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Lição 8 - A Eleição e o Futuro de Israel (Veja Aliança)
Questionário
ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO
RESUMO DA REVISTA
COMENTÁRIOS da revista da CPAD de Pr Ezequias Soares Lição 9 – 2º Trimestre - 31/05/1998
Comentários do Livro Romanos, Introdução e Comentário, de F.F. Bruce
 
 
 
TEXTO ÁUREO
Quanto a mim, este é o meu concerto com eles, diz o Senhor: o meu ESPÍRITO, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca da tua posteridade, nem da boca da posteridade da tua posteridade, diz o Senhor desde agora e para todo o sempre" (Is 59.21).
O MEU ESPÍRITO... AS MINHAS PALAVRAS. DEUS promete que àqueles que renunciam aos seus pecados e aceitam o Messias, o seu ESPÍRITO virá sobre eles (cf. Jo 16.13; At 2.4) e sua Palavra não se apartará de suas bocas. O ESPÍRITO e a Palavra do Senhor sempre confirmarão o testemunho da igreja verdadeira. O povo de DEUS deve proclamar o evangelho no poder e na justiça do ESPÍRITO SANTO.
 
 
VERDADE PRÁTICA
Os desígnios de DEUS em relação a Igreja não interferem em seu pacto com Israel.
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 11.1-5,11,17,18,24-28,33.
 1 Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
3 Senhor, mataram os teus profetas e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
4 Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal.
5 Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça.
 
11 Digo, pois: porventura, tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua queda, veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.
 
17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
18não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
 
24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!
25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.
27 E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados.
28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
33 Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
LEITURA DIÁRIA
Segunda Gn 15.18 - O Senhor é DEUS de Aliança
 Naquele mesmo dia, fez o SENHOR um concerto com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates, 
FEZ O SENHOR UM CONCERTO COM ABRÃO. O relato de como efetuar um concerto está descrito nos versículos 9-17. (1) Consistia em sacrificar animais, cortá-los em metades, separar as metades e colocá-las em frente umas das outras (v. 10). A seguir, as duas pessoas que faziam o acordo caminhavam entre as duas metades dos animais sacrificados, significando que as partes que não cumprissem com as promessas do concerto, pereceriam exatamente como aqueles animais (v. 17; Jr 34.18). Um forno de fumaça e uma tocha de fogo (v.17) é uma evidência da presença de DEUS no seu concerto com Abrão (v. 17; Êx 3.2; 14.24). (2) Note que, embora um concerto geralmente envolvesse responsabilidades para as duas partes (cf. 17.9-14), neste caso, somente DEUS passou entre os pedaços do animal (v. 17). Foi DEUS exclusivamente quem estabeleceu as promessas e as obrigações deste concerto; o papel de Abrão era apenas o de aceitá-las por fé obediente (ver 17.2).

 Terça 1 Sm 12.22 - DEUS nunca desampara o seu povo
Pois o SENHOR não desamparará o seu povo, por causa do seu grande nome, porque aprouve ao SENHOR fazer-vos o seu povo.
O SENHOR NÃO DESAMPARARÁ O SEU POVO. DEUS continuou a assistir Israel, apesar de os israelitas terem feito uma má escolha e se afastado da perfeita vontade divina para eles. Na sua misericórdia e paciência, DEUS constantemente nos abençoará, mesmo quando fazemos escolhas erradas e entramos por um caminho que não é totalmente o da sua vontade para a nossa vida. Quando saímos fora da vontade do Senhor, devemos buscar o seu perdão e retornar à obediência e ao seu serviço, de todo o coração (v. 24). Se fizermos assim, DEUS nos abençoará em nossa condição atual. Se, no entanto, persistirmos em seguir o nosso próprio caminho, isso vai resultar em nossa ruína (v. 25).
 
Quarta 1 Rs 8.56 -A fidelidade da Palavra transpõe tempo e circunstâncias
Bendito seja o SENHOR, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo.
Josué 21.45 Palavra alguma falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu.
 PALAVRA ALGUMA FALHOU... QUE O SENHOR FALARA. Os versículos 43-45 ressaltam a fidelidade de DEUS em cumprir sua promessa feita aos patriarcas (Gn 24.7; 26.3; 50.24), pois a terra prometida estava agora entregue aos descendentes de Abraão.
(1) Note que o livro de Josué fala da conquista de Canaã como estando completa (10.40-42; 11.23; 12.7-24), e ao mesmo tempo incompleta (13.2-6; 14.12; 17.12-18; 23.5). DEUS foi fiel ao cumprir sua promessa com os israelitas, contudo eles tinham que cumprir a sua parte, obedecendo com fidelidade ao concerto, caso contrário, não possuiriam completamente a terra (1.6-9; 23.6-14).
(2) Semelhantemente, no novo concerto, DEUS cumprirá fielmente todas as suas promessas dirigidas aos salvos; todavia, eles têm de cumprir a sua parte, vivendo em plena obediência, para o pleno cumprimento das promessas de DEUS, e também do seu reino (Lc 12.31). Se nos faltar alguma coisa no cumprimento das promessas de DEUS, a falha é nossa, e não do nosso Senhor. O desejo de DEUS é dar ao seu povo o reino (Lc 12.32).

 Quinta Ez 36.26 - Israel será convertido
  E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
UM CORAÇÃO NOVO. DEUS promete que restaurará Israel, não só no sentido material, mas também espiritualmente. Essa restauração inclui um novo e sensível coração nos israelitas, de modo a obedecerem a Palavra de DEUS. Além disso, DEUS porá o seu ESPÍRITO SANTO neles (cf.11.19,20; Sl 51.7-11; ver Rm 11.26. Essa obra de DEUS abrange o novo concerto estabelecido por CRISTO (ver Jr 31.31-34)
 
Sexta Zc 12.10 - A conversão de Israel é certa
 E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.
 O ESPÍRITO DE GRAÇA. Estes versículos falam da conversão pessoal dos judeus. Em virtude da iminência de serem derrotados por seus inimigos, passarão a crer em JESUS como o verdadeiro Messias.
 E O PRANTEARÃO. Em meio aos perigos daquele dia de batalha, os israelitas clamarão a DEUS por socorro. Então o Senhor derramará do seu ESPÍRITO SANTO para transmitir-lhes a sua graça, e atender-lhes à oração.
(1) Os arrependidos reconhecerão serem culpados pela espada romana ter traspassado a JESUS, o Messias, causando-lhe a morte (cf. Sl 22.16; Is 53.5; Jo 19.34).
(2) O pranto dos israelitas será amargo. Cada família pranteará à parte. Os maridos também prantearão separadamente das respectivas mulheres. Por conseguinte, cada indivíduo terá de arrepender-se pessoalmente de seus pecados, e por haver rejeitado a JESUS CRISTO (cf. Rm 3.23; 6.23; At 16.31; 1 Pe 2.24).
 
