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Lição 8 - O Aborto e a Eutanásia
Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2005
E AGORA, COMO VIVEREMOS?
A Resposta Cristã para tempos de crise e calamidade moral.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Geremias do Couto
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta" (Jr 1.5).
1.5 ANTES QUE EU TE FORMASSE... TE SANTIFIQUEI. Antes de Jeremias nascer, DEUS já havia determinado que ele seria profeta. Assim como DEUS tinha um plano para a vida de Jeremias, Ele também tem um para cada pessoa. Seu alvo é que o crente viva segundo a sua vontade e deixe que Ele cumpra seu plano em sua vida. Assim como no caso de Jeremias, viver segundo o plano de DEUS pode significar sofrimento; porém DEUS sempre opera visando o melhor para nós (ver Rm 8.28). é evidente que se Jeremias não se colocasse inteiramente à disposição de DEUS, seria escolhido outro porém DEUS conhece o futuro e sabia que Jeremias estaria disponível.
 
 
   
 
VERDADE PRÁTICA: O aborto e a eutanásia são práticas condenáveis e pecaminosas, porque vão de encontro à vontade soberana de DEUS.
 
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
SALMO 139.13-16 = 13 Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.14Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.15 Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.16 Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
139.13 ENTRETECESTE-ME NO VENTRE DE MINHA MÃE. DEUS rege de modo criador e ativo o desenvolvimento da vida humana. Ele pessoalmente zela pela criancinha desde o momento da sua concepção. Sua atenção por um feto compreende um plano para a sua vida. Por essa razão, DEUS tem o aborto de um nascituro como homicídio (ver Êx 21.22,23).
139.16 NO TEU LIVRO TODAS ESTAS COISAS FORAM ESCRITAS. DEUS não nos traz à esta vida sem um propósito. 
Provavelmente, a declaração sobre os dias que nos estão determinados refira-se ao nosso tempo de vida na terra, geralmente setenta ou oitenta anos (ver Sl 90.10), embora uma pessoa possa morrer antes disso (ver 55.23; Jó 22.16; Pv 10.27; Ec 7.17). 
(2) O tempo mencionado neste salmo refere-se não somente aos dias de uma pessoa, mas também ao plano de DEUS para nossa vida como um todo. No seu plano, DEUS não está querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9; cf. 1 Tm 2.4). Portanto, a intenção de DEUS é que aceitemos JESUS como nosso Senhor e Salvador e façamos a sua vontade numa vida dedicada a seu serviço.
 
ECLESIASTES 3.2 = 
2 Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
 
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LEITURA DIÁRIA:
SegundaSl 127 Os filhos são herança do Senhor
 1 Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. 2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. 3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão. 4 Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. 5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos,  quando falarem com os seus inimigos à porta.
127.1-5 SE O SENHOR NÃO EDIFICAR. Somente o que provém de DEUS e tem a sua bênção é realmente valioso na vida. Por outro lado, se DEUS não operar em nossa vida, atividades, objetivos e familiares, nada resolverá, e tudo acabará em frustração e desilusão. Devemos, pois, buscar a bênção e a direção divina em tudo a partir dos primeiros passos da vida (ver Lc 24.50).
127.1 SE O SENHOR NÃO EDIFICAR A CASA. Ao trabalharmos edificando a Casa de DEUS, devemos ter a convicção de que a estamos construindo segundo o seu padrão e mediante o seu ESPÍRITO, e não segundo idéias, planos e esforços puramente humanos (cf.Êx 25.9,40; ver At 7.44).
127.2 POIS ASSIM DÁ ELE AOS SEUS AMADOS O SONO. É da vontade de DEUS que tenhamos um sono tranqüilo, e uma vida livre de ansiedade (ver Mt 6.25-34; Fp 4.6). O texto também dá a entender que DEUS continua dispensando suas bênçãos, inclusive quando dormimos.
 
Aljava é como casa cheia de filhos, que servem de segurança como flechas que voam e livram dos inimigos. A aljava ou vasilha de colocar flechas, quanto mais cheia, maior a segurança e a felicidade do guerreiro.
127.3 OS FILHOS SÃO HERANÇA DO SENHOR. No antigo concerto, uma família numerosa era tida como bênção, ao passo que o não ter filhos era tido como maldição (Gn 30.2,18; 33.5; 48.9; Dt 7.13). No novo concerto, ter muitos filhos não é precisamente uma evidência do favor divino, e não poder tê-los não deve ser tido como maldição. Uma família grande pode tornar-se um pesadelo se os filhos não forem devidamente criados e se não conhecerem à salvação em CRISTO. Não ter filhos pode ser uma bênção se a pessoa dedicar a sua vida e o seu tempo à causa do Senhor (1 Co 7.7,8,32,33). Todos os filhos de crentes devem ser considerados dádivas de DEUS, e requerem dos pais uma criação sábia e cristã. Só quando os pais e seus filhos aceitam, ensinam e seguem os caminhos e  mandamentos do Senhor é que desfrutarão a plena bênção de DEUS.
 

 
Terça1 Sm 1.1-28 Os filhos devem ser consagrados a DEUS
1Houve um homem de Rama-taim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu. 2 E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o nome da outra, Penina; Penina tinha filhos, porém Ana não tinha filhos. 3 Subia, pois, este homem da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao  SENHOR dos Exércitos, em Siló; e estavam ali os sacerdotes em Siló; e estavam ali os sacerdotes do SENHOR, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. 4 E sucedeu que, no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções do sacrifício a  Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas. 5 Porém a Ana dava uma parte excelente, porquanto ele amava Ana; porém o SENHOR  lhe tinha cerrado a madre.
6 E a sua competidora excessivamente a irritava para a embravecer, porquanto o  SENHOR lhe tinha cerrado a madre. 7 E assim o fazia ele de ano em ano; quando ela subia à Casa do SENHOR, assim a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. 8 Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E  por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos? 9 Então, Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote,  estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR. 10 Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR e chorou abundantemente. 11 E votou um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a  aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e  sobre a sua cabeça não passará navalha. 12 E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o SENHOR, Eli fez atenção à sua  boca, 13 porquanto Ana, no seu coração, falava, e só se moviam os seus lábios, porém não se  ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. 14 E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. 15 Porém Ana respondeu e disse: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de  espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. 16 Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus  cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. 17 Então, respondeu Eli e disse: Vai em paz, e o DEUS de Israel te conceda a tua petição  que lhe pediste. 18 E disse ela: Ache a tua serva graça em teus olhos. Assim, a mulher se foi seu  caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste. 19 E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e vieram  à sua casa, a Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela. 20 E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e teve um filho, e chamou o  seu nome Samuel, porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR. 21 E subiu aquele homem Elcana, com toda a sua casa, a sacrificar ao SENHOR o  sacrifício anual e a cumprir o seu voto. 22 Porém Ana não subiu, mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado,  então, o levarei, para que apareça perante o SENHOR e lá fique para sempre. 23 E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer a teus olhos; fica até que o desmames; tão somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e  deu leite a seu filho, até que o desmamou. 24  E, havendo-o desmamado, o levou consigo, com três bezerros e um efa de farinha e um odre de vinho, e o trouxe à Casa do SENHOR, a Siló. E era o menino ainda muito  criança. 25 E degolaram um bezerro e assim trouxeram o menino a Eli. 26 E disse ela: Ah! Meu senhor, viva a tua alma, meu senhor; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao SENHOR. 27 Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. 28 Pelo que também ao SENHOR eu o entreguei, por todos os dias que viver; pois ao SENHOR foi pedido. E ele adorou ali ao SENHOR.
 
