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LIÇÃO 6 - A CONSAGRAÇÃO DO CRENTE
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2006
Epístola de Paulo aos Romanos
Complementos e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
REVISTA CPAD
 
 
 
TEXTO ÁUREO: "E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus" (Lv 20.26).
 
 
VERDADE PRÁTICA: O homem espiritual está capacitado para relacionar-se bem com DEUS, com a igreja e com a sociedade, tendo sempre como padrão de santidade divina a Bíblia.
 
 
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda  Rm 8.14 - Os filhos de DEUS são guiados pelo ESPÍRITO
Porque todos mos que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS.
SEGUNDO A CARNE... SEGUNDO O ESPÍRITO. Paulo descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as que vivem segundo o ESPÍRITO.
(1) Viver "segundo a carne" ("carne", aqui, é o elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles. Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva, etc. (ver Gl 5.19-21), mas também da obscenidade, de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim por diante (ver o estudo AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO).
(2) Viver "segundo o ESPÍRITO" é buscar a orientação e a capacitação do ESPÍRITO SANTO e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de DEUS (ver o estudo AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO). É estar sempre consciente de que estamos na presença de DEUS, e nEle confiarmos para que nos
assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós.
(3) É impossível obedecer à carne e ao ESPÍRITO ao mesmo tempo (vv. 7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), torna-se inimigo de DEUS (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna o aguarda (v.13). Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de DEUS, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele (vv. 10,11,15,16)
 
Terça Rm 8.13 - A vida no ESPÍRITO mortifica as obras da carne
porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
MORTIFICARDES AS OBRAS DO CORPO. Paulo salientou a necessidade da guerra contínua contra tudo que tentar limitar a obra de DEUS em nossa vida (cf. 6.11-19), porque o pecado sempre se esforça para reconquistar o seu controle sobre nós.
(1) Esse conflito espiritual, embora seja dirigido contra Satanás e todas as hostes espirituais (Ef 6.12), é, antes de tudo, contra as paixões e desejos da "carne", i.e., da natureza humana pecaminosa (Gl 5.16-21; Tg 4.1; 1 Pe 2.11). Como crentes, devemos sempre decidir o seguinte: não ceder aos desejos pecaminosos, e sim aos ditames da natureza divina, da qual somos participantes (Gl 5.16,18; 2 Pe 1.4).
(2) O fato de o crente não pôr um fim às ações pecaminosas do corpo resulta em morte espiritual (vv. 6,13) e perda da herança no reino de DEUS (Gl 5.19-21). A palavra "morrereis" (v. 13) significa que um cristão pode passar da vida espiritual para a morte espiritual. Assim, a vida de DEUS que recebemos ao nascer de novo (Jo 3.3-6) pode ser apagada na alma do crente que se recusa a mortificar, pelo poder do ESPÍRITO, os atos pecaminosos do corpo.
 
Quarta Rm 7.5,6 - Os frutos da carne geram morte espiritual
 Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.  Mas, agora, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
Rm 6. 13 nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a DEUS, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a DEUS, como instrumentos de justiça.
“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17)
 
 
Quinta 1 TS 5.23 - A santificação é tríplice: espírito, alma e corpo.
E o mesmo DEUS de paz avos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO.
VOS SANTIFIQUE EM TUDO. A oração final de Paulo em favor dos crentes tessalonicenses é que sejam santificados. Para um melhor exame do assunto, ver o estudo A SANTIFICAÇÃO.
A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
 
Sexta Gl.5.25 - Viver e andar no espírito são mandamentos divinos
Se vivemos no ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO.
Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”.
Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).
 
 
Sábado 1 Pe 1.13-16 - A santidade dos filhos obedientes
13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de JESUS CRISTO, 14 como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 15 mas, como pé santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 16 porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
1.14 NÃO VOS CONFORMANDO. Ver Rm 12.2.
1.16 SEDE SANTOS. DEUS é santo, e as qualidades de DEUS devem ser as qualidades do seu povo. A idéia principal de santidade é a separação dos modos ímpios do mundo e dedicação a DEUS, por amor, para o seu serviço e adoração (ver Lv 11.44). A santidade é o alvo e o propósito da nossa eleição em CRISTO (Ef 1.4); significa ser semelhante a DEUS, ser dedicado a DEUS e viver para agradar a DEUS (Rm 12.1; Ef 1.4; 2.10; ver Hb 12.14). É o ESPÍRITO de DEUS que realiza em nós a santificação, que purifica do pecado nossa alma e nosso espírito, que renova em nós a imagem de CRISTO e que nos capacita, pela comunicação da graça, a obedecer a DEUS segundo a sua Palavra (Gl 5.16,22,23,25; Cl 3.10; Tt 3.5; 2 Pe 1.9). Para ensino adicional sobre a santidade como maneira de viver, ver o estudo A SANTIFICAÇÃO
 
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir o sentido bíblico do termo "carne".
Descrever o processo da santificação.
Explicar a expressão "estar em CRISTO".
 
PONTO DE CONTATO: A Carta de Paulo aos Romanos ensina que todo conhecimento correto acerca de DEUS nasce da obediência irrestrita aos mandamentos divinos. É impossível ao homem manter comunhão com o Criador à parte da submissão a sua santa lei. Nesta lição, comente com os alunos que estudaremos um tema repleto de contrastes: "carne e ESPÍRITO" (8.1,5); "corpo e espírito" (8.10); "morte e vida" (8.6); "aflição e glória" (8.18); "servidão e liberdade" (8.21); "acusação e justificação" (8.33). Estas antíteses (oposição entre duas palavras ou idéias) resumem-se em dois termos: pecado e santidade. O pecado traz como conseqüência: morte, aflição, servidão e acusação, enquanto a santidade, vida, glória e liberdade (8.13).
 
SÍNTESE TEXTUAL: Romanos 8.1-13 trata de três temas principais: a libertação e a autêntica função da lei (1-4); a antítese entre ESPÍRITO e carne (5-9); e as conseqüências de pertencer a CRISTO (10-13). A expressão-chave do trecho acha-se em 2a: "Lei do ESPÍRITO da vida".
No final do capítulo 7, Paulo pergunta: "Quem me livrará do corpo desta morte?" (v.24). No capítulo 8, ele responde: o ESPÍRITO, pois como afirma em 2 Coríntios 3.17: "Onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade". O crente é liberto da lei do pecado e da morte pela "lei do ESPÍRITO de vida" (v.2). De 1 a 7 de Romanos, o termo grego "pneuma", isto é, "espírito" aparece apenas cinco vezes (1.4, 9; 2.29; 5.5; 7.6), mas no capítulo 8, vinte e duas! O propósito do apóstolo é evidente: o ESPÍRITO de CRISTO traz transformação interior e libertação das amarras do pecado (v.2). O ESPÍRITO é chamado de: "ESPÍRITO de vida" (v.2); "o ESPÍRITO" (v.4); "ESPÍRITO de DEUS" (vv.9,14); "ESPÍRITO de CRISTO" (v.9); "ESPÍRITO de adoção" (v.15). O ESPÍRITO "habita" no crente (v.9); "vivifica" (v.11); "guia" (v.14); "testifica" (v.16); "ajuda" (v.26); "intercede" (v.26).
 
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Professor, usaremos como recurso didático nesta lição, uma tabela que descreve cinco atos poderosos da santificação: separação do mal; separação para DEUS; revestimento da plenitude de DEUS; preparação para o arrebatamento e, tornar real a natureza divina no crente. Este recurso incrementa o tópico "A verdade sobre a Santificação". Use este recurso no final do tópico.
 