Sábado Ef 2.12-15 - Em CRISTO, judeus e gentios formam a geração eleita
12 que, naquele tempo, estáveis sem CRISTO, 3separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem DEUS no mundo.
13 Mas, agora, em CRISTO JESUS, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de CRISTO chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,
15 na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
João 10.16 Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.
Gálatas 3.28 Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em CRISTO JESUS.
Atos dos Apóstolos 2.39 Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos DEUS, nosso Senhor, chamar.
Paulo remove todas as distinções étnicas, raciais, nacionais, sociais e sexuais, no que diz respeito ao nosso relacionamento espiritual com JESUS CRISTO. Todos os que estão em CRISTO são igualmente herdeiros da graça da vida (1 Pe 3.7), do ESPÍRITO prometido (v. 14; 4.6), e da restauração à imagem de DEUS (Cl 3.10,11). Por outro lado, dentro do contexto da igualdade espiritual, os homens permanecem homens e as mulheres, mulheres (Gn 1.27). Os papéis que DEUS lhes atribuiu no casamento e na sociedade permanecem imutáveis (1 Pe 3.1-4; ver Ef 5.22,23; 1 Tm 2.13,15).
  
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Descrever a eleição de Israel.
2- Comentar sobre o descaso de Israel à aliança.
3- Explicar o futuro glorioso de Israel.
 
PONTO DE CONTATO:
Professor, leve para sala de aula algumas figuras e reportagens a respeito da nação de Israel. Com estas informações, elabore um quadro e exponha-o na sala. Antes de iniciar a aula, permita que os alunos observem o mesmo. Quando estes se assentarem para a ministração, faça a seguinte pergunta: "Qual o futuro de Israel?". Dê uma pausa e espere a resposta dos alunos. A seguir, comente que a lição a ser estudada diz respeito à eleição e o futuro da nação de Israel.
 
SÍNTESE TEXTUAL:
O texto da Leitura Bíblica está dividido em três tópicos: DEUS não rejeitou o seu povo (vv.1-10); a queda de Israel é transitória (vv.11-24); o futuro glorioso de Israel (vv.25-32). Estes são sustentados por duas contestações presentes nos versículos 1 e 11.
Na sentença, "DEUS não abandonou o seu povo", o argumento é mantido por duas interrogações (vv.1,7). Na primeira, Paulo é enfático ao afirmar que a eleição do remanescente fiel, da qual ele faz parte, não se fundamenta na obra destes, mas na "eleição da graça" (v.5). Na segunda (v.7), discursa a respeito da descrença parcial da nação.
Na afirmação dos versículos 11-24, Paulo expõe que a queda de Israel não foi para a destruição da nação, mas para a plenitude da mesma. E, se na queda do povo judeu, os gentios foram salvos, quanto mais na sua restauração.
No último tópico, (vv.25-32), o apóstolo vaticina o futuro glorioso do povo judeu, realça o endurecimento de Israel e o propósito da eleição.
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:
Peça aos alunos que consultem todas as referências bíblicas do primeiro tópico da lição (A Eleição de Israel). Depois, oriente para que relacionem os propósitos de DEUS à chamada de Abraão. Conceda-lhes tempo para realizarem esta tarefa. Conclua a atividade reproduzindo o esquema abaixo no quadro-de-giz. Faça uma comparação do mesmo com os trabalhos apresentados.
 
 
O PROPÓSITO DE DEUS NA CHAMADA DE ABRAÃO
 
Fazer de Abraão
um exemplo
de fé (Rm 4.11)
 
Fazer de Abraão
o pai da nação
judaica (Gl 3.16)
Demarcar a terra da
origem do Messias
(Gn 15.17,18; Gl 3.16; Mq 5.2)
 
 
 
 
Comentários do Livro Romanos, Introdução e Comentário, de F.F. Bruce
Série Cultura Bíblica, Mundo Cristão, Quinta Edição 1988 e reimpresso em 03-1991, Cidade Dutra – SP – SP
 
O propósito de DEUS para Israel (11:1-29).
 (1) A alienação de Israel não é final (11:1-16).
 Israel podia ser "um povo rebelde e contradizente", mas DEUS não os proscrevera agora mais fortemente do que o fizera em dias anteriores, quando rejeitava a palavra divina mediante Moisés e os profetas. "Aos que de antemão conheceu, também os predestinou" é um princípio não omitido no caso de Israel. Como nos tempos do Velho Testamento, assim também nos tempos apostólicos, o propósito de DEUS na escolha do Seu povo era salvaguardado por Sua preservação de um remanescente fiel. Na época de Elias, num período em que a apostasia nacional assumira as dimensões de um desmoronamento, havia uma pequena minoria fiel de sete mil que negou culto a Baal; e assim. havia nos dias de Paulo uma pequena minoria fiel que não rejeitara o Evangelho. Paulo devia saber, pois era um deles. Sua descendência de Abrão por meio de um dos filhos de Israel estava bem estabelecida e contudo era crente em JESUS, como o eram muitos outros dos seus compatriotas “segundo a carne”. Constituíam um remanescente fiel, escolhido pela graça de DEUS, e sua existência era em si mesma, uma prova de que DEUS não abandonará Israel, nem renunciará ao Seu propósito para ele. Mesmo que Israel em massa tivesse falhado em alcançar Seu propósito, o remanescente eleito o cumpriria. A cegueira que afetava a maioria fora prevista por DEUS (aqui se aduzem mais três testimonia, em acréscimo ao testimonium da "pedra" composta de 9:33 - um de Isaías, um de Deuteronômio e um do Saltério). Mas esta condição não deveria ser permanente.
Israel tinha tropeçado, mas não cairia a ponto de não poder levantar-se mais. Por seu tropeção, as bênçãos do Evangelho foram estendidas mais imediatamente aos gentios. Em Atos dos Apóstolos, a recusa repetida da comunidade judaica, de um lugar ou de outro, em aceitar a salvação oferecida é que dá ocasião aos apóstolos para a apresentarem diretamente aos gentios. "Cumpria que a vós outros em primeiro lugar fosse pregada a palavra de DEUS", disseram Paulo e Barnabé aos judeus de Antioquia da Pisídia; "Mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna eis aí Que nos volvemos para os gentios" (At13:46; ver 28:28). Se os judeus tivessem aceitado o Evangelho, teriam o privilégio de torná-lo conhecido aos gentios; como aconteceu porém, os gentios o ouviram sem a instrumentalidade deles. Mas se o tropeção Israel dera ocasião a muitas bênçãos para os gentios, que havia de significar o despertamento e restauração de Israel senão uma verdadeira ressurreição!
 Paulo se dirige então mais pessoalmente aos gentios, dentre os seus leitores, que talvez se inclinassem a ter em poça conta os seus irmãos judeus, e a não ter a mínima consideração por aqueles judeus que não aceitaram o evangelho. "Sou judeu de nascimento", diz ele, “sou o apóstolo dos gentios, e tenho em mui alta conta a honra da minha missão”.
Faço isso não somente por amor dos gentios a quem levo o Evangelho, mas também por amor dos meus irmãos judeus. Quero incitá-los ao ciúme, quando virem os gentios entrando no pleno gozo das bênçãos do Evangelho. Quero fazer com que digam: Por que os gentios deveriam ter todas estas bênçãos? Por que nós não deveríamos partilhar delas? Bem pode ser que falem assim. pois estas bênçãos são o cumprimento da esperança dos seus antepassados; eles estão ligados pela fé ao seu próprio Messias. E quando por fim Israel como um todo for estimulado a reivindicar o Messias com todas as bênçãos que Ele traz, as palavras não podem descrever a bênção que a sua conversão representará para o mundo.
Esta consumação não é um sonho ocioso, sustenta Paulo; tem a garantia do indefectível propósito de DEUS. O primeiro pão da fornada já foi apresentado a DEUS, e sua consagração significa que toda a fornada é santa para Ele. "A raiz da árvore é santa, e os ramos participam inevitavelmente da sua santidade."
 
