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Lição 8 - JESUS, Filho de Davi
1º TRIMESTRE DE 2008
TEMA: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários: Pr. Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio Gilberto.
Complementos - ajuda aos estudantes e professores:  Ev. Henrique.
QUESTIONÁRIO
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
Não diz a Escritura que o CRISTO vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi?" (Jo 7.42).
 
 
 
 
VERDADE PRÁTICA
"Filho de Davi" é o título messiânico conferido por DEUS a JESUS e anunciado pelos profetas do Antigo Testamento como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
 
 
 
 
LEITURAS IMPORTANTES
2 Sm 7.16
DEUS promete a Davi um descendente eterno, o Messias
Sl 132.11
O rei Davi confirma a promessa divina
Is 9.7
O vaticínio do Messias davídico
Jr 23.5, 6
O Renovo de Davi
Mt 1.1
JESUS, Filho de Davi
Jo 4.22   A salvação vem dos judeus.
Jo 4.25,26 Eu o sou, eu que falo contigo (Declarando-se "O CRISTO.
Rm 1.3
JESUS, descendente de Davi
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mateus 21.8-11; 22.41-46.
21.8 E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. 9 E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! 10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? 11 E a multidão dizia: Este é JESUS, o Profeta de Nazaré da Galiléia.
 
22.41 E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os JESUS, 42 dizendo: Que pensais vós do CRISTO? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. 43 Disse-lhes ele: Como é, então, que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: 44 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 45 Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? 46 E ninguém podia responder-lhe uma palavra, nem, desde aquele dia, ousou mais alguém interrogá-lo.
 
 
 
 
 
I. A DINASTIA DAVÍDICA
Sobre a ascensão de Saul, um impetuoso benjaminita, a líder do povo, há duas versões opostas que refletem duas tendências: uma que aclama e defende a idéia (1Sm 9,1-10.16), outra que se opõe e alerta contra o perigo do empreendimento (1Sm 8). Quando Saul morre numa guerra, Davi é elevado ao Trono como ordenado por DEUS e confirmado por Samuel em sua unção.
Davi e a Criação do Estado
Para substituir Saul não ficara ninguém válido a não ser seu último filho Isbaal. Com efeito, Abner refugiou-se com ele em Mahanaim, na Transjordânia, e de lá pretendeu que fosse dada continuidade ao governo de Saul através do fraco Isbaal. Foi só uma pretensão, realmente. Enquanto isso, Davi dirigiu-se com seus homens para Hebron e, com o consentimento dos filisteus e o apoio da população do sul, tornou-se o líder de Judá (2Sm 2,1-4). Segundo as fontes bíblicas, dois anos mais tarde, Isbaal é assassinado e, através de hábeis manobras políticas, Davi é também aclamado rei da região norte do território por todo o povo (2Sm 5,1-5).Em seguida, ele conquista Jerusalém, cidade jebuséia situada no sul, e faz dela a sua cidade. Assim, Davi consegue uma união, ainda que frágil, dos vários grupos israelitas.Davi vence os filisteus e acaba de vez com suas ameaças. Segundo o texto bíblico, Davi construiu, na verdade, um grande reino: submeteu Amon, Moab, Edom, os arameus etc. Todos os reis da região, até o Eufrates, pagavam-lhe tributos. "Davi reinou sobre todo o Israel, exercendo o direito e fazendo justiça a todo o povo. (2Sm 8,15-18). Davi levou para Jerusalém a Arca da Aliança, nomeou os chefes dos sacerdotes e fez tudo o que pôde para o culto, procurando assim manter o consenso da população ao redor da nova instituição.Apesar de tudo isto, Davi enfrentou tensões surgidas entre a antiga e a nova ordem: por exemplo, o recenseamento (com fins fiscais e militares) que ele mandou fazer gerou conflitos e críticas (2Sm 24) e a luta de seus filhos pela sucessão enfraqueceu muito seu prestígio.Salomão substituiu-o no poder em 971 a.C. Davi governara 39 anos.
Salomão e a Consolidação do Estado
Salomão não era o herdeiro natural de Davi e sua posse foi recheada de intrigas e inimizades.
O Estado classista estava em pleno funcionamento. Com o correr do tempo, as diferenças de classe e as contradições internas foram se aprofundando até levar à divisão do território. A construção do Templo em Jerusalém, servindo ao mesmo tempo como santuário nacional e como capela real, transferia para o Estado todo o poder religioso. Devido à idolatria, pois Salomão se corrompeu após os ídolos de suas muitas esposas, seu reinado chegou ao fim, sendo dividido. Salomão governou a região de 971 a 931 a.C., durante 40 anos.
 
Reis de Judá:
 
Nome
Data
Duração

Roboão
931-914 a.C
17 anos
Abian
914-912
3 anos
Asa
912-871
41 anos
Josafá
871/0-848
23 anos
Jorão
848-841
7 anos
Ocozias
841
1 ano
Atalia
841-835
6 anos
Joás
835-796
40 anos
Amasias
796-767
29 anos
Ozias
767-739
28 anos
Joatão
739-734
5 anos
Acaz
734/3-716
18 anos
Ezequias
716/15-699/8
17 anos
Manassés
698-643/2
55 anos
Amon
643/2-640
2 anos
Josias
640-609
31 anos
Joacaz
609
3 meses
Joaquim
609-598
11 anos
Joaquin
598/7
3 meses
Sedecias
597-586
11 anos
 
 
II. O MESSIAS E A CASA DE DAVI
ALIANÇA DAVÍDICA. “Quanto a você, sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre (II Samuel 7:16). A aliança Davídica, sobre a qual o futuro Reino de CRISTO, “o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi” (Romanos 1:3), devia ser fundamentado, dava a Davi:
• A promessa da prosperidade na casa de Davi;
• Um trono simbólico de autoridade real;
• Um reino, ou governo, sobre a terra;
• A certeza de cumprimento, pois as promessas a Davi “serão estabelecidas para sempre”. 
 
