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LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
ATOS DOS APÓSTOLOS - Até aos confins da terra
Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD:  Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome" (At 9.1 5,16).
 
 
VERDADE PRÁTICA
Na urgência da evangelização mundial, o Senhor JESUS continua a convocar e a capacitar vasos escolhidos para a sua seara.
 
 
LEITURA DIÁRIA
At 22.3- Paulo, o judeu de Tarso
At 26.4-5- Paulo, o fariseu de Jerusalém
At 8.3- Paulo, o perseguidor dos cristãos
At 9.1-18- A conversão de Paulo
At 9.20-22- Paulo, o ardoroso pregador
At 13.2- A vocação de Paulo
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 9.1-9
1- E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote 2- e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. 3- E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. 4- E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5- E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou JESUS, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. 6- E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. 7- E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. 8- E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. 9- E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu.
 
9.3-19 A CONVERSÃO DE PAULO (BEP). Os versículos 3-9 registram a conversão de Paulo fora da cidade de Damasco (cf. 22.3-16; 26.9-18). Que sua conversão ocorreu nessa ocasião, e não posteriormente na casa de Judas (v. 11), fica claro à luz do seguinte:
(1) Ele obedece às ordens de CRISTO (v. 6; 22.10; 26.15-19), compromete-se a ser um ministro e testemunha do evangelho (26.16) e um missionário aos gentios (26.17-19) e entrega-se à oração (v. 11).
(2) Paulo é chamado Irmão Saulo por Ananias (v. 17). Ananias percebe que Paulo é um crente que experimentou o novo nascimento (ver Jo 3.3-6), que se dedicou a CRISTO, para fazer a sua vontade e que apenas necessita ser batizado, receber a restauração da sua vista e ser cheio do ESPÍRITO SANTO (vv. 17,18; ver 9.17).
 
 
INTERAÇÃO
As autoridades religiosas de Jerusalém outorgaram a Saulo cartas que lhe garantiam o direito de prender os cristãos. Todavia, no caminho de Damasco, Saulo teve um encontro memorável com JESUS. Este encontro mudou radicalmente sua vida. Diante do Rei dos reis, Saulo, o perseguidor de cristãos, se prostra. Um dia, todos terão que se curvar diante de JESUS. As convicções religiosas de Saulo também são lançadas ao chão naquele momento. Embora cego, Saulo sai daquele encontro transformado e "enxergando" a realidade! Esse novo homem ficou três dias sem comer ou beber nada, certamente pensando em tudo que lhe aconteceu (os judeus tinham o costume de jejuar para saber a vontade de Deus). Mais tarde Paulo aprendeu o que é padecer pelo Senhor. Por intermédio desse "vaso escolhido" a igreja tornou-se basicamente gentia.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer a respeito da formação cultural de Paulo.
Explicar como se deu o encontro de Saulo com JESUS.
Compreender os propósitos da vocação de Paulo.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza a tabela da página abaixo no quadro-de-giz. Utilize-o para introduzir o primeiro tópico da lição. Enfatize o fato de que Paulo era um homem extremamente religioso, conhecedor da Lei, porém, sedento espiritualmente. A religiosidade não implica em relacionamento com DEUS. Todavia, Paulo teve um encontro com CRISTO, confessou seus pecados, entregou-se inteiramente a JESUS e passou a ter uma nova vida, que implica em um relacionamento íntimo e pessoal com JESUS, o Filho de DEUS.
 
 
COMENTÁRIOS
Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 10 - Saulo, um vaso escolhido- CPAD
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel" (At 9.15).
A conversão de Saulo foi o maior acontecimento da história da Igreja, depois do Pentecoste.
 
I. Esclareça aos alunos que a perseguição atua enquanto DEUS permite, sempre com o sublime propósito de atrair os cristãos à santidade. No momento em que o Todo-poderoso acha conveniente suspendê-Ia, ela cessa e vem o tempo de refrigério para a Igreja. Na atualidade, nós, brasileiros, gozamos da total liberdade de se pregar o Evangelho.
2. Diga-lhes que Saulo, antes de ser transformado pelo poder de DEUS, por causa de seu zelo religioso, pois pertencia ao farisaísmo, a principal seita dentro do Judaísmo, tomou-se um dos principais perseguidores dos cristãos. Mas, naquele encontro que teve com o Filho de DEUS, converteu-se ao Evangelho e tomou-se o grande apóstolo dos gentios.
3. lnforme-lhes que o apóstolo Paulo já havia sido escolhido por DEUS desde o ventre de sua mãe. No entanto, JESUS esperou o tempo certo, depois que ele perseguiu tanto os cristãos, para mostrar-Ihe o seu poder e o quanto era necessário padecer pelo seu nome. Transformado, tomou-se missionário entre os gentios.
 
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
A experiência é tudo no exercício do magistério cristão. Por isso, o professor da Escola Dominical precisa conviver diariamente com a leitura de livros tanto evangélicos como seculares, para que possa adquirir "bagagem" suficiente e tomar-se um exímio educador. Também o professor deve praticar o evangelismo e a ministração de curas, milagres e batismos no ESPÍRITO SANTO.
 
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Cerca de um ano após a morte de Estêvão, acontece a conversão de Saulo de Tarso. Chama-nos a atenção o grande poder de JESUS e a sua imensa graça. O nosso general precisava de um capitão em seu exército, e foi buscá-lo nas fileiras do Inimigo, transformando-o pelo poder sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, lapidando-o e preparando-o para ser o apóstolo dos gentios. .
 
I. QUEM ERA SAULO DE TARSO?
1. Antes de sua conversão. Tudo que sabemos dele encontramos em Atos, nas suas epístolas e em 2 Pedro 3.15. No entanto, possuímos mais dados sobre a vida de Paulo do que acerca de qualquer um dos outros apóstolos. Seu nome hebraico é Shaul, o mesmo nome do primeiro rei de Israel, que significa "pedido". Seu nome romano é Paulus, que significa "pequeno". Nasceu em Tarso, grande centro cultural da Cilícia, mas foi criado em Jerusalém, aos pés de Gamaliel (At 22.3; 26.4) e herdou de seu pai a cidadania romana (At 16.37; 21.39; 22.25). Talvez fosse membro do Sinédrio, ou pelo menos da polícia do Sinédrio.
2. Sua aparência física. Muito se tem discutido sobre a sua aparência física, mas a Bíblia nada fala a respeito. O que se costuma dizer em nosso meio é proveniente da tradição que, seguindo a obra apócrifa - Atos de Paulo, escrita na segunda metade do segundo século, diz: "E viu Paulo se aproximando, um homem pequeno de estatura, com cabelos ralos na cabeça, torto de pernas, o corpo em bom estado, com sobrancelhas ligadas, e nariz um tanto convexo, cheio de graça, pois algumas vezes ele se assemelha a um homem e algumas vezes tem o rosto de um anjo". Saulo, no tempo de sua conversão, contava talvez, trinta anos de idade.

2Co 10:10 - Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra desprezível.