Rm 11.1. Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Terá DEUS, porventura, rejeitado o seu povo?
Esta interrogação (estruturada em grego de molde a requerer a resposta "Não"), e a afirmação do versículo 2: "DEUS não rejeitou o seu povo...", são um eco da terminologia empregada na LXX para o Salmo 94:14: "O Senhor não rejeitará o seu povo" (ver 1 Sm 12:22).
Da descendência de Abraão. AV: "Da semente de Abraão." Aqui a frase é usada tanto no sentido natural como no sentido espiritual (ver 2 Co 11:22).
Da tribo de Benjamim. (Ver Fp 3:5.) É uma "coincidência não proposital" entre as epístolas paulinas e Atos que, enquanto somente pelas primeiras ficamos sabendo que Paulo era da tribo de Benjamim, somente este nos informa que o nome judaico dele era Saulo (AV: "Saul"). Não é surpreendente que pais que eram descendentes da tribo de Benjamim e acariciavam altas ambições para seu filho recém-nascido lhe dessem o nome do mais ilustre membro daquela tribo, na história de Israel - "Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim" (para citar a referência feita pelo próprio Paulo ao primeiro rei de Israel, em At 13:21, RV).
 
Rm 11. 2 Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: 3Senhor, mataram os teus profetas e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
.
Ou não sabeis o que a Escritura refere.
A referência aqui é a 1 Reis 19:10, 14, onde quem fala é de fato Elias. A respeito de Elias. Leia-se "em Elias", pois parece que "Elias" ali é o título daquela seção dos livros de Reis (talvez 1 Rs 17:1-- 2 Rs 2:18) de onde foi tirada a citação (ver Mc 12:26, onde "no trecho referente à sarça", A V: "em a sarça", significa: "na seção do livro de Êxodo intitulada “A Sarça ").
 
Rm 11.4 Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal
 A resposta divina.
A V: "A resposta de DEUS." Grego: chrêmatismos, empregado para significar uma resposta divina, como o verbo transitivo chrêmatizõ (ver Mt 2:12,22; Lc 2:26; Hb 8:5,11:7,12:25).
Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram joelhos. .Citação de 1 Rs 19:18, mais próxima do texto hebraico do que da LXX (que diz: "Tu reservarás... ") - embora não haja nada no texto hebraico (nem na LXX) correspondente a "para mim". A melhor tradução do texto hebraico é com o verbo no futuro: "Contudo, deixarei..." (RV; ver RSV) - sendo a referência ao remanescente de apenas sete mil que sobreviveriam à matança que seria feita pelas espadas de Hazael, Jeú e Eliseu (1 Rs 19:17).
Diante de Baal. A V: "À imagem de Baal." Como AV o demonstra por meio de itálicos, não há nenhuma palavra no texto grego (nem no texto hebraico subjacente) correspondente a "imagem". Os tradutores a introduziram numa tentativa de fazer justiça ao estranho fenômeno de o substantivo masculino Baal vir precedido da forma feminina do artigo definido (te). Esta redação de 1 Rs 19:18 não se acha nos MSS da LXX existentes, mas evidentemente reflete um texto hebraico em que o nome idolátrico de Baal era marcado para ser substituído (pelo menos nas leituras em público) pelo substantivo feminino bosheth, "vergonha".
 
Rm 11.5 Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça.
 
Rm 11.11 Digo, pois: porventura, tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua queda, veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.
 
Rm 11.17,18
17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
 
18não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
 
24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!
 