O PODER DO REI-MESSIAS
IMPÉRIO ROMANO
Introdução
O messias na história de Israel tem poder de rei, sacerdote e profeta. Davi foi um rei justo, piedoso, iluminado por DEUS e, por isso, vitorioso. Com ele Israel expandiu os seus territórios. Sua realeza devia permanecer para sempre, o que foi justificado pela promessa da perpetuação da dinastia davídica. O messias esperado devia ser um rei, descendente da casa de Davi. E essa foi a idéia predominante na época de JESUS.

Profetas
Isaías apresenta o messias na linha real davídica. Ficou famoso o texto: “Eis que uma jovem concebeu e dará à luz um filho e por-lhe-á o nome de Emanuel” (Is 7,14). Miquéias segue a reflexão da comunidade de Isaías e acrescenta: “Mas tu (Belém), Efrata, embora a menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que será o dominador de Israel. Suas origens são de tempos antigos, de dias imemoráveis... Ele se erguerá e apascentará o rebanho pela força de Javé, pela glória do nome de DEUS” (Miq 5,1-3). Jeremias diz que o Messias será da casa de Davi (Jr 23,5; 33,15-27). Ezequiel fala de um Messias apocalíptico e escatológico que apascentará Judá e Israel, novamente unificados, e será príncipe para sempre (34,23; 17,22-24).
 
Salmos
Nos Salmos reais, Davi aparece como rei messias que vai concretizar as esperanças dos pobres. Ele o protótipo do Messias. A oração nos Salmos projeta o rei ideal: descendente de Davi (Sl 45); escolhido e ungido por DEUS (Sl 2; Sl 45); representante de DEUS (Sl 72); protegido de DEUS (Sl 18); tem a função de governar e defender o povo (Sl 18; 72); a sua vitória nas guerras é mérito de DEUS (Sl 18); é presença visível da santidade de DEUS perante os súditos (Sl 101); sinal e penhor do reino que todos esperam (Sl 2; 72); rei e sacerdote (Sl 101); vencedor de guerras e do mal (Sl 2). Os Salmos rezam a esperança messiânica de modo a criar uma estrutura de oração baseada na teologia da corte, ou seja, a ideologia da corte vem justificada com o poder libertador e divino do rei. Cria-se com isso a ideologia da corte baseada no tripé: Trono: ordem sagrada da sociedade; Estado: instituição sagrada; Rei: encarnação sagrada da instituição e detentor dos poderes social, militar e econômico.
A autoridade do rei, rezada nos salmos, dá a certeza ao povo que ele participa do governo de DEUS. Os salmos reais justificam a ação do Estado. Eles não são, portanto, críticos ao poder dos reis. Quando oram, pedem a proteção do reinado de Davi como garantia da permanência da monarquia. As festas reais funcionam como elementos legitimadores da ação do rei. Ao celebrar a vida do rei, celebra-se a presença de DEUS. Desse modo, o culto passa a ser expressão da realeza de DEUS e do poder divino dos reis. E a chegada do Messias é a garantia da realização plena do reino. O Sl 72 é um bom exemplo para podermos compreender a libertação dos pobres, sonhada e depositada na pessoa de um rei que tem uma plataforma de governo justo, benéfico, forte, salvador e abençoado por DEUS. Na releitura do Sl 72, os cristãos identificaram JESUS como rei-messias, esperança dos pobres, aquele que está sentado à direita de DEUS e que recebe o reino universal. Basta vermos alguns exemplos para entender a afirmação anterior. Lc 1,33: ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim. Mt 2,2: “onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos a sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo”. Ap 15,4: “todas as nações virão se prostrar diante de ti, porque tuas justas sentenças foram promulgadas”. Fl 2, 10: “ao nome de JESUS, todo joelho se dobre no céu, na terra e no abismo, e toda boca proclame que JESUS, o messias, é Senhor” .

Exílio da Babilônia
Os exilados judeus na Babilônia, alimentaram a esperança em um messias, nascido no cativeiro da Babilônia ou depois dele, traria a salvação para o mundo, o que coincidia com pensamento persa a respeito do messias. Os exilados judeus alimentaram a esperança de um “Salvador da pátria”. Chegaram até mesmo a identificá-lo com Ciro, rei da Pérsia, que permitiu a volta do exílio.
 
Rabinismo.
Os rabinos consideravam o messias como “rei ungido” e “filho de Davi”, agiria com poder para defender Israel e fazê-lo grande, submetendo-lhe todos os povos. Menahem (o ‘consolador’ em hebraico) é o nome citado pelos rabinos como o messias que nasceria em Belém durante uma noite em que Jerusalém estivesse sendo destruída (TJ Ber. 5 a). O messias seria da descendência de Ezequias (TB Sanh, 98b). O período que antecede a vinda do Messias seria marcado por “miséria material e moral”. Elias, acompanhado de Moisés, viriam dois anos antes para anunciar a sua chegada e ungi-lo (Midraxe Rabbot Ex 10,1; Targ Jon. Ex 12,42). O Messias virá como profeta. Ele será um segundo Moisés (Midraxe Qon 1,9; Midraxe Ruth 56). O “Servo de Javé” de Zc 12,10 e Sl 22 é visto por alguns rabinos como Messias davídico e, por outros, como Messias “filho de José” ou “filho de Efraim”. Sendo o último um Messias de menor valor, o qual precederia o verdadeiro Messias. O monte das Oliveiras seria o lugar da manifestação do Messias (Targum de Jônatas e Talmud). Rabbi Akiba, a quem é devedor o judaísmo a sua continuidade no mundo pós-guerra de 70 E.C., reconheceu o líder revolucionário nacionalista Simão Bar Kokhba como o rei messias que Israel tanto esperava.
 
