
julgamento romano por uma causa que na igreja seria apenas
disciplinado.
Um crente poderia ser estimulado ao adultério e até à
prostituição num tribunal grego, contrariando os ensinos da
bíblia.
Várias outras situações seriam constrangedoras aos crentes
num julgamento ímpio:
O testemunho cristão poderia ser ridicularizado perante um
tribunal mundano.
A liderança da igreja poderia ser colocada como
irresponsável e até omissa se casos que poderiam ser
resolvidos na igreja, fossem parar em tribunais populares.
Questões religiosas seriam tratadas como políticas ou
sociais normais.
CONCLUSÃO
O JULGAMENTO EM TRIBUNAIS ROMANOS OU GREGOS DEVERIAM SER EVITADOS A TODO CUSTO
(1Co 6.5
Para vos envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios,
nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? 6 Mas o
irmão vai a juízo com o irmão, e isso perante infiéis).
O crente deve evitar levar um irmão a julgamento perante os
infiéis. É melhor sofrer o dano, ou prejuízo do que
prejudicar seu irmão, não que ele não mereça, mas porque o
julgamento feito pelos infiéis é imperfeito e não baseado na
Palavra de DEUS. Assim a pena imposta ao irmão será injusta
e nós que o levamos aos tribunais de descrentes seremos
culpados por isso. O melhor é levar o julgamento de nossas
questões aos nossos líderes. Só podemos levar as questões
aos descrentes quando as questões não puderem ser resolvidas
pela igreja.
É UMA VERGONHA A IGREJA TER QUE RECORRER A TRIBUNAIS
MUNDANOS PARA RESOLVER QUESTÕES SIMPLES E QUOTIDIANAS.
RESUMO DA
LIÇÃO 06
DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS
INTRODUÇÃO
Muitos crentes moviam processos judiciais entre si na
justiça secular.
I. A FALTA DE COMUNHÃO FRATERNA NA IGREJA CORÍNTIA
1. As discórdias pessoais.
2. A falsa espiritualidade.
3. Imaturidade diversa (vv.1,
5,7).
II. UMA IGREJA QUE DESCONHECIA A SUA IMPORTÂNCIA (vv.
2-4)
Julgar o mundo - Julgar Anjos.
1. A Igreja como juiz futuramente.
2. "Não sabeis?" (v.3).
III. ENSINOS FINAIS SOBRE LITÍGIOS E INIMIZADES (vv.5-8)
1. As causas das contendas.
2. O cristão e a justiça secular.
CONCLUSÃO
O conhecimento sem o amor
"incha" (1 Co 8.1).
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Alguns crentes, por motivos pessoais e corriqueiros,
costumavam levar outros aos tribunais quebrando os laços
fraternos.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
A Bíblia afirma que, sob CRISTO, o mundo e os anjos maus
serão julgados pela Igreja no futuro
REFLEXÃO
"Se os santos vão julgar os anjos, é evidente que deverão
ser capazes de resolver também suas pequenas demandas
internas na igreja."
SINOPSE DO TÓPICO (3)
A "espiritualidade" dos coríntios, - se fosse realmente
verdadeira - deveria levá-los a refletir o amor mútuo, e não
a vingança (1 Co 6.7).
REFLEXÃO
"Na verdade, é já realmente uma falta entre vós terdes
demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a
injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós
mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano e isso aos
irmãos."
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON. S. M. I e II Coríntios: os problemas da igreja e
suas soluções. RJ: CPAD, 2003. RICHARDS, L. O. Guia
do leitor da Bíblia. RJ: CPAD, 2005.
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 38, p.
39.
QUESTIONÁRIO DA
LIÇÃO 06 - DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2009
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Não sabeis vós que os __santos__ hão de julgar o __mundo__?
Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura,
__indignos__ de julgar as coisas mínimas?" (1
Co 6.2).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Quando os __tribunais__ são freqüentados pelos discípulos de
Cristo por estarem em __litígio__ é porque renunciaram a lei
do __amor__ cristão.
INTRODUÇÃO
3- Uma igreja onde ocorre a manifestação de dons
espirituais pode abrigar crentes nitidamente carnais? Se
isso acontece, a culpa é dos dons de Deus ou de seus
portadores?
( ) Sim, pode. A culpa é dos membros da igreja (não
necessariamente entre os que portam dons, mas dos outros
membros)..
( ) Os dons não asseguram um comportamento santificado do
crente.
( ) Essa era a real situação da igreja de Corinto.
4- Como estava se comportando, interna e externamente, a
igreja de Corinto?
( ) Internamente ela estava perdendo a qualidade
espiritual e, externamente, sua influência missionária.
( ) Essas perdas se davam em razão de muitos crentes
moverem processos judiciais entre si na justiça secular.
I. A FALTA DE COMUNHÃO FRATERNA NA IGREJA CORÍNTIA
5- Nas discórdias pessoais, por
que alguns crentes de Corinto costumavam levar outros
crentes aos tribunais, acionando juízes pagãos, como era o
costume da época?
