LIÇÃO 9 - PEDRO, UM DISCÍPULO SINCERO E
DINÂMICO
3º TRIMESTRE DE 2007 - A BUSCA DO CARÁTER
CRISTÃO
APRENDENDO COM HOMENS E MULHERES DA BÍBLIA
Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos: Ev. Henrique
QUESTIONÁRIO:
TEXTO ÁUREO
"Assim que, se alguém está em CRISTO, nova
criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co
5.17).
VERDADE PRÁTICA
O ESPÍRITO SANTO transforma o caráter do crente
que a Ele se entrega incondicionalmente.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 Pedro
1.3,4,18,19,22,23; 2.1-3.
1 Pedro 1.3,4,18,19,22,23
3 Bendito seja o DEUS e Pai de nosso Senhor
JESUS CRISTO, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para
uma viva esperança, pela ressurreição de JESUS CRISTO dentre os mortos,
4 para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar,
guardada nos céus para vós.
18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes
resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos
vossos pais,
19 mas com o precioso sangue de CRISTO, como de um cordeiro imaculado e
incontaminado,
22 Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para caridade fraternal,
não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro;
23 sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre.
1 Pedro 2.1-3
1 Deixando, pois, toda malícia, e todo engano,
e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações,
2 desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional,
não falsificado, para que, por ele, vades crescendo,
3 se é que já provastes que o Senhor é benigno.
PEDRO
Chamava-se, originalmente, Simão (= Simeão, i.e.,
“ouvido”), um nome judaico muito comum no Novo Testamento. Era filho de Jonas
(Mt 16:17). A sua mãe não é mencionada nas Escrituras. Tinha um irmão mais
novo chamado André, que foi quem primeiro o levou a Jesus (Jo 1:40-42). Era
natural de Betsaida, uma cidade situada na costa ocidental do Mar da Galileia
e de onde Filipe também era natural. Foi educado ali junto às margens do Mar
da Galileia e foi-lhe ensinado o ofício de pescador. É provável que o seu pai
tivesse morrido quando ele era ainda jovem, tendo Zebedeu e a sua mulher
Salomé tomado conta dele (Mt 27:56; Mc 15:40; Mc 16:1). Publicado no Site
Enciclopédia Bíblica (http://www.jesusvoltara.com.br/dicionariobiblico/pedro.htm)
Como é comum aos seres humanos em geral, principalmente
àqueles que não têm o ESPÍRITO SANTO, é sempre mais fácil se lembrar de alguém
pelos seus defeitos, assim Pedro é mais lembrado pela sua traição do que pela
sua conversão. Assim Paulo é lembrado pela morte de Estevão, Davi pelo
adultério, Salomão pelas suas muitas mulheres e por ter caído na idolatria,
Abraão pela escrava egípcia Hagar e muitos outros pelos seus erros e não pelas
suas vitórias em DEUS.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, nesta lição, estudaremos a biografia de
um dos apóstolos mais dinâmicos do Novo Testamento. Pedro é proeminente nos
Evangelhos e nos doze primeiros capítulos de Atos dos Apóstolos. Escreveu duas
importantes epístolas e foi o primeiro a pregar o evangelho aos gentios. Na
classe, destaque o caráter e temperamento do apóstolo Pedro. Discuta com os
educandos a mudança significativa entre os nomes Simão e Pedro, bem como as
características do caráter e temperamento designados por esses nomes. Ressalte
a mudança efetuada pelo ESPÍRITO SANTO na vida de Pedro. Veja um exemplo na
tabela abaixo.
PEDRO, O APÓSTOLO
Referências gerais: Mt 4:18; 16:16; 17:24; 18:21; 19:27; 26:37,58,69; Mc 3:16;
5:37; 9:2; Lc 22:8,31; 24:12,34; Jo 1:41; 13:6; 21:3,15; At 1:15; 2:14; 3:1;
4:8; 5:3,29; 8:14,20; 9:32,40; 10:9; 11:2; 12:3; 15:7; 1Co 1:12; 9:5; Gl 1:18;
2:11; 1Pe 1:1; 5:1.
Vara transformada em rocha
Impulsivo por natureza: Mt 14:28; 17:4; Jo 21:7.
Compassivo e afetuoso: Mt 26:75; Jo 13:9; 21:15-17.
Cheio de contradições estranhas, às vezes presunçoso: Mt 16:22; Jo 13:8;
18:10.
Às vezes tímido e covarde: Mt 14:30; 26:69-72.
Abnegado: Mc 1:18.
Sem dúvida inclinado a ser egoísta: Mt 19:27.
Dotado de visão espiritual: Jo 6:68.
Sem dúvida lento para compreender verdades mais profundas: Mt 15:15,16.
Fez duas grandes confissões de fé em CRISTO: Mt 16:16; Jo 6:69.
Fez também uma covarde negação: Mc 14:67-71.
A Síndrome do galo (Por Pr. Elienai Cabral, Livro da
CPAD)
O primeiro capítulo apresenta um aspecto da
história onde um dos homens mais extraordinários do grupo de apóstolos
convocados por JESUS. Cada um daqueles homens tinha seus valores próprios, os
quais foram provados através de suas vidas no cristianismo do primeiro século.
Entretanto, foi o intrépido e colérico Pedro o mais atrevido e, ao mesmo
tempo, o mais disposto discípulo do Senhor JESUS. Vários episódios que
marcaram sua vida com o Mestre de Nazaré deixaram lições extraordinárias para
a Igreja de CRISTO através dos séculos. Foi ele exatamente o discípulo que
teve a experiência mais dura e difícil dentre os demais. Foi ele quem mostrou
a todos os cristãos de hoje a lição da fragilidade humana.
Esta história dramática que denuncia o estado de
espírito de um homem honesto, mas fragilizado pelo medo. Uma história que
revela a crise de ser ou de não ser de um homem dividido entre o medo e a
coragem, entre manter a integridade e renunciar a ela para não morrer. Na
verdade a história de uma consciência em crise. Para Pedro, o cantar do galo
foi a campainha de sua consciência, que soou em sua consciência, apavorado
diante dos inimigos de JESUS, negou-O três vezes. O canto do galo
constituiu-se numa síndrome atordoante no espírito de Pedro, por algum tempo
Pedro perdeu a sua paz interior e temeu de não mais gozar da comunhão e do
perdão, passou a sentir física e psicologicamente uma bebida de derrota e
vergonha, e por vários dias o canto do galo foi o canto fúnebre, persistente e
perturbador na consciência do discípulo depois que negou o seu JESUS. A
memória do canto do galo não lhe foi uma coisa passada, foi uma sensação
presente o tempo todo de parte de um episódio. Viveu por alguns dias uma
sensação de pecado. Não é diferente na experiência de muitos cristãos quando
pecam contra o Senhor. Passa a sensação sintomática de que aquele pecado
condena o tempo todo, alfinetando a sua consciência. O rei Davi esteve, por
algumas vezes, tomado por isto quando diz: ''Até quando consultarei a minha
alma, em tristeza no meu coração cada dia?"(Sl 13.2).
Os fracassos pessoais, humilhações, medos e
tentações podem transformar-se em terríveis sofrimentos na consciência para as
pessoas. A dura e amarga experiência produziu no seu coração um terrível
sentimento que, certamente, o vitimou ainda mais com dores, mas de ordem
física. Muitas pessoas quando passam por essas experiências são vitimadas por
doenças psíquicas, as quais se manifestam variadamente, de acordo com o
metabolismo de cada pessoa, tais como sinusites, enxaquecas, úlceras
estomacais, descontrole arterial, alergias e outras possíveis. Não sabemos se
Pedro teve alguma dessas patologias, mas sem dúvida, ele sofreu física e
psicologicamente. Aprendemos nesta história de Pedro que a sua queda foi
precedida por algumas fraquezas de caráter que o levou a esse pecado.
Aprendemos também que a descida ao pecado é gradual. Pedro se deixou levar por
sentimentos de grandeza e a síndrome atordoante no espírito de Pedro, ou seja,
por algum tempo Pedro perdeu a sua paz interior e teve a sensação
de não mais gozar da comunhão e do perdão de JESUS. Ele passou a sentir física
e psicologicamente uma sensação mórbida de derrota e vergonha, e por vários
dias. O canto do galo foi o canto fúnebre, persistente e perturbado r na
consciência do discípulo depois que negou o seu Mestre. A memória
do canto do galo não lhe foi uma coisa passada, mas foi uma sensação presente
o tempo todo depois daquele episódio. Viveu por alguns dias uma sensação de
culpa e pecado. Não é diferente na experiência de muitos cristãos modernos
quando pecam contra o Senhor. Passam a ter aquela
sensação sintomática de que aquele pecado cometido está o tempo todo
alfinetando a sua consciência. O salmista e rei Davi esteve, por algumas
vezes, tomado por essa síndrome, quando diz: "Até quando consultarei a minha
alma, tendo tristeza no meu coração cada dia?" (SI 13.2). Muitas vezes, os
fracassos pessoais,humilhações, medos e terrores íntimos, podem transformar-se
em terríveis sofrimentos de consciência para as pessoas. A dura e amarga
experiência de Pedro produziu no seu coração um terrível sentimento de culpa
que, certamente, o vitimou ainda mais com outros problemas de ordem física.
