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LIÇÃO 7 A CHAMADA DIVINA E O LIVRE ARBÍTRIO
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2006
Epístola de Paulo aos Romanos
Complementos e questionários: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
REVISTA CPAD
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" (Rm 8.30).
 
 
VERDADE PRÁTICA
DEUS, em sua soberania, oferece graciosamente a salvação para todos os homens que, de acordo com o seu livre-arbítrio, podem aceitar ou recusar este convite.
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE  ROMANOS 9.14,15,23-26,30-32; ATOS 2.21
ROMANOS 9.14,15,23-26,30-32 14 Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de DEUS? De maneira nenhuma! 15 Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. 23 para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, 24 os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? 25 Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada. 26 E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do DEUS vivo. 30 Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. 31 Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. 32 Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei. Tropeçaram na pedra de tropeço.

ATOS 2. 21 e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
 
Comentários retirados dos Livros:
1- Romanos - Introdução e Comentário - F.F.Bruce - 5º edição - 1991 - Reimpressão - 1991 - Vida Nova e Mundo Cristão - São Paulo - SP
2- Atos - Introdução e Comentário - I.Howard Marshall - 1º edição - 1982 - Reimpressão 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova  - São Paulo - SP
3- Bíblia de Estudo Pentecostal CD ROM - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
 
Rm 9.14 Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de DEUS? De maneira nenhuma!
2 Crônicas 19.7 Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; guardai-o e fazei-o, porque não há no SENHOR, nosso DEUS, iniqüidade, nem acepção de pessoas, nem aceitação de presentes.
 
Rm 9.15 Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.
Citação de Êxodo 33:19, onde DEUS responde ao pedido de Moisés e que lhe fosse permitido ver Sua glória, depois da intercessão de Moisés pelos israelitas por causa do culto que haviam prestado ao bezerro de ouro. O significado dominante daquelas palavras é que a misericórdia e a compaixão de DEUS não se sujeitam a nenhuma causa estranha à sua livre graça.
 TEREI MISERICÓRDIA. Este versículo enfatiza a livre ação da misericórdia de DEUS. Sua compaixão ativa e transbordante não
pode ser merecida nem controlada pelos seres humanos (v. 16). Sua decisão é ter misericórdia de todos (11.32).
 
Rm 9.23. para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,
VASOS DA IRA... VASOS DE MISERICÓRDIA. A expressão "vasos da ira" refere-se àqueles que, pela prática do pecado, estão se preparando para a sua destruição eterna. O indivíduo torna-se uma vaso da ira através dos seus próprios atos pecaminosos e da sua própria rebelião contra DEUS, conforme Paulo já declarara: "Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti" (2.5). Apesar disso, os vasos da ira ainda poderão arrepender-se, voltar-se para DEUS e receber sua misericórdia. A expressão "vasos de misericórdia" (v. 23) refere-se àqueles, tantos judeus como gentios, que crêem em JESUS CRISTO e o seguem (vv. 24-33).
 
Rm 9.24. os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?
 Chamados todos são, tanto judeus como gentios, para uma mesma salvação em CRISTO JESUS, e somente nELE.
 
Rm 9.25. Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada.
Oséias. (AV: "Osee".) Forma grega de Oséias.
            Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e, amada à que não era amada. E paráfrase paulina de Oséias 2:23: “Compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-meu-povo direi: Tu és o meu povo". A profecia de Oséias provavelmente estava em uso geral na igreja primitiva como um testimonium neste sentido; sua exegese em 9:25 não é peculiarmente paulina. Compare-se com esta a aplicação parecida de Oséias 2:23 a cristãos gentios em 1 Pedro 2:10.
Oséias foi ensinado a ver em sua trágica vida doméstica uma parábola da relação entre DEUS e Israel. Quando tomou Gômer, a filha de Diblaim, como sua esposa e no devido tempo ela deu à luz um filho, Oséias reconheceu a criança como sua e lhe deu o nome de Jezreel. Mas convenceu-se de que o segundo e o terceiro filhos dela não eram dele, e os nomes que lhes deu expressavam a sua desilusão - Lo-ruhamah ("alguém por quem não se tem nenhuma afeição natural"), e Lo-ammi ("não parente meu"). Estes nomes simbolizavam a atitude de DEUS para com o Seu povo Israel, que tinha quebrado a sua lealdade pactual com Ele -  Lo­-ruhamah ("não objeto de minha afeição, ou misericórdia", ou "Desfavoreci da") e Lo-ammi ("Não-meu-povo"). Mas, por amor dos velhos tempos, DEUS não permitirá que estas relações rotas permaneçam assim para sempre. Ele anela pelo dia em que aqueles que no presente são o Seu povo, e em que aqueles que no presente não têm direito aos Seus sentimentos bondosos, voltarão a ser objetos da Sua misericórdia.
"O que Paulo faz aqui é tomar esta promessa, que se referia a uma situação delimitada pelas fronteiras do povo escolhido, e extrair dela um princípio da ação divina que, nos seus dias, estava a reproduzir-se em escala mundial. Em grande extensão mediante o ministério apostólico de Paulo, grande número de gentios que nunca tinham sido "o povo de DEUS" e nunca tinham recebido a misericórdia da Sua aliança, vinham sendo arrolados como membros do povo de DEUS tornando-se beneficiários da Sua misericórdia, A escala da ação divina era muito mais ampla do que nos dias de Oséias, mas se podiam reconhecer o mesmo esquema e o mesmo princípio. Por intermédio da missão gentílica, naquelas terras onde o povo de DEUS não tinha representantes outrora, havia agora muitos crentes reconhecidos como "filhos do DEUS vivo" .
 
Rm 9.26. E no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo; ali mesmo serão chamados filhos do DEUS vivo ("Filhos", RV, RSV, NEB, AA; "os filhos", A V.) Citação de Oséias 1:10.
 Oséias 1.10 Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do DEUS vivo.
ISRAEL SERÁ COMO A AREIA DO MAR. A rejeição do Reino do Norte como nação separada não significava que DEUS se
esqueceria de sua promessa a Abraão, Isaque e Jacó, a respeito da terra e da nação. Apesar de Israel haver pecado, DEUS restauraria o seu povo à condição de filhos. Ele reuniria as doze tribos para formar uma única nação sob um único líder. A promessa de reunificação anuncia o Messias vindouro.
 
Rm 9.30. Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. 
Tendo considerado o problema do ponto de vista da eleição divina. Paulo agora o considera do ponto de vista da responsabilidade humana.
Romanos 10.20 E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam.
Que aconteceu de fato? O Evangelho com sua proclamação da "justiça" outorgada por DEUS aos crentes veio ao judeu primeiro e ao gentio. Mas foi aceito primeiro  pelo gentio. Os gentios responderam agradecidamente à mensagem que lhes assegurava que seriam aceitos por DEUS com base em sua fé, e isto lhes "foi imputado para justiça". Os judeus, como um todo continuavam a seguir o caminho da justiça da lei, procurando ser aceitos por DEUS com base em sua guarda da lei e contudo jamais atingiram a meta. A razão era simples: estavam seguindo um caminho errado. A aceitação da parte de DEUS era assegurada à fé e não às obras impostas pela lei. Era uma lição deveras difícil para eles aprenderem que, apesar de todos os privilégios que tinham como israelitas, a justiça divina só poderia ser alcançada por eles do mesmo modo pelo qual foi aberta para aqueles forasteiros completos que eram os gentios, os quais tinham sido, durante séculos, mantidos isolados do conhecimento de DEUS e Seus caminhos. Não admira que o Evangelho fosse uma pedra de tropeço para eles.
Mas o próprio fato de ser pedra de tropeço fora previsto. E aqui Paulo torna a citar Isaías, e dá uma versão conjunta de dois pronunciamentos proféticos - Isaías 8:14s. e 28:16s. - cujo denominador comum é uma “pedra" assentada numa época de calamidade e juízo.
 