A parábola da oliveira (11:17-24).
 A referência à raiz e aos ramos leva Paulo a desenvolver sua parábola da oliveira - parábola freqüentemente citada contra ele para mostrar que era um típico habitante de cidade, não afeito aos mais elementares fenômenos do campo. Pois um jardineiro não faz enxerto de uma fruteira silvestre numa fruteira cultivada; é um renovo ou broto tirado de uma árvore cultivada que deve ser enxertado no tronco de uma planta da mesma espécie. Sir William Ramsay, com efeito, cita Teobaldo Fischer, que teria dito que era costume na Palestina, há 60 anos, "revigorar uma oliveira que já está cessando de frutificar, enxertando nela um broto de oliveira silvestre, e assim a seiva da árvore enobrece este broto selvagem, e a árvore recomeça a dar fruto"
Um processo parecido era comum nos tempos romanos. Columella, contemporâneo de Paulo, evidencia isso, pois, segundo ele, quando uma oliveira está produzindo mal, faz-se nela o enxerto de uma oliveira silvestre, o que dá novo vigor à árvore. De qualquer forma, a parábola de Paulo é clara.
Eis duas oliveiras - uma cultivada e a outra silvestre. Esta produzia frutas pobres, com pouco óleo; a primeira normalmente produzia bons frutos. A oliveira é Israel, o povo de DEUS; a videira silvestre é o mundo gentílico . Mas a oliveira foi-se enfraquecendo e ficando improdutiva. Portanto, os ramos velhos foram cortados e foi feito um enxerto da oliveira silvestre. “A poda dos ramos velhos era necessária para permitir que a vitalidade da árvore se difundisse demais por um grande número de galhos”. (W. M. Ramsay, op. cit., p.224). O enxerto tirado da oliveira silvestre é a soma total das crentes gentios agora incorporados no povo de DEUS; os galhos velhos cortadas são os Judeus que rejeitaram o Evangelho.”
E-nos dito que esse enxerto incomum afeta a renovo enxertado e o tranco que o recebeu. O tranco velho é revigorado pelo enxerto novo e, por seu turno, o enxerto novo alimentado pela seiva da tronca da oliveira, pode produzir frutos que a oliveira silvestre jamais poderia produzir.
 Os cristãos gentios não se devem render à tentação de mostrar desdém aos judeus. Não fora a graça de DEUS que os enxertou no Seu povo e fez deles "concidadãos dos santos" (Ef: 25.19), teriam permanecido para sempre sem vida e sem frutos. A nova vida que os capacita a produzir frutos para DEUS é a vida do velho tronco de Israel, no qual foram enxertados. Israel não lhes deve nada; eles são devedores a Israel. E se replicam que ao menos são melhores do que as judeus descrentes, ramos cortados, são exortados a aprender a salutar lição dada pela remoção daqueles ramos velhas. Para que foram cortados? Por causa da incredulidade. E se um espírito de orgulho levar o renovo enxertado - a igreja gentílica - a esquecer que a sua segurança está na graça divina e a permutar a sua fé em DEUS pela confiança em si mesmo, sofrerá o mesmo destino dos ramos velhos: será cortado também. Pela fé se adquire e se mantém a relação de membro de verdadeiro povo de DEUS; pela incredulidade esse bem é confiscado. Este princípio, afirma Paulo, é aplicado sem parcialidade, tanto a gentios como a judeus. Por outro lado - e aqui as processos práticos de enxertar certamente são deixados para trás, por amor dos fatos espirituais que a parábola visa a ilustrar - se os judeus que pela descrença perderam sua posição de membros do verdadeiro Israel
vierem afinal a crer em CRISTO, serão incorporados de novo no povo de DEUS. Se os ramos velhos que tinham sido cortados fossem uma vez mais enxertados na árvore de origem e tornassem a produzir fruto, seria um milagre sem precedentes na esfera natural. Igualmente, a reincorporação da nação judaica no povo de DEUS quando a incredulidade é substituída pela fé, seria um milagre na esfera espiritual. Mas, diz o apóstolo, é um milagre que DEUS vai realizar.
 
Rm 11.25 – 29 A restauração de Israel (1l:25-29).
 26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.
27 E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados.
28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
Aqui está o mistério do propósito de DEUS para Israel - propósito anteriormente oculto mas agora tornado conhecido. A cegueira de Israel é apenas parcial (pois alguns israelitas já foram iluminados), e apenas temporária, com um exame da bênção dos gentios. No que concerne à proclamação do Evangelho, a ordem é: "Ao judeu primeiro".  No que concerne à recepção do Evangelho a ordem é: "Pelo gentio primeiro, e depois pelo judeu”. Quando se completasse o número total dos  gentios cristãos – consumação que o próprio apostolado de Paulo estava tornando mais próxima – então, todo Israel, não um remanescente fiel, mas a nação como um todo, veria a salvação de DEUS.  Se o tropeção temporário de Israel foi predito profeticamente, também o foi a sua restauração última e permanente (Is 59:20s, e Jr 31:33 são citados com este fim). A nova aliança não se completará enquanto não abranger o povo da velha aliança. Temporariamente alienado, para vantagem dos gentios, Israel é eternamente objeto do amor eletivo de DEUS porque as Suas promessas uma vez feitas aos patriarcas, não podem ser revogadas. Já se levantou a objeção de que Paulo aqui deixa o seu patriotismo anular a sua lógica. Ele acentuou mais de uma vez na epístola que a descendência natural dos patriarcas não é o que importa, aos olhos de DEUS, e agora diz que, por causa das promessas feitas por DEUS aos patriarcas, os seus descendentes naturais têm de ser restaurados à relação pactual com Ele. Talvez bastasse dizer: "O coração tem suas razões.”, mas aqui há mais que isso para se dizer.
Paulo tinha compreensão da graça de DEUS mais profunda e mais clara do que os seus críticos. Se a graça de DEUS operasse de acordo com a lógica estrita, a perspectiva seria medonha tanto para os judeus como para os gentios.
Um ponto mais: em tudo que Paulo diz sobre a restauração de Israel a DEUS, não diz nada sobre a restauração de um reino davídico terreno, nada diz sobre algum restabelecimento nacional na terra de Israel. O que divisou para o seu povo foi algo infinitamente melhor.
 
Rm 11.25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
 Não quero (...) que ignoreis este mistério.
Pela palavra "mistério" provavelmente Paulo quer dizer que aquilo que se segue é uma nova revelação recebida por ele (ver 1 Co 15:51; Cl 1:26s.). O princípio do remanescente referido nos versículos 1-7 era assunto de antiga revelação profética. Que "todo o Israel" ainda seria salvo, era uma nova revelação, transmitida por intermédio de Paulo. Ele tem sido acusado de querer comer o seu pedaço de bolo e ao mesmo tempo conservá-lo, ou seja, de consolar-se com a idéia de "um remanescente segundo a eleição da graça" e ao mesmo tempo insistir na total restauração de Israel. Mas, se a sua pretensão de tiver recebido uma nova revelação for encarada com seriedade, não será razoável censurá-lo. Além disso, mesmo na profecia do Velho Testamento, o remanescente do antigo Israel era, ao mesmo tempo, o núcleo do novo Israel. “É assim aqui também: a existência do remanescente que crê é a garantia da salvação final de todo Israel”.
Até que haja entrado a plenitude dos gentios. Ver 15:16 ("oferta dos gentios", AV) e 15:18 ("obediência dos gentios", RV) - expressões praticamente sinônimas da presente. A introdução da "plenitude" ou da plena completação (plerõma) dos gentios deve seguir-se da "plenitude" dos judeus (v. 12).
 
Rm 11.26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.. E assim todo o Israel será salvo.
É impossível sustentar uma exegese que tome "Israel" aqui em sentido diferente de "Israel" no versículo 25: "Veio endurecimento (ou "cegueira") em parte a Israel". Quanto ao argumento de que Paulo não diz: "e então todo o Israel será salvo", mas, "e assim todo o Israel será salvo" (como se a colheita do número completo dos gentios fosse só por si a salvação de todo o Israel), basta apontar para o bem fundamentado emprego do grego houtõs ("assim", "desta forma") em sentido temporal.
"Todo o Israel" é expressão que aparece repetidamente na literatura judaica onde não significa necessariamente "todo judeu sem uma única exceção". Mas Israel como um todo . Assim, "todo o Israel tem um quinhão na era por vir", diz o tratado do Mishnah sobre o Sinedrim (X. 1), e passa imediatamente a mencionar os israelitas que não têm  quinhão nela.
Virá de Sião o Libertador; ele apartará de Jacó as iniqüidades.
Citação de Isaías 59:20: "E ele virá a Sião como Redentor, para aqueles de Jacó que se voltarem da transgressão" (RSV). O texto de Paulo se harmoniza com a LXX, exceto em que a LXX diz: "por amor de Sião", e não: "de Sião". Seja qual for a forma do texto adotada, a referência é à manifestação a Israel do seu divino Redentor – manifestação que em sua mente Paulo bem pode ter Identificado com a parousia de CRISTO.
 