Quarta2 Rs 4.8-37 Os filhos precisam de proteção
 8 Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher rica, a qual  o reteve a comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava, ali se dirigia a  comer pão. 9 E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um SANTO homem de DEUS. 10 Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro e ali lhe ponhamos uma cama,  e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se retirará. 11 E sucedeu um dia que veio ali, e retirou-se àquele quarto, e se deitou ali. 12 Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele. 13 Porque lhe dissera: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com todo o desvelo; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei ou ao chefe do exército? E dissera ela: Eu habito no meio do meu povo. 14 Então, disse ele: Que se há de fazer, pois, por ela? E Geazi disse: Ora, ela não tem
filho, e seu marido é velho. 15 Pelo que disse ele: Chama-a. E, chamando-a ele, ela se pôs à porta. 16 E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho.  E disse ela: Não, meu senhor, homem de DEUS, não mintas à tua serva. 17 E concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tal tempo determinado, segundo o tempo da vida que Eliseu lhe dissera. 18 E, crescendo o filho, sucedeu que, um dia, saiu para seu pai, que estava com os  segadores. 19 E disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Ai! A minha cabeça! Então, disse a um moço:  Leva-o a sua mãe.
20 E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio-dia e  morreu. 21 E subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de DEUS; e fechou sobre ele a porta e  saiu.
22  E chamou a seu marido e disse: Manda-me já um dos moços e uma das jumentas,  para que eu corra ao homem de DEUS e volte. 23 E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem. 24 Então, albardou a jumenta e disse ao seu moço: Guia, e anda, e não te detenhas no  caminhar, senão quando eu to disser. 25 Partiu ela, pois, e veio ao homem de DEUS, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de DEUS de longe, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita. 26 Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. 27 Chegando ela, pois, ao homem de DEUS, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou  Geazi para a retirar; disse porém o homem de DEUS: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o SENHOR mo encobriu e não mo manifestou. 28 E disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?
29 E ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, e toma o meu bordão na tua mão, e vai; se  encontrares alguém, não o saúdes; e, se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe  o meu bordão sobre o rosto do menino. 30 Porém disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te hei de  deixar. Então, ele se levantou e a seguiu. 31 E Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele e lhe trouxe aviso, dizendo:  Não despertou o menino. 32 E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. 33 Então, entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao SENHOR. 34 E subiu, e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu  sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele; então, o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Cha-ma essa sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E
disse ele: Toma o teu filho. 37 E veio ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu.
 
QuintaAt 20.24; Fp 1.21 A vida no propósito de DEUS
 At 20.24 Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a  minha carreira e o ministério que recebi do Senhor JESUS, para dar testemunho do evangelho da graça de DEUS.  
20.24 EM NADA TENHO A MINHA VIDA POR PRECIOSA. A preocupação principal de Paulo não era preservar a sua própria vida. O
mais importante para ele era cumprir o ministério para o qual DEUS o chamara. Seja qual fosse o fim em vista, mesmo em se tratando do
sacrifício da sua vida, ele, com alegria, iria até o fim da sua carreira com esta confiança: CRISTO será, tanto agora como sempre,
engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte (Fp 1.20). Engrandecermos a CRISTO estando vivos é fácil entender; mas
engrandecê-lo por nossa morte é difícil para todos entender e aceitar. Para Paulo, a vida e o serviço para CRISTO são representados como
uma carreira ou corrida que se deve correr com absoluta fidelidade ao seu Senhor (cf. 13.25; 1 Co 9.24; 2 Tm 4.7; Hb 12.1).
 
Fp 1.21 Porque para mim o viver é CRISTO, e o morrer é ganho
1.21 MORRER É GANHO. O verdadeiro crente, vivendo no centro da vontade de DEUS, não precisa ter medo da morte. Ele sabe que
DEUS tem um propósito para o seu viver, e que a morte, quando ela vier, é simplesmente o fim da sua missão terrestre e o início de uma
vida mais gloriosa com CRISTO (vv. 20-25; ver Rm 8.28)
 
SextaMt 6.25-34 A vida e o cuidado de DEUS
25 Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de  comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de  vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? 26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros;  e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? 27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua  estatura? 28 E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. 29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como  qualquer deles. 30 Pois, se DEUS assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? 31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? 32 (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem  sabe que necessitais de todas essas coisas; 33 Mas buscai primeiro o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
6.25 NÃO ANDEIS CUIDADOSOS. JESUS não está dizendo que é errado o cristão tomar providências para suprir suas futuras necessidades materiais (cf. 2 Co 12.14; 1 Tm 5.8). O que Ele realmente reprova aqui é a ansiedade ou a preocupação angustiosa da pessoa, revelando sua falta de fé no cuidado e no amor paternais de DEUS (Ez 34.12; 1 Pe 5.7).
6.30 SE DEUS ASSIM VESTE A ERVA. As palavras deste versículo contêm a promessa de DEUS a todos os seus filhos nesta era de aflições e incertezas. DEUS prometeu tomar as providências para nosso alimento, vestuário e demais necessidades. Não precisamos preocupar-nos nesse sentido, mas fazer a nossa parte, viver para DEUS e deixá-lo reinar em nossa vida (v. 33), certos de que assumirá a plena responsabilidade por uma vida totalmente entregue a Ele (1 Pe 5.7; Fp 4.6)
6.33 BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA. Aqueles que seguem a CRISTO são conclamados a buscar acima de tudo o mais, o reino de DEUS e a sua justiça. O verbo buscar subentende estar continuamente ocupado na busca de alguma coisa, ou fazendo um esforço vigoroso e diligente para obter algo (cf. 13.45). CRISTO menciona dois objetos da nossa busca: (1) O Reino de DEUS devemos buscar diligentemente a demonstração da soberania e do poder de DEUS em nossa vida e em nossas reuniões. Devemos orar para que o reino de DEUS se manifeste no grandioso poder do ESPÍRITO SANTO para salvar pecadores, para destruir a influência demoníaca, para curar os enfermos e para engrandecer o nome do Senhor JESUS. (2) Sua justiça com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, devemos procurar obedecer aos mandamentos de CRISTO, ter a sua justiça, permanecer separados do mundo e demonstrar o seu amor para com todos (cf. Fp 2.12,13)
 
Sábado1 Co 15.1-23 A vida e a esperança em DEUS
1 Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; 2 pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão. 3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que CRISTO morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, 5 e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. 6 Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. 7 Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos 8 e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo. 9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de DEUS. 10 Mas, pela graça de DEUS, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã; antes,  trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de DEUS, que está comigo. 11 Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos, e assim haveis crido. 12 Ora, se se prega que CRISTO ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? 13 E, se não há ressurreição de mortos, também CRISTO não ressuscitou. 14 E, se CRISTO não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. 15 E assim somos também considerados como falsas testemunhas de DEUS, pois testificamos de DEUS, que ressuscitou a CRISTO, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. 16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também CRISTO não ressuscitou. 17 E, se CRISTO não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 18 E também os que dormiram em CRISTO estão perdidos. 19 Se esperamos em CRISTO só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. 20 Mas, agora, CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. 21 Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. 22 Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em CRISTO. 23 Mas cada um por sua ordem: CRISTO, as primícias; depois, os que são de CRISTO, na sua vinda.
15.2 SE O RETIVERDES TAL COMO VO-LO TENHO ANUNCIADO. Ser crente não é apenas a pessoa ter fé em JESUS CRISTO. Antes, crente é aquele que têm fé em JESUS CRISTO como revelado na mensagem integral do evangelho (vv. 1-4). A fé que tal pessoa tem em CRISTO está sempre vinculada à Palavra de DEUS e à doutrina dos apóstolos (vv.1-3; 11.2,23; Rm 6.17; Gl 1.12). Por essa razão, os crentes podem ser descritos como o povo que se submete ao CRISTO da Bíblia como seu Senhor e Salvador e que vive submisso à Palavra de DEUS. Os crentes se submetem sem reservas à autoridade da Bíblia, observam seus ensinos, confiam nas suas promessas, acatam suas admoestações e cumprem os seus mandamentos. É um povo submisso sem reserva à Palavra de DEUS, que a usa para testar todas as idéias humanas e que não aceita nada que seja contrário à Bíblia.
15.8 E POR DERRADEIRO. A declaração de Paulo, "por derradeiro", não deve ser entendida no sentido absoluto. Paulo foi o último dos apóstolos no sentido de receber um mandato especial através de um encontro com o Senhor ressurreto para integrar a formação do testemunho inicial e fundamental de JESUS CRISTO (cf. At 9.3-8; 22.6-11; 26.12-18). Esses apóstolos do NT constituiram o início do
alicerce da igreja (ver Ef 2.20; cf. Mt 16.18; Ap 21.14). Por essa razão, este ofício inicial de apóstolo do NT é impar e não repetido. Como testemunhas e mensageiros diretos do Senhor ressurreto, eles edificaram o alicerce da igreja de JESUS CRISTO, alicerce este que nunca poderá ser alterado, nem admitir acréscimo. Daí, aquele grupo de apóstolos não ter sucessores. São "apóstolos do Cordeiro" num sentido único (Ap 21.14; 1 Ts 2.6 , Jd 17)
15.17 SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU. Naqueles dias alguns negavam a ressurreição corpórea de CRISTO (v. 12). Respondendo, Paulo declara que se CRISTO não ressuscitou, não há perdão, nem livramento do pecado. Fica claro que os que negam a realidade objetiva da ressurreição de CRISTO, estão negando totalmente a fé cristã. São falsas testemunhas que falam contra DEUS e a sua Palavra. Sua fé não têm valor, e, portanto, não são cristãos autênticos.
 