Rm 9.31. 31 Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. 
Buscava lei de justiça.
Isto é, uma lei pela conformidade com a qual os israelitas esperavam ser justificados perante DEUS.
 Não chegou a atingir essa lei (A V: "... de justiça"). O texto mais bem documentado omite "de justiça". O sentido é que as exigências da lei não eram satisfeitas por aqueles que seguiam o caminho da justiça da lei da mesma forma que o eram por aqueles que não andam "segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO" (8:4).
 Romanos 11.7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.
Gálatas 5.4 Separados estais de CRISTO, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.
DA GRAÇA TENDES CAÍDO. Alguns dos gálatas tinham substituído sua fé em CRISTO pela fé na obediência à lei (1.6,7; 5.3). Paulo declara que os tais caíram da graça. Cair da graça é estar alienado de CRISTO (cf. Jo 15.4-6) e abandonar o princípio da graça de DEUS que nos traz vida e salvação. É anular a nossa associação com CRISTO e deixar de permanecer nEle (ver Jo 15.6 nota; 2 Pe 2.15,20-22;
 
Rm 9.32. 32 Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei. Tropeçaram na pedra de tropeço.
Como que das obras (A V: "pelas obras da lei"). Leia-se simplesmente "pelas obras" (RV).
Tropeçaram na pedra de tropeço. Em Isaías 8:7s. o profeta prediz como a invasão assíria devastará as terras de Israel como as águas de uma grande inundação. Mas haverá um lugar de refúgio das águas avassaladoras: DEUS mesmo será um "santuário" para todos quantos ponham sua confiança nele, a Rocha sobre a qual estarão firmes. Mas os que não se confiam a Ele, mas põem sua confiança em outros poderes ou recursos, serão arrastados pela enchente contra esta Rocha e ficarão em ruínas.
Para eles, muito longe de ser ela um lugar de refúgio, será um perigoso obstáculo uma “Pedra de tropeço” e uma "rocha de escândalo" ou "de ofensa”. A passagem é citada com o mesmo fim em 1 Pedro 2:8, onde CRISTO é descrito como "pedra de tropeço e rocha de ofensa" para aqueles "que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos" (isto é, postos ou destinados pela palavra de DEUS dita por intermédio de Isaías).  
NÃO FOI PELA FÉ. A má condição espiritual da maioria em Israel devia-se à recusa, por aquela nação, do plano de DEUS para a salvação pela fé em CRISTO (v.33). Muitos gentios, no entanto, aceitaram o caminho divino da salvação e alcançaram a justiça que vem pela fé.
 
At 2 .21.
ATOS 2. 21 e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Romanos 10.13 Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Joel 2.32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR.tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar.

A explicação correta achava-se num nível diferente de entendimento. Aquilo que acontecia devia ser encarado como cumprimento de uma profecia de Joel, e aqui Pedro passou a citar a relevante passagem, Joel 2:28-32. Mais uma frase da mesma passagem se acha no v. 39, e a mesma passagem é citada também em Rm 10:13 e Ap. 6:12.15 A citação segue a LXX, mas com certo número de pequenas alterações para adaptar a profecia ao seu contexto. Uma das mais importantes entre estas alterações é o modo de "E acontecerá depois destes dias", em Joel, ser alterado para "E acontecerá nos últimos dias". Pedro considera que a profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato final da salvação divina.
O primeiro tema da profecia, e o principal, é que DEUS está para derramar o Seu ESPÍRITO sobre todos os povos, i.é, sobre todos os tipos de pessoas, e não apenas sobre os profetas, reis e sacerdotes, como tinha sido o caso nos tempos do Antigo Testamento. A evidência será vista na forma de profecias e visões. Visto que as línguas podiam ser descritas, de modo lato, como tipo de profecia, esta passagem oferecia o equivalente mais aproximado às línguas na fraseologia veterotestamentária: é verdade que Paulo distingue as línguas das profecias (1 Co 12:10), mas ele não estava sujeito à limitação de procurar uma frase veterotestamentária para se expressar. Um segundo elemento da profecia é a ocorrência de sinais cósmicos do tipo que se associa com os quadros apocalípticos do fim do mundo; a mesma linguagem se emprega em Apocalipse 6:12. Aqui, podemos notar que Pedro alterou a expressão de Joel: "prodígios no céu e na terra", para prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra". Os sinais são provavelmente o dom de línguas e os vários milagres de cura que logo passariam a ser narrados. O que se diz, porém dos prodígios?
Se não aceitarmos que a referência diz respeito aos sinais cósmicos que acompanharam a crucificação (Lc 23:4445), então teremos que entender que Pedro antevê os sinais que anunciarão o fim do mundo; estes ainda são futuros, e pertencem ao "fim" dos últimos dias, e não ao "começo" deles, que estava se realizando. O terceiro elemento na profecia de Joel é o evento do qual estes sinais são a prefiguração: o dia do Senhor, i.é, o dia do julgamento. Para Joel, é claro, o Senhor era o próprio Javé. Para Pedro e Lucas, surge a pergunta: Senhor, aqui, não significa implicitamente JESUS? Isto porque no v. 36 JESUS será declarado Senhor. De qualquer maneira, a profecia termina, em quarto lugar, com uma promessa no sentido de que aquele que invocar o nome deste Senhor, i.é, apelar a Ele, pedindo socorro, será salvo; para os cristãos, certamente se tratava de procurar em JESUS a salvação (Ro 10:13-14; 1 Co 1 :2). Reconhece-se que, se Pedro citou o texto em Hebraico, haveria clara referência a Javé, e, portanto, a aplicação a JESUS ficaria clara somente àqueles que ouviam ou liam o texto em Grego.
É difícil saber de que maneira Joel encarava o cumprimento do seu oráculo, que foi pronunciado no contexto de urna praga de gafanhotos em Israel, a qual o profeta via como julgamento de advertência. Quando o povo correspondeu, arrependendo-se, o Senhor o atendeu, e transformou a sua sorte, e prometeu-lhe ceifas abundantes. Depois, segue-se esta profecia daquilo que aconteceria "depois", na medida em que o profeta olha para os eventos futuros ainda mais distantes, e descortina a vindicação mal de Israel e a derrota dos seus inimigos. Destarte, a perspectiva parece ser distante, associada com o dia do Senhor. e, portanto, não se faz injustiça para com o verdadeiro sentido da passagem quando Pedro enxerga nos eventos do Pentecoste o começo do cumprimento dela.
 