Muitas pessoas quando passam por essas experiências são vitimadas por doenças
psicossomáticas as quais se manifestam variadamente, de acordo com o organismo
de cada pessoa, tais como sinusites, enxaquecas, úlceras estomacais,
descontrole arterial, alergias e outras reações possíveis. Não sabemos se
Pedro teve alguma dessas patologias, mas sem dúvida, ele sofreu física e
psicologicamente.
Aprendemos nesta história de Pedro que a sua queda
foi precedida por algumas fraquezas de caráter que o levaram a esse pecado.
Aprendemos também que a descida para o pecado é gradual. Pedro se deixou levar
por sentimentos de auto-confiança que precipitaram a sua queda. Esses
sentimentos equivocados o levaram a descida ao abismo de decepção, vergonha e
a trair a pessoa que ele mais admirava e amava neste mundo. Foi o canto do
galo que o acordou daquele terrível pesadelo. Sem dúvida foi o canto do galo
que o tornou mais humilde para reconhecer sua própria fragilidade e, para
enfrentar posteriormente outras situações inusitadas.
- O AMBIENTE PROPICIO QUE LEVOU AO CANTO DO
GALO:
A escritura de Lucas 22.61 diz: "Antes que o galo
cante hoje". As palavras do texto "antes que..." indicam alguns fatores que
induziram a dolorosa experiência de Pedro.Todo o contexto histórico que
antecedeu o acontecimento teve como pano de fundo um ambiente carregado de
expectativas, dúvidas, medo e insegurança para todos os discípulos de JESUS.
Aproximava-se o Dia da Festa dos Asmos, a Páscoa, e JESUS convidou seus
discípulos para uma ceia pascal, costume de todos os judeus, desde a saída do
Egito. Entretanto, essa seria a última ceia com aqueles discípulos. Os
comentários na cidade de Jerusalém já haviam chegado aos ouvidos de todos os
discípulos e o ambiente tornara-se cinzento, fechado e tristonho. Aquela
reunião tinha um misto de alegria e tristeza, de comunhão e traição, de
despedida e de aconchego. Nela seria exposta toda a verdade dos comentários
que enchiam a cidade e mostraria o flagelo pelo qual JESUS iria passar não
muito depois daquele dia. Era também a ceia que revelaria a fragilidade
daqueles poucos homens que acompanhavam JESUS em seu ministério por quase
quatro anos. Foi a ceia mais triste e cheia de nostalgia, dúvidas e revolta,
que marcaria os discípulos pelo resto de suas vidas.Tudo isto tornou aquele
aposento alto num ambiente de angústias. Esse foi o primeiro fato marcante que
propiciou a cada um daqueles homens uma experiência própria, e para Pedro não
foi diferente.
Um segundo fato marcante foi uma discussão entre
os discípulos após a ceia que tiveram com o Mestre (Mt 22.2430). Os discípulos
começaram a contender entre si para saber qual deles era o maior, o principal.
O Mestre percebeu que os espíritos estavam perturbados e que uma preocupação
um tanto egoísta e fora de cogitação estava envolvendo os discípulos. JESUS,
segundo o texto bíblico, imediatamente lhes mostrou que a verdadeira grandeza
não era conhecida pelo exercício de uma mera autoridade humana, mas estava
entranhada no coração de cada um deles. Depois daquela discussão,JESUS
virou-se para Pedro, especialmente, e mostrou-lhe o seu amor e carinho, e o
quanto ele representava entre os demais discípulos.
Indiscutivelmente, o sentido perceptivo de JESUS o fez ver que Pedro era
especial, mas corria algum risco quanto ao seu modo de agir e reagir diante de
certas circunstâncias. JESUS alertou Pedro para o perigo que corria com o
diabo querendo cirandá-lo como trigo numa peneira. JESUS e o diabo sabiam do
valor moral e espiritual de Pedro, mas sabiam também da fragilidade dele.
JESUS disse a Pedro: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e
tu, quando te converteres, confirma teus irmãos" (Lc22.32). A despeito dessa
palavra de alerta a Pedro, ele ainda se encheu de coragem para declarar
afoitamente: "Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte"
(Lc22.33). Depois dessa resposta ingênua de Pedro, JESUS lhe dá o aviso mais
contundente e forte que Pedro podia ouvir: "Digo-te, Pedro, que não cantará
hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces" (Lc 22.34). A
resposta inocente de Pedro revela o desconhecimento de si mesmo, pois sua
coragem para enfrentar certas situações não era suficiente para enfrentar uma
guerra espiritual.
Um terceiro fator que contribuiu para que o
ambiente entre os discípulos se tornasse ainda mais nostálgico foi quando
JESUS levou seus discípulos para orar no monte das Oliveiras. Aquele monte
surrado por ventos, cheio daquelas oliveiras retorcidas e marcado por guerras,
tanto físicas como espirituais, foi o lugar escolhido por JESUS para
preparar-se para beber o cálice da morte. O monte conhecido como Getsêmane por
causa da prensa de azeitonas que se fazia nas cercanias, foi naquela noite um
lugar de pressão, de solidão e angústia. Foi naquele lugar que Pedro
experimentou uma dor imensa, que só não podia ser maior que a dor de JESUS. O
ambiente tornara-se hostil e triste, fazendo com que se agravasse ainda mais o
estado de espírito dos discípulos que, neutralizados por toda aquela sensação
ruim, não conseguiam reagir nem orar com JESUS. Pedro não conseguiu superar a
si mesmo naquelas horas. Posteriormente, dominado por um sentimento de
revolta, de coragem e medo, tentou reagir quando JESUS foi preso, mas logo
depois, seguindo-o de longe, antes que o galo cantasse ele negou a JESUS por
três vezes consecutivamente.
- RAZÕES QUE LEVARAM À QUEDA DE PEDRO:
Ao analisar essa história, encontramos pelo menos
três razões que motivaram a queda de Pedro antes que o "galo cantasse":
A primeira razão motivadora do "canto do galo" foi a confiança de Pedro em
seus próprios méritos. Segundo o texto de Mateus 26.33, Pedro
precipitou-se em responder: "Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca
me escandalizarei".
Não podemos condenar Pedro por sua atitude afoita e temperamental com a
resposta que deu a JESUS porque certamente nós faríamos do mesmo modo. Pedro
estava confiante em sua fortaleza moral de homem corajoso, decidido e
sensível, mas desconhecia o que estava além da sua própria
confiança. O apóstolo Paulo, em outra ocasião, com experiência e temor podia
declarar: ''Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia" (1 Co
10.12). Não basta força de vontade, nem a confiança no bom caráter. É preciso
reconhecer que há poderes que superam os nossos próprios poderes.
No campo espiritual só é possível vencer quem vive e anda no Espírito
(GI5.16). A autoconfiança, quando aliada à fé, é ótima, mas quando é usada
fora de tempo, podemos ter problemas. Davi ensina a confiar no Senhor e
declara: "Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção
do nome do Senhor, nosso DEUS. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos
e estamos de pé" (SI 20.7,8). Pedro teve boa vontade, mas não estava
devidamente preparado para suportar aquele desafio. Por isso,JESUS foi
categórico com ele ao declarar-lhe: "E tu, quando te converteres, confirma
teus irmãos" (Lc 22.32).
A segunda razão motivadora do canto do
galo era a falta de oração na vida de Pedro (Mt 26.40,41).
Na noite em que JESUS havia de ser preso, Ele e seus discípulos
subiram o monte das Oliveiras para orar. Entretanto, o cansaço psicológico
envolveu a todos e os fez dormir. Havia uma sensação desagradável de perda,
uma vez que JESUS já havia declarado que seria entregue nas mãos dos seus
inimigos para ser morto. Aqueles discípulos tiveram dificuldades para orar
porque estavam dominados pelo desânimo e estavam bloqueados emocional e
espiritualmente. Enquanto JESUS orava, Pedro e seus companheiros dormiam. A
tristeza de coração os dominou e Pedro, mesmo sendo convidado pelo Senhor a
estar mais próximo dEle para orarem juntos, não teve forças para superar
aquela hora amarga. Se tivesse orado, não teria sido derrotado tão
fragorosamente quando o galo cantou.