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2Co 10:10 - Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra desprezível

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2 Coríntios 10:10 Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra, desprezível.
3. O inimigo implacável do Cristianismo (v. 1). Como membro do Sinédrio, tinha direito a voto (At 26.10). Por isso, votou a favor da morte de Estêvão. Antes de sua conversão, é mencionado três vezes (At 7.58; 8.1,3) como inimigo implacável da Igreja. A sua perseguição era tão feroz que procurava os discípulos até em suas casas, arrastando impiedosamente até as mulheres, encerrando-os no cárcere. Diz o versículo 1: "E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor". Isso o revela como um animal devastador, feroz e indomável. Ele mesmo declarou: E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. ... (At 26.10).
II A CONVERSÃO DE SAULO DE TARSO
1. "Cartas para Damasco" (v.2). Roma havia concedido aos judeus o direito de extradição dos criminosos fugitivos de Jerusalém. Até onde podemos ver em Atos, ser cristão naqueles dias era não só um crime religioso, mas também civil. Saulo considerava os seguidores de CRISTO subversivos. Por isso, conseguiu cartas dos "principais dos sacerdotes" (26.10) e do "sumo sacerdote" (22.5), as quais o investiu de autoridade para prender os discípulos do Senhor JESUS.
2. Na Estrada de Damasco (v. 3). Damasco, a 240 km de Jerusalém, levava cerca de uma semana de viagem. Paulo ia com uma comitiva, na tentativa de esmagar o Cristianismo, que, até então, já havia ultrapassado os limites da Judéia, Samaria e Galiléia.
Perto de Damasco, ele foi subitamente envolvido por uma luz que o derrubou por terra, e a voz de JESUS o chamou nominalmente. Ele reconheceu, imediatamente, que se tratava de algo divino, pois disse: "Quem és Senhor?" (v. 5).
3. Suposta contradição. A aparente discrepância entre Atos 9.7: "ouvindo a voz, mas não vendo ninguém" e Atos 22.9: "mas não ouviram a voz daquele que falava comigo" é meramente uma questão de tradução. O verbo grego usado para "ouvir", empregado nestas duas passagens, é akouo e significa também "entender, prestar atenção". "Procuravam ouvir o que Paulo ouvia, mas não conseguiram entender" (No meu entender - Ev. Henrique) - seria a melhor interpretação,
4. Experiência com o CRISTO vivo. Esta mudança súbita. de Saulo de Tarso tem deixado os judeus estarrecidos, até a atualidade. Muitos ficam sem entender como um homem, o qual agia ferozmente contra os cristãos, de repente passa a ser um deles, defendendo e anunciando com fervor o Cristianismo. Isso é a graça de DEUS. JESUS disse: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO" (Jo 3.8).
 
 
III. O APOSTOLADO DE PAULO
1. A visão de Ananias (vv. 10, 11). Vencido e alvejado pela graça de DEUS, Saulo foi conduzido cego para Damasco, para a rua chamada Direita, que existe ainda hoje nesta cidade. DEUS, em sua infinita sabedoria, não permitiu que a prova dessa conversão ficasse limitada apenas aos companheiros de Paulo. Por isso, revelou esse acontecimento a Ananias.
2. Temor de Ananias (13,14). Era uma reação perfeitamente normal a qualquer ser humano. Tendo conhecimento da devastação que Saulo fizera em Jerusalém, após o martírio de Estêvão, e sabedor que ele estava investido da autoridade, concedida pelo Sinédrio, para açoitar e aprisionar os discípulos, era mesmo para ficar temeroso. Ananias, porém, ainda não sabia que a graça de DEUS havia alvejado o indomável perseguidor, e o tal seria uma vaso escolhido para os propósitos divinos.
3. Requisito para o apostolado (v. 15). À luz de Atos 1.21,22, era necessário que Paulo tivesse uma chamada específica para o apostolado, a fim de que pudesse ser testemunha da ressurreição de CRISTO.
Essa exigência foi satisfeita na conversão de Saulo de Tarso, em sua experiência com o nosso Redentor. Quatro vezes Paulo declara ter visto a JESUS. Isso toma legítimo o seu apostolado (1 Co 9.1; 15.8; 2 Co 4.6; GI1.15,16).
 
 
4. Questões da crítica textual (vv.5 e 6). O texto: "duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça?" não aparece nas versões Atualizada e Revisada de Almeida, na Brasileira e na Nova Versão Internacional, por não se encontrar nos manuscritos gregos. Está na versão Corrigida, via Vulgata Latina.
Erasmo de Roterdã usou, quando preparava a primeira edição de seu Novo Testamento (em grego), lançado em 1516, pois, substituiu o grego pelo latim em certas passagens (ele não dispunha de todo o texto grego).
Esse texto de Erasmo serviu de base para a versão espanhola de Reina, a inglesa do rei Tiago, e a portuguesa de João Ferreira de Almeida. A parte do versículo 6 aparece em Atos 22.10.
Isso em nada desabona a inspiração e autenticidade da Bíblia. Os próprios críticos reconhecem essa autoridade. São variações oriundas de falhas de copistas durante catorze séculos copiando manualmente essas passagens. São coisas que não comprometem a mensagem do Evangelho, como diz a Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia: "O acúmulo inteiro de variantes não conseguiu modificar a mensagem, nem mesmo nas minúcias".
 
IV. O QUE PAULO REPRESENTA PARA O CRISTIANISMO?
1. O apostolado entre os gentios. A visão de Paulo, no ministério entre os gentios, compartilhada com Barnabé, o tornava "progressista" para a sua época, no mundo judaico, e da, mesma forma, as suas doutrinas para os padrões sociais do mundo greco-romano. Ele se tornara o principal representante da nova religião revelada. O seu conceito da divindade contrariava frontalmente as religiões politeístas de seus dias. A nova compreensão sobre o Messias mudou radicalmente sua vida e contrariava, não o Antigo Testamento, mas o que o Judaísmo pensava a respeito do Libertador.
Paulo considerava os judeus e gentios na mesma situação. Em Romanos, capítulo primeiro, ele descreve a depravação dos gentios. No segundo, a incredulidade e desobediência dos judeus. No terceiro, põe os dois povos no mesmo bojo: "Todos pecaram" (Rm 3.23). Diante disso, levou avante a ordem de JESUS: "Por que hei de enviar-te aos gentios de longe" (At 22.21).
2. As missões. Como resultado das quatro viagens missionárias de Paulo, surgiram as igrejas da Ásia e Europa. A ele deve-se a expansão do Cristianismo. Suas estratégias missionárias são ainda hoje o modelo para nós. Nenhum homem fez pelo Evangelho o que ele realizou, exceto o próprio Salvador JESUS CRISTO.
3. As epístolas. São o maior tesouro que Paulo deixou para a Igreja. São frutos de suas experiências e trabalhos, na direção do ESPÍRITO SANTO. Seus escritos ocupam um terço do Novo Testamento. Sem as suas cartas, o Cristianismo poderia ser uma mera seita do Judaísmo.
 
CONCLUSÃO
O ministério de Paulo entre os gentios, suas viagens missionárias e as epístolas escritas, o tomam o maior herói do Cristianismo. Seus exemplos devem ser seguidos pelos obreiros (1 Co 11.1) e seus ensinos obedecidos por todos os cristãos. Suas idéias continuam vivas e atuais, porque foram inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO para a Igreja em todas as épocas.
 
