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Lição 9 - Suportando a Tribulação

 

 

Questionário
 
 
Texto Áureo:
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?”(Rm 8.35).
Rm 5.3 NOS GLORIAMOS NAS TRIBULAÇÕES. Paulo alista "tribulações" como uma das bênçãos da salvação em Cristo. 
(1) A palavra "tribulação" refere-se a todos os tipos de provações que podem nos afligir. Isto inclui coisas como necessidades financeiras ou materiais, circunstâncias difíceis, tristeza, enfermidade, perseguição, maus tratos ou solidão. 
(2) Em meio a estas aflições, a graça de Deus nos capacita a buscar mais diligentemente a sua face e produz em nós um espírito e caráter perseverantes, que vencem as provações e as aflições da vida. A tribulação, ao invés de nos levar ao desespero e à desesperança, produz a paciência (v. 3), a paciência produz a experiência (v. 4), e a experiência resulta numa esperança madura que não decepciona (v. 5). (3) A graça de Deus nos capacita a olhar além dos nossos problemas presentes, nossa ardente esperança em Deus e a certeza garantida da volta do nosso Senhor para estabelecer a justiça e a piedade no novo céu e nova terra (1 Ts 4.13; Ap 19-22). Entrementes, enquanto estivermos na terra, temos o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo a fim de nos consolar em nossas provações e trazer até nós a presença de Cristo (Jo 14.16-23)
Verdade Prática:
A tribulação é um treinamento através do qual Deus aperfeiçoa o caráter do crente, fortalecendo sua fé.
Aflições e calamidades não significam, decerto, que Deus nos abandonou, nem que Ele deixou de nos amar (v. 35). Pelo contrário, nosso sofrimento como crentes, abrir-nos-á o caminho pelo qual experimentaremos mais do amor e consolo de Deus (2 Co 1.4,5). Paulo nos garante que venceremos em todas essas adversidades e que seremos mais que vencedores por meio de Cristo (vv. 37-39; cf. Mt 5.10-12; Fp 1.29).
 
Leitura Diária:
Segunda Jó 15.24 Assombrado pela tribulação
Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja
O crente pode às vezes se assombrar por causa de tanta tribulação, mas quando se lembra de que DEUS está com ele e o está ajudando é como Davi encarando o gigante Golias, "Vou a ti em nome do Senhor dos exércitos."

Terça  Sl 107.28 Clamando na tribulação
Então, clamam ao SENHOR na sua tribulação, e ele os livra das suas angústias.
É preciso, nessas horas de tribulação lembrarmo-nos de quem nos livra de todas as aflições, nós não podemos resolver sozinhos, mas ELE pode.
 
Quarta Is 33.2 Salvação na tribulação
SENHOR, tem misericórdia de nós! Por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação em tempos de tribulação.
Que maravilha quando o crente confia no livramento do Senhor e nele descansa.

Quinta Mc 4.17 Escandalizados na tribulação
mas não têm raiz em si mesmos; antes, são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam
Existem crentes que não conseguem esperar com paciência pelo fim de sua provação, perdendo assim, a bênção de se sentir mais do que vencedor; quantos desistem quase na hora do livramento perdendo a chance de crescer na graça e no conhecimento do Senhor.
 
Sexta Rm 12.12 Pacientes na tribulação
alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
Ficar alegre pela certeza de vitória, esperando a hora de DEUS, mas sempre velando na oração e confiança.
 
Sábado 2 Co 1.4 Consolo na tribulação
que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.
1.4 NOS CONSOLA EM TODA A NOSSA TRIBULAÇÃO. A palavra "consolar", aqui, (gr. paraklesis), significa colocar-se ao lado de uma pessoa, encorajando-a e ajudando-a em tempos de aflição. Deus desempenha incomparavelmente esse papel, pois Ele envia aos seus filhos o Espírito Santo, que é chamado "O Consolador" (gr. Parakletos; ver Jo 14.16). O apóstolo aprendeu, nas suas muitas aflições, que nenhum sofrimento, por severo que seja, poderá separar o crente dos cuidados e da compaixão do seu Pai celeste (Rm 8.35-39). Deus, às vezes, permite que haja aflições em nossa vida, a fim de que, tendo experimentado seu consolo, possamos também consolar outros nas suas aflições
 