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Relacionar os principais argumentos dos que defendem o aborto e a eutanásia.
Refutar cada um desses argumentos à luz dos princípios bíblicos.
Explicar que o nascimento e a vida são atos da vontade soberana de DEUS.
 
PONTO DE CONTATO:
Recentemente, através da mídia, as pessoas de todo o mundo puderam acompanhar o caso de uma americana que vivia em estado vegetativo há 15 anos e morreu após longa batalha judicial entre seu marido e sua família. Mediante este caso, o tema da eutanásia voltou a ser discutido no mundo inteiro. Além disso, projetos de lei a favor da legalização do aborto têm sido levados ao Congresso Nacional. Para debater os temas propostos na lição de hoje, é preciso rever com atenção o que a Bíblia declara a respeito deste assunto:
1. A vida é um dom precioso de DEUS (Gn 1.20-25). 2. DEUS fez o homem à sua imagem e semelhança, logo, a importância do ser humano deve ser refletida. Devemos lutar pela preservação da vida (Gn 1.26 e 9.5-6). 3. A morte física não é o fim e nem uma fuga do sofrimento. É o resultado do pecado (Rm. 6.23). 4. Se o homem experimentar a presença restauradora de JESUS e o seu poder, nada, nem a morte poderá provocar a derrota dele. (2 Co 4.8-11). 5. Muitas vezes os sofrimentos ocorrem para que DEUS seja glorificado (Jo 11.4). 6. A intrepidez perante a morte é uma característica do servo de DEUS (Fp 1.21). 7. Não podemos negar que os servos de DEUS algumas vezes expressaram o desejo de morrer antes do tempo apontado pelo Senhor, buscando encontrá-lo (Fp 1.23), mas submeteram-se à vontade do Pai em suas vidas, sendo o exemplo maior disso o Senhor JESUS CRISTO (Mt 26.39). 8. O ser humano, embora seja a coroa da criação de DEUS, tem seu conhecimento limitado, não podendo definir os seus passos pelos resultados que espera (pragmatismo). Somente para DEUS nada é difícil ou impossível (Jr 32.17). 9. Somente o autor da vida possui o direito de concedê-la e tirá-la: "O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e a faz tornar a subir dela" (1 Sm 2.6).
 
SÍNTESE TEXTUAL:
Os temas da lição de hoje são bem polêmicos para os que não conhecem as Escrituras. Todavia, aqueles que servem a DEUS e compreendem os ensinos bíblicos têm a convicção de que tais práticas são condenadas pelo Criador.
Embora a eutanásia e o aborto sejam questões complexas, na verdade, estas práticas são uma tentativa de descartar uma vida. A vida é um dom de DEUS. O ser humano foi criado de modo especial, à imagem e semelhança de seu Criador. O homem é a coroa da criação (Gn 1.6). Através das Escrituras Sagradas, podemos observar o Senhor tratando com o ser humano antes de sua concepção: "Antes que eu te formasse no ventre eu te conheci..." (Jr 1.5). Nesta passagem, podemos constatar a presciência divina que contempla cada pessoa em sua individualidade. Os humanistas e materialistas defendem o aborto, porquanto desvalorizam o ser em gestação, encarando-o apenas como uma questão meramente técnica e funcional. Logo, eles não vêem qualquer problema moral na prática do aborto.
Em relação à eutanásia, segundo a visão secular e maligna desses homens, o sofrimento diminui a "qualidade" da vida, por isso, lutam para legitimar o término da mesma, quer voluntariamente, quer pelo arbítrio ou determinação de outro. Jó passou por momentos muito difíceis. Parecia não haver saída para ele. Sua mulher o incentivava a buscar a morte, entretanto, confiante no Todo-Poderoso, ele declarava: "...como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de DEUS e não receberíamos o mal? (Jó 2.7-10). O sofrimento para o cristão é momentâneo e propicia o seu aperfeiçoamento.
Como você pode perceber, tais assuntos são complexos, portanto, devemos estudá-los com toda a seriedade e afinco, mostrando o quanto DEUS ama o ser humano. Ademais, enquanto "sal" e "luz" deste mundo, precisamos alçar a bandeira do evangelho de CRISTO e proclamar as verdades bíblicas com coragem. Lutar contra o aborto e a eutanásia é dever de todo crente que ama a DEUS, a sua Palavra e a vida..
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Divida a classe em 2 grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões da página seguinte. Cada grupo terá três minutos no máximo para discutir seu tema e dois minutos para expor sua opinião à classe. Conclua o debate à luz da Bíblia. Aproveite o subsídio do ponto de contato. Se for possível, escreva os tópicos lá contidos em uma folha de cartolina ou reproduza-os em transparências.
1. Qual deve ser o posicionamento do cristão em relação ao aborto e a eutanásia?
2. O que diz a Bíblia sobre o aborto e a eutanásia?
 
Figura Ilustrativa:
 
     
        
    
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
O pós-modernismo defende a legalização do aborto e da eutanásia, ignorando o que diz a Palavra de DEUS no tocante à defesa da vida humana. Diversos países já alteraram a sua legislação para legalizar essas práticas criminosas. No Brasil, o legislativo federal enfrenta pressão de indivíduos e grupos representativos, a fim de que aprove tanto um quanto o outro.
Defendendo a idéia do aperfeiçoamento humano pela eliminação das pessoas tidas como menos qualificadas física e mentalmente, o pós-modernismo em nada difere do nazismo que, durante a Segunda Guerra Mundial, apregoava a eugenia - a tentativa de se criar uma raça perfeita a partir da engenharia genética.
 
 
 
I. O QUE DIZEM OS DEFENSORES DO ABORTO
 
   
 
 

1. Não reconhecem a dignidade e o valor do ser em gestação.

O ser em desenvolvimento na madre precisa ser tratado com a mesma dignidade e proteção que as leis determinam para os indivíduos já nascidos.

Os defensores do aborto encaram a procriação como uma questão meramente técnica e funcional, não vendo qualquer problema moral na prática do aborto.

O salmista Davi identifica a mão de DEUS, tal qual um artista, entretecendo de maneira maravilhosa o ser humano ainda no ventre materno (vv. 13,14).

Os defensores do aborto, porém, não vêem o nascituro como viu Davi. 