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 8.1-13
1 Portanto, agora já não há condenação para os que estão em CRISTO JESUS, 2 porque por meio de CRISTO JESUS a lei do ESPÍRITO de vida me libertou da lei do pecado e da morte. 3 Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, DEUS o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, 4 a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO. 5 Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o ESPÍRITO, tem a mente voltada para o que o ESPÍRITO deseja. 6 A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do ESPÍRITO é vida e paz; 7 a mentalidade da carne é inimiga de DEUS porque não se submete à Lei de DEUS, nem pode fazê-lo. 8 Quem é dominado pela carne não pode agradar a DEUS. 9 Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do ESPÍRITO, se de fato o ESPÍRITO de DEUS habita em vocês. E, se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, não pertence a CRISTO. 10 Mas se CRISTO está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. 11 E, se o ESPÍRITO daquele que ressuscitou JESUS dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a CRISTO dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu ESPÍRITO, que habita em vocês. 12 Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. 13 Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo ESPÍRITO fizerem morrer os atos do corpo, viverão,
 
Romanos Introdução e Comentário - F.F.Bruce - Série Cultura Bíblica -
Mundo Cristão 5 Edição 1998- cidade Dutra - SP
Livres da morte (8:1-39).
Vida no ESPÍRITO (8:1-17).

"A carne milita contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO contra a carne, porque são opostos entre si; "para que não façais o que porventura seja do vosso querer" (AV: "... de modo que não podeis fazer as coisas que gostaríeis de fazer"). Estas palavras de Gálatas 5:17 já foram citadas como sumário da situação que Paulo descreve mais extensamente e em termos mais vívidos e pessoais em 7:14-25. Mas imediatamente antes dessas palavras ele tinha dito: "Andai no ESPÍRITO, e jamais satisfareis à concupiscência da Carne" (Gl 5:16)'. A réplica desta exortação jaz diante de nós em 8:1-17. Não foi feita menção alguma do ESPÍRITO SANTO no capítulo 7, mas Ele ocupa o capítulo 8, que descreve a vida vitoriosa e cheia de esperança vivida por aqueles que não andam "segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO (8:4), aqueles "Que estão em CRISTO JESUS" (8:1).
Enquanto se esforçam por fazer a guerra a suas expensas, lutam numa batalha perdida. Quando utilizam os recursos de poder e vida que pertencem "em CRISTO", são mais que vencedores. Portanto, não há - motivo para que aqueles que estão "em CRISTO JESUS" devam continuar levando uma vida de servidão, obrigados a pôr em execução os es da tirânica lei do pecado e da morte. CRISTO habita neles por Seu ESPÍRITO, e Seu ESPÍRITO infunde neles um novo princípio - a lei da vida - que é mais forte do que a força do pecado neles, e os liberta da tirania deste.
Sob a velha ordem era simplesmente impossível fazer a vontade de DEUS e se a velha ordem ainda domina a vida dos homens, fazer a vontade de DEUS continua sendo uma impossibilidade. Mas aqueles cuja vida é dominada e dirigida pelo ESPÍRITO, que seguem os Seus impulsos, fazem de coração a vontade de DEUS. O espírito deles,. anteriormente morto e sensível, está agora imbuído da vida comunicada pelo ESPÍRITO de DEUS.Seu corpo pode por algum tempo ainda estar sujeito à lei da morte que resulta da entrada do pecado do mundo. Mas a palavra final permanece com o espírito da vida.
Pois não somente o ESPÍRITO mantém a vida e o poder no espírito dos crentes aqui e agora. Sua presença neles é prova de que seus corpos, ainda sujeitos à mortalidade, ressurgirão para uma nova vida, como se deu com o corpo de CRISTO. O corpo não está excluído dos benefício da redenção obtida por cristo. Paulo já utilizara este fato num apelo dirigido aos membros da igreja de Corinto para considerarem os seus corpos e suas ações corporais com espírito de responsabilidade cristã: "fostes comprados por preço. Agora, pois,glorificai a DEUS no vosso corpo (Co 6:20). Assim o apóstolo lembra que as notificações de uma imortalidade vindoura são conferidas pelo ESPÍRITO ainda neste período de mortalidade: este é um dos muitos modos pelos quais a presença do ESPÍRITO neste tempo é as primícias de uma herança de glória que ainda está para concretizar-se. Se aqueles que continuam em conformidade com a velha ordem trazem dentro de si a sentença de morte, os que consideram a velha ordem como pertence ao passado morto e seguem a orientação do ESPÍRITO de DEUS têm a segurança de que a vida imortal já começou neles. Na verdade, o fato de que respondem positivamente à direção do ESPÍRITO de DEUS é prova evidente de que são filhos de DEUS.
Para o apóstolo Paulo, a direção do ESPÍRITO não é questão de impulsos esporádicos mas é a experiência habitual do crente em CRISTO; é o próprio principio da liberdade da vida cristã. "Se sois guiados pelo ESPÍRITO não estais sob a lei.(Gl 5;18). A velha escravidão da lei foi abolida o ESPÍRITO introduz os crentes numa nova relação como filhos de DEUS, nascidos livres. É o incentivo do ESPÍRITO que leva os cristãos a se dirigirem espontaneamente a DEUS como seu Pai, usando a mesma expressão que JESUS usou ao falar com DEUS como Seu Pai - expressão própria para a atmosfera íntima da afeição familiar. Não admira que numa passagem parecida em Gálatas, Paulo diga que "enviou DEUS" aos corações do Seu povo "o ESPÍRITO de seu Filho, que clama: Aba, Pai(GI 4:6). Em outras palavras eles receberam o mesmo espírito que desceu com poder sobre JESUS quando este foi batizado (Mc 1:10), que O levou ao deserto (Mc 1:12),que Lhe deu energia para realizar suas poderosas obras (Mt 12:28) e que deu alento a toda a Sua obra e ministério(Mc 1:8; Lc 4:14, 18).
Assim o ESPÍRITO de DEUS e o espírito do cristão testificam concordemente o fato de que este é filho de DEUS. Além disso, os filhos de DEUS são Seus herdeiros - herdeiros daquela glória que pertence a CRISTO por direito único, e que pela graça Ele comparte com Seus "irmãos" que, portanto, são co-herdeiros com Ele. Os que na presença vida experimentam do Seu sofrimento aguardara comunhão da Sua glória. "Sofrimento agora, glória depois", é o tema que ocorre repetidamente no Novo Testamento e corresponde às realidades da vida cristã primitiva. "Através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de DEUS", disseram Paulo e Barnabé aos que se converteram por meio deles no sul Galácia (At 14:), e a mesma exortação se repetia a cada nova comunidade cristã que se formava, e era logo confirmada pela experiência. "Se sofremos, também reinaremos com ele" (2 Tm 2:12, AV), significa a reprodução nas dos cristãos, do modelo perfeitamente exemplificado em seu Mestre e Senhor, que por divina necessidade passou por Sofrimentos, e assim entrou em Sua glória (Lc-24:26;.J.l!e 1:11, 5:1).

1. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS.
S
e "condenação" fosse simplesmente o oposto de "justificação", Paulo estaria dizendo que aqueles que estão em CRISTO JESUS estão justificados; mas este estágio da argumentação foi alcançado em 3:21. A palavra Katakrima não significa "provavelmente 'condenação', mas a punição que se segue à sentença" (Arndt-Gingrich) - em outras palavras, "trabalhos forçados". Não há razão por que aqueles estão "em CRISTO JESUS" devam continuar fazendo trabalhos forçados penais, como se nunca tivessem sido perdoados e como se nunca tivessem sido libertados da prisão do pecado.
"Em CRISTO JESUS" (ou "em CRISTO" ou "no Senhor") é a descrição que Paulo faz da nova ordem na qual homens e mulheres são introduzidos pela fé em CRISTO. O batismo cristão é batismo "em cristo". Pela união com CRISTO pela fé, seu povo é visto como tendo morrido com CRISTO, tendo sido sepultados com Ele como tendo ressuscitado com Ele.
Não são mais eles que vivem, mas CRISTO vive neles. A vida em comum no corpo de CRISTO é a vida de CRISTO partilhada com Seu povo. Se de um ponto de vista Ele vive neles, doutro eles vivem nele. O conceito vetero-testamentário de "personalidade incorporada" estava ainda vivo e prontamente utilizável para o pensamento e para a linguagem de um homem como Paulo. Nos termos desse conceito, não era difícil para sua mente mover-se para trás e para diante entre CRISTO em Sua Pessoa e CRISTO como personalidade incorporada, abrangendo o CRISTO agora exaltado à destra de DEUS e Seu povo que participa da Sua vida. "Estar em CRISTO' é ser membro da igreja; naturalmente, não é ter o nome nos róis, mas ser num sentido real um membro ou órgão do corpo de CRISTO, dependente dele, submisso à Sua vontade, dedicado a Seus fins.
O acréscimo que não andam segundo a carne, e o acréscimo ainda mais tardio mas segundo o ESPÍRITO (AV) não fazem parte do texto original do versículo 1 (ver RV, RSV, NEB, AA), mas foram introduzidos sob a influência do versículo 4, local que lhes cabe apropriadamente.