Leitura Bíblica em Classe: 
Rm 5.1-5 = 1 Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
2 pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a 
paciência; 4 e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. 5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.
5.1 SENDO POIS JUSTIFICADOS. A justificação pela fé produz vários resultados no crente: a paz com Deus, a graça, a esperança, a firmeza, as tribulações, o amor de Deus, o Espírito Santo, o livramento da ira, a reconciliação com Deus, a salvação pela vida e presença de Jesus e o regozijo em Deus (vv. 1-11)
5.3 NOS GLORIAMOS NAS TRIBULAÇÕES. Paulo alista "tribulações" como uma das bênçãos da salvação em Cristo. (1) A palavra "tribulação" refere-se a todos os tipos de provações que podem nos afligir. Isto inclui coisas como necessidades financeiras ou materiais, circunstâncias difíceis, tristeza, enfermidade, perseguição, maus tratos ou solidão.
(2) Em meio a estas aflições, a graça de Deus nos capacita a buscar mais diligentemente a sua face e produz em nós um espírito e caráter perseverantes, que vencem as provações e as aflições da vida. A tribulação, ao invés de nos levar ao desespero e à desesperança, produz a paciência (v. 3), a paciência produz a experiência (v. 4), e a experiência resulta numa esperança madura que não decepciona (v. 5).
(3) A graça de Deus nos capacita a olhar além dos nossos problemas presentes, nossa ardente esperança em Deus e a certeza garantida da volta do nosso Senhor para estabelecer a justiça e a piedade no novo céu e nova terra (1 Ts 4.13; Ap 19-22). Entrementes, enquanto estivermos na terra, temos o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo a fim de nos consolar em nossas provações e trazer até nós a presença de Cristo (Jo 14.16-23)
5.5 O AMOR DE DEUS... EM NOSSO CORAÇÃO. Os cristãos experimentam o amor de Deus nos seus corações, pelo Espírito Santo; especialmente em tempos de aflição. O verbo "derramar" está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando que o Espírito continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa experiência sempre presente do amor de Deus, que nos sustenta na tribulação (v. 3) e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória 
(vv. 4,5). A volta de Cristo para nos buscar é certa (cf. 8.17; Jo 14.3

Rm 8.35,37-39 = 35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. 38 Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!
8.36 COMO OVELHAS PARA O MATADOURO. As adversidades alistadas pelo apóstolo nos versículos 35,36 têm sido experimentadas pelo povo de Deus através dos tempos (At 14.22; 2 Co11.23-29; Hb 11.35-38). Nenhum crente deve estranhar o fato de experimentar adversidades, perseguição, fome, pobreza ou perigo. Aflições e calamidades não significam, decerto, que Deus nos abandonou, nem que Ele deixou de nos amar (v. 35). Pelo contrário, nosso sofrimento como crentes, abrir-nos-á o caminho pelo qual experimentaremos mais do amor e consolo de Deus (2 Co 1.4,5). Paulo nos garante que venceremos em todas essas adversidades e que seremos mais que vencedores por meio de Cristo (vv. 37-39; cf. Mt 5.10-12; Fp 1.29).
8.39 O AMOR DE DEUS... EM CRISTO JESUS NOSSO SENHOR. Se alguém fracassar na sua vida espiritual, não será por falta da graça e amor divinos (vv. 31-34), nem por causa de poderes do mal ou adversidades demais (vv. 35-39), mas porque tal pessoa foi negligente na sua comunhão com Cristo (ver Jo 15.6 nota). Somente "em Cristo Jesus" é que o amor de Deus foi manifestado e somente nEle o desfrutamos. Somente à medida em que permanecemos em Cristo Jesus como "nosso Senhor" é que poderemos ter a certeza de que nunca seremos separados do amor de Deus.
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Identificar os direitos inerentes aos salvos.
2-Citar as três lições extraídas da tribulação.
3-Definir paciência, experiência e esperança.
 
Comentários:   INTRODUÇÃO
Jesus não nos prometeu “um mar de rosas” nesta vida. Disse que no mundo teríamos aflições (Jo16.33). Mesmo assim, por sua imensa bondade, assegurou-nos bênçãos, alegria, saúde e paz. Quando vêm tristezas e angústias, muitos ficam decepcionados e abandonam a carreira cristã. Mas a Bíblia nos ensina que, quando estamos no centro da vontade de 
Deus, as tribulações têm efeito positivo. 
I. A ESCOLA DA TRIBULAÇÃO
A palavra tribulação significa originalmente aflição, sofrimento, provação moral e adversidade. Também denota contrariedade, amargura e tormento. Entretanto, lições preciosas podemos extrair da tribulação como vemos em Romanos 5.1-5; Salmos 119.67,71 e Isaías 38.17.
 