Rm 11.27 E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados.
 Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Em suas poucas palavras iniciais, Paulo continua a citação de Isaías 59, o versículo 21 diz: "Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o Senhor", mas então passa para a promessa da nova aliança registrada em Jeremias 31:33: "Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei”.
 
Rm 11.28 Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
. Quanto ao evangelho são eles inimigos por vossa causa.
A presente alienação de DEUS da parte dos israelitas, deu ocasião para vocês, gentios, abraçarem as bênçãos do Evangelho e se reconciliarem com DEUS.
. Quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas. Estas palavras têm sido interpretadas em termos dos "méritos dos pais" (hebraico zekhuth ha 'aboth) - doutrina judaica de que a justiça dos patriarcas constitui um depósito de méritos creditados na conta dos seus descendentes. Mas não é isto que Paulo quer dizer aqui. Toda a argumentação desta epístola é contrária a essa concepção de mérito (ver 4:2).
O que quer dizer é que as promessas feitas por DEUS aos patriarcas quando os chamou, são asseguradas aos seus descendentes, não com base nos méritos, mas com base na fidelidade de DEUS para com a Sua palavra.
 
Rm 11. 33 Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
O propósito de DEUS para a humanidade (11:30-36).
O propósito último de DEUS para o mundo é revelado agora. É misericórdia tanto para Judeus como para gentios. O remanescente fiel não foi escolhido pela graça de modo que o restante fosse destinado à perdição. Sua eleição é um sinal de que a misericórdia divina há de estender-se a todos, sem distinção (ver 8:1 .21). Há um inconfundível universalismo na linguagem de Paulo aqui, conquanto seja um universalismo escatológico, e não atual, ou representativo, e não individual.
 
'Quem captou o desígnio do Senhor?
Quem do Seu conselho partilhou?
Quem algo Lhe deu primeiro a Ele, que devesse ser-lhe devolvido?'
 
Dele todas as coisas procedem; por meio dele todas as coisas existem; a Ele todas as coisas retomam: a Ele seja a glória por todos os séculos, Amém."
 
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COMENTÁRIOS da revista da CPAD de Pr Ezequias Soares Lição 9 – 2º Trimestre - 31/05/1998
 INTRODUÇÃO
 Os três capítulos de Romanos que tratam da situação de Israel podem ser divididos em três partes: análise da eleição de Israel no passado (9.6-29); A rejeição do Messias por Israel (9.3010.21); e Israel ocupa o segundo plano até que a plenitude dos gentios se complete (11.1-36).
 
I. PROPÓSITOS DE DEUS COM ISRAEL
 1. O tríplice propósito. Israel em relação a DEUS enquadra-se biblicamente no contexto histórico, teológico e escatológico das Sagradas Escrituras. DEUS escolheu o povo israelita com um tríplice propósito para a humanidade: revelar Seu poder, dar a Bíblia e enviar o Salvador ao mundo. Sem os três capítulos já mencionados, ficaríamos impossibilitados de entender os discursos dos profetas sobre o futuro de Israel, e o Cristianismo poderia correr o risco de ser interpretado como religião anti-semita.
2. Revelar o poder de DEUS.
DEUS mostrou ao mundo a sua grandeza, poder e glória através de Israel (Rm 9.17). Haja vista que Ele suscitou a Faraó para, através da intolerância deste com os israelitas, abater o monarca e dar liberdade ao povo da promessa, e assim mostrar ao mundo o seu grande e eterno poder.
3. Dar a Bíblia ao mundo. O segundo propósito de DEUS para com o povo judeu foi trazer ao mundo os seus oráculos. Israel foi receptáculo dos arcanos divinos; a Bíblia foi dada às nações através de Israel.
O apóstolo Paulo pergunta aos irmãos de Roma: "Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de DEUS lhes foram confiadas" (Rm 3.1,2). Então através de Israel, DEUS entrega a Bíblia ao mundo.
4. Dar ao mundo o Salvador. A terceira razão da eleição de Israel por DEUS foi para dar o Salvador ao mundo. DEUS prometeu o Abraão: "..em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12.3). JESUS disse para a mulher samaritana; “..porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22).
 
II. ANÁLISE HISTÓRICA DE ISRAEL
 1. A ameaça da dispersão. A segurança do povo de Israel residia na sua obediência a DEUS; uma vez rompida esta aliança, o povo estaria vulnerável diante das nações. A diáspora (ou dispersão) ser-lhe-ia uma ameaça constante (Lv 26.36-37; Dt 28.25,36, 37).
A primeira diáspora ocorreu nos dias de Nabucodonosor, rei de Babilônia (2 Rs 24.10-16). A segunda diáspora dos judeus, veio com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., e deu-se por causa de sua incredulidade - rejeitaram o seu Messias (Lc 21.24; 23.28-31).
2. A incredulidade de Israel. O apóstolo começa o capitulo 9 lamentando a incredulidade de seus compatriotas, e reconhece os privilégios que DEUS conferira a Israel no passado (vv.I-5). Em seguida, mostra que o verdadeiro israelita é o que vive pela fé (9.6-8).
3. A soberania de DEUS. A seguir, o apóstolo cita exemplos do Antigo Testamento para mostrar a soberania de DEUS sobre suas criaturas, e o direito dEle escolher quem Ele quiser para ser o seu povo. Deste modo, Ele escolheu a Jacó e rejeitou a Esaú, antes mesmo do nascimento destes (9.10-16). A partir do v.23, Paulo mostra, citando os profetas Oséias e Isaías, que o plano de DEUS, desde o princípio, era salvar os gentios.
4. Israel tropeçou. O apóstolo Paulo conclui dizendo que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram-na. Porém, a justiça "que é pela fé" (v.30). Israel, entretanto, que buscava a lei da justiça, não a conseguiu (v.31). Por quê? Porque Israel não seguiu o caminho da fé, mas o das obras, e por isso tropeçou (v.32). Israel tropeçou por haver rejeitado o seu Messias (v.33).
 
