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COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO Resumo da
revista da CPAD - 1º Trim.2006
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A ênfase do
presente capítulo está no ensino de que os filhos de DEUS, em
CRISTO, estão livres da condenação (Rm
5.16,18).
Livres da
escravidão, Livres de viver sob as ordens do pecado.
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A nossa salvação
está garantida em razão da obra realizada pelo ESPÍRITO de DEUS em
nosso coração (Ef 1.13,14), produzindo,
entre outras, a santificação em nosso ser (1
Pe 1.2).
É o ESPÍRITO de
DEUS que nos dá a certeza da salvação e isto nos traz paz interior e
desejo de nos separar exclusivamente para DEUS.
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O ESPÍRITO,
realizando a obra completa de CRISTO, liberta-nos do pecado e de
todos os seus malefícios; e, finalmente, vivificará inclusive nossos
corpos quando o Senhor vier arrebatar a sua Igreja (v.11).
É o ESPÍRITO de
DEUS que nos entregará ao Noivo, quando JESUS vier nos buscar.
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1. A
natureza humana caída.
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"carne",
aqui, diz respeito ao mundo, à natureza humana caída e escrava de
tudo que se opõe ao ESPÍRITO (Gl
5.16-25).
Toda a natureza
terrena e material que controla o ser humano pode ser considerada
"carne", o desejo de ficar para sempre na Terra é um sinal evidente
da natureza carnal humana.
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A carne isola o
homem de tudo o que é espiritual (v.8) e engloba todas as formas de
arrogância.
Quando o ser
humano se esquece de DEUS e confia em homens ou em si mesmo para
viver aqui na Terra demonstra claramente sua
carnalidade.
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Sempre que o "eu"
aparece em oposição a DEUS, ali está a carne.
O egoísmo e
super-exaltação ou louvor de si mesmo é imitação de Satanás, é
personalidade oposta a DEUS que quer que sejamos humildes e
dependentes DELE.
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João
esclarece-nos: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos
e a soberba da vida são opostas a DEUS (1
Jo 2.15-17).
Concupiscência é
desejo, é ambição, é se submeter à vontade da carne. Esse desejo
nasce no corpo, esfera física, passa para os olhos, entrada da alma,
passando ao espírito humano, soberba, desejo de ser superior aos
outros.
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2. Os que
andam
"segundo
a carne".
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Não há méritos em
viver alheio à vida de DEUS (Ef 4.18),
seguir os próprios pensamentos e inclinações (Is 53.6) de uma
natureza que jaz em iniqüidade (Rm
7.24).
Viver sem base na
Palavra de DEUS, e viver à revelia da vontade de DEUS, é ser
rebelde à verdade.
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Morto em delitos
e pecados, o homem é tanto um rebelde quanto um fracassado (Ef
2.1-3).
O fracasso é
resultado lógico do desejo do homem em viver segundo seu desejo, sem
se importa com DEUS.
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O ser humano
nasce em pecado, existe em pecado e continua vivendo em pecado, em
eterna rebelião contra DEUS.
O homem nasce com
a árvore do pecado plantada em si, atende a este desejo e produz
naturalmente os pecados que se asenhorarão
de seu ser e o tornarão rebelde à voz de DEUS.
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3. Os que
andam
"segundo
o ESPÍRITO".
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"inclinar-se"
indica a ação total da personalidade humana (razão, vontade e
sentimento) em sujeição à carne ou ao ESPÍRITO (vv.5-7).
Inclinar é
humilhar-se, é se colocar à disposição do ESPÍRITO SANTO, caso se
queira seguir a DEUS.
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"Inclinar-se
para as coisas do ESPÍRITO" Trata-se de dispor a razão,
a vontade e os sentimentos ao domínio do
ESPÍRITO.
Ser dominado, ser
servo, ser dirigido, ser guiado em sensível obediência ao ESPÍRITO
SANTO.
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É viver na
direção do ESPÍRITO de CRISTO (vv.9,10).
Não lutar contra,
não seguir caminho diferente, não seguir vontade própria, isto é
deixar o ESPÍRITO SANTO nos guiar.
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O maior interesse
do cristão deve ser as coisas do
ESPÍRITO. Aquele que se inclina para o ESPÍRITO prioriza, acima de
tudo, o seu relacionamento com DEUS (Mt 6.33).
num
mundo onde o material está sempre em posição de destaque, o crente
prioriza o espiritual, a escola dominical passa a ser mais
importante do que a secular, ser pastor passa a ser mais do que ser
médico, dar o dízimo passa a ser mais importante que a poupança,
etc..., assim é o crente espiritual.
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Além de ter
consciência do pecado, foge dele (Hb
12.1). Por fim, reconhece sua fraqueza e busca o auxílio do ESPÍRITO
SANTO (Jo 16.13; Rm
8.26,27).
Na ânsia por
vencer o pecado o homem às vezes tenta sozinho vencer esta guerra,
mas ao perceber que não conseguirá, procura o apoio, a ajuda do
ESPÍRITO SANTO e vence, pois agora, em CRISTO, é mais do que
vencedor.
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SANTIFICAÇÃO
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O termo
santificar, significa "ser consagrado", "santo", "santificado",
"separado". (separado para DEUS)
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A palavra é usada
para distinguir entre o santo e o profano e entre o especial e o
vulgar (Êx 30.29,32,37;
Lv 10.10).