2. A lei do ESPÍRITO da vida em CRISTO JESUS te livrou.
AV: "... me fez livre." Comparar com 2 Corintios 3:17: "onde está o ESPÍRITO do Senhor aí há liberdade" e com Gálatas 5: 13: "fostes chamados à liberdade". Neste passo, "Lei" provavelmente significa "princípio" (Ver p. 46). É a "lei do ESPÍRITO" em contraste com a "lei do pecado que está nos meus membros" (7:23); é a "lei da vida" em contraste com a "lei da morte". Talvez seja melhor tomar os dois genitivos "do ESPÍRITO" e "da vida" como igualmente dependentes de "lei": a lei do ESPÍRITO e a lei da vida. O ESPÍRITO, "por Suas influências determinantes produz ação dirigida sem o uso de nenhum código" . À parte da menção antecipadora do ESPÍRITO em 5:5, onde se diz que Sua vinda inunda do amor de DEUS os corações dos crentes (e da breve referência em 1:4 ao "espírito de santidade" em conexão com o fato de haver CRISTO ressuscitado dos mortos), este é o primeiro lugar, nesta epístola, onde o ESPÍRITO de DEUS penetra na argumentação. Não é acidental que, com Sua entrada, não se fale mais em fracasso. O conflito entre as duas naturezas prossegue, mas onde o ESPÍRITO SANTO tem o domínio e a direção, a velha natureza é compelida a recuar.
A redação de AA ("te livrou"), em vez de "me fez livre" (AV), tem a seu favor umas 80 autoridades (inclusas as testemunhas orientais Aleph e B e a testemunha ocidental G), seguidas pelo texto de Nestle-Kilpatrick.(NEB: "te libertou").

3. Em semelhança de carne pecaminosa.
Lit.: "Em semelhança de carne de pecado." As palavras foram escolhidas cuidadosamente. "Em semelhança de carne" é expressão que, isoladamente, seria docética. A essência da mensagem apostólica é que o Filho de DEUS veio "em carne", e não meramente "em semelhança de carne". Paulo podia ter dito simplesmente "em carne", mas quis salientar que a carne humana foi a esfera em que o pecado conquistou um ponto de apoio e dominou a situação até aproximar-se a graça de DEUS. Por isso não diz simplesmente "carne", mas "carne pecaminosa" ("carne de pecado"). Mas dizer que o Filho de DEUS veio "em carne pecaminosa" implicaria em que havia pecado nele, ao passo que (como o coloca Paulo em outro lugar), Ele "não conheceu o pecado" (2 Co 5:21). Daí é descrito como sendo enviado "em semelhança de carne pecaminosa".
No tocante ao pecado. AV: "pelo pecado". Grego: peri hamartias ("pelo pecado") é a frase normalmente usada na LXX para traduzir o hebraico hatta 'th, "oferta pelo pecado", e essa é sua força aqui. Daí RV acertadamente traduz: "como oferta pelo pecado" (ver NEB: "como sacrifício pelo pecado"). Esta é provavelmente a significação dominante de "pecado" também em 2 Coríntios 5:21, onde se diz que CRISTO foi feito "pecado por nós" (embora aqui se use o simples substantivo harmartia, e não a expressão peri hamartias, usada em 8:3).
Condenou DEUS na carne, o pecado. Isto é,na carne de CRISTO, em Sua natureza humana, foi dada a sentença sobre o pecado, e foi executada. Portanto, para os que estão unidos a CRISTO, o poder do pecado foi destruído(ver-6:6s.).

4. Afim de que o preceito da lei se cumprisse em nós.
AV: "Para que a justiça da lei ..." A "justa exigência" da lei é resumida em 13:9 no mandamento único: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." A palavra grega é dikaioma, usada aqui, como em 2:26 quanto a outros sentidos. Temos aqui o cumprimento da profecia de Jeremias sobre a nova aliança (citada parcialmente em 11:27), sob a qual, disse DEUS: "Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles" (Jr 31:33s.). Ver a profecia paralela, em Ezequiel 36.26s., onde DEUS diz: Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu ESPÍRITO e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis." Os escritores do Novo Testamento reconhecem no Evangelho o poder dessas profecias antigas. A Santidade cristã não consiste de penosa conformidade com preceitos particulares de um código externo de leis. É antes uma questão de o ESPÍRITO SANTO produzir Seu fruto na vida, do crente, reproduzindo aquelas graças que só se viram com perfeição na vida de CRISTO. A lei prescrevia uma vida de santidade, mas era incapaz de produzir tal vida, porque o material humano no qual tinha de trabalhar era inadequado.
Porém, o que a lei foi impotente para fazer, DEUS fez. Agora que o próprio Filho de DEUS, enviado à terra "em semelhança de carne pecaminosa", entregou Sua vida como oferta pelo pecado em benefício do Seu povo, o pecado recebeu sentença de morte.Não achou onde firmar os pés na vida de JESUS; foi efetivamente vencido em Sua morte; e os frutos daquela vitória se fizeram bons, agora, para todos quantos estão "nele" ("em CRISTO"). Tudo o que a lei exigia com vistas à conformidade com a vontade de DEUS, realiza-se agora nas vidas daqueles que são dominados e dirigidos pelo ESPÍRITO SANTO, e são libertados da escravidão da velha ordem. Os mandamentos de DEUS transformaram-se em meios divinos para capacitar os crentes.

"Laborar e correr me manda a lei, contudo, não me dá nem pés nem mãos.
Mas o Evangelho traz melhores novas.
Convida-me a voar, e asas me dá."

"A graça foi dada", diz Agostinho, "para que se cumprisse a lei."

"Somente depois que a nova criação veio à luz, pela morte e ressurreição de CRISTO, é que se tornou possível a DEUS enviar o EspÍrito do Seu Filho aos corações dos homens perdidos e desamparados; e com o ESPÍRITO vieram vida, liberdade e poder. Os que vivem pelo ESPÍRITO, como Paulo diz, produzem os frutos do ESPÍRITO. A videira não produz uvas por um decreto do governo; elas são o fruto da vida da videira; assim, a conduta que se harmoniza com o padrão do Reino não é produzida por nenhuma exigência, nem mesmo de DEUS, mas é o fruto daquela natureza divina que DEUS dá como resultado daquilo que Ele fez em CRISTO e por meio de CRISTO."
Que não andamos segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO. Ver Gálatas 5:25: "Se vivemos no ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO" (também GL 5:16, citado na p. 127). À primeira vista é difícil decidir se "espírito" (pneuma) deve receber inicial maiúscula ou não, aqui. Quando se usa "espírito" em contraste com "carne", podia ser natural supor que a referência é ao espírito humano. Todavia, no argumento subseqüente a palavra claramente se refere com tanta freqüência ao ESPÍRITO de DEUS, que é melhor tomá-la como se referindo a ELE sempre (mesmo quando aparece em antítese com "carne", como acontece aqui e no versículo 9), exceto quando o contexto elimina este significado. O espírito humano não é excluído, porém, onde se deve compreender a palavra como designativo do ESPÍRITO divino. Para o apóstolo Paulo, o espírito humano está adormecido ou morto enquanto não é trazido à vida pelo ESPÍRITO de DEUS. Daí andar "segundo o pneuma" implica na ação do espírito humano em resposta à orientação do ESPÍRITO divino.

