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                                Liçaõ 8 Discipulado - MORDOMIA CRISTÃ
 
            

Mordomia & Contribuição

por Luciano Subirá

 
Nada que possuímos é realmente nosso. Nem nós somos de nós mesmos! Quando a Bíblia fala de obra de Jesus na cruz, fala de redenção. Cristo nos comprou para Deus através de seu sacrifício; isto é claramente mostrado na Palavra do Senhor:
"...porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra."
Apocalipse 5:9b,10.
Tudo o que somos e o que temos pertence a Deus. Devemos viver como bons mordomos, administrando bem aquilo que é do Senhor. Jesus usou o conceito de mordomia, aplicando-o a nós:
"Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?
Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente vos digo que lhe confiará todos os seus bens.
Mas se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo em dia que não o espera, e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis."
Lucas 12:42-46.
Nossa vida, família, casa e bens são do Senhor e devemos administrar tudo isto vivendo intensamente para Deus com tudo o que Ele nos confiou. Parte do nosso dinheiro volta a Deus na forma de contribuições, mas o que não damos não deixa de ser d’Ele e deve ser empregado corretamente. Este é um princípio poderoso na vida do cristão e deve ser entendido e vivido antes mesmo da contribuição, que é só um pequeno aspecto da mordomia.
Contribuição
Queremos dar ênfase ao aspecto da contribuição pois é o que mais necessita ser compreendido e tem a ver com a vida da Igreja.
Nossa contribuição é tão espiritual quanto nossas orações; não há como separar os assuntos em natural e espiritual. Quando um anjo do Senhor apareceu ao centurião Cornélio, lhe disse: "As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus" (At. 10:4). Veja que o anjo diz que orações e esmolas subiram igualmente perante Deus; contribuição é um ato espiritual! A esmola é apenas um nível de contribuição, mas a Bíblia fala de outros dois níveis: o dízimo e a oferta (Ml.3:8-10). E assim como no caso da esmola, o dízimo e a oferta são apresentados como também produzindo um memorial perante o Senhor (Ml.3:16).
Quando contribuímos em qualquer um destes três níveis, estamos levantando um memorial diante de Deus. Com esta linguagem figurada, a Bíblia está declarando que o Senhor se "lembrará" de nós para nos abençoar. A contribuição é um ato espiritual seguido de bênçãos!
O Dízimo
É a décima parte da renda, consagrada ao Senhor. Muitas das nações da antigüidade tinham procedimento semelhante em relação aos seus deuses e governantes. Aparece na Bíblia como prática dos patriarcas mesmo antes de ser instituído como lei em Israel; Abraão deu o dízimo a Melquisedeque (Gn.14:20) e Jacó também fez votos de dar a Deus o dízimo de tudo o que o Senhor lhe concedesse (Gn.28:22). Portanto, o dízimo não "nasceu" como uma ordenança e sim como um ato espontâneo, que depois foi instituído como lei.
A lei de Moisés mandava separar o dízimo dos frutos e do gado (Lv.27:30,32), com o propósito de sustentar os levitas (Nm.18:4,24). Haviam 12 tribos, e a tribo de Levi foi separada para o serviço do Senhor; como não tinham herança na terra e nem podiam dedicar-se ao trabalho secular por seu ministério, os levitas viviam do dízimo das outras 11 tribos. É interessante notar que os levitas também dizimavam (Nm.18:26,27), o que nos ensina que mesmo os ministros de tempo integral devem fazê-lo também. Como Igreja local também praticamos o dízimo dos dízimos, separando-o para missões e obras assistenciais.
Um dos textos que melhor esclarece o dízimo é o da profecia de Malaquias:
"Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos"
Malaquias 3:8-10.
Ressaltamos alguns princípios do texto que devem ser destacados:
1) O dízimo é de Deus. Esta parte de nossa renda é do Senhor., e não entregá-la é roubo. Jesus disse que devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mt.22:21), o que significa que a mesma obrigação que temos com os impostos é a que temos quanto ao dízimo. Ele é de Deus! Não fazemos nada mais que o dever quando o entregamos...
2) É Benção ou Maldição. Entregar o dízimo é um ato espiritual, que constitui-se fonte de benção (v.10 a 12) ou de maldição (v. 9). Ao entregarmos, somos abençoados, mas ao retermos (o que a Bíblia chama de "roubar") somos amaldiçoados. O profeta Ageu foi contemporâneo de Malaquias e também condenou a retenção do que pertencia a Deus. Sua geração não mais praticava o dízimo e as ofertas e foi amaldiçoado por causa disto (Ag. 1:6,9-11); mas quando descobriram que não havia lucro algum em roubar a Deus, eles se arrependeram e voltaram a contribuir, o que permitiu que o templo fosse reconstruído. No dia em que lançaram os fundamentos do templo, Deus mudou a maldição em benção porque obedeceram (Ag. 2:18,19).
3) É entregue na casa do tesouro. O dízimo tem destino certo. No V.T. ele era levado ao templo "para que houvesse mantimento (para os levitas) na casa do Senhor". Porque no Templo? Porque é um princípio espiritual de que "quem semeia o que é espiritual tem direito de colher o que é material" (I Co. 9:11- Gl. 6:6). As pessoas devem entregar seus dízimos nas Igrejas onde são ministradas espiritualmente e recebem a ceia do Senhor (Gn.14:18-20).
O Dízimo no Novo Testamento
Algumas pessoas afirmam que o dízimo é pertencente única e exclusivamente ao Velho Testamento e que a contribuição do Novo Testamento não tem quantia determinada. Ou seja, não está limitada aos dez por cento.
De fato, todos os textos que esclarecem o dízimo são do Velho Testamento, mas o Novo os sustentou, não necessitando de novas instruções. O ensino neotestamentário deu muita ênfase às ofertas, que é um outro nível de contribuição e que necessita de mais instrução. Mas a verdade é que o Novo Testamento também fala do dízimo.
Tudo o que pertencia à Velha Aliança foi ensinado por Jesus de forma diferente, mas o dízimo não. Não foi suprimido, e sua prática foi encorajada pelo Senhor (Mt.23:23). "Devíeis fazer estas coisas" significa: "Vocês devem dar o dízimo", mas com um coração correto.
No livro de Hebreus, falando de Abraão que deu o dízimo a Melquisedeque, o autor afirma: "Aqui certamente recebem dízimos homens que morrem; ali, porém, recebe aquele de quem se testifica que vive." (Hb.7:8).
Líquido ou Bruto
Nos dias de hoje, com benefícios que são deduzidos do salário, temos bem distinta a renda bruta (valor do holerite) e a líquida (o que o trabalhador pega na mão). E muitos se perguntam sobre que valor devem calcular.
Há um texto no Velho Testamento que pode trazer luz sobre isto. Números 18:27 diz que o dízimo dos grãos se contava depois de limpos na eira, e o dízimo da vinha depois que as uvas haviam sido espremidas no lagar. Aconselhamos que se dizime em cima daquilo que vem limpo em nossas mãos; aos empresários aconselhamos que dizimem a sua renda pessoal que você tira da empresa e não 10% do faturamento dela.
Fazemos uso de um envelope de dízimo para melhor contabilizar as finanças da igreja, e não para controlar quem são as pessoas que contribuem e com quanto o fazem; é puramente uma necessidade administrativa.
Primícias