A terceira motivação para que o galo cantasse
foi o estar em lugar impróprio (Lc 22.55). Diz o texto que "havendo-se
acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro
entre eles". Pedro podia até estar imbuído por um sentimento nobre aquela
hora, porque desejava acompanhar, ao menos, de longe o seu Mestre que havia
sido preso. Enquanto os outros discípulos fugiram assustados, Pedro queria ver
o desenrolar dos acontecimentos a distância. Entretanto, aquele ambiente
estava aquecido por blasfêmias e infâmias contra o Senhor, e Pedro não podia
conviver com aquelas pessoas. A madrugada estava fria no jardim da casa de
Caifás, sumo-sacerdote dos judeus. JESUS fora levado para o subsolo daquela
casa e Pedro o acompanhava de longe, mas em lugar impróprio. Ele estava junto
do fogo e negou conhecer JESUS quando foi reconhecido por uma criada. Por três
vezes consecutivas Pedro negou conhecer JESUS temendo ser preso. De repente,
um pouco acima, os soldados romanos levavam JESUS, o qual olhou para Pedro e o
galo cantou. Pedro lembrou-se da predição de JESUS e, amargurado e triste,
chorou copiosamente. O canto do galo passaria a ser o canto permanente de sua
consciência. Seu choro era sincero e ele estava arrependido de sua teimosia em
confiar em si mesmo mais que em DEUS. Durante alguns dias Pedro teve que
suportar aquele canto em sua consciência até o dia em que pode encontrar-se
com JESUS e sentir que fora perdoado e amado. O perdão neutraliza qualquer
sentimento de culpa. Quantos cristãos se tornam prisioneiros de sentimentos de
culpa por coisas erradas praticadas em palavras, atos e pensamentos. O canto
do galo pode ser o canto da consciência que se manifesta como uma voz
interior, irritante, contínua e persistente que está sempre lembrando nossos
pecados. São as pequenas concessões que fazemos no dia-a-dia.
Aquelas concessões que maculam e ferem nossa integridade moral e espiritual.
São aquelas pequenas coisas que satisfazem nossa natureza carnal; aquelas
mentirinhas; aquelas atitudes desonestas, tudo aquilo que desperta a
consciência e que a torna juíza moral de nossos atos.
PEDRO TRANSFORMADO
Pedro, pescador profano, torna-se um homem cuja sombra curava, Mt 26:74; At
5:15.
A mudança radical na vida de Pedro se deu após o batismo no ESPÍRITO SANTO, no
dia de Pentecostes, cinqüenta dias após a ressurreição de JESUS. Depois de
estar por dias confinado junto com os discípulos, com medo dos judeus, Pedro
agora se torna pregador, verdadeiro Pescador de Almas, cumpre seu ministério,
seu chamado. Depois do batismo pentecostal do ESPÍRITO , tornou-se uma
“rocha”, cumprindo-se a profecia de CRISTO: Mt 16:18; Jo 1:42; At 1:8.
Era valoroso e inabalável: At 4:19,20; 5:28,29,40,42.
Figura do Filme "PEDRO" (Filme tendencioso que
coloca Pedro como líder da igreja, enviando Paulo
para a obra missionária e visitando Roma e
Paulo na prisão, invencionices católicas romanistas).
PODER ESPIRITUAL
Encoraja as pessoas a repreender o pecado Mq 3:8
Mais poderoso que as forças físicas Zc 4:6
JESUS, seu exemplo supremo Lc 4:14
Acompanha o batismo no ESPÍRITO SANTO At 1:8; At 2:2
Capacita as pessoas a falar com autoridade At 4:33; At 6:8
Enche a vida de influências curativas At 19:11; ; At 19:12; 1Co 2:4; Ef 3:16;
1Ts 1:5; 2Tm 1:7
PEDRO, FORTALECIDO PELO ESPÍRITO SANTO
Tornou-se sábio para instruir At 2:14
Possuía ousadia e coragem At 4:13; At 4:19; At 4:20
Tornou-se canal de bênção para os enfermos At 5:15
Orou com eficácia, e Tabita ressuscitou At 9:40
Converteu-se em instrumento do ESPÍRITO para os gentios At 10:44
CRISTO DESCRITO POR PEDRO
O Filho do DEUS vivo, Mt 16:16.
A única fonte da verdade, Jo 6:68.
O Pastor e Bispo das almas, 1Pe 2:25.
MILAGRES DE PEDRO
Cura um aleijado, At 3:7.
Denuncia o pecado de Ananias e Safira, At 5:5,10.
Cura enfermos, At 5:15.
Cura Enéias, At 9:34.
Ressuscita Dorcas, At 9:40.
Sobre Pedro ser o primeiro Papa vejamos:
“E eu te digo que tu és Pedro,(Petrus) e sobre
esta pedra(Petra) edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o
que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus.” (Mateus
16:18,19).
A data do suposto papado de Pedro durante 25
anos em Roma não coincidem c/ as datas bíblicas que envolva Pedro como
primeiro papa.
Pedro Nunca foi Bispo de Roma: Se ele foi martirizado no Reinado de Nero, por
volta de 67 ou 68 AD, subtraindo desta data vinte cinco anos, retrocederemos a
42 ou 43 AD.
a) Rastreando a Vida de Pedro: Vasculhando a vida de Pedro, conforme a Bíblia,
iremos desmascarar esta mentira dos Romanos. O Concílio de Jerusalém (Atos
15), ocorreu em 48, ou pouco depois, entre a primeira e a segunda viagem
missionária de Paulo. Embora Pedro não o presidiu; a presidência coube a TIAGO
(At. 15:13-19). Em 58, Paulo escreveu a Epístola aos Romanos. No último
capítulo da epístola, o apóstolo manou saudações para muita gente em Roma, mas
Pedro sequer é mencionado, não acha estranho? Em 62, Paulo chega a Roma, e foi
visitado por muitos irmãos (At. 28:30-31), novamente não se tem notícias de
PEDRO.
b) Epístolas escritas em Roma: De Roma, Paulo escreveu quatro cartas, em 62:
Efésios, Colossenses e Filemon. Em 63, Filipenses. Entre 67 e 68, após o
incêndio de Roma, quando estava preso pela segunda vez, 2 Timóteo. Esse tal
papa não é mencionado.
Vejamos as seguintes características de Pedro:
1.ª) Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc
1.29-31). O papa é celibatário, sendo o celibato uma imposição a todo o clero.
Em I Timóteo está escrito: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos
tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e
doutrinas de demônios; ...proibindo o casamento."
2.ª) Pedro era pobre. "E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro..." (At 3.6). O
papa está cercado de riquezas.
3.ª) Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da
igreja de Roma nunca esteve em Roma? Os católicos lançam mão de fontes
extra-bíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma.
4.ª) Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. "E aconteceu
que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o
adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem."
(At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e
adoração.
5.ª) Pedro não era infalível. "E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na
cara, porque era repreensível. Porque antes que alguns tivessem chegado da
parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi
retirando, e se apartando deles, temendo os que eram da circuncisão." (Gl 2.11
e 12). O papa é considerado infalível. A infalibilidade papal foi definida e
aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja Católica
demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que
não foi Deus que decidiu mas foram homens pecadores reunidos que chegaram a
conclusão que o papa era infalível. Na Bíblia está escrito: "porque todos
pecaram e destituídos da glória de Deus" (Rm 3.23) e ainda está escrito que
quando dizemos que não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: "Se
dissermos que não pecamos fazemo-lo mentiroso, e a Sua palavra não está em
nós." (I Jo 1.10).
6.ª) Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: "Aos
presbíteros, que estão entre vós, que sou também presbítero como eles e
testemunha das aflições de Cristo..." (I Pe 5.1). Em At 8.14 está escrito: "Os
apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a
Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João." Note bem: não foi Pedro que
enviou alguns dos apóstolos, mas foram os apóstolos que lhe enviaram. Onde
está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se perante a
igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: "E subindo Pedro a
Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão." Enquanto que a
igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser questionadas.
PEDRO ERA UM DOS DISCÍPULOS MAIS CHEGADOS
DENTRE OS DEMAIS:
CARTAS OU EPÍSTOLAS DE PEDRO
1Pedro
Autor: O apóstolo Pedro (v. 3071).
Esse não era o Simão Pedro do começo, impulsivo e
cheio de fraquezas, a quem CRISTO chamou Simão, Mc 14:37; Lc 22:31; Jo
21:15-17, mas o Pedro que, segundo CRISTO profetizou, se converteria em uma
rocha, Jo 1:42 — o mesmo homem que fora disciplinado durante anos de
sofrimentos e provas e fortalecido com o batismo no ESPÍRITO SANTO. A carta,
evidentemente, pertence aos últimos períodos de sua vida.