Topo Lição 7

LEITURA DIÁRIA
Segunda Dt 7.7-11 - O amor de DEUS é o fundamento da eleição de Israel
7 O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos, 8 mas porque o SENHOR vos amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. 9 Saberás, pois, que o SENHOR, teu DEUS, é DEUS, o DEUS fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos; 10 e dá o pago em sua face a qualquer dos que o aborrecem, fazendo-o perecer; não  será remisso para quem o aborrece; em sua face lho pagará. 11 Guarda, pois, os mandamentos, e os estatutos, e os juízos que hoje te mando fazer.
MISERICÓRDIA... AOS QUE O AMAM. DEUS escolheu Israel movido pelo seu amor aos israelitas (vv. 7,8). Além disso, DEUS
prometeu que cumpriria fielmente o seu concerto e usaria de misericórdia de geração em geração, para com os "que o amam e guardam os seus mandamentos" (cf. 6.4-9). Não somente o amor de DEUS dependia dessa atitude de amor e obediência, mas também disso dependia a prosperidade deles (vv. 13,14), sua saúde (v. 15) e seu triunfo militar (vv. 16-18).
 
Terça Ap 13.8 - DEUS amou o mundo desde a sua fundação
E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
CORDEIRO QUE FOI MORTO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO. A morte redentora de CRISTO, pela salvação da humanidade, foi determinada por DEUS desde o início da criação do mundo (ver 17.8; Gn 3.15; 1 Pe 1.18-20).
17.8- ESCRITOS NO LIVRO DA VIDA, DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO. Estas palavras não poderão ser usadas para comprovar a eleição predeterminada do indivíduo para a salvação, ou perdição; pois, de acordo com a Bíblia, o nome de alguém pode ser apagado do livro da vida por infidelidade e abandono da fé (3.5; ver 13.8; cf. Sl 69.28).
Gn 3.15 ESTA TE FERIRÁ A CABEÇA, E TU LHE FERIRÁS O CALCANHAR. Este versículo contém a primeira promessa implícita do plano de DEUS para a redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana e de DEUS contra Satanás e o mal. É uma profecia do conflito espiritual entre a semente da mulher (i.e., o Senhor JESUS CRISTO) e a semente da serpente (i.e., Satanás e os seus seguidores; ver v.1). DEUS promete aqui, que CRISTO nasceria de uma mulher (cf. Is 7.14), e que Ele seria ferido ao ser crucificado, porém, ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente (i.e., ferir ) Satanás, o pecado e a morte, para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23; 1Pe 1.18-20 As Escrituras deixam claro que a morte sacrificial de CRISTO na cruz é a razão da redenção do crente, i.e., sua libertação da escravidão ao pecado (cf. Ef 1.7; ver Hb 9.14
 
Quarta 1 Pe 1.2 - A eleição é segundo a presciência de DEUS Pai
 eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas.
A PRESCIÊNCIA DE DEUS. A presciência divina é o eterno amor e propósito de DEUS para com o seu povo, a igreja (ver Rm 8.29). Os "eleitos" são o conjunto dos verdadeiros crentes, escolhidos em harmonia com a resolução divina de redimir a igreja pelo "sangue de JESUS CRISTO", em "santificação do ESPÍRITO". Todos os crentes devem participar da sua eleição, procurando diligentemente tornar mais firme sua vocação e eleição (ver 2 Pe 1.5,10).
A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de DEUS inclusos na eleição. A eleição é
a escolha feita por DEUS, “em CRISTO”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de DEUS (todos os crentes genuínos em CRISTO).
(1) DEUS predestina seus eleitos a serem: (a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) SANTOs e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do ESPÍRITO SANTO (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em CRISTO JESUS para boas obras (2.10).
(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de CRISTO (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em JESUS CRISTO (1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).
 
Quinta Ef 1.5-9 - Predestinados para sermos filhos de adoção
5 que, mediante a fé, estais guardados na virtude de DEUS, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo, 6 em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, 7 para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de JESUS CRISTO; 8 ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, 9 alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma.
No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. DEUS escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. CRISTO é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em CRISTO. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que DEUS preparou para quem nele permanece. DEUS convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante JESUS CRISTO.
 
Sexta Ef 1.11-13 - A predestinação é conforme o propósito de DEUS
11 nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, 12 com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em CRISTO; 13 em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa;
 FOSTES SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO. Como "selo", o ESPÍRITO SANTO é dado ao crente como a marca ou evidência de
propriedade de DEUS. Ao outorgar-nos o ESPÍRITO, DEUS nos marca como seus (ver 2 Co 1.22). Assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por DEUS, e que a nossa redenção é real, pois o ESPÍRITO SANTO está presente em nossa vida (cf. Gl 4.6). Podemos saber que realmente pertencemos a DEUS, pois o ESPÍRITO SANTO nos regenera e renova (Jo 1.12,13; 3.3-6), nos liberta do poder do pecado (Rm 8.1-17; Gl 6.16-25), nos faz conscientes de que DEUS é nosso Pai (v. 5; Rm 8.15; Gl 4.6) e nos enche de poder para testemunhar (At 1.8; 2.4).
 O ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO e seu lugar na redenção do crente é um dos pontos principais desta carta. O ESPÍRITO SANTO no crente: (1) é a marca ou sinal de propriedade de DEUS (v. 13); (2) é a primeira "porção" ou "quinhão" da herança do crente [traduzido "penhor"] (v. 14); (3) é o ESPÍRITO de sabedoria e de revelação (v. 17); (4) ajuda o crente a aproximar-se de DEUS (2.18); (5) edifica os crentes como templo SANTO (2.21,22); (6) revela o mistério de CRISTO (3.4,5); (7) fortalece o crente com poder, no homem interior (3.16); (8) promove a unidade da fé cristã, na completa semelhança de CRISTO (4.3,13); (9) entristece-se com o pecado na vida do crente (4.30); (10) quer repetidamente encher e capacitar o crente (5.18); e (11) ajuda na oração e na guerra espiritual (6.18).
 
Sábado Rm 8.29 - Predestinados para sermos conforme à imagem de CRISTO
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
OS QUE DANTES CONHECEU. Neste versículo, conhecer de antemão é o equivalente a amar de antemão e é usado no sentido de "ter como objeto de estima afetiva" e "optar por amar desde a eternidade" (cf. Êx 2.25; Sl 1.6; Os 13.5; Mt 7.23; 1 Co 8.3; Gl 4.9; 1 Jo 3.1). (1) A presciência de DEUS, aqui, significa que Ele determinou desde a eternidade, amar e redimir a raça humana através de CRISTO (5.8; Jo 3.16). O objeto da presciência (ou do amor eterno) de DEUS aparece no plural e refere-se à igreja. Isso significa que o amor eterno de DEUS objetiva, principalmente, o corpo coletivo de CRISTO (Ef 1.4; 2.4; 1 Jo 4.19) e somente tem a ver com indivíduos à medida que estes integram esse corpo coletivo, mediante a fé permanente em CRISTO e a sua união com Ele (Jo 15.1-6). (2) O corpo coletivo de CRISTO alcançará a glorificação no porvir (v. 30). O crente, considerado à parte, não alcançará a glorificação, caso ele venha a separar-se do corpo de CRISTO, amado de antemão pelo Pai, e deixar de conservar sua fé no Senhor (vv. 12-14,17; Cl 1.21-23)
 
OBJETIVOS Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Definir a expressão "vocação divina".
Explicar os propósitos da chamada divina.
Distinguir a regeneração da justificação.
 