ENSINAMENTOS PRÁTICOS
1. Os perseguidores dos cristãos sempre agiram movidos pela ignorância, pois julgavam que prestavam um excelente serviço a DEUS ou ao regime político de seu país. No entanto, muitos deles, quando perceberam o erro que cometeram, converteram-se a CRISTO e tomaram-se uma bênção ao Evangelho.
2. Se Saulo tivesse a certeza, antes de iniciar a perseguição aos cristãos, que JESUS havia ressuscitado, jamais teria se levantado contra o povo de DEUS. Portanto, agiu por ignorância e pelo seu sentimento religioso. Por isso, JESUS o perdoou e transformou-o no grande apóstolo dos gentios.
3. Nenhum cristão, até o momento, submeteu-se ao sofrimento experimentado pelo apóstolo Paulo, após se converter ao Evangelho. Por isso, jamais murmuremos, quando vier a perseguição, pois, com certeza, o motivo de sua manifestação é o de gerar a paciência, virtude tão necessária aos filhos de DEUS.
 
 
Espada Cortante 2 - Orlando S. Boyer - CPAD - Rio de Janeiro - RJ
A conversão de Saulo de Tarso, o vulto que se tomou como o universalmente conhecido apóstolo Paulo, é um dos eventos da mais alta importância na história da Igreja, e assim, do mundo. Julga-se, com razão, importante sua conversão pelo fato desse evento ser narrado três vezes em Atos dos apóstolos: A primeira vez, como escrito por Lucas para nós, Cap. 9. A segunda vez, como contada pelo apóstolo Paulo ao grande concurso de judeus na cidade de Jerusalém, Cap. 22. A terceira vez, como narrada pelo apóstolo perante as autoridades romanas, Cap. 26.
 
A VISÃO NA ESTRADA, CAMINHO DE DAMASCO, 9.1-9.
Narram-se em Atos dos apóstolos quatro das visões de Paulo:
1) Uma de sua conversão, 9.3.
2) Outra de sua obra, 16.9.
3) Outra do seu fortalecimento, 18.9.
4) Outra de sua preservação, 27.23,24.
 
A experiência de Paulo é uma refutação terminante da idéia popular e insidiosa de que a religião nada importa, mas a vida, tudo. Vivemos conforme a nossa crença: nossa vida é moldada pelo que cremos. Saulo, o zeloso judeu, era um dos mais violentos perseguidores. Paulo, o fiel cristão, era um dos mais afetuosos perseguidos.
Saulo (v.1): Paulo, o apóstolo, era cidadão romano, nascido em Tarso (Atos 22.3), célebre cidade grega, da Cilícia. Essa metrópole, situada em um rio navegável, o Cidno, e nos desfiladeiros que davam entrada a Cilícia e a Síria, ocupavam lugar importante no mundo comercial. No tempo do apóstolo, a cidade de Tarso era famosa, também, como uma sede de cultura grega, quase igual a Atenas e a de Alexandria. Saulo cursou primeiramente em Tarso, adquirindo seu conhecimento dos costumes e da língua dos gregos que lhe servia tão praticamente em sua obra de apóstolo. De Tarso foi enviado a Jerusalém para estudar aos pés de Gamaliel (Atos 22.3), fariseu eminente. Sendo fariseu, toda a sua vida foi moldada pelas crenças peculiares a essa seita. (Lede GI 1.14; Atos 26.4,5; Fp 3.6). Conforme o costume dos judeus, que todos os filhos fossem instruídos em uma profissão para ganhar o pão quotidiano e para evitar a ociosidade, o moço foi preparado, também, na arte de fazer tendas. Que essa instrução lhe servia muito bem, vê-se em Atos 18.3; 20.34; 1 Ts 2.9. Saulo era de pura descendência judaica, um "hebreu dos hebreus" (Fp 3.5), isso é, seus pais eram judeus natos. Era, também, da "tribo de Benjamim" (Fp 3.5), a tribo que aderiu a Judá, quando as dez tribos se afastaram de DEUS e se separaram das restantes. Nunca houve, talvez, quem confiasse tanto na sua justiça própria, como Saulo de Tarso, Fp 3.4-9. Contudo era o principal dos pecadores (1 Tm 1.15), o mais violento inimigo de JESUS CRISTO, que assolava e devastava a Sua Igreja, Atos 8.3; 9.1,2; 22.4; 26.9-11. Saulo, no tempo de sua conversão, contava talvez, trinta anos de idade.* Era membro do Sinédrio, o supremo tribunal de Jerusalém.
 