Data e lugar: Indeterminados. A Babilônia à qual se refere (5:13) pode não ser
a cidade às margens do rio Eufrates. Muitos crêem que se trata de Roma,
chamada figuradamente Babilônia.
Destinatários: Os eleitos espalhados pela Ásia Menor. Provavelmente a todo o
corpo de cristãos da região, tanto judeus quanto gentios. Pedro envia essa
mensagem espiritual de ânimo, instrução e admoestação especialmente às igrejas
fundadas por Paulo.
Propósito: Ao escrever esta carta, Pedro obedeceu duas ordens específicas
dadas por JESUS.
1) animar e fortalecer os irmãos, Lc 22:32; 2) alimentar o rebanho de DEUS, Jo
21:15-17.
Palavra-chave: “Sofrimento”, que ocorre quinze vezes ou mais na carta.
Texto-chave: 4:1.
Tema principal: A vitória sobre o sofrimento, exemplificada na vida de CRISTO.
SINOPSE
I. Saudação, 1:1,2
II. A salvação gloriosa, 1:3-21
1. A esperança viva, baseada na ressurreição de CRISTO, v. 3
2. Herança incorruptível, v. 4
3. Poder divino mediante o qual os crentes são protegidos em meio ao
sofrimento
a) Por meio da fé, v. 5
b) Pelo regozijo nas provas, v. 6
c) Permanecendo como ouro refinado no fogo até a vinda de CRISTO, v. 7
d) Em amor e alegria indescritíveis, v. 8
4. Plano misterioso
a) inquirido pelos profetas, que predisseram os sofrimentos de CRISTO e a
glória a ser revelada nos últimos tempos; um anseio dos anjos, v. 10-12
b) Chama os crentes ao domínio próprio, à obediência, à espiritualidade, à
santidade e à reverência piedosa, v. 13-17
c) Seu custo incalculável, v. 18,19
d) Conhecido antes da criação do mundo, v. 20,21
III. A vida do crente à luz da grande salvação, 1:22—2:8
1. Deve ser purificada e regenerada pela verdade eterna, demonstrando amor
fraternal, 1:22-25
2. Deve estar livre das más inclinações e desejar o leite da Palavra para
crescer, 2:1-3
3. Deve ser pedra viva no templo espiritual do qual CRISTO é a pedra angular,
2:5,6
4. Deve reconhecer a CRISTO como precioso, o qual foi rejeitado e serve de
tropeço aos que não crêem, 2:7,8
IV. Posição e deveres dos crentes, 2:9—3:13
1. Geração nobre e santa, os crentes devem oferecer louvor ao Libertador
divino, 2:9,10
2. Como estrangeiros e peregrinos, devem abster-se dos desejos carnais, 2:11
3. Deveres civis e sociais. conduta irrepreensível perante o mundo, obediência
às autoridades civis, silenciando assim a crítica hostil, 2:12-15
4. Devem ser bons cidadãos, 2:16,17
5. Deveres no lar cristão
a) Dos servos. ser obedientes e pacientes, ainda que em meio ao sofrimento
injusto, agradando assim a DEUS, 2:18-20
b) CRISTO é o modelo do sofredor, pois levou o peso do pecado, 2:21-25
c) Da esposa: ser pura e adornar-se com virtudes espirituais, 3:1-6
d) Do esposo: tratar a esposa com consideração, 3:7
e) De todos: ser amorosos, compassivos, amáveis, atentos e misericordiosos,
3:8,9
f) Recordar que a longa vida e a resposta às orações são prometidas aos que
dominam a própria língua, abandonam o mal, fazem o bem e vivem em paz, 3:10-13
V. Instruções e estímulo acerca do sofrimento, 3:14—4:19
1. O sofrimento por causa da justiça é motivo de alegria, não de temor, mas o
cristão deve estar pronto a dar testemunho de sua experiência cristã e viver
uma vida irrepreensível, 3:14-17
2. O exemplo do sofrimento vicário de CRISTO, de sua obra espiritual e de sua
exaltação, 3:18-22
3. Os sofrimentos de CRISTO devem levar-nos à abnegação, à consagração a DEUS
e ao abandono dos excessos sensuais do passado, 4:1-3
4. Parêntese. Instruções acerca dos deveres práticos da vida cristã, que
glorificam a DEUS, 4:7-11
5. Não devemos estranhar as provas duras, e sim suportá-las com alegria, 4:12
6. O sofrimento com CRISTO e por CRISTO deve ser suportado com alegria, pois
conduz à glória espiritual, 4:13,14
7. Não devemos sofrer como praticantes do mal. Mas quando sofremos como
cristãos, devemos glorificar a DEUS e colocar nossa alma ao seu cuidado,
4:15-19
VI. Exortações e advertências finais, cap. 5
1. Aos presbíteros da igreja, acerca do espírito com que devem alimentar o
rebanho, v. 1-4
2. Jovens e idosos devem ser humildes e confiantes, v. 5-7
3. Advertências acerca do Diabo, v. 8,9
4. Bênção e saudações, v. 10-14
O CRISTO de Pedro
Fonte de esperança, 1:3.
Cordeiro do sacrifício, 1:19.
Principal pedra angular, 2:6.
Exemplo perfeito, 2:21.
Sofreu pelo ideal, 2:23.
Levou o pecado, 2:24.
Pastor das almas, 2:25.
Senhor exaltado, 3:22.
Sete coisas preciosas nas cartas de Pedro
1. As provas severas, 1:7.
2. O sangue de CRISTO, 1:19.
3. A pedra viva, 2:4.
4. O próprio CRISTO, 2:6.
5. O espírito manso e tranqüilo, 3:4.
6. A fé do crente, 2Pe 1:1.
7. As promessas divinas, 2Pe 1:4.
2Pedro
Autor: O apóstolo Pedro 1:1 (v. 3071).
Data: Escrita provavelmente entre 60 e 70 d.C.
Tema principal: Advertência acerca dos falsos mestres e dos escarnecedores.
Para combater a influência das falsas doutrinas, há grande ênfase à Palavra de
DEUS e à certeza do cumprimento das promessas divinas.
Texto-chave: 3:1.
Paralelo entre 2Pedro e 2Timóteo
Ambas fazem referência à proximidade da morte, 2Tm 4:6; 2Pe 1:14.
Ambas predizem tempos perigosos para a igreja: predomínio dos ensinos falsos,
2Tm 3:13; 4:3; 2Pe 2:1; corrupção geral da sociedade, 2Tm 3:1-7; 2Pe 2:10-22;
apostasia, 2Tm 4:3,4; 2Pe 2:2,20-22.
SINOPSE
I. Saudação, 1:1,2
II. A vida espiritual, cap. 1
1. O chamado a ela, v. 3
2. Garantida por meio de promessas preciosas, v. 4
3. Sete passos essenciais em seu desenvolvimento e frutificação, v. 5-8
4. Seu destino final, v. 10,11
5. Palavras de despedida, v. 12-15
6. Uma experiência gloriosa, v. 16-18
7. A origem divina das Escrituras e seu poder iluminador, v. 19-21
III. Os falsos mestres, seu caráter e suas doutrinas corruptas, cap. 2
1. Suas heresias e a negação de CRISTO, v. 1
2. Sua popularidade, influência perversa, avareza e hipocrisia, v. 2,3
3. Os juízos implacáveis de DEUS sobre os anjos que pecaram, sobre os
antediluvianos e sobre Sodoma e Gomorra são advertências aos ímpios, v. 4-6
4. Os justos serão libertos, mas os injustos serão reservados para o juízo
futuro, v. 7-9
5. Descrição adicional dos mestres apóstatas, suas características, obra e
destino
a) Sua sensualidade, presunção, arrogância e excessos, v. 10-13
b) Sua perniciosa influência e apostasia motivadas pela ganância, v. 14-16
c) Sua vacuidade, instabilidade e destino futuro, v. 17
d) Suas palavras infladas, acompanhadas de sensualidade: prometem liberdade
aos homens, mas os conduzem ao cativeiro da depravação, v. 18,19
e) Sua apostasia e sua depravação total, v. 20-22
IV. Predições acerca dos escarnecedores, da chegada do dia do Senhor e
exortação à firmeza, cap. 3
1. O propósito da carta, v. 1,2
2. O argumento dos escarnecedores, v. 3,4
3. A ignorância dos contestadores
a) Acerca do AT, v. 5,6
b) Acerca da preservação do mundo presente para um juízo severo, v. 7
4. Explicação para a demora divina
a) Duração de um dia para DEUS, v. 8
b) A misericórdia divina aplaca o castigo, v. 9
5. A certeza da chegada do dia do Senhor, v. 10
6. A atitude e a esperança dos crentes, v. 11-14
7. Recomendação acerca das cartas de Paulo e advertência contra a distorção
das Escrituras, v. 15,16
8. Exortação à firmeza e ao crescimento espiritual, v. 17,18
O CATOLICISMO ROMANO E PEDRO NA BÍBLIA:
(http://www.cacp.org.br/catolicismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=96&cont=1&menu=2&submenu=2
- 28-08-2007).