Apócrifos
No escritos apócrifos, o messias tem um caráter transcendental. Oráculos sibilinos 3,46-62 fala de um Messias que reinaria sobre o mundo todo, depois da submissão do Egito a Roma. Ele traria felicidade para Jerusalém. 4 Esdras apresenta o messias como leão de Judá que destrói, com a sua palavra, a águia, símbolo do império romano. Depois trazer a bênção para a terra nos seus 400 anos de reinado, o messias morre e um mundo novo e imperecível surge (11,37-12.1.31-34; 7,28). Testamento dos doze Patriarcas diz que de Judá nascerá um rebento, pelo qual o seu tronco recuperará a realeza, fará justiça para todos que invocam o Senhor. Outros textos apócrifos falam de um messias sacerdote e “filho de Levi” (Testamento de Levi 18,5 e de Judá 24). No apocalipse de Baruc o messias virá para a consumação dos tempos, passará pelas “dores do messias” e voltará uma segunda vez. Os mortos ressuscitarão para participar de um mundo novo.
 
Qumran
A comunidade de Qumran fala de dois messias, um ungido de Aarão e outro de Israel (1Qs 9,11; CDC 12,23ss;14,19;19,10s;20,1). O primeiro tem o poder sacerdotal e segundo, régio. O Messias sacerdotal tem primazia sobre o régio, embora o Messias tenha um papel político e guerreiro.
A vasta utilização do termo Messias para designar o rei, o sumo sacerdote e sacerdotes judeus, bem como os patriarcas israelitas e o salvador prometido por DEUS e esperado pelos judeus , deixa claro que o messianismo judaico foi e é a esperança de um messias dotado de poderes divinos para trazer a salvação para toda a humanidade e o cosmo. Esperar o messias é um ato de fé, que alimentou e alimenta o povo judeu na sua caminhada com DEUS. A vinda do messias é esperada num tempo futuro, escatológico, na pessoa de um messias rei, profeta e filho do homem para os judeus que infelizmente ainda não o aceitaram, mesmo ELE tendo andado em seu meio e morrido por todos nós na cruz. DEUS, ao revelar a Torá no Sinai e feito uma aliança com Israel, deixou previsto uma intervenção futura sua na pessoa de um Messias, ao qual o povo obedeceria. E foi essa esperança que impulsionou o surgimento de várias lideranças messiânicas no período da dominação romana na Palestina do tempo de JESUS.
 
Império romano: a opressão gera esperança messiânica
Os romanos ocuparam a Palestina. Algumas décadas se passaram e o povo percebeu que eles não eram os salvadores da pátria. Em 57 E.C. explodiu na Palestina uma revolta popular contra Roma. Lideranças e grupos religiosos se organizaram nessa luta. A Galiléia, onde se concentravam a melhores terras, tornou-se um barril de pólvora. O sonho da retomada da dinastia davídica foi interrompido pela dominação, também cruel, dos romanos.
JESUS nasceu nesse contexto de revolta contra Roma.

O império romano e suas atrocidades com o povo judeu possibilitaram o surgimento de vários messias, dentre os quais encontramos JESUS. E não foram poucas as lideranças populares que se apresentaram como tal. É o que veremos a seguir.
– Messianismo e profetismo, apoio e resistência ao império romano
O período que vai do governo de Herodes (37 a.E.C. a 4 E.C.) ao início do segundo século da nossa era é marcado por movimentos, grupos políticos de inspiração messiânica ou profética que resistem ao império romano. Houve também grupos pró Roma, nos quais o messianismo é menos evidente. O projeto político-religioso desses movimentos e sua ralação com o messianismo no império romano é que veremos a seguir.
 
1) SADUCEUS
a) Origem
A origem dos saduceus remonta a Sadoc, chefe dos sacerdotes de Jerusalém, no tempo de Davi (1010-970 a.E.C.) e Salomão. Saduceus deriva de Saddiq, justiça.
b) Membros
Faziam parte do grupo dos saduceus, a elite sacerdotal de Jerusalém, os proprietários de terras, os anciãos (burocratas) e os ricos em geral.
c) Projeto e messianismo
Apoiar o império romano, com o qual deve-se procurar viver em harmonia, evitando conflito com o povo. Não acreditar na ressurreição e nem esperar pelo messias. Não valorizar a tradição oral judaica (tradição dos antepassados). O que vale é Lei e não a sua interpretação. O sacerdote deve pautar a sua vida segundo a Lei de Moisés, sentir defensor da ortodoxia judaica e ser rigoroso na liturgia.
d) Área de influência
Os saduceus formavam um grupo poderoso na condução do Sinédrio. Em questões litúrgicas tinham a palavra final. O poder religioso fazia com eles se mantivessem longe do povo.
 
2) HERODIANOS
Funcionários e soldados da corte herodiana, proprietários de terra e “grandes” comerciantes.
Defender o império romano na pessoa de Herodes Antipas (ou Magno?). Os herodianos eram chamados de “os amigos de Roma”. Como os Saduceus, não acreditavam na ressurreição e nem se preocupavam com a libertação de Israel.
d) Área de influência
Os herodianos tinham o poder civil na Galiléia e não eram populares.
 