E Saulo, respirando ainda... (v. 1) : É uma continuação da narração do capítulo 8.3. A fúria de Saulo não era um impulso do momento, mas uma paixão permanente. Note-se o contraste: Enquanto Filipe andava por toda a parte libertando a todos os oprimidos do diabo (cap. 8), Saulo andava por toda a parte destruindo o povo de DEUS. Aquele ardia do amor de CRISTO, este estava cheio do ódio do inferno.
Observe-se, também, o contraste entre Saulo e o eunuco. Este regressando no seu carro para sua pátria, lia as Sagradas Escrituras e meditava humildemente nelas. Aquele, viajando a uma cidade estrangeira, planejava a maneira de melhor exterminar os discípulos de JESUS que encontrasse lá. Contudo o Cordeiro de DEUS é tanto Salvador dos mais perigosos perseguidores como dos mais humildes e anelantes penitentes.
Saulo, respirando ainda ameaças e mortes (v. 1) : Saulo na sua ira contra os discípulos de CRISTO respirava ameaças e mortes como os reputados dragões das fábulas respiram fogo. Saulo de Tarso servia como um exemplo para todos os perseguidores do povo de DEUS, desde então, através dos séculos. Não se julgue que tais homens, na vida diária, são impiedosos, cruéis e sem escrúpulos. É fato bem conhecido que as autoridades da inquisição da Espanha, na qual centenas de milhares de filhos de DEUS foram queimados vivos, eram realmente homens bondosos. Contudo seu ódio ao que consideravam heresia ardia até poderem olhar com tranqüilidade os suplícios daqueles que consideravam inimigos de DEUS. O zelo religioso é força quase ilimitada e quando não governada pela ciência, toma-se uma força grandemente destrutiva. As guerras mais bárbaras são as de conquista religiosas (basta ver o que fazem os adeptos da "guerra santa" do islamismo).
Mas qual é a atitude de DEUS para com o pecador? Vê-se a resposta na vida de JESUS CRISTO na terra. Ele odeia o pecado, mas é longânimo para com o pecador. (Vede 2 Pe 3.9).
Notemos quanto Paulo fez em boa consciência, mas nas maiores trevas: Cap. 23.1; 22.4; 26.9-11; 1 Co 15.9; Gl1.13; 1 Tm 1.12,13. Compare João 16.2,6. Verdadeiramente mesmo os melhores homens estão nas profundezas das trevas enquanto permanecem afastados da Luz do Mundo, CRISTO JESUS.
Pediu-lhes cartas (v.2): Saulo, com cartas do Sinédrio no bolso e acompanhado pela polícia do Templo, viajava a Damasco, distante mais de duzentos e quarenta quilômetros de Jerusalém, onde esperava aniquilar totalmente a obra de CRISTO. Achou fácil uma vitória completa, sabendo que o governador dessa cidade estrangeira era amigo do sumo sacerdote, 2 Co 11.32. Que aconteceu às cartas que Saulo levava? Era responsável pelo cumprimento das ordens escritas pelo Sinédrio. Podemos perguntar, também: Que aconteceu a algumas promessas feitas a Satanás antes de nossa conversão?
Damasco (v.2): Das grandes cidades atuais, Damasco é a mais antiga. Menciona-se em Gn 14.15.
As vítimas que Saulo esperava destruir em Damasco eram, talvez, discípulos que fugiram da perseguição em Jerusalém, Cap. 8.1.
Se encontrasse alguns daquela seita (v.2): Ou, alguns que fossem do Caminho (Versão Almeida e Revisada). Intitulava-se a nova fé, "O caminho", termo belo e significativo. A mesma palavra grega, traduzida "seita" neste versículo, é traduzida "caminho" em João 14.6; Atos 19.9,23; 22.4; 24.22 e 2 Pe 2.2.
Quer homens quer mulheres (v.2): Apesar de Saulo crer que os homens são, por natureza, superiores às mulheres, reconhecia que, entre os discípulos de CRISTO, devia temer tanto as mulheres como os homens. Na Igreja Primitiva as mulheres eram destacadas em oração, em serviço, em caridade, no ministério do ESPÍRITO SANTO, em instruir o próximo (Atos 18.26) e em martírio. Saulo depois da sua conversão chegou a avaliar as mulheres que perseguira na incredulidade e louvou aquelas que eram suas companheiras de trabalho, Fp 4.3.
Chegando perto de Damasco (v.3): Não sabemos se viajaram a pé, ou a cavalo, ou a camelo, ou a jumento. Mas foi ao meio dia (Atos 22.6), talvez no quinto dia da viagem, que avistaram a cidade de Damasco. Descobre-se o ardor do fanatismo de Saulo e seu grupo em perseguir os discípulos de CRISTO não somente pela distância que viajaram mas pelo fato de viajarem durante as horas de mais calor, quando outros viajantes descansavam.
Subitamente o cercou um resplendor de luz do céu (v.3): Como um raio de relâmpago, mas mais intenso que excedia o esplendor do sol, ao meio dia, Atos 26.13. Saulo de Tarso foi surpreendido por uma "luz do céu"; a luz do grande holofote de DEUS atingiu esse ladrão religioso. Os maus temem a luz mais que qualquer outra coisa, João 3.20. Desde aquele momento, Saulo considerava-se a si mesmo o "prisioneiro de JESUS CRISTO", Filemom 1. A luz de DEUS, que opera no coração dos pecadores, como a Palavra de DEUS, é viva e eficaz, mais aguda que espada de dois gumes, Hb 4.12. As armas de nossa milícia não são carnais, mas são poderosíssimas, 2 Co 10.4.
Ouviu uma voz (v.4): Em língua hebraica, ou mais propriamente em aramaico misturado ao hebraico, a língua que JESUS falava na terra, Atos 26.14.
Julga-se que foi nesta ocasião que Saulo viu a JESUS. Que não somente ouviu a voz mas viu também a gloriosa Pessoa que lhe falava, está expressamente declarado por Ananias (v.17; 22.14), por Barnabé (cap. 9.27) e por ele mesmo (cap. 26.16; 1 Co 9.1; 15.8). Não foi um êxtase, viu realmente a JESUS e, humilhado por demasiado brilho da glória, lançou-se por terra. JESUS lhe apareceu na Sua glória divina e Saulo jamais se esqueceu dessa cena. Foi uma experiência que transformou por completo toda a sua vida. A conversão de Saulo, quando contemplou Aquele que perseguira, é tipo da ocasião quando os israelitas contemplarão Aquele que traspassaram. (Ap 1.7; Rm 11.26).
Saulo, Saulo... (v.4):
1) Jesus conhecia a Saulo antes de Saulo conhecer a JESUS. O Senhor nos conhece individualmente, antes de conhecermos ao Senhor.
2) O Senhor conhecia a Saulo por nome. Conhecia por nome, também, a Zaqueu (Lc 19.5), a Cornélio (Atos 10.3) e conhece a todos nós por nome e se interessa por nós constantemente.