III. O VERDADEIRO ISRAEL
1. DEUS não rejeitou o seu povo (11.1). Paulo argumenta que DEUS não rejeitou o seu povo, cita como prova disso, os judeus cristãos. O exemplo de Elias, que ele apresenta, mostra que os sete mil que não dobraram os joelhos diante de Baal, eram os verdadeiros israelitas (11.24). Da mesma forma, a minoria de judeus, que creu em JESUS, são os israelitas de fato (11.5).
2. Os incrédulos. Como fica a situação dos rebeldes? Pode perguntar alguém. Em Roma, nos dias de Paulo, essa questão obrigou o apóstolo a deter-se um bom tempo sobre o assunto. O fato de Israel ter rejeitado o seu Messias não significa ser ele um povo proscrito por DEUS. Isto faz parte do gigantesco plano que DEUS traçou antes da fundação do mundo (11.7-12).
3. Devemos considerar a bondade de DEUS. A triste experiência de Israel deve servir de exemplo para a Igreja. Os israelitas eram os filhos naturais de DEUS e, não obstante, foram cortados da verdadeira oliveira por causa da incredulidade (11.17-20). Cada cristão, portanto, deve valorizar a sua posição diante de DEUS. O que DEUS fez conosco é de uma grandeza infinita. Quem vacilar pode ser cortado por DEUS assim como aconteceu com Israel (l.21-24).
4. Israelita espiritual. É o verdadeiro israelita (Rm 4.11-16). O cristão é reconhecido, no Novo Testamento, como judeu, no sentido espiritual. Isto é: pela fé em JESUS, tornou-se ele filho de Abraão (GI 3.7).
"Nem todos que são de Israel são israelitas" (Rm 9.6).
5. O enxerto. É verdade que hoje a "menina dos olhos" de DEUS é a Igreja. A nossa posição espiritual está acima da dos judeus. Os ramos foram quebrados, por culpa dos próprios judeus: "Não que a palavra de DEUS haja faltado" (9.6).
A promessa de DEUS não foi quebrada, mas os judeus é que recusaram a promessa. Somos como zambujeiros enxertados no lugar deles, e, assim, participamos da raiz e da seiva da oliveira (11.15-19).
 
IV. A SALVAÇÃO DE ISRAEL
1. Restauração nacional. A restauração nacional será seguida da restauração espiritual (Ez 36.24; 37.21). Ou seja: quando todos os ossos se juntarem e formarem os nervos, e as carnes recobrirem os ossos, estará pois o corpo pronto (Ez 36.24; 37,21).
2. Restauração espiritual. Depois, em 36.25 e 37.22 de Ezequiel, vemos a restauração espiritual dos judeus. Diz ainda o profeta depois de haver profetizado acerca da formação do corpo: "Mas não havia neles espírito" (Ez 37.8).
Quando o espírito de graça e de súplica vier sobre os judeus, aí ocorrerá a restauração espiritual (Zc 12.10; Ez 37.23-28). A partir de então os judeus não mais rejeitarão o seu Messias.
3. A salvação de todos os judeus (11.26,27). Quando a plenitude dos gentios se cumprir, DEUS voltará a tratar com Israel. A rejeição de Israel é parcial e temporária. Por isso que afirmamos que Israel continua sendo povo de DEUS.
O apóstolo prevê a salvação em massa dos judeus (11.26,27), quando o Messias voltar (Ap 1.7), algo também previsto pelos profetas do Antigo Testamento (Is 59.20; Zc 12.10).
 
V. A ELEIÇÃO DE ISRAEL
1. Decreto divino. Os decretos, ou conselhos divinos, são imutáveis, irrevogáveis e incondicionais. São coisas que não dependem da vontade, ou da conduta, do homem, pois nasceram no coração e no propósito de DEUS.
2. A promessa do Salvador.
DEUS prometeu dar à humanidade um Redentor, mas não estabeleceu condições (Gn 3.15). Qualquer que fosse a conduta do homem: crendo nesta promessa ou não; obedecendo a DEUS ou não. Ou seja: independentemente de tudo isto, o Salvador viria da mesma forma. E foi o que realmente aconteceu! Este é o conselho divino.
3. A eleição de Israel é irrevogável (11.28-29). Paulo diz que a eleição de Israel é irrevogável porque é decreto divino. Mesmo sendo os judeus indiferentes ao evangelho, não importa, pois os conselhos divinos são incondicionais: "Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento" (11.28,29).
Então, por causa da promessa que DEUS fez aos pais Abraão, Isa que e Jacó, Israel continuará sendo o povo escolhido (Hb 6.13-18).
 
CONCLUSÃO:  Israel é o relógio de DEUS na terra. JESUS disse: "Olhai para a figueira (Israel), e para todas as árvores; quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão" (Lc 21.29-30). A figueira é Israel. Pelas palavras de JESUS, conscientizamo-nos de quão próximo está "o verão", pois a figueira está brotando. A restauração nacional já ocorreu, falta apenas chegar o verão para a restauração espiritual.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
 Subsídio Teológico
 A respeito dos três elementos distintos no exame que Paulo fez de Israel no plano divino da salvação, a Bíblia de Estudo Pentecostal traz comentário tratando-os na seguinte perspectiva:
(1) Esse exame de condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte.
Pelo contrário, Paulo está tentando do modo como DEUS lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.é., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo. sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno. i.é. quanto à sua salvação ou condenação como indivíduos.Uma coisa é certa: DEUS tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir. (2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de DEUS para o povo judaico (cf. 10.21). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer.
O mais relevante neste assunto é o tt:ma da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de DEUS, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em CRISTO (9.33;10.3; 1.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de DEUS, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a DEUS pela fé e se tomaram 'filhos do DEUS vivo' (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 6.26) no tocante à chamada e eleição da parte de DEUS.
(4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da Igreja de DEUS são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (l1.l3-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 1.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quando o foi no dia em que Paulo a escreveu.
"(5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de CRISTO". (Bíblia de Estudo PentecostaI, CPAD)
 
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RESUMO DA REVISTA - Pr. Elieser Lira - CPAD - 1º Trim/2006
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO 
Embora os judeus tenham rejeitado a CRISTO (Jo 1.11), o pacto de DEUS para com Israel permanece: "Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento" (Rm 11.29). Este é o tema que estudaremos nesta lição.
 