( ) Por motivos pessoais,
egoístas e banais
6- Como os juízes gregos e
romanos de Corinto arbitravam as demandas levantadas entre
os crentes?
( ) Arbitravam as demandas
segundo as leis, idéias e costumes do paganismo reinante
entre os gregos e romanos.
7- Como eram os cultos em
Corinto?
( ) Havia bastante movimento,
demonstrações "carismáticas", declarações em línguas,
cânticos, profecias e exposição doutrinária.
( ) Havia muitas meninices,
superficialidades e emocionalismo, que não devemos confundir
com as reais "manifestações do Espírito".
8- Por que Paulo fala a
respeito de "suportar" uns aos outros em amor em Ef 4.2?
( ) Porque se a diversidade
de temperamentos, de personalidades, de formação e de
mentalidade for ignorada, e se também não for controlada,
pode motivar conflitos os mais diversos por toda parte.
II. UMA IGREJA QUE DESCONHECIA A SUA IMPORTÂNCIA (vv.
2-4)
9- Como será a Igreja como juiz futuramente?
( ) A Bíblia afirma que,
sob Cristo, o mundo e os anjos maus serão julgados pela
Igreja no futuro.
10- Complete:
"Não sabeis vós que os
__santos__ hão de julgar o __mundo__?" (v.2). "Não
sabeis vós que havemos de julgar os __anjos__?"
11- Quem na Terra são
capacitados por Deus e preparados em si mesmos, para cuidar,
no âmbito interno, dos problemas dos irmãos que surgem na
vida cristã e na vida em geral?
( ) Pastores, dirigentes e
mestres.
12- Dê exemplo, com
referência bíblica, de dons dados por DEUS PAI para
julgamento das questões entre os crentes:
( ) Governos em 1 Co 12.28
( ) Exortação em 1 Ts 5.12.
13- Apesar de aqueles crentes
de Corinto serem tão imponentes e envaidecidos de sua
ciência, sabedoria, de seus dons, de sua capacidade
superior; o que faltava entre eles de suma importância para
o bom relacionamento entre seus membros?
( ) Alguém sábio, competente
justo e imparcial para solucionar suas desavenças (v.5).
14- A que classe pertencem os
Anjos na hierarquia dos seres criados?
( ) Os anjos estão entre a
classe mais elevada de criaturas.
III. ENSINOS FINAIS SOBRE LITÍGIOS E INIMIZADES (vv.5-8)
15- Quais as causas das contendas entre os Coríntios?
( ) Os crentes cometiam
injustiças. Isto é, lesavam os outros. "Vós mesmos fazeis a
injustiça e fazeis o dano" (v.8).
( ) Os ofendidos e
prejudicados revidavam sem considerar o ensino bíblico do
amor. (Mt 5.38-40; Rm 12.14-21).
( ) Os coríntios estavam
sendo enganados. "Não erreis" (v.10). Literalmente
esta expressão equivale a "não vos deixeis ser enganados".
( ) Alguns não eram
convertidos (15.34).
16- Como deve ser o relacionamento entre o cristão e a
justiça secular? O cristão deve ou não recorrer à justiça
secular?
( ) Nos
versículos 5 a 7, Paulo
não quer dizer que o cristão não deva recorrer à autoridade
civil quando necessário.
( ) O próprio apóstolo Paulo
invocou seus direitos aos tribunais romanos. Ver At
16.37-39; 22.25-28; 25.11,12; Rm
13.1-7; Mt 22.19-21.
17- Como reagirmos às
injustiças causadas pelos próprios irmãos da igreja?
( ) A Palavra de Deus diz que
devemos sofrer o prejuízo (1 Co 6.7).
( ) Nesta questão, a
"espiritualidade" dos coríntios, - se fosse realmente
verdadeira - deveria levá-los a refletir o amor mútuo, e não
a vingança.
( ) Paulo explica que, ele
mesmo, para demonstrar seu amor pelo próximo, privou-se do
direito apostólico de ter apoio financeiro para pregar entre
os coríntios (1 Co 9.1-22; 2 Co 11.9).
CONCLUSÃO
18- Complete:
Cristo nos deu o exemplo de __sofrimento__ a fim de que
possamos segui-lo (1 Pe
2.21-23). Os que verdadeiramente andam com Deus e são
conhecidos por Ele empregam sua liberdade e seu conhecimento
para __edificar__ os outros na fé, mesmo quando isso
significa negar os próprios e legítimos direitos como fiel
discípulo de Cristo (1 Co 8.9-13). Esse é "o amor"
que realmente "edifica". O conhecimento sem ele "__incha__"
(1 Co 8.1).
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO NOS VÍDEOS:
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm
Ajuda:
CPAD -
http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S,
DVD'S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de
Estudos Pentecostal.
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm
(VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE)
BÍBLIA ILUMINA
EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA
Thompson EM CD.
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