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Lição 9 - As Limitações dos Discípulos
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista da CPAD: Pastor: José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
Questionário
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
"E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam." (Lc 9.40)
 

VERDADE PRÁTICA
Ao longo de seu ministério, JESUS foi seguido por homens simples, imperfeitos e limitados, mas jamais os descartou por isso.
 

 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lc 9.40,41 A falta de fé dos discípulos mesmo depois
Terça - 9.46-48 JESUS não aceita a disputa dos discípulos
Quarta - Lc 9.49,50 JESUS repudia o exclusivismo dos discípulos
Quinta - Lc 12.13,14 JESUS é contra a avareza dos discípulos
Sexta - Lc 12.22-34 JESUS ensina os discípulos quanto a solicitude da vida
Sábado - Lc 7.40-50 Os discípulos e a necessidade
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 9.38-42,46-50
Lucas 9.38 - E eis que um homem da multidão clamou, dizendo, Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho. 39 - Eis que um ESPÍRITO o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado. 40 - E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. 41 - E JESUS, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho. 42 - E, quando vinha chegando, o demônio o derribou e convulsionou; porém JESUS repreendeu o ESPÍRITO imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai.
Lucas 9.46 - E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. 47 - Mas JESUS, vendo o pensamento do coração deles, tomou uma criança, pô-la junto a si 48 - e disse-lhes: Qualquer que receber esta criança em meu nome recebe-me a mim; e qualquer que me recebe a mim recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande. 49 - E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco. 50 - E JESUS lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.
 
OBJETIVO GERAL
Despertar nos crentes o desejo de cultivar as verdadeiras virtudes cristãs.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Destacar que a melhor maneira de encher-se de fé é pela oração e conhecimento da Palavra de DEUS.
Mostrar que o exclusivismo nada tem a ver com o ensinamento de JESUS.
Explicar o perigo de um coração avarento e suas consequências.
Estimular os crentes a perdoar uns aos outros.
 
PONTO CENTRAL
Como seres humanos, somos limitados e imperfeitos. Entretanto, uma vez seguindo a JESUS, podemos ter fé.
 
Resumo da Lição 9 - As Limitações dos Discípulos
I - LIDANDO COM A DÚVIDA
1. A oração e a fé.

2. A Palavra de DEUS e a fé.
II - LIDANDO COM A PRIMAZIA E O EXCLUSIVISMO
1. Evitando a primazia.
2. Evitando o exclusivismo.
III - LIDANDO COM A AVAREZA
1. Valores invertidos.
2. Evitando a ansiedade.
IV - LIDANDO COM O RESSENTIMENTO (Lc 17.3,4)
1. A necessidade do perdão.
2. Perdão, uma via de mão dupla.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A intensidade da vida de oração mostra a qualidade de uma vida devocional. Enquanto que a Palavra de DEUS produz fé viva
SÍNTESE DO TÓPICO II - JESUS rechaçou a ideia de primazia e de exclusivismo para aqueles que professam a fé cristã.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Não podemos inverter os valores da vida, pois viver ansiosamente, de modo materialista, vai na contramão de uma vida forjada no Evangelho
SÍNTESE DO TÓPICO IV - O perdão é uma necessidade humana, pois como uma via de mão dupla, à medida que perdoamos ao próximo, o nosso DEUS igualmente nos perdoa.
 
CONHEÇA MAIS
*Os setenta
"Outro grupo notável eram os setenta que JESUS enviou para preparar o terreno para Ele nas cidades que visitaria em seu caminho para Jerusalém (Lc 10.1). Se os doze apóstolos espelham as doze tribos de Israel, então talvez esses setenta espelhem os anciãos que Moisés designou para assisti-lo na liderança da nação de Israel (Nm 11.16,24,25)." Leia mais em Guia Cristão da Bíblia, CPAD, p. 70.
 
PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:
Como devemos lidar com a dúvida? Com oração, leitura da Palavra, tendo fé e uma vida devocional produtiva.
De acordo com a lição, o que de fato motiva o desejo por primazia? Uma mente mundana e secularizada.
Como devemos evitar a ansiedade? Aprendendo a confiar no Senhor, o nosso provedor.
Como devemos entender o perdão? Que a falta de perdão é maléfica para a alma humana, e por isso, deve ser evitada.
Por que o perdão é uma via de mão dupla? Para sermos perdoados por DEUS, precisamos perdoar.
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 62, p. 40.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Liderança Espiritual, Os 5 Níveis da Liderança e Faces do Perdão
 

 
Comentários resumo do Ev. Luiz Henrique
Lucas 9.20-35-50
Lucas 9.35 E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. 36 E, tendo soado aquela voz, JESUS foi achado só; e eles calaram-se e, por aqueles dias, não contaram a ninguém nada do que tinham visto. 37 E aconteceu, no dia seguinte, que, descendo eles do monte, lhes saiu ao encontro uma grande multidão. 38 E eis que um homem da multidão clamou, dizendo, Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho. 39 Eis que um ESPÍRITO o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado.40 E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. 41 E JESUS, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho. 42 E, quando vinha chegando, o demônio o derribou e convulsionou; porém JESUS repreendeu o ESPÍRITO imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai. 43 E todos pasmavam da majestade de DEUS. E, maravilhando-se todos de todas as coisas que JESUS fazia, disse aos seus discípulos: 44 Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos, porque o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens. 45 Mas eles não entendiam essa palavra, que lhes era encoberta, para que a não compreendessem; e temiam interrogá-lo acerca dessa palavra. 46 E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. 47 Mas JESUS, vendo o pensamento do coração deles, tomou uma criança, pô-la junto a si 48 e disse-lhes: Qualquer que receber esta criança em meu nome recebe-me a mim; e qualquer que me recebe a mim recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande. 49 E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco. 50 E JESUS lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.
 
Como eram os seguidores de CRISTO?
Problemas - exclusivismo (JESUS só para eles, nada de alguém fora do grupo ter poder), egoísmo (queriam ter lugar de destaque no reino de CRISTO), imaturidade (falta de fé e de experiência com DEUS e falta de conhecimento das escrituras), bairrismo (defesa exagerada de seu ministério, em detrimento dos outros), etc. A expectativa de JESUS era que acertassem depois de serem ensinados e treinados, mas acontecia ao contrário. Erravam sempre. JESUS, com toda longanimidade os corrigia, mas nunca os abandonou. Os discípulos de JESUS não eram teólogos, nem homens de fé avançada e nem de condição financeira avantajada, tinham sentimentos nada cristãos, mas tinham o que DEUS queria - desejo de aprender e servir ao mestre JESUS. Assim DEUS poderia escolhê-los, chamá-los, prepará-los e enviá-los.
Enquanto JESUS os ensinava sobre seu breve sacrifício na cruz, eles discutiam sobre quem seria o maior no reino terreno de JESUS, imaginado por eles.
JESUS fala sobre o perdão porque sabia que entre discípulos que são imaturos existem ciúmes, contendas, inimizades e divisão. A ociosidade de alguns estimula a perseguição dos que realmente fazem a obra de DEUS. É importante, portanto o ensino sobre o perdão e a reconciliação de uns para outros e principalmente para com DEUS.
 
 
I - LIDANDO COM A DÚVIDA
1. A oração e a fé.
Como eram os discípulos em relação à oração e a fé.
"Onde está a vossa fé?" (Lc 8.25). A pouca fé dos discípulos era o grande problema no discipulado de JESUS para com eles.
"Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei?" (Lc 9.41). Às vezes o mestre ficava surpreso com tanta falta de fé.
A fé é estimulada pela oração e pelo jejum, portanto, sem oração e jejum, dificilmente se poderá exercer fé na palavra e autoridade de JESUS.
E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? Marcos 4:40 A timidez dos discípulos em frente ao quase naufrágio, depois frente ao endemoninhado com epilepsia são apenas dois dos muitos episódios em que não tiveram coragem de enfrentar o inimigo, mas JESUS continuou seu discipulado, pois via, pela fé que eles conseguiriam mais tarde, deixar aquela timidez.
Rogamos-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos. 1 Tessalonicenses 5:14.
Pouca oração, pouco poder! - Nenhuma oração, nenhum poder! é o se deduz das passagens seguintes: Mt 8.23-27; 17.14-20; Mc 4.35-41; 9.14-29.
 