PONTO DE CONTATO Nesta lição, você vai encontrar alguns conceitos bíblicos, teológicos e dogmáticos considerados controversos. Basta um crente ouvir a palavra "predestinação" e, pronto, começa o embate. Cada um defende um ponto de vista diferente; uns citam Calvino, outros Ar mínio, como se a Escritura não fosse clara o suficiente para tratar do tema. Mais importante do que as argumentações de um teólogo são as afirmações absolutas e singulares das Sagradas Escrituras. Portanto, estude com afinco esta lição. Evite controvérsias desnecessárias e polêmicas intermináveis, pois a Escola Dominical não é o local para elas. Concentre-se em ensinar o essencial - a doutrina tal qual a encontramos na Palavra de DEUS. Como afirmavam os reformadores: "Sola Scriptura!". Isto é, "Somente as Escrituras".
 
SÍNTESE TEXTUAL: É necessário distinguir três importantíssimos termos relacionados à doutrina da salvação: eleição (que veremos a seguir), predestinação (presente no subsídio), e vocação (o tema da lição). O primeiro, eleição, procede de eklegomai, isto é, selecionar para si, escolher (Ef 1.4; Tg 2.5; 1 Pe 1.2; 2.9). Este termo não quer dizer que DEUS escolheu uns para a salvação e outros para a perdição. Mas que a salvação do homem não depende do que este é ou faz, porém da vontade e misericórdia de DEUS (Ef 1.4,5; Cl 2.12; 1 Ts 1.4; 2 Ts 2.13). O Pai ama e convida todos à salvação. Ele não elege uns para a salvação e outros para a perdição: "não querendo que alguns se percam, senão que todos venham arrepender-se" (2 Pe 3.9 cf. Jo 3.16; Rm 11.32; 1 Tm 2.3,4). Portanto, a eleição, entendida em conjunto com a vocação e a predestinação, é a ação divina, mediante a qual, através de CRISTO, o homem é eleito à salvação. Em razão de sua aceitação a CRISTO, Ele passa a usufruir das bênçãos decorrentes da salvação. Textos como: Fp 2.15,16; 3.12-16; Cl 1.22,23; 1 Tm 1.18,19; 4.9,10,16; 2 Tm 2.10-13; demonstram que a eleição é uma ação divina, na qual o homem é convocado a obedecer, aceitando a CRISTO como seu Salvador e Senhor (1 Pe 1.2).
 
Comentários da lição resumido da revista - 1ºtrim.2006 - CPAD:
 
COMENTÁRIO INTRODUÇÃO
No Antigo Testamento, DEUS chamou os homens para a salvação (Ez 18.30-32).
Hoje, o chamamento de DEUS é a razão pela qual a nossa vida cristã tem início (Rm 8.30; 9.24; 2 Tm 1.9).
  É verdade que invocamos a DEUS para nos salvar (Rm 10.10-13), mas a nossa aceitação é uma resposta ao seu chamado (2 Ts 2.14; 1 Pe 5.10; 2 Pe 1.3). Por conseguinte, fomos eleitos segundo a presciência de DEUS.
 
 
 
I. A chamada para a salvação
 
1. A chamada é universal.
O termo "chamada", no original, é traduzido em Efésios 1.18 por "vocação", ou "chamamento". Diz respeito ao gracioso ato divino pelo qual Ele chama os pecadores para a salvação em JESUS CRISTO, a fim de que sejam SANTOs (Rm 8.29,30; 11.5,6; Gl 1.6,15).
Esta chamada ocorre mediante a proclamação do Evangelho (Jo 1.10,11; At 13.46; 17.30; 1 Co 1.9, 18,24; 2 Ts 1.8-10; 2.14).
Segundo as Escrituras, é da vontade de DEUS que todos os homens sejam salvos (At 17.30; 1 Tm 2.3,4; 2 Pe 3.9 cf. Mt 9.13;). É uma vocação que opera para a salvação, fundamentada na escolha do homem (At 13.46-48).
A vocação divina para a salvação do homem é uma obra da qual a Trindade participa: é atribuída ao Pai (1 Co 1.9; 1 Ts 2.12; 1 Pe 5.10) ao Filho (Mt 1.28; Lc 5.32; Jo 7.37) e ao ESPÍRITO SANTO (Jo 14.16,17,26; 16.8-11; Jo 15.26; At 5.31,32).

 

2. Seus propósitos.
Fomos chamados por DEUS: para sermos de CRISTO (Rm 1.6; 1 Co 1.9); para a santificação (Rm 1.7; 1 Pe 1.15; 1 Ts 4.7; Hb 12.14b; Ef 1.4); para a liberdade (Gl 5.1,13); para a paz (1 Co 7.15; Lc 7.50; 8.48; Rm 5.1); para o sofrimento (Rm 8.17,18): e, para a glória (Rm 8.30).
 Estes propósitos auxiliam na compreensão do sentido do texto de Ef 1.18, que recomenda que saibamos qual seja a esperança da nossa vocação.
 
 
3. O papel do ESPÍRITO SANTO.
JESUS, ao prometer o Consolador, fez menção de seu papel no mundo: Convencer o mundo do pecado (Jo 16.8-10). Poucos se arrependem de seus pecados e aceitam a misericórdia de DEUS em CRISTO (At 2.37).
Outros, no entanto, admitem a culpa mas não estão dispostos a confessá-la (Jo 1.10,11; At 13.46; 17.32; 2 Ts 1.8-10; Hb 3.7,8).
Ele também convence o mundo da justiça, mostrando que a cruz não representou o fim da trajetória de CRISTO que, ressurreto, acha-se, agora, à direita de DEUS; por Ele, todo homem pode viver como justo neste mundo (Fp 1.10,11; 2.15; Tt 1.8).
O mesmo ESPÍRITO também convence o mundo do juízo vindouro, pois os que rejeitam a CRISTO serão condenados, assim como o Diabo que já se encontra julgado (Mt 25.41; Jo 16.11).
 
 
 
 
II. O Livre-Arbítrio e a Soberania divina
 
1. No Éden.
Mediante sua soberania, DEUS nos concede o livre-arbítrio.Jó 42, 
O DEUS soberano, criador de todas as coisas e regente supremo de todo o universo, decidiu dar-nos a capacidade de escolher entre a natureza santa e a pecaminosa.
 No próprio Éden, DEUS concede a liberdade para o homem escolher entre o certo e o errado, entre a vida e a morte, entre a natureza divina e a natureza carnal (Gn 3.1-13; Dt 30.19).

 

2. Escolhendo
 uma
 vida santa.
Temos a capacidade de escolher em qual das duas naturezas desejamos viver: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade" (Gl 5.13).
Quando escolhemos a natureza pecaminosa, inclinamo-nos à carne e às obras pecaminosas (Rm 8.6,7). Mas, ao decidirmos viver uma vida santa, voltamo-nos às coisas do ESPÍRITO (Rm 8.5, 9,14), produzindo obras dignas de um verdadeiro filho de DEUS (Rm 6.18, 22; Gl 5.22).
O livre-arbítrio concedido por DEUS não foi anulado pelos efeitos do pecado.
Nós, os que decidimos por uma vida santa, estamos tanto sob a soberania de DEUS quanto debaixo do livre-arbítrio concedido por Ele (Ap 3.20).
 