3) FARISEUS
a) Origem
Os fariseus nasceram no período do governo asmoneu de João Hircano (135-104 a.E.C.).
b) Membros
O grupo dos fariseus era composto por doutores leigos, mas também faziam parte do partido, os escribas, sacerdotes do terceiro escalão, pequenos comerciantes e artesãos.
c) Projeto e messianismo
Fortalecer a Torá oral, a tradição. Negar o monopólio dos sacerdotes na interpretação da Torá. Fariseu significa “separado” dos impuros, portanto, eles pretendiam fazer de Israel um povo santo, isto é, puro, na observância radical da Lei. Esperar do Messias, filho de Davi, não subordinado ao filho de Aarão.  Em relação ao império romano, os fariseus faziam uma aparente oposição, embora acreditasse na libertação do domínio dos estrangeiros. Os fariseus também acreditavam na ressurreição dos mortos.
d) Área de influência
Com pouca influência no campo da política, os fariseus, por outro lado, controlavam as sinagogas, lugares de estudo, oração e reunião do povo. Os pobres não eram capazes de seguir o rigorismo proposto por eles e, por isso, foram deixados de lado.
 
Foram duramente criticados por JESUS por exigirem do povo o que eles mesmos não cumpriam.
 
4) ZELOTES
a) Origem
Os ZELOTES têm origem no grupo dos fariseus e Macabeus. A facção político-religiosa que leva esse nome se organizou como entre 66-70 da E. C. e atuou em Jerusalém.
b) Membros
Revolucionários e zelosos pelos dos costumes judaicos. É discutível se Simão, um dos seguidores de JESUS, era zelote. A terminologia zelota, na época de JESUS, tinha somente a conotação religiosa.
c) Projeto e messianismo
Zelo pelas coisas de DEUS, daí o nome zelota ou zelote. Combater o sacrifício em prol do imperador que era feito no templo de Jerusalém, o que configurou em uma afronta ao império romano. O messianismo dos zelotes pode ser visto no modo como eles agiam para purificar o país da ação dos pagãos romanos. Essa atitude zelota garantiria a vinda o messias. Nesse sentido, o grupo configurado como Zelotes agiu na época da guerra judaica como verdadeiros revolucionários. O messias para eles era um guerrilheiro.
d) Área de influência
Os seguidores de Judas Galileu e João de Giscala receberam influência ou influenciaram os Zelotes. Lideranças messiânicas de inspiração zelota surgiram no período da guerra judaica.
 
5) ESSÊNIOS
a) Origem
A briga com o sacerdócio de Jerusalém, no que se refere à interpretação de textos bíblicos sobre a pureza cultual no templo, tempo das festas religiosas, resultou na criação desse grupo religioso, fundado por um tal “Mestre da Justiça”, sacerdote iluminado por DEUS. Eles foram viver no deserto, em Qumran, perto do mar morto. A atuação dos essênios foi forte marcante na época de JESUS. No entanto, podemos falar também um outro tipo de essênios, diferente do ramo de Qumran, que teve sua origem por volta do ano 200 a.E.C., em meio ao movimento apocalíptico .
b) Membros
Levitas, sacerdotes dissidentes e leigos.
c) Projeto e messianismo
Levar uma vida monástica austera e separada, preparando-se para a consumação dos tempos, a luta entre o bem e o mal. Considerar-se povo da Nova Aliança. Interpretar de modo próprio a Lei. Ter o seu próprio calendário litúrgico. Praticar a purificação, conversão dos pecados, oração matinal ao sol, observar o Sábado. Não freqüentar os cultos em Jerusalém e nem sacrificar animais. Todas essas práticas apressariam a vinda do Messias. Eles acreditavam em dois Messias, um sacerdotal e outro davídico, subordinado ao primeiro .
Segundo Flávio Josefo , eles tinham uma visão fatalista da providência, e pregavam, sobre a alma, uma doutrina alheia ao judaísmo. Além disso possuíam uma doutrina secreta, reservada aos iniciados.
d) Área de influência
Viviam separados do povo, mas eram respeitados como monges ascéticos. Os essênios se uniram aos outros grupos judeus na luta contra Roma (67-70 E.C.).
 
6) JOÃO BATISTA
a) Época
O movimento batista surgiu por volta do ano 20 Época de CRISTO ( E.C. ), no deserto da Judéia e à beira do rio Jordão. João Batista era filho do sacerdote Zacarias.
b) Membros
Populares que se empolgavam com a sua pregação.
c) Projeto e messianismo
Anunciar o batismo e a conversão dos pecados para obter o perdão. O batismo na água colocava as pessoas em relação direta com DEUS. Não eram mais necessárias as práticas rituais do templo de Jerusalém. Assim, os batistas se tornaram perigosos para ordem judaica estabelecida a partir do templo, bem como para o império romano. João conclamava o povo a ir ao deserto, o que, simbolicamente retomava a figura de Moisés e o êxodo. E do deserto, de novo, o povo entraria na terra da promessa. Para tanto, era necessária a preparação prévia com o batismo na água e de conversão dos pecados. Os evangelhos sinóticos apresentam a pregação escatológica de João sobre o juízo e a vinda do reino de DEUS e do messias.
d) Área de influência
Povo simples que não tinha como oferecer sacrifícios no templo de Jerusalém. Herodes Antipas, prevendo uma rebelião de João contra Roma, mandou decapitá-lo.
 