 
 
2. Defendem o que eles chamam direito de escolha.

Na defesa da vida humana, devemos sempre fundamentar-nos nos princípios, verdades e doutrinas da Palavra de DEUS, e nunca em nossas próprias idéias, deduções e leis.

Os pós-modernistas pugnam por um falso direito de escolha, menosprezando o que DEUS exige em sua Palavra.

 DEUS criou e sustenta todas as coisas (Hb 1.2,3). Por conseguinte, todo o direito e toda autoridade têm a DEUS como fonte.

A mulher, alegam os humanistas, tem o direito de decidir sobre o próprio corpo e de escolher entre dar à luz ao novo ser ou abortá-lo - principalmente se lhe for constatado alguma anomalia. Eles apregoam que o ser humano, nessa fase da vida, em nada difere de um objeto que pode ser descartado a qualquer momento.

 
 

3. Não reconhecem o ser em gestação como indivíduo.

Os humanistas argumentam que o ser em gestação não é uma pessoa por não dispor ainda, de maneira plena, dos mecanismos da razão - pensamento, raciocínio, consciência (inclusive do bem e do mal) e livre-arbítrio.

Vejamos o que a Bíblia mostra em Juízes 13.2-25. Leia esta passagem com a mente aberta para DEUS. No v. 8, a criança prometida a Manoá e à sua esposa é apresentada em seu desenvolvimento inicial. No v.12, embora ainda não houvesse nascido, era considerada um ser humano pleno. No v. 24, dá-se o seu nascimento. O interessante é que, nas três ocasiões, a criança, que viria a ser um dos maiores heróis de Israel, é tratada como um ser humano completo e não como algo descartável.

 
 
II. OS PRINCÍPIOS QUE PROÍBEM O ABORTO
 
   
 
 

1. A vida humana tem seu início na concepção.

À luz da ética e da moral, o aborto é um crime, pois a vida humana tem início no exato momento da concepção.

Sempre que a Bíblia descreve o nascimento de alguém, deixa claro que a vida humana está presente desde a concepção até o nascimento.

Concepção, gestação e parto não se desvinculam (Gn 4.1).

  Davi, por sua vez, se reconhece no ventre materno como um indivíduo completo que ia sendo formado pelo próprio DEUS (vv.15,16).
 
2. Os direitos do nascituro como um ser humano.

A prática do aborto não deve ser vista como um direito de escolha da mulher.

Pois não leva em conta os direitos do ser em gestação que, aliás, não pode sequer alçar a voz para defender-se.

 Quando a Bíblia se reporta a algumas pessoas chamadas por DEUS desde o ventre (Gn 25.20-23; Is 49.1; Lc 1.15,41; Gl 1.15,16)

Está implicitamente afirmando não só o direito de o ser em gestação nascer, mas de cumprir igualmente os propósitos para os quais vem ao mundo.
 
 

3. A transcendência divina na geração de filhos.

Os princípios bíblicos apontam para a soberania divina em cada concepção.

Toda criatura nasce sob permissão de DEUS, e só Ele, o doador da vida, tem o direito absoluto sobre ela (Is 45.12; Mt 10.28).

Davi, referindo-se à própria concepção:

 "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia" (v.16).

Em nenhum momento os defensores do aborto tratam do propósito e da soberania de DEUS concernente à vida humana

Os planos de DEUS, contudo, são inegociáveis como Ele próprio declara ao profeta Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta" (Jr 1.5).
 
III. OS DEFENSORES DA EUTANÁSIA
 
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1. A abreviação do sofrimento.

O termo eutanásia é de origem grega e significa literalmente "boa morte".

Tem como justificativa abreviar o sofrimento de pacientes terminais e daqueles que sofrem de doenças irreversíveis.

Os seus defensores advogam: da mesma forma que o indivíduo já nascido tem o direito inalienável à vida, não se pode negar-lhe o direito à morte.

Apesar das aparências, a eutanásia é uma afronta a DEUS que no princípio ordenou quanto à vida humana: "Não matarás".

 
 
2. Um ato de amor pelo paciente.

É outra justificativa apresentada na defesa da eutanásia, mas que tipo de amor é este?

É limitado e egoísta.

Na verdade, procura descartar um enfermo, para que este não lhes sirva de enfado

Precisamos todos estar possuídos do amor de DEUS (Jo 15.12; Rm 13.10; 2 Pe 1.7). Aliviar o sofrimento de um enfermo não implica em matá-lo; implica em assisti-lo devidamente para que, mesmo no leito da morte, tenha ele qualidade de vida.

 
 
IV. PRINCÍPIOS BÍBLICOS CONTRA A EUTANÁSIA
 
   
 
 
1. A eutanásia não leva em conta os desígnios de DEUS.

A morte passou a fazer parte da história do homem somente a partir da sua queda no Éden.

DEUS não criou o homem para a morte; criou-o para a vida.

Desejar a morte é algo que somente se manifesta em tempos de profunda crise.

A morte, na verdade, é o resultado do juízo de DEUS sobre os nossos primeiros pais, em virtude de sua desobediência, estendendo-se também a toda raça humana (Gn 3.19; Rm 5.12; 6.23).

Na sentença dada por DEUS a Adão (ver Gn 3.17), vemos claramente a menção à vida: "com dor comerás dela [a terra] todos os dias da tua vida".

O texto pressupõe um tempo para viver que só seria dado por concluído quando chegasse a hora da morte, segundo os desígnios de DEUS, e não conforme a vontade do homem (Ec 3.2).

 
 

2. A eutanásia é uma forma de egoísmo.

A eutanásia, ao invés de ser um gesto de amor para com o paciente, é uma forma cruel de egoísmo.

Na verdade, o que os familiares e outros responsáveis desejam, é descartar-se do paciente já inválido - como nos abortos de fetos deficientes - para se verem livres do problema.

 O que não querem é trabalho.

 Todavia, o amor, proveniente de DEUS, vai até o fim, sempre lutando em favor da vida, como demonstram não só os exemplos bíblicos (ver Lc 8.40-56), mas tantos outros à nossa volta. Ler 1 Jo 3.16.

 
CONCLUSÃO
O aborto e a eutanásia são, portanto, fruto da mente doentia dos humanistas, cuja consciência, cauterizada que está pelo pecado, já não reconhece as demandas de DEUS em favor da vida. A raça humana, para os humanistas, é constituída de seres meramente orgânicos, que devem ser eliminados sem qualquer subordinação ao desígnio divino. Mas, como vimos, o nascer e o viver são atos da vontade soberana de DEUS.
 
 
Vejamos Gênesis 38:8-10. Gn 38.9 Onã, porém, soube que essa semente não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando entrava à mulher de seu irmão, derramava-a na terra, para não dar semente a seu irmão.
ONÃ. As leis antigas do Oriente Próximo determinavam que um irmão devia casar-se com a viúva dum seu irmão que morresse, caso ela não tivesse filhos; assim, haveria um filho em nome do falecido (v. 8; Dt 25.5-10).
O Texto Sagrado declara que DEUS matou Onã. Porque? Não foi por não querer dar descendência a seu irmão--debaixo do rigor maior da Lei de Moisés a pena disso era "meramente" a humilhação pública, não a morte (Dt. 25:5-10). No tempo de Onã não existia a lei mosaica ainda. Até aí só um crime acarretava a morte, exatamente o assassínio. Sendo que a vida está na semente, quando Onã despejou a semente no chão ele matou a vida humana na semente, propositadamente--assassinou. E DEUS cobrou! Podemos acrescentar aqui Êxodo 21:22-23. Um feto também é gente, e quem provocar a morte de um feto leva a pena máxima.
 
Gn 9.5 - E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
QUEM DERRAMAR O SANGUE DO HOMEM, PELO HOMEM O SEU SANGUE SERÁ DERRAMADO. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (cf. 6.11; 8.21), DEUS procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade. Ele assim fez, de duas maneiras:
(1) Acentuou o fato de que o ser humano foi criado à imagem de DEUS (1.26), e assim sua vida é sagrada aos seus olhos;
(2) Instituiu na lei, a pena de morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte (cf. Êx 21.12,14; 22.2; Nm 35.31; Dt 19.1-13).