 
 
 
 
 
III. A SALVAÇÃO
 
1. É para todos,
individualmente.
A salvação é algo efetuado por DEUS de forma pessoal e singular: "...todo aquele que nele crê..." (Jo 3.16); "...aquele que vem..." (Jo 6.37); "...todo aquele que invocar..." (Rm 10.13); "...eu nele..." (Jo 15.5).
DEUS nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de JESUS CRISTO, segundo o beneplácito de sua vontade (Ef 1.5).
A eleição divina foi feita com base em seu amor por todos os seres humanos (Jo 3.16; 1 Tm 2.3,4). O cuidado de DEUS também é visto até mesmo para com os rebeldes (Ez 33.11).
Pedro afirma que DEUS não faz acepção de pessoas (At 10.34). 
A decisão é pessoal, com conseqüências eternas em nossa vida.  "quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16)."Se com tua boca confessares... "(Rm 10.9).
Os que não aceitam a JESUS como seu Salvador são os únicos responsáveis pelos seus atos, visto ser a vontade de DEUS que todos os homens se salvem (2 Tm 2.3,4).
O interesse de JESUS por todos é manifesto em sua pergunta, quando realçou claramente a dureza dos corações daqueles que o recusaram: "... não quereis vir a mim para terdes vida?" (Jo 5.40 cf. Mt 23.37). O evangelho é um presente de DEUS para todas as pessoas, cabe a cada uma delas aceitá-lo ou não. JESUS convida a cada um, indistintamente: "Vinde a mim..." (Mt 11.28); "... Aquele que tem sede venha e quem quiser receba de graça da água da vida" (Ap 22.17).
 
 
2. A regeneração.
A regeneração é uma ação do ESPÍRITO SANTO, mediante a qual Ele cria uma nova natureza no homem (Jo 3.3,6; Tt 3.5; 1 Pe 1.2,23 cf. Jr 31.33; Ez 36.25-27). Este ato milagroso ocorre simultaneamente à conversão a CRISTO.
Quando o ser humano morto em delitos e pecados, aceita a CRISTO, é vivificado espiritualmente (Ef 2.1,5,6; Rm 7.6). 
A regeneração é indispensável porque, sem CRISTO, o pecador é incapaz de obedecer e agradar a DEUS (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12).
Embora seja uma radical transformação operada por DEUS em nosso interior, é necessário que estreitemos a cada dia o nosso relacionamento com JESUS, a fim de que cheguemos a medida da estatura completa de CRISTO (Ef 1.13; 1 Pe 1.15).
 
ESTUDO SOBRE A REGENERAÇÃO (BEP - CPAD)
Jo 3.3: “JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.”

Em 3.1-8, JESUS trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração (Tt 3.5), ou o nascimento espiritual. Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de DEUS, i.e., receber a vida eterna e a salvação mediante JESUS CRISTO. Apresentamos a seguir, importantes fatos a respeito do novo nascimento.
(1) A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24), efetuadas por DEUS e o ESPÍRITO SANTO (3.6; Tt 3.5). Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio DEUS é outorgada ao crente (3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11), e este se torna um filho de DEUS (1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10). Já não se conforma com este mundo (Rm 12.2), mas é criado segundo DEUS “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).
(2) A regeneração é necessária porque, à parte de CRISTO, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a DEUS e de agradar-lhe (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14).
(3) A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para DEUS (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em JESUS CRISTO como seu Senhor e Salvador (ver 1.12).
(4) A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a JESUS CRISTO (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (ver 8.36 nota; Rm 6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a DEUS e de seguir a direção do ESPÍRITO (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9; 5.18) e não ama o mundo ( 1Jo 2.15,16).
(5) Quem é nascido de DEUS não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida (ver 1Jo 3.9 nota). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a DEUS e de evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7,8, 20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com CRISTO (ver 15.4) e a dependência do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2-14).
(6) Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).
(7) Assim como uma pessoa nasce do ESPÍRITO ao receber a vida de DEUS, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniqüidade. As Escrituras afirmam: “se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rm 8.13). Ver também Gl 5.19-21, atentando para a expressão “como já antes vos disse” (v. 21).
(8) O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre DEUS e o salvo é questão do ESPÍRITO e não da carne (3.6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai para filho, que DEUS quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na terra (ver Rm 8.13 nota). Nosso relacionamento com DEUS é condicionado pela nossa fé em CRISTO durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12).
 
 
3. A justificação.
A justificação muda a posição do crente diante de DEUS. O sacrifício expiatório de CRISTO no Calvário é a provisão divina para garantir ao homem a posição de justo diante de DEUS (Rm 3.25; 5.9; Ef 2.13; 1 Pe 1.4,5).
Uma vez regenerado, o homem, por meio da fé, é justificado gratuitamente mediante o preço pago por JESUS CRISTO na cruz (1 Pe 2.18-23; Rm 3.22,24,25,28; 5.1,9).
Portanto, a justiça do crente não provém das obras da lei (Gl 2.21), mas da maravilhosa graça do Senhor: "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em CRISTO JESUS" (Rm 3.24).
 Mediante a justificação, DEUS absolve o pecador da condenação e declara-o justo perante Ele (Rm 8.30; 5.18).
 
ESTUDO SOBRE A JUSTIFICAÇÃO (Teologia Sistemática - Stanley M.Horton - CPAD - Rio de janeiro - RJ - 3º edição 1997)
Assim como a regeneração leva a efeito uma mudança em nossa natureza, a justificação modifica a nossa situação diante de DEUS. O termo "justificação" refere-se ao ato de diante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de CRISTO na cruz, DEUS declara os pecadores condenados livres de toda a culpa do pecado e de suas conseqüências eternas, declarando-os plenamente justos aos seus olhos. O DEUS que detesta "o que justifica o ímpio" (Pv 17.15) mantém sua própria justiça ao justificá-lo, porque CRISTO já pagou a penalidade integral do pecado (Rm 3.21~ 26). Constamos, portanto, diante de DEUS como plenamente absolvidos. Para descrever a ação de DEUS a justificar-nos, os termos empregados pelo Antigo Testamento (heb. tsaddiq: Êx 23.7; Dt 25.1; 1 Rs 8.32; Pv 17.15) e pelo Novo Testamento (gr. dikaioõ: Mt 12.37; Rm 3.20; 8.33,34) sugerem um contexto judicial e forense. Não devemos, no entanto, considerá-la uma ficção jurídica, como se estivéssemos justos sem no entanto sê-lo. Por estarmos nEle (Ef 1.4, 7, 11), JESUS CRISTO tornou-se a nossa justiça (1 Co 1.30). DEUS credita ou contabiliza (gr. logizomai) sua justiça em nosso favor. Ela é imputada a nós. Em Romanos 4, Paulo cita dois exemplos do Antigo Testamento como argumento em favor da justiça imputada. A respeito de Abraão, diz que "creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado [heb. chashav] isto por justiça" (Gn 15.6). Isto ocorreu antes de Abraão ter obedecido a DEUS no tocante à circuncisão, sinal da aliança. De modo talvez ainda mais dramático, Paulo cita Salmos 32.2, no qual Davi pronuncia . uma bênção sobre "o homem a quem o Senhor não imputa maldade" (Rm 4.8; ver também 2 Co 5.19). Já é glorioso receber em nossa conta corrente a retidão de uma pessoa perfeita, independente de qualquer bem que porventura façamos. Mas é ainda mais glorioso não sermos considerados culpados de nossos pecados e más ações. DEUS, ao nos justificar, tem graciosamente feito as duas coisas - e de modo lícito, pois o sacrifício de CRISTO pagou o preço. Como ocorre a justificação, em relação ao crente? A Bíblia deixa duas coisas bem claras. Em primeiro lugar, não é por causa de nenhuma boa obra de nossa parte. Realmente, "CRISTO morreu debalde" se a justiça provém da obediência à Lei (01 2.21). Quem procura ser justificado mediante a Lei está sujeito à maldição (013.10), foi "separado de CRISTO" e "caiu da graça" (015.4). Quem imagina estar mais justifica~ do depois de servir ao Senhor durante cinco ou 55 anos ou pensa que boas obras obtêm mérito diante de DEUS, deixou de compreender o ensino bíblico. Em segundo lugar, no próprio âmago do Evangelho encontra-se a verdade de que a justificação tem sua origem na livre graça de DEUS (Rm 3.24) e sua provisão no sangue que CRISTO derramou na cruz (Rm 5.19), e nós a recebemos mediante a fé (Ef 2.8). É comum, quando ocorre a idéia da justificação no Novo Testamento, a fé (ou o crer) achar-se ligada a ela (cf. At 13.39; Rm 3.26,28,30; 4.3,5; 5.1; 012.16; . 3.8). A fé nunca é o fundamento da justificação. O Novo Testamento jamais afirma que a justificação é dia pistin ("em troca da fé"), mas sempre dia pisteos, ("mediante a fé"). A Bíblia não considera meritória a fé, mas simplesmente como a mão vazia estendida para aceitar o dom gratuito de DEUS. A fé tem sido sempre o meio de se receber a justificação, mesmo no caso dos SANTOs do Antigo Testamento (d. 01 3.6-9) . Tendo sido justificados pela graça, mediante a fé, experimentamos grandes benefícios de agora em diante. "Temos paz com DEUS" (Rm 5.1) e estamos preservados "da ira de DEUS" (Rm 5.9). Temos a certeza da glorificação final (Rm 8.30) e a libertação presente e futura da condenação (Rm 8.33,34; ver também 8.1). A justificação nos torna herdeiros, segundo a esperança da vida eterna" (Tt 3.7). Em louvor à justificação, Charles Wesley escreveu: Não temo agora a condenação; Sou do Senhor e Ele é meu; Vivo em JESUS minha salvação, Vestido da justiça que vem de DEUS.91
 