5. Os que se inclinam para a carne cogitam das cousas da carne; mas os que se inclinam para o ESPÍRITO, das cousas do ESPÍRITO.
AV: "Os que andam segundo a carne, atendem às coisas da carne; mas os que andam segundo o ESPÍRITO, às coisas do ESPÍRITO." Ver Gálatas 5: 17
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO
 Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. Mas o fruto do ESPÍRITO é:  caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do ESPÍRITO e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o ESPÍRITO e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do ESPÍRITO.

OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO
SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que DEUS e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria
(Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).
(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de DEUS (Rm 16.17).
(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).
(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.
(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em JESUS e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de DEUS, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”.
Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do ESPÍRITO inclui:
(1) “Caridade” (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de DEUS, bênçãos estas que
pertencem àqueles que crêem em CRISTO (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de JESUS, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final de Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos. 

6. O pendor da carne (...) o do ESPÍRITO.
Lit., "A mente da carne (...) a mente do espírito". Compare-se com a antítese que se acha em Gálatas 5:19ss. entre "as obras da carne" e "o fruto do ESPÍRITO" acima.

9. Se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, esse tal não é dele.
"Se um homem não possui o ESPÍRITO de CRISTO, não é cristão" (NEB). Visto que somente o ESPÍRITO coloca os homens em viva relação com CRISTO, não pode haver tal relação com CRISTO independentemente do ESPÍRITO. Entenda-se ESPÍRITO SANTO pois todo aquele que recebe a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador o recebe.

10. Se, porém, CRISTO está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado.
É melhor traduzir a sentença que começa com "o corpo, na verdade" como sentença" subordinada. A verdadeira apódose da oração condicional "se, porém, CRISTO está em vós" é "o espírito (A V: "o ESPÍRITO) é vida por causa da justiça". Ver RSV, NEB. Esta versão traduz: "Mas se CRISTO habita em vocês, então, conquanto o corpo seja uma coisa morta porque vocês pecaram, o espírito é vida porque vocês foram justificados." "O corpo (...) está morto" no sentido de que é "mortal", "sujeito à morte." " Mas o espírito é vida por causa da justiça. Trata-se do ESPÍRITO de DEUS (AV) ou do espírito humano do crente (RV, RSV, NEB, AA)? A afirmação é verdadeira, seja qual for a interpretação escolhida, mas Paulo queria referir-se a um deles, qual? Em vista do sentido de pneuma nos versículos imediatamente anteriores e seguintes, provavelmente se referia ao ESPÍRITO de DEUS. Portanto, podemos parafrasear assim a sua afirmação: "Se CRISTO habita em vocês, então, embora o seu corpo esteja ainda sujeito àquela morte temporal que é conseqüência do pecado, o ESPÍRITO que fez morada em vocês, o ESPÍRITO vivo e vivificante, dá-lhes aquela vida eterna que é conseqüência da justificação" (ver 5:18: "justificação que dá vida"; A V: "justificação da vida"),

11. Esse mesmo que ressuscitou a CRISTO JESUS dentre os mortos, vivificará também os vossos corpos mortais, por meio do seu ESPÍRITO que em vós habita.
Ver 1 Coríntios 6:14; 2 Coríntios 4:14; 1 Tessalonicenses 4:14, onde a ressurreição dos crentes é semelhantemente feita dependente da ressurreição de CRISTO. Aqui, contudo, a relação do ESPÍRITO com a ressurreição é salientada como não o é naquelas passagens anteriores. Ver, porém, 2 Coríntios 5:5: "Foi o próprio DEUS quem nos preparou para isto (o revestimento do corpo celestial), outorgando-nos o penhor do ESPÍRITO.

13. Se pelo ESPÍRITO mortificardes os feitos do corpo.
"Mortificardes" é equivalente a "considerai-vos mortos" (6:11). Ao passo que em 6:11 os crentes são exortados a se considerarem mortos com relação ao pecado, aqui se lhes diz que considerem as suas práticas pecaminosas anteriores como mortas com relação a eles próprios (ver também CI 3:5). Podemos comparar isto com Gálatas 5:24: "Os que são de CRISTO JESUS crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências", e com o linguajar mais vigoroso de nosso Senhor sobre arrancar o olho e cortar a mão ou o pé que leva a pessoa a pecar (M t 5: 29s.; Mc 9:43ss.).
 
 
Figura ilustrativa sobre consagração pessoal <sglima@inmetro.gov.br> Saulo Gurgel de Lima
 
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COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO Resumo da revista da CPAD - 1º Trim.2006
A ênfase do presente capítulo está no ensino de que os filhos de DEUS, em CRISTO, estão livres da condenação (Rm 5.16,18).
Livres da escravidão, Livres de viver sob as ordens do pecado.
A nossa salvação está garantida em razão da obra realizada pelo ESPÍRITO de DEUS em nosso coração (Ef 1.13,14), produzindo, entre outras, a santificação em nosso ser (1 Pe 1.2).
É o ESPÍRITO de DEUS que nos dá a certeza da salvação e isto nos traz paz interior e desejo de nos separar exclusivamente para DEUS.
O ESPÍRITO, realizando a obra completa de CRISTO, liberta-nos do pecado e de todos os seus malefícios; e, finalmente, vivificará inclusive nossos corpos quando o Senhor vier arrebatar a sua Igreja (v.11).
É o ESPÍRITO de DEUS que nos entregará ao Noivo, quando JESUS vier nos buscar.
 
 
 
 
 
I. A NATUREZA DA CARNE
 
1. A natureza humana caída.  
"carne", aqui, diz respeito ao mundo, à natureza humana caída e escrava de tudo que se opõe ao ESPÍRITO (Gl 5.16-25).
Toda a natureza terrena e material que controla o ser humano pode ser considerada "carne", o desejo de ficar para sempre na Terra é um sinal evidente da natureza carnal humana.
A carne isola o homem de tudo o que é espiritual (v.8) e engloba todas as formas de arrogância. 
Quando o ser humano se esquece de DEUS e confia em homens ou em si mesmo para viver aqui na Terra demonstra claramente sua carnalidade.
Sempre que o "eu" aparece em oposição a DEUS, ali está a carne. 
O egoísmo e super-exaltação ou louvor de si mesmo é imitação de Satanás, é personalidade oposta a DEUS que quer que sejamos humildes e dependentes DELE. 
João esclarece-nos: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida são opostas a DEUS (1 Jo 2.15-17).
Concupiscência é desejo, é ambição, é se submeter à vontade da carne. Esse desejo nasce no corpo, esfera física, passa para os olhos, entrada da alma, passando ao espírito humano, soberba, desejo de ser superior aos outros.
2. Os que andam
 "segundo a carne".  
Não há méritos em viver alheio à vida de DEUS (Ef 4.18), seguir os próprios pensamentos e inclinações (Is 53.6) de uma natureza que jaz em iniqüidade (Rm 7.24). 
Viver sem base na Palavra de DEUS, e viver à revelia da vontade de DEUS, é ser rebelde à verdade.
 Morto em delitos e pecados, o homem é tanto um rebelde quanto um fracassado (Ef 2.1-3). 
O fracasso é resultado lógico do desejo do homem em viver segundo seu desejo, sem se importa com DEUS.
O ser humano nasce em pecado, existe em pecado e continua vivendo em pecado, em eterna rebelião contra DEUS.
O homem nasce com a árvore do pecado plantada em si, atende a este desejo e produz naturalmente os pecados que se asenhorarão de seu ser e o tornarão rebelde à voz de DEUS.
3. Os que andam 
"segundo o ESPÍRITO"
 "inclinar-se" indica a ação total da personalidade humana (razão, vontade e sentimento) em sujeição à carne ou ao ESPÍRITO (vv.5-7).
Inclinar é humilhar-se, é se colocar à disposição do ESPÍRITO SANTO, caso se queira seguir a DEUS.
 "Inclinar-se para as coisas do ESPÍRITO" Trata-se de dispor a razão, a vontade e os sentimentos ao domínio do ESPÍRITO. 
Ser dominado, ser servo, ser dirigido, ser guiado em sensível obediência ao ESPÍRITO SANTO.
É viver na direção do ESPÍRITO de CRISTO (vv.9,10).
Não lutar contra, não seguir caminho diferente, não seguir vontade própria, isto é deixar o ESPÍRITO SANTO nos guiar.
O maior interesse do cristão deve ser as coisas do ESPÍRITO. Aquele que se inclina para o ESPÍRITO prioriza, acima de tudo, o seu relacionamento com DEUS (Mt 6.33).
num mundo onde o material está sempre em posição de destaque, o crente prioriza o espiritual, a escola dominical passa a ser mais importante do que a secular, ser pastor passa a ser mais do que ser médico, dar o dízimo passa a ser mais importante que a poupança, etc..., assim é o crente espiritual.
  Além de ter consciência do pecado, foge dele (Hb 12.1). Por fim, reconhece sua fraqueza e busca o auxílio do ESPÍRITO SANTO (Jo 16.13; Rm 8.26,27).
Na ânsia por vencer o pecado o homem às vezes tenta sozinho vencer esta guerra, mas ao perceber que não conseguirá, procura o apoio, a ajuda do ESPÍRITO SANTO e vence, pois agora, em CRISTO, é mais do que vencedor.
 