Na Velha Aliança, antes da colheita os israelitas santificavam primeiro o que era do Senhor: as primícias, para depois continuarem colhendo. Provérbios 3:9,10 nos ensina a fazer o mesmo: "honrar ao Senhor com as primícias de nossa renda". Não espere sobrar para dizimar, separe o dízimo antes dos demais gastos do mês. Ele tem que ser a parte primordial do orçamento!
As Ofertas
Quando Malaquias repreendeu o povo de Deus, o fez pela retenção do dízimo e das ofertas. O dízimo tem seu percentual determinado, as ofertas não. Mas elas são algo que fazemos além do dízimo.
Elas tem como destino o reino de Deus. Não são necessariamente destinadas à Igreja local, mas ao reino de Deus em toda parte. Vão para missões, para obreiros, para aquisição de qualquer coisa útil para propagação do evangelho, etc. Enquanto o dízimo visa suprir a necessidade de sustento dos obreiros de tempo integral, as ofertas não tem um propósito específico, se aplicam a suprir necessidades diversas que o só o dízimo não supre.
A pessoa oferta o quanto e quando quer, mas as ofertas devem ser parte da vida do crente.
As Esmolas
Enquanto o destino do dízimo é a Igreja e o das ofertas é o Reino, as esmolas destinam-se aos necessitados, sejam eles cristãos ou não. É uma expressão de compaixão e misericórdia para os que estão com falta de recursos para viver dignamente.
O Antigo Testamento já instruía a cuidar do pobre (Lv.19:10; Sl.112:9; Pv.19:17) e o Novo mostrou o quanto isto é necessário, começando dos cristãos (Gl.6:9,10) e se estendendo aos ímpios.
A Igreja sustentava as suas viúvas (At. 6:1 e I Tm. 5:3-16) e os irmãos supriam as necessidades uns dos outros repartindo seus bens (At. 2:34,35).
Temos a responsabilidade de exercer misericórdia e assistência social aos necessitados. E os recursos que proporcionam isto são as esmolas.
Leis da Contribuição
1. Fidelidade no Mínimo (Lc.16:10). Não adianta dizer que quando Deus nos der mais dinheiro, então contribuiremos. Se não o fazemos com pouco não faremos depois. Quem não dá dez porcento de cem não vai dar dez porcento de mil.
2. Segundo suas posses (I Co.16:1,2;II Co.8:12,Lc.21:1-3). Deus não vê e nem compara números. Ele vê a disposição do coração e a limitação da renda. Quem possui mais não é melhor por ofertar mais do que o que tem menos condições. Quando Jesus foi dedicado no templo, seus pais deram uma oferta de gente pobre.
3. Expressão de Generosidade (II Co. 9:5-7). Deus não aceita o que é expressão de avareza. Atos 5 mostra que Ananias não foi generoso; pelo contrário foi avarento e orgulhoso e quis estar em evidência. Deus não está atrás do nosso dinheiro, mas da expressão de generosidade; sem ela, o dinheiro não vale nada! Deve haver em nós alegria ao contribuir! O apóstolo Paulo se referiu a isto como sendo uma "graça". É um privilégio servirmos a Deus com nosso bens, e o Senhor não quer que ninguém o faça por constrangimento mas de coração.
4. Colhemos o quanto plantamos (II Co. 9:6). Quanto mais contribuímos, mais abençoados somos! Se queremos romper na área financeira e andar na benção do Senhor temos que plantar mais. A colheita não é automática, precisa de tempo, mas é certa e não falhará!
5. Prova de Obediência. Minha contribuição em todos os seus níveis (dízimo, oferta, esmola) é uma prova da minha obediência a Deus. Portanto, se sou falho nesta área, estou demonstrando quem realmente sou! Além de que, Deus não precisa tanto da minha contribuição quanto eu preciso! Através dela mantenho um coração submisso a Deus e o dinheiro como um servo do Reino... http://www.estudosbiblicos.com./cgi-bin/search.cgi?query=MORDOMIA 
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MORDOMIA