3) Na Sua graça falou com profunda compaixão e ternura: "Saulo, Saulo..." (Compare: "Abraão, Abraão", Gn 22.11; "Jacó,Jacó", Gn 46.2; "Moisés, Moisés", Êx 3.4; "Marta, Marta", Lc 10.41). Se não percebemos a ternura com que nos fala é porque o nosso coração está fechado contra Ele.
Por que me persegues? (v.4): DEUS levou-o a ver que ninguém fere a um filho de DEUS, sem ferir a DEUS. A Igreja é o corpo de CRISTO, os membros da Igreja são membros de Seu corpo, 1 Co 12.27. Um membro não pode sofrer, sem a Cabeça do corpo sofrer também, Hb 4.15. O grande Saulo de Tarso, instruído e cheio de si mesmo, chegou a saber que não perseguia um grupo de humildes discípulos de JESUS, mas sim, perseguia o DEUS altíssimo. Podemos fazer o bem e o mal a um crente, sem fazê-Io a JESUS?
Quem és Senhor? (v.5): Saulo conhecia bem as Escrituras e naturalmente reconhecia que foi alguém do céu que lhe falava. Naturalmente se lembrava dos casos narrados em 1Sm 6.1-3; Ez 1.27,28; Dn 10.5-8; etc. Mas não sabia quem o visitara, se Gabriel, se Miguel, se o anjo do Senhor, ou se DEUS mesmo. Assim perguntou quem era.
Eu sou JESUS a quem tu persegues (v.5): Só podemos julgar que Saulo ficou grandemente estupefato. A voz do céu não respondeu que foi o Filho de DEUS que falava, nem o Messias, mas JESUS. Não existia nome que Saulo odiava mais. JESUS de Nazaré tinha sido glorificado! (Compare João 1.45,46,49,51).
Dura coisa é para ti recalcitrar contra os aguilhões (v.5; Cap. 26.14): Concluímos que na prolongada viagem, Saulo meditava sobre o que tinha visto e que a sua consciência começava a lhe acusar. Achava-se na posição do boi que, na sua obstinação, recua contra o aguilhão na mão de quem o tange; quanto mais recua contra o ferrão na mão do seu dono, tanto mais as picadas o ferem. Quanto mais Saulo lutava contra suas inevitáveis convicções, tanto mais sentia as aguilhoadas na sua consciência. Enumeramos algumas das dolorosas picadas de consciência que Saulo de Tarso teria sofrido:
1) Estêvão, denunciado por falar blasfêmias contra a Lei de DEUS, não se comportava como blasfemo. Ao contrário. DEUS fez o rosto de Estêvão brilhar com a mesma glória que adornou o rosto daquele que escreveu a Lei, Moisés. (Atos 6.11,15; Ex 34.29).
2) Se Estêvão fosse realmente um herege, que no seu apedrejamento saísse deste mundo para o inferno, como podia ele olhar para dentro dos céus e ver a glória de DEUS, Cap. 7.55.
3) Se Estêvão fosse, de fato, um inimigo das autoridades, como podia ajoelhar-se na ocasião da sua morte e orar por elas? (Cap. 7.60).
4) Não foi a vida diária, de cada um destes, que Saulo considerava hereges, um testemunho vivo e incontestável do fato de seu Mestre ser divino? (Vede 1 Pe 2.12).
5) Estêvão, autuado como transgressor da Lei, morreu com a paz dos que guardam a Lei, 7.59. Apesar do grande zelo de Saulo e de sua vida exterior irrepreensível, não tinha o gozo de espírito que vira no rosto do mártir.
Senhor, que queres que faça? (v. 6): A transformação era instantânea e profunda. Saulo, determinado a destruir a obra de DEUS o mais depressa possível, entrega-se inteiramente para fazer fervorosamente toda a vontade do mesmo JESUS, perguntando: Que desejas, Senhor, que eu faça? Era uma nova criatura. As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo, 2 Co 5.17. Saulo de Tarso ficou vencido pela "luz do evangelho da glória de CRISTO", 2 Co 4.6. (Compare Ap 1.16,17; Lc 22.61,62).
Paulo é o exemplo que DEUS coloca perante nossos olhos. O que a graça de DEUS fez para "o principal dos pecadores", essa graça nos pode fazer. Nossa exortação é que façamos o que recebemos, ouvimos e vimos desse apóstolo, Fp 4.9.
Notem-se os três itens:
1) Paulo viu a JESUS.
2) Queria saber a vontade de JESUS.
3) Gastou a vida fazendo a vontade de JESUS. A velha missão foi rejeitada (9.1); então tinha uma nova, 26.16-18. .
Ouvindo a voz, mas rum vendo ninguém (v. 7): Viram o clarão, mas não a Pessoa. Ouviram a voz, mas não as palavras.
E Saulo levantou-se da terra... (v.8): Saulo, ao levantar-se do chão e abrir os olhos, descobriu que estava cego - não via mais, "por causa do esplendor daquela luz", Atos 22.11. Esperava entrar em Damasco com aparato de membros do famoso Sinédrio. Ao contrário, foi conduzido pelas ruas da cidade, cego, abatido, desalentado, tremendo. Não ardia mais na fúria contra a Igreja, mas anelava aprender aos pés do mais humilde entre os discípulos de JESUS.
E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu (v.9): Saulo foi levado a casa de certo homem chamado Judas, que morava na rua Direita em Damasco, v.11. Lá passou três dias mergulhado em um mundo sem luz. Ecoavam as palavras, nos seus ouvidos e na sua alma, do meigo JESUS: "Por que me persegues?" Sem dúvida via novamente a grande fila de discípulos que perseguia e matara. Cada um olhava ternamente para ele enquanto soava constantemente a voz de JESUS de Nazaré: "Por que me persegues?"
Sem ver (v.9): Os olhos de Saulo foram fechados, para que abrissem os olhos da sua alma. Quantos filhos de DEUS testificaram que a cegueira dos olhos do corpo é uma das maiores bênçãos. Humilhados por esse suplício, olharam para JESUS e lhes foram abertos os olhos espirituais (comp. Ef 1.18) para contemplarem o que é infinitamente mais glorioso do que tudo aqui na terra.
Não comeu, nem bebeu (v.9): A experiência de Saulo de Tarso foi tal que o abalou até não desejar comer durante três dias. Mas não apenas o abalou, levou-o, também, a ter fome espiritual. Podia dizer como JESUS: "Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis",João 4.32. Há ocasiões em que as coisas celestiais estão tão apetecíveis que não queremos qualquer coisa terrestre.
E esteve três dias sem ver (v. 9): Jonas esteve três dias no ventre da baleia; e se levantou para um novo ministério. CRISTO esteve três dias no seio da terra; e ressuscitou para uma nova vida. Igualmente, Saulo esteve três dias sem ver, sem comer e nem beber; e saiu para uma nova obra.
Não nos descuidemos do ensejo, se obrigados a desistir de qualquer atividade, para examinar-nos a nós mesmos e nos renovar espiritualmente.
 