1. A lição da paciência. 
Paciência é longanimidade. Literalmente significa ânimo longo.
Paciência, tolerância e longanimidade são virtudes gêmeas e muito necessárias para os dias que vivemos hoje. Aprendemos a ser imediatistas. Queremos que tudo se resolva da maneira mais rápida possível. Queremos que todos se adequem ao nosso estilo e façam somente o que esperamos que eles façam. Por isso, aprendemos a ser tão intolerantes e impacientes.
E uma virtude cristã das mais trabalhosas. Se alguém pedir ao Senhor que lhe dê paciência, pode crer que logo estará diante de situações que, com certeza, vão exigir atitudes pacientes. Porque a paciência e a tolerância são aprendidas na prática.
José foi paciente, sabendo esperar a solução de Deus para os dias em que ficou preso injustamente, preso sob a acusação de ter feito o que não fez.
 Davi foi paciente, sabendo esperar em Deus quando Saul o perseguia, tendo a oportunidade de resolver tudo de maneira violenta, mas preferindo a ação divina.
Jó foi paciente para atravessar todas aquelas provações pelas quais passou, principalmente paciente em ouvir as acusações dos seus amigos de coisas que ele sabia não haver praticado.
 
2. A lição da experiência (Rm 5.4a). 
3. A lição da esperança (Rm 5.4b). 
a) O crente fiel não se desespera. 
4. O exame de suficiência.
a) O teste de maturidade cristã. 
b) Crentes maduros. 

II. NADA NOS SEPARA DO AMOR DE CRISTO 
 
SEREMOS MAIS DO QUE VENCEDORES, POIS NADA PODERÁ NOS SEPARAR DO AMOR DE CRISTO
 
"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?"
Nota: Temos no texto a palavra grega "agaph" – agape – "amor". É o "amor sacrifício", "amor doador", "amor entrega". É com este amor que Cristo ama todos os homens e também sua Igreja.
 
1. É evidente que quando Deus elaborou o plano e o propósito de salvar o homem de seus pecados mediante o sacrifício de Cristo, Ele o fez em razão de seu profundo amor por nós:
a) Jo 3.16, " Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".
b) Rm 5.8, "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores".
 
2. Veja agora o que Paulo nos traz a conhecer: "Nada poderá nos separar do amor de Deus". Tal verdade nos mostra a intensidade do amor de Deus pelo pecador. É por esta razão também que João nos fala que Deus nos amou "...de tal maneira", descrevendo o quando foi intenso o Seu amor por nós. Este amor intenso nos protege de sermos devorados por algumas coisas más relacionas pelo apóstolo:
Nota: Observe que o texto não diz que não sofreremos a ação destas coisas! Porém se elas vierem sobre nós, não poderão nos separar do amor de Deus, demonstrado mediante o sacrifício do Senhor.
a) Tribulação, grego "yliqiv" – thlipsis, "apertar", "pressionar", "afligir", "aborrecer". Já vimos que as tribulações certamente virão sobre nós, mas Deus nos livra de todas elas, Sl 37.4, "Clamam os justos, e o SENHOR os escuta e os livra de todas as suas tribulações".
b) Angústia, grego "stenocwria" – stenochoria, "lugar estreito", "calamidade medonha", "aflição externa". Normalmente provocada por uma pressão externa movida pelo diabo.
c) Perseguição, grego "diwgmov" – diogmos, "perseguição". Normal a todos aqueles que vivem uma vida cristã genuína. "
d) Fome, grego "limov" – limos, "carência", "escassez de colheita". Paulo mesmo nos fala que algumas vezes sofreu fome, 1 Co 4:11, "Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa".
e) Nudez, grego "gumnothv" – gumnotes, "nudez do corpo". Alusão à falta de roupas, veja também 1 Co 4.11.
f) Perigo, grego "kindunov" – kindunos, "qualquer perigo que ameaça". Quantas vezes somos expostos ao perigo pelo amor ao trabalho de Deus?
g) Espada, grego "macaira" – machaira, "instrumento de lamina cortante". A espada na Palavra de Deus e sinônimo de morte, "Quem for achado será traspassado; e aquele que for apanhado cairá à espada", Is 13.15. Muitos filhos de Deus foram mortos por amor a Jesus: Estevão, Tiago (morto por Herodes, literalmente "fazendo passar a fio de espada a Tiago, irmão de João", At 12.2) e muitos outros em todos os tempos. 
Existe uma passagem onde a espada é a palavra de DEUS para combatermos o inimigo( Ef 6.17), mas não se aplica aqui.
 