Comentários de alguns livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
9.37-43a A Cura de um Menino Epiléptico
Cf. Mateus 17.14-20; Marcos 9.14-29
Lucas apresenta esse acontecimento de forma bem abreviada. O relato de Marcos é bem mais detalhado. Lucas nada diz sobre o diálogo entre JESUS e os discípulos com referência à vinda de Elias (Me 9.11-13), sobre os escribas que estão discutindo cornos discípulos (Mt 9.14), ou sobre a incapacidade do menino de falar (9.17); ele também omite completamente a parte do diálogo de JESUS com o pai do menino que ocorreu imediatamente depois que o menino lhe foi trazido (9.21- 24) e que termina com o grito agonizante do pai: “Creio, ajuda minha incredulidade”. Lucas reduz os três versículos (9.25-27) da descrição de Marcos da forma como efetuou a cura a apenas meio versículo (Lc 9.42b). Finalmente, Lucas omite completamente o diálogo subsequente entre JESUS e os discípulos, durante o qual o Senhor lhes disse: “Esta espécie só sai pela oração e pelo jejum” (Me 9.28, 29). De forma bem ordenada, ele está relatando quatro fatos nos quais se revelam as falhas dos discípulos, a saber, sua falta de: a. (vs. 40, 41) b. entendimento (v. 45) c. humildade (v. 46) d. tolerância (v. 49) Em todos, exceto em (b), Lucas também mostra como o Mestre respondeu a essas falhas. Resultado: mais do que nunca somos levados a ver como, no término de O Ministério do Retiro, e encarando o caminho para Jerusalém e para a cruz, JESUS sofreu “sozinho”; em certo sentido, “totalmente sozinho” . Isso realça a grandeza de seu sacrifício.
A. Cenário
37. No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multidão lhe saiu ao encontro.
Esse foi o dia depois da transfiguração. JESUS, acompanhado por Pedro, Tiago e João, tinham terminado a descida do monte. Os quatro deparam com uma grande multidão. Aliás, tão ávido estava o povo quando viu JESUS, que veio correndo para dar-lhe as boas-vindas (Mc 9.15). Segundo Marcos 9.14, também estavam presentes alguns escribas que passaram a discutir com os nove que foram deixados para trás, quando JESUS e os três subiram ao monte. Mas, como já se indicou, Lucas omite essa parte da história.
B. Dupla Tragédia A primeira parte dessa tragédia é descrita nos versículos 38,39.
De repente, um homem da multidão gritou, dizendo: Mestre, rogo-te que atentes para meu filho, porque ele é meu único filho. De repente um espírito se apodera dele e de súbito ele grita. Então o agita com convulsões de modo que espuma pela boca, e, enquanto o maltrata, raramente o deixa livre.
Do meio dessa grande multidão, um homem de repente se põe diante de JESUS. Respeitosamente, ele se dirige a JESUS como “Mestre” (assim também em Marcos), e como “Senhor” (de acordo com Mateus). O homem continua pedindo a JESUS que “atente” para seu filho único. Sua intenção é: “atente com favor e compaixão” ; daí, que o ajude. Com referência a esse filho, Lucas revela os seguintes pontos:
1. Ele era filho único. Naturalmente, Lucas seria o evangelista a enfatizar tal fato. Não foi assim também no caso do jovem de Naim, cujo corpo estava sendo retirado pelo portão [da cidade], filho único da viúva? Cf. 7.12. E a filha de Jairo não era filha única (8.42)?
2. Provavelmente era epiléptico. Os sintomas mencionados por Lucas - especialmente os ataques, as convulsões e a espuma pela boca - são característicos da epilepsia. A tradução favorecida pela maioria dos tradutores é “epiléptico”. “Lunático” é uma pessoa insana, e nada há no presente contexto que indique insanidade.
3. Era um endemoninhado ou cativo de demônio, e isso em extensão tal que, quando o espírito mau lhe provocava um ataque, e no processo o maltratava, raramente o deixava livre.
4. Era surdo-mudo (Me 9.17, 25). A segunda parte da tragédia vem logo a seguir:
40. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, porém não puderam.
Evidentemente, a intenção original do homem tinha sido levar esse menino gravemente atacado a JESUS. Mas quando notou que JESUS não estava na companhia dos nove discípulos que não tinham subido ao monte, lhes pedira que curassem o enfermo. A expulsão de demônios e a cura de enfermos não era uma das tarefas que foram designadas aos Doze? E não é verdade que tinham tido certo êxito nessa incumbência? Veja Lucas 9.1, 6, 7, 10; cf. Marcos 6.13. Mas, no presente caso, os discípulos tinham fracassado. Lucas não entra nessa parte da história. Veja Mateus 17.20; Marcos 9.29.
C. Luz em Meio às Trevas
1. Repreendidas as trevas da incredulidade
41a. JESUS respondeu: Oh, geração incrédula e pervertida, até quando estarei com vocês? Até quando os suportarei?
Cf. Deuteronômio 32.5; Mateus 17.17. JESUS estava profundamente comovido, como o indica a exclamação Oh. Por meio dessa exclamação, JESUS expressou sua dor e indignação. O fato de dirigir ele sua queixa à “geração” mostra que não poderia estar pensando apenas nos nove discípulos que tinham fracassado nessa emergência. Evidentemente, ele se sentia profundamente insatisfeito com seus contemporâneos: com o pai, que carecia de suficiente fé no poder curador de CRISTO (cf. Me 9.22-24); com os escribas, que em vez de mostrar alguma piedade, provavelmente se gloriavam na impotência dos discípulos (Me 9.14); com o povo em geral, que nos Evangelhos é normalmente descrito como muito mais preocupado consigo mesmo do que com os demais (Jó 6.26); e, finalmente, porém não com menos razão, com os nove discípulos por seu fracasso em exercer sua fé, não pondo todo o coração na oração perseverante (Mc 9.29). Em maior ou menor grau, todos eram incrédulos, falhos no exercício de uma fé verdadeira, ardente, duradoura, fé essa eficazmente operosa. Ao acrescentar JESUS: “Até quando estarei com vocês? Até quando os suportarei?”, ele mostra que, em vista de sua própria confiança no Pai celestial, confiança sem mácula, e em vista de seu próprio amor que era infinito e terno, era-lhe doloroso “suportar” (sentido exato do original) os que eram carentes dessas qualidades ou que falhavam no exercício dessas virtudes em grau suficiente. Seu ministério tinha durado, até então, quase três anos. Ele estava desejoso de ver o fim. Não foi só a condenação e a crucificação que trouxeram sofrimento ao Senhor, mas também a incredulidade e a maldade do povo em cujo meio vivia. Não obstante, a misericórdia sempre triunfa. Assim também ocorreu aqui. JESUS não rejeita a oração do pai que sofre agonias, nem ignora a dor do filho gravemente afligido:
2. A luz de uma promessa implícita.
41b. Traga aqui seu filho. Ao dizer isso, JESUS não quis dizer: “Verei se posso curá-lo”, mas: “Eu o curarei” .
D. Livramento
1. Ataque final do demônio
42a. Enquanto ele [o menino] ia se aproximando, o demônio o lançou por terra e o agitou em convulsão.
Esse não era um caso comum de epilepsia, mas um provocado e agravado por um demônio, o que se faz evidente à luz dos seguintes fatos: (a) a convulsão ocorreu no exato momento em que o menino se aproximava e o demônio viu JESUS (Me 9.20); e (b) não era uma desordem cerebral que por si só produzia convulsão; não, era o demônio que derrubava o menino por terra e o fazia convulsivo. Nesse ponto, Marcos 9.21-24 relata um breve diálogo, porém significativo, entre JESUS e o pai do menino, que termina com as palavras recém-citadas do último: “Creio, ajuda minha incredulidade” . Tanto Mateus quanto Lucas omitem este diálogo e concentram a atenção do leitor sobre a cura.
2. A cura
42b. JESUS, porém, repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o devolveu a seu pai.
Como anteriormente JESUS havia “repreendido” os demônios (4.35, 41), uma febre (4.39), os ventos e as ondas (8.24), assim também aqui, de um modo muito eficaz, fez prevalecer sua autoridade sobre esse espírito imundo. Veja também sobre este verbo repreender no comentário sobre 8.24. Tendo sido assim repreendido, somente uma coisa o ESPÍRITO poderia fazer: ir embora. E assim o Mestre curou o menino.
Significativas são as palavras: e o devolveu a seu pai. Em conexão com tantos casos de curas efetuadas por JESUS, faz-se evidente que ele era muito mais que um mero operador de milagres. Ele punha seu coração em suas curas. Estas eram manifestações não só de seu maravilhoso poder, mas também de seu temo amor. Assim, por exemplo, ele não só cura o paralítico, mas também lhe perdoa os pecados (5.17-24); não só cura o servo do centurião, mas também elogia o próprio centurião (7.2-10); não só restaura a saúde do endemoninhado geraseno, mas também faz dele um missionário (8.26-39); não só cura, mas também consola a mulher que tocou sua túnica (8.43-48); não só ressuscita dentre os mortos a filha de Jairo, mas também toma iniciativa para que lhe seja dado algo para comer (8.40-42, 49-56). Em harmonia com isso, o que nos impressiona no presente caso é que, assim como o filho da viúva de Naim não só foi ressuscitado dentre os mortos, mas também foi ternamente devolvido à sua mãe (7.11-17), assim esse endemoninhado epiléptico e surdo-mudo é agora restaurado à sua saúde, com igual compaixão e preocupação é devolvido ao seu pai. Cf. Isaías 53.4; Mateus 8.16, 17. JESUS aqui se revela não só como um Curador, mas como o Curador que tem compaixão!
E. Assombro
43a. E todos foram tomados de assombro ante a majestade de DEUS.
Essa afirmação tem seu lado positivo e seu lado negativo. É maravilho que, quando o povo notou que JESUS podia fazer o que seus discípulos não puderam, e triunfou até mesmo sobre esse demônio totalmente corrompido, porém poderoso, expressou seu assombro e reconheceu nesse ato de cura a majestade de DEUS. Não obstante, em contrapartida é claro que não reconheceram JESUS como o Messias enviado de DEUS. Não lhe consagraram o coração. Assombrar-se é bom, mas não é suficiente!
43b Ora, enquanto todos se maravilhavam ante todas as coisas que JESUS estava fazendo, ele disse a seus discípulos: 44 Deixem que estas palavras penetrem em seus ouvidos: o Filho do homem está para ser traído e entregue nas mãos dos homens. 45 Eles, porém, não sabiam o que pensar dessa afirmação. Ela fora oculta deles para que não a entendessem. E temiam perguntar-lhe a respeito dessa afirmação.
William Hendriksen - Comentário do Novo Testamento, Exposição do Evangelho de Lucas Vol. 1 - EDITORA CULTURA CRISTÃ
 