 
 
I. A Eleição de Israel
Através de Abraão DEUS  fez  uma grande nação, com todas as características das demais: terra (Gn 15.7; 17.8), povo (Gn 12.2; 15.4,5; 17.1,2) e governo (Êx 19.6).
1. A chamada de Abraão.  
A disposição de DEUS em apresentar-se de forma especial a Abraão retrata a importância da eleição do povo de Israel. Mas isto exigia confiança na Palavra de DEUS (Gn 15.1-6; 18.10-14) e obediência à ordem divina, para que o patriarca deixasse a terra de sua parentela (Gn 12.4), passando a viver na Terra da Promessa de maneira reta e justa (Gn 17.1,2).
2. O descaso de Israel
Israel, como nação eleita e separada pelo Senhor, não foi zeloso e fiel em cumprir o mandato que recebera de DEUS. Por essa razão, os profetas condenaram-lhe a ingratidão e a deslealdade (Jr 16.10-12).
3. O pacto divino não foi anulado. 
No capítulo 10 de Romanos, Paulo explica, minuciosamente, que a salvação não depende das obras, mas da fé em CRISTO (Gl 3.8,9). DEUS, em sua vontade soberana, franqueou a salvação a todos os homens: "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Jl 2.32 cf. At 2.21; 10.34-36).
 
 
 
II. DEUS NÃO Rejeitou seu povo
 DEUS rejeitou o seu povo? Paulo responde a esta pergunta com uma negação contundente. 
1. Um plano especial de DEUS. Ao falar sobre o endurecimento de Israel, Paulo continua mostrando o propósito de DEUS em relação ao seu povo. 
2. A graça divina
A conversão de judeus na época de Paulo era  fruto da graça divina recebida mediante a fé (cf. Rm 3.28; Ef 2.8,9).
3. Um DEUS misericordioso.  
A  misericórdia divina, demonstrada aos judeus, trará a compaixão de DEUS aos filhos de Abraão (Rm 11.30,31; 9.27).
 
 
 
III. O futuro GLORIOSO DE Israel
O retorno de Israel ao Senhor é certo (Zc 12.7-10; Rm 11.26). 
  
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: "A Doutrina da Salvação em relação a Israel
Os capítulos 9, 10 e 11 formam um parêntese dentro da seqüência doutrinária, quando o apóstolo Paulo confronta a 'sorte de Israel' no plano da salvação. Esses capítulos formam uma trilogia especial.
a) O capítulo 9 trata da soberania divina para com Israel, focalizando a eleição da nação israelita como 'povo escolhido de DEUS' e girando em torno do passado. O capítulo 10 trata da responsabilidade humana de Israel e focaliza a sua rejeição no presente. O capítulo 11 apresenta a bênção salvadora para Israel, como resultado da misericórdia de DEUS.
b) No capítulo 9, as promessas de DEUS são para os fiéis, mediante a fé nEle, e não a conformidade exterior à lei. No capítulo 10, Paulo destaca que é impossível escapar da culpa do pecado. Portanto, recusar a obra expiatória de JESUS é transgressão total e indesculpável. No capítulo 11, a salvação provida por DEUS através de JESUS, seu Filho, é privilégio de judeus e gentios.
c) [..No capítulo 9, ele mostra que DEUS em sua eterna soberania tinha total liberdade de rejeitar Israel, mas só o fez porque Israel rejeitou o plano divino. No capítulo 10, Paulo mostra que, uma vez que os judeus rejeitaram o novo plano divino, não tinham condições de questionarem a rejeição da parte de DEUS. Já no capítulo 11, a rejeição tem um sentido parcial e temporal, visto que os propósitos divinos não se limitam a um mero julgamento exterior, mas são propósitos mais profundos e espirituais." (CABRAL, Elienai. Romanos: o Evangelho da Justiça de DEUS.RJ: CPAD, 2003, p.103-4, 118.) Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, no 25, pág. 40.
 
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Questionário da Lição 8 - A Eleição e o Futuro de Israel
Por Ev.Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
Quanto a mim, este é o meu _______________ com eles, diz o Senhor: o meu _____________, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se _____________________ da tua boca, nem da boca da tua posteridade, nem da boca da posteridade da tua posteridade, diz o Senhor desde agora e para todo o sempre" (Is 59.21).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete: 
Os desígnios de _____________ em relação a _____________ não interferem em seu pacto com _____________.
 
INTRODUÇÃO
3- Complete:
"Porque os ________ e a vocação de ____________ são sem arre_______________" (Rm 11.29). 
 
I. A Eleição de Israel
4- Através de quem DEUS resolveu  fazer uma grande nação, com todas as características das demais: terra (Gn 15.7; 17.8), povo (Gn 12.2; 15.4,5; 17.1,2) e governo (Êx 19.6)?
(   ) Adão.
(   ) Abraão.
(   ) Pedro.
 
5- Para que Deus constituiu um povo, como Israel? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Para que fosse a sua testemunha às nações.
(   ) Para destruir as nações ímpias.
(   ) Para que fosse uma nação eleita por meio da qual pudesse enviar o Salvador do mundo. 
(   ) Para lhes confiar à Palavra, a fim de que esta fosse preservada para todos os povos em todas as gerações.
 
6- Que tipo de aliança Deus celebrou com Abraão?
(   ) Uma aliança eterna.
(   ) Uma aliança passageira.
(   ) Uma aliança efêmera.
 
7- Os israelitas, apesar do clamor dos profetas, acabaram por repudiar o que  segundo a bíblia narra em Êx 19.5,6; 32.1-25?
(   ) Suas obrigações em relação à aliança humana.
(   ) Suas obrigações em relação à aliança divina.
(   ) Suas obrigações em relação à aliança congênita.
 
8- Qual o objetivo dos profetas que não hesitaram em ministrar o imutável amor de Deus para com Israel? 
(   ) Levar os fiéis a cumprirem os propósitos estabelecidos com Moisés.
(   ) Levar os infiéis a cumprirem os propósitos divinos.
(   ) Levar os fiéis a cumprirem os propósitos judaicos.
 
9- O que acontecia com os  que aceitavam voluntariamente as condições da aliança?
(   ) Usufruíam dos benefícios da lei.
(   ) Usufruíam dos benefícios terrenos.
(   ) Usufruíam dos benefícios divinos.
 
10- Qual o único caminho para a salvação, tanto para os gentios como para Israel?
(   ) O  fiel cumprimento da lei.
(   ) A execução de boas.
(   ) A  fé em Cristo.
 
11- Não basta apenas o chamado de Deus para que o ser humano seja salvo; o que mais é necessário?
(   ) Que este cumpra toda a lei divina.
(   ) Que este faça boas obras todos os dias.
(   ) Que este responda positivamente à vocação divina.
 
II. DEUS não Rejeitou seu povo
12- Deus rejeitou o seu povo? Como Paulo responde a esta pergunta?
(   ) Não. Paulo responde a esta pergunta com uma negação contundente. 
(   ) Sim. Paulo responde a esta pergunta com uma afirmação surpreendente. 
(   ) Sim. Paulo responde a esta pergunta com uma confirmação contundente. 
 