 
 
 
II. A VERDADE SOBRE A SANTIFICAÇÃO.
 
SANTIFICAÇÃO
O termo santificar, significa "ser consagrado", "santo", "santificado", "separado". (separado para DEUS)
A palavra é usada para distinguir entre o santo e o profano e entre o especial e o vulgar (Êx 30.29,32,37; Lv 10.10). 
Aquele que serve deve escolher entre dois senhores, O Diabo ou DEUS.
Aquele que serve deve escolher entre dois caminhos, O caminho do mal ou o caminho do bem; o caminho de DEUS que é JESUS deve sempre prevalecer. (Jo 14.6)
Santificação afirma que este objeto, ou pessoa, é separado para o serviço a DEUS (Lv 20.26 cf. Êx 40.9; Lv 11.44). 
Consagrado ou santificado para uso exclusivo de DEUS.
A santificação é a ação do ESPÍRITO SANTO na vida do crente, separando-o e purificando-o para adorar e servir ao Senhor (Tt 3.5-7; 2 Pe 1.4).  É sempre um processo gradativo, crescente, paulatino e recompensador.
Por meio dela, o ESPÍRITO SANTO aplica à vida do crente a justiça e a santidade de CRISTO, com vistas ao seu aperfeiçoamento. 
 
 
1. A santificação
A santificação envolve: a separação do crente em relação ao mundo e a sua completa dedicação ao serviço de DEUS. O serviço de DEUS exige sobriedade e exclusividade.
"Assim, pois, se alguém se purificar a si mesmo destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda a boa obra" (2 Tm 2.21). 
Aqui o crente é visto como um vaso, uma vasilha para uso de DEUS, esta vasilha deve estar sempre limpa para que seja eficiente em sua serventia.
A vontade de DEUS é que o crente seja santo (1 Ts 4.3,4). Uma pergunta sempre vigente na vida do crente deve ser: Qual a vontade de DEUS para mim? Uma das mais certas respostas é precisamente: Sede santos.
A Bíblia afirma que somos santificados tanto pelas Escrituras (Jo 15.3; Sl 119.9; Tg 1.23-25) quanto pelo sangue de JESUS (Hb 10.10,14; 1 Jo 1.7). 
A palavra de DEUS nos santifica, pena que poucos a leiam e mais poucos ainda os que lêem o AT, onde estão contidos os ensinos básicos para nossa santificação.
A santificação é uma obra da qual a Trindade participa: O Pai (Jo 15.1,2; 17.5-7); o Filho (Hb 10.10; 2.11) e o ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16; 1 Co 6.11; Gl 5.22-25).
2. "Estar em CRISTO"
A preposição "em", no original, é usada para descrever o íntimo relacionamento entre o Pai e o Filho (Jo 10.38; 14.20) e a posição do crente regenerado "em CRISTO" (Rm 6.11,23; 1 Co 1.30).
"Estar em CRISTO" é desfrutar da mais profunda comunhão espiritual com JESUS (1 Co 1.30; Ef 1.3). É obter a mais completa segurança de salvação (Ef 1.3-14). 
"Estar em CRISTO" significa também estar unido a CRISTO; é fazer parte dEle.
 O próprio JESUS deixou a ilustração da videira e dos ramos para demonstrar esta união íntima e orgânica entre Ele e o seu povo (Jo 15.1-6). Há também a ilustração do corpo, cuja cabeça é CRISTO (1 Co 12.27). 
Se nEle permanecermos, nEle seremos glorificados. Se Ele morreu, morremos com Ele; se Ele ressuscitou, ressuscitamos com Ele (Rm 6.3-11; 8.11,17,29,30). Esta plena identificação com CRISTO garante que, finalmente, seremos apresentados perfeitos, sem mácula, diante da sua glória (Jd v.24).
3. A nova vida.  
O crente não apenas foi ressuscitado com CRISTO (Rm 6.6-11; 1 Pe 1.3,4), como também participa da natureza divina.
Possui uma nova vida proveniente de CRISTO e em CRISTO.
Ser cristão implica uma mudança radical de vida (Cl 1.13), que inclui o repúdio ao "velho eu" com todos os andrajos do pecado.
Como deixamos de uma vez por todas o velho homem, devemos também deixar de lado todo comportamento pertencente à vida passada. Nosso comportamento deve ser coerente com a nova vida que dEle recebemos. É o que nos ensina o Novo Testamento (Ef 4.17-32; Cl 3.5-17; Rm 8.1-13; Tt 3.3-7).
4. Santidade e novidade de vida.  
A santidade não isola o crente do convívio social; pelo contrário: é demonstrada em nossos relacionamentos cotidianos (1 Co 1.2; 10.31; Cl 3.12; 1 Pe 1.15). 
Não basta deixarmos a conduta da vida passada; é necessário passar a viver a nova vida em CRISTO (Rm 6.4). 
Não é suficiente deixar de mentir; é necessário dizer a verdade (Ef 4.25-32). 
Não basta despojar-se do "velho homem"; é essencial vestir-se do novo (Ef 4.22,24). A santificação, por conseguinte, é viver de acordo com a nova vida que recebemos.
Muitos imperativos bíblicos acionam a responsabilidade humana: Operai (Fp 2.12,13); buscai 
(1 Ts 4.1); mortificai (Cl 3.5); andai (1 Ts 4.1-5); fugi (2 Tm 2.22); segui (Hb 12.14).
 
 
 
 
Conclusão
O homem que depende unicamente dos seus esforços para se santificar está fatalmente condenado ao fracasso. 
Se o homem não estiver em CRISTO e não contar com a presença do ESPÍRITO SANTO para suplantar suas tendências carnais, continuará resistindo a DEUS; continuará distante do caminho da santificação e fora da dimensão do ESPÍRITO SANTO.
Você já vive a nova vida vitoriosa em CRISTO? Ele é o Senhor de todo o seu viver? Pense nisso. E, agora mesmo, tome uma firme resolução, a fim de desfrutar das bênçãos provenientes da santificação.
 