Todos conhecem o vocábulo “Papa” e designam-no ao
supremo chefe da Igreja Católica Apostólica Romana. Este termo vem do grego e
significa “Pai”. Já em latim ele é formado pela junção da primeira sílaba das
duas palavras latinas: “Pater Patrum”, que quer dizer “Pai dos Pais”. Mas o
significado que os católicos mais gostam é: “Petri Apostoli Potestatem
Accipiens”, isto é, “aquele que recebe autoridade do apóstolo Pedro”. Segundo
a doutrina católica, o papa é o sucessor de São Pedro no governo da Igreja
Universal e o Vigário de Cristo na terra. Tem autoridade sobre todos os fiéis
e sobre toda a hierarquia eclesiástica. Além da autoridade espiritual exerce
uma territorial (interrompida de 1870 a 1929), que, a partir de 1929, é
limitada ao Estado da cidade do Vaticano. É infalível quando fala
“ex-cathedra” em assuntos de fé e moral. Alguns títulos que o papa ostenta dão
uma amostra deste desvario descomunal, são eles: Bispo de Roma, Primaz da
Itália, Patriarca do Ocidente, Vigário de Jesus Cristo, Servo dos Servos de
Deus, Sumo-Pontífice da Igreja Universal, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos,
Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Arcebispo e Metropolita da Província
Romana e Santo Padre.
O papado teve durante a história de sua existência seus altos e baixos.
Recentemente, o atual papa teve de pedir desculpas aos judeus pelo seu
antecessor o papa Pio XII e se vê em palpos de aranha com a questão do
celibato. Apesar de toda esta imponência de chefe de Estado, líder espiritual
da maior parcela de cristãos do mundo (1 bilhão) e administrador de um império
financeiro que a cada ano acumula bilhões de dólares; algumas perguntas
entretanto precisam ser feitas, tais como: existem provas bíblicas e
históricas que indiquem ser o papa o sucessor do apóstolo Pedro? E Pedro, foi
o primeiro papa e gozou de supremacia sobre os demais apóstolos? Teria Pedro
fundado a igreja de Roma e tornado ela a sede de seu trono episcopal? O escopo
de nossa matéria é apresentar respostas adequadas a perguntas cruciais como
estas, haja vista, a internet estar cheia de sites de cunho apologético
católico com o fito de refutar as verdades claras das escrituras sagradas
apresentadas pelos evangélicos.
“TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM !”
Esta perícope de Mateus 16:18 é tão especial para a cúria romana, que mandaram
grava-la em enormes letras douradas na cúpula da Basílica de São Pedro em
Roma. Destarte ela é a fonte primacial de toda a dogmática católica. O “Tu es
Petrus”, carrega atrás de si um séqüito de outras heresias erigidas em cima
dos sofismas, dos textos deslocados de seus respectivos contextos,
interpretados de modo arbitrário pelos teólogos e doutores papistas. É ele o
genitor da infalibilidade papal, do poder temporal, e das demais aberrações
teológicas, ilogismos e invencionices dessa igreja. Portanto, desmontar à luz
da Bíblia todo este disparate teológico é desmoralizar a base em que se firma
a eclesiologia do catolicismo.
A tese católica se firma em três questionáveis pressupostos principais a
saber:
1. A primeira é a que diz que Cristo edificou a Igreja sobre Pedro, numa
interpretação toda tendenciosa e arbitrária de Mateus 16:18,19.
2. A segunda é a que afirma que Pedro fundou e dirigiu a Igreja de Roma sendo
martirizado também lá.
3. A terceira se firma na suposta sucessão apostólica numa cadeia ininterrupta
até nossos dias; de Pedro à Karol Wojtyla (João Paulo II ).
Outrossim, há ainda outros argumentos apresentados por nossos antagonistas que
se firmam nessa trilogia e não poderão ser analisados de modo minucioso nesta
matéria devido ao espaço limitado. Todavia, poderão ser encontrados em nosso
site.
I - EM QUE PEDRA A IGREJA ESTÁ EDIFICADA?
O site católico http://www.lepanto.org.br/ApIgreja.html#Fund da “Frente
Universitária Lepanto” é um site antiprotestante, e na página sobre a Igreja
Católica, interpretando Mat. 16:18, traz a seguinte declaração: “Esse ponto é
muito importante, pois a interpretação truncada dos protestantes quer admitir
o absurdo de que Nosso Senhor não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem
que Cristo queria dizer: "Simão, tu és pedra, mas não edificarei sobre ti a
minha Igreja, por que não és pedra, senão sobre mim." Ora, é uma contradição,
pois Nosso Senhor alterou o nome de Simão para "Kephas", deixando claro quem
seria a "pedra" visível de Sua Igreja.”
Essa bombástica assertiva nada mais é do que o ecoar das conjeturas
conciliares pontificais. A princípio pode até impressionar, mas carece
totalmente de fundamentos. Se não, vejamos: Jesus ao proferir a frase “E eu te
digo que tu és Pedro,(Petrus) e sobre esta pedra(Petra) edificarei a minha
Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as
chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado
também nos céus.” estava afirmando que realmente era ele a “PEDRA” a qual
seria edificada sua igreja. Para isto temos razões à saciedade:
1. Jesus ao se referir a Pedro usa o termo grego “Petros” que significa um
“seixo”, “pedregulho”, mas ao se referir à edificação da Igreja diz ser
edificada não sobre o “Petros” (Pedro), mas sobre a “Petra”, um rochedo
inabalável. Ora, Jesus fez nítida diferença semasiológica entre “Petra” e
“Petros”: um é substantivo feminino singular e está na terceira pessoa; o
outro masculino plural e se encontra na segunda pessoa. Demais disso, nunca o
termo “Petra” é usado na Bíblia em relação a homem algum, mas somente em
relação a Deus. Outrossim, tal verso nem de longe insinua alguma coisa sobre
Roma, sucessão apostólica e congênere. Os católicos conseguem ver o que não
existe no texto!
2. A frase “Tu és o Cristo filho do Deus vivo” é a chave para entendermos toda
a problemática. Jesus perguntou a “TODOS”, e não somente a Pedro, Quem Ele
era. A ele foi revelado confessar que Cristo era o Messias, o Filho de Deus,
daí a frase: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e
sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo
que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...”, ou seja,
sobre a confissão de que Ele era o Filho de Deus. A bem da verdade, a Igreja
nunca poderia estar solidamente edificada sobre homem algum pois Pedro apesar
de ter sido um grande apóstolo, foi no entanto, falível e passível de erro
como demonstra de maneira sobeja o contexto imediato (Mat16: 23) e os demais
escritos neotestamentario.3. O significado de “Petros” e “Petra” está de
perfeito acordo com o contexto doutrinário e teológico do N.T. Sendo “Petros”
um fragmento tirado da grande rocha, há de se ver uma conotação com todos os
cristãos como petros, e isto é descrito pelo próprio Pedro: “vós também, quais
pedras vivas, sois edificados como casa espiritual...” I Pedro 2:5 (ênfase
acrescentada). Por sua vez todas elas estão edificadas sobre a grande Petra
que é Jesus Efésios 2.20. Agora compare estes dois versos: “E quem cair sobre
ESTA PEDRA será despedaçado; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a
pó...” “E eu te digo que tu és Pedro, e sobre ESTA PEDRA edificarei a minha
Igreja...” (ênfase acrescentada). Indubitavelmente, na primeira e na segunda
sentença Jesus é a pedra. Desde a época do salmista (Sl. 118:22), passando
pelo profeta Isaias, a palavra profética já anunciava o Messias, como a PEDRA
DE ESQUINA (Is. 28:16). Jesus afirmou ser ele mesmo essa Pedra, Mateus
21:42,44. Outrossim, é bom rememorar que na narrativa de Marcos a frase de
Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida
(Mc 8.27-30). Isto não é de pouca relevância, pois Marcos por muito tempo foi
companheiro de Pedro (I Pe 5.13) e segundo Eusébio, foi deste que Marcos
coletou suas informações para redigir seu evangelho. Pedro em nenhum momento
disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja, se não, Marcos teria
confirmado de modo enfático. Se porventura o dogma da superioridade de Pedro é
verdadeiro e de tamanha importância, como a Igreja Católica ensina, não parece
praticamente inconcebível que os registros de Marcos e de Lucas se silenciem a
respeito?