4. O processo da santificação.
Trata-se de uma obra progressiva realizada por DEUS através do ESPÍRITO SANTO. É um processo que se inicia com a conversão do crente, tornando-o SANTO, e que deve continuar por toda a vida (2 Co 3.18; 1 Ts 5.23; Hb 12.14).
Na santificação, o estado moral da pessoa é moldado de acordo com os padrões de CRISTO (2 Co 3.18; Ef 4.12-14; 2 Pe 1.4).
É indispensável a participação do homem (Fp 2.12; 1 Pe 2.18-23; Ap 2.10), visto que, com a vocação divina, somos chamados para cumprir a vontade de DEUS (Rm 12.1,2; 1 Ts 4.3; 5.18; Hb 10.36; 1 Pe 2.15; 4.2; 1 Jo 2.17).
Sem a santificação, jamais veremos o Senhor.
 
 
ESTUDO SOBRE A SANTIFICAÇÃO (BEP - CPAD)
1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar SANTO”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com DEUS e servi-lo com alegria.
(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do ESPÍRITO SANTO mediante a salvação em CRISTO, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de CRISTO, produz em nós o fruto do ESPÍRITO e nos capacita a viver uma vida santa e vitoriosa de dedicação a DEUS (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).
(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de DEUS, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que DEUS lhe deu, morreu com CRISTO e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, JESUS CRISTO. Mediante o ESPÍRITO SANTO, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado.
(3) A santificação no AT foi a vontade manifesta de DEUS para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta (ver Êx 19.6; Lv 11.44; 19.2; 2Cr 29.5). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em CRISTO. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).
(4) Os filhos de DEUS são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com CRISTO na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de CRISTO (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do ESPÍRITO SANTO no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).
(5) A santificação é uma obra de DEUS, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de DEUS quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do ESPÍRITO SANTO, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do ESPÍRITO” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).
(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com CRISTO (ver Jo 15.4 nota), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de DEUS (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de DEUS (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de DEUS (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.14; Ef 5.18).
(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para DEUS (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo ESPÍRITO à semelhança de CRISTO (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a DEUS e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).
(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de DEUS uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que DEUS o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a DEUS como sacrifício vivo e SANTO e recebe da parte do ESPÍRITO SANTO graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a DEUS (Rm 12.1,2; 6.19-22).
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Reproduza no quadro-de-giz a "tabela comparativa" abaixo. Depois, solicite aos alunos que, baseados no tópico III da lição, conceituem os três processos da salvação em CRISTO: regeneração, justificação e santificação.
 
 
Conclusão
A vontade soberana de DEUS é que todos sejam salvos, porém esta salvação está condicionada à fé em JESUS CRISTO.
É a partir da aceitação da graça de DEUS que a revelação pelo ESPÍRITO SANTO é dada ao arrependido pecador, então a misericórdia de DEUS é demonstrada e este está predestinado à vida eterna com DEUS, desde que permaneça em sua fé no filho de DEUS.
 
                             Ilustração do Pb. Caramurú Afonso - www.escoladominical.com.br 
 
Topo Lição 7
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"O Verdadeiro Sentido da Doutrina da Predestinação.
A palavra 'predestinação' procede do grego, 'proorizo', e aparece cerca de seis vezes na páginas do Novo Testamento. Uma vez é traduzida por 'ordenou antes' (1 Co 2.7); outra, por 'anteriormente determinado' (At 4.28); e quatro, por 'predestinar' (Rm 8.29,30; Ef 1.5,11) . O termo significa "destinar por antecipação'. Vejamos o que, segundo a Bíblia, é determinado por antecipação.
1.Fomos predestinados em JESUS. DEUS predestinou, por antecipação, o plano da nossa salvação, isto é, o meio pelo qual devemos ser salvos. Em Efésios 1.5, está escrito: 'Nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO', isto é, JESUS foi dado como sacrifício pela expiação dos nossos pecados desde a eternidade. Assim a Bíblia diz que JESUS foi morto desde a fundação do mundo (cf. Ap 13.8; 1 Pe 1.20).
2.Fomos predestinados para 'filhos de adoção' (Ef 1.5). Aqui observamos a finalidade da nossa salvação em JESUS - DEUS predestinou que os pecadores fossem, por JESUS, feitos filhos de adoção. [...] A predestinação 'para filhos de adoção' (Ef 1.5) refere-se, de acordo com Efésios 1.11,12, a nós 'os que primeiro esperamos em CRISTO'. Está, dessa maneira, incontestavelmente definido que a predestinação diz respeito aos que esperam em JESUS como o meio da sua salvação, conforme a 'esperança do evangelho' (Cl 1.23), os quais serão agraciados com o dom gratuito da salvação (Ef 2.4-9).
3.Predestinados para refletir JESUS. DEUS também nos predestinou para sermos 'conforme a imagem de seu Filho' (Rm 8.29). Essa palavra nos revela o alvo que devemos alcançar por meio da salvação. DEUS deseja que todos os que aceitam a JESUS como Salvador sejam transformados à imagem de seu Filho, o qual é a expressa imagem de DEUS (Hb 1.3). [...] Assim, JESUS foi predeterminado por DEUS para ser o modelo, a fim de que muitos irmãos, por meio dEle, alcancem a imagem, cuja semelhança DEUS, no princípio, criou o homem (Gn 1.27).
DEUS espera que cada homem defina sua posição quanto ao meio de salvação que Ele predestinou.
a) Aquele que aceita a JESUS fica grandemente enriquecido, pois é salvo porque aceitou a JESUS, o meio predestinado por DEUS (Ef 1.5) conforme o seu propósito (Ef 1.11); é adotado por filho (Ef 1.5); a graça de DEUS opera nele, para que alcance a imagem de filho de DEUS (Rm 8.29,30).
b) Aquele, porém, que não aceita a JESUS, está perdido (Mc 16.16; Jo 3.18,19), não porque não estivesse incluído na predestinação de DEUS, mas porque não aceitou o único meio da salvação que DEUS oferece (Mt 23.37; Jo 5.40; Mt 22.3; Lc 14.17-24; 19.44; Is 50.2). Portanto, a afirmação doutrinária que diz ser a predestinação algo que determine a salvação para alguns e a perdição para outros previamente determinados não tem apoio na Bíblia [...]". (BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 1999, p. 184-7.)
 