ÊXODO 21.22,23 = Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente aquele que feriu será multado conforme o que lhe impuser o marido da mulher e pagará diante dos juízes. Mas, se houver morte, então, darás vida por vida.
E FOREM CAUSA DE QUE ABORTE. DEUS, além de exigir a proteção de pessoas viventes, também exigia a proteção de crianças ainda por nascer. 
(1) O versículo 21 refere-se a uma mulher dando à luz a uma criança prematura por causa de violência cometida contra a gestante. Se isso acontecesse, quem causasse o aborto tinha que pagar uma multa. 
(2) Se houvesse lesões graves na mãe ou no filho, o culpado tinha que pagar segundo a lei da retaliação. Note que se a violência causasse a morte da mãe ou do filho, o transgressor seria réu de homicídio e teria que pagar com a própria vida (v. 23). Noutras palavras, o nascituro é considerado nesse texto bíblico como um ser humano: provocar a morte desse feto é considerado assassinato. 
(3) Note que essa é a única circunstância em que a lei exige a pena de morte por homicídio acidental (Dt 19.4-10). O princípio está claro: DEUS procura proteger aqueles que têm menos condições de se protegerem (i.e., os que ainda estão por nascer).
 
Êxodo 23:26 Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra; o número dos teus dias cumprirei.
O aborto é muitas vezes considerado uma maldição.
DEUS vinculou a remoção das enfermidades entre o seu povo, à sincera devoção desse povo a Ele. Ao mesmo tempo, esse povo devia manter-se separado da impiedade ao seu redor. No entanto, não devemos partir do pressuposto de que a doença de determinado indivíduo é uma evidência certeira de que ele conformou-se ao curso iníquo deste mundo. Esse trecho, de fato, sugere que o mundanismo do povo de DEUS, como um todo, fará com que Ele retire desse mesmo povo parte da sua bênção e poder. Neste caso, até os justos entre o povo crente em geral, serão afetados (1 Co 12.26).
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"Mesmo sem ser uma pessoa completa, o embrião, ou feto, não é subumano; é uma pessoa em formação, em potencial. Da primeira à oitava semana (2 meses), completa-se a formação de todos os órgãos apresentados, inclusive, as impressões digitais. Aos três meses, no útero, o bebê já está formado esperando crescer e sair à luz. Mesmo como o ovo, ou feto, desde a concepção, cremos que o bebê não só tem vida, mas também alma e espírito dentro dele (Zc 12.1). O homem, nesse texto, não é um ser humano adulto, mas um ser criado, com todas as características genéticas, sem dúvida. Assim, DEUS não dá o espírito (e a alma) a um amontoado de células ou a uma coisa, como entendem os materialistas, mas Ele o dá a um ser grande, com potencialidades para nascer.
Há quem defenda a eutanásia ativa, sob o argumento de que 'não se deve manter artificialmente a vida subumana ou pós-humana vegetativa', e que se deve evitar o sofrimento dos pacientes desenganados, com moléstias prolongadas (câncer, AIDS etc). Somos de parecer que o cristão não deve apoiar essa prática, pois consiste em uma ação deliberada e consciente, normalmente por parte do médico, a pedido do paciente, ou de familiares (ou sem consentimento), através da aplicação de algum tipo de agente (substâncias, medicamentos, etc) que leve o paciente à morte, evitando o seu sofrimento. A Bíblia diz: "Não matarás..." (Êx 20.13). O verbo matar, aí, é rasab, que tem o sentido de assassinar intencionalmente (não se aplica ao caso de matar na guerra, em defesa própria etc). A ação do médico, tirando a vida do paciente, é vista como um assassinato, segundo a maioria dos estudiosos da ética cristã. Tradicionalmente, se reconhece que a eutanásia é um crime contra a vontade de DEUS, expressa no decálogo, e contra o direito de vida de todos os seres humanos." (LIMA, Elinaldo Renovato. Ética cristã, confrontando as questões do nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 46, 138,139.) Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, no 24, pág. 40.
 
Questionário da Lição 8 - O Aborto E A Eutanásia
Por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
 
TEXTO ÁUREO:
1- Complete:
"Antes que eu te formasse no ___________, eu te conheci; e, antes que saísses da ____________, te santifiquei e às nações te ____por profeta" (Jr 1.5).
 
VERDADE PRÁTICA:
2- Por que o aborto e a eutanásia são práticas condenáveis e pecaminosas?
( ) Porque são a vontade soberana de DEUS.
( ) Porque vão a favor da vontade soberana de DEUS.
( ) Porque vão de encontro à vontade soberana de DEUS.
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
3- O que defende o pós-modernismo a respeito do aborto e da eutanásia, ignorando o que diz a Palavra de DEUS, no tocante à defesa da vida humana?
( ) A legalização do aborto e da eutanásia.
( ) A não-legalização do aborto e da eutanásia.
( ) A negação do aborto e da eutanásia.
 
4- Eliminação das pessoas tidas como menos qualificadas física e mentalmente, no pós-modernismo, se equipara a qual movimento ocorrido na Segunda Guerra Mundial?
( ) Ao Islamismo
( ) Ao Iluminismo
( ) Ao nazismo
 
I. O QUE DIZEM OS DEFENSORES DO ABORTO
5- São ensinos dos defensores do aborto: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Não reconhecem a dignidade e o valor do ser em gestação.
( ) Defendem o que eles chamam direito de escolha.
( ) Dão prioridade aos recém gerados.
( ) Não reconhecem o ser em gestação, como indivíduo.
( ) Temer a DEUS e obedecer aos seus mandamentos referentes à vida.
 
6- Complete:
O ser em desenvolvimento na _____________ precisa ser tratado com a ____________ dignidade e proteção que as leis determinam para os indivíduos ________nascidos.
 
7- Como encaram a procriação, os defensores do aborto?
( ) Como um problema moral de grande importância.
( ) Como uma questão meramente técnica e funcional, não vendo qualquer problema moral na prática do aborto.
( ) Como uma questão moral, a prática do aborto.
 
8- Quem tem o direito de decidir sobre o corpo e de escolher entre dar à luz ao novo ser ou abortá-lo segundo os humanistas?
( ) O esposo.
( ) DEUS.
( ) A mulher.
 
9- Quais argumentos os humanistas alegam para não reconhecerem o ser em gestação como indivíduo?
( ) Alegam que o ser em gestação é uma pessoa com razão - pensamento, raciocínio, consciência e livre-arbítrio.
( ) Alegam que o ser em gestação é uma pessoa plena dos mecanismos da razão - pensamento, raciocínio, consciência (inclusive do bem e do mal) e livre-arbítrio.
( ) Alegam que o ser em gestação não é uma pessoa por não dispor ainda, de maneira plena, dos mecanismos da razão - pensamento, raciocínio, consciência (inclusive do bem e do mal) e livre-arbítrio.
 
10- Cite, de acordo com a Bíblia, um grande exemplo de como uma criança recém gestada é tratada como um ser humano completo e não como algo descartável: Complete:
Em ____________ 13.2-25. No v. 8, a criança prometida a ____________e à sua ____________ é apresentada em seu desenvolvimento inicial. No v.12, embora ainda não houvesse nascido, era considerada um ser humano pleno.
 
II. OS PRINCÍPIOS QUE PROÍBEM O ABORTO
11- Quando a vida humana tem início?
( ) No nascimento.
( ) Na concepção.
( ) Na oitava semana de gestação.
 
12- O que é o aborto à luz da ética e da moral?
( ) É um crime, pois a vida humana tem início no exato momento da concepção.
( ) É um ato de ética moral, pois a vida humana não tem início no momento da concepção.
( ) É uma decisão acertada, pois a vida humana não tem início no momento da concepção.
 