4. Kephas significa pedra ou Pedro? João nos dá a resposta: “E o levou a
Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu
serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” João 1:42. Veja que Cefas ou
Kephas, significa Pedro e não pedra! Para fazer jus à coerência e a lógica,
Jesus deveria ter dito mais ou menos assim: “Tu és Kephas e sobre esta kephas
edificarei...” ou “Tu és Pedro e sobre este Pedro edificarei...” se não
houvesse nenhuma diferença.
5. Teria Jesus mudado o nome de Simão Barjonas para Pedro ou apenas
acrescentado? Ora, quando se muda um nome faz-se necessariamente uma
substituição. O nome anterior não é mais mencionado como no caso de Abrão para
Abraão. Já no caso de Pedro apenas foi acrescentado como bem atesta Lucas
“agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por
sobrenome Pedro” Atos 10:5,18,32 – 11:13 (ênfase acrescentada). Veja que é um
nome acrescentado e não mudado como querem os teólogos do Vaticano. Veja ainda
que ele continuou sendo chamado de Simão (Atos 15:19) ou Simão Pedro (João
21:2,3,7) algo que no mínimo seria estranho se o antigo nome tivesse sido
trocado. Querer ver nisto uma ligação da suposta supremacia petrina com
relação ao papado é ir longe demais!
6. Alardeia os católicos em ver na simbologia das chaves (v.19) uma supremacia
jurisdicional sobre toda a cristandade. Conquanto sabemos ser a chave
outorgada realmente a Pedro para “abrir” e “fechar”, no entanto cabe salientar
que foram as chaves do Reino do Céu e não da Igreja que foram dadas...e Reino
do Céu não é a Igreja! O uso dessas chaves estavam antes nas mãos dos fariseus
(cf. Lucas 11:52). Essas chaves representam a propagação do evangelho de
arrependimento de pecados, pelo qual todos os cristãos, e não Pedro apenas,
podem abrir as portas dos céus para os pecadores que desejam ser salvos. Tanto
é, que em Mateus 18:18 Jesus a confia aos demais apóstolos; Pedro portanto foi
o primeiro a usa-la em Pentecostes, onde quase três mil almas foram salvas,
depois a usou para pregar ao primeiro gentio Cornélio. É esta a chave que abre
a porta, e não é prerrogativa exclusiva do hierarca católico. Ninguém tem
poder de monopoliza-la como querem os Católicos Romanos.
Certo site Ortodoxo comentando sobre o assunto em lide, disse com muita
propriedade: “Para a Igreja una e indivisa a interpretação desta passagem do
Evangelho é toda outra. Como disse Orígenes (fonte comum da Tradição
patrística da exêgese), Jesus responde com estas palavras à confissão de
Pedro: este torna-se a pedra sobre a qual será fundada a Igreja porque
exprimiu a Fé verdadeira na divindade de Cristo. E Orígenes comenta: "Se nós
dissermos também: 'Tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo', então tornamo-nos
também Pedro (...) porque quem quer que seja que se una a Cristo torna-se
pedra. Cristo daria as chaves do Reino apenas a Pedro, enquanto as outras
pessoas abençoadas não as poderiam receber?". Pedro é, então, o primeiro
"crente" e se os outros o quiserem seguir podem "imitar" Pedro e receber
também as mesmas chaves. Jesus, com as Suas palavras relatadas no Evangelho,
sublinha o sentido da Fé como fundamento da Igreja, mais do que funda a Igreja
sobre Pedro, como a Igreja Romana pretende. Tudo se resume, portanto, em saber
se a Fé depende de Pedro, ou se Pedro depende da Fé... Por isso mesmo, São
Cipriano de Cartago pôde afirmar que a Sé de Pedro pertence ao Bispo de cada
Igreja Local, enquanto São Gregório de Nissa escrevia que Jesus "deu aos
Bispos, através de Pedro, as chaves das honras do Céu". A sucessão de Pedro
existe onde a Fé justa (ortodoxa) é preservada e não pode, então, ser
localizada geograficamente, nem monopolizada por uma só Igreja nem por um só
indivíduo. Levando a teoria da primazia de Roma às últimas conseqüências,
seríamos obrigados a concluir que somente Roma possui essa Fé de Pedro - e,
nesse caso, teríamos o fim da Igreja una, santa, católica e apostólica que
proclamamos no Credo: atributos dados por Deus a todas as comunidades
sacramentais centradas sobre a Eucaristia.” E mais “Afirma, depois, a Igreja
de Roma que é ela a Igreja fundada por Pedro e que essa fundação apostólica
especial lhe dá direito a um lugar soberano sobre todo o universo. Ora a
verdade é que, para além do fato de não sabermos realmente se São Pedro foi o
fundador dessa Igreja Local e o seu primeiro Papa (aliás, terão os Apóstolos
sido Bispos de qualquer Igreja Local...?), temos conhecimento que outras
cidades ou outras localidades mais pequenas podiam, igualmente, atribuir a si
mesmas essa distinção, por terem sido fundadas por Pedro, Paulo, João, André
ou outros Apóstolos. Assim, o Cânone do 6º Concílio de Nicéia reconhece um
prestígio excepcional às Igrejas de Alexandria, Antioquia e Roma, não pelo
fato de terem sido fundadas por Apóstolos, mas porque eram na altura as
cidades mais importantes do Império Romano e, sendo assim, deram origem a
importantes Igrejas Locais...”
ONDE A PRIMAZIA DE PEDRO?
A dialética vaticana ávida por achar um nepotismo em Pedro em detrimento aos
demais apóstolos, esquiva-se em seus sofismas teológicos. Procuram a qualquer
preço encontrar nas sagradas escrituras um elo de ligação entre a
“protagonização” de Pedro e a alegada supremacia do papa. Os argumentos
apresentados são quase sempre furtados de seus contextos a fim de fortalecer
essa cadeia de quimeras teológicas. Para justificar tal devaneio, saem pela
tangente arrazoando que:
a) A Pedro foi conferida com exclusividade a chave dos céus (Mat. 16:19).
b) A Pedro foi dado por duas vezes, cuidar com exclusividade do rebanho de
Cristo (Lc. 22:31,32 – Jo 21:15,17).
c) Pedro foi o primeiro a pregar um sermão em Pentecostes. (At. 2:14)
d) Pedro foi o primeiro a evangelizar um gentio. (At. 10:25)
e) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo. (At. 4:8)
f) No catálogo dos apóstolos (Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 6:13-16; At 1:13), o
nome de Pedro sempre é colocado em primeiro lugar.
g) Escolhe Matias para suceder Judas. (At. 1:15)
A pessoa que analisar o assunto pelas lentes papistas, tende a ficar
impressionada com a avalanche de textos que colocam Pedro no topo da lista de
exclusividades. A primeira vista, a abundância de primeiro, primeiro, primeiro
tende a sustentar essa corrente. Entrementes, vamos expurgar do engodo
romanista tais textos e veremos que não são tão pujantes quanto parecem.
a) A questão correspondente já está respondida de maneira sobeja neste
opúsculo.
b) Os católicos frisam nestes textos a palavra “confirmar e apascentar” e vêem
neles uma suposta primazia jurisdicional petrina. A falácia deste argumento
está em não mostrar que o apóstolo Paulo também “confirmava” as igrejas (cf.
At. 14:22 – 15:32,41). Quanto ao “apascentar”, esta também não era uma
exclusividade de Pedro pois todos os bispos consoante At. 20:28 deveriam ter
esta incumbência. Para sermos coerentes deveríamos dar este “status” de
primazia aos demais, pois não só apascentavam como confirmavam as igrejas.
c) Ora, Pedro ao pregar em pentecostes estava apenas fazendo uso das chaves
para abrir a porta da salvação. Demais disso, alguém tinha de tomar a palavra
e coube a Pedro o mais velho e intrépido. Mas... ao terminar a mensagem,
ninguém o teve por especial, mas dirigiram-se a todos (At. 2:37) com a
expressão: “Que faremos varões IRMÃOS?” (ênfase acrescentada). Dirigiram-se a
toda a igreja e não apenas a Pedro.
d) Ao contrário do que pensam os católicos, o caso de Cornélio é um
contragolpe no argumento romanista pois Pedro teve de dar explicações perante
a Igreja por ter se misturado e comido com um gentio. Raciocinemos, onde a
primazia de Pedro neste episódio? Se a tivesse, porventura daria explicações
perante seus supostos comandados? Certamente que não! Mas Pedro teve de se
explicar, por que não possuía nenhum governo sobre os demais.
e) A refutação segue o mesmo parâmetro da anterior.
f) É bom frisarmos que este primeiro lugar na lista de nomes é apenas de
caráter cronológico e não funcional. Percebe-se que os quatro primeiros nomes
da lista dos sinópticos são: Simão, André, João e Tiago são os primeiros a
serem chamados para seguir o mestre e dentre eles coube a Pedro ter uma
prioridade cronológica. Não obstante em outros lugares como em Gálatas 2:9 seu
nome não aparece nesta posição.
g) A miopia exegética é um mal constante na cúpula romana e leva-a a ver o que
não está no texto! Lendo cuidadosamente At. 1:15-26 vemos que Pedro apenas
expôs o problema, qual seja, a falta de um sucessor para o cargo de Judas, no
entanto Matias foi eleito pela igreja por voto comum, e não por decisão de
Pedro.
