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Lição 7 - O Fruto Do ESPÍRITO - Benignidade e Bondade: O Fruto Gêmeo
 
Texto Áureo: “Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade, aprovando o que é agradável ao Senhor” (Ef 5.9,10).
Gálatas 5.22 Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
 
Verdade Prática: A bondade e a benignidade são como duas colunas gêmeas da estrutura espiritual, moral e social do cristão.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE COLOSSENSES 3. 12-15
12 Portanto, como eleitos de Deus, santos, e amados, revesti-vos de compaixão, de  benignidade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. 13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa  contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. 14 E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. 15E a paz de Deus, para a qual fostes chamados em um só corpo, domine em vossos corações. E sede agradecidos.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 21.21 A bondade propicia vida, justiça e honra
21 O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra.
Provérbios 15.9 O caminho do ímpio é abominável ao SENHOR, mas ele ama o que segue a justiça.
Mateus 5.6 bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
 
Terça - Ef 4.32 A benignidade entre os irmãos — uma ordenança bíblica
32 Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
1 Coríntios 2.10 Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
Colossenses 3.12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,13 suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
 
Quarta - Rm 15.14 A plenitude da bondade no cristão
14 Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros.
A exortação é dada com a bondade e com conhecimento
 
Quinta - Cl 3.12 O revestimento espiritual do crente
12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
Efésios 4.24 e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade.
1 Tessalonicenses 1.4 sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;
1 Pedro 1.2 eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.
 
Sexta - Rm 13.10 O amor não pratica o mal
10 O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
O AMOR NÃO FAZ MAL AO PRÓXIMO. Pratica-se o amor não somente por mandamentos positivos (12.9-21; 1 Co 13.4,6-7), mas também por negativos. Todos os mandamentos mencionados aqui são negativos na sua forma (v. 9; cf. 1 Co 13.4-6). (1) O amor é positivo, e ao mesmo tempo é negativo, pelo fato da propensão humana para o mal, o egoísmo e a crueldade. Oito dos dez mandamentos da Lei são negativos, porque o mal surge naturalmente e o bem, não. A primeira evidência do amor cristão é apartarmo-nos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo. (2) A idéia de que a ética cristã deve ser somente positiva é uma falácia baseada nas idéias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que re-freiam os desejos descontrolados da carne (Gl 5.19-21).
 
Sábado - 2 Sm 22.26 Deus retribui a benignidade de seus servos
26 Com o benigno te mostras benigno, com o varão sincero te mostras sincero.
Mateus 5.7 bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Descrever a benignidade e a bondade como fruto do Espírito.
2- Relatar os princípios da benignidade e da bondade.
3- Exemplificar a benignidade e a bondade na vida de personagens bíblicos.
 
PONTO DE CONTATO: Professor, bondade e benignidade são o amor em exercício. Proponha à classe a possibilidade de praticar estas virtudes neste domingo. Sugira uma visita a um aluno da Escola Dominical ou a um parente necessitado dele. Procure saber qual a necessidade da pessoa ou da família e, se for preciso, recolha uma pequena contribuição dos alunos. Marque o horário da visita, reúna-se com o grupo na hora marcada, ore, leia Tiago 1.27 e faça a obra do Senhor. Lembre-se: as lições deste trimestre são mais práticas do que teóricas; mais interpessoais do que pessoais. Consistem na prática da vida cristã diária e não apenas em suas doutrinas principais.
 
SÍNTESE TEXTUAL: O fruto do Espírito, segundo o texto áureo, é a luz que se opõe às obras infrutuosas das trevas. Os filhos da luz produzem fruto de acordo com a sua natureza santa porque andam na luz, enquanto os filhos das trevas, obras infrutíferas porque trilham nas trevas (Ef 5.8-13). As obras das trevas são identificadas nos versículos três a seis do capítulo cinco: prostituição, impureza, avareza, torpezas, parvoíces e chocarrices. Estas ações são chamadas de ‘obras mortas’, ‘torpes’ e ‘condenadas pela luz’ (vv.11-13). No entanto, o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça e verdade. A palavra ‘aprovando’ (v.10) quer dizer, no original, ‘colocar a prova’ ou ‘testar’ e está relacionada ao termo ‘condenar’ do versículo treze. O que isto quer dizer? A chave está no versículo dezessete: ‘entendei qual seja a vontade do Senhor’. Para que saibamos se um ato agrada ao Senhor, devemos testá-lo pelo critério da ‘bondade’, da ‘justiça’ e da ‘verdade’. Além de sabermos que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas atitudes são boas, justas e verdadeiras. Se elas forem reprovadas por esses três critérios, não poderemos ser considerados dignos da Luz do Mundo. Portanto, o texto de ouro atesta que o fruto do Espírito ‘está’, isto é, ‘acha-se, encontra-se’ em toda bondade, justiça e verdade — os princípios pelos quais devemos julgar, não as pessoas, mas suas atitudes.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Am 5.12-14 “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor,
o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.”
 
A razão básica dos dons é ser uma bênção ao próximo. A bondade, ou generosidade, nos leva à preocupação com as pessoas de modo prático e dinâmico, onde quer que estas se encontrem. A Igreja Primitiva sabia praticar a mútua generosidade, sem medo de exagerar nos cuidados”. (LIM, David. Os dons espirituais. In HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia sistemática: uma perspectiva Pentecostal. RJ:CPAD, 1996, p. 490.)
 
Lc 10.25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? 27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo. 28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás. 29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? 30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. 31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. 32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo. 33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. 34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele; 35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar. 36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? 37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.
 