O jovem possesso (9:37-43a).
A experiência no cume da montanha e seguida em todos os três Sinotistas pela incapacidade angustiante dos discípulos de tratar de um caso de possessão demoníaca. O contraste é marcante. De um lado, temos aqueles que se regozijavam na luz de DEUS no cume da montanha, e, do outro lado, aqueles que estavam sendo derrotados pelos poderes das trevas na planície. Mas a supremacia de JESUS está evidente nos dois casos.
37. Lucas diz que este incidente ocorreu no dia seguinte. Omite a discussão acerca da vinda de Elias, e passa diretamente ao caso do menino endemoninhado. Uma grande multidão estava com o menino, e agora veio ao encontro de JESUS.
38-40. Um homem na multidão clamou a JESUS em alta voz, explicando sua necessidade.
Tinha um filho único (cf. 7:12; 8:42), que de tempos em tempos era possesso por um demônio. Os sintomas parecem semelhantes aos da epilepsia, e muitos classificam a doença. Como, porém, a doença à atribuída a possessão demoníaca, este diagnostico talvez seja um pouco confiante demais. O homem completa sua história de sofrimentos dizendo que rogara aos discípulos que lidassem com o demônio mas que, infelizmente, eles não puderam. Não fica claro se estes discípulos incluíam alguns dos apóstolos ou não. Visto que somente três dos doze estiveram com JESUS, presume-se que havia alguns deles com a multidão. Neste caso, há um problema, pois tinham tido sucesso em lidar com demônios na sua viagem de pregação (9:1-6). Agora parecia que o poder os tinha deixado. Deve ter havido algum fracasso na sua vida espiritual (Mc 9:29 refere-se à necessidade da oração).
41. Não e fácil perceber a quem JESUS dirige as palavras "ó geração incrédula e perversa", (cf. Dt. 32:5). Devemos entender que as pessoas endereçadas eram “todas as pessoas presentes que não tinham demonstrado fé suficiente para a cura do menino” (THB). As palavras são importantes, porque Lucas as tornou centrais ao abreviar grandemente a narrativa. Omitiu varias declarações interessantíssimas, inclusive a que JESUS disse: “Tudo é possível ao que crê” e o que o pai do menino disse: “Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé” (Mc 9:23, 24). A pergunta até quando (cf. Nm 14:27), demonstra que JESUS estava preocupado com a falta de fé e propósito do qual falava. As pessoas estavam vendo os milagres como maravilhas, mas não como sinais da presença de DEUS e da Sua exigência do arrependimento. Mas imediatamente JESUS volta-Se ao homem e à necessidade dele, e pediu-lhe que trouxesse o menino a Ele.
42,43a. Enquanto o menino vinha para a frente, o demônio deu seu ímpeto final.
O atirou no chão e o convulsionou. Marcos relata uma breve conversação que se seguiu, mas Lucas, como Mateus, concentra- se na cura. JESUS repreendeu o espírito imundo (cf. 4:35, 39, 41; 8:24) e curou o menino. Sua solicitude para com as pessoas ressalta-se outra vez quando Ele o entregou a seu pai. O milagre deixou as pessoas maravilhadas ante a majestade de DEUS. JESUS não atraia a atenção a Ele mesmo, mas, sim, trazia glória ao Pai.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
 
 Sumário do Capítulo 9.18-50 (O Ministério do Retiro)
Por meio da alimentação dos cinco mil (Lc 9.10-17) JESUS revelara sua grandeza de uma forma tão impressionante que as multidões queriam coroá-lo rei (Jó 6.15). Portanto, era tempo de JESUS revelar aos Doze:
(a) que ele era o Messias há muito esperado, e
(b) em que sentido isso era verdade. A fim de lograr o primeiro objetivo, estando sozinho com os homens que escolhera para que fossem seus seguidores permanentes, JESUS lhes perguntou: “Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “João Batista ... Elias ... um dos profetas da antiguidade” . Então lhes pergunta: “Mas, vocês, quem dizem que eu sou?” Falando por todos, Pedro responde: “O CRISTO de DEUS” (vs. 18.20). JESUS adverte seus discípulos a não divulgarem esse fato. Então, a esses mesmos homens faz a primeira predição franca de sua paixão, que velozmente se aproxima, e de sua ressurreição. Isso cumpre o propósito (b) já indicado. A um auditório que consistia dos Doze mais muitos outros, ele agora esclarece que seus verdadeiros seguidores são participantes de seu sofrimento. “Se alguém deseja vir após mim, que negue a si mesmo, tome diariamente sua cruz e me siga” etc. Também foi nessa ocasião que JESUS disse as misteriosas palavras: “Além do mais, na verdade lhes digo que há alguns dos que estão aqui que não provarão a morte até que vejam o reino de DEUS” (vs. 21-27).
 