Os sofismas destes textos são flagrantes, contudo, a derrocada teológica
peremptória destes argumentos, está nas atitudes de Cristo – o ÚNICO Sumo
Pastor, Chefe Supremo, Cabeça e Fundamento da Igreja – em não titubear e
corrigir algumas precoces ambições de supremacia entre eles. Certa feita tal
idéia foi sugerida ao mestre (Mateus 20:18-27) que no mesmo instante a
rechaçou dizendo: “...Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os
seus grandes exercem autoridades sobre eles.Não será assim entre vós; antes,
qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e
qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo;...” (ênfase
acrescentada). Noutra feita essa questão foi novamente levantada. (cf. Lucas
22:24) Veja que se os apóstolos tivessem cientes desta utópica promessa, de
maneira alguma teriam levantado esta questão e o próprio pescador Galileu, ou
mesmo Jesus, haveriam de esclarecer-lhes o primado de Simão Pedro sobre eles,
a recordar a alegada promessa em Mateus 16:18. Mas não o fez, simplesmente por
não existir.
O próprio Pedro desfaz essa lenda ao dizer que: “ninguém tenha DOMÍNIO sobre o
rebanho...” (cf. I Pd. 5:1-3) Não se pode ver aí nenhum vestígio de
superioridade, supremacia ou destaque sobre os demais, pois ele mesmo se
igualava aos outros dizendo: “...que sou também presbítero com eles...” Pedro
jamais mandou! Pelo contrário, foi mandado...e obedeceu (Atos 8:14) fazendo
jus às palavras de Jesus “Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o
enviado maior do que aquele que o enviou.” (Jo. 13:16)
PEDRO ESTEVE EM ROMA?
Não obstante a Bíblia trazer um silêncio sepulcral sobre o assunto, os
católicos afirmam ser fato incontestável ter sido o apóstolo Pedro o fundador
da igreja em Roma. Atribuem-lhe ainda um pontificado de 25 anos na capital do
império e conseqüente morte neste lugar. É claro que estas ligações são
a-priori de valor inestimável, pois entrelaçadas vão robustecer a tese
vaticana da primazia do papado. Contudo, não deixam de ser argumentos
gratuitos! Há de se frisar que somente a chamada “(con) tradição”, vem em
socorro da causa romanistas nestas horas e mesmo assim de maneira dúbia.
Vejamos:
Pedro não pode ter sido papa durante 25 anos, pois foi martirizado no reinado
do Imperador Nero, por volta de 67/68. Subtraindo vinte cinco anos,
retrocederemos ao ano de 42 ou 43. Nessa época não havia se realizado o
Concílio de Jerusalém (Atos 15), que se deu por volta de 48-49, Pedro
participou (mas não deveria pois segundo a tradição, nesta época, ele estava
em Roma), no entanto, foi Tiago quem o presidiu (Atos 15;13,19). Em 58, Paulo
escreveu a epístola aos Romanos. E no capítulo 16 mandou uma saudação para
muitos irmãos, mas Pedro sequer é mencionado. Paulo chegou a Roma no ano 62 e
foi visitado por muitos irmãos (Atos 28;30 e 31). Todavia, nesse período, não
há nenhuma menção de Pedro. O Apóstolo Paulo escreveu quatro cartas de Roma:
Efésios, Colossensses, Filemon(62) e Filipenses(entre 67 e 68) mas Pedro não é
mencionado em nenhuma delas. Se Pedro estava em Roma no ano 60, como se deve
entender a revelação referida nos Atos dos Apóstolos 23:11, em que Jesus disse
a Paulo: “Importa que dês testemunho de mim também em Roma?” Cadê o papa de
Roma na ocasião?
É por estas e outras que não acreditamos que Pedro tenha fundado ou presidido
a Igreja de Roma como afirmam os católicos!
SOBRE PEDRO SER A PEDRA PRINCIPAL, OU LÍDER DA
IGREJA:
O INSUSTENTÁVEL SUPORTE DA TRADIÇÃO
A tradição é um dos pilares nos quais se assenta a teologia romanista. O
principal órgão desta tradição é a chamada “Patrística” que são os escritos
dos primitivos cristãos. Essa tradição é de relevante valor à causa católica,
pois dela advém toda a sofismática da tal “Sucessão Apostólica”. É dela que é
extraída a má interpretação de Mateus 16:18, da primazia de Roma, da corrente
sucessória de S. Pedro etc. Na verdade as coisas são bem diferentes quando
analisadas de maneira honesta.
Dos inúmeros “pais da Igreja”, somente 77 opinaram a respeito do assunto de
Mateus 16:18, sendo que 44 reconheceram ser a fé de Pedro a rocha. 16 deles
julgaram ser o próprio Cristo e somente 17 concordaram com a tese vaticana.
Nenhum deles afirmavam a infalibilidade de Pedro e tão pouco o tinham como
papa. Exemplo disso é S. Agostinho que em seu Livro I, Capítulo 21 das
Retratações (Livro escrito no fim da sua vida, para retratar-se de seus
escritos anteriores) expressamente afirma que sempre, salvo uma vez, ele havia
explicado as palavras Sobre esta pedra - não como se referissem à pessoa de
Pedro, mas sim a Cristo, cuja Divindade Pedro havia reconhecido e proclamado.
Diz certa fonte católica que: “Se a corrente da sucessão apostólica por alguma
razão encontra-se interrompida, então as ordenações seguintes não são
consideradas válidas, e as missas e os mistérios, realizados por pessoas
ilegalmente ordenadas — desprovidos da graça divina. Essa condição é tão séria
que a ausência de sucessão dos bispos em uma ou outra denominação cristã
despoja-a da qualidade de Igreja verdadeira, mesmo que o bensino dogmático
presente nela não esteja deturpado. Esse foi o entendimento da Igreja desde o
seu início.”
Pois bem, procurarei não ser prolixo ao historiar sobre essa questão. Todos
sabem que o trono dos papas teve seus momentos de vacância, muitos papas
conquistaram este título por dinheiro, alguns papas considerados legítimos
foram condenados como hereges, outros pela ganância do cargo foram envenenados
por seus rivais, ainda outros foram nomeados por imperadores; quando não,
havia três ou mais papas se excomungando mutuamente pela disputa da cadeira de
São Pedro. Sem falar é claro, da época negra da pornocracia. Não é debalde que
na “Divina Comédia”, Dante Alighieri, coloca vários papas no inferno! Há ainda
uma tremenda contradição nas muitas listas dos pontífices romanos expostas por
historiadores católicos, nas quais os nomes de tais sucessores aparecem
trocados ou faltando. Não creio que estes homens sejam os verdadeiros
sucessores da cátedra de Pedro! A bem da verdade, essa tal sucessão
ininterrupta e contínua dos papas é totalmente arrebentada e falsa. É por
demais ultrajante mesmo para uma mente mediana suportar tamanha incongruência!
Pelo que foi resumidamente exposto acima, podemos concluir serenamente que:
PEDRO NUNCA FOI PAPA E NEM O PAPA É O VIGÁRIO DE CRISTO.
OBRAS CONSULTADAS
NOITES COM OS ROMANISTAS; M.H. Seymour –Edições Cristãs
DOZE HOMENS, UMA MISSÃO; ARAMIS C. DE BARROS – EDITORA LUZ E VIDA
O CRISTIANISMO ATRAVÉS DOS SÉCULOS; EARLE E. CAIRNS – EDICÇOES VIDA NOVA
PEDRO NUNCA FOI PAPA NEM O PAPA É VIGÁRIO DE CRISTO; ANIBAL P. REIS – EDIÇÕES
CAMINHO DE DAMASCO
QUEM FUNDOU SUA IGREJA; Pe. ALBERTO LUIZ GAMBARINI – EDITORA ÁGAPE (católico)
OS PAPAS ; AQUILES PINTONELLO – EDIÇÕES PAULINAS
A HIERARQUIA; Pe. JOSÉ COMBLIN – PAULUS
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Devocional
"Pastoreando suas ovelhas (Jo
21.17)
Muita coisa tem sido feita da pergunta que JESUS
fez a Pedro três vezes: 'Amas-me?' Alguns pastores e professores falam sobre
como essa pergunta cria intencionalmente um paralelo com as três negações de
Pedro sobre CRISTO. Outros enfatizam as diferentes palavras gregas traduzidas
por amor nessa passagem. Quase esquecida em todas essas discussões está a
ênfase que JESUS colocou sobre ministrar aos outros.