3. Porém, não podemos nos esquecer que mesmo nos advindo tremendas coisas ruins, elas não atingirão nosso espírito e nada disso poderá nos separar do amor de Deus!

CONCLUSÃO
As lutas e tribulações fazem parte da vida de modo tão evidente quanto as bênçãos advindas de Deus. Em seu ensino realista, Jesus disse que no mundo teremos aflições, mas que devemos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo. As tribulações são uma escola de aperfeiçoamento do caráter cristão.

Justificação
É o ato de declarar justo. Através deste processo judicial, que se dá junto ao tribunal de Deus, o pecador, que aceita a Cristo como único e suficiente salvador, é declarado justo. Ou seja, passa a ser visto por Deus como se jamais houvesse pecado em toda a sua vida.


O SOFRIMENTO DOS JUSTOS
Jó 2.7,8 “Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé 
até ao alto da cabeça. E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio 
da cinza.”
A fidelidade a Deus não é garantia de que o crente não passará por aflições, dores e sofrimentos nesta vida (ver At 28.16). Na realidade, Jesus ensinou que tais coisas poderão acontecer ao crente (Jo 16.1-4,33; ver 2Tm 3.12). A Bíblia contém numerosos exemplos de santos que passaram por grandes sofrimentos, por diversas razões e.g., José, Davi, Jó, Jeremias e Paulo. 
POR QUE OS CRENTES SOFREM? 
São diversas as razões por que os crentes sofrem. 
(1) O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva. Quando o pecado entrou no mundo, entrou também a dor, a tristeza, o conflito e, finalmente, a morte sobre o ser humano (Gn 3.16-19). A Bíblia afirma o seguinte: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim 
também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). Realmente, a totalidade da criação geme sob os efeitos do pecado, e anseia por um novo céu e nova terra (Rm 8.20-23; 2Pe 3.10-13). É nosso dever sempre recorrermos à graça, fortaleza e consolo divinos (cf. 1Co 10.13). 
(2) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e., conseqüência de seus próprios atos. A lei bíblica “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7) aplica-se a todos de modo geral. Se guiarmos com imprudência o nosso automóvel, poderemos sofrer graves danos. Se não formos comedidos em nossos hábitos 
alimentares, certamente vamos ter graves problemas de saúde. É nosso dever sempre proceder com sabedoria e de acordo com a Palavra de Deus e evitar tudo o que nos privaria do cuidado providente de Deus.
(3) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido. Por toda parte ao nosso redor estão os efeitos do pecado. Sentimos aflição e angústia ao vermos o domínio da iniqüidade sobre tantas vidas (ver Ez 9.4; At 17.16; 2Pe 2.8 ). É nosso dever orar a Deus para que Ele suplante vitoriosamente o poder do pecado.
(4) Os crentes enfrentam ataques do diabo. (a) As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), controla o presente século mau (ver 1Jo 5.19; cf. Gl 1.4; Hb 2.14). Ele recebe permissão para afligir crentes de várias maneiras (cf. 1Pe 5.8,9). Jó, um homem reto e temente a Deus, foi atormentado por 
Satanás por permissão de Deus (ver principalmente Jó 1—2). Jesus afirmou que uma das mulheres por Ele curada estava presa por Satanás há dezoito anos (cf. Lc 13.11,16). Paulo reconhecia que o seu espinho na carne era “um mensageiro de Satanás, para me esbofetear” (2Co 12.7). À medida em que travamos guerra espiritual contra “os príncipes das trevas deste século” (Ef 6.12), é inevitável a ocorrência de adversidades. Por isso, Deus nos proveu de 
armadura espiritual (Ef 6.10-18; ver 6.11 ) e armas espirituais (2Co 10.3-6). É nosso dever revestir-nos de toda armadura de Deus e orar (Ef 6.10-18), decididos a permanecer fiéis ao Senhor, segundo a força que Ele nos dá. (b) Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. Os que amam ao Senhor Jesus e seguem os seus 
princípios de verdade e retidão serão perseguidos por causa da sua fé. Evidentemente, esse sofrimento por causa da 
justiça pode ser uma indicação da nossa fiel devoção a Cristo (ver Mt 5.10). É nosso dever, uma vez que todos os crentes também são chamados a sofrer perseguição e desprezo por causa da justiça, continuar firmes, confiando naquele que julga com justiça (Mt 5.10,11; 1Co 15.58; 1Pe 2.21-23). 