 
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"O empecilho para a obra do ESPÍRITO" (Rm 8.5-8)
Paulo demonstrou, nos versículos 1-4, que ninguém pode ter santidade sem primeiro receber a justificação; agora, nos versos 5-11, revela que se alguém não vive em santidade, não recebeu a justificação. Noutras palavras, uma vida santa é a evidência prática de alguém que foi regenerado para com DEUS. A pessoa verdadeiramente salva não viverá 'na carne', porque a carne é inimiga do ESPÍRITO.
1. O princípio. 'Porque os que são segundo a carne inclinam-se paras as coisas da carne; mas os que são do ESPÍRITO, para as coisas do ESPÍRITO'. A palavra 'carne representa a natureza antiga e pecaminosa que não recebeu a renovação e vive segundo o homem não regenerado. Pode ser considerada a 'baixa natureza', ou a 'natureza animalesca'. A expressão abrange tanto a totalidade da vida não renovada e que vive longe de DEUS, como todas as atividades em que o eu-próprio é o centro. Quando alguém coloca DEUS no centro da sua vida, passa a andar segundo o ESPÍRITO.
2. O resultado. 'Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do ESPÍRITO é vida e paz'. O termo 'morte' se refere não apenas a morte física, mas a separação presente e futura de DEUS, fonte de toda vida espiritual.
3. A razão. 'Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra DEUS, pois não é sujeita à lei de DEUS, nem, em verdade, o pode ser'. O homem carnal, para quem o eu-próprio é a lei suprema, naturalmente tem ressentimento contra DEUS e a sua bendita vontade [...]"
(PEARLMAN, Myer. Epístolas paulinas: semeando as doutrinas cristãs. Coleção Myer Pearlman. RJ: CPAD, 1998, p. 28-9.)
 
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Estudos da Revista da CPAD de 1998 - 2º Trimestre
A LIBERDADE SOB A LEI DO ESPÍRITO

TEXTO ÁUREO
"Estai, pois, firmes na liberdade com que CRISTO nos libertou e não tomeis a meter-vos debaixo do jugo da servidão" (GI 5.1).

VERDADE PRÁTICA
A atividade do ESPÍRITO SANTO na vida do crente não é uma mera ação. É um ministério que nos fortalece como filhos de DEUS.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 28.19 O ESPÍRITO SANTO é a terceira Pessoa da Trindade
Terça - Jo 14.17 O ESPÍRITO SANTO habita nos fiéis
Quarta - TI 3.5 O ESPÍRITO SANTO regenera o pecador
Quinta -1 Co 3.16,17 Somos o templo do ESPÍRITO SANTO
Sexta - 1 Co 6.11 O ESPÍRITO SANTO lava, justifica e santifica o homem
Sábado - Gl 5.18 Somos guiados pelo ESPÍRITO SANTO porque não estamos debaixo da lei

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE ROMANOS 8.1-14

PONTO DE CONTATO
A definição humana de liberdade, segundo Aurélio, é: "Faculdade de cada um decidir ou agir segundo a própria determinação. Estado ou condição de homem livre". Seguindo este raciocínio, as pessoas tendem a pensar que liberdade é simplesmente poder fazer na vida tudo o que desejam.
Mas, a Palavra de DEUS ensina que não se pode ser livre "andando segundo a carne" pois a carne escraviza.
Por outro lado, quem anda segundo o ESPÍRITO é, de fato livre. Pode, assim, servir a DEUS livremente, pois "os que são segundo o ESPÍRITO inclinam-se para as coisas do ESPÍRITO".
Desta forma, esta lição explica a liberdade debaixo da lei do ESPÍRITO, a qual mostra-nos que embora submissos à lei de CRISTO, Ele não nos trata como escravos, mas como filhos amados. Recebemos o ESPÍRITO SANTO e por meio dEle somos guiados.

OBJETIVOS - Após esta aula seus alunos deverão ser capazes de:
Identificar o conflito espiritual que os cristãos estão sujeitos por causa da carne e do pecado.
Descrever a liberdade dos cristãos sob a lei do ESPÍRITO.
Distinguir as inclinações espirituais das inclinações carnais.
Enumerar as provas bíblicas da habitação do ESPÍRITO SANTO no cristão.
Aplicar em sua vida a verdade bíblica que declara '1ada podermos fazer para obedecer a DEUS sem a ajuda do ESPÍRITO SANTO.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Quem procura, acha. Com esta expressão popular poderemos dar introdução a uma reflexão bastante interessante e de resultados eficazes.
É de se esperar que uma pessoa ao descobrir algo de bom queira praticá-lo. Contudo, só pode fazê-lo quando já o conhece.
Uma pessoa normal e consciente jamais procura ou busca algo sem conhecê-lo, não anda sem destino ou trabalha sem finalidade. Então para obter a liberdade do ESPÍRITO precisamos saber exatamente o que é, como consegui-Ia e como se manifesta na vida do cristão.
Para isto o professor deve, antes de iniciar a aula, investigar o tema junto aos alunos, com o objetivo de conduzi-los a uma reflexão numa busca consciente.
Usando a técnica de perguntas e respostas poderemos fazer o seguinte questionamento:
O que é liberdade do ESPÍRITO?
Como adquiri-Ia?
Como se manifesta na vida do crente?
Quais as suas conseqüências?

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Desde o capítulo 5 até aqui, o ESPÍRITO SANTO foi mencionado apenas uma vez (5.5). O capítulo 8, porém, mostra que a vida cristã é abundante no ESPÍRITO, como bênção da justificação pela fé. Este é o ministério do ESPÍRITO, que vamos estudar hoje.

I. O CONFLITO DA LEI
1. Considerações preliminares.
Observe que o texto em pauta começa com a conjunção "portanto" (v.1), que mostra sua ligação com o capítulo anterior. É necessário entender a parte final do referido capítulo (7.1325). Pois só entenderemos o capítulo 8 de Romanos se compreendermos devidamente o conflito da lei.
 
2. Paulo como cristão.
Há muitas discussões sobre este tema: "O conflito da lei" (7.13-25). O mais provável é que o homem do conflito, em questão, é o apóstolo Paulo, representando os cristãos na sua luta contra o pecado. E, para essa interpretação, há três argumentos:
a) A natureza pecaminosa do homem. Ninguém está totalmente isento do pecado: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos" (1 10 1.8).
b) O tempo verbal. Antes do v.12, o apóstolo usa o verbo no tempo presente, por exemplo: "...mas eu sou carnal" (v.14), "o que faço não aprovo... o pecado que habita em mim" (vv.15, 17). O que não acontece antes do v.13: "... despertou em mim...reviveu o pecado e eu morri... me enganou, e me matou" (vv.8,9,11), que dá a idéia de passado.
c) Reconhecimento de suas fraquezas. O conflito espiritual abrange a confissão de alguém com elevado grau de maturidade cristã, pois reconhece suas debilidades diante da lei, algo que um não-convertido dificilmente reconheceria.
3. Objetivo do texto de Rm 7.13-25. Paulo mostra a luta do homem religioso querendo obedecer à vontade de DEUS, sem JESUS e sem o ESPÍRITO SANTO. O propósito do apóstolo, nessa passagem, é mostrar que nada podemos fazer para obedecer a DEUS sem a ajuda do ESPÍRITO SANTO.
Somos absolutamente impotentes, e necessitamos da libertação do pecado e do "eu". Mas isso só é possível em JESUS CRISTO, nosso Senhor. Por isso, o ESPÍRITO SANTO não aparece nessa passagem, e o nome de JESUS só aparece no v.25, que é o versículo de transição para o capítulo 8, e que inicia com "portanto".

II. OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS

1. A dupla bênção (vv.l,2). JESUS CRISTO, em sua morte e ressurreição, nos salvou da condenação - "nenhuma condenação há" (v.l) e "a lei do ESPÍRITO de vida me livrou da lei do pecado e da morte" (v.2). Em Romanos, a palavra "lei" pode ser aplicada ao Pentateuco (3.21) e a todas as Escrituras (3.19), pois dos vv.10 a 18 há uma citação de Isaías e cinco dos Salmos. Aqui, no v.2, "lei do ESPÍRITO de vida" significa um princípio divino. Princípio esse que quebrou outro princípio maligno - a "lei do pecado e da morte".