Parte 1 -  Introdução

Parte 6  -  Mordomia do Domingo 

Parte 2  -  Mordomia do corpo

Parte 7  -  Mordomia da Influência 

Parte 3  -  Mordomia do pensamento

Parte 8  -  Mordomia dos Bens 

Parte 4  -  Mordomia das palavras

Parte 9  -  Mordomia do Dízimo  

Parte 5  -  Mordomia do Tempo  

Parte 10  -  Mordomia das Oportunidades  

     

    Parte 1 - Introdução    1 Pe 4.10 e 11; 1 Co 4.1 e 2
    A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos, especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos. Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o mordomo sempre é o criminoso. Estes não são o sentido bíblico da mordomia cristã.
 
1. SIGNIFICADO DA PALAVRA MORDOMO:
    A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego oikonomoV - oikonomos (oikoV - oikos, casa, e nomoV - nomos, governo). Major, em latim, é maior ou principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor.
    Vejamos alguns mordomos na Bíblia: Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).
 
 
2. CONCEITO BÍBLICO DA MORDOMIA:
    “É o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões, e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”
 
3. BASE BÍBLICA DA MORDOMIA CRISTÃ:
a) Deus é dono de tudo e de todos:
  Do universo: Gn 1.1; 14.22; l Cr 29.l3-l4; Sl 24.l; 50.10-l2. Do homem: por direito de criação -Is 42.5
                    por direito de preservação: At l4.l5-l7 e At 17.22-28
                    por direito de redenção: 1 Co 6.l9e20; Tt 2.l4 e Ap 5.9
b) O homem é o mordomo - Gn 1.28; 2.l5 e Sl 8.3-9.
 
4. VALOR DA DOUTRINA PARA A VIDA CRISTÃ
  Senso do sagrado Senso de responsabilidade Senso de dependência
 
CONCLUSÃO:
    A mordomia cristã estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao homem o privilégio e responsabilidade de administrar. Os homens não são os donos, mas mordomos.
  “Além disso requer-se nos despenseiros (ou mordomos) que se ache fiel.”   

  Parte 2  -  Mordomia do corpo  
 1 Co 6.l9 e 20
    O corpo é a estrutura física do homem. Este foi criado por Deus com um cuidado especial. Ao criar as demais coisas, Deus disse: “Haja...” Quando, porém, criou o homem formou-o do pó da terra e soprou-lhe nas narinas dando assim o fôlego da vida (Gn 2.7). O salmista Davi disse: “Eu te louvarei porque de um modo admirável e maravilhoso fui formado.”(Sl 139.14).
 
1. CONCEITO FALSO SOBRE O CORPO
    Há um conceito errôneo, que existe desde o primeiro século, divulgado pelos gnósticos de que a matéria é má. Com este negam a encarnação de Jesus (o fato de Jesus ter vindo em carne) e afirmam que Ele veio apenas em Espírito. A Bíblia condena este conceito em I Jo 4.2 e 3 que diz: “Nisto conheceis o Espírito de Deus - todo espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus veio em carne não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e já está no mundo.” Também afirmam que não devemos nos preocupar com a preservação e santificação do nosso corpo, pois sendo a matéria má não importa o que façamos com o mesmo. A Bíblia, por sua vez, também condena este conceito afirmando que o nosso corpo é templo do Espírito Santo devendo ser cuidado como tal.

2. O QUE A BÍBLIA FALA DO NOSSO CORPO ?
  Foi criado por Deus: Gn 1.26 e 28 - 2.7 e Sl 139.14. É templo do Espírito Santo: 1 Co 6.19 e 20. É usado como metáfora da Igreja: 1 Co 12.12--31. Podemos glorificar a Deus em nosso corpo (1 Co 6.20 e Fp 1.20), dedicando-o a Deus (Rm 12.1 e 2).
 
3. DEVERES PARA COM O CORPO
  Alimento saudável Higiene do corpo, da casa e das roupas assim evitando doenças Visitas ao médico em caráter preventivo - vacinas, por exemplo, exames preventivos, etc. Descanso Usar trajes santos (Sl 96.9) Lazer (Lc 2.52) Fugir da prostituição (1 Co 6.15-18, Ef  5.1-4 e Cl  3.5) Não fazer uso dos inimigos do corpo: fumo, bebida e drogas
 
CONCLUSÃO
    Cuidar do nosso corpo é um dever. Deus escolheu fazer dele o seu templo. Sendo assim, deve ser usado de acordo com a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Sabendo que o nosso corpo não é nosso mas de Deus.
  Parte 3  -  Mordomia do pensamento
 
    Devemos dar graças a Deus pela capacidade que temos de pensar, refletir e usar esta para a glória de Deus. Deus conhece os nossos pensamentos e o meditar do nosso coração. Somos mordomos do nosso pensamento, assim devemos reconhecer o Senhorio Divino sobre este. Há uma declaração bíblica que diz “...nós temos a mente de Cristo” (I Co 2.16). Ter a mente de Cristo é pensar como Ele e ter o nosso pensamento dominado pelo mesmo.
 
1. FASES DO PENSAMENTO
    Segundo o Pr. João Falcão Sobrinho o pensamento humano abrange quatro fases:
  A memória, o que é acumulado nos registros do cérebro, através dos sentidos físicos. A análise, a avaliação dos dados da memória, a reflexão. A imaginação, ou fantasia que está relacionada com as emoções, desejos íntimos e sonhos. A elaboração do pensamento (a associação entre os dados guardados na memória e a imaginação) em ordem, para ser aplicado à realidade externa.
 