Aquele que serve
deve escolher entre dois senhores, O Diabo ou DEUS.
Aquele que serve
deve escolher entre dois caminhos, O caminho do mal ou o caminho do
bem; o caminho de DEUS que é JESUS deve sempre prevalecer. (Jo
14.6)
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Santificação
afirma que este objeto, ou pessoa, é separado para o serviço a DEUS
(Lv 20.26 cf. Êx
40.9; Lv 11.44).
Consagrado ou
santificado para uso exclusivo de DEUS.
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A santificação é
a ação do ESPÍRITO SANTO na vida do crente, separando-o e
purificando-o para adorar e servir ao Senhor (Tt
3.5-7; 2 Pe 1.4). É sempre um processo
gradativo, crescente, paulatino e recompensador.
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Por meio dela, o
ESPÍRITO SANTO aplica à vida do crente a justiça e a santidade de
CRISTO, com vistas ao seu aperfeiçoamento.
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1. A
santificação.
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A santificação
envolve: a separação do crente em relação ao mundo e a sua completa
dedicação ao serviço de DEUS. O serviço de DEUS exige sobriedade e
exclusividade.
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"Assim, pois, se
alguém se purificar a si mesmo destes erros, será utensílio para
honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para
toda a boa obra" (2
Tm 2.21).
Aqui o crente é
visto como um vaso, uma vasilha para uso de DEUS, esta vasilha deve
estar sempre limpa para que seja eficiente em sua serventia.
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A vontade de DEUS
é que o crente seja santo (1
Ts 4.3,4). Uma pergunta sempre vigente
na vida do crente deve ser: Qual a vontade de DEUS para mim? Uma das
mais certas respostas é precisamente: Sede santos.
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A Bíblia afirma
que somos santificados tanto pelas Escrituras (Jo
15.3; Sl 119.9; Tg
1.23-25) quanto pelo sangue de JESUS (Hb
10.10,14; 1 Jo
1.7).
A palavra de DEUS
nos santifica, pena que poucos a leiam e mais poucos ainda os que
lêem o AT, onde estão contidos os ensinos
básicos para nossa santificação.
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A santificação é
uma obra da qual a Trindade participa: O Pai (Jo
15.1,2; 17.5-7); o Filho (Hb 10.10;
2.11) e o ESPÍRITO SANTO (Rm 15.16;
1 Co 6.11;
Gl 5.22-25).
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2. "Estar em
CRISTO".
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A preposição
"em", no original, é usada para descrever o íntimo relacionamento
entre o Pai e o Filho (Jo 10.38; 14.20)
e a posição do crente regenerado "em CRISTO" (Rm
6.11,23; 1 Co
1.30).
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"Estar em CRISTO"
é desfrutar da mais profunda comunhão espiritual com JESUS (1
Co 1.30; Ef
1.3). É obter a mais completa segurança de salvação (Ef
1.3-14).
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"Estar em CRISTO"
significa também estar unido a CRISTO; é fazer parte
dEle.
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O próprio JESUS
deixou a ilustração da videira e dos ramos para demonstrar esta
união íntima e orgânica entre Ele e o seu povo (Jo
15.1-6). Há também a ilustração do corpo, cuja cabeça é CRISTO (1
Co 12.27).
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Se
nEle
permanecermos, nEle seremos
glorificados. Se Ele morreu, morremos com Ele; se Ele ressuscitou,
ressuscitamos com Ele (Rm 6.3-11;
8.11,17,29,30). Esta plena identificação
com CRISTO garante que, finalmente, seremos apresentados perfeitos,
sem mácula, diante da sua glória (Jd
v.24).
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3. A
nova vida.
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O crente não
apenas foi ressuscitado com CRISTO (Rm
6.6-11; 1 Pe 1.3,4), como também
participa da natureza divina.
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Possui uma nova
vida proveniente de CRISTO e em CRISTO.
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Ser cristão
implica uma mudança radical de vida (Cl
1.13), que inclui o repúdio ao "velho eu" com todos os andrajos do
pecado.
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Como deixamos de
uma vez por todas o velho homem, devemos também deixar de lado todo
comportamento pertencente à vida passada. Nosso comportamento deve
ser coerente com a nova vida que
dEle recebemos. É o que nos ensina
o Novo Testamento (Ef 4.17-32;
Cl 3.5-17; Rm
8.1-13; Tt 3.3-7).
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4. Santidade e
novidade de vida.
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A santidade não
isola o crente do convívio social; pelo contrário: é demonstrada em
nossos relacionamentos cotidianos (1
Co 1.2; 10.31; Cl
3.12; 1 Pe 1.15).
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Não basta
deixarmos a conduta da vida passada; é
necessário passar a viver a nova vida em CRISTO (Rm
6.4).
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Não é suficiente
deixar de mentir; é necessário dizer a verdade (Ef
4.25-32).
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Não basta
despojar-se do "velho homem"; é essencial vestir-se do novo (Ef
4.22,24). A santificação, por conseguinte, é viver de acordo com a
nova vida que recebemos.
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Muitos
imperativos bíblicos acionam a responsabilidade humana: Operai (Fp
2.12,13); buscai
(1
Ts 4.1); mortificai (Cl
3.5); andai (1 Ts 4.1-5); fugi (2
Tm 2.22); segui (Hb
12.14).
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