A parábola do Bom Samaritano destaca a verdade de que compaixão e cuidado são coisas intrínsecas à fé salvadora e à obediência a Cristo. Amar a Deus deve ser também amar ao próximo. (1) A vida e a graça que Cristo transmite aos que o aceitam produzem amor, misericórdia e compaixão pelos necessitados e aflitos. Esse amor é um dom da graça de Deus através de Cristo. O crente tem a responsabilidade de viver à altura do amor do Espírito Santo tendo, dentro dele, um coração não endurecido. (2) Quem afirma ser cristão, mas tem o coração insensível diante do sofrimento e da necessidade dos outros, demonstra cabalmente que não tem em si a vida eterna (vv. 25-28; 31-37; cf. Mt 25.41-46; 1 Jo 3.16-20)
 
I. A DESCRIÇÃO DA BENIGNIDADE E DA BONDADE
1. A benignidade fundamenta-se no amor.
Benignidade
“Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
A palavra grega chrestotes nos faz lembrar Cristo, o exemplo supremo da benignidade. Paciência e benignidade estão juntas na primeira linha da descrição do amor de Deus (
1Co 13.4). "A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,..."
Paulo nos conclama a seguir o exemplo de Cristo, a sermos benignos e compassivos, perdoando uns aos outros (Ef 4.32).
 "Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo".
A severidade não é o modo de agir do corpo de Cristo. A mútua estima e respeito, sim. A benignidade é o bálsamo que nos une, à medida que aprendemos a dar valor uns aos outros. Até mesmo os dons são resultados da benignidade de Deus para conosco.
 
2. A bondade é o resultado da benignidade.
Bondade
“Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
O significado essencial de agathosune, traduzido por ‘bondade’, é a generosidade que flui de uma santa retidão dada por Deus. Paulo recomenda: ‘comunicai [reparti] com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade’ (
Rm 12.13), para ‘repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28).
Rm 12.13 comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
A bondade é traduzida do original, agathousune, e é encontrada apenas quatro vezes na Bíblia ( Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9; 2 Ts 1.11). Se compararmos com o original do termo benignidade, constataremos que aquela é a prática ou a expressão desta, ou seja, é fazer na prática o que é bom.
 
II. OS FUNDAMENTOS DA BENIGNIDADE E DA BONDADE
1. A Benignidade e a Bondade de Deus.
    Deus é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn
1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9). Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
    Deus é Benígno e Compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).

 
2. Princípios da Benignidade e Bondade.
a) Servir ao próximo.
O ZELO DE DEUS PELOS POBRES E NECESSITADOS. Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.
(1) O Senhor Deus é o seu defensor. Ele mesmo revela ser deles o refúgio (Sl 14.6; Is 25.4), o socorro (Sl 40.17; 70.5; Is 41.14), o libertador (1Sm 2.8; Sl 12.5; 34.6; 113.7; 35.10; cf. Lc 1.52,53) e provedor (cf. Sl 10.14; 68.10; 132.15).
(2) Ao revelar a sua Lei aos israelitas, mostrou-lhes também várias maneiras de se eliminar a pobreza do meio do povo (ver Dt 15.7-11). Declarou-lhes, em seguida, o seu alvo global: “Somente para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na terra que o SENHOR, teu Deus, te dará por herança, para a possuíres” (Dt 15.4). Por isso Deus, na sua Lei, proíbe a cobrança de juros nos empréstimos aos pobres (Êx 22.25; Lv 25.35,36). Se o pobre entregasse algo como “penhor”, ou garantia pelo empréstimo, o credor era obrigado a devolver-lhe o penhor (uma capa ou algo assim) antes do pôr-do-sol. Se o pobre era contratado a prestar serviços ao rico, este era obrigado a pagar-lhe diariamente, para que ele pudesse comprar alimentos a si mesmo e à sua família (Dt 24.14,15). Durante a estação da
colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres os recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21); e mais: os cantos das searas de trigo, especificamente, deviam ser deixados aos pobres (Lv 19.9). Notável era o mandamento divino de se cancelar, a cada sete anos, todas as dívidas dos pobres (Dt 15.1-6). Além disso, o homem de posses não podia recusar-se a emprestar algo ao necessitado, simplesmente por estar próximo o sétimo ano (Dt 15.7-11). Deus, além de prover o ano para o cancelamento das dívidas, proveu ainda o ano para a devolução de propriedades — o Ano do Jubileu, que ocorria a cada cinqüenta anos. Todas as terras que tivessem mudado de dono desde o Ano do Jubileu anterior teriam de ser devolvidas à família originária (ver Lv 25.8-55). E, mais importante de tudo: a justiça haveria de ser imparcial. Nem os ricos nem os pobres poderiam receber qualquer favoritismo (Êx 23.2,3,6; Dt 1.17; cf. Pv 31.9). Desta maneira, Deus impedia que os pobres fossem explorados pelos ricos, e garantia um tratamento justo aos necessitados (ver Dt 24.14).
(3) Infelizmente, os israelitas nem sempre observavam tais leis. Muitos ricos tiravam vantagens dos pobres, aumentando-lhes a desgraça. Em conseqüência de tais ações, o Senhor proferiu, através dos profetas, palavras severas de juízo contra os ricos (ver Is 1.21-25; Jr 17.11; Am 4.1-3; 5.11-13; Mq 2.1-5; Hc 2.6-8; Zc 7.8-14).
 