7) JESUS
a) Época
A vida pública de JESUS durou apenas três anos e meio, entre 30 a 33 e meio da Era Comum.
b) Membros
Pescadores, mulheres, doentes. Povo pobre, mais também gente influente na sociedade, como os fariseus e publicanos.
c) Projeto e messianismo
Por meio de uma pregação objetiva e popular, contando parábolas e fazendo denúncias, JESUS tinha como projeto despertar a consciência do povo em relação ao pecado. Anunciando o Reino de DEUS, ele priorizava o contato com o povo nas suas casas. Não são poucas as passagens dos evangelhos que falam de JESUS na casa de Zaqueu, de Marta e Maria, de Pedro, de um Fariseu, dos discípulos de Emaús, etc. No seu projeto missionário, a cruz foi prevista para salvação de todos nós. JESUS continua vivo, ele ressuscitou, o que configurava como afronta e negação do império romano, o qual não foi capaz de impedir a eficácia da pregação missionária de JESUS. O nascimento de JESUS em Belém, terra de Davi, atestado nos evangelhos, mesmo que para os judeus seja somente um dado de fé, provou que ele era realmente o messias esperado pelos profetas.
d) Área de influência
Multidões seguiram os ensinamentos de JESUS. Jerusalém o acolheu como messias. O império romano, tendo percebido a força de sua atuação político-revolucionária, mandou crucificá-lo e iniciou um processo de perseguição aos seus seguidores. Três séculos depois, o império romano acabou assimilando o cristianismo no “seu projeto”. A romanização do cristianismo possibilitou a sua expansão no mundo ocidental. Hoje, um terço da população é cristã.
Convém lembrar que a expressão hebraica Ha-Mashiach é usada para designar O Messias, isto é, o Ungido, aquele que, por ter recebido a unção com óleo, segundo a Torá, estava revestido do poder divino. David foi um rei justo, piedoso, iluminado pelo Eterno e, por isto, ele foi vitorioso. Através dele, Israel expandiu os seus territórios. Sua realeza devia permanecer para sempre, o que foi justificado pela promessa do Eterno de jamais faltar com David. Em particular, o Profeta Isaías apresenta o Messias como pertencente à linha real davídica. Assim, ficou famosa a passagem:
Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel, DEUS Conosco. (Isaías 7,14)
O Profeta Miquéias segue a reflexão do Profeta Isaías e acrescenta:
Miquéias 5,1-3: Mas tu, Belém Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado. Ele se levantará para (os) apascentar, com o poder do Senhor, com a majestade do nome do Senhor, seu DEUS. Os seus viverão em segurança, porque ele será exaltado até os confins da terra. (Miquéias 5,1-3)
O Profeta Jeremias afirma que o Messias será da casa de David:
Dias virão em que farei brotar de Davi um rebento justo que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra o direito e a eqüidade. Sob seu reinado será salvo Judá, e viverá Israel em segurança. E eis o nome com que será chamado: Javé-Nossa-Justiça! (Jeremias 23,5-6)
Eis o que diz o Senhor dos exércitos: Neste lugar que é deserto, sem homens nem animais, e em todas as suas cidades, haverá novamente abrigo para os pastores que apascentarão seus rebanhos. Nas cidades das montanhas, nas planícies e nas do Negeb, na terra de Benjamim, nos arredores de Jerusalém e nas cidades de Judá hão de passar ainda rebanhos pela mão do que os conta. Eis que outros dias virão. E nesses dias e nesses tempos farei nascer de Davi um rebento justo que exercerá o direito e a eqüidade na terra. Naqueles dias e naqueles tempos viverá Jerusalém em segurança e será chamada Javé-Nossa-Justiça. (Jeremias 33,12-18)
O Profeta Ezequiel fala de um Messias apocalíptico e escatológico que apascentará Judá e Israel, novamente unificados, e será príncipe para sempre.
Eis o que diz o Senhor: Pegarei eu mesmo da copa do grande cedro, dos cimos de seus galhos cortarei um ramo, e eu próprio o plantarei no alto da montanha. Eu o plantarei na alta montanha de Israel. Ele estenderá seus galhos e dará fruto; tornar-se-á um cedro magnífico, onde aninharão aves de toda espécie, instaladas à sombra de sua ramagem. Então todas as árvores dos campos saberão que sou eu, o Senhor, que abate a árvore soberba, e exalta o humilde arbusto, que seca a árvore verde, e faz florescer a árvore seca. Eu, o Senhor, o disse, e o farei. (Ezequiel 17,22,24)
Para pastoreá-las suscitarei um só pastor, meu servo Davi. Será ele quem as conduzirá à pastagem e lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, serei seu DEUS, enquanto o meu servo Davi será um príncipe no meio delas. Sou eu, o Senhor, que o declaro. (Ezequiel 34,23-24)
Assim, de acordo com a perpetuação da dinastia davídica, o Messias esperado deveria ser um rei descendente da casa de Davi. E isto foi o que muitos judeus esperavam também entre os anos 1 d.e.c. e 40 d.e.c., época em que, segundo relatos dos Evangelhos, surgiu JESUS de Nazaré.
 
III. A ENTRADA TRIUNFAL DO REI DOS REIS
Mateus 21.8 E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. 9 E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! 10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? 11 E a multidão dizia: Este é JESUS, o Profeta de Nazaré da Galiléia.
Este é um claro cumprimento da profecia do profeta Zacarias:
Zc 9.9 Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta.
 
Embora o povo estivesse, em seu pensamento, recebendo um general que enfrentaria e destruiria o império romano e colocaria "Davi" de volta no trono de todo o Israel, a entrada triunfal de JESUS em Jerusalém serviu de mais uma comprovação de sua realeza e condição de único capaz de assumir o trono em sua época.
 
IV. JESUS, O FILHO DE DAVI
Mt 22.41 E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os JESUS, 42 dizendo: Que pensais vós do CRISTO? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. 43 Disse-lhes ele: Como é, então, que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: 44 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 45 Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? 46 E ninguém podia responder-lhe uma palavra, nem, desde aquele dia, ousou mais alguém interrogá-lo.
 
O CONCERTO DE DEUS COM DAVI
2Sm 7.16 “...a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”.