 
Cerca de oito dias depois, JESUS tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu ao monte para orar. Enquanto JESUS estava assim ocupado, o Pai lhe comunicou glória e honra (2Pe 1.16, 17)
(a) envolvendo seu corpo, inclusive suas roupas, com resplendor celestial,
(b) enviando mensageiros celestiais (Moisés e Elias) para conversar com ele sobre seu “êxodo” em Jerusalém, e
(c) fazendo com que ele e os outros que estavam ali ouvissem a voz celestial: “Este é o meu Filho, o meu Escolhido; ouçam-no!” A sugestão de Pedro de prolongar a gloriosa cena nem sequer recebeu resposta. Uma nuvem veio e envolveu Moisés e Elias (provavelmente também JESUS). Quando os dois emissários desapareceram e já não se ouvia a voz (supramencionada), JESUS foi achado sozinho. Em obediência a uma ordem dada pelo Mestre (Mc 9.9), os discípulos que estiveram com JESUS no monte da transfiguração guardaram silêncio, e naqueles dias nada disseram a ninguém do que viram (vs. 28-36). Que imenso contraste entre a glória no cume do monte e a miséria, ignomínia e confusão embaixo; particularmente, a miséria experimentada por um filho único endemoninhado e por seu pai. A tragédia era dupla. Citando as palavras do pai do menino:
(a) “De repente um ESPÍRITO se apodera dele e repentinamente ele grita. Em seguida o lança em convulsões de modo que espuma pela boca, e enquanto o maltrata, raramente o deixa livre” ; e (b) “Roguei aos teus discípulos que o expulsassem, porém não puderam”.
Ao ver JESUS:
(a) esse pai admitiu sua falta de fé (Me 9.22, 24),
(b) os discípulos foram repreendidos por causa de uma debilidade semelhante, não puderam curar esse menino,
(c) a multidão viu o que buscavam com curiosidades e
(d) os escribas se regozijavam ante o fracasso dos discípulos (Me 9.14),
JESUS exclamou: “Oh, geração incrédula e pervertida, até quando estarei com vocês? Até quando os suportarei?” Não obstante, voltando- se para o pai do menino, o Mestre acrescentou cheio de compaixão: “Traga aqui seu filho”. Essa mesma ordem significou a derrota do demônio. Embora lançasse o menino por terra e lhe provocasse convulsões, ante a palavra de JESUS o ESPÍRITO imundo foi expulso. “E eles [a multidão de espectadores) estavam assombrados ante a majestade de DEUS” (vs. 37-43a). Os discípulos tinham fracassado. Voltaram novamente a fracassar em relação à segunda predição de CRISTO acerca da paixão: “O Filho do homem está para ser traído e entregue nas mãos dos homens”. Embora à luz de Lucas 24.25, esse fracasso fosse também inescusável, não se deve exagerá-lo, como o indicam as palavras “isso lhes foi ocultado” (vs. 43b-45). Agora se notifica uma falta muito grave da parte desses homens. Enquanto JESUS estava pensando em seu grande sacrifício por eles, como o demonstra a predição da paixão (e ressurreição), eles estavam se perguntando: “Qual de nós é o maior?”
William Hendriksen - Comentário do Novo Testamento, Exposição do Evangelho de Lucas Vol. 1 - EDITORA CULTURA CRISTÃ
 
34,35. Agora veio uma nuvem e os envolveu. No Antigo Testamento, uma nuvem às vezes é associada com a presença de DEUS (e.g. Ex 4034-35) e não há motivo de duvidar que este é o caso aqui, especialmente tendo em vista a voz celestial. Não fica bem claro quem entrou na nuvem. O texto que temos (ARA) dá a impressão de que os discípulos foram incluídos. Mas é mais provável, segundo parece, que a nuvem envolvesse JESUS e os visitantes celestes; cf. Knox: “viram aqueles outros desaparecerem dentro da nuvem, e ficaram aterrorizados.” Que os discípulos estavam fora da nuvem parece ser indicado pelo fato de que a voz veio a eles de dentro (ek) dela. A voz disse: Este é o meu Filho, o meu eleito: a ele ouvi! Os outros Evangelhos tem “meu Filho amado,” como também tem alguns MSS de Lucas. Eleito enfatiza outro aspecto da Pessoa de JESUS, um pouco como o messiado. DEUS escolheu e nomeou JESUS para Seu ministério. Isto O diferencia clara e enfaticamente de Moises e de Elias. A Ele, os homens devem prestar atenção.
36. Nisto acabou a visão. Lucas deixa de mencionar que JESUS veio aos discípulos e os tocou enquanto jaziam prostrados. Simplesmente diz que depois daquela voz, achou-se JESUS sozinho. Acrescenta que naqueles dias os discípulos não contaram a visão a ninguém. Tinha sido uma experiência maravilhosa, mas não era o tipo de coisa que encorajaria a tagarelice ociosa. (só contaram depois de JESUS ter morrido e ressuscitado)
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
 
2. A Palavra de DEUS e a fé.
Como eram os discípulos em relação à Palavra de DEUS e a fé?
A falta de conhecimento da Palavra de DEUS é a maior causa pela derrota dos crentes no enfrentamento de Satanás - Quem não conhece seus direitos e seus deveres, não conhece suas limitações e suas capacitações.
No caminho de Emaús (Lc 24.13-35), cerca de 12 quilômetros de Jerusalém, dois discípulos desanimados, tristes, infelizes, derrotados, por falta de crerem na Palavra de DEUS, tantas vezes ensinada por JESUS, voltavam para casa sem entender porque seu mestre morrera tão repentinamente sem levá-los a uma vitória sobre seus inimigos (romanos). Como alguém tão poderoso poderia morrer assim? Estavam decepcionados com JESUS.
JESUS aparece perto deles e puxa uma conversa, sem se fazer conhecer. Daí JESUS percebe quanta ignorância a repeito da Palavra de DEUS e quanta incredulidade existe em seus próprios discípulos. JESUS os chama de néscios, tardos de conhecimento, isto é, sem discernimento (Lc 24.25).
Não é essa mesma a situação hoje de muitos que se dizem teólogos, professores de EBD, líderes da igreja? Desvinculam do evangelho qualquer demonstração do poder do ESPÍRITO SANTO. Resultado de uma vida sem jejum e oração. Cheios de palavras e vazios de ESPÍRITO. Não sabem eles que não existe evangelho sem milagres, assim como não existe salvação sem JESUS.
Paulo nos ensina sobre isto: Pelo poder dos sinais e prodígios, e pela virtude do ESPÍRITO de DEUS; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de JESUS CRISTO. Romanos15:19
 