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Questionário da Lição 7 - A Chamada Divina e o Livre-Arbítrio - por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos 
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete: "E aos que ____________, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também _______________; e aos que justificou, a esses também _____________________"(Rm 8.30).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete: DEUS, em sua ____________, oferece graciosamente a _______________ para todos os homens que, de acordo com o seu livre-__________________, podem aceitar ou recusar este convite.
 
COMENTÁRIO INTRODUÇÃO
 
2- Complete:
No Antigo Testamento, DEUS chamou os homens para a __________________.
Hoje, o chamamento de DEUS é a razão pela qual a nossa vida __________________tem início.
É verdade que invocamos a DEUS para nos __________________(Rm 10.10-13), mas a nossa aceitação é uma resposta ao seu chamado.
Por conseguinte, fomos ________________ segundo a presciência de DEUS.
 
I. A chamada para a salvação
 
3- Complete:
O termo "chamada", no original, é traduzido em Efésios 1.18 por "______________", ou "______________". Quando aplicado à provisão da salvação por DEUS, diz respeito ao gracioso ato divino pelo qual Ele chama os pecadores para a salvação em JESUS CRISTO, a fim de que sejam ______________ (Rm 8.29,30; 11.5,6; Gl 1.6,15).
 
4- Complete:
Segundo as Escrituras, é da vontade de DEUS que todos os homens sejam ______________, isto é, que todos atendam ao chamado divino para a ______________ (At 17.30; 1 Tm 2.3,4; 2 Pe 3.9 cf. Mt 9.13;). É uma vocação que opera para a salvação, fundamentada na escolha do ___________________ (At 13.46-48).
 
5- Complete:
A vocação __________________para a salvação do ________________ é uma obra da qual a ___________________ participa: é atribuída ao Pai (1 Co 1.9; 1 Ts 2.12; 1 Pe 5.10) ao Filho (Mt 1.28; Lc 5.32; Jo 7.37) e ao ESPÍRITO SANTO (Jo 14.16,17,26; 16.8-11; Jo 15.26; At 5.31,32).
 
6- A chamada divina para a salvação tem propósitos claros e específicos nas Escrituras. Para que Fomos chamados por DEUS:? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) Para sermos de CRISTO.
(   ) Para a libertinagem.
(   ) Para a santificação.
(   ) Para a liberdade.
(   ) Para a paz.
(   ) Para o sofrimento.
(   ) Para a glória.
(   ) Para o empobrecimento.
 
7- JESUS, ao prometer o Consolador, fez menção de seu papel no mundo:Qual é? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(    ) Convencer o mundo do amor.
(    ) Convencer o mundo do pecado.
(    ) Convence o mundo da justiça.
(    ) Convencer o mundo da ira.
(    ) Convence o mundo do juízo vindouro.
 
8- O que quer JESUS dizer com "convence o mundo da justiça"?
(   ) Mostrando que a cruz não representou o fim da trajetória de CRISTO que, ressurreto, acha-se, agora, à direita de DEUS; por Ele, todo homem pode viver como justo neste mundo.
 
9- O que quer JESUS dizer com "o mesmo ESPÍRITO também convence o mundo do juízo vindouro"?
(   ) Os que rejeitam a CRISTO serão condenados, assim como o Diabo que já se encontra julgado.
 
 
II. O Livre-Arbítrio e a Soberania divina
 
10- O que o DEUS soberano, criador de todas as coisas e regente supremo de todo o universo, decidiu dar-nos?
(   ) A capacidade de escolher entre a natureza santa e a pecaminosa.
 
11- Temos a capacidade de escolher em qual das duas naturezas desejamos viver: Complete:
 Quando escolhemos a natureza pecaminosa, inclinamo-nos à ________________e às obras _________________ (Rm 8.6,7).
Ao decidirmos viver uma vida ___________, voltamo-nos às coisas do ______________ (Rm 8.5, 9,14), produzindo obras dignas de um verdadeiro filho de DEUS (Rm 6.18, 22; Gl 5.22).
O livre-arbítrio concedido por DEUS não foi anulado pelos efeitos do _______________.
 
III. A SALVAÇÃO
12- O Novo Testamento apresenta a realização da nossa salvação como algo efetuado por DEUS de forma pessoal e singular: Dê exemplos:
"...todo _________________________..." (Jo 3.16);
"...aquele _______________________..." (Jo 6.37);
"...todo aquele ___________________..." (Rm 10.13);
"...eu___________________________..." (Jo 15.5).
 
13- Segundo o que DEUS nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de JESUS CRISTO? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) Segundo o decreto de alforria.
(   ) Segundo o beneplácito de sua vontade.
(   ) Segundo o implícito em sua vontade.
 
14- Com base em que, a eleição divina foi feita? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) No amor de DEUS por JESUS.
(   ) No amor de DEUS pelo ESPÍRITO SANTO.
(   ) No amor de DEUS por todos os seres humanos.
 
15- Complete:
Nossa decisão pessoal de crer, ou não crer em ________________, tem conseqüências __________ em nossa vida. Foram estas as palavras proferidas pelo Senhor JESUS: "quem ___________ e for batizado será ______________; mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16).
 "... Aquele que tem ______________venha e quem quiser receba de_________________da água da vida" (Ap 22.17).
 
16- O que é a regeneração? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) A regeneração é uma ação do ESPÍRITO SANTO, mediante a qual Ele cria uma nova natureza no homem
(   ) É um ato milagroso que ocorre simultaneamente à conversão a CRISTO.
(   ) Esta obra alcança a parte da pureza humana.
(   ) É quando o ser humano morto em delitos e pecados, aceita a CRISTO, e é vivificado espiritualmente.
(   ) Esta obra vivifica o ESPÍRITO e alcança cada parte da natureza humana.
(   ) A regeneração é indispensável porque, sem CRISTO, o pecador é incapaz de obedecer e agradar a DEUS.
(   ) A regeneração é uma ação do homem, mediante a qual Ele cria uma nova natureza em si próprio.
 
17- O que é a justificação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) A justiça do crente provém das obras da lei, a maravilhosa obra de DEUS.
(   ) A justificação muda a posição dele diante de DEUS.
(   ) O sacrifício expiatório de CRISTO no Calvário é a provisão divina para garantir ao homem a posição de justo diante de DEUS.
(   ) Uma vez regenerado, o homem, por meio da fé, é justificado gratuitamente mediante o preço pago por JESUS CRISTO na cruz.
(   ) A justiça do crente não provém das obras da lei, mas da maravilhosa graça do Senhor:
(   ) Mediante a justificação, DEUS absolve o pecador da condenação e declara-o justo perante Ele (Rm 8.30; 5.18).
(   ) O sacrifício intercessório de CRISTO no Calvário é a provisão humana para garantir ao homem a posição de justo diante de DEUS.
 