2. DEUS CONHECE OS NOSSOS PENSAMENTOS
  Ele sabe os nossos pensamentos - Sl 139. 1 e 2 Os nossos pensamentos devem ser agradáveis a Deus - Sl 19.14 Ele reprova os pensamentos maus - Gn 6.5; Pv 6.16-19 e Pv 15.26
 
3. DEVERES PARA COM O NOSSO PENSAMENTO
  Ocupá-lo com coisas boas - Fp. 4.8 Ser cheio da Palavra de Deus - Sl 119.11; I Tm 4.15;  Js 1.8 Sempre recordar as bençãos recebidas de Deus - Sl 103.2 Ser dominado pelo amor - Rm 5.5 e Rm 12.9-21 Ser dominado pela fé - Hb 11.6 Deve sempre estar em renovação - Rm 12. 1 e 2; Cl 3.1-10
 
4. INIMIGOS DO PENSAMENTO
  Literatura pecaminosa Programas televisivos e radiofônicos pecaminosos Fantasias pecaminosas - Mt 5.27 e 28 Más conversações - Sl 1. 1 e 2; I Tm 6.20 e I Co 15. 33
 
CONCLUSÃO
    Ao saber que Deus conhece os nossos pensamentos, isso já seria o suficiente para zelarmos por estes. Deus nos deu um filtro para coarmos os nossos pensamentos  em Filipenses 4.8: "Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento."
    Parte 4  -  Mordomia das palavras
Mt 12.33-37
    O presente assunto está profundamente relacionado com o anterior (mordomia do pensamento, parte 4 deste estudo). “Pois a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12.34; Lc 6:45). O trecho bíblico citado é esclarecedor para o nosso assunto. Este faz, pelo menos, quatro afirmações:
1.  A palavra reflete o que está no coração.
2.  Não é possível purificar as palavras sem antes purificar o coração.
3.  Somos responsáveis por aquilo que falamos.
4.  Iremos prestar contas a Deus das palavras que proferirmos.
 
1. PALAVRAS QUE AGRADAM A DEUS - Sl 19:14
  Palavras que produzem bons resultados - I Pe 3.10 e 11; Pv 15.4 Palavras temperadas com sal - Cl 4.6
                Que preservam
                Dão gosto
                Provocam sede
                Diferenciadoras Palavras oportunas - Pv 25.11 Palavras espirituais - Cl 3.16 e 17; Ef 5.19; Dt. 6.6 e 7 Palavras úteis - Fp 4.8
 
2. PALAVRAS QUE ENTRISTECEM A DEUS - Ef 4.29 e 30
  Palavras mentirosas _ Is 5.20; Jo 8.44, Ap 21.8 Palavras violentas - Pv 15.1 Palavras desenfreadas - Tg 1.26 Palavras lisonjeiras - I Ts 2.5; Rm 16.17 e 18. Lisonjear é louvar com exagero, ou seja, adulação.
 
CONCLUSÃO
    Para agradarmos a Deus em nossas palavras precisamos está com o coração cheio da Palavra de Deus. Sempre sendo conduzido pelo Espírito Santo em nossas palavras. Reconhecendo que Deus é Senhor e que iremos prestar-lhe contas das mesmas.
  Parte 5  -  Mordomia do Tempo  
Ef 5.15 e 16
    O tempo é mais do que segundos, minutos, horas, dias, anos, décadas, séculos e milênios. “O tempo é um milagre que não se repete”. Alguns dizem que o tempo é dinheiro, mas este é mais precioso do que o dinheiro. Devemos ser bons mordomos do tempo aproveitando bem as oportunidades que este nos oferece.
 