2. Carne (v.3).
O conceito Paulino de carne em Romanos pode aplicar-se à humanidade (Rm 3.20), à natureza humana (1.3), ao corpo (2.28), à descendência de um homem (4.1), à fragilidade humana (6.19), à velha natureza do crente (6.6; 7.18, 25) e ao homem não regenerado (8.8). No v.3 diz respeito à natureza humana de CRISTO (8.3). Ver 1 Jo 3.5; 1 Pe 2.22; 2 Co 5.21.
 
3. Uma obra divina.
Uma vez que a carne está debilitada e impotente para guardar a lei, acha-se esta impossibilitada de salvar. O problema, então, não era da lei, mas do homem sem qualquer poder para guardá-la.
A lei diz: "faça e viva", entretanto, a graça diz: "viva e faça". Fazemos a vontade de DEUS com a ajuda e a direção do ESPÍRITO SANTO para a nossa santificação.
 
4. A liberdade do ESPÍRITO (v.4).
A liberdade em CRISTO que gozamos advém do fato de não estarmos debaixo da lei, mas da graça (Rm 6.14).
Uma vez debaixo da graça, "não andamos segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO". É no capítulo 8 que a operação do ESPÍRITO SANTO na vida do cristão é manifesta com mais clareza.

III. A INCLINAÇÃO DA CARNE E A INCLINAÇÃO DO ESPÍRITO
1. Carnais e espirituais (vv. 5,6).
O apóstolo fala de dois grupos de pessoas os carnais e os espirituais. Cabe a cada crente fazer uma análise introspectiva para verificar se suas inclinações são carnais ou espirituais.
O homem é aquilo que imagina a sua alma (Pv 23.7). E JESUS afirmou que o homem fala daquilo que o seu coração estiver cheio (Lc 6.45).
O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carnal, resultando em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual, resultando em vida e paz.
 
2. Inclinação da carne (v.7).
Isso significa ter mente carnal, vida controlada pela carne. Tal pessoa não está sob o domínio do ESPÍRITO. Quem assim vive, não pode agradar a DEUS (v.8). Só conseguiremos agradar a DEUS fazendo-lhe a vontade. Mas só o conseguiremos se estivermos sob a direção do ESPÍRITO SANTO.
 
3. Inclinação do ESPÍRITO.
Os que são justificados pela fé em CRISTO, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de DEUS. Eles ocupam-se inteiramente das coisas de DEUS. Procuram conhecer cada vez mais a CRISTO, inteirar-se da Palavra de DEUS. dedicar-se à evangelização, à oração, ao jejum, ao louvor. Sua expectativa é a vinda de JESUS!

IV. O ESPÍRITO SANTO MORA EM NÓS
1. Mudança de homem religioso para homem espiritual.
Interessante é observar o contraste entre os capítulos 7 e 8 de Romanos. No capítulo 7, o apóstolo afirma por duas vezes: "o pecado habita em mim" (Rm 7.17,20). No capítulo 8, é o ESPÍRITO SANTO quem habita em nós (v.9).
Agora, somos devedores ao ESPÍRITO, que nos deu vida, e não à carne, que resulta em morte (vv.12,13).
 
2. O ESPÍRITO de DEUS (v.9).
O ESPÍRITO SANTO é chamado "ESPÍRITO de CRISTO" (At 16.7; Fp 1.19). São referências à deidade absoluta de JESUS (Jo I.I; 9.5; Tt 2.13). Veja que o ESPÍRITO SANTO, ou "ESPÍRITO de CRISTO", habita em nós (v.9). No versículo seguinte, lemos que CRISTO habita em nós (v. 10), e o v.11 diz que somos morada da Trindade.
 
3. Filhos de DEUS (v.14).
Somos filhos de DEUS por adoção através do sacrifício de JESUS (vv.15.16, 17; GI 4.5, 6). Como filhos, recebemos o ESPÍRITO SANTO, e, por meio dEle, somos guiados (v.14). Eis porque o ESPÍRITO de DEUS testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS (v.16). O grande privilégio dos filhos de DEUS é ser morada do ESPÍRITO SANTO (I Co 3.16,17).

CONCLUSÃO
Os muçulmanos prostram-se diante de Alá (DEUS em árabe) como escravos e não como filhos. Os judeus não ousam dirigir-se a DEUS como Pai apesar de DEUS chamar Israel de filho (Os J 1.1). No entanto, podemos dirigir-nos a DEUS, clamando: Aba Pai. Quão grande é o nosso privilégio!

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Doutrinário "Paulo descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as que vivem segundo o ESPÍRITO.
(1) Viver 'segundo a carne' ('carne', aqui, é o elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles. Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva, etc. (ver GI 5.19,21), mas também da obscenidade, de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema, sites da Internet e assim por diante.
(2) Viver 'segundo o ESPÍRITO' é buscar a orientação e a capacitação do ESPÍRITO SANTO e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de DEUS. É estar sempre consciente de que estamos na presença de DEUS, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós.
"(3) É impossível obedecer à carne e ao ESPÍRITO ao mesmo tempo (vv.7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), torna-se inimigo de DEUS (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna o aguarda (v.13).
Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de DEUS, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele (vv. 10,11,15,16)." (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD)

Subsídio Teológico
Adoção de filhos é uma das grandes doutrinas da fé cristã. Ela nada tem com filiação, e sim com posição. A expressão deriva de dois termos gregos: huios = filho, e "thesis" = posição. A adoção quase não era usada entre os judeus. Os casos mencionados na Bíblia ocorreram fora do ambiente cultural de Israel, como o caso de Moisés (no Egito), Êx 2.10 e At 7.21. O caso de Ester (na Pérsia), Et 2.7,15. O mundo greco-romano onde foi escrito o Novo Testamento, sim, este praticava a adoção de filhos. O termo "huiothesia" é de origem romana, adotado pelos gregos. Paulo, inspirado pelo ESPÍRITO SANTO o emprega cinco vezes: Rm 8.15,23; 9.4; GI 4.5; Ef 1.5.
Em nossa cultura, adota-se quem não é filho, mas no caso da Bíblia a adoção espiritual é para quem já é filho de DEUS. A Bíblia é clara: "adoção de filhos" (Rm 8.15; GI 4.5).
DEUS não adota um crente como filho; este é gerado como tal, pelo ESPÍRITO SANTO, na regeneração. Na adoção, recebemos a posição de filhos adultos e herdeiros, espiritualmente falando. "Adoção de filhos" não é nossa colocação na família de DEUS; isto se dá no novo nascimento. Na adoção, o crente Já como filho é elevado à posição de filho adulto e herdeiro da família. Na regeneração há mudança de natureza, pela filiação; na adoção, há mudança de posição.
Lembremo-nos: DEUS só adota a quem já é seu filho!
A nossa adoção de filhos de DEUS tem ainda um aspecto a cumprir-se no futuro: Rm 8.23 - é a nossa ressurreição ou transformação do nosso corpo quando então seremos conformados com JESUS CRISTO (I Jo 3.2).
 
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Questionário da Lição 6 - A Consagração do Crente - Por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO:
1-Complete: "E ser-me-eis _____________, porque eu, o Senhor, sou _____________ e separei-vos dos povos, para serdes ____________" (Lv 20.26).
 
VERDADE PRÁTICA:
2- Complete: O homem espiritual está capacitado para relacionar-se bem com ___________, com a _____________ e com a _________________,
 tendo sempre como padrão de santidade divina a Bíblia.