A NATUREZA DO CONCERTO COM DAVI.
(1) Embora a palavra “concerto” não ocorra literalmente em 2Sm 7, é evidente que Deus estava estabelecendo um concerto com Davi.
Em Sl 89.3,4, por exemplo, Deus diz: “Fiz um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração” (ver também Sl 89.34-36). A promessa de que o trono do povo de
Deus seria estabelecido para sempre através da descendência de Davi é exatamente a mesma que Deus fez a Davi em 2Sm 7 (note-se especialmente no v. 14).
Além disso, posteriormente em 2Samuel, o próprio Davi faz referência ao “concerto eterno” que Deus fez com ele (2Sm 23.5), sem dúvida aludindo a 2Sm 7.
(2) Os mesmos dois princípios que operam noutros concertos do AT também estão em evidência aqui: apenas Deus estabelecia as promessas e os deveres do seu concerto e esperava que do lado humano houvesse o aceite com fé obediente.
(a) Nesse concerto de Deus com Davi, Ele fez uma promessa de cumprimento imediato, que era estabelecer o reino do filho de Davi, Salomão, o qual edificaria uma casa para o Senhor, i.e., o templo (2Sm 7.11-13).
(b) Ao mesmo tempo, a promessa de Deus de que a casa ou dinastia de Davi duraria para sempre sobre os israelitas estava condicionada à fiel obediência de Davi e dos seus descendentes. Noutras palavras, esse concerto era eterno somente no sentido de Deus ter sempre um descendente de Davi no trono em Jerusalém, desde que os governantes de Judá permanecessem em obediência e fidelidade a Ele.
(3) Durante os quatro séculos seguintes, a linhagem de Davi permaneceu ininterrupta no trono de Judá. Quando, porém, os reis de Judá, especialmente Manassés e aqueles que reinaram depois do rei Josias, rebelaram-se continuamente contra Deus ao adorarem ídolos e desobedecerem à sua lei, Deus, por fim, os impediu de ocuparem o trono. Permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia invadisse
a terra de Judá, sitiasse a cidade de Jerusalém e, finalmente, destruísse a cidade juntamente com seu templo (2Rs 25; 2Cr 36). Agora, o povo de Deus estava, pela primeira vez desde a escravidão no Egito, sob o domínio de governantes estrangeiros.

JESUS CRISTO EM RELAÇÃO A ESTE CONCERTO.
Havia porém, um aspecto do concerto de Deus com Davi que era incondicional — que o reino de Davi seria por fim estabelecido para sempre.
(1) A culminância da promessa de Deus era que da linhagem de Davi viria um descendente que seria o Rei messiânico e eterno.
Este Rei dominaria sobre os fiéis em Israel e sobre todas as nações (cf. Is 9.6,7; 11.1, 10; Mq 5.2,4). Sairia da cidade de Belém (Mq 5.2,4), e seu governo se estenderia até os confins da terra (Zc 9.10).
Ele seria chamado: “O SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.5,6) e consumaria a redenção do pecado (Zc 13.1). O cumprimento da promessa davídica teve início com o nascimento de Jesus Cristo, anunciado pelo anjo Gabriel a Maria, uma piedosa descendente da família de Davi (Lc 1.30-33; cf. At 2.29-35).
(2) Essa promessa foi um desdobramento do concerto feito em Gn 3.15, que predisse a derrota de Satanás através de um descendente de Eva (Gn 3.15); foi um prosseguimento do concerto feito com Abraão e seus descendentes.
(3) O cumprimento dessa promessa abrangia a ressurreição de Cristo dentre os mortos e sua exaltação à destra de Deus no céu (At 2.29-33), de onde Ele agora governa como Rei dos reis e Senhor dos senhores. A primeira missão de Cristo como o Senhor exaltado foi o derramamento do Espírito Santo sobre o seu povo (At 1.8; 2.4, 33).
(4) O régio governo de Cristo caracteriza-se por um chamamento, dirigido a todas as pessoas, no sentido de largarem o pecado e o mundo perverso, aceitarem Cristo como Senhor e Salvador e receberem o Espírito Santo (At 2.32-40).
(5) O reino eterno de Cristo inclui:
(a) seu atual domínio sobre o reino de Deus e sua primazia sobre a igreja,
(b) seu futuro reino milenial sobre as nações (Ap 2.26,27; 20.4) e
(c) seu reino eterno nos novos céus e na nova terra (Ap 21 — 22).
 
CONCLUSÃO
Os anjos vieram do céu
Vieram do alto céu lhe dar
Entrada triunfal
Bateram asas, a anunciar a
Vitória sobre o mal.
            Eu não duvido que, em marcha triunfal inigualável, ele ascendeu pelo monte de luz e chegou à cidade celestial. Quando se aproximou dos portões da grande metrópole do universo, os anjos exclamaram: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o rei da glória”. Os espíritos alvos de campos de batalhas ardentes perguntam: “Quem é o rei da glória? --- quem?” A resposta vem: “O Senhor forte e poderoso, O Senhor, poderoso nas batalhas. Ele é o rei da glória”. Em seguida a sua escolta e os que o esperam sobre os muros entoam juntos o cântico mais uma vez e, com um oceano esplêndido de música arremessando suas ondas melodiosas sobre as portas do céu e forçando a entrada, ouve-se o estribilho: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos ó portais eternos, para que entre o rei da glória”--- e Ele entra. A seus pés, os exércitos lançam suas coroas, os que foram lavados com o seu sangue vem ao seu encontro, não espalhando rosas aos seus pés como nós fazemos com os conquistadores hoje em dia, mas espalhando flores imortais, grinaldas de honra que nunca irão murchar. Enquanto isso, de novo, de novo e de novo o céu ressoa com este hino: “Àquele que nos amou, nos lavou dos pecados com seu sangue e nos tornou reis e sacerdotes para DEUS, seu pai --- a Ele seja a glória para todo o sempre”. E todos os santos e anjos dizem: “amém”.  Autor: Pr Charles Haddon Spurgeon Extraído de: Spurgeon´s Sermons Fonte: www.obreiroaprovado.com
 