13- Como Davi, se reconhece no ventre materno?
( ) Como um indivíduo incompleto que ia sendo formado pelo próprio DEUS.
( ) Como um indivíduo quase completo, pois ia sendo formado pelo próprio DEUS.
( ) Como um indivíduo completo que ia sendo formado pelo próprio DEUS.
 
14- Por que a prática do aborto não deve ser vista como um direito de escolha da mulher?
( ) Porque leva em conta os direitos do ser em gestação que, aliás, pode defender-se.
( ) Porque não leva em conta os direitos da mãe e do pai.
( ) Porque não leva em conta os direitos do ser em gestação que, aliás, não pode sequer alçar a voz para defender-se.
 
15- Quem tem todo o direito sobre a criatura humana?
( ) A mãe, e só ela, porque é a mesma que dá à luz ao filho.
( ) O pai, e só ele, porque é o líder da família e tem o direito absoluto sobre seu filho e esposa.
( ) DEUS, e só Ele, o doador da vida, tem o direito absoluto sobre ela.
 
III. OS DEFENSORES DA EUTANÁSIA
16- O  que significa o termo eutanásia?
( ) É de origem hebraica e significa literalmente "boa morte".
( ) É de origem grega e significa literalmente "boa vida".
( ) É de origem grega e significa literalmente "boa morte".
 
17- Qual a primeira justificativa dos defensores da eutanásia para sua prática?
( ) Adiar o sofrimento de pacientes terminais e daqueles que sofrem de doenças irreversíveis.
( ) Aumentar o sofrimento de pacientes terminais e daqueles que sofrem de doenças irreversíveis.
( ) Abreviar o sofrimento de pacientes terminais e daqueles que sofrem de doenças irreversíveis.
 
18- O que é, na verdade, a eutanásia, à luz da bíblia?
( ) Apesar das aparências, é uma ajuda a DEUS para alívio do enfermo.
( ) Apesar das aparências, é uma dádiva de DEUS que no princípio ordenou a vida e a morte humana.
( ) Apesar das aparências, é uma afronta a DEUS que no princípio ordenou quanto à vida humana: "Não matarás".
 
19- Qual a segunda justificativa dos defensores da eutanásia para sua prática?
( ) Um ato de amor pelo paciente.
( ) Um ato de desamor pelo paciente.
( ) Um ato de ódio pelo paciente.
 
20- Por que os defensores da eutanásia procuram descartar um enfermo?
( ) Para que este não lhes sirva de alívio.
( ) Para que este não lhes sirva de enfado.
( ) Para que este não lhes sirva de juízo.
 
IV. PRINCÍPIOS BÍBLICOS CONTRA A EUTANÁSIA
21- A partir de quando, a morte passou a fazer parte da história do homem?
( ) Somente a partir da sua queda no Éden. Portanto, DEUS criou o homem também para a morte.
( ) Somente a partir da sua ascensão no Éden. Portanto, DEUS criou o homem para a morte e para a vida.
( ) Somente a partir da sua queda no Éden. Portanto, DEUS não criou o homem para a morte; criou-o para a vida.
 
22- O que é a morte, na verdade?
( ) É o resultado do juízo de DEUS sobre os nossos primeiros pais, em virtude de sua obediência, é um favor à raça humana.
( ) É o resultado do juízo de DEUS sobre os nossos primeiros pais, em virtude de sua desobediência, estendendo-se também a toda raça humana.
( ) É o resultado do juízo de DEUS sobre nós, em virtude de nossa desobediência, pois DEUS não ama a raça humana.
 
CONCLUSÃO
24- De que é fruto o aborto e a eutanásia?
( ) São fruto da mente dos humanistas, cuja consciência do pecado, reconhece as demandas de DEUS em favor da vida.
( ) São fruto da mente dos humanistas, cuja consciência, que reconhece seu pecado, aceita as demandas de DEUS em favor da morte.
( ) São fruto da mente doentia dos humanistas, cuja consciência, cauterizada que está pelo pecado, já não reconhece as demandas de DEUS em favor da vida.
 
 
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UMA ÉTICA DO ABORTO (modificações e adaptações feitas por Ev. Luiz Henrique, com base no livro Ética Cristã - Norman L. Geisler )
O controle da natalidade é essencialmente uma tentativa para prevenir que mais vida ocorra. O aborto é uma tentativa de tirar uma vida depois dela ter começado a desenvolver-se, o que é uma questão muito mais séria. O controle da natalidade não é o assassinato (i.e., tirar uma vida humana), mas o que se diz acerca do aborto? É assassinato? O que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto? 
 
A. O Aborto É Assassinato  
1. Um Nenê não Nascido É Humano — Conforme a lei de Moisés, matar um Nenê não nascido era considerado um delito capital. "Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, será obrigado a indenizar. . . " (Êx 21:22).
Obs.: No aborto onde a criança nascesse, porém não morresse nem a mãe e nem a criança aplicava-se uma multa.
No caso de matar um nenê, uma criança, ou adulto (no caso a mãe), era exigida mais do que uma indenização - exigia-se a vida do assassino (Êx 21: 22). Aparentemente, o Nenê não nascido ra considerado plenamente humano e, portanto, causar sua morte era considerado assassinato (i.e., tirar uma vida humana inocente). 
2. Um Nenê Não Nascido Não É Sub-Humano — Se um embrião não é plenamente humano, o que é, então? É sub-humano? Pode ser tratado como um apêndice — uma extensão descartável do corpo da mãe? A resposta a isto é "Não." Um Nenê não nascido é uma obra de DEUS que aumenta enquanto se desenvolve. O salmista escreveu: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. . . as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra" (SI 139:13-15). Talvez não se deva dar ênfase demasiada a esta descrição poética de um embrião, mas parece razoável concluir que há uma grande diferença entre um Nenê não nascido e um apêndice. O primeiro pode tornar-se um ser humano completo, o outro não pode.9 O embrião humano é potencialmente um ser humano, e um apêndice não o é. Há uma vasta diferença entre o que se pode desenvolver até ser um Beethoven ou um Einstein, e um apêndice da anatomia humana. O primeiro tem diante dele a imortalidade na imagem e semelhança de DEUS; o último é meramente um tecido descartável do corpo humano. Realmente, CRISTO foi o DEUS-homem a partir da concepção (Lc l :31,32).

B. O Aborto É Uma Atividade Muito Séria 
O aborto é um assassinato, uma atividade muito séria. O aborto artificial é um processo iniciado por pessoas, mediante o qual se tira uma vida humana em potencial. O aborto é uma questão muito mais séria do que o controle da natalidade, que tenta prevenir uma vida humana de ocorrer.
1. O Aborto É Assassinato — O assassinato é uma atividade, iniciada pelo homem, de tirar uma vida humana real. O aborto artificial é um processo iniciado pelo homem, que resulta em tirar uma vida humana em potencial. Semelhante aborto é assassinato, porque o embrião é plenamente humano em crescimento— é uma pessoa sub-desenvolvida. Mediante o aborto, a vida humana é destruída antes do nascimento. A pergunta é esta: uma vida humana deve, em qualquer ocasião, ser freada antes de realmente ter uma oportunidade para começar? 
2. O Aborto É Mais Sério do que o Controle da Natalidade — O controle da natalidade é essencialmente errado, porque previne alguma vida de ocorrer. O aborto, do outro lado, tira uma vida sub-desenvolvida depois dela ter ocorrido. Visto que DEUS é o Autor da vida, é uma coisa séria esmagar uma vida que Ele permitiu iniciar-se. A pessoa precisa ter uma boa razão para extinguir aquilo que DEUS acendeu e mesmo assim temer a DEUS e não cometer tal loucura. O embrião humano se desenvolverá numa pessoa imortal. Apagar aquilo que poderia tornar-se um ser humano não um ato imoral. Há implicações sérias no ato de um homem que golpeia um ato de DEUS, o de dar inicio a uma vida. Ao gerar filhos, os pais estão servindo como canal mediante o qual DEUS pode criar vida. É errado, naturalmente, bloquear o canal completamente, de modo que nenhuma vida possa passar (como no controle completo da natalidade da raça inteira). Uma vez que o fluxo da vida começou, pode ser marcantemente errado apagá-lo sem lhe dar a mínima chance de desenvolver-se. A concepção é um argumento, à primeira vista, de dar à pessoa ainda não desenvolvida uma oportunidade de desenvolver-se.