1. A NOSSA VIDA NA TERRA É PASSAGEIRA
  É como a sombra - 1 Cr 29.15 Como um palmo na sua extensão - Sl 39.4 e 5 Como mensageiros apressados - Jó 9.25 Como um vapor - Tg 4.14
 
2. CONSIDERAÇÕES PARA O BOM USO DO TEMPO
  Há um tempo determinado para cada coisa - Ec 3.1 Considerar todos os dias - Sl 90.12 O nosso maior investimento deve ser no Reino - Mt 6.19-21; Mt 6.25; Lc 12.16-21 Lembrarmos de Deus - Ec 12.1 Fazer o bem - Gl 6.10 Não procrastinar - Hb 4.7b; Is 55.6; Hb 12.16 e 17; Mt 25.11 e 12 Planejar - “Um indivíduo que sabe o que vai fazer, quando inicia o seu trabalho, já tem metade do trabalho feito”. Ser pontual Ser equilibrado Não gastá-lo com coisas fúteis, inúteis e não essenciais
 
CONCLUSÃO
    O tempo é algo precioso que deve ser usado com sabedoria, pois quando passa não volta jamais. Tenhamos como o maior investimento o Reino de Deus. Porque o que investe neste permanece para sempre.
  Parte 6  -  Mordomia do Domingo  
 
    O presente assunto é extensão do assunto anterior (mordomia do tempo, parte 5). A palavra domingo provém do latim dominicus, de dominus (senhor), e significa relativo ao Senhor, ou seja, do Senhor, portanto “dia do Senhor”. Para entendermos melhor este assunto precisamos comentar a respeito da controvérsia que há entre o sábado e o domingo.
 
1. O DIA SÁBADO
    A palavra sábado é procedente do hebraico e significa descanso. Esta é a idéia fundamental da palavra, e não o fato de ser o sétimo dia.
    Segundo o Pr. Enéas Tognini, há três sábados na Bíblia. O primeiro, o edênico (universal) que Deus institui ao cessar as obras da criação, mostrando que o homem deveria ter um dia para descansar das suas atividades e dedicá-lo ao Senhor (Gn 2.1-3). O segundo, o legal (7o dia) - o judeu da Bíblia e o de hoje guardam este dia (Êx 20.8-11). O terceiro, o cristão (1o dia da semana), dia em que Deus completou o plano de redenção com a ressurreição de Cristo (Mt 28.1; Mc 16.9; Lc 24.1; Jo 20.1).
2. POR QUE GUARDAMOS O DOMINGO?
  O domingo comemora a ressurreição de Cristo (versículos acima). Outros fatos importantes ocorridos no domingo:
            - Aparecimento de Cristo à Maria Madalena e aos discípulos -  Mc 16.9;  Jo 12.19-26
            - A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes - Lv 23.16 e At 2.1 Os discípulos guardaram o domingo:
            - Levantaram ofertas - I Co 16.1-4
            - Celebraram a Ceia do Senhor - At 20.6 e 7
            - João o chamou dia do Senhor - Ap 1.10 e 11 O sábado era um sinal entre o povo de Israel e Deus. Portanto obrigação dos judeus - Êx  31.13-17 Os mandamentos são todos reafirmados no Novo Testamento menos referente ao Sábado.
 
3. COMO OBSERVAR O DOMINGO?
Freqüência à Igreja - leitura da Palavra - Testemunho - Descanso - Visita aos doentes...
 
CONCLUSÃO
    A principal idéia do Dia do Senhor é que seja um dia entre os sete dias da semana separado para descanso e serviço ao Senhor. O sábado cristão é o domingo. Dia em que Deus completou o seu plano de salvação com a ressurreição de Cristo. Seja você um bom mordomo do dia do Senhor.
 Parte 7  -  Mordomia da Influência  
Mt 5.16
    O homem como um ser social exerce a ação de influir as pessoas que o cercam. A esta força denominamos “influência”, sendo esta inevitável. Sempre estaremos influenciando alguém, quer queiramos ou não. E como temos influenciado? Positivamente ou negativamente? O versículo acima afirma que temos de influenciar positivamente de tal forma que provoque nas pessoas a atitude de glorificar a Deus
 
1. O DEVER DE INFLUENCIARMOS POSITIVAMENTE
 
  Somos a carta de Cristo - II Co 3.1-6 Somos o bom perfume de Cristo - II Co 2.14-17 Alguns exemplos: At 20.24; I Ts 1.8 Influência póstuma: Hb 11.4; Mt 26.13; II Pe 1.15; At 9.36-39. “O homem não deve deixar de viver quando morre, e sim, continuar vivendo ainda mais intensamente nas vidas abençoadas pela sua influência.”
 