'Pastoreia as minha ovelhas', JESUS disse cada vez
que Pedro afirmou seu amor por Ele. 'Se você realmente me ama, cuidará
daqueles que me pertencem'. Observe que em nenhuma vez JESUS perguntou se
Pedro amava as ovelhas. A motivação fundamental para o ministério era e é o
amor por JESUS CRISTO e uma disposição para agir. Há outra mensagem aqui
também. 'Mesmo que você tenha fracassado', JESUS parece estar dizendo, 'Eu
ainda posso usá-lo na vida dos outros'.
E quanto à sua vida? Você ama JESUS? Está provando
seu amor por Ele servindo aos outros? Sua motivação em ministrar é para
demonstrar seu amor por CRISTO? Qualquer coisa menor não vai 'agüentar'.
Será que os fracassos do passado estão perseguindo
você e impedindo-o de buscar a CRISTO? Olhe para a lição de Pedro e descubra
que DEUS ainda deseja que você seja um servo frutífero para Ele. Se amamos a
JESUS, ministraremos aos outros."
(KENDRICK, M. 365 lições de vida extraída de
personagens da Bíblia. Rio de Janeiro:CPAD, 1999, p.276.)
APLICAÇÃO PESSOAL
Nosso temperamento, embora inato, pode e deve ser
controlado pelo ESPÍRITO SANTO. Uma vez que o temperamento, a personalidade e
o caráter fazem parte integral do ser humano, o homem que deseja ser guiado
por DEUS deve entregá-los completa e totalmente ao ESPÍRITO do Senhor:
"Porque todos os que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de
DEUS" (Rm 8.14). Ser guiado em tudo! No sentir, pensar e agir!
Quão maravilhoso é para o crente ter o seu
temperamento controlado pelo ESPÍRITO SANTO! "Se vivemos no ESPÍRITO ,
andemos também no ESPÍRITO " (Gl 5.25).
QUESTIONÁRIO
DA LIÇÃO 9 - PEDRO, UM DISCÍPULO SINCERO E DINÂMICO
RESPONDA CONFORMA A REVISTA DO 3º TRIMESTRE DE
2007 - A BUSCA DO CARÁTER CRISTÃO - APRENDENDO COM HOMENS E MULHERES DA BÍBLIA
DO COMENTARISTA Pr. Eliezer de Lira e Silva
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Assim que, se alguém está em
______________________, nova _______________________ é: as coisas velhas já
passaram; eis que tudo se fez __________________" (2 Co 5.17).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O ESPÍRITO SANTO transforma o _________________
do crente que a __________________ se _________________________
incondicionalmente.
INTRODUÇÃO
3- Como é apresentado Pedro nos Evangelhos e no
livro de Atos ?
( ) É apresentado como um homem manso, sincero
e dinâmico.
( ) É apresentado como um homem muito calmo,
sincero e autêntico.
( ) É apresentado como um homem impulsivo,
porém, sincero e dinâmico.
I. PEDRO, PESCADOR DE HOMENS (Lc 5.8-10)
4- Qual a profissão de Simão (Pedro) e seu irmão
André, bem como João e Tiago, filhos de Zebedeu?
( ) Pescadores.
( ) Cobradores de impostos.
( ) Fazedores de tendas.
5- De onde era Pedro, onde morava e com que
residia?
( ) De Nazaré, residia em Cafarnaum e com ele
residia sua sogra e André.
( ) De Betsaida, residia em Nazaré e com ele
residia sua esposa, sogra e André.
( ) De Betsaida, residia em Cafarnaum e com ele
residia sua esposa, sogra e André.
6- Em um barco de quem, JESUS pregou e acabando
de falar ordenou que esse dono do barco lançasse a rede em águas mais
profundas e então "pescaram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes
a rede"?
( ) De Zebedeu.
( ) De André.
( ) De Pedro.
7- Depois de deixar sua profissão de pescador
de peixes, qual "profissão" Pedro assumiu?
( ) De cobrador de impostos
( ) De pescador de homens.
( ) De vendedor de homens.
8- Qual a origem e o significado do nome Simão?
( ) Simão é uma abreviatura de Simbalate, um
dos doze bisnetos de Jacó. O significado de seu nome é "famoso".
( ) Simão é uma abreviatura de Simei, um dos
doze netos de Jacó. O significado de seu nome é "vitorioso".
( ) Simão é uma abreviatura de Simeão, um
dos doze filhos de Jacó. O significado de seu nome é "formoso".
9- Onde foi, e por quem foi mudado o nome de
Simão para Pedro?
( ) Foi em Betânia. JESUS mudou o nome de Simão
para Pedro (grego) ou Cefas (aramaico).
( ) Foi em Nazaré. JESUS mudou o nome de Simão
para Pedro (grego) ou Cefas (aramaico).
( ) Foi em Belém. JESUS mudou o nome de Simão
para Pedro (grego) ou Cefas (aramaico).
8- Qual o significado do nome
Pedro?
( ) Rocha.
( ) Pedra.
( ) Fortaleza.
II. O CARÁTER DE PEDRO
9- O que o Mestre conhecia perfeitamente de cada
um dos discípulos, quando os chamou? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para
Falso:
( ) A personalidade.
( ) O temperamento.
( ) O caráter.
( ) A salvação.
10- Quando Pedro demonstrou seu
potencial convincentemente e pregou a Palavra, e quase três mil almas
aceitaram a CRISTO como Salvador?
( ) No Dia da Páscoa.
( ) No Dia de Pentecostes.
( ) No Dia de Purim.
11- Quantas vezes Pedro nega a JESUS
na casa de Caifás no desdobramento da prisão de JESUS (Mt 26.58)?
( ) Uma vez.
( ) Duas vezes.
( ) Três vezes.
12- Cite algumas vezes que Pedro foi Procurado
por JESUS ressurreto, completando as frases seguintes:
JESUS ____________________tanto Pedro que lhe deu
o privilégio de vê-lo ressurreto (Lc 24.34; 1 Co 15.5). Noutra ocasião,
deixou-lhe uma mensagem para que se reunisse aos outros discípulos na
__________________________ (Mc 16.5-7; Mt 28.10; Lc 24.12). Na terceira
aparição, o Mestre perguntou a Pedro por ________________ vezes: "Simão, filho
de Jonas, amas-me?" (Jo 21.15-17). Na última reunião com os discípulos, JESUS
não se referiu mais a _________________.
13- Quando Pedro foi batizado
no ESPÍRITO SANTO?
( ) Após a ressurreição de CRISTO, no dia que
ele aparece entre os discípulos no cenáculo.
( ) Cinqüenta dias após a ressurreição de
CRISTO, no Dia de Pentecostes.
( ) No dia em que foi batizado por João
Batista, no Rio Jordão.
14- Quais os dois elementos que marcaram o
ministério de Pedro?
( ) Poder para resistir à perseguição e
profundo trabalho pela felicidade da Igreja.
( ) Graça para resistir à tentação e apego à
Igreja.
( ) Graça para resistir à perseguição e zelo
pela integridade da Igreja.
15- Dê exemplo de Pedro resistindo à
perseguição. Complete:
Certa vez, após ________________________ um coxo em
nome do Senhor (At 3.1-9), Pedro e João foram ________________________ e
conduzidos ao Sinédrio para serem interrogados (At 3). Pedro não era mais
aquele discípulo de caráter inconstante e inseguro. Agora, regozijava-se por
ser considerado digno de _______________ pelo nome do Senhor (At 5.42).
16- Dê exemplo de Pedro Zelando pela
integridade da igreja. Complete::
O apóstolo, no caso de ____________________ e
Safira, repreendeu-os ___________________________, e sobreveio-lhes imediata
condenação __________________ (At 5.1-10), a morte.
Ajuda:
www.cpad.com.br
bíblias, Livros e revistas
Bíblia Thompson
www.escoladominical.com.br
www.ebdweb.com.br Assista aqui a EBD na TV em vídeo.
Figuras do Filme "PEDRO" (Filme tendencioso que
coloca Pedro como líder da igreja, enviando Paulo para a obra missionária e
visitando Roma e Paulo na prisão, invencionices católicas romanistas).
Ver
www.estudosbiblicos.com.br/estudos_biblicos O livro de Atos em Estudos.