18- Como é o processo da santificação? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para falso:
(   ) Na santificação, o estado moral da pessoa é aumentado de acordo com os padrões humanos.
(   ) Trata-se de uma obra progressiva realizada por DEUS através do ESPÍRITO SANTO.
(   ) É um processo que se inicia com a conversão do crente, tornando-o SANTO, e que deve continuar por toda a vida.
(   ) Na santificação, o estado moral da pessoa é moldado de acordo com os padrões de CRISTO.
(   ) Neste processo, é indispensável a participação do homem.
(   ) Com a vocação divina, somos chamados para cumprir a vontade de DEUS.
(   ) Sem a santificação, jamais veremos o Senhor.
(   ) É um processo que termina com a conversão do crente,  e que deve continuar por toda a vida.
 
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ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO (BEP - CPAD)
Ef 1.4,5 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos SANTOs e irrepreensíveis diante dele em caridade, e nos predestinou para filhos de adoção por JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.”

ELEIÇÃO. A escolha por DEUS daqueles que crêem em CRISTO é uma doutrina importante (ver Rm 8.29-33; 9.6-26; 11.5, 7, 28; Cl 3.12; 1Ts 1.4; 2Ts 2.13; Tt 1.1). A eleição (gr. eklegoe) refere-se à escolha feita por DEUS, em CRISTO, de um povo para si mesmo, a fim de que sejam SANTOs e inculpáveis diante dEle (cf. 2Ts 2.13). Essa eleição é uma expressão do amor de DEUS, que recebe como seus todos os que recebem seu Filho JESUS (Jo 1.12). A doutrina da eleição abarca as seguintes verdades:
(1) A eleição é cristrocêntrica, i.e., a eleição de pessoas ocorre somente em união com JESUS CRISTO. DEUS nos elegeu em CRISTO para a salvação (1.4; ver v. 1). O próprio CRISTO é o primeiro de todos os eleitos de DEUS. A respeito de JESUS, DEUS declara: “Eis aqui o meu servo, que escolhi” (Mt 12.18; cf. Is 42.1,6; 1Pe 2.4). Ninguém é eleito sem estar unido a CRISTO pela fé.
(2) A eleição é feita em CRISTO, pelo seu sangue; “em quem [CRISTO]... pelo seu sangue” (1.7). O propósito de DEUS, já antes da criação (1.4), era ter um povo para si mediante a morte redentora de CRISTO na cruz. Sendo assim, a eleição é fundamentada na morte sacrificial de CRISTO, no Calvário, para nos salvar dos nossos pecados (At 20.28; Rm 3.24-26).
(3) A eleição em CRISTO é em primeiro lugar coletiva, i.e., a eleição de um povo (1.4,5, 7, 9; 1Pe 1.1; 2.9). Os eleitos são chamados “o seu [CRISTO] corpo” (1.23; 4.12), “minha igreja” (Mt 16.18), o “povo adquirido” por DEUS (1Pe 2.9) e a “noiva” de CRISTO (Ap 21.9). Logo, a eleição é coletiva e abrange o ser humano como indivíduo, somente à medida que este se identifica e se une ao corpo de CRISTO, a igreja verdadeira (1.22,23). É uma eleição como a de Israel no AT (ver Dt 29.18-21; 2Rs 21.14).
(4) A eleição para a salvação e a santidade do corpo de CRISTO são inalteráveis. Mas individualmente a certeza dessa eleição depende da condição da fé pessoal e viva em JESUS CRISTO, e da perseverança na união com Ele. O apóstolo Paulo demonstra esse fato da seguinte maneira: (a) O propósito eterno de DEUS para a igreja é que sejamos “SANTOs e irrepreensíveis diante dele” (1.4). Isso se refere tanto ao perdão dos pecados (1.7) como à santificação e santidade. O povo eleito de DEUS está sendo conduzido pelo ESPÍRITO SANTO em direção à santificação e à santidade (ver Rm 8.14; Gl 5.16-25). O apóstolo enfatiza repetidas vezes o propósito supremo de DEUS (ver 2.10; 3.14-19; 4.1-3, 13,14; 5.1-18). (b) O cumprimento desse propósito para a igreja como corpo não falhará: CRISTO a apresentará “a si mesmo igreja gloriosa... santa e irrepreensível” (5.27). (c) O cumprimento desse propósito para o crente como indivíduo dentro da igreja é condicional. CRISTO nos apresentará “SANTOs e irrepreensíveis diante dele” (1.4), somente se continuarmos na fé. A Bíblia mostra isso claramente: CRISTO irá “vos apresentar SANTOs, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho” (Cl 1.22,23).
(5) A eleição para a salvação em CRISTO é oferecida a todos (Jo 3.16,17; 1Tm 2.4-6; Tt 2.11; Hb 2.9), e torna-se uma realidade para cada pessoa consoante seu prévio arrependimento e fé, ao aceitar o dom da salvação em CRISTO (2.8; 3.17; cf. At 20.21; Rm 1.16; 4.16). Mediante a fé, o ESPÍRITO SANTO admite o crente ao corpo eleito de CRISTO (a igreja) (1 Co 12.13), e assim ele torna-se um dos eleitos. Daí, tanto DEUS quanto o homem têm responsabilidade na eleição (ver Rm 8.29; 2Pe 1.1-11).

A PREDESTINAÇÃO. A predestinação (gr. proorizo) significa “decidir de antemão” e se aplica aos propósitos de DEUS inclusos na eleição. A eleição é a escolha feita por DEUS, “em CRISTO”, de um povo para si mesmo (a igreja verdadeira). A predestinação abrange o que acontecerá ao povo de DEUS (todos os crentes genuínos em CRISTO).
(1) DEUS predestina seus eleitos a serem: (a) chamados (Rm 8.30); justificados (Rm 3.24; 8.30); (c) glorificados (Rm 8.30); (d) conformados à imagem do Filho (Rm 8.29); (e) SANTOs e inculpáveis (1.4); (f) adotados como filhos (1.5); (g) redimidos (1.7); (h) participantes de uma herança (1.14); (i) para o louvor da sua glória (1.12; 1Pe 2.9); (j) participantes do ESPÍRITO SANTO (1.13; Gl 3.14); e (l) criados em CRISTO JESUS para boas obras (2.10).
(2) A predestinação, assim como a eleição, refere-se ao corpo coletivo de CRISTO (i.e., a verdadeira igreja), e abrange indivíduos somente quando inclusos neste corpo mediante a fé viva em JESUS CRISTO (1.5, 7, 13; cf. At 2.38-41; 16.31).

RESUMO. No tocante à eleição e predestinação, podemos aplicar a analogia de um grande navio viajando para o céu. DEUS escolhe o navio (a igreja) para ser sua própria nau. CRISTO é o Capitão e Piloto desse navio. Todos os que desejam estar nesse navio eleito, podem fazê-lo mediante a fé viva em CRISTO. Enquanto permanecerem no navio, acompanhando seu Capitão, estarão entre os eleitos. Caso alguém abandone o navio e o seu Capitão, deixará de ser um dos eleitos. A predestinação concerne ao destino do navio e ao que DEUS preparou para quem nele permanece. DEUS convida todos a entrar a bordo do navio eleito mediante JESUS CRISTO.

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