 
RESUMO DA REVISTA DA CPAD
Lição 8 - JESUS, Filho de Davi
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Palavra Chave:
Filho de Davi: Título messiânico que descreve o
Senhor JESUS como herdeiro eterno do trono de Davi.
I. A DINASTIA DAVÍDICA
1. O reinado de Davi.
2. Um rei segundo o coração de DEUS.
3. Seu reinado.
II. O MESSIAS E A CASA DE DAVI
1. A promessa divina.
2. Aguardando a promessa.
III. A ENTRADA TRIUNFAL DO REI DOS REIS
1. A relevância desse evento (21.8,9).
IV. JESUS, O FILHO DE DAVI
1. "Que pensais vós do CRISTO?" (22.42).
2. A profecia (22.43, 44).
3. O silêncio dos fariseus (22.45,46).
4. Um reino eterno.
CONCLUSÃO
O Reino de JESUS é eterno.
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) Davi, no hebraico, "Amado", foi o sucessor de Saul aos 30 anos de idade e um rei segundo o coração do Senhor. A dinastia davídica durou cerca de 425 anos, mas será perpetuada por meio do Rei-Messias, JESUS.
SINOPSE DO TÓPICO (2) DEUS prometeu a Davi um trono eterno. A dinastia davídica seria perpetuada através do Rei-Messias, o Senhor JESUS CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (3) JESUS, o Rei-Messias, adentrou triunfante em Jerusalém, como rei e profeta de Nazaré da Galiléia.
SINOPSE DO TÓPICO (4) A profecia do Rei-Messias, de acordo com o Salmo 110, vaticinava a encarnação do Filho de DEUS e a perpetuação da dinastia davídica por meio de JESUS.
 
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QUESTIONÁRIO DA Lição 8 - JESUS, Filho de Davi
RESPONDER CONFORME A REVISTA DA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 2008
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
Não diz a Escritura que o ________________ vem da descendência de ______________ e de __________________________, da aldeia de onde era Davi?" (Jo 7.42).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
"Filho de ____________" é o título _______________________ conferido por ________________ a JESUS e anunciado pelos profetas do Antigo Testamento como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
 
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO 
3- O que quer dizer a expressão: " Filho de Davi"? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) É o Título messiânico que descreve o Senhor JESUS como herdeiro durante o milênio, do trono de Davi.
(    ) É o Título messiânico que descreve o Senhor JESUS como herdeiro eterno do trono de Davi.
(    ) É o Título messiânico que descreve o Senhor JESUS como herdeiro temporário do trono de Davi.
 
I. A DINASTIA DAVÍDICA
4- Qual foi a posição cronológica do reinado de Davi? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) Davi foi o primeiro rei de Israel. 
(    ) Davi foi o segundo rei de Israel. 
(    ) Davi foi o terceiro rei de Israel. 
 
5- Na língua hebraica, o que significa Davi, onde ele nasceu e quem era seu pai? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) "Querido". Nasceu em Jerusalém e era filho de Jessé. 
(    ) "Grande". Nasceu em Belém e era filho de Jessé. 
(    ) "Amado". Nasceu em Belém e era filho de Jessé. 
 
6- Quanto tempo durou a dinastia de Davi? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) 425 anos.
(    ) 450 anos.
(    ) 525 anos.
 
7- Complete, segundo o relacionamento de Davi com DEUS:
"Achei a _________________, filho de Jessé, varão conforme o meu _______________, que executará toda a minha __________________" (At 13.22). Davi é o tipo profético do Rei dos reis, destinado a estabelecer o Reino de DEUS neste mundo. Davi reconhecia que a sua força e a vitória do seu reinado dependiam de DEUS (2 Sm 22.2,3). Ele foi citado na galeria dos Heróis da Fé em Hebreus 11.32.
 
8- Complete segundo o reinado de Davi:
Davi _______________________ as 12 tribos que andavam errantes por causa dos desatinos de Saul. _________________ seu reino ao fazer de Jerusalém sua capital administrativa. Derrotou os inimigos (2 Sm 5.6-10) e compôs __________ dos 150 salmos da Bíblia. Como rei, Davi criou um efetivo governo central, e foi recompensado por sua fidelidade a DEUS. O Senhor prometeu-lhe uma dinastia perpétua (2 Sm 7.16).
 
II. O MESSIAS E A CASA DE DAVI
9- Qual a primeira promessa que DEUS fez a Davi ? Coloque "X" na alternativa correta:
(    ) De estabelecer um trono milênico ( caráter messiânico).
(    ) De estabelecer um trono efêmero ( caráter messiânico).
(    ) De estabelecer um trono eterno ( caráter messiânico).
 
10- Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
 
Os israelitas
 
 
 
 Queria provar aos judeus que JESUS era o Messias esperado que governaria eternamente o seu povo (Is 11.1-5). 
Paulo e Barnabé, na sinagoga de Antioquia da Pisídia
Estavam cientes da promessa divina de que o Messias seria um descendente legal da família de Davi.
(2 Sm 7.12-19; Jr 23.5).
Mateus
"Da descendência deste (Davi), conforme a promessa, levantou DEUS a JESUS para Salvador de Israel".
(At 13.23). 
 