13- De qual  remanescente Paulo fazia parte?
(   ) De  um remanescente infiel que, à semelhança dos  que  dobraram os seus joelhos diante de Baal no tempo de Elias.
(   ) De  um remanescente fiel que, à semelhança dos sete mil que não dobraram os seus joelhos diante de Baal no tempo de Elias, conservava piedosa e firmemente os termos da aliança. 
(   ) De  um remanescente fiel, mas que, à semelhança dos que dobraram os seus joelhos diante de Baal no tempo de Elias, não conservava piedosa e firmemente os termos da aliança. 
 
14- De que nação era Paulo e de que tribo desta nação era descendente?
(   ) Israelita, da tribo de Benjamim.
(   ) Israelita, da tribo de Judá.
(   ) Israelita, da tribo de Efrain.
 
15- Complete:
"Digo, pois: porventura, tropeçaram, para que ____________? De modo nenhum! Mas, pela sua __________, veio a salvação aos ______________, para os incitar à emulação" (11.11,17,18,24,33).
 
16-  A conversão de judeus na época de Paulo era produto de que? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(   ) Das obras da lei.
(   ) Do fruto da graça divina.
(   ) Do cumprimento de uma promessa a DEUS.
 
17- O que  trouxe a queda de Israel?
(   ) A  condenação para os gentios.
(   ) A  perdição para os gentios.
(   ) A  redenção para os gentios.
 
18- O que  a misericórdia divina para com os israelitas trará?
(   ) A paixão de Deus pelos filhos de Abraão.
(   ) A compaixão de Deus para com os filhos de Adão .
(   ) A compaixão de Deus aos filhos de Abraão.
 
19- Até quando o  endurecimento de Israel será?
(   ) "até o dia do arrebatamento da igreja" 
(   ) "até o dia do juízo final" 
(   ) "até que a plenitude dos gentios haja entrado" 
 
III. O futuro GLORIOSO DE Israel
20- Quando ocorrerá o retorno de Israel ao Senhor e sua salvação?
(   ) Quando se "completar o tempo dos gentios" no inicio da Grande Tribulação.
(   ) Quando se "completar o tempo dos gentios" no final da Grande Tribulação.
(   ) Quando se "completar o tempo dos gentios" durante a Grande Tribulação.
 
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  Israel foi rejeitado por DEUS?
 
 
Pergunta: "Alguém pregou que não há promessas na Bíblia para o Estado de Israel e que ele desaparecerá da Palestina da mesma maneira como os cruzados?"
Resposta: Por quase dois mil anos ensinou-se em muitas igrejas que os judeus não tinham mais futuro, a não ser que se convertessem a CRISTO. É certo que no decurso dos séculos judeus se converteram a CRISTO. Mas isso não significa que DEUS deixará de cumprir as promessas dadas a Seu povo Israel. Uma coisa não exclui a outra.
O apóstolo Paulo já foi confrontado com essa questão, pois ele escreveu aos romanos: "Pergunto, pois: terá DEUS, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum!" (Rm 11.1). "..veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo..." (Rm 11.25-26).
Com o retorno dos judeus a Sião, DEUS começa a voltar-se novamente para Israel: "Assim diz o Senhor DEUS: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então, farei que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares desertos. Lavrar-se-á a terra deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passam. Dir-se-á: Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden; as cidades desertas, desoladas e em ruínas estão fortificadas e habitadas... Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei" (Ez 36.33-35,25). "Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu DEUS" (Am 9.15).
E justamente isso acontece diante dos nossos olhos. Agora não se trata mais de algo em que devemos crer, mas de fatos que não podem ser ignorados. O retorno dos judeus de todo o mundo e o deserto que já está florescendo rebatem todas as pregações que rejeitam Israel.
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ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO (BEP - CPAD)
 Rm 9.6 “Não que a palavra de DEUS haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas”.

INTRODUÇÃO. Em Rm 9–11, Paulo trata da eleição de Israel no passado, da sua rejeição do evangelho no presente, e da sua salvação futura. Esses três capítulos foram escritos para
responder à pergunta que os crentes judaicos faziam: como as promessas de DEUS a Abraão e à nação de Israel poderiam permanecer válidas, quando a nação de Israel, como um todo,
não parece ter parte no evangelho? O presente estudo resume o argumento de Paulo.

SÍNTESE. Há três elementos distintos no exame que Paulo faz de Israel no plano divino da salvação.
(1) O primeiro (9.6-29) é um exame da eleição de Israel no passado.
(a) Em 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de DEUS a Israel não falhou, pois a promessa era só para os fiéis da nação. Visava somente o verdadeiro Israel, aqueles que eram fiéis à promessa (ver Gn 12.1-3; 17.19). Sempre há um Israel dentro de Israel, que tem recebido a promessa.
(b) Em 9.14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que DEUS tem o direito de fazer o que Ele quer com os indivíduos e as nações. Tem o direito de rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com os gentios, oferecendo-lhes a salvação, se Ele assim decidir.
(2) O segundo elemento (9.30—10.21) analisa a rejeição presente do evangelho por Israel. Seu erro de não voltar-se para CRISTO, não se deve a um decreto incondicional de DEUS, mas à sua própria incredulidade e desobediência (ver 10.3).
(3) Finalmente, Paulo explica (11.1-36) que a rejeição de Israel é apenas parcial e temporária. Israel por fim aceitará a salvação divina em CRISTO. O argumento dele contém vários passos.
(a) DEUS não rejeitou o Israel verdadeiro, pois Ele permaneceu fiel ao “remanescente” que permanece fiel a Ele, aceitando a CRISTO (11.1-6).
(b) No presente, DEUS endureceu a maior parte de Israel, porque os israelitas não quiseram aceitar a CRISTO (11.7-10; cf. 9.31—10.21).
(c) DEUS transformou a transgressão de Israel (i.e., a crucificação de CRISTO) numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (11.11,12, 15).
(d) Durante esse tempo presente da incredulidade nacional de Israel, a salvação de indivíduos, tanto os judeus como os gentios (cf. 10.12,13) depende da fé em JESUS CRISTO (11.13-24).
(e) A fé em JESUS CRISTO, por uma parte do Israel nacional, acontecerá no futuro (11.25-29).
(f) O propósito sincero de DEUS é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que crêem em CRISTO (11.30-36; cf. 10.12,13; 11.20-24).

PERSPECTIVA. Várias coisas se destacam nestes três capítulos.
(1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como DEUS lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é
certa: DEUS tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.
(2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de DEUS para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer.
(3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de DEUS, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em CRISTO (9.33; 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de DEUS, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a DEUS pela fé e se tornaram “filhos do DEUS vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de DEUS.
(4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de DEUS são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu. 
(5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de CRISTO (ver Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22,23; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6).
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Fontes:
www.cpad.com.br Bíblias, Livros e Revistas.
 
 
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