2. A MÁ INFLUÊNCIA
  Escandalizadora - Lc 17.1 e 2 Exemplo:  I Rs 11.4 e 21.25, I Co 5.6 e 7, II Tm 2.17 e 18
 
3. ÁREAS DE INFLUÊNCIA
  No lar - I Co 7.14, I Tm 5.8 e II Tm 1.5 Na vida profissional - Mt 5.15 e Ef 6.5-9 Na igreja - At 2.42-47 Na sociedade - Mt 5.13-15 e Mt 13.31-33
 
CONCLUSÃO
 
    Há um pensamento que afirma: “Você se torna eternamente responsável pela pessoa que cativa.” Nós devemos exercer no nosso lar, em nosso trabalho, em nossa igreja e na sociedade uma influência cristã. Não há como ficar neutro, ou influenciamos positivamente ou negativamente. Sejamos bons mordomos da força de influir.
  
  Parte 8  -  Mordomia dos Bens  
 Ec 5.19
    As pessoas quando falam acerca dos seus bens materiais, quase sempre, tratam deste assunto como algo secular sem valor espiritual. Não deve ser assim . Nesta lição trataremos do assunto sob o prisma divino revelado nas Escrituras.
 
1. O QUE A BÍBLIA FALA DOS BENS MATERIAIS ?
  Deus é o dono dos nossos bens – Ex 19.5 e 6; Sl 24.1 e Ag 2.8. A capacidade de adquirir os bens vem de Deus – Dt 8.15-18, I Cr 29.12 e Ec 5.19. Os bens tem duração limitada – Sl 39.6, Sl 49.16 e 17, I Tm 6.7.
 
2. MAU USO DOS BENS MATERIAIS
  Quando os bens são adquiridos de forma desonesta – Pv 11.1, Rm 12.17, I Pe 2.1. Quando deixa de ser servo para ser senhor do homem – Mt 19.23, Lc 16.13, I Tm 6.10 Quando leva o homem a esquecer-se de Deus – Dt 8.11-14. Expõe o homem a grandes tentações – Mt 13.22 e I Tm 6.9.
 
3. BOM USO DOS BENS MATERIAIS
  Quando são usados para a glória de Deus – I Co 10.31. “O dinheiro não pode subir aos céus mas pode realizar coisas celestiais na terra.” Quando os valores espirituais tem a primazia – I Rs 3.11-13, Mt 6.33. Quando a ajuda ao próximo é lembrada – Mt 25.31-40, At 4. 34 e 35 e I Tm 6.17-19. Termos um estilo de vida simples – I Tm 6.7-10, Mt 8.20.
 
CONCLUSÃO
    Como estudamos, os bens devem ser encarados sob o ponto de vista divino. Desta forma consagraremos os mesmos e o usaremos de forma agradável a Deus. Certa vez, Richard Foster disse que devíamos carimbar tudo o que temos com o seguinte lembrete: “Dado por Deus, prioridade de Deus, para ser usado para os propósitos de Deus.”
 
 Parte 9  -  Mordomia do Dízimo  
Pv. 3.9 e 10
    A palavra dízimo quer dizer “décima parte”. Portanto devolver a Deus a décima parte do que se ganha é dizimar. É importante entender que o dízimo deve ser uma atitude de entrega pessoal e gratidão. Não basta a devolução do dízimo. Temos que entregar a nossa vida, o nosso coração no altar de Deus. Não devemos devolver este como pagamos uma mensalidade, contas de luz e água, prestações de eletrodomésticos com medo de ter o nosso nome no “SPC divino”. A motivação que nos leva a dizimar não é o medo mas o amor a Deus.
 
1. DÍZIMO NO VELHO TESTAMENTO
  A prática do dízimo é anterior a lei mosaica – Gn 14.18-20 e 28.18-22. Cerca de duzentos e cinqüenta anos depois de Jacó em Betel, Deus orientou a Moisés instituir o dízimo na lei. Foi incorporada na lei mosaica – Lv 27.30. Foi ensinada pelos profetas – Ml 3.8-12.
 
2. DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO
  Jesus falou do dever de dizimar – Mt. 23.23 e Lc 11.42. Melquisedeque como tipo de Cristo – Hb 7.1-10. No Novo Testamento fica claro que o dízimo é o referencial mínimo para a contribuição: Mt 5:20, Mc 12.41-44; At 2.44-45 e 4.32-37, II Co 8.1-5, I Co 16.2 e Jo 6.9.
 
3. FINALIDADE DO DÍZIMO
  Manutenção da Igreja – Ml 3.10 Sustento dos obreiros – II Cr 31.4-6 e II Co 9.10-14
 
CONCLUSÃO
    Deus é dono de todos os nossos bens. “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” Ele nos pede para devolver o dízimo dando este como referencial mínimo. Ele nos ensinou “melhor dar do que receber.” Aquele que não tem o dinheiro como ídolo e, pelo contrário, serve com este, tem como conseqüência (não é troca) bênçãos dadas por Deus. “...Fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”
 

    Parte 10  -  Mordomia das Oportunidades  
Cl 4.5
    Durante a nossa existência temos várias oportunidades. Elas vem e passam. Algumas de repetem mas a maioria não. Por isto Paulo advertiu quanto ao uso das oportunidades. Certa vez Jesus perguntou a um cego: Que queres que te faça? Aquele cego teve a oportunidade de pedir qualquer coisa mas usou bem a oportunidade oferecida. Respondendo: Mestre, que eu veja.
 
1. TIPOS DE OPORTUNIDADES
  Oportunidades espontâneas Oportunidades criadas
 
2. OPORTUNIDADES DESPERDIÇADAS
II Rs 13,14-19; Mt 11. 10-24; 25.10 e Hb 12. 16 e 17
 
3. OPORTUNIDADES
  De salvação – Is 45.22, Is 55.6 e Hb 4.7b A vida – Sl 90.12 e Hb 9.27 De servir – Mt 25.44; Jo 9.4; Gl 6.7-10 De pregação - Ez 3.18,19; Mt 24.14 Do desenvolvimento da vocação - Mt 25.14-30 Profissional - Ef 6.4-9
 
CONCLUSÃO
   A vida é a mais preciosa oportunidade que Deus deu ao homem. Nela há muitas outras oportunidades. Peçamos a Deus sabedoria e visão para aproveitarmos e enxergarmos as oportunidades. Para que não lamentemos as oportunidades desperdiçadas mas louvemos a Deus pelas aproveitadas.  
Pr. Eber S. Jamil 
 

A MORDOMIA DO TEMPO

(Pr. Geziel Gomes)

Ef 5.16
 
I.                    QUE SIGNIFICA O TEMPO?
1.      Uma minúscula porção da Eternidade
2.      Deus vive na Eternidade, mas nós vivemos no tempo
3.      A Bíblia usa 452 vezes a palavra tempo
4.      Primeira menção: Gn 17.21

II.                 DEUS NOS CONSTITUIU MORDOMOS DO TEMPO
1.      Deus nos colocou dentro do Tempo, Ex 12.40;
2.      Deus nos pôs sobre o Tempo,  Et 4.14
3.      Deus nos colocou para o Tempo, II Sm 11.1
4.      Deus nos entregou o Tempo, Dt 1.6

III.               DEVEMOS SER SÁBIOS PARA COM O TEMPO
1.      Existe tempo para muitas coisas, Ec 3.
2.      Não existe tempo para orar, pregar e louvar a Deus. Todo tempo é tempo.
3.      Não se deve usar o tempo mais do que se necessita, Gn 26.8; Ec 3.1
4.      Somos mordomos do tempo. Devemos discerni-lo bem, Gn 29.7

IV.              COMO ADMINISTRAR O NOSSO TEMPO
1.      Cada um valorize o seu tempo. Não o jogue no lixo.
2.      Cada um valorize o tempo alheio
3.      Cada um faça diferença entre o URGENTE e o IMPORTANTE.
4.      Cada um ordene sua vida dentro do tempo disponível.

V.                 IDÉIAS PRÁTICAS PARA OS MORDOMOS DO TEMPO
1.      Regularmente faça balanços do uso de seu tempo.
2.      Use continuamente uma agenda. Distribua suas tarefas dentro da disponibilidade de seu tempo.
3.      Evite repetir toda perda de tempo.
4.      Louve a Deus pelo sábio uso do tempo. Colos. 4.15

 

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