 
Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
A conversão e a chamada de Paulo (9:1-19a).
 
Filipe desaparece abruptamente da história e, de modo igualmente abrupto, reaparece o jovem chamado Saulo, em feroz perseguição aos cristãos. No caminho de Damasco, viu uma luz ofuscante, e ouviu a voz de JESUS que o ordenou a cessar de persegui-lo e a dispor-se a fazer coisa nova. Entrementes, um discípulo em Damasco estava sendo preparado para ir encontrar-se com ele e transmitir a ele a cura da sua cegueira e o batismo como cristão. A Ananias foi revelado que Saulo seria uma testemunha de JESUS diante de gentios e judeus, e que sofreria por amor a JESUS.
A substância da história é narrada duas vezes mais, no discurso de Paulo, diante da multidão em Jerusalém em 22:3-16, e no seu testemunho diante de Agripa e Festo em 26:4-18.99. Estas duas narrativas são feitas na primeira pessoa, e mostram certa quantidade de variações, por aquilo que omitem e acrescentam em comparação com a presente versão da história. Embora críticos do passado tenham debatido se Lucas tinha até três versões separadas da história, a tendência atual (associada com a suposição de que Lucas não dava transcrições literais dos vários discursos de Paulo, é alegar que Lucas possuía uma só versão da história, e que a apresentou de três modos diferentes. Se for correto este ponto de vista, seguir-se-á que não temos o problema de harmonizar duas ou mais versões da história, que talvez tenham diferenças significantes entre si; pelo contrário, as diferenças são meramente literárias - o próprio Lucas não via nelas problema algum.
O fato de Paulo ter sido convertido e ter recebido a chamada para ser um missionário está fora de dúvida. Ele mesmo se refere ao fato em 1 Coríntios 15:8-9; Gálatas 1:12-17; Filipenses 3:3-7; e 1 Timóteo 1:12-16. Estas passagens descrevem como Paulo tinha sido um perseguidor da igreja que, tendo uma visão de JESUS, veio a ser chamado para o apostolado (cf. 1 Co 9:1) e convocado para pregar aos gentios. A partir de Gálatas 1:16-17, pode-se deduzir que, imediatamente depois da sua chamada, foi para Damasco e, depois de uma visita a Arábia, voltou para Damasco. A narrativa em Atos dá mais detalhes deste evento, e deve ficar claro que as versões dele, dadas por Lucas e Paulo, estão de acordo essencial quanto aos aspectos básicos. Os problemas que surgem dizem respeito ao modo de a história ser contada em Atos. Qualquer narrativa daquilo que aconteceu deve ter vindo, em última análise, de Paulo e Ananias. A história em Atos pode ser compreendida como narrativa baseada nas palavras de Paulo, embora ele mesmo não cite tantos detalhes nas suas Epístolas? Não vemos qualquer dificuldade real em responder afirmativamente a esta pergunta. A história, no entanto, mostra certo número de aspectos em comum com as lendas judaicas:
(1) de Heliodoro, cuja tentativa de furtar dinheiro da tesouraria do templo foi impedida pela visão de um cavaleiro celestial que o fez cair por terra (2 Macabeus cap. 3), bem como da conversão de Asenate, a esposa egípcia de José (no romance José e Asenate). É provável que o máximo que se pode deduzir destas semelhanças é que o modo de a história ser contada tenha sido influenciado pelas formas das lendas judaicas, mas a historicidade básica da narrativa permanece inalterada. Deve-se observar, no entanto, que as diferenças entre as três narrativas em Atos, especialmente no modo em que JESUS dá a Paulo a comissão divina, na estrada no Cap. 26, mas somente numa etapa posterior, por Ananias em Damasco, nos caps. 9 e 22, demonstram que, em cada ocasião, Lucas não procura nos dar uma narrativa dos detalhes precisos daquilo que aconteceu mas, sim, a natureza e significância gerais do evento.
1-2. A história começa lembrando-nos a atividade perseguidora movida por Paulo que foi descrita em 8:3. A implicação é que não estava satisfeito com os resultados da campanha em Jerusalém, ainda estava ansioso por fazer mais. Andava dizendo o que faria aos cristãos se não cessassem as suas atividades: a saber, que os mandaria assassinar. É problemático se tinha a autoridade para executá-Ios legalmente (ver 22:4; 26:10), e talvez a referência diga respeito àquilo que gostaria de fazer aos cristãos. Visto que muitos deles tinham fugido de Jerusalém, resolveu persegui-Ios e trazê-Ios de volta como prisioneiros para Jerusalém. Para tanto, procurou autoridade da parte do sumo sacerdote (seria Caifás, 18-37 d.C., neste caso) para ir às comunidades judaicas em Damasco. Damasco era uma cidade "importante, cerca de 242 km de Jerusalém, com uma população judaica de consideráveis proporções. Estava dentro da jurisdição da província romana da Síria, e formava parte de Decápolis, uma liga de cidades auto-governadas. Em 2 Coríntios 11:32, Paulo fala de um etnarca de Aretas, rei dos árabes nabateus, que guardava a cidade para impedir que Paulo dela escapasse. Não fica claro se este oficial era preposto do rei, residindo em Damasco para cuidar dos interesses dos árabes ali, ou se Damasco naqueles tempos estava sob o controle da Nabatéia.
De qualquer maneira, as comunidades judaicas devem ter tido certos direitos de manter a lei e a ordem entre si mesmas. O problema que surge é se o sumo sacerdote tinha autoridade para intervir nos assuntos delas. Haenchen (pág. 320 n. 2) argumenta com razão que estudiosos anteriores tinham tirado deduções indevidas de passagens tais como 1 Macabeus 15:15-21, que trata de uma situação diferente e muito anterior; quando, porém, argumenta que Lucas fazia parte do número daqueles que interpretavam erroneamente a 1 Macabeus, não precisamos concordar com ele. Provavelmente Hanson, pág. 112, esteja mais perto da verdade quando sugere que Paulo tinha "autorização do Sinédrio para ferir e até mesmo seqüestrar os cristãos de destaque, se conseguisse fazê-Ia impunemente.
A descrição dos cristãos como sendo "os que eram do Caminho" é uma peculiaridade de Atos. Pressupõe o emprego do termo "o Caminho" para significar, na realidade, o "Cristianismo" (19:9, 23; 22:4; 24:14,22). Por detrás deste termo, há, outrossim, a idéia do "caminho do Senhor - de DEUS" (18:25-26), como o "caminho da salvação" (16:17). DEUS indicou o caminho ou modo de vida que os homens devem seguir se desejam ser salvos (cf.. Mc 12:14); a declaração dos cristãos de que o caminho deles era aquele indicado por DEUS levou ao uso absoluto do termo, como aqui. É interessante que a palavra se empregava de modo muito semelhante na seita de Cumram (1QS 9:17-18; 10:21; 11:13), bem como por outros grupos religiosos.
Paulo estava bem adiantado no caminho para Damasco quando foi parado de repente.
Cerca do meio-dia (22:6), sem qualquer aviso prévio, viu-se cercado por uma luz que brilhava intensamente, e ouviu uma voz que lhe falava. Estes são dois aspectos que se pode esperar numa revelação divina. A luz brilhante deve ser entendida como expressão da glória divina, e, visto que se sustenta geralmente que nenhum homem pode ver a DEUS, não é surpreendente que o efeito da luz fosse a cegueira. De modo semelhante, quando Pedro estava na prisão, seu visitante angelical veio acompanhado por uma luz brilhante (12:7; cf. Mt 17 :5). A voz também é característica da revelação divina (e.g.:h 3:1-6; Is 6:8; Lc 3:22; 9:35), mas aqui é especificamente a voz de JESUS. Pode-se dizer, portanto, que Paulo teve um encontro com o JESUS ressurreto, no qual ouviu Sua voz. Noutros trechos, Paulo diz que DEUS lhe revelou Seu Filho (Gl 1:16), mas também vai além, e fala em ver a JESUS (1 Co 9:1; cf. 15:8). Tendo em vista 9:27; 22:14-15 e 26:16, não pode haver dúvida alguma de que a presente passagem deva ser interpretada deste modo. Lucas, no entanto, não nos informa em que forma JESUS foi visto por Paulo, e pode ser relevante o fato que Paulo precisou perguntar pela identidade de quem falava. A narrativa diz respeito a uma revelação de JESUS vindo do céu, mais do que uma aparência de JESUS antes da Sua ascensão, e, portanto, não devemos imaginar que JESUS surgisse numa forma que (por exemplo) pudesse ser confundida com a de um viajante comum (Lc 24:15). Toda a ênfase na presente narrativa recai sobre aquilo que foi falado a Paulo. "Porque me persegues?" é uma pergunta que diz respeito ao propósito imediato de Paulo e indica que, embora este pensasse que estava meramente atacando um grupo de homens por seu modo herético de adorar a DEUS, estava na realidade atacando um grupo que tinha um porta-voz e representante celestial; atacar aos cristãos era atacar esta figura celestial.
5-6. A reação de Paulo foi de surpresa: "Quem és tu, Senhor?" não indica, necessariamente, o reconhecimento da identidade de quem fala; "Senhor" seria o trato de reverência que normalmente seria usado para responder a qualquer ser celeste (10:4). A resposta que Paulo recebeu mostrou que era JESUS quem falava, e a quem perseguiu. Logo, o efeito da visão foi indicar a Saulo, que ao perseguir os cristãos, estava perseguindo a JESUS (Lc 10:16), mas, acima de tudo, ao perseguir a JESUS, estava perseguindo Aquele que tinha posição divina, vindicado e sustentado por DEUS. O zelo de Paulo em prol da causa de DEUS tornou-se em ataque contra DEUS, que ressuscitara JESUS dentre os mortos. Semelhante modo de vida não poderia continuar; devia levantar-se e ir à cidade, onde receberia novas instruções acerca da sua tarefa futura. É um mandamento soberano, e supõe-se que Paulo obedeceria se realmente se preocupasse em servir a DEUS.
A conversação é relatada em termos algo diferentes nas narrativas paralelas, mas não há discrepância básica no contexto geral daquilo que é dito em cada cena no seu todo; o que Ananias disse a Paulo, mais tarde, nesta narrativa, é o equivalente daquilo que lhe foi dito na estrada de Damasco em 26:16-27.
7. A revelação foi dada somente a Paulo, e seus companheiros não participaram dela; mesmo assim, eram testemunhas de que acontecera algo de incomum (Conzelman, pág. 58). Pararam emudecidos, quando ouviram o som de uma voz, mas não viram a ninguém. Conforme 26:14, viram a luz e caíram por terra, e, segundo 22:9, viram a luz, mas não ouviram a voz. Bruce, (Livro, pág. 197) sugere que nesta passagem, a voz significa a voz de Paulo, e que seus companheiros ficaram surpresos ao ouvi-Io conversar com um interlocutor invisível; mas isto não parece muito provável pois o comentário segue imediatamente após a declaração de JESUS, e se assemelha, na linguagem, a 22:9.
8.9. Para Paulo, fechar os olhos ao ser ferido pela luz brilhante, seria uma ação reflexa instintiva. Ao abri-los depois, ainda continuou sem ver; isto, por si só, não seria desnatural, mas o modo de a cura mais tarde ser dada sugere que era provavelmente sobrenatural. Na sua fraqueza, Paulo precisou ser guiado pelos seus companheiros, e assim chegou a Damasco. Ali, jejuou durante três dias, sem dúvida ainda vencido pelo choque, e provavelmente como penitência à medida em que percebia ainda mais a enormidade das suas ações.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
INTRODUÇÃO
Paulo é considerado, depois de JESUS, o personagem mais importante da história da Igreja Cristã (At 24.5).
I. SAULO DE TARSO
1. A formação cultural de Paulo.
2. Paulo, cidadão romano.
II. CONVERSÃO DE PAULO
1. O Encontro com JESUS.
2. Ananias visita a Paulo.
3. Saulo, de perseguidor a perseguido.
III- PROPÓSITOS DA VOCAÇÃO DE PAULO
1. Conhecer a vontade de DEUS.
2. Tornar-se ministro e testemunha de JESUS.
3. Sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.
CONCLUSÃO
Você foi chamado para anunciar a mensagem da cruz? Obedeça, já. É o tempo de segar.
 