C. Quando o Aborto Ë Justificado 
É uma responsabilidade séria tirar a vida de um ser humano em potencial. As únicas circunstâncias moralmente justificáveis para o aborto são aquelas em que há um principio moral superior que possa ser cumprido.
l. O Aborto por Razões Terapêuticas — Quando é um caso nítido de, ou tirar a vida do Nenê não nascido, ou deixar a mãe morrer, exige-se o aborto. Uma vida real (a mãe) é de maior valor intrínseco do que uma vida potencial (Nenê não nascido).
 A mãe é um ser humano plenamente desenvolvido capaz de gerar outro ser; o Nenê é um ser humano não-desenvolvido incapaz de gerar outra vida ainda. Um ser humano realmente desenvolvido é melhor do que um que tem o potencial para a plena humanidade, mas ainda não se desenvolveu. Ser plenamente humano é um valor superior à mera possibilidade de tomar-se plenamente humano. Porque o que é, tem mais valor do que o que pode ser. Assim como a flor tem mais valor do que a semente que germina (uma flor em potencial), assim também a mãe tem mais valor do que o embrião. Ela já é um sujeito maduro, livre e autônomo, ao passo que o Nenê não nascido somente tem o potencial para se tomar tal. Pode ser levantada aqui a questão de se alguns seres humanos em potencial são mais valiosos do que alguns seres humanos reais. O que acontece se o Nenê não nascido ficará sendo um Albert Schweitzer e a mãe é uma indigente? O que acontece se a mãe é uma meretriz e o Nenê não nascido acabará sendo um missionário? Podemos ser tentados a concordar que uma vida humana potencialmente boa é melhor do que uma vida humana realmente má, se pudéssemos ter certeza de antemão que o Nenê acabaria sendo bom. Mas isto exigiria um tipo de onisciência que somente DEUS possui. Logo, somente DEUS poderia fazer uma decisão baseada num conhecimento completo do fim ou dos resultados. Ou seja: somente DEUS poderia usar eficazmente um cálculo utilitarista. Os homens finitos devem contentar-se com as conseqüências imediatas, baseadas nos valores intrínsecos, conforme os vêem. Nesta base, uma vida real (quer seja má, quer não) é de mais valor do que uma vida em potencial. Além disto, DEUS não julga o valor de uma vida individual por aquilo que um homem faz com ela (seja o bem, seja o mal), mas, sim, por aquilo que ela é. JESUS amava Judas ainda que soubesse que Judas se tomaria infalivelmente mau com sua traição. Logo, o valor intrínseco maior de uma mãe não deve ser determinado por aquilo que ela faz, mas, sim, por aquilo que ela é. E a humanidade real da mãe é de maior valor do que o potencial do Nenê não nascido. DEUS deve estar no controle sempre!
2. O Aborto por Razões Eugênicas — O que se diz de abortos por razões eugênicas? É certo em qualquer hipótese tirar a vida de um embrião porque nascerá deformado, retardado, ou sub-humano? Neste caso, mais uma vez, é necessário proceder com cuidado. Sempre é uma coisa séria tirar a vida de um ser humano em potencial. Sempre deve haver uma razão moral superior para apagar uma vida antes de desabrochar. Há várias razões eugênicas pelas quais abortos têm sido recomendados por alguns, tais como o mongolismo, outros por deformações devidas à talidomida ou drogas semelhantes, e alguns, por retardamento ou outras deformidades devidas ao sarampo, ou a outras causas. Estes são motivos legítimos para um aborto? Os cristãos diferem entre suas respostas a estas situações. No entanto, do ponto de vista da ética hierárquica o princípio básico é o seguinte: o aborto eugênico é requerido somente quando as indicações claras são que a vida será sub-humana, e não simplesmente porque talvez venha a ser uma pessoa deformada. Talvez o mongolismo seja um motivo justificável para o aborto, mas a talidomida não é. Seres humanos deformados e até mesmos seres humanos retardados ainda são humanos. Os defeitos não destroem a humanidade da pessoa. Na realidade, freqüentemente ressaltam as características verdadeiramente humanas tanto nos defeituosos quanto naqueles que trabalham com eles. Outro fator às vezes olvidado na questão de se um embrião deve ter licença para viver: É o direito do não nascido. O feto potencialmente humano tem um direito moral à vida, mesmo que a vida venha a ser dalguma maneira defeituosa? Como é que as crianças e os adultos mutilados e retardados se sentem acerca da questão de outra pessoa decidir seu destino antes de nascerem? A resposta parece clara: uma vida humana, defeituosa ou não, vale a pena ser vivida, e qualquer pessoa que toma sobre si o resolver de antemão, em prol doutrem, que a vida deste não deve receber a oportunidade de desenvolver-se está ocupada num ato ético sério. DEUS deve estar no controle sempre!
3. O Aborto na Concepção Sem Consentimento — Uma mãe deve ser forçada a dar à luz uma criança concebida pelo estupro? Há uma obrigação moral de gerar uma criança sem consentimento? Isto levanta a questão inteira do dever moral da maternidade. Alguém pode ser forçada a ser uma mãe contra sua vontade? Sua madre é mero utensílio para a tirania das forças externas da vida? Esta é uma pergunta delicada, mas parece que envolve uma resposta delicada. O nascimento não é moralmente necessitado sem o consentimento. Nenhuma mulher deve ser forçada a levar na madre uma criança que ela não consentiu em ter relações sexuais.Uma intrusão violenta na madre de uma mulher não traz consigo um direito moral de nascimento para o embrião. A mãe tem o direito de recusar que o corpo dela seja usado como objeto da intrusão sexual. A violação da sua honra e personalidade foi mal suficiente sem piorar sua triste situação ao ainda forçar sobre ela uma criança indesejada. Mas o que se diz do direito de a criança nascer a despeito do modo maligno segundo o qual foi concebida? Neste caso o direito da vida potencial (o embrião) é eclipsado pelo direito da vida real da mãe. Os direitos ávida, à saúde, e à autodeterminação — i.e., os direitos à personalidade — da mãe plenamente humana tomam precedência sobre o direito do embrião potencialmente humano. Uma pessoa potencialmente humana não recebe um direito de nascimento mediante a violação de uma pessoa plenamente humana, a não ser que seu consentimento seja dado subseqüentemente. No caso da mãe ser cristã onde fica sua responsabilidade quanto à vida que está em seu interior? O perdão ao estrupador (inimigo) como fica? O que a criança tem a ver com a maneira como foi gerada? DEUS deve estar no controle sempre!
4. O Aborto na Concepção mediante o Incesto — A concepção incestuosa pode envolver o estupro e as conseqüências eugênicas e, portanto, pode providenciar uma base ainda mais firme para um aborto justificável. Por qualquer dos motivos isoladamente, parece que nenhuma obrigação moral possa ser imposta sobre uma moça para levar a termo sua gravidez incestuosa. Sua personalidade foi violada e a personalidade potencial do nenê não nascido pode ser seriamente danificada por defeitos eugênicos também. Alguns males devem ser extirpados pela raiz. Deixar um mal desabrochar em nome de um bem em potencial (o embrião) parece um modo insuficiente de lidar com o mal, especialmente quando o bem em potencial (o embrião) pode acabar sendo outra forma do mal. O incesto pode ser errado nos dois lados: na concepção e nas suas conseqüências.
 No caso da mãe ser cristã onde fica sua responsabilidade quanto à vida que está em seu interior? O perdão ao pai como fica? O que a criança tem a ver com a maneira como foi gerada? DEUS deve estar no controle sempre!