Comentários de alguns livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
9.43b-45 A Segunda Predição da Paixão (e da Ressurreição) Cf. Mateus 17.22, 23; Marcos 9.30-32
43b,343 44. Ora, enquanto todos se maravilhavam ante todas as coisas que JESUS estavam fazendo, ele disse a seus discípulos: Deixem que estas palavras penetrem em seus ouvidos: o Filho do homem está para ser traído e entregue nas mãos dos homens.
JESUS não permitiu que fosse afastado de seu objetivo, a saber, concretizar seu “êxodo” até Jerusalém e a cruz. Nem mesmo a aclamação universal e o assombro em decorrência do grande milagre que estava para realizar podiam fazê-lo desviar-se do curso que decidira seguir. Portanto, da multidão ele agora se volta para seus discípulos. Uma vez mais, como uma vez antes (vs. 21, 22) ele fala de sua morte que se aproximava. No primeiro anúncio, contudo, ele pusera ênfase especial na necessidade dos acontecimentos futuros; agora está para enfatizar sua certeza. Portanto ele diz: “Deixem que estas palavras penetrem em seus ouvidos”, ou seja, prestem muita atenção no que estou para dizer-lhes; ouçam com muito cuidado; depositem-no em sua memória; revolvam-no em sua mente; levem-no a sério. O que JESUS lhes diz é que ele, o Filho do homem - como no versículo 22; veja sobre 5.2-4 -, o gloriosíssimo de Daniel 7.13, 14, está para ser entregue nas mãos dos homens, os mesmos homens supramencionados na primeira predição, a saber, os anciãos e os principais sacerdotes e os escribas. Sabemos que eles, por sua vez, o iam entregar aos gentios - pense especialmente em Pilatos - que o entregarão aos soldados parra açoitá-lo e crucificá-lo. Mas tudo isso ainda não é descrito com detalhe; não especialmente no relato tão abreviado de Lucas. A passagem paralela de Marcos e também a de Mateus mencionam a morte e a ressurreição ao terceiro dia. Mas essa passagem só fala do fato de que o Filho do homem estava para ser atraiçoado, ou entregue nas mãos dos homens.
45. Eles, porém, não sabiam o que pensar dessa afirmação. Ela tinha sido oculta deles para que não a entendessem. Em decorrência de seus próprios preconceitos e das expectativas mundanas em referência ao Messias e seu reino, eles não puderam captar o sentido da predição. O Messias ... entregue nas mãos dos homens! Como era possível tal coisa? Até esse ponto, há concordância geral. Agora, porém, introduz-se outro elemento. Tudo indica que tem havido uma razão adicional por que os Doze não compreenderam o que JESUS dissera. “Isso fora oculto deles” etc. Parece, pois, que sua incapacidade de entender não foi tão somente devido à sua própria obtusidade - cf. Lucas 24.25; Atos 13.27 - , mas também a alguém ou a algo mais. “Havia sido escondido deles” . Os comentaristas diferem amplamente sobre a identidade de “quem ocultou” . Que pessoa ou coisa era essa? A mais correta é: DEUS. As palavras, Isso lhes fora oculto, claramente mostram que Lucas estava pensando em um princípio, força ou pessoa do lado de fora do coração e da mente dos apóstolos. De modo algum exclui o elemento de responsabilidade, erro e torpeza humanas. Como em várias outras passagens bíblicas, assim também aqui, se reconhece o controle dominante da providência de DEUS. Uma ilustração baseada no Antigo Testamento mostra como é possível combinar o erro humano e a boa e soberana providência de DEUS.
Quando se pergunta: “Por que DEUS ocultou dos Doze o significado completo da predição do versículo 44?”, é preciso admitir que a resposta não foi revelada. Teria sido porque, não só antes da morte, mas também da ressurreição, ascensão e coroação do Senhor, bem como do derramamento do ESPÍRITO SANTO, os discípulos não estavam psicologicamente preparados para “suportar” o conteúdo das palavras: “O Filho do homem está para ser traído e entregue nas mãos dos homens” ? Em outros termos, é possível que João 16.12,13 nos conduza à resposta?
E temiam perguntar-lhe sobre essa afirmação. Tivessem apenas lhe perguntado, pelo menos ele poderia ter expressado alguma palavra para o conforto deles. Nem mesmo se sugere que era ele mesmo quem o ocultava. Por que temiam pedir-lhe mais luzes acerca do tema de sua agonia que se aproximava tão depressa? Não sabemos. Não obstante, tem-se sugerido que a sua repreensão que tinham recebido em resposta a uma pergunta prévia - veja Mateus 17.19, 20 - poderia tê-los inibido de formular outra pergunta. Isso é possível, porém não o sabemos.
 
JESUS e os discípulos (9:37-50)
Lucas agora ajunta quatro incidentes curtos em que demonstra a falta de fé dos discípulos, sua lentidão em aprender, seu orgulho, e sua intolerância. E uma sequência impressionante, e faz uma conclusão triste a sua seção galileia. Os discípulos tem muita coisa para aprender.
 
Outra profecia da paixão (9:43b-45).
JESUS desviou a atenção dos discípulos de maravilhar-se de quanto JESUS caminhava para a cruz. Fixai nos vossos ouvidos às seguintes palavras é uma chamada para prestar atenção com muita exatidão. É endereçada especialmente aos discípulos, conforme indica um “vos” enfático no Grego (“Por vossa parte,” JB). Os discípulos estão colocados em contraste com o público geral que nada mais fazia senão maravilhar-se dos milagres. Depois desta introdução solene JESUS conta aos Seus seguidores que Ele será entregue nas mãos dos homens. Isto não é muito especifico, o que pode ser parte da razão porque não entendiam isto. Mas, mais importante, foi-lhes encoberto, que pode significar que havia oposição das forcas do mal. Lucas faz um esforço especial para enfatizar a falta deles de captar a declaração, porque suas palavras são muito mais fortes do que as nos demais Evangelhos. Temiam interrogá-lo a este respeito. Esta atitude é tanto mais inexplicável visto que JESUS tinha falado das mesmas coisas não havia muito tempo antes (22). Mas não O entenderam naquela ocasião tampouco, e este dito é mais curto e talvez mais misterioso. Do outro lado da cruz, deve ter sido terrivelmente difícil captar a verdade que o messiado de JESUS importava em Sua morte.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
O PASSEIO A EMAÜS, 24.13-35. Você está indo para Emaús? Quais as características de quem, ao invés de ficar em Jerusalém em obediência a CRISTO e para ser cheio do ESPÍRITO SANTO, desce a Emaús?
De todos os onze encontros registrados de CRISTO com Seus discípulos, depois de Sua ressurreição, não há relato com simplicidade mais bem delineada nem com interesse mais vivo do que este na estrada - caminho de Emaús. Lucas é o único (senão Mc 16.12) que conta essa história do Mestre, que fica gravada no coração da Igreja mais que qualquer outra da ressurreição.
24.13 “E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios (12 Km), cujo nome era Emaús. 14 “E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. 15 “E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo JESUS se aproximou e ia com eles. 16 “Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. 17 “E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? 18 “E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: É tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19 “E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a JESUS, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de DEUS e de todo o povo; 20 “e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. 21 “E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22 “É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; 23 “e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. 24 “E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. 25 “E ele lhes disse: Ó nécios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 “Porventura, não convinha que o CRISTO padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27 “E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras. 28 “E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. 29 “E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. 30 “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. 31 “Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. 32 “E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? 33 “E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, 34 “os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. 35 “E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido (v. 14): O que ocupava seus corações, ocupava também suas mentes e foi isso de que suas bocas falavam. Dirigiam seus rostos para Emaús.Suas mentes permaneciam no negro Calvário, como as nuvens permanecem no pico dum alto monte. Havia para eles somente um assunto: Aquilo que havia sucedido. O mesmo JESUS se aproximou, e ia com eles (v. 15): Onde estiverem dois ou três reunidos no nome de CRISTO, aí está Ele no meio deles, Mt 18.20. Mas os olhos deles estavam como que fechados... (v.16): Por que estes discípulos não reconheceram a CRISTO?
1) Porque andavam preocupados e desalentados com o fracasso do Mestre, como supunham. 2) Tomados pelo anelo de seu Mestre estabelecer um reino logo, resistiram ao Seu anúncio que era míster que morresse. E difícil crer o que não desejamos crer. 3) Não aceitaram o testemunho das mulheres. Pensavam que CRISTO estava morto e, portanto, não O esperavam encontrar vivo. Sem fé não se vê o CRISTO vivo!
E Ele lhes disse: Que palavras... (v. 17): CRISTO não o sabia sem perguntar? Sabia perfeitamente, mas queria que exprimissem o que receavam e o que os desanimavam de maneira sucinta. Se guardassem estas coisas no coração, faria enfraquecer sua força espiritual e paralisar sua atividade. Convém-nos derramar nossos corações perante Ele, trocando nossos problemas e dificuldades pela paz que excede todo o entendimento.
É já hoje o terceiro dia... (v.21): Alguns comentadores acham que CRISTO foi crucificado numa sexta-feira. Ressuscitou cedo de madrugada no domingo depois. Permanecia, portanto, no túmulo durante algumas horas da sexta-feira, todo o dia do sábado e apenas poucas horas do domingo. Isto é, conforme a maneira de os judeus calcularem, “três dias e três noites”, Mt 12.40. Para verificar isto, compare Et 4.16 com 5.1; Gn 42.17 com v.18; 1 Rs 12.5 com v.12. Alguns, entre os ocidentais, pensam que três dias e três noites, para eles, significava qualquer duração de tempo, de vinte e quatro horas e mais alguns minutos antes, e alguns minutos depois dessas vinte e quatro horas. No caso de nosso Salvador, os três dias e três noites, incluía, talvez, nove horas da sexta-feira, todas as vinte e quatro horas do sábado, e algumas horas do domingo - em tudo um pouco mais de trinta e três horas. Se CRISTO ressuscitou no terceiro dia (Lc 24.21; At 10.40; 1 Co 15.4), segue-se que foi crucificado na quinta-feira. Há contudo, possibilidade de CRISTO ter sido crucificado na quinta-feira. Assim o primeiro “dia desde que essas coisas aconteceram”, seria sexta-feira; o segundo, seria sábado e o terceiro, domingo.
Ó néscios e tardos... (v. 25): E significativo que JESUS não os reprovou porque não aceitaram as Suas palavras, nem as de Seus amigos, nem as dos anjos. A culpa destes discípulos consistia, antes de tudo, em recusar acreditar nas Escrituras. Aceitaram, em parte, as Escrituras mesmo como é costume aceitarmos o que está conforme com nossos preconceitos, nossas opiniões e nossos sentimentos. Mas esses discípulos eram néscios porque não creram tudo que os profetas disseram. Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia (v.29): O pequeno grupo, encantado pelo estudo das Escrituras (v.32), tinha demorado na viagem de cerca de doze quilômetros até, sem o perceber, o pôr do sol. A presença do Senhor sempre encurta a lida quotidiana.
E eles o constrangeram,... (v.29): Findaram o maravilhoso passeio com JESUS e os discípulos teriam perdido a Sua companhia, se não O tivessem constrangido a se hospedar com eles. O mesmo acontece todas as vezes que recebemos grandes bênçãos do Senhor. Sempre termina logo a certeza da presença do Senhor se não O constrangermos a ficar conosco. Meditemos sobre este fato: Tempos de grandes bênçãos espirituais nos deixam endurecidos e ainda mais longe de DEUS se não O constrangermos a ficar até completar Sua obra em nós.
E Ele desapareceu-lhes (v.31): JESUS, durante o tempo da Sua ressurreição e Sua ascensão, apareceu e desapareceu repetidamente aos Seus discípulos. Antes disto eles conheciam a Sua presença física. Deviam acostumar-se com Sua presença espiritual. Compare Jo 20.29; 1 Pe 1.8.
Não ardia em nós o nosso coração... (v.32): Compare SI 39.3; 104.34; Pv 27.9; J r 15.16; Hb 4.12. No início não reconhecia o escriba que lhes falava pelo caminho. Mas chegaram a reconhecer que era Aquele que lhes dissera: “As palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida”, Jo 6.63. Meditemos juntos: Por que buscais o vivente entre os mortos? V.5. Ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras, v.32. Ficai... até que do alto sejais revestidos de poder,
v. 49. E na mesma hora, levantando-se, tomaram... (v. 33): Com a alma acesa do fogo do céu refizeram os doze quilômetros até Jerusalém, sem saber como. A nova visão de JESUS lhes deu nova energia e nova eloquência para as Boas Novas.
E já apareceu a Simão (Pedro) (v. 34): É significativo, e a Pedro, Mc 16.7. Compare 1 Co 15.5. O Mestre depois da ressurreição é o mesmo Salvador cheio de compaixão e pronto a socorrer os errantes e os caídos.
Série de estudo em ESPADA CORTANTE - 2º Volume - Orlando Boyer - CPAD - Editora Vida - - LUCAS
 