(5) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de Cristo” (ver 1Co 2.16 ). Ser cristão significa estar em Cristo, estar em união com Ele; nisso, compartilhamos dos seus sofrimentos (ver 1Pe 2.21). Por exemplo, assim como Cristo chorou em agonia por causa da cidade ímpia de Jerusalém, cujos habitantes se recusavam a arrepender-se e a aceitar a salvação (ver Lc 19.41), também devemos chorar pela 
pecaminosidade e condição perdida da raça humana. Paulo incluiu na lista de seus sofrimentos por amor a Cristo (2Co 11.23-32; ver 11.23) a sua preocupação diária pelas igrejas que fundara: “quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase?” (2Co 11.29). Semelhante angústia mental por 
causa daqueles que amamos em Cristo deve ser uma parte natural da nossa vida: “chorai com os que choram” (Rm 12.15). Realmente, compartilhar dos sofrimentos de Cristo é uma condição para sermos glorificados com Cristo 
(Rm 8.17). É nosso dever dar graças a Deus, pois, assim como os sofrimentos de Cristo são nossos, assim também nosso é o seu consolo (2Co 1.5). 
(6) Deus pode usar o sofrimento como catalizador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual. (a) Freqüentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento 
dos seus pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). É nosso dever confessar nossos pecados conhecidos e examinar nossa vida para ver se há alguma coisa que desagrada o Espírito Santo. (b) Deus, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. A Bíblia diz que as provações que enfrentamos são “a prova da vossa fé” (Tg 1.3; ver 1.2); elas são um meio de aperfeiçoamento da nossa fé 
em Cristo (ver Dt 8.3; 1Pe 1.7). É nosso dever reconhecer que uma fé autêntica resultará em “louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7). (c) Deus emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do caráter cristão e da retidão. Segundo vemos nas cartas de Paulo e Tiago, Deus quer que aprendamos a ser pacientes mediante o sofrimento (Rm 5.3-5; Tg 1.3). No sofrimento, aprendemos a depender menos de nós mesmos e mais de Deus e da sua graça (ver Rm 5.3; 2Co 12.9). É nosso 
dever estar afinados com aquilo que Deus quer que aprendamos através do sofrimento. (d) Deus também pode permitir que soframos dor e aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer 
(ver 2Co 1.4). É nosso dever usar nossa experiência advinda do sofrimento para encorajar e fortalecer outros crentes.
(7) Finalmente, Deus pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para propagar o seu reino e seu plano redentor. Por exemplo: toda injustiça por que José passou nas mãos dos seus irmãos e dos egípcios faziam parte do 
plano de Deus “para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7). Oprincipal exemplo, aqui, é o sofrimento de Cristo, “o Santo e o Justo” (At 3.14), que experimentou perseguição, agonia e morte para que o plano divino da salvação fosse plenamente cumprido. Isso não exime da 
iniqüidade aqueles que o crucificaram (At 2.23), mas indica, sim, como Deus pode usar o sofrimento dos justos pelos pecadores, para seus próprios propósitos e sua própria glória.
O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE. 
(1) O primeiro fato a ser lembrado é este: Deus acompanha o nosso sofrer. Satanás é o deus deste século, mas ele só pode afligir um filho de Deus pela vontade permissiva de Deus (cf. 1—2). Deus promete na sua Palavra que Ele não permitirá sermos tentados além do que podemos suportar (1Co 10.13). 
(2) Temos também de Deus a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (ver Rm 8.28). José verificou esta verdade na sua própria vida de sofrimento (cf. Gn 50.20), e o autor de Hebreus demonstra como Deus usa os tempos de apertos da nossa vida para nosso próprio crescimento e benefício (ver Hb 12.5). (3) Além disso, Deus promete que ficará conosco na hora da 
dor; que andará conosco “pelo vale da sombra da morte” (Sl 23.4; cf. Is 43.2).
VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL. Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação? 
(1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1, supra) e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme o contido em 
“É nosso dever”. 