D. Quando o Aborto Não É Justificável  
Agora que algumas das circunstâncias segundo as quais um aborto pode ser exigido foram discutidas, as situações nas quais não é certo devem ser discutidas. Como regra geral, o aborto não é justificado. Somente sob a pressão de uma responsabilidade ética sobrepujante, tais como aquelas que foram discutidas supra, é justificável em qualquer hipótese para um descrente. Como regra geral, o aborto é errado, e a lista que se segue dá alguns exemplos específicos para ilustrar a regra de que o aborto, como tal é errado a não ser que seja realizado visando um principio ético superior tendo DEUS no controle sempre!
1. O Aborto Não É Justificável Depois da Viabilidade — A primeira consideração a ser feita, e a mais básica, é que nenhum aborto é justificável, como tal, depois do feto se tomar viável, i.e., depois do nascimento ser possível. Nesta altura, já não seria sequer uma questão de aborto (i.e., tirar uma vida potencialmente humana) mas, sim, matar uma vida humana real. Tirar a vida de um feto viável sem justificação ética superior seria assassinato. Deste a concepção e no decurso das oito primeiras semanas, o não nascido é chamado um embrião. A partir deste tempo, é chamado um feto. A partir de cerca de seis meses, é possível dar à luz um Nenê que pode viver e respirar sozinho, e que pode desenvolver-se num ser humano maduro. Qualquer aborto justificável que deve ser realizado, deve ocorrer antes deste ponto de viabilidade, para ser qualificado como aborto. A partir deste ponto, qualquer ato alegadamente justificável de tirar a vida teria de ser classificado como eutanásia, que é uma questão ética ainda mais séria. Na realidade, desde a concepção o não nascido tem valor emergente à medida em que se desenvolve. Agora sabe-se que o não nascido recebe a totalidade da sua potencialidade genética, RNA e DNA, na ocasião da concepção. Já no fim de quatro semanas um sistema cardiovascular incipiente começa a funcionar. Com oito semanas, a atividade elétrica do cérebro pode ser lida, e a maioria das formações dos órgãos essenciais estão presentes. E dentro de dez semanas o feto é capaz de movimento espontâneo. Em muitos estados, a lei requer uma certidão de nascimento para um feto de vinte semanas. Com isso fica evidente que cada ponto de progresso realiza um valor aumentado até que, finalmente, o pleno valor humano é atingido. 

2. O Aborto Por Causa de Crianças Não Desejadas Não É Justificável — O simples fato de que uma mãe não deseja o Nenê não é motivo suficiente para apagar uma vida humana em potencial. Os caprichos ou desejos pessoais de uma mãe não tomam precedência sobre o valor do embrião ou do seu direito de viver. O princípio articulado por Fletcher na sua ética situacional de que nenhum Nenê não planejado ou não desejado deve nascer, em qualquer hipótese, está certamente errado. Entre outras coisas, se for assim, então provavelmente boa parte (senão a maioria) da raça humana nunca teria nascido. O não nascido tem um direito à vida, quer sua vida tenha sido humanamente planejada ou desejada naquela ocasião, quer não. Além disto, muitos filhos que não eram desejados inicialmente vieram a ser benquistos, ou pelos seus pais, ou por outra pessoa. Por que a criança "não planejada" não pode receber a oportunidade de nascer e de ser amada por alguém? Além disto, a questão moral básica não tem a ver com se o Nenê foi desejado ou não, mas se foi determinado ou não. Os homens não desejam necessariamente muitas coisas que determinam. Logo, são responsáveis por estes atos. O bêbado não deseja uma ressaca, embora tenha determinado que ficaria bêbado. A indisposição de aceitar a responsabilidade moral das escolhas da pessoa não diminui a responsabilidade por elas. Noutras palavras, se alguém consentir em ter relações deve aceitar as conseqüências que advêm das relações, viz., a geração de filhos. Quando não houver consentimento às relações, como no caso do estupro, a questão é outra, conforme foi indicado supra. Mas quando alguém escolhe ter relações ou consente nelas, está implicitamente consentindo em ter filhos.  Visto que o casamento é consentimento automático para ter relações sexuais (l Co 7:3ss), segue-se que os filhos concebidos são automaticamente determinados, quer sejam desejados, quer não. E visto que até mesmo o meretrício é um casamento aos olhos de DEUS (l Co 6:16), logo, os filhos que nascem da fornicação também são determinados, quer sejam desejados, quer não. Em síntese, qualquer filho nascido das relações sexuais, entre partes que consentem, é implicitamente determinado, e, como tal, tem o direito de viver. O aborto não resolve o problema dos filhos não desejados; pelo contrário, complica o problema. Dois erros não perfazem um acerto.

3. O Aborto para o Controle da População Não É Justificável — Outro abuso contemporâneo do aborto é um tipo de método de controle de natalidade "depois do fato". Em ermos francos: uma vez que a concepção ocorreu, é tarde demais para resolver que não deveria ter sido feito. Há algumas decisões morais na vida que levam a uma só direção, e as dações sexuais que levam à concepção é uma delas. Quando um homem resolve pular do alto de um penhasco, é tarde demais mudar de opinião quando está no ar, a caminho para baixo. Semelhantemente, quando um homem resolve ter relações sexuais que possam resultar na procriação, é tarde demais decidir que não quer a criança depois de ter ocorrido a concepção. O ponto da moralidade estava no consentimento às relações. Tirar uma vida em potencial não é moralmente justificável, simplesmente porque a pessoa não quer sofrer as conseqüências sociais ou físicas que advém das suas próprias escolhas livres. Há meio natural para controle de natalidade (abstenção sexual em período fértil), sem chegar-se ao aborto. DEUS deu ao homem o mundo inteiro, portanto ELE mesmo deve saber quantos seres humanos devem habitar nela e não o homem deve decidir isto. DEUS deve estar no controle sempre!
 
4. 0 Aborto por causa de Deformação Prevista Não É Justificável — O argumento em prol do aborto pela razão da deformidade prevista é insuficiente. Em primeiro lugar, a porcentagem de possibilidade de deformidade não é tão alta como às vezes é antecipada. Por exemplo, quase metade dos nenês que nascem com defeitos os têm em grau menor, que não precisam de tratamento médico algum. Dos defeitos sérios, metade não se tornam aparentes a não ser depois do nascimento, o que é tarde demais para um aborto. Além disto, em cerca de metade dos casos em que as crianças nascem com defeitos sérios, o defeito pode ser corrigido ou compensado de modo satisfatório mediante operações ou ajudas artificiais. Mesmo no caso da rubéola, há uma chance de 80-85 por cento de nascer uma criança normal, se a mãe foi afetada pela enfermidade depois do primeiro mês. A segunda razão, e a mais básica, contra o aborto em razão da mera deformidade, é que uma criança deformada é plenamente humana e capaz de relacionamentos interpessoais. A deformidade normalmente não destrói a humanidade da pessoa. Logo, o aborto artificial de um feto deformado, mesmo nos poucos casos em que isto possa ser sabido com certeza de antemão, é tirar o que pode tornar-se uma vida plenamente humana. Os defeituosos são humanos e têm o direito de viver. O aborto impede de antemão este direito.  DEUS deve estar no controle sempre!
 
Estudo com modificações e adaptações feitas por mim, com base no livro Ética Cristã - Norman L. Geisler - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - Caixa Postal 21486 São Paulo - SP 
 
Ajuda de CPAD, bíblias, livros e revistas. www.cpad.com.br

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.

 
 
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