A caminhada para Emaús (24:13-35)
13,14. Naquele mesmo dia liga esta história firmemente com os outros acontecimentos no dia da ressurreição. Lucas não dá o nome dos discípulos acerca dos quais escreve, referindo-se simplesmente a dois deles. Localiza Emaús com exatidão, como estando sessenta estádios distante de Jerusalém (12 Km). Este local não pode ser identificado agora, por haver dificuldades no caminho de toda identificação sugerida. Lucas não identifica o assunto da conversa deles, mas todas as coisas sucedidas deve referir-se as histórias do sepulcro vazio e dos anjos, 15,16. O verbo “aproximar-se” pode referir-se a uma abordagem de qualquer direção, mas como os dois falam de JESUS como sendo proveniente de Jerusalém (18), o significado deve ser que Ele os ultrapassou enquanto eles viajavam. Em certo número de ocasiões, o CRISTO ressurreto não foi reconhecido de início (Mt 28:17; Jo 20:14; 21:4): assim também agora. Nesta ocasião a implicação parece ser que os discípulos foram dalguma maneira impedidos de reconhecer a JESUS. Estava dentro da providência de DEUS que somente mais tarde viessem a saber quem Ele era. Talvez Lucas queira que entendamos, conforme sugere Ford, “que não podemos ver o CRISTO ressurreto, embora Ele esteja andando ao nosso lado, a não ser que Ele queira revelar-Se.” 17,18. A pergunta de JESUS acerca do assunto da conversa deles levou-os a parar, entristecidos. Claramente, tinham sido profundamente comovidos pela reviravolta dos eventos. Cleopas, agora introduzido pela primeira vez, não nos é conhecido fora desta história. Entendia que os eventos acerca dos quais estava falando com seu amigo fossem do conhecimento de todos. O desconhecido, pensava ele, deve ser o único que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias. Por certo, era um tópico que estava sempre nos lábios de todos aqueles na capital naquela ocasião. 19,20. A pergunta de JESUS: Quais? deram uma resposta iluminadora. Viam JESUS como sendo um profeta. Sua percepção da Sua Pessoa era limitada. Mesmo assim, na sua esperança na redenção (21), devem ter visto JESUS como algo mais. De qualquer maneira, ficaram impressionados pelas Suas obras bem como pelas Suas palavras, e as caracterizavam igualmente como sendo poderosas. Tinham visto em JESUS o poder de DEUS. Mas, embora Ele tivesse este caráter, explicaram que as autoridades judaicas O mataram. Nota-se que não são os romanos, mas, sim, os principais sacerdotes e as nossas autoridades que tanto o entregaram quanto o crucificaram. A referência à Sua condenação a morte implica os romanos, mas a culpa principal é colocada diretamente sobre os judeus. 21. A esperança destes dois (e talvez doutros; nos pode significar “nós, os cristãos”) tinha sido que fosse ele quem havia de redimir a Israel. Tinham visto nEle o Libertador prometido. A redenção no mundo antigo > significava o livramento mediante o pagamento de um preço. É inconcebível que DEUS pagasse um preço a qualquer pessoa que fosse, de modo que quando Ele é o sujeito, o conceito é necessariamente modificado. Mas o exame apurado de tais passagens revela que tendem a transmitir o pensamento que DEUS salva com algum custo (Ele pode, por exemplo, ser retratado ao fazer um grande esforço, visando os interesses dos Seus). Antes do Calvário, ninguém podia saber quão grande era o custo. Mas o uso do conceito da redenção expressa alguma coisa da esperança de Israel e da certeza de que DEUS Se importa. 22-24. Os viajantes destacam
entre aquilo que ficaram sabendo da parte das mulheres como sendo o túmulo vazio e uma visão de anjos. Não dizem quem foi para o sepulcro a fim de averiguar, mas o plural, alguns dos nossos, mostra que sabiam que Pedro não estivera sozinho. A história das mulheres tivera verificada a sua exatidão, pelo menos no que dizia respeito ao sepulcro vazio. Mas estes dois terminam, com tristezas: mas a ele (ha ênfase nesta palavra) não no viram. Aparentemente, os que foram ver o sepulcro esperavam ver a JESUS; mas não No viram, e isto lançou certa duvida sobre aquilo que as mulheres tinham dito. 25, 26. As palavras deles provocaram uma repreensão um pouco severa da parte do companheiro deles. Talvez O néscios seja um pouco forte para anoetoi; outras possibilidades são: “obtusos,” “lerdos.” Mas as palavras certamente estão muito longe de ser elogiosas, e demonstram que os dois fizeram menos do que razoavelmente se poderia esperar. E ate possível que o plural no masculino abrangesse um casal (cf. 17:34, ver a nota). Alguns têm pensado que o companheiro de Cleopas fosse o próprio Lucas, outros, que era chamado Simão. Mas realmente não sabemos. JESUS passa a indicar que a raiz do problema e que eles não tinham aceitado aquilo que se ensina nas profecias bíblicas. Os profetas tinham falado com clareza suficiente, mas as mentes de Cleopas e do seu companheiro não tinham sido suficientemente alertas paia captar aquilo que queriam dizer. A palavra todas e provavelmente importante. Sem duvida, tinham se apegado a predição da gloria do Messias, mas era coisa bem diferente levar a serio as profecias que apontavam para o lado mais escuro da Sua missão. Mas o lado escuro estava ali, nas profecias. E isto quer dizer que a Paixão não era simplesmente uma possibilidade que poderia ou não tornar-se uma realidade, dependendo das circunstancias: era necessário. Já que estava escrita nos profetas, tinha de acontecer. O CRISTO tinha de padecer. Mas este não e o fim de tudo. Ele devia também entrar na sua gloria. DEUS não esta denotado. Triunfa através dos sofrimentos do Seu CRISTO. 27. JESUS começou um estudo bíblico sistemático. Moises e todos os profetas formaram o ponto de partida, mas Ele também passou para as coisas que se referiam a Ele em todas as Escrituras. O retrato que recebemos e aquele do Antigo Testamento que, em todas as suas partes, aponta para JESUS. Lucas não da indicação alguma de quais passagens o Senhor escolheu, mas toma claro que a totalidade do Antigo Testamento era envolvida. Talvez devamos entender isto, não como a seleção de certo número de textos de prova, mas, sim, como uma demonstração de que, no decurso de todo o Antigo Testamento, um propósito divino consistente e desenvolvido, propósito este que, no fim envolvia, e devia envolver, a cruz. A qualidade terrível do pecado e achada em todas as partes do Antigo Testamento, mas assim também se acha o amor profundíssimo de DEUS. No fim, esta combinação tornou inevitável o Calvário. Os dois tinham ideias erradas daquilo que o Antigo Testamento ensinava, e, portanto, tinham ideias erradas acerca da cruz. 28,29. Quando se aproximavam do fim da sua viagem, parecia que JESUS ia passar adiante. Se não tivessem insistido que Ele ficasse com eles, não ha motivo para pensar que Ele teria ficado. Não devemos interpretar as palavras como uma indicação de algum gesto teatral. Sem o convite, Ele não teria ficado. Mas os dois tinham ficado mais do que impressionados com Sua exposição da Bíblia e, portanto, o constrangeram a ficar com eles. Alguns consideram que eles foram para uma hospedaria, mas a única evidencia e que JESUS tomou a iniciativa em partir o pão (30), que o hospedeiro normalmente faria. A ideia dificilmente parece adequada, é  muito mais provável que fossem para um lar. Que e tarde e o dia já declina significava que já estava na hora de cessar qualquer viagem normal. Depois do anoitecer, andar seria difícil em trilhas sem iluminação, e poderia haver perigos de salteadores ou de feras. Seria melhor fazer uma parada. 30,31. Na mesa, JESUS passou pelos gestos familiares no começo de uma refeição judaica, embora normalmente teriam sido feitos pelo hospedeiro, e não por um hospede. Para o procedimento, ver a nota sobre 9:16, 17. O pão era comumente partido durante a oração de ações de graças antes de uma refeição. Alguns têm visto aqui uma referência ao partir do pão no culto da Santa Ceia, mas esta parece ser forcada. Teria sido um culto muito estranho de Santa Ceia, interrompido na ação de abertura e, pelo que podemos ver, nunca completado. E teria sido completamente fora de lugar. De qualquer maneira, os dois não estavam presentes na Ultima Ceia (cf. 22:14; Mc 14:17), de modo que não poderiam ter relembrado as ações de JESUS naquela ocasião. Alem disto, não se menciona o vinho. Mesmo assim, algo na ação despertou uma lembrança, ou talvez agora vissem as marcas dos pregos nas mãos de JESUS pela primeira vez. Ou talvez fosse simplesmente o momento certo escolhido por DEUS. Então se lhes abriram os olhos talvez signifique que DEUS escolheu este momento para tornar claro que este era Seu Filho. De qualquer maneira, o reconheceram. E quando O reconheceram, ele desapareceu da presença deles. 32. O reconhecimento de que era o Senhor com quem andaram explicou-lhes o que lhes tinha acontecido na viagem. Lembravam-se como lhes tinha ardido o coração. Claramente, a exposição de JESUS os comovera profundamente. Diziam que Ele lhes expunha as Escrituras; quando Ele falava, o significado oculto nas palavras da Bíblia se tornava claro. 33-35. A reação imediata deles foi contar aos outros crentes. Parece que não completaram sua refeição, pois partiram na mesma hora (que quer dizer “imediatamente” e não “dentro de uma hora.”). Os argumentos que tinham empregado com JESUS a respeito do avançado da hora aparentemente não pesavam de modo algum para eles agora. Em Jerusalém, acharam os onze e outros com eles, embora Lucas não diga quais eram estes outros. Mas estava transbordando da noticia da ressurreição, porque o Senhor já apareceu a Simão! (cf. 1 Co 15:5). Não tinham estado dispostos a aceitar a palavra das mulheres, mas Simão era diferente. Se ele disse que vira JESUS, então O Senhor ressuscitou mesmo. Então, Cleopas e seu amigo contaram acerca da sua caminhada com JESUS e como Ele Se tornou conhecido no partir do pão. A maneira de Ele Se fazer reconhecer claramente os impressionara.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
II - LIDANDO COM A PRIMAZIA E O EXCLUSIVISMO
1. Evitando a primazia.
Os discípulos buscavam a primazia entre si mesmos de que maneira?
"suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior". Não era entre eles e o povo, mas entre eles mesmos. Aqueles que deveriam se amarem com um profundo amor fraternal, pois estavam em companhia daquele que daria sua vida por amor, esses mesmos se engalfinhavam uns contra os outros procurando ser o maior para se assentarem à direita de JESUS em seu reino. Aqueles que deveriam ser exemplo de humildade, ao contrário disso mostravam-se orgulhosos e presunçosos. O ESPÍRITO SANTO revelou a JESUS esse pecado reinante neles e JESUS, com toda sabedoria que lhe era peculiar lhes aplicou a lição da mente de uma criança em seu relacionamento umas com as outras. JESUS colocou perto dele (ou no colo) uma criança e disse para eles que deveriam se comportar como aquela criança porque agora faziam parte do reino de DEUS e não do mundo. Crianças não olham cor de pele, status social, grau de instrução, religião ou qualquer outra coisa para se relacionarem umas com as outras.
Foi um golpe fatal no egoísmo e ambição deles.
Hoje, leigos e clérigos querem exercer a primazia na igreja como se a igreja fosse uma empresa de negócios. É uma luta interna para ver quem vai se assentar no púlpito, quem vai ficar perto do pastor presidente, quem vai ser chamado para um alto cargo, etc... Duvido que disputem assim lugar para ver que passou mais tempo em jejum e oração, para ver quem ganhou mais almas, quem foi mais usado por DEUS em milagres.
Em CRISTO JESUS, todos são iguais. Não somos superiores ou inferiores a ninguém.
Mateus 20.25 “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
 
