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Muitas páginas do Gênesis têm correspondência nos
monumentos babilônicos e egípcios: nos primeiros, a história primitiva, isto
é, os primeiros 11 capítulos; nos egípcios, o resto, especialmente a história
de José (37-50). Com os dois primeiros capítulos (a criação) têm algo de
semelhante vários poemas babilônicos entre si discordantes e que são uma,
fantasiosa mitologia de crasso politeísmo; quão mais sublime pela nobreza
de pensamento é a prosa simples da Bíblia! Também a tradição babilônica
conhece dez reis, como Gn 5, dez patriarcas, de vida longuíssima antes do dilúvio.
Este cataclisma foi narrado em muitas lendas babilônicas, uma das quais foi
inserida no romanesco poema "Gilgames,"
assim chamado por causa do herói protagonista. Os pontos de contato com a narração
bíblica (Gn 7:8) são numerosos e típicos. A narração da torre de Babel (Gn
11:1-9) é toda tecida de elementos babilônicos; mas um paralelo exato não foi
ainda encontrado na literatura cuneiforme. Nada
ainda se encontrou nessa literatura de verdadeiramente análogo à narração do
paraíso terrestre e da queda do homem (Gn 3).
Nos monumentos, egípcios temos representadas muitas cenas
semelhantes às narradas no Gn cc. 12:37-50.
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