REFLEXÃO
"Lutamos contra o nosso próprio bem, quando lutamos contra DEUS." Myer Pearlman
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) A formação cultural e religiosa de Paulo foi importante para a realização da obra de evangelização dos gentios e judeus.
SINOPSE DO TÓPICO (2) Paulo teve um encontro com JESUS quando se dirigia para Damasco, na Síria, a fim de prender os cristãos.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Os propósitos da vocação de Paulo era que ele conhecesse a vontade divina. se tornasse uma testemunha e sofresse a favor de CRISTO e do evangelho.
 
SUBSÍDIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Teológico - A conversão de Saulo
"Saulo (posteriormente chamado de Paulo, o equivalente grego do nome 'Saulo'), que é mencionado pela primeira vez como tendo participado do apedrejamento de Estêvão era tão zeloso das suas crenças religiosas que iniciou uma campanha de perseguição contra todos os que acreditavam em CRISTO, todos que eram do 'Caminho' (versão RA) (veja o testemunho de Paulo em Filipenses 3.6). A expressão 'o Caminho' se referia ao 'caminho do Senhor' ou '0 caminho da salvação'. Por que os judeus em Jerusalém queriam perseguir os cristãos a uma distância tão grande como Damasco? Há várias possibilidades:
(1 ) para prender os cristãos que tinham fugido;
(2) para evitar a chegada do cristianismo a outras cidades importantes; e
(3) para impedir que os cristãos causassem qualquer problema com Roma. [...] Damasco [era] uma cidade comercial importante, estava situada cerca de 280 quilômetros a nordeste de Jerusalém, na província romana da Síria. [...] Saulo pode ter pensado que ao eliminar o cristianismo em Damasco, ele poderia impedir a sua disseminação a outras regiões. Já próximo do seu destino, quase ao meio-dia, quando o sol estava a pino [...], Saulo repentinamente se encontrou cercado por um resplendor de luz. Embora o texto não afirme abertamente que Saulo viu a CRISTO, este fato fica implícito, uma vez que ver o Senhor ressuscitado era um requisito para o apostolado do Novo Testamento (1 Co 9.1 ; 15.8)" (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol.l..ed. RJ: CPAD, 2009, pp.662-63).
 
VOCABULÁRIO
Linguagem: Sistema organizado de comunicação por sinais entre indivíduos.
SAIBA MAIS na Revista Ensinador Cristão CPAD. nº 45, p. 40.
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 9 - A CONVERSÃO DE PAULO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
  
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um ___________________ escolhido para levar o meu nome diante dos _____________________, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve ___________________________ pelo meu nome" (At 9.1 5,16).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Na ________________________ da evangelização mundial, o Senhor JESUS continua a ___________________________ e a __________________________ vasos escolhidos para a sua seara.

 

 

3- Quem é considerado, depois de JESUS, o personagem mais importante da história da Igreja Cristã (At 24.5)? Por que?

(    ) Paulo.

(    ) Pedro.

(    ) Ele escreveu quase a metade dos livros do Novo Testamento.

(    ) Foi responsável direto pela evangelização dos gentios.

(    ) Dezessete dos vinte e oito capítulos de Atos dos Apóstolos são dedicados à conversão e ao ministério do apóstolo dos gentios.

(    ) Sabemos mais a respeito de Pedro do que dos demais apóstolos.

(    ) Sabemos mais a respeito de Paulo do que dos demais apóstolos.

 

I. SAULO DE TARSO

4- Quem era Paulo?

(    ) Na comunidade helênica, Paulo era conhecido por um nome em hebreu: Paulus.

(    ) Na comunidade judaica, Paulo era conhecido por um nome em hebreu: Saulo.

(    ) Ele provinha de uma família belemita que, apesar de viver na Diáspora, era mui fiel à tradição.

(    ) Ele provinha de uma família benjamita que, apesar de viver na Diáspora, era mui fiel à tradição.

(    ) Tendo em vista sua formação cultural e religiosa, mostrou-se mais do que hábil para atuar como o apóstolo dos gentios.

 

5- Qual era a formação cultural de Paulo?

(    ) Instruído aos pés de Caifás, o sumo-sacerdote.

(    ) Instruído aos pés de Gamaliel.

(    ) Saulo pertencia ao partido religioso mais conceituado do Judaísmo - os fariseus

(    ) Ele conhecia profunda e intimamente o Antigo Testamento.

(    ) Ele conhecia profunda e intimamente as tradições de seu povo.

(    ) Ele conhecia profunda e intimamente a língua hebraica (At 22.1,2).

(    ) Era tão bem versado no meio religioso de Israel que, dos principais sacerdotes, recebera autorização para perseguir os discípulos de CRISTO (At 26.10).

(    ) As evidências indicam que Paulo cursou a universidade de Jerusalém.

(    ) As evidências indicam que Paulo cursou a universidade de Tarso.