Comentários de alguns livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
O orgulho dos discípulos (9:4648).
Ryle nos relembra que o orgulho sempre volta a ocorrer no homem, embora “De todas as criaturas nenhuma tem tão pouco direito de ser orgulhosa quanto o homem.” Acrescenta: “de todos os homens, nenhum deve ser tão humilde quanto o cristão.”
46. A distância entre os discípulos e o espírito de JESUS ressalta-se na sua discussão (a palavra pode significar “pensamento” ou “arrazoar”) sobre qual deles seria o maior. JESUS acabara de falar da Sua morte sacrificial pelos homens. Eles estavam falando da primazia de lugar. Esta pode ser parte da razão pela sua incapacidade para entender. Estavam pensando em si mesmos. JESUS estava pensando nos outros.
47,48. JESUS sabia o que se lhes passava no coração (o pensamento, oculto aqui e representado em Grego pela palavra traduzida “discussão” no versículo anterior). Repreendeu-os, portanto, ao colocar uma criança (para a atitude de JESUS para com as crianças, cf. 10:21; 17:2; 18:6) junto a Si, e disse-lhes: Quem receber esta criança em meu nome, a mim me recebe. A criança representa os indefesos e as pessoas sem importância. O teste do serviço amoroso e que recebemos os tais em nome de CRISTO. Receber a criança e receber a CRISTO, e receber a CRISTO e receber o Pai (note a referência à missão nas palavras aquele que me enviou). A verdadeira grandeza não e a grandeza terrestre: e sua antítese. O homem verdadeiramente grande e o homem humilde. JESUS não esta dizendo que o grande homem e aquele que esta disposto a participar do serviço num lugar humilde. Mas o que for o menor será grande. Não diz “o maior.” No reino, os homens não se comparam uns com os outros. A verdadeira grandeza consiste em serviço humilde.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
46 Ora, suscitou-se uma disputa entre eles sobre qual deles seria o maior. 47 JESUS, porém, consciente do que estavam pensando em seu coração,345 tomou uma criancinha e a pôs ao seu lado. 48 Então lhes disse: Quem quer que em meu nome recebe esta criancinha, a mim me recebe; e quem quer que me recebe, recebe quem me enviou. Porque aquele que é o menor entre todos vocês, esse é que é [realmente] grande!
9.46-48 Quem é o Maior? Cf. Mateus 18.1-5; Marcos 9.33-37
JESUS dissera - e bem recentemente - “Deixem que estas palavras penetrem bem em seus ouvidos: O Filho do homem está para ser traído e entregue nas mãos dos homens” (9.44). A / continuação é chocante:
46. Ora, suscitou-se uma disputa entre eles sobre qual deles seria o maior.
De um lado, maravilhoso auto-sacrifício; do outro, vil egocentrismo. O antecedente histórico era o seguinte: JESUS e os Doze haviam chegado a Cafamaum (Mt 17.24). De caminho para “a casa”, desenvolveu-se entre os discípulos uma disputa sobre posição. Já em casa, JESUS lhes pergunta: “O que vocês estavam discutindo no caminho?” Eles, porém, se calaram (Me 9.33,34). Estavam envergonhados do fato de que estiveram discutindo a pergunta: “Quem entre nós seria o maior?”
47. JESUS, porém, consciente do que estiveram pensando em seu coração - expressão tipicamente semítica, onde provavelmente diríamos: “JESUS, porém, conhecendo seus pensamentos” - , tomou uma criancinha e a pôs ao seu lado. Como JESUS soube o que esses homens estiveram discutindo e o que agora estavam pensando? É perda de tempo tentar compreender o meio exato em que JESUS obtinha o conhecimento. Nessa ocasião em particular, sua natureza divina poderia ter comunicado a informação à sua natureza humana. Teria sido, quem sabe, quando esses homens se convenceram do fato de que JESUS já sabia o que eles estiveram discutindo que finalmente decidiram confessar tudo? Eles admitiram que sua pergunta fora e continuava sendo: “Quem entre nós seria o maior”? (cf. Mt 18.1). A fim de imprimir nesses homens a lição que tão desesperadamente necessitavam, JESUS então toma uma criancinha e a põe ao seu lado. É agradável notar a frequência com que se menciona nos Evangelhos a presença de crianças ao redor de JESUS e o amor deste por elas.
Veja Mateus 9.18, 19, 23-26 (cf. Me 5.21-24, 35-43; Lc 8.40-42, 49-56); 14.21; 15.38; 18.1-6 (cf. Me 9.33-37; Lc 9.46-48); 19.13-15 (cf. Me 10.13-16; Lc 18.15-17); 21.15 e em certo sentido inclusive 23.37 (cf. Lc 13.34).
Quanto a isso, não deve escapar-nos que quando JESUS fala de “crianças” ele está pensando nelas como caracterizadas por traços como ausência de pretensão e a confiança humilde. Assim considerados, “os pequenos do Senhor” não são necessariamente só os que são jovens em idade e pequenos em estatura física, mas todos quantos revelam as características espirituais supramencionados. Daí, às passagens supramencionadas, que ilustram a atitude de CRISTO para com as “crianças”, deve-se acrescentar também Mateus 11.25, 26 (cf. Lc 10.21).
48. Então ele lhes disse: Quem quer que em meu nome recebe esta criancinha, a mim me recebe; e quem quer que me recebe, recebe aquele que me enviou.
Esse dito do Senhor se harmoniza com o presente contexto como igualmente ocorre com o de Mateus 10.40. Aqui em Lucas 9.48 (cf. Me 9.37), a lógica é mais ou menos esta: JESUS está dizendo aos seus discípulos que esqueçam tudo quanto lhes diz respeito, sua posição e importância; e que, em vez disso, concentrem sua atenção na criança que se acha ao lado do Mestre. Devem não só “tomar-se como” essa criança (cf. Mt 18.1-4), mas devem “recebê-la” (cf. Mt 18.5) e a outras como ela. Além do mais, essa recepção deve ser no nome de CRISTO. O nome de CRISTO é o próprio CRISTO visto em sua gloriosa auto-revelação. Portanto, receber verdadeiramente essa criança significa tratá-la com todo amor e consideração segundo JESUS disse que seus seguidores fizessem. Visto ser muito estreita a relação entre JESUS e essa criança - ou qualquer outra criança - , portanto qualquer pessoa que em nome de CRISTO ou “por sua causa” a recebe, recebe CRISTO. Finalmente, visto que a relação entre JESUS e aquele que o enviou, o Pai, é infinitamente estreita (Jó 17.10, 21, 24-26), segue-se que, quem receber JESUS também recebe aquele que o enviou. Ora, tal atitude de olhar para fora de si a fim de ver o que se pode fazer pelos pequeninos de CRISTO pressupõe humildade. E tal humildade, revelada em humilde serviço aos pequeninos do Senhor, e grandeza ; ou, como o próprio Mestre o expressa:
Porque aquele que é o menor entre todos vocês, esse é que é [realmente] grande. Compare com isso Mateus 20.24-28; Marcos 10.41-45; Filipenses 2.5-11; 1 Pedro 5.5. E não se esqueça de Isaías 57.15. 9.49, 50 Aquele que Não E Contra Vocês E por Vocês Cf. Marcos 9.38-40.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
Então JESUS tomou uma criancinha e disse aos seus discípulos: “Todo aquele que receber em meu nome esta criancinha, a mim me recebe; e todo aquele que me receber, recebe aquele que me enviou”. Ele queria dizer que realmente grande é aquele, e tão somente aquele, cuja humildade se expressa em atos de amor em favor dos que são débeis e pequenos, isto é, em favor dos pequeninos do Senhor (vs. 46-48).
William Hendriksen - Comentário do Novo Testamento, Exposição do Evangelho de Lucas Vol. 1 - EDITORA CULTURA CRISTÃ
 