 
III. A ENTRADA TRIUNFAL DO REI DOS REIS
11- São fatos ocorridos na Entrada Triunfal de JESUS em Jerusalém: (Marque com "C" as afirmativas corretas e com "F" as Falsas)
(    ) Ocorreu em um Sábado. 
(    ) Registrado nos quatro Evangelhos (Mc 11.1-11; Lc 19.29-38; Jo 12.12-19)
(    ) Ocorreu em um domingo. 
(    ) Era a grande oportunidade de ele testificar publicamente que era o predito Rei e Messias de Israel. 
(    ) "Toda a cidade se alvoroçou".
(    ) Registrado nos três Evangelhos (Mc 11.1-11; Lc 19.29-38; Jo 12.12-19)
(    ) Todos perguntavam: "Quem é este?" A resposta foi unânime: "Este é JESUS, o Profeta de Nazaré da Galiléia".
 
IV. JESUS, O FILHO DE DAVI
12- Qual a resposta do povo à pergunta de CRISTO: "Que pensais vós do CRISTO?" (22.42). JESUS perguntou de quem o CRISTO era filho. Eles responderam: (Coloque "X" na alternativa correta)
(    ) "De Abraão" (22.42).
(    ) "De Adão" (22.42).
(    ) "De Davi" (22.42).
 
13- O que significa a resposta de JESUS "Como é, então, que Davi, em espírito, lhe chama Senhor?" (Marque com "C" as afirmativas corretas e com "F" as Falsas:)
(    ) JESUS estava afirmando que Davi era o autor do Salmo 110 e sua inspiração era divina. 
(    ) JESUS estava afirmando que Davi era filho de DEUS e rei dos reis.
(    ) JESUS revela que o descendente de Davi é superior a este porque é Filho de DEUS.
 
14- Complete:
Os fariseus, saduceus e herodianos não queriam responder à pergunta de JESUS: "Se Davi, pois, lhe chama ____________________, como é seu _______________?" A resposta é uma só: O Senhor de Davi tornou-se o filho ___________________ de Davi por meio da encarnação. 
 
15- Complete:
Davi era humano, e ________________________; seu reino com o tempo acabou. Mas, de acordo com Isaías 9.6,7, o descendente de Davi, Rei-Messias, é divino, e seu Reino é __________________________. Davi foi um "pai" temporário para seu povo; o Messias é um Pai ______________________, eterno para todos os povos (Sl 2.6-8; Lc 22.29).
 
CONCLUSÃO
16- Em breve JESUS voltará a este mundo para buscar os seus súditos, complete:
"Eis que vem com as _________________, e todo olho o verá, até os mesmos que o _______________________; e todas as tribos da terra se _________________________________ sobre eles. Sim! Amém!" (Ap 1.7).
 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO (Subsídio Teológico)
"O Rei-Messias
A maior expectativa nos dias de JESUS era que o Messias fosse um governante político. Seria o Descendente do Rei Davi. Davi era o protótipo do Messias: um libertador e conquistador. E depois, a comunidade de Cumrã acrescentou a expectativa de dois Messias: O Messias de Arão, sacerdotal, e o Messias de Israel, um Rei-Messias. Parece que não conseguiram manter justos os conceitos de Messias político-soberano e o de Messias sacerdotal, que servia e ministrava. Por isso, dividiram o conceito do Messias em duas figuras.
Talvez, naqueles tempos, Cumrã previsse o Cristianismo mais do que qualquer outro no Judaísmo, porque (de modo mais poderoso) JESUS realizaria exatamente a obra que estava prevista. Na sua primeira vinda, Ele era o Messias sacerdotal, que servia; e Ele será o Rei-Messias no poder e glória da segunda vinda. Esse ponto de vista concordante, entretanto, não torna cristãos os membros da comunidade de Cumrã, nem mesmo os cristãos incipientes. Eram judeus, mas certamente tinham uma abordagem bem diferente à questão inteira do Messias, ao proporem duas personagens, a idéia de dois Messias."
(NICHOLS, D.R. O Senhor JESUS CRISTO. In HORTON, S.M. (org.) Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.315.)
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, S.M. (org.) Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.
MERRILL, E. História de Israel no Antigo Testamento. RJ: CPAD, 2001.
SAIBA MAIS Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 33, p.40.
 
APLICAÇÃO PESSOAL
"Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará" (Is 11.1). JESUS é o eterno Renovo do tronco de Jessé. Ele não se manifestou no período áureo do reinado de Davi ou de Salomão, quando o reino de Israel era uma árvore frondosa e frutífera. Mas, na ocasião em que o machado derrubara o arvoredo, restou à descendência de Jessé, apenas um caule, por amor a Davi. Desse tronco surge o Netzer, o Renovo. Deste termo origina-se a palavra Nazaré, região da qual surgiu o Profeta-Messias (Lc 24.19). JESUS brotou como um rebento da combalida dinastia davídica ("a raiz de Jessé"), a fim de cumprir as profecias messiânicas feitas a Davi, o rei teocrático do Eterno. Esta profecia demorou cerca de 700 anos para se cumprir. E, hoje, passados mais de 2000 anos, nós, os salvos, aguardamos o pleno cumprimento da restauração do trono de Davi, por meio do Rei dos reis e Senhor dos senhores.
 
 
 
AJUDA:
CPAD - www.cpad.com.br - Bíblias, livros e revistas.
www.escoladominical.com.br  -  www.ebdweb.com.br com vídeos da EBD
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm   (VÍDEOS da EBD na TV)
BÍBLIA ILUMINA EM CD 
Nosso novo endereço: http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/licao2-cc-davi-umhomemsegundoocoracaodedeus.htm
http://www.airtonjo.com/historia02.htm (visão judaico-messiânica)
 
 
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