(    ) Haja vista o seu domínio do idioma grego e dos autores clássicos, dos quais cita pelo menos dois: Aratos e Epimênides (At 17.28; Tt 1.12).

(    ) Cidadão romano, falava também mui provavelmente o latim.

 

6- Por que Paulo se apresentava como cidadão romano?

(    ) Paulo era natural de Antioquia, na Síria.

(    ) Paulo era natural de Tarso, na Cilícia.

(    ) Paulo tornara-se, por nascimento, cidadão de Roma, pois a cidade era província romana.

 

7- Naquele tempo, a nacionalidade romana era adquirida de três maneiras: quais são (At 22.28; 23.27; 24.7,22)?

(    ) Por favor imerecido.

(    ) Por direito de nascença.

(    ) Por concessão imperial.

(    ) Por aquisição pecuniária.

 

8- Embora conhecesse muito bem os seus direitos como romano (At 22.25-29; 25.10-12,21,27), qual a cidadania que Paulo preferia?

(    ) A cidadania judaica, mais importante do que os privilégios concedidos pelos romanos.

(    ) A cidadania celeste, mais importante do que os privilégios concedidos pelos homens.

(    ) Esta é a razão pela qual renunciou a todas as regalias terrenas para assumir a cruz de CRISTO.

 

II. A CONVERSÃO DE PAULO

9- Como foi a conversão de Paulo, que está narrada em três capítulos de Atos dos Apóstolos (9.3-18; 22.6-21 e 26.12-18)?

(    ) Encontro com JESUS, Pedro visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.

(    ) Encontro com JESUS, Ananias visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.

(    ) Encontro com JESUS, Cornélio visita a Paulo e Saulo, de perseguidor, passa a ser perseguido.

 

10- Como foi o encontro de Paulo com JESUS? Complete:

Saulo solicita autorização aos principais sacerdotes, a fim de _________________________ os discípulos de CRISTO que se achavam em ________________________ (At 9.1-2; 22.5;26.10-11). Já próximo da cidade, ele e seus companheiros são envolvidos subitamente por uma luz do céu, muito mais forte que o _______________________ (At 9.3; 22.6; 26.13). E todos caem por terra (At 9.4;22.7;26.14). Em língua ________________________, JESUS deu-se-lhe a conhecer (At 26.14,1 5). Os que o acompanhavam não viram a ninguém. Aturdidos, ouviram, sim, a voz, mas não entenderam a mensagem (At 9.7; 22.9; cf. Jo 12.28-30). Paulo, então, é ____________________________ por JESUS CRISTO (At 9.5; 22.7; 26.14,15) e por este é comissionado a levar o evangelho tanto aos filhos de Israel como aos gentios (At 26.16-18). Em seguida, o Senhor orienta-o a seguir viagem até ________________________, onde receberia novas instruções (At 9.6; 22.10). Erguendo-se, Saulo nada ________________________. Conduzido por seus auxiliares até _____________________, na cidade permanece durante três dias sem nada ver, sem nada comer e sem nada beber (At 9.8,9; 22.11).

 

11- Como foi a visita de Ananias a Paulo? Complete:

O Senhor em ___________________ aparece a Ananias, homem piedoso e justo que morava em ___________________________, e ordena-lhe que vá à casa de _____________________, que ficava na rua Direita, e pergunte "por um homem de _______________________ chamado Saulo". Naquele instante, este orava e via numa ___________________________ a Ananias que, entrando em seus aposentos, impunha-lhe as mãos para que voltasse a enxergar (At 9.10-12; 22.12). Ananias, então, retruca. Sabe ele qual o propósito de Paulo na cidade (At 9.1 3-14). O Senhor, porém, afiança-lhe que o perseguidor será doravante um _________________________ escolhido para tornar o evangelho conhecido em todo o mundo (At 9.15-16; 26.16-18). Imediatamente Ananias vai ao encontro de Saulo e, impondo-lhe as mãos, confirma a _________________________ que ele recebera do Senhor, recobra-lhe a visão e batiza-o (At 9.17-18; 22.13-16).

 

12- Como era a situação de Paulo agora? Saulo, de perseguidor a perseguido. Complete:

Já refeito, Saulo busca congregar-se com os irmãos em ______________________ (At 9.19). Apesar dos temores iniciais, os discípulos acabam por estender-lhe a ________________________ de comunhão. Em ato contínuo, põe-se ele a testemunhar de CRISTO a todos nas __________________________ da cidade (At 9.20). Os judeus perturbam-se com a sua _____________________________ (At 9.21-22). E intentam tirar-lhe a _______________________ (At 9.23).Tal plano chega ao conhecimento de Saulo (At 9.23-24). Para o livrarem da cilada, os irmãos descem-no de noite num __________________________ pelo muro (At 9.25). E ele segue em direção a Jerusalém (At 9.26; 22.17).

 

III. PROPÓSITOS DA VOCAÇÃO DE PAULO

13- Quais os propósitos da vocação de Paulo (chamada)?

(    ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se cristão judaizante e sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.

(    ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se pastor e auxiliar de JESUS e viver do evangelho.

(    ) Conhecer a vontade de DEUS, tornar-se ministro e testemunha de JESUS e sofrer a favor de CRISTO e do evangelho.

 

14- Paulo teria que conhecer a vontade de DEUS concernente a que?

(    ) Concernente aos gentios, a Igreja e o mundo.

(    ) Concernente aos gregos, a Igreja e o mundo.

(    ) Concernente a Israel, a Igreja e o mundo.

 

15- Mais tarde, em sua Epístola aos Efésios, Paulo revela a sua compreensão concernente à Igreja de DEUS, Qual é?

(    ) Que a Igreja seria formada por uma nação, a saber, de judeus convertidos ao evangelho.

(    ) Que a Igreja seria formada por uma nação, a saber, de gentios convertidos ao evangelho.

(    ) Que a Igreja seria formada não por uma nação, mas constituída igualmente por judeus e gentios.

 

16- Paulo tornar-se ministro e testemunha de JESUS. Complete:

Consciente de sua ____________________________, põe-se Paulo a testemunhar de CRISTO não somente diante dos gentios, mas também perante _____________________. Faz ele _____________________________ do evangelho ante os reis e filósofos. É um verdadeiro __________________________ de DEUS (At 9.15; 22.15,21; 26.1618).

 

17- Como Paulo passa a sofrer a favor de CRISTO e do evangelho? Complete:

Em virtude de sua ________________________________, muito sofre por amor a CRISTO (GI 6.1 7). O que dantes perseguira a Igreja de CRISTO, vê-se de repente ____________________ por causa deste mesmo nome. No capitulo 11 de sua Segunda Epístola aos __________________________, discorre ele acerca das muitas perseguições por ele sofridas, quer por parte de seus ___________________________, quer por parte dos gentios. Mesmo perseguido, o evangelho foi poderosamente anunciado através de suas ______________________ e sofrimentos.

 

CONCLUSÃO

18- Complete:

A ____________________________ e vocação de Paulo ensinam-nos que DEUS chama e capacita a quem ele quer para ______________________ específicos. Ele transforma o mais terrível dos homens num "vaso escolhido", a fim de que proclame o seu ________________________ até aos confins da terra.

 
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