2. Evitando o exclusivismo.
Como eram os discípulos em relação ao exclusivismo?
Havia entre eles um homem de fé, provavelmente um dos setenta enviados por JESUS antes, para visitar as aldeias e povoados deles, antes que JESUS mesmo as visitasse. Esse homem expulsava demônios em nome de JESUS.
Veja que o homem não pertencia ao grupo "seleto" de discípulos-apóstolos, mas era um dentre tantos outros que atingiu 500 no dia da assunção de JESUS. Observe que o mais importante é que ele expulsava demônios em nome de JESUS, portanto sua fé estava depositada em JESUS.
 
Comentários de alguns livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
O exorcista estranho (9:49, 50).
O ministério de JESUS tinha atraído interesse generalizado, e alguns que nunca se ligaram ao circulo dos discípulos estavam disposto a servirem a DEUS no nome dEle. Um dos tais atraiu a atenção dos apóstolos ao expulsar demônios.
49. Falou João (lit. “respondeu”), que significa que estava respondendo as palavras faladas por JESUS. Talvez queira dizer: “Mas decerto ha limites. Isto não seria aplicável a um caso como este.” Ou talvez vira que suas ações estavam incluídas na condenação, e sua consciência estava perturbada. Seja qual for o motivo, agora contou a JESUS acerca de um homem que viram expelindo demônios em nome de JESUS. Alguns comentaristas rejeitam isto, dizendo que o exorcismo em nome de JESUS dificilmente teria sido feito durante a vida terrestre de JESUS. Pensam que Lucas esta incluindo a experiência da igreja no relato dos tempos de JESUS. Mas isto parece superficial. Quando JESUS tinha tido tanto sucesso em expulsar demônios quanto demonstram os capítulos anteriores, nada e mais natural do que outra pessoa fizesse o mesmo em nome dEle. Mas Joio, e quem mais estava incluído no plural de