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- O que Paulo quer dizer com a expressão "portanto, agora" (Rm 8.1a)? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  )  Paulo está dando início ao tema sobre o qual discorreu nos sete primeiros capítulos de sua Epístola aos Romanos: a graça e a justificação providas por DEUS.
  )  Paulo conclui o tema sobre o qual discorreu nos sete primeiros capítulos de sua Epístola aos Romanos: a graça e a justificação providas por DEUS.
  )  Paulo espera começar agora a discorrer sobre o tema que havia discorrido nos sete primeiros capítulos de sua Epístola aos Romanos: a graça e a justificação providas por DEUS.
 
I. A NATUREZA DA carne
4- A que diz respeito o vocábulo "carne", no original, aqui em Rm 8.1? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) Ao mundo, à natureza humana caída e escrava de tudo que se opõe ao ESPÍRITO (Gl 5.16-25).
  )  “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21)
  ) Ao mundo, à natureza humana caída e escrava de tudo que se opõe ao corpo (Gl 5.16-25).
 
5- Como andam os que vivem "segundo a carne"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) São tanto obedientes quanto fracassados .
  ) Seguem os próprios pensamentos e inclinações (Is 53.6) de uma natureza que jaz em iniqüidade (Rm 7.24).
  ) Estão mortos em delitos e pecados.
  ) São tanto rebeldes quanto fracassados .
  ) São seres humanos que nascem em pecado, existem em pecado e continuam vivendo em pecado, em eterna rebelião contra DEUS.
  ) Estão se prevenindo para evitarem pobreza e doenças.
.
6- O que é "Inclinar-se para as coisas do ESPÍRITO"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) Prioriza, acima de tudo, o seu relacionamento com o homem.
  ) É muito mais do que uma mera disposição mental.
  ) Trata-se de dispor a razão, a vontade e os sentimentos ao domínio do ESPÍRITO.
  ) É viver na direção do ESPÍRITO de CRISTO (vv.9,10).
  ) É quando os maiores interesses do cristão estão nas coisas do ESPÍRITO.
  ) Prioriza, acima de tudo, o seu relacionamento com DEUS (Mt 6.33).
  ) Tem consciência do pecado, foge dele (Hb 12.1).
  ) Reconhece sua fraqueza e busca o auxílio do ESPÍRITO SANTO.
  ) É viver na direção do corpo de homem (vv.9,10).
 
II. A VERDADE SOBRE A SANTIFICAÇÃO
7- O que significa, nas Sagradas Escrituras, o termo santificar? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  )  "ser manso".
  )  "ser consagrado".
  )  "ser santo".
  )  "Ser santificado".
  )  "Ser separado".
  )  "ser franco".
 
8- Para que a palavra SANTIFICAÇÃO é usada? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) Para distinguir entre o santo e o profano.
  ) Para distinguir entre o especial e o vulgar.
  ) Para distinguir entre o Bem e o mal.
  ) Para distinguir entre o rico e pobre.
 
9- O que é a santificação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) É a ação do ESPÍRITO SANTO na vida do gentio, separando-o e purificando-o para adorar e servir ao seu Senhor.
  ) É a ação do ESPÍRITO SANTO na vida do judeu, separando-o e purificando-o para adorar e servir ao seu Senhor.
  ) É a ação do ESPÍRITO SANTO na vida do crente, separando-o e purificando-o para adorar e servir ao Senhor.
 
10- O que a santificação envolve? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) A separação do crente em relação ao mundo.
  ) A sua completa dedicação ao serviço de DEUS.
  ) A separação do crente em relação a sua família.
 
11- Complete:
"Assim, pois, se alguém se ___________a si mesmo destes erros, será utensílio para ____________, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda a ____________ obra" (2 Tm 2.21).
 
12- Quais das afirmativas estão corretas? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) A vontade de DEUS para a vida do crente é que este seja santo.
  ) A Bíblia afirma que somos santificados tanto pelas Escrituras quanto pelo sangue de JESUS
  ) A santificação é uma obra da qual a Trindade participa: O Pai; o Filho e o ESPÍRITO SANTO.
 
13- O que é "estar em CRISTO"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:   
  ) É fazer parte dEle
  ) "Estar em CRISTO" é desfrutar da mais profunda comunhão espiritual com JESUS. 
  ) É obter a mais completa abastança de bens materiais (Ef 1.3-14). 
  ) "Estar em CRISTO" significa também estar unido a CRISTO; 
  ) É fazer parte do mundo espiritual. 
  ) É obter a mais completa segurança de salvação (Ef 1.3-14). 
 
14- Qual ilustração o próprio JESUS deixou sobre o que é "estar em CRISTO"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) A ilustração da videira e dos ramos para demonstrar esta união íntima e orgânica entre Ele e o seu povo. 
  ) A ilustração do corpo, cuja cabeça é CRISTO.
  ) A ilustração da torre de Siloé.
 
15- Como é a nova vida "em CRISTO"? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) Segundo as Escrituras, o crente não apenas foi ressuscitado com CRISTO.
  ) Participa da natureza divina. 
  ) Possui uma nova vida proveniente de CRISTO e em CRISTO. 
  ) Implica numa mudança radical de vida (Cl 1.13), que inclui o aceite ao "velho eu" com todos os andrajos do pecado.
  ) Devemos também deixar de lado todo comportamento pertencente à vida passada. 
  ) Nosso comportamento deve ser coerente com a nova vida que dEle recebemos. 
  ) Participa da natureza humana. 
  ) Implica numa mudança radical de vida (Cl 1.13), que inclui o repúdio ao "velho eu" com todos os andrajos do pecado.
16- Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso, quanto à santidade e novidade de vida:
  ) A santidade isola o crente do convívio social.
  ) É demonstrada em nossos relacionamentos cotidianos
  ) Não basta deixarmos a conduta da vida passada; é necessário passar a viver a nova vida em CRISTO 
  ) Não é suficiente deixar de mentir; é necessário dizer a verdade. 
  ) Não basta despojar-se do "velho homem"; é essencial vestir-se do novo.
  ) A santificação é viver de acordo com a nova vida que vamos receber.
  ) Exige esforço por parte do crente. 
  ) A santidade não isola o crente do convívio social.
  ) A santificação é viver de acordo com a nova vida que recebemos. 
 
17- Cite alguns dos muitos imperativos bíblicos que acionam a responsabilidade humana: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
  ) Operai (Fp 2.12,13); 
  ) Buscai (1 Ts 4.1); 
  ) Esperai (1 Ts 4.1); 
  ) Mortificai (Cl 3.5); 
  ) Andai (1 Ts 4.1-5); 
  ) Acalmai (1 Ts 4.1); 
  ) Fugi (2 Tm 2.22); 
  ) Segui (Hb 12.14).
Conclusão
18- De quem, a Palavra de DEUS é enfática em afirmar, que o homem depende para se santificar?
  ) Deve estar em CRISTO e na presença do ESPÍRITO SANTO para suplantar suas tendências carnais
  ) Deve estar em CRISTO e na presença do homem para suplantar suas tendências carnais
  ) Deve estar em CRISTO e na presença do pastor para suplantar suas tendências carnais
 
19- Você já vive a nova vida vitoriosa em CRISTO? Ele é o Senhor de todo o seu viver? Coloque "X"  na resposta correta.
  ) SIM.
  ) NÃO.
  ) MAIS OU MENOS.
  ) AINDA VOU TOMAR ESTA DECISÃO.
  ) QUERO TOMAR ESTA DECISÃO HOJE.
 
 
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A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.

O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva:
(a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS;
(b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8 notas; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e
(a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4);
(b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e
(c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
(3) Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de
(a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15),
(b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9),
(c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e
(d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).
(4) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS,
(a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1);
(b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e
(c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(5) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(6) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).

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A SANTIFICAÇÃO
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão
com DEUS e servi-lo com alegria.
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós o fruto do ESPÍRITO e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado.
(3) A santificação no AT foi a vontade manifesta de DEUS para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta (ver Êx 19.6; Lv 11.44; 19.2; 2Cr 29.5). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
(5) A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).
(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e santo e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).

 

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