Home
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos
 
 
LIÇÃO 7 - O SACERDÓCIO ETERNO DE CRISTO
1º TRIMESTRE DE 2008
TEMA: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários: Pr. Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio Gilberto.
Complementos - ajuda aos estudantes e professores:  Ev. Henrique.
QUESTIONÁRIO
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque" (Sl 110.4).
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
CRISTO é sumo sacerdote eterno. Seu sacerdócio e sacrifício são perfeitos, por isso, pode salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a DEUS.
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  Hebreus 7.11, 20-28.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
 
20 E, visto como não é sem prestar juramento (porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, 21 mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.); 22 de tanto melhor concerto JESUS  foi feito fiador. 23 E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer; 24 mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, 27 que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios,
primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. 28 Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.

 
INTERAÇÃO
Professor, esta lição trata de um dos grandes temas da Cristologia e da Hermenêutica Bíblica: a relação tipológica entre o sacerdócio de Melquisedeque e o de CRISTO. A Tipologia é o ramo da interpretação bíblica que investiga a relação entre pessoas, eventos e objetos do Antigo Testamento com o Senhor JESUS  CRISTO (Rm 5.14; 1 Co 10.6,11; Hb 8.5; 9.24; 10.1). Assim, Melquisedeque é tipo de CRISTO, e CRISTO seu antítipo. Em Hb 7.3 está escrito que Melquisedeque foi "feito semelhante ao Filho de DEUS", isto é, o antítipo, CRISTO, já existia, mas o tipo (Melquisedeque) o representou. O antítipo é superior ao tipo, como JESUS  é superior a Melquisedeque, pois este é a sombra daquele que é a realidade (Hb 9.24).
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, no estudo dos tipos bíblicos destacam-se três elementos: o tipo, o antítipo e a tipologia. O tipo é a figura que representa o antítipo, enquanto a tipologia é o estudo da relação entre o tipo e o antítipo. Portanto, Melquisedeque é tipo de CRISTO; JESUS  é antítipo de Melquisedeque, e a relação comparativa entre ambos é chamada de tipologia.
Recomendamos que o prezado mestre leia as páginas 226 a 236 do livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD), a fim de pesquisar as técnicas de interpretação dos tipos bíblicos. DEUS o abençoe!
 
 
 
 
 
I- A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
CRISTO, SUMO SACERDOTE SUPERIOR A ARÃO
O sacerdócio de CRISTO é infinitamente superior ao de Arão, por ser divino, eterno e por todos os salvos.
HEBREUS 5.1-10 
1 Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a DEUS, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, 2 e possa compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. 3 E, por esta causa, deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, fazer oferta pelos pecados. 4 E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por DEUS, como Arão. 5 Assim, também CRISTO não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu  és meu Filho, hoje te gerei. 6 Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.7 O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte,  foi ouvido quanto ao que temia. 8 Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 9 E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem,10 chamado por DEUS sumo sacerdote, Segundo a ordem de Melquisedeque.
 
Utilizando o método de comparação, com a finalidade de exaltar o Filho de DEUS, o escritor destaca no presente texto a superioridade do sacerdócio de CRISTO. O trabalho sacerdotal no Antigo Testamento não era puramente humano, mas um ministério de intercessão instituído por DEUS em favor dos homens. O Eterno determinara, de antemão, que os sacerdotes viessem da família de Arão, prefigurando o surgimento de CRISTO como o verdadeiro Sumo Sacerdote; aquele que se ofereceria como oferta pelos pecados de toda a humanidade. Dentre outros, sua superioridade é aqui destacada no fato de Ele não se exaltar, mas glorificar aquele que disse: “Tu és meu Filho, hoje te gerei”. O Filho de DEUS viveu entre nós sem pecado, aprendeu pela obediência e trouxe-nos eterna salvação.

Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento, apesar de serem santos, eram limitados e imperfeitos. Arão, por exemplo, ainda que grandemente honrado ao ser separado para o ofício de sumo sacerdote, cometeu uma falha indecorosa: levantou um ídolo em forma de bezerro de ouro e levou o povo a pecar. Mas CRISTO, nosso Sumo Sacerdote, é superior a Arão, não somente por sua infalibilidade e perfeição, mas porque cumpriu cabalmente o plano divino de redenção de toda a humanidade.
 
O SUMO SACERDOTE DO ANTIGO TESTAMENTO
1. Características básicas (v.1).
a) “Tomado dentre os homens”. O sumo sacerdote na Antiga Aliança era uma pessoa comum que, apesar de separada por DEUS, levava para o sacerdócio suas virtudes e defeitos. Ele não era tomado dentre anjos ou espíritos, mas “dentre os homens”. E essa é uma característica muito importante. 
b) “Constituído a favor dos homens”. O sumo sacerdote não era eleito pelos seus pares, nem pelo povo em geral. Sua investidura no cargo era por nomeação direta da parte de DEUS.
c) “Nas coisas concernentes a DEUS”. O sacerdote falava e agia em nome de DEUS, no que concernia à sua expressa vontade. Por outro lado, ouvia os homens e intercedia por eles diante do Altíssimo. Em tudo, a missão sacerdotal era cuidar dos interesses de DEUS em relação ao povo e os do povo em relação a DEUS. Era um 
mediador, um representante do Eterno. 
2. Funções primordiais. De modo geral as principais funções do sumo sacerdote eram ensinar a lei de DEUS e interceder pelo povo. 
a) Oferecer dons e sacrifícios pelos pecados (v.1b). Na Antiga Aliança os oferentes não podiam dirigir-se diretamente a DEUS. Traziam suas dádivas e ofertas e as apresentavam ao sacerdote. Segundo estudiosos do Antigo Testamento, os dons eram ofertas de cereais e os sacrifícios eram “ofertas de sangue”. No Novo 
Testamento, JESUS , nosso Sumo Sacerdote quanto a nossa salvação, é tanto o oferente como a própria oferta vicária: “ofereceu-se a si mesmo [por nós] a DEUS”.
b) “Compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados” (v.2). O sumo sacerdote deveria ter simpatia, ou seja, capacidade para compartilhar as alegrias ou as tristezas das pessoas que lhe procuravam e, ao mesmo tempo, ter empatia, capacidade para se colocar na situação do outro. Só quem tem essas qualidades pode de fato ser um intercessor. Da mesma forma devem proceder os obreiros do Senhor no trato com os que erram por ignorância ou por fraqueza.

DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE CRISTO E ARÃO
1. JESUS , sacerdote perfeito. A Lei previa a possibilidade de erro ou pecado por parte dos sacerdotes (v.3; Lv 4.3). O próprio sumo sacerdote Arão tinha a orientação de DEUS para oferecer sacrifícios não só pelo povo (Lv 16.15 ss.), mas por si próprio (Lv 16.11-14). Enquanto o sumo sacerdote do Antigo Testamento estava sujeito a pecar, JESUS  nunca pecou. Ele é perfeito. Satisfez todas as condições para o perfeito sacerdócio. Foi ungido como Rei, como Filho (Sl 2.6,7); e Sacerdote Eterno (Sl 110.4); foi enviado por DEUS (Jo 5.30); veio em nome do Pai (Jo 5.43). JESUS  não se glorificou a si mesmo para fazer-se sumo sacerdote (v.6). Diante de todas essas qualificações, o Mestre nunca ofereceu sacrifícios por si próprio. Ele deu-se a si mesmo por nossos pecados (Gl 1.4).
2. Sacerdote eterno (v.6). O escritor aos hebreus faz referência a dois textos bíblicos no livro de Salmos para demonstrar o caráter especial do sacerdócio de CRISTO: um sacerdócio que não tem fim: “Tu és meu filho; hoje te gerei” (Sl 2.7); e “Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4). 

A MISSÃO TERRENA DE JESUS 
1. “Nos dias de sua carne” (v.1). É uma referência direta à vida humana de JESUS . O escritor já houvera acentuado esse aspecto no cap. 2.14-17. Aqui, mais uma vez, ele demonstra que o nosso Sumo Sacerdote, mesmo provindo de uma linhagem especial, encarnou-se, tomando a forma de homem, como vemos no Evangelho de João (1.14): “E o verbo se fez carne...”. O Verbo refere-se a JESUS  CRISTO (cf. Ap 19.13). 
Os gnósticos ensinavam que o corpo é intrinsecamente mau. Mas JESUS , o Verbo divino, provou o contrário. Ele se fez carne, “e habitou entre nós”, tornando-se homem completo, pleno, perfeito. E não apenas se fez carne, mas tomou a “forma de servo” (Fp 2.7); na semelhança da “carne do pecado” (Rm 8.3), suportou a “paixão da morte” (Hb 2.9). 
2. Clamor, lágrimas, orações e súplicas (v.7). A Escritura diz que JESUS  clamou a DEUS, com “lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte”. No Evangelho segundo João 11.35 está escrito que JESUS  chorou, mas aquela não foi a única vez, como atesta o v.7. É por isso que JESUS  entende de lágrimas e, um dia, como DEUS, enxugará dos olhos toda a lágrima (Ap 7.17;21.4).
3. Aprendeu a obediência (v.8). Haverá prova mais autêntica da humanidade de JESUS ? “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5.8). Ele, sendo divino, obedeceu a DEUS. A mente humana é, por vezes, levada a indagar: “Afinal, se Ele era DEUS, porque deveria obediência a alguém?” Esse é um mistério que só a fé pode aceitar. JESUS  como ser humano teve um desenvolvimento humano normal: “E crescia JESUS  em sabedoria, e em estatura, e em graça para com DEUS e os homens” (Lc 2.52). Como Filho de DEUS, Ele obedeceu ao Pai.
4. “Por aquilo que padeceu” (v.8b). A prova suprema da obediência de CRISTO foi a sua paixão e morte. O Diabo tudo fez para que JESUS  não executasse o plano da salvação. Na tentação no deserto, seu objetivo era que o Senhor obedecesse suas sugestões (Mt 4.1-11); na crucificação, o inimigo usou alguém para lhe sugerir que “provasse” que Ele era o Filho de DEUS, descendo da cruz (Mt 27.40).
5. Trouxe eterna salvação (v.9). “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”. (grifo nosso) JESUS  declarou ao Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17.4). Na cruz, no momento supremo de seu sacrifício em favor dos pecadores, Ele 
exclamou: “Está consumado...” (Jo 19.30). Nesse aspecto, é oportuno lembrar que alguns teólogos, baseados no versículo em foco e em outras referências, pregam a doutrina da predestinação absoluta, resumida na sentença “uma vez salvo, para sempre salvo”. Entretanto, o versículo mostra inequivocamente que a salvação não é eterna a priori, mas sim condicional. Ela é eterna para “todos os que lhe obedecem”. Desse modo, exclusivamente é salvo quem crê e segue a CRISTO em obediência.
6. Chamado por DEUS (v.10). JESUS  pertenceu a uma ordem sacerdotal singular, diferente da de Arão. Nisto, vemos mais uma importante distinção entre o sacerdócio de CRISTO e o sacerdócio arônico. JESUS , como diz o v.10, foi “chamado por DEUS sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (v.10). 
 
 

 
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
CRISTO, SACERDOTE ETERNO E PERFEITO
JESUS  CRISTO no céu é o nosso eterno Sumo Sacerdote, sempre intercedendo por nós perante a face de DEUS.
HEBREUS 7.1-3,11,12,24-27 
1 Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do DEUS Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;2 a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz;3 sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de DEUS, permanece sacerdote para sempre.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? 12 Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
24 mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que  os céus,
27 que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
 
Melquisedeque é descrito, em poucas palavras, como uma figura singular na história do Antigo Testamento. Sua genealogia é desconhecida, como também não é registrado nada depois do seu aparecimento até Abraão. O que se sabe de Melquisedeque é que era sacerdote do DEUS Altíssimo, rei de justiça e que recebeu os dízimos de Abraão. Se esse sacerdote foi honrado pelo patriarca, maior honra deve ter o Senhor JESUS , que é infinitamente superior a Melquisedeque. O autor da epístola aos hebreus demonstra a insuficiência da lei, que não podia salvar nem aperfeiçoar os homens em DEUS. JESUS  CRISTO por sua vez, como sacerdote perfeito e definitivo, proveu-nos mediante a nossa fé a eterna salvação.
 
São poucas, mas profundas as informações da Epístola sobre Melquisedeque, as quais fazem deste uma personagem enigmática, de difícil compreensão quanto à sua origem, desenvolvimento e consumação de sua obra. CRISTO JESUS , ao contrário, sendo DEUS, revelou-se de tal forma à humanidade, que dEle se pode conhecer o que DEUS quis revelar, tornando-se nosso sacerdote eterno, perfeito e imaculado.

QUEM ERA MELQUISEDEQUE?
A Bíblia não provê detalhes sobre a pessoa de Melquesedeque; daí haver muitas especulações a seu respeito.
1. Era rei de Salém. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho...” (Gn 14.18a; Hb 7.1); “e este era sacerdote do DEUS Altíssimo” (Gn 14.18). Esta é a primeira referência bíblica a Melquisedeque. Ele aparece nas páginas do Antigo Testamento, quando foi ao encontro de Abraão, após este haver derrotado Quedorlaormer, rei de Elão, e seus aliados. Salém veio a ser Jerusalém após a ocupação da terra prometida por DEUS a Abraão e seus descendentes (Gn 14.18; Js 18.28; Jz 19.10). Rei de Salém que dizer “rei de paz” (v.2b).
2. Era sacerdote do DEUS Altíssimo. “...e este era sacerdote do DEUS Altíssimo” (Gn 14.18b; Hb 7.1). As funções de rei e sacerdote conferiam-lhe grande dignidade perante os que o conheciam. Estas duas funções são relembradas em Hb 7.1: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do DEUS Altíssimo...”.
3. Era de uma ordem sacerdotal diferente. Estudiosos da Bíblia supõem que Melquisedeque pertencia a uma dinastia de reis-sacerdotes, que tiveram conhecimento do DEUS Altíssimo pela tradição oral inspirada, transmitida desde o princípio, quando a religião era única e monoteísta e que conservava a esperança do Redentor da raça humana, conforme Gn 3.15. Ele não pertencia à linhagem sacerdotal arônica, proveniente da tribo de Levi.
4. Recebeu dízimos de Abraão (Hb 7.2). Isto nos mostra que a instituição do dízimo remontava ao período bem anterior à Lei. Esse fato indica “quão grande” era Melquisedeque (v.4). Ele abençoou Abraão, como detentor das promessas (vv.5,6). 
5. Era rei de justiça (v.2). Como um tipo de CRISTO, Melquisedeque tinha as qualidades de um rei justo e fiel.
6. Sem genealogia (v.3). O texto afirma ter sido Melquisedeque “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida...”. O que o sacro escritor quer dizer é que não ficou registrada sua ascendência e sua descendência, bem como os dados referentes a sua morte. Pelo contexto, entende-se que ele era um homem com características especiais diante de DEUS.

A MUDANÇA DO SACERDÓCIO E DA LEI

1. O novo e perfeito sacerdócio (v.11b). O sacerdócio levítico era imperfeito (v.11a). Nele, os sacrifícios, as ofertas, o culto e a liturgia, eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio, que veio por CRISTO. O sacerdócio de CRISTO, não da ordem de Arão ou de Levi, mas “segundo a ordem de Melquisedeque”, trouxe a perfeição no 
relacionamento do homem com DEUS.
O primeiro sacerdócio, com suas imperfeições, não era capaz de salvar, mas CRISTO como Sumo Sacerdote, mediante o seu próprio sangue deu-nos acesso a DEUS, garantindo-nos a salvação plena. 
2. Mudança de lei (v.12). “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. 
Com CRISTO, de fato, houve uma mudança não só do sacerdócio, mas também da lei. Antes, era a lei da justiça, a lei das obras. Com CRISTO, veio a lei da graça, a lei do amor. 
3. A lei era ineficaz. “O precedente mandamento”, ou seja, a antiga lei, foi “abrogado por causa de sua fraqueza e inutilidade” (v.18). Abrogar quer dizer anular, cessar, perder o efeito, revogar. Foi o que aconteceu quando CRISTO trouxe o evangelho, ab-rogando a antiga lei, a Antiga Aliança. 

O SACERDÓCIO PERPÉTUO E PERFEITO DE CRISTO
1. JESUS  trouxe salvação perfeita (v.25). Os sacerdotes do antigo pacto pereceram (v.23). O sacerdócio arônico foi constituído por centenas de sacerdotes, que se sucediam constantemente, visto que “pela morte foram impedidos de permanecer”. Os sacerdotes arônicos apenas intercediam pelos homens a DEUS, mas não os 
salvavam. JESUS , nosso Sumo Sacerdote, não só “vive sempre para interceder” por nós, como nos assegurou uma perfeita salvação por seu intermédio (v.25; Rm 8.34). JESUS  garante salvação plena (Jo 5.24), sem depender de um suposto purgatório ou de uma hipotética reencarnação.
2. JESUS , sacerdote perfeito (v.26). A Palavra de DEUS indica aqui as qualificações de CRISTO, que o diferenciam de qualquer sacerdote do antigo pacto. “Porque nos convinha tal sumo sacerdote”:
a) SANTO. O sacerdote do Antigo Testamento teria que ser santo, separado, consagrado. Até suas vestes eram santas (Êx 28.2,4; 29.29). Contudo, eram homens falhos, imperfeitos, sujeitos ao pecado. JESUS , nosso Sumo Sacerdote, era e é santo no sentido pleno da palavra.
b) Inocente. Porque nunca pecou, JESUS  não tinha qualquer culpa. Ele desafiava seus adversários a acusá-lo (Jo 8.46).
c) Imaculado. O cordeiro, na antiga Lei, tinha que ser sem mancha (Lv 9.3; 23.12; Nm 6.14). JESUS , como o “Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), não tinha qualquer mancha moral ou espiritual.
d) Separado dos pecadores. JESUS  viveu entre os homens, comeu com eles, inclusive na casa de pessoa de baixa reputação, como Zaqueu, mas foi “separado dos pecadores”. Ele não se misturou, nem se deixou influenciar pelo comportamento dos homens maus. 
e) Feito mais sublime do que os céus. Tal expressão fala da exaltação de CRISTO, como dele está predito na Bíblia: “Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a DEUS” (Rm 14.11).
f) Ofereceu-se a si mesmo, uma só vez (v.27). Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento necessitavam de oferecer sacrifícios, muitas vezes, primeiro por eles próprios e, depois, pelo povo. Mas JESUS , por ser imaculado, sem pecado, não precisou fazer isso por si. Tão somente ofereceu-se num sacrifício perfeito, uma vez, pelos pecadores.
 
CRISTO vive no céu, na presença do Pai. (8.1), intercedendo por todos os seus seguidores, individualmente, de acordo com a vontade do Pai (cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1).
(1) Pelo ministério da intercessão de CRISTO, experimentamos o amor e a presença de DEUS e achamos misericórdia e graça para sermos ajudados em qualquer tipo de necessidade (4.15; 5.2), tentação (Lc 22.32), fraqueza (4.15; 5.2), pecado (1 Jo 1.9; 2.1) e provação (Rm 8.31-39).
(2) A oração de CRISTO como sumo sacerdote em favor do seu povo (Jo 17), bem como sua vontade de derramar o ESPÍRITO SANTO sobre todos os crentes (At 2.33) nos ajudam a compreender o alcance do seu ministério de intercessão (ver Jo 17.1).
(3) Mediante a intercessão de CRISTO, aqueles que se chegam a DEUS (i.e., se chega continuamente a DEUS, pois o particípio no grego está no tempo presente e salienta a ação contínua) pode receber graça para ser salvo ‘perfeitamente’. A intercessão de CRISTO como nosso sumo sacerdote é essencial para a nossa salvação. Sem ela, e sem sua graça e misericórdia e ajuda que nos são outorgadas através daquela intercessão, nos afastaríamos de DEUS, voltando a ser escravos do pecado e ao domínio de satanás, e incorrendo em justa condenação. Nossa esperança é aproximar-nos de DEUS por meio de CRISTO, pela fé (ver 1 Pe 1.5).” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1907-1909).
 

 
 
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
CRISTO, MEDIADOR DE UMA MELHOR ALIANÇA
O Antigo Pacto cumpriu o seu objetivo e foi substituído por outro superior, sendo CRISTO o seu mediador.
HEBREUS 8.1-4, 6-13 
1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade,2 ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
3 Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
 
6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.7 Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.10 Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo.11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.12 Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.13 Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar.
 
JESUS  CRISTO é o Mediador da Nova Aliança. Que significa isso? Qual a importância desse fato? A aliança dada por Moisés deveria ser desprezada? Se todos os rituais e cerimônias do judaísmo haviam perdido o seu valor, o que existia para tomar o seu lugar? Qual seria a base para alguém se comunicar com DEUS? Estas eram as interrogações daqueles crentes hebreus. O presente estudo declara-nos a resposta: a base agora deveria ser JESUS  CRISTO. Ele é o Ministro do “verdadeiro tabernáculo” (v.2); o Mediador de superior aliança (v.6). O tabernáculo é a morada de DEUS. Sendo Ministro, JESUS  CRISTO nos leva à própria presença de DEUS, onde temos plena comunhão com Ele. Por ser de uma superior aliança, CRISTO nos prepara e equipa para entrarmos e morarmos no Lugar Santíssimo. Aleluia!
 
Não deixe de ver http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/alianca.htm
 
Divida a turma em dois grupos (A e B). O grupo A deverá ler Hebreus 8.1-5 e contrastar o ministério sacerdotal de CRISTO com o levítico. O grupo B deverá ler Hebreus 8.7-13 e contrastar a Antiga Aliança com a Nova. Dê a eles pelo menos 10 minutos para a execução desta tarefa. Utilize o esquema abaixo para orientar esta atividade.
 
G  R  U  P  O       A
Sacerdócio de CRISTO
Sacerdócio Levítico
Sacerdote perfeito
Sacerdote imperfeito
Sacrifício perfeito
Sacrifício imperfeito
Tabernáculo celestial
Tabernáculo terreno
Real
Sombra
G  R  U  P  O       B
Nova Aliança
Antiga Aliança
Escrita nos corações
Escrita em pedras
Graça
Lei
Incondicional
Condicional
Sem defeito
Defeituoso

 
A Antiga Aliança implicava mandamentos, estatutos e juízos, os quais não foram observados pelo povo escolhido. Era um concerto transitório, como indica o escritor: “Porque se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo” (v.7). Diante disso, JESUS  trouxe uma Nova Aliança, que se estabeleceu, não em atos exteriores, rituais, mas no interior do homem, no entendimento e no coração. Por isso, é um melhor concerto. Que o Senhor nos faça entender esse tema, e que o valorizemos em nossa vida cristã!

A POSIÇÃO DE CRISTO NO CÉU
1. “Um sumo sacerdote tal…” (v.1a). Com esta expressão, a Palavra de DEUS visa mais uma vez enfatizar a singularidade de CRISTO como Sumo Sacerdote, destacando-o e diferenciando-o dos sumo sacerdotes comuns, frágeis, mortais, da Antiga Aliança. A expressão “tal”, aqui, evidencia a incapacidade das palavras humanas para descrever a grandeza de CRISTO. É o que ocorre também em Jo 3.16 (de “tal” maneira).
2. “Assentado nos céus”. Esta expressão que também aparece em 1.3; 10.12 e 12.2, indica CRISTO, como Sumo Sacerdote perfeito, que realizou sua obra de tal forma que tem o direito de assentar-se no seu trono, ao lado direito do Pai. Já os sacerdotes do Antigo Pacto não podiam assentar-se, pois sua obra nunca terminava. Por isso nunca são descritos como sentados.
3. “À destra do trono da majestade” (v.1b). CRISTO, à direita de DEUS, está na posição da mais alta honra, nos 
céus. Em Mc 16.19, está escrito: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS”. JESUS  CRISTO é o único ser que tem essa posição de extremo destaque nos céus. Tal verdade nos é transmitida, para que saibamos que o nosso mediador não é um ser celeste qualquer, mas aquele que tem posição de honra, única e destacada, diante de DEUS. As nossas orações são levadas a Ele, que por nós intercede junto ao Pai.

O SACERDÓCIO DE CRISTO NOS CÉUS
 
 


1. “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo”. Não obstante estar CRISTO assentado à destra de DEUS, e tendo concluído sua obra, quando do seu ministério terreno, Ele é aqui descrito como “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo” (v.2). Nos céus, o Mestre amado continua a executar seu ministério ou serviço divino, como nosso mediador, intercessor, advogado e Sumo Sacerdote perante o Pai, pois entrou no SANTO dos Santos. 
2. O que cristo faz nos céus. Abrindo um pouco o véu da eternidade, a Bíblia revela-nos algo sobre o trabalho de CRISTO nos céus. De lá, Ele controla todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão na terra, no universo, enfim. Ele está assentado “à destra da majestade”, “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (1.3). É muita coisa! 
Em relação a nós, diz a Bíblia, que “ele está à direita de DEUS, e também intercede por nós” (Rm 8.34b). Há milhões de crentes, orando todos os dias, em todos os lugares, em todas as mais de 6.000 línguas conhecidas, e JESUS  está ouvindo essas orações, e intercedendo por nós. Glória a DEUS! JESUS  contempla todos os seus servos e trabalha em favor deles. (Leia Is 64.4.) 
3. Constituído por DEUS (vv.2-4). JESUS , como Sumo Sacerdote constituído por DEUS, no céu, exerce seu trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo Senhor, e não pelo homem. O antigo tabernáculo, montado no deserto, deixou de existir. Sua exuberante glória desapareceu. Salo-mão construiu o majestoso templo, que substituiu o tabernáculo (2 Cr 7.1,11). Mais tarde, esse templo foi destruído e substituído por outro, que também desapareceu. Mas o tabernáculo celeste, no qual CRISTO está, é eterno e indestrutível. 

UM NOVO CONCERTO ( Veja alianca.htm ).
1. “Um ministério mais excelente” (v.6a). Mais do que um sacerdote, na terra, JESUS  foi o “cordeiro de DEUS”, oferecendo-se a si mesmo como holocausto, entregando sua vida em nosso lugar (cf. Jo 10.15, 28). Agora Ele exerce as funções sumo sacerdotais lá no céu: “ministério mais excelente” (1.4), que o realizado por todos os sacerdotes e sumo sacerdotes terrenos, da Antiga Aliança.
2. “Mediador dum melhor concerto” (v.6.b). Numa aliança, existem três elementos envolvidos. As partes, no mínimo duas, e um mediador. No Antigo Pacto, vemos DEUS de um lado e o povo de Israel de outro. O mediador era o sacerdote ou o sumo sacerdote. Foi DEUS quem propôs e estabeleceu a Antiga Aliança. Os sacerdotes fizeram seu trabalho, mas fracassaram. Foram mediadores deficientes e falhos. O lado humano, representado por Israel, arruinou-se apostatando. Mas DEUS, por sua infinita misericórdia, proveu-nos um Novo e melhor Concerto, “confirmado em melhores promessas” (v.6), através de CRISTO.
3. O novo concerto aboliu o antigo (v.7). “Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo”. Em Jeremias, lemos: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Ver Ez 36.25,26. Isto é muito significativo. 
No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia os sacrifícios de animais, os rituais, a guarda dos sábados, das luas novas, etc. O Novo Concerto trazido por CRISTO, em tudo é superior. A lei de CRISTO é colocada no coração do homem. Em lugar de todos os sacrifícios do Antigo Pacto, CRISTO, entregando-se na cruz, efetuou um único e suficiente sacrifício, expiador e redentor. Glória a DEUS!


Não devemos ter nenhuma dúvida quanto a validade da Nova Aliança, perpetrada por CRISTO. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, asseverou: “Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Isso se refere a quem aceitou a CRISTO, deixando os velhos pecados e costumes, e que deve valorizar a cada dia a salvação em CRISTO JESUS , não voltando às velhas práticas. É preciso ter firmeza na fé.
 
“O novo santuário e a nova aliança (Cap. 8). Antes de considerar detalhadamente a obra sacerdotal de CRISTO (cap. 9;10.1-18), o autor apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da relação entre o novo santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).
1. O novo santuário
O autor inicia o argumento dizendo: “Quanto ao assunto em discussão, este ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos um Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à sua posição no santuário celeste”. Este santuário foi divinamente estabelecido sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).
A obra de CRISTO como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que CRISTO não pertencia à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles (vv.5,6).
2. A nova aliança
O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas reconheceram imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de estabelecer uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por uma segunda aliança (v.7). Daí entendemos que havia no coração do povo santo que viveu no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam algo superior. E essa aliança melhor já fora prometida, como provam as Escrituras (Jr 31.31-34; Ez 36.25-29; vv. 8-12).
Características da Nova Aliança:
·Inclui todo o povo da Antiga Aliança — Israel e Judá — e mais os gentios (v.8)
·É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9), através da qual DEUS ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para testemunho do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à “nação santa” (assim representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada pela Nova Aliança.
·Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua eficiente operação transformaria o coração daqueles que cressem, de um modo tão definitivo que os mandamentos fariam parte da personalidade deles (v.10).
·É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a “casa de Israel”, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).
·Apoia-se na graça de DEUS, suficiente para prover um perdão absoluto. O pecado seria removido até da memória divina (v.12).” (Comentário Bíblico - Hebreus, CPAD, págs.145-147.)
 
 CRISTO TROUXE MAIOR GLÓRIA NA ADORAÇÃO A DEUS
Com CRISTO, o culto a DEUS passou a ter uma glória maior do que no antigo pacto, pois Ele substituiu os símbolos rituais pela realidade da verdadeira adoração.
 
HEBREUS 9.1,2,11,12,15,22-28 
1 Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário terrestre. 2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.
 
11 Mas, vindo CRISTO, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. 15 E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
 
22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.23 De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes. 24 Porque CRISTO não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de DEUS; 25 nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio. 26 Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,28 assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
 
Antes de falar sobre as glórias do sacerdócio de CRISTO, o escritor apresenta em retrospecto o ministério levítico, descrevendo o Tabernáculo com seus dois compartimentos, o Lugar SANTO e o SANTO dos Santos. Havia algo de belo e majestoso nessa antiga administração do culto e serviço sacerdotal, o qual, pelo contraste, enaltece a glória da nova ordem cristã. DEUS ordenou ao povo de Israel que construísse um santuário, e orientou-o em cada detalhe desta construção. Em razão de ser a habitação de DEUS no deserto, o povo o venerava. Entretanto, o tabernáculo e seus elementos eram passageiros e inferiores a CRISTO.
 
Nas lições referentes aos capítulos de 8 a 10 da epístola em estudo, vemos a diferença marcante entre o 
ministério sacerdotal, no antigo pacto, e o de CRISTO, como Sumo Sacerdote no Novo Concerto. Nesta lição, que dá seqüência ao tema da anterior, veremos, mais uma vez, que, em todos os aspectos, o Novo Concerto é melhor e mais glorioso que o primeiro. 

O CULTO DIVINO EM SANTUÁRIO TERRESTRE
1. O culto no lugar santo do tabernáculo (9.1,2). O tabernáculo, onde as atividades do culto eram intensas, dividia-se em três partes: o Pátio, o Lugar SANTO e o SANTO dos Santos. O v.2 refere-se à segunda parte – o lugar santo, chamando-o “o primeiro”, pelo fato dele ser a primeira das duas partes cobertas: o Lugar SANTO e o SANTO dos Santos. O Pátio era descoberto.
2. Os elementos do Lugar SANTO. Após o véu da entrada, viam-se três elementos importantes na segunda parte do tabernáculo: “o candeeiro, a mesa e os pães da proposição” (v.2). O tabernáculo revelava que DEUS queria manifestar-se no meio de seu povo (Êx 25.8). Hoje, devemos valorizar o ambiente do templo, na igreja local, pois é consagrado ao culto a DEUS.
a) O candeeiro, castiçal ou candelabro. Era uma peça maciça, de ouro puro, cujas lâmpadas eram acesas diariamente (Êx 25.31; Lv 24.1-4), representando CRISTO, a luz do mundo (Jo 8.12);
b) Os pães da proposição. Ficavam sobre a mesa, que era um móvel de madeira de cetim, revestida de ouro. Os pães da proposição eram um tipo de CRISTO, o pão da vida (Jo 6.35). 
c) O altar do incenso. O escritor não fala do altar do incenso, mas este também estava no Lugar SANTO (ver Êx 30.1-3) representando CRISTO, nosso intercessor (Jo 17 1-26; Hb 7.25). Ele ocupava uma posição central no santuário, indicando que a vida de oração é fundamental no culto a DEUS. A negligência à oração revela imaturidade espiritual.
3. O lugar SANTO dos Santos (vv. 3-7). No seu interior, estava a arca do concerto, com a sua cobertura ou propiciatório, com querubins entalhados nas extremidades (Êx 25.10). A arca representava a presença de DEUS ou CRISTO, nosso Emanuel, que é DEUS conosco (Mt 1.23). Na arca, estavam o maná, em memória da provisão de DEUS, ou CRISTO, o “pão que desceu do céu” (Jo 6.58); a vara de Arão, lembrando a fidelidade de DEUS; e as tábuas do concerto, para que o povo não se esquecesse da importância da lei. Mas havia um véu, separando o Lugar SANTO do Lugar Santíssimo (vv.3,7,8). Aquele véu indicava “que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo” (v.8). Quando oramos, não devemos ficar “no Pátio” (oração monótona). Precisamos passar ao “Lugar SANTO” (oração objetiva) e chegar ao “SANTO dos Santos” (oração no ESPÍRITO).

UM MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO
 
 


1. CRISTO, Sumo Sacerdote dos bens futuros (v.11). Esses “bens futuros” ainda não estão plenamente ao nosso alcance. A salvação é presente, mas depende de nossa perseverança até o fim (Mt 10.22; 24.13; cf. Rm 13.11). O reino absoluto de CRISTO e a feliz eternidade com DEUS nos aguardam. Os céus nos esperam. A Nova Jerusalém está preparada para os santos do Senhor.
2. Um perfeito tabernáculo (v.11). O tabernáculo celestial, “não feito por mãos”. Os utensílios do antigo 
tabernáculo desapareceram. Onde estará a arca? O altar do incenso? Não se sabe. Porém CRISTO, ao morrer, fez com que o véu do templo (em Jerusalém) se rasgasse de alto a baixo, demonstrando que o caminho para o verdadeiro santuário, que é a presença de DEUS, estava definitivamente aberto para o homem que nEle crê. 
3. Mediador de um Novo Testamento. 
a) O Velho Testamento foi superado. O Velho Testamento era a sombra das coisas celestes, providas por DEUS para a redenção do homem. A lei, que orientava o culto no antigo santuário, não justificou ninguém (Gl 3.11). Pelo contrário, os que estavam debaixo das obras da lei estavam sob maldição, por não poderem cumprir todas as suas cláusulas (Gl 3.10).
b) O Novo Testamento é superior. CRISTO tornou-se “Mediador de um Novo Testamento” (v.15), que contém as cláusulas marcantes e definitivas do novo relacionamento de DEUS com o homem, e deste com DEUS. Ele “entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). 
c) A morte do testador. O testamento só tem validade com a morte do testador (v.16). Uma vez que CRISTO morreu, o Novo Testamento passou a ter validade, garantindo-nos uma “herança eterna” (v.15). No antigo tabernáculo, a expiação dos pecados era temporária e parcial. No novo, com a garantia do Novo Testamento, a redenção é perfeita, definitiva e perene. 
d) Sacerdote imaculado (v.14). Os sacerdotes eram imperfeitos. CRISTO, nosso Sumo Sacerdote, com seu 
sangue, “pelo ESPÍRITO eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a DEUS”, purificando as consciências “das obras mortas” para que sirvamos ao DEUS vivo (v.14). O Velho Testamento era validado pelo sangue de animais (v.19). O Novo legitimou-se pelo sangue de CRISTO, derramado em nosso lugar.
 
 


O SACRIFÍCIO PERFEITO DE CRISTO
1. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (v.22). A Bíblia ressalta que, no antigo tabernáculo, “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”, enfatizando que “sem derramamento de sangue não há remissão” (cf. Lv 17.11). Aqui, vemos a importância do sangue para a expiação do pecado, no Velho Testamento. Isso quer dizer que, quando um animal era oferecido em sacrifício pelo pecado, DEUS aceitava a oferta por atribuir a ela o valor provisório do resgate do pecador Ofertante. O sangue era símbolo da outorga da vida, que era dada em expiação. Tal sacrifício apontava para o sangue de CRISTO, que seria derramado em nosso lugar.
2. “Sacrifícios melhores” (v.23). O escritor diz que “era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem”, ou seja, deviam purificar-se com sangue. Cada animal morto, substituto do pecador, apontava para o “Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Os sacrifícios antigos eram repetitivos. O de CRISTO foi efetuado uma única vez, por ser superior e perfeito.
3. A entrada de CRISTO no céu (v.24). CRISTO entrou “uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). O sacerdote entrava todos os dias no santuário, isto é, no Lugar SANTO, mas só conseguia a remissão parcial e temporal do pecado. O sumo sacerdote entrava somente uma vez por ano no SANTO dos Santos e oferecia sacrifícios pelo povo e por si próprio, pois também era pecador (cf. v.7). No entanto, CRISTO entrou “no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de DEUS”. Ele é nosso intercessor perfeito (Rm 8.34), juntamente com o outro maravilhoso intercessor, que é o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.27). 
4. CRISTO aparecerá pela segunda vez (vv.27,28). Aqui a Bíblia diz que CRISTO “uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”, oferecendo-se para “tirar os pecados de muitos”, e que Ele voltará, pela segunda vez, “aos que o esperam para a salvação”. 

O Novo Concerto trazido por CRISTO realizou-se através de um sacrifício perfeito e único, que não precisa repetir-se, em substituição aos sacrifícios imperfeitos do antigo concerto. Assim, sejamos gratos a DEUS pela morte de CRISTO na cruz do Calvário, o qual por nós efetuou uma eterna redenção.
 
“A expiação da Nova Aliança (9.11-22). O tema de reforma introduz um santuário melhor, um sacrifício eficiente e uma salvação mais completa. O serviço do sumo sacerdote judaico no Dia da Expiação representava o clímax do sistema levítico. Nesse dia, todo ano, ele entrava na presença divina, num tabernáculo terreno, levando o sangue expiatório de animais. Sob a Nova Aliança, CRISTO, “o sumo sacerdote dos bens futuros”, entrou uma vez para sempre no próprio tabernáculo, levando o seu próprio sangue como expiação.
O sangue de touros e de cabras efetuava apenas purificação ritualística e simbólica, de alcance limitado, mas o sangue de CRISTO, oferecido como sacrifício espiritual e vivo, executa a purificação interior, que traz comunhão com o DEUS vivo (vv. 13,14). 
O bispo Westcott observa o seguintes itens pelos quais o sangue de CRISTO é superior, partindo da análise de seu sacrifício, que foi:
a) voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei;
b) racional, e não como o dos animais (irracionais);
c) espontâneo, e não em obediência a ordens superiores;
d) moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle residente (o ESPÍRITO Eterno), pelo qual 
mantinha comunhão com DEUS. Não seguiu meramente um rito, um esquema predeterminado. Não! Ele detinha 
os mais puros motivos.” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, págs. 148,149) 

 
 
 
RESUMO DA REVISTA DA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2008
Sacerdote: Ministro autorizado por DEUS para o exercício
das coisas sagradas e mediador entre o homem e DEUS.  
I. A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
1. O sacerdote nas Escrituras.
2. O sacerdócio de Arão (v.11).
3. Sacrifícios transitórios.  
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
1. Significado bíblico (Hb 7.1-3). 
2. A misteriosa origem de Melquisedeque.
3. Abraão e Melquisedeque.
4. Implicações teológicas.
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
 1. O sacerdócio perpétuo (v.24).
2. O sacrifício perfeito (v.27).  
CONCLUSÃO
JESUS  é o nosso único sumo sacerdote e
mediador diante de DEUS.
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (1)  O sacerdócio arônico e levítico eram transitórios, assim como os sacrifícios e oblações no AT.
SINOPSE DO TÓPICO (2)  O rei e sacerdote Melquisedeque, além de ser superior a Abraão e Arão, era tipo do sacerdócio de CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (3)  O sacerdócio e o sacrifício de CRISTO são eternos e imutáveis. Ele era o sacerdote e o sacrifício perfeitos.
 
 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 7 - O SACERDÓCIO ETERNO DE CRISTO 
Responda conforme a revista da CPAD do 1º Trimestre de 2008 - CPAD
 
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Jurou o SENHOR e não se __________________________: Tu és um _______________________ eterno, segundo a _________________ de Melquisedeque" (Sl 110.4).
VERDADE PRÁTICA
 
2- Complete:
CRISTO é _______________ sacerdote eterno. Seu sacerdócio e sacrifício são ____________________, por isso, pode salvar perfeitamente os que por Ele se _____________________ a DEUS.
 
I. A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
3- O que era o sacerdote no Antigo Testamento? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Era o "ministro das coisas eternas"
(    ) Era o "ministro das coisas sagradas"
(    ) Era o "ministro das coisas celestes"
 
4- O que é pontifex (apelido dado ao sacerdote do Novo testamento)? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) "aquele que estabelece uma fonte".
(    ) "aquele que estabelece uma ponte".
(    ) "aquele que estabelece um monte".
 
5- O sacerdócio da ordem de Arão foi estabelecido por DEUS para que? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) Para representar eternamente o perdão dos pecados.
(    ) Para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo.
(    ) Para representar o Eterno entre os israelitas.
 
6- Como era o sacerdócio exercido por Arão? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) Era exercido por Arão e seus filhos.
(    ) De uma forma geral, pela tribo de Levi.
(    ) Perfeito e eterno.
(    ) Todos eram falhos nesse sacerdócio.
(    ) Todos eram mortais nesse sacerdócio.
(    ) Com sacrifício único e perfeito.
(    ) Cerca de oitenta sumos sacerdotes exerceram o ministério entre os hebreus.
(    ) Todos, ao morrerem, eram substituídos.
 
7- Quem exerceu um sacerdócio imutável e eterno e segundo a ordem de qual sacerdócio? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) JESUS segundo a ordem de Melquisedeque.
 
8- Como é a ordem sacerdotal do Messias? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) É transitória.
(    ) É única.
(    ) É singular.
(    ) É perecível.
(    ) É eterna.
 
9- Por que, de acordo com Levítico capítulo 4, quando um israelita violava a lei, interrompendo sua comunhão com DEUS, tinha de oferecer um sacrifício? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Para expiar sua culpa e reconciliar-se com o Altíssimo.
(    ) Para expirar sua culpa e esperar a misericórdia do Altíssimo.
(    ) Para perdoar seu pecado e conceder-lhe o perdão, para sempre, a salvação eterna.
 
10- Por que o sacerdócio de Arão foi demovido? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Porque os sacrifícios de touros e bodes eram capazes sem necessidade de tornar a eles..
(    ) Porque os sacrifícios de touros e bodes foram ineficazes para os pecadores, tendo valor apenas para aperfeiçoar o sacerdote.
(    ) Porque os sacrifícios de touros e bodes eram incapazes de aperfeiçoar o sacerdote e o adorador.
 
11- Qual sacrifício é poderoso para purificar nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao DEUS vivo?
(    ) Somente o sacrifício único e perfeito de CRISTO.
(    ) Todo sacrifício realizado pelos sacerdotes de CRISTO.
(    ) Somente o sacrifício realizado com sofrimento e dor pelo pecador.
 
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
12- Melquisedeque é um dos mais fortes tipos de CRISTO no Antigo Testamento, onde encontramos relato de sua vida na bíblia? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) Gn 3.12.
(    ) Gênesis Gn 14.18-20.
(    ) Pv 36.2
(    ) Salmo 110.4.
(    ) Hebreus 5.6-10 e 6.20 - 7.28.
13- Como Melquisedeque é apresentado na Bíblia? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Como rei de Salém, que significa "guerra espiritual", antiga designação de Jerusalém.
(    ) Como rei de Salém, que significa "paz", antiga designação de Jerusalém.
(    ) Como rei de Salém, que significa "paz", antiga designação de Belém.
 
14- Qual é a tradução dos nomes hebraicos "melek" e "tsedeq", respectivamente, dados a Melquisedeque? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) "Príncipe", e , "justiça, retidão".
(    ) "Rei", e , "justiça, retidão".
(    ) "Sacerdote", e , "justiça, retidão".
 
15- Complete:
Melquisedeque era "sem ___________, sem _______________, sem ____________________, não tendo princípio de dias e nem fim de vida" (Hb 7.3).
 
16- Complete:
Abraão encontrou-se com Melquideseque, ____________________ do DEUS Altíssimo e _________________de Salém (Gn 14.18). Ato contínuo, o patriarca entregou-lhe os ___________________, sendo por Melquisedeque abençoado (Gn 14.19, 20; Hb 7.6). O modo como este se apresenta na História Sagrada revela que ele era conhecido e não precisava ser apresentado.
 
17- Por que os judeus cristãos ficaram surpresos ao serem informados, através da carta aos Hebreus, que Melquisedeque era superior ao patriarca Abraão? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) Porque Abraão deu os dízimos a Melquisedeque e quem recebe dízimos é maior do que aquele que dá.
(    ) Porque já sabiam disso, porém não em relação a CRISTO.
(    ) Porque Melquisedeque abençoou Abraão e o que é o menor é abençoado pelo maior.
 
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
18- O que o vocábulo "perpétuo" significa? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) "imutável".
(    ) "transitório".
(    ) "imperecível".
(    ) "inalterável".
(    ) "Insustentável".
(    ) "intransferível".
 
19- Por que JESUS não poderia exercer o sacerdócio terreno? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Porque JESUS  não era descendente de Davi.
(    ) Porque JESUS  não era descendente de Abraão.
(    ) Porque JESUS  não era descendente de Arão ou Levi.
 
20- Por que o sacerdócio de JESUS é superior ao de Arão e Levi? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
(    ) Porque é segundo a "Ordem de Melquisedeque".
(    ) Porque seu sacerdócio era milenar e só seria visto no milênio.
(    ) Porque seu sacerdócio é eterno.
 
21- Complete:
Os descendentes de Arão ofereciam sacrifícios diários por _____________e pelos pecados do _______________ (Hb 7.37). Porém, o Senhor JESUS  ofereceu a si mesmo a DEUS como perfeito e perpétuo sacrifício (Hb 7.26,27). Ele era ao mesmo tempo o sumo sacerdote e o sacrifício "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais _______________________do que os céus" (v. 26; Hb 9.11-15; 1 Jo 2.1,2). Seu sacerdócio e sacrifício são ________________________; por isso, "pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para __________________________________ por eles" (v.25).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Doutrinário
O Sacerdócio de CRISTO
Tratando-se de sacerdócio, a relação doutrinária entre a organização do AT e o cristianismo do NT está mais claramente retratada na Epístola aos Hebreus, e foi dito que o sacerdócio de Arão nunca se mostrou efetivo para a remoção dos pecados. Por causa da necessidade de repetição desses sacerdócios e dos sacrifícios, o sacerdócio do AT mostra-se incapaz de aperfeiçoar o adorador (Hb 7.23; 10.1-4). Mesmo o sacerdócio de Arão nunca representou o perfeito exemplo de CRISTO em seus elevados atos sacerdotais de redenção e em sua atuação. Melquisedeque, por causa de sua real posição, e da falta de registros sobre o início e final de sua vida, função e serviço, tornou-se o melhor exemplo de CRISTO como provedor de um ministério salvador, permanentemente ativo e efetivo (Hb 4.14-5.10; 7.1-28).
Entretanto, dentro de um panorama geral, e de acordo com algumas formas específicas, o sacerdócio de Arão é típico da obra salvadora de CRISTO como o cumprimento do sacerdócio arônico cumprido em CRISTO, e de acordo com a Epístola aos Hebreus, podemos destacar: (1) a idéia do próprio sumo sacerdote (Hb 4.14); (2) o sacerdote como um homem escolhido por DEUS (5.4)..."
(PFEIFFER, C.F (et al.) Dicionário bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.1718-19.)
 
 
APLICAÇÃO PESSOAL
JESUS  é o nosso misericordioso e fiel sumo sacerdote (Hb 2.17). Com exceção do pecado, Ele participou integralmente de nossa natureza e fragilidades humanas: fome, sede, cansaço (Mt 21.18; Mc 4.38; Jo 4.6; 19.28). Ele sofreu, chorou e angustiou-se (Mt 26.37; Lc 19.41; Hb 13.12). Era "homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado" (Is 53.3). Ele em tudo foi tentado (Mt 4.1-10; Hb 2.18; 4.15). Qual a razão de tanto sofrimento? Hebreus 4.15 responde: "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (cf. Hb 2.18). Eis o motivo pelo qual o Filho do Altíssimo aceitou tal fardo: socorrer o crente na tentação e nas vicissitudes. Clame ao Senhor! Ele conhece o teu padecer!
 
 
AJUDA:
CPAD - www.cpad.com.br - Bíblias, livros e revistas.
www.escoladominical.com.br  -  www.ebdweb.com.br com vídeos da EBD
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm   (VÍDEOS da EBD na TV)
BÍBLIA ILUMINA EM CD 
Nosso novo endereço: http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/
CD CPAD - LIÇÕES - 3º trimestre 2001 - www.cpad.com.br 
Comentários Pr. Elinaldo Renovato de Lima, Natal - RN
BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada. 4.ed.,RJ: CPAD, 2006.
PFEIFFER, C.F (et al.) Dicionário bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 33, p.39.
 
 
Home
Estudos
EBD
Discipulado
Mapas
Igreja
Ervália
Corinhos
Figuras1
Figuras2
Vídeos
Fotos