(2) Creia que Deus se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias (ver Rm 8.36; 2Co 1.8-10; Tg 5.11; 1Pe 5.7). O sofrimento nunca deve fazer você concluir que Deus não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador. 
(3) Recorra a Deus em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição (ver Sl 27.8-14; 40.1-3; 130). 
(4) Confie que Deus lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da 
fraqueza humana (ver 2Co 4.7). 
(5) Leia a Palavra de Deus, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas (e.g., Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138). 
(6) Busque revelação e discernimento da parte de Deus referente à sua situação específica — mediante a oração, as 
Escrituras, a iluminação do Espírito Santo ou o conselho de um santo e experiente irmão. 
(7) Se o seu sofrimento é de natureza física, atente para os passos expostos na Palavra de DEUS 
8) No sofrimento, lembre-se da predição de Cristo, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais 
morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4).  Retirado da BEP da CPAD
Questionário da lição 10 - Ev;Luiz Henrique - www.henriqueestudos.cjb.net 
 Texto áureo:
1- A tribulação ou a angústia ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou espada; qual destes nos separará do amor de Cristo?
(     ) Todos estes     (   ) Nenhum destes      (     ) Perigo e Fome somente      (      ) Perseguição
Verdade Prática:
2- O que é a tribulação para o crente?
(     ) É um treinamento através do qual Deus aperfeiçoa o caráter do crente fortalecendo sua fé.
(     ) É um tempo de sete anos de juízo sobre o crente    (     ) É um castigo de DEUS para o crente
Introdução:
3- Quando é que as tribulações têem efeito positivo?
(      ) Quando fazem sofrer os crentes para castgá-los (     ) Quando estamos  no centro da vontade de Deus.
Tópico I- A escola da tribulação
4- O que quer dizer literalmente a palavra tribulação?
(      ) Aflição, aliviamento, provação moral e adversidade (      ) Aflição, sofrimento, provação moral e adversidade.
5- O que conquistamos através da justificação?
(      ) Liberdade para vivermos à nossa maneira     (      ) Condenação      (      ) Paz e acesso a graça de Deus.
6- O que a tribulação produz em nós?
(      ) A impaciência      (      ) A Ignorância sobre DEUS     (     ) A paciência     (     ) A Negligência
7- O que é a paciência?
(     ) Virtude que consiste em suportar as dores, incômodos e infortuimos sem queixas e com resignação
(     ) É o estado de Inércia da Alma       (      ) É a virtude de aceitar o mal como dádiva de DEUS
8- A paciência produz em nós o quê ?
(     ) Desepero      (     ) Experiência     (      ) Comodidade      (      ) Estado de choque
9- O que é experiência?
(       ) É ter muito tempo de vida sem DEUS     (      )  É ter muito conhecimento científico e empírico
(      ) Vivência, conhecimentos e habilidades para uma vida vitoriosa
10- O que a experiência produz em nós?
(      ) Ganância      (      ) Calmaria      (      ) Esperança      (       ) Superioridade
11-O que é esperança?
(      ) Atitude de buscar algo que se deseja, a todo custo e sinônimo de confiança e fé 
(      ) Atitude de guardar algo que se deseja, e sinônimo de confiança e fé
12- Qual homem na Bíblia, é maior exemplo de esperança e fé?
(      ) Malaquias      (      ) Reobote      (       ) Jeroboão      (      ) Jó
13- Por qual exame passamos após a paciência, a esperança e a experiência?
(      ) Exame de Consciência      (      ) Exame de Tendência      (      ) Exame da suficiência
14- O que é um crente imaturo?
(      ) É aquele que amadurece paulatinamente      (      ) O Sincero     (      ) É aquele que não cresceu espiritualmente.
15- Qual a marca do crente aprovado por Jesus?
(      ) A Cicatriz da Cruz       (      ) O amor      (      ) A amizade       (      ) O sofrimento
16- Qual a prova de que o crente de fato, teve um encontro pessoal com Jesus, é nascido de novo, é levado e remido pelo sangue de Cristo e tem o nome escrito no livro da vida?
(      ) Tem o amor de Cristo no coração      (      ) Tem a paixão pelas pessoas      (      ) Tem uma marca na testa
17- O que serve de escola  para o aperfeiçoamento do caráter cristão?
(      ) Os cultos de louvor      (      ) As tribulações       (      ) As festas anuais
 
 
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