b) Generosidade.
A RESPONSABILIDADE DO CRENTE NEOTESTAMENTÁRIO DIANTE DOS POBRES E NECESSITADOS. No NT, Deus também ordena a seu povo que evidencie profunda solicitude pelos pobres e necessitados, especialmente pelos domésticos na fé.
(1) Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser Jesus (cf. Lc 4.18,19; 21.1-4; Lc 17.11-19; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; Lc 17.11-19; Lc 7.11-15; 20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31).
(2) Jesus espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (ver Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (ver Jo 12.5,6; 13.29). Em mais de uma ocasião, ensinou aos que o queriam seguir a se importarem com os marginalizados econômica e socialmente (Mt 19.21; Lc 12.33; 14.12-14,16-24; 18.22). As contribuições não eram consideradas opcionais. Uma das exigências de Cristo para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (Mt 25.31-46).
(3) O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam igualmente profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e Barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). Quando o concílio reuniu-se em Jerusalém, os anciãos recusaram-se a declarar a circuncisão como necessária à salvação, mas sugeriram a Paulo e aos seus companheiros “que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência” (Gl 2.10). Um dos alvos de sua terceira viagem missionária foi coletar dinheiro “para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15.26). Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1Co 16.1-4). Como a igreja em Corinto não contribuisse conforme se esperava, o apóstolo exortou demoradamente aos seus membros a respeito da ajuda aos pobres e necessitados (2Co 8;9). Elogiou as igrejas na Macedônia por lhe terem rogado urgentemente que lhes deixasse participar da coleta (2Co 8.1-4; 9.2). Paulo tinha em grande estima o ato de contribuir. Na epístola aos Romanos, ele arrola, como dom do Espírito Santo, a capacidade de se contribuir com generosidade às necessidades da obra de Deus e de seu povo (ver Rm 12.8; ver 1Tm 6.17-19).
 
c) Bondade, justiça e verdade. A relação entre bondade, justiça e verdade revela-nos alguns princípios importantes. Em Efésios 5.9, lemos: “O fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade”. A bondade diz respeito à misericórdia, à justiça, à retidão; e a verdade, ao conhecimento.
A excelência da bondade é resumida na denominada Regra de Ouro: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12). Em outras palavras, devemos tratar os outros da mesma maneira que Deus nos trata — com misericórdia e graça.
Nossa prioridade máxima, no cuidado aos pobres e necessitados, são os irmãos em Cristo. Jesus equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele próprio (Mt 25.40, 45). A igreja primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses a fim de suprir as necessidades uns dos outros (At 2.44,45; 4.34-37). Quando o crescimento da igreja tornou impossível aos apóstolos cuidar dos necessitados de modo justo e equânime, procedeu-se a escolha de sete homens, cheios do Espírito Santo, para executar a tarefa (At 6.1-6). Paulo declara explicitamente qual deve ser o princípio da comunidade cristã: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10). Deus quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo (2Co 8.14,15; cf. Ef 4.28; Tt 3.14). Resumindo, a Bíblia não nos oferece outra alternativa senão tomarmos consciência das necessidades materiais dos que se acham ao nosso redor, especialmente de nossos irmãos em Cristo.
 
Podemos também demonstrar a bondade e a benignidade através da ADMINISTRAÇÃO DO NOSSO DINHEIRO.
Os exemplos dos dízimos e ofertas no AT contêm princípios importantes a respeito da mordomia do dinheiro, que são válidos para os crentes do NT.
(1) Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossas posses.
(2) Devemos decidir, pois, de todo o coração, servir a Deus, e não ao dinheiro (Mt 6.19-24; 2Co 8.5). A Bíblia deixa claro que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5).
(3) Nossas contribuições devem ser para a promoção do reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a disseminação do evangelho pelo mundo (1Co 9.4-14; Fp 4.15-18; 1Tm 5.17,18), para ajudar aos necessitados (Pv 19.17; Gl 2.10; 2Co 8.14; 9.2), para acumular tesouros no céu (Mt 6.20; Lc 6.32-35) e para aprender a temer ao Senhor (Dt 14.22,23).
(4) Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar menos que isto era desobediência a Deus. Aliás equivalia a roubá-lo (Ml 3.8-10). Semelhantemente, o NT requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1Co 16.2; 2Co 8.3,12; ver 2Co 8.2).
(5) Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, pois assim é ensinado tanto no AT (ver Êx 25.1,2; 2Cr 24.8-11) quanto no NT (ver 2Co 8.1-5,11,12). Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial (2Co 8:3), pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus entregou-se por nós (ver 2Co 8.9). Para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (ver Lc 21.1-4).
(6) Nossas contribuições devem ser dadas com alegria (2Co 9.7). Tanto o exemplo dos israelitas no AT (Êx 35.21-29; 2Cr 24.10) quanto o dos cristãos macedônios do NT (2Co 8.1-5) servem-nos de modelos.
(7) Deus tem prometido recompensar-nos de conformidade com o que lhe temos dado. (ver Dt 15.4; Ml 3.10-12; Mt 19.21; 1Tm 6.19; ver 2Co 9.6).

III. EXEMPLOS DE BENIGNIDADE E BONDADE
A Bíblia está cheia de exemplos de homens e mulheres que procederam com benignidade e bondade para com seu semelhante. A seguir, examinaremos alguns destes modelos a fim de aprendermos como este fruto espiritual pode ser manifestado em nossa vida.
 
1. Jó. Este servo de Deus não foi apenas paciente, mas também um exemplo significativo de benignidade e bondade: “Eu era o olho do cego e os pés do coxo; dos necessitados era pai e as causas de que não tinha conhecimento inquiria com diligência; e quebrava os queixais do perverso e dos seus dentes tirava a presa... O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante” (Jó 29.15,17; 31.32).
2. Davi. É comovente a benignidade imparcial de Davi em favor da casa de seu inimigo, Saul. O salmista demonstrou o mais sublime grau desta virtude, considerando-a como “beneficência de Deus” (2 Sm 9.1-3). Também aprendemos a agir desta forma através da instrução de Paulo a Timóteo: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso (benigno) para com todos” (2 Tm 2.24).
3. Jesus. O Mestre demonstrou benignidade até ao final, na cruz. Enquanto estava pendurado na cruz, providenciou alguém para cuidar de sua mãe (Jo 19.26,27), suplicou perdão em favor de seus inimigos (Lc 23.34), e demonstrou, em sua forma mais sublime, o sentido real de ser benigno e misericordioso com os outros ao entregar-se por nós.
4. Paulo. Antes de sua conversão, era conhecido por sua inclemência para com os cristãos, segundo ele mesmo testemunhou. Contudo, ao tornar-se uma nova criatura em Cristo, declarou: “Fomos brandos (benignos) entre vós, como a ama que cria seus filhos” (1 Ts 2.7).
5. Estevão. Ele foi um exemplo de benignidade. Ao invés de desejar a morte de seus opressores, orou por eles enquanto estava sendo apedrejado até morrer (At 7.59,60).
 
CONCLUSÃO
A benignidade é a intenção de fazer o bem, sempre, e a bondade é a prática do bem sempre.
A salvação é adquirida mediante a fé no sacrifício vicário do Filho de Deus, e não por causa de nossa bondade e santidade. Contudo, como cristãos, devemos refletir o caráter de Cristo através da manifestação do fruto do Espírito produzido em nós. Não somos salvos por meio das boas obras, mas, para praticá-las.
 
Tg 2.14 Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? 15 E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, 16 e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? 17 Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. 18 Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé 3sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19 Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o crêem e estremecem.
20 Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? 21 Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? 22 Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada, 23 e cumpriu-se a Escritura, que diz: rE creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. 24 Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. 25 E de igual modo Raabe, sa meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho? 26 Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.
 
FÉ E OBRAS. Os versículos 14-26 tratam do problema, sempre presente na igreja, daqueles que professam ter fé salvífica no Senhor Jesus Cristo, mas que, ao mesmo tempo, não demonstram pelas obras nenhuma evidência de devoção sincera a Ele e à sua Palavra.
(1) A fé salvífica é sempre uma fé viva que não se limita à mera confissão de Cristo como Salvador, mas que também nos leva a obedecê-lo como Senhor. Portanto, a obediência é um aspecto fundamental da fé. Somente quem obedece pode de fato crer, e somente aqueles que crêem podem de fato obedecer ao Senhor (ver v. 24; Rm 1.5). (2) Notem que não há nenhuma contradição entre Paulo e Tiago no tocante à questão da fé salvífica. No sentido geral, Paulo enfatiza a fé como o meio pelo qual aceitamos a Cristo como Salvador (Rm 3.22). Tiago enfatiza o fato de que a verdadeira fé deve ser uma fé ativa, duradoura e que molde nossa própria existência
2.17,26 A FÉ SEM AS OBRAS É MORTA. (1) A verdadeira fé salvífica é tão vital que não poderá deixar de se expressar por ações, e pela devoção a Jesus Cristo. As obras sem a fé são obras mortas. A fé sem obras é fé morta. A fé verdadeira sempre se manifesta em obediência para com Deus e atos compassivos para com os necessitados (ver v. 22 ; Rm 1.5 ).
(2) Tiago objetiva seus ensinos contra os que na igreja professavam fé em Cristo e na expiação pelo seu sangue, crendo que isso por si só bastava para a salvação. Eles também achavam que não era essencial no relacionamento com Cristo obedecer-lhe como Senhor. Tiago diz que semelhante fé é morta e que não resultará em salvação, nem em qualquer outra coisa boa (vv. 14-16,20-24). O único tipo de fé que salva é "a fé que opera por caridade" (Gl 5.6). (3) Não devemos, por outro lado, pensar que mantemos uma fé viva, exclusivamente por nossos próprios esforços. A graça de Deus, o Espírito Santo que em nós habita e a intercessão sacerdotal de Cristo (ver Hb 7.25) operam em nossa vida, capacitando-nos a obedecer a Deus pela fé, do começo ao fim (cf. Rm 1.17). Se deixarmos de ser receptivos à graça de Deus e à direção do Espírito Santo, nossa fé sucumbirá
2.21 ABRAÃO... FOI JUSTIFICADO PELAS OBRAS. As obras pelas quais Abraão foi justificado não eram "obras da lei" (Rm 3.28), mas da fé e do amor. Sua disposição de sacrificar Isaque foi uma expressão da sua fé em Deus e da sua dedicação a Ele (ver Gn 15.6; 22.1). Tiago usa o exemplo de Abraão para refutar a crença de que pode haver fé sem dedicação e amor a Deus. O apóstolo Paulo usa o exemplo da fé de Abraão para anular o conceito errôneo de que a salvação depende do mérito das nossas próprias obras e não da graça de Deus (Rm 4.3; Gl 3.6).
2.22 A FÉ COOPEROU COM AS SUAS OBRAS. Tiago não está dizendo que a fé e as obras nos salvam. Isso seria separar a fé das obras. Tiago argumenta, pelo contrário, sobre a fé em ação. Isto é, a fé e as obras nunca poderão estar separadas uma vez que as obras procedem naturalmente da fé (ver Gl 5.6).
2.24 O HOMEM É JUSTIFICADO PELAS OBRAS. O termo grego ergon, aqui traduzido por obras, é empregado por Tiago com sentido diferente daquele que Paulo usou em Rm 3.28. (1) Para Tiago, "obras" se refere às nossas obrigações para com Deus e o homem, as quais são ordenadas nas Escrituras, e provêm de uma fé sincera, de um coração puro, da graça de Deus e do desejo de agradar a Cristo. (2) Para Paulo, "obras" se refere ao desejo humano de obter mérito e salvação pela obediência à lei mediante nosso próprio esforço, e não através do arrependimento e da fé em Cristo. (3) Note que tanto Paulo como Tiago declaram enfaticamente que a verdadeira fé salvífica produzirá infalivelmente obras de amor (1.27; 2.8; Gl 5.6; 1 Co 13; cf. Jo 14.15).

Questionário da Lição  7 - O Fruto Do ESPÍRITO - Benignidade e Bondade: O Fruto Gêmeo
Por Ev.Luiz Henrique - http://www.henriqueestudos.cjb.net/
 
Texto Áureo:
1- O fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade, aprovando o que?
( ) Tudo o que o homem fizer    ( ) Toda a ação terrestre    ( ) O que é agradável ao Senhor
Verdade Prática:
2- A bondade e a benignidade são como o que?
( ) Duas colunas gêmeas da estrutura material, moral e social do cristão.    ( ) Duas colunas gêmeas da estrutura espiritual, moral e social do cristão.
I. A DESCRIÇÃO DA BENIGNIDADE E DA BONDADE
3- Em que se fundamenta a benignidade?
( ) Fundamenta-se no amor    ( ) Fundamenta-se no perdão     ( ) Fundamenta-se na amizade
4- Em Gálatas 5.22, a palavra benignidade, no original do NT, o que significa? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Ser pobre    ( ) Qualidade de ser puro e bom    ( ) Maneira de se exaltar    ( ) Ser devotado a atos e a atitudes bondosas   
( ) Ternura    ( ) Compaixão    ( ) Valentia    ( ) Brandura    ( ) Paixão
5- A que se refere o julgo de Cristo? Complete:
Refere-se ao desenvolvimento de uma vida dis______________ através da obe_____________, sub___________,
companhia, serviço e coo________________.
6- O que é o mais sublime privilégio?
( ) Servir por amor     ( ) Servir por paixão    ( ) Servir por obrigação    ( ) Servir por prazer
7- Qual o resultado da benignidade?
( ) Amor    ( ) Ódio    ( ) Paixão    ( ) Igualdade    ( ) Bondade  
8- Quantas vezes é encontrada a palavra bondade na bíblia e onde?
( ) Três vezes, em Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9
( ) Quatro vezes, em Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9 e 2 Ts 1.11
( ) Cinco vezes, em Rm 15.14; Gl 5.22; Ef 5.9; Cl 2.3 e 2 Ts 1.11
9- Em que denota a bondade
( ) Denota serviço ou ministério em favor do si mesmo, um espírito de generosidade colocado em prática, concernente a servir e a doar.
( ) Denota serviço ou ministério em favor do próximo, um espírito de generosidade colocado em prática, concernente a servir e a doar.
II. OS FUNDAMENTOS DA BENIGNIDADE E DA BONDADE
10- Como a bíblia apresenta Deus?
( ) Como um Pai divinamente incompreensível e poderoso, sempre pronto a abençoar seus filhos em todos os sentidos
( ) Como um Pai divinamente compassivo e amoroso, sempre pronto a abençoar seus filhos em todos os sentidos
11- A que o profeta Isaías compara Deus?
( ) A um Fazendeiro carinhoso e benigno com seu gado (Is 40.11), que se deleita em demonstrar sua bondade para com seus animais
( ) A um pastor carinhoso e benigno com seus cordeiros (Is 40.11), que se deleita em demonstrar sua bondade para com seus filhos
12- Cite alguns princípios da Benignidade e Bondade, completando:
a) Servir ao ________________     b) Gen___________________    c) Bon____________, justiça e ve_______________
13- Qual é o nosso serviço que implica ser companheiro, oferecer hospitalidade, ajudar com os problemas, encorajar e, acima de tudo, demonstrar amor?
( ) É conduzir as pessoas a conhecer Jesus como seu Salvador pessoal e atender às necessidades que porventura possam ter
( ) É conduzir as pessoas a conhecer-nos como pessoa perfeita e atender às necessidades que porventura possam ter, além de visitá-los sempre
14- Cite uma característica distintiva da bondade cristã:
( ) Companheirismo em todo tipo de ação, seja espiritual ou mundana    ( ) Generosidade    ( ) Malignidade
15- O que, a entrega dos dízimos e ofertas, demonstra?
( ) O que está em nosso tesouro, ou seja, comprometimento com as coisas temporais
( ) O que está em nosso coração, ou seja, desprendimento das coisas temporais
( ) O que está em nossa intenção, ou seja, recebermos depois o cêntuplo do que investimos.
16- Qual é a Regra de Ouro resumida na excelência da bondade?
( )  “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 9.12)
( )  “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 12.12)
( )  “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12)
III. EXEMPLOS DE BENIGNIDADE E BONDADE
17- Segundo a bíblia dê exemplos de homens e mulheres que procederam com benignidade e bondade para com seu semelhante:
Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Caim    ( ) Jó    ( ) Davi    ( ) Herodes    ( ) Jesus    ( ) Pilatos    ( ) Paulo    ( ) Estevão    ( ) Alexandre, o latoeiro
18 - Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
 
Personagem
Demonstração de Benignidade e bondade
Suplicou perdão em favor de seus inimigos, e demonstrou, em sua forma mais sublime, o sentido real de ser benigno e misericordioso com os outros ao entregar-se por nós.
Davi
Antes de sua conversão, era conhecido por sua inclemência para com os cristãos, segundo ele mesmo testemunhou. Contudo, ao tornar-se uma nova criatura em Cristo, declarou: “Fomos brandos (benignos) entre vós, como a ama que cria seus filhos”
Jesus
Este servo de Deus não foi apenas paciente, mas também um exemplo significativo de benignidade e bondade
Paulo
Ao invés de desejar a morte de seus opressores, orou por eles enquanto estava sendo apedrejado até morrer
Estevão
É comovente a benignidade imparcial dele em favor da casa de seu inimigo, Saul.
 
19- Encontre as palavras AMOR, BONDADE, BENIGNIDADE, GENEROSIDADE E JUSTIÇA no caça-palavras:
 
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ESTUDO COMPLEMENTAR
O FRUTO DO ESPÍRITO A BONDADE (Gálatas 5.16-25 )
 
1. INTRODUÇÃO
Durante sua obra criativa, DEUS fazia admiráveis pausas nas quais refletia sobre o que fizera. Diz a Bíblia que Ele classificou cada obra sua como boa. O resultado de Sua ação lhe proporcionava uma satisfação estética. A palavra bondade na Bíblia se aplica àquilo que proporciona satisfação estética ou moral. No hebraico, a palavra para expressar este conceito é tobh, literalmente "agradável", "alegre". No grego, há duas palavras para traduzir essa idéia: a primeira é agathos (bom), que é o termo usado por Paulo para indicar o fruto espiritual da bondade; a segunda é kalos (belo), que tem a ver com harmonia. Bondade, portanto, tem uma dimensão ética e uma dimensão estética. Na dimensão ética, significa viver de acordo com padrões elevados. Na dimensão estética, pode ser entendida como beleza interior.
A vida cristã é aquela vivida no ESPÍRITO SANTO. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.

2. A BONDADE DE DEUS
O salmo 33.5 diz que a terra está cheia da bondade de DEUS. Esta bondade está presente na Sua criação.
O universo reflete a bondade de DEUS. Eu gosto de ler as páginas sobre ciência nos jornais e revistas. Um dos temas que me fascina é a idade do cosmos. A cada dia aparece uma teoria nova, dando alguns bilhões a mais ou a menos para o nosso mundo. A sabedoria bíblica fala que tudo começou "no princípio". Os astrônomos querem datá-lo. Por isto, de vez em quando eles fotografam alguma estrela nascendo. É fascinante saber que ela está onde está há alguns bilhões de anos, mas só agora conseguimos fotografá-la porque só agora a sua luz pôde ser captada por algum telescópio gigante espionando o cosmos. Nós sabemos pouco sobre o cosmos, mas o pouco que sabemos mostra que nele está presente a bondade de DEUS, bondade ordenadora, bondade harmonizadora. O ser humano reflete a bondade de DEUS. Alguns biólogos têm procurado uma explicação para a natureza humana. Contra a corrente dos que acham que os genes são egoístas, Matt Ridley escreveu um livro para mostrar um paradoxo: os genes, embora egoístas, são solidários para que possam sobreviver. O debate entre esses autores apenas confirma que a biologia não pode explicar a natureza humana, senão parcialmente. Recentemente, o mundo assistiu a frustração dos geneticistas encarregados de mapear os genomas humanos; sua conclusão foi patética: ainda não dá para entender a natureza humana. Nós sabemos pouco sobre a natureza humana, mas o pouco que sabemos mostra que nela está presente a bondade de DEUS, bondade que injeta no homem o desejo de ser bom. É por isto que o ESPÍRITO SANTO produz bondade. Ele produz algo que a natureza humana deseja, mas não consegue produzir por si só. DEUS, portanto, está presente no desejo do bem e está presente na capacitação para a prática deste bem. Este desejo humano é uma decorrência da bondade de DEUS. A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho JESUS CRISTO, que só DEUS é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19) Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais.
Estamos sendo naturais ou espirituais?
 
3. A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade.
O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco. A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia. A bondade é uma virtude interior que inunda todas ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por JESUS acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar: Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o ESPÍRITO SANTO na sua vida. Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo ESPÍRITO SANTO, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de DEUS.
 
4. A MATRIZ DE NOSSA BONDADE
Pelo ESPÍRITO SANTO, podemos produzir bondade, embora não sejamos bons.
1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de DEUS, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de DEUS. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a DEUS, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.
 
2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade DEUS nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de DEUS que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.
 
3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os juDEUS, porque se aplica completamente aos cristãos: Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em DEUS; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (....) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por que abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a DEUS pela transgressão da lei? (Romanos 2.17-23) O moralista tem dois pesos: um para si mesmo, brandíssimo, e outro para o próximo: severíssimo. O moralista produz justiça para os outros, nunca bondade, a não ser para si mesmo; bondade para si mesmo não é bondade, é auto-indulgência.
 
4. Produzimos bondade quando temos interesse em perfumar a terra com ela. Podemos pensar as nossas vidas como sendo frascos de perfume. Enquanto o perfume está fechado, não passa de um frasco de perfume. Ninguém sabe qual é o seu cheiro. Às vezes, o frasco é lindo. Às vezes, a marca é charmosa. Há muitos cristãos-frascos. Precisamos ser cristãos-perfumes.
Quando queremos perfumar a terra, nós nos desencapsulamos, nós nos desenfrascamos. É assim que damos o fruto da bondade. Se nos contentamos em ficar fechados em nós mesmos, não produzimos bondade.
 
5. CONCLUSÃO
Aqueles que vivem pelo Espírito devem encher a terra de bondade, de modo que o mundo veja a bondade de DEUS.
De que estamos enchendo a terra?
Esperemos que de bondade. É dela que o mundo precisa. É ela que DEUS espera de nós.
  israel@openlink.com.br  -http://www2.uol.com.br/bibliaworld/igreja/mensag/isbel027.htm
 
TEXTO PARA MEDITAÇÃO
“Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça, e verdade (Ef 5.9).
“Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
Vide estudo sobre Bondade
 
A bondade é uma qualidade de caráter que se manifesta em nossas atitudes na adversidade.
 
LEITURAS Sobre o assunto:
*** Gl 5.22 O fruto do Espírito na vida cristã
Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13). O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos. 
 
*** 1 Co 13.4 O amor se revela como bondade
4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,
A CARIDADE. Essa seção descreve o amor divino através de nós como atividade e comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação interior. Os vários aspectos do amor, neste trecho, caracterizam Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para crescer nesse tipo de amor.
 
*** Cl 3.12 O cristão deve revestir-se de bondade
12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
A conservação da unidade da fé (v. 13), deve basear-se no amor ativo, que procura resolver problemas e reconciliar diferenças através da mútua lealdade e da obediência a Cristo e sua Palavra. 
 
*** Lc 6.35 A bondade manifesta o amor de Deus
35 Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o 
vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
NÃO RESISTAIS AO MAL. Jesus não está falando contra a administração da correta justiça aos malfeitores (cf. Rm 13.1-4). Os versículos que se seguem (vv. 43-48) indicam que Ele se refere ao caso de amarmos os nossos inimigos (v. 44; Lc 6.27). Não devemos reagir com espírito de ódio contra o mal praticado contra nós, mas de maneira que demonstre que possuímos valores centrados em Cristo e no seu reino. Nosso tratamento para com aqueles que nos fazem mal deve ser de tal modo que os leve a aceitar Cristo como seu Salvador (como exemplos desse espírito, compare Gn 13.1-13 com Gn 14.14, e Gn 50.19-21 com Gn 37.18-28; ver também 1 Sm 24,26; Lc 23.34; At 7.60).
 
*** Rm 11.22 A bondade segundo a justiça de Deus
22 Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado.
TAMBÉM TU SERÁS CORTADO. Paulo faz uma solene advertência a todos os crentes gentios, i.e., a todas as igrejas, denominações ou fraternidades cristãs. 
(1) Existe a terrível possibilidade de Deus repudiar ou "cortar" qualquer indivíduo, ministério, igreja ou grupo de igrejas que não "permanecem na sua benignidade", na fé apostólica e nos padrões de justiça do NT (v. 22). 
(2) Se Deus não poupou Israel, não poupará qualquer igreja ou comunidade cristã (v. 21), se rejeitarem os caminhos de Deus e se conformarem com este mundo (ver 12.2 nota). Logo, todas as igrejas cristãs devem "temer" (v. 20), tendo em mente tanto "a bondade", como "a severidade de Deus", e tudo fazendo para continuarem na fé e na prática apostólicas do NT. Nenhuma igreja cristã, nem ministério, pode pressupor confiadamente que nunca sofrerá juízo divino. Seja igreja, seja pessoa, "para com Deus não há acepção de pessoas" (2.11; ver também Ap 2-3 notas).
 
*** Tt 3.5 A salvação em Cristo pela bondade de Deus
5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou 
pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,

A LAVAGEM DA REGENERAÇÃO. Isto se refere ao novo nascimento do crente, visto simbolicamente no batismo cristão. A "renovação do Espírito Santo" refere-se à outorga constante da vida divina aos crentes à medida que se submetem a Deus (cf. Rm 12.2). Não tivemos qualquer mérito em nossa salvação e agora salvos devemos imitar as obras de DEUS e dar a vida pelos outros. 
Mt 5.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.
Ef 2.9 NÃO VEM DE OBRAS. Ninguém poderá ser salvo pelas obras e boas ações, ou por tentar guardar os mandamentos de Deus. Seguem-se as razões: 
(1) Todos os não-salvos estão espiritualmente mortos (v. 1), sob o domínio de Satanás (v. 2), escravizados pelo pecado (v. 3) e sujeitos à condenação divina (v. 3). 
(2) Para sermos salvos precisamos receber a provisão divina da salvação (vv. 4,5), ser perdoados do pecado (Rm 4.7,8), ser espiritualmente vivificados (Cl 1.13), ser feitos novas criaturas (v. 10; 2 Co 5.17) e receber o Espírito Santo (Jo 7.37-39; 20.22). Nenhum esforço da nossa parte poderá realizar essas coisas. 
(3) O que opera a salvação é a graça de Deus mediante a fé (vv. 5,8). O dom salvífico de Deus inclui os seguintes passos: 
(a), a chamada ao arrependimento e à fé (At 2.38). Com essa chamada vem a obra do Espírito Santo na pessoa, dando-lhe poder e capacidade de voltar-se para Deus. 
(b) Aqueles que respondem com fé e arrependimento e aceitam a Cristo como Senhor e Salvador, recebem graça adicional para sua regeneração, ou novo nascimento, pelo Espírito e ser cheios do Espírito (At 1.8; 2.38; Ef 5.18). 
(c) Aqueles que se tornam novas criaturas em Cristo, recebem graça contínua para viver a vida cristã, resistir ao pecado e servir a Deus (Rm 8.13,14; 2 Co 9.8). O crente se esforça em viver para Deus, mediante a graça que nele opera (1 Co 15.10). A graça divina opera no crente dedicado, tanto para ele querer, como para cumprir a boa vontade de Deus (Fp 2.12,13). Do começo ao fim, a salvação é pela graça de Deus.
 
Subsídio Teológico
“Sobre a benevolência escreveu Charles Finney (1792-1875), virtuoso teólogo e evangelista norte-americano: “A benevolência tem prazer com o que ocorre de bom com qualquer pessoa, enquanto o egoísmo é por demais invejoso diante do bem dos outros, até para desfrutar do próprio bem. Há uma economia divina na benevolência. Cada alma benevolente não só desfruta do bem dela mesma, como também desfruta do bem de todas as outras, desde que tome conhecimento de que estão felizes. A pessoa bebe no rio do gozo divino. Não só se alegra em fazer o bem para os outros, com também em vê-los alegrar com o que seja bom. Ela se alegra na alegria de Deus e na alegria dos santos (...) Ela participa de toda alegria e de todo sofrimento que lhe chega ao conhecimento; sua participação nos sofrimentos dos outros não é sentimento de pura dor.” (Teologia Sistemática de Finney, CPAD, pág. 197)
 
ABRAÃO MOSTRA A BONDADE DO SEU CORAÇÃO
A bondade se destacava no caráter de Abraão. Mesmo ofendido, ele continuava com o coração bondoso. Nisso Jesus é o supremo modelo: 
“... para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” (1 Pe 2.21-24). 
 
Abraão socorre e liberta Ló e sua família (Gn 14.1-12). 
a) Situação política da planície de Sodoma. Durante 12 anos cinco reis da planície de sodoma haviam sido tributário do rei Quedorlaomer. Sabendo que este rei, juntamente com outros três aliados. estava em campanha militar contra nações que habitavam nas redondezas, os cinco reis da planície resolveram aproveitar a ocasião para libertarem-se da opressão, e saíram para guerrear contra ele (Quedorlaomer) e seus aliados.
b) Ló é levado cativo. No confronto militar, os reis da planície de Sodoma ficaram em desvantagem. Os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram. Suas cidades foram despojadas e seus habitantes levados cativos, inclusive Ló e sua família.
c) Abraão é informado. Um homem que escapara da batalha veio a Abraão e contou-lhe o que acontecera. E Abraão sentiu necessidade de levar a sua ajuda a seu parente em perigo. Como prisioneiro de guerra Ló poderia até ser vendido como escravo. Ló sofria as consequências da escolha que fizera... Neste acontecimento, também, Abraão deu o exemplo de crente fiel. Diz a Escritura: "Mas se alguém não tem cuidado dos seus. e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel (l Tm 5.8). Abraão se prontificou a ajudar, mas esta tarefa era muito difícil. (SH) Seus recursos eram pequenos, seus homens poucos em relação ao exército inimigo. Mas certamente ponderou como Jônatas se expressou séculos mais tarde: "Porventura obrará o Senhor por nós. porque para com o Senhor nenhum impedimento há para livrar com muitos ou com poucos'* (l Sm 14.6)
d) Abraão entra em ação. Ao tomar conhecimento do que havia acontecido com Ló, Abraão não ficou indeciso quanto ao que deveria fazer. (SD) Diz a Escritura:  "Armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Da (Gn 14.14). Acompanharam-no três confederados. Escol. Manre e Aner. Usou a estratégia de dividir seus poucos homens em vários grupos e fazê-los todos, simultaneamente, atacar o acampamento inimigo à noite (Gn 14.15). Tirou portanto proveito da surpresa e da escuridão. O exército dos quatro reis foi derrotado e fugiu. Dos quatro reis alguns morreram (Hb 7.1). Assim, Abraão lutou contra os opressores e obteve vitória e tomou a trazer toda a fazenda, e tomou a trazer também a Ló. seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo"(Gn 14.16)
 
2. Abraão superou a mágoa pela bondade do seu coração (Gn 14.14). O que mais chama a atenção neste episódio não é a derrota dos inimigos, mas sim a generosidade de Abraão para com seu sobrinho. 
“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.14,15). 
Este "SE" indica condição para ser perdoado. 
 
COMO DEVE SER O CRISTÃO
Um cristão autêntico, fiel e consagrado, não retrocede, mesmo quando comete falhas. 
 
1. O cristão deve ser bondoso. 
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade.O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco. A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia. A bondade é uma virtude interior que inunda todas ações.
 
2. A bondade compõe o caráter cristão. 
Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida. Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo Espírito Santo, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de Deus. 
 
Diz a Bíblia, nas palavras de Jesus, que “o homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau tira coisas más” (Mt 12.35). Portanto, o cultivo da bondade deve ser constante na vida do cristão, para, desta maneira, amenizar as maldades do mundo.
A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho Jesus Cristo, que só Deus é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19) Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais.
Estamos sendo naturais ou espirituais?
Fonte da Bondade é DEUS: Disse Jesus Cristo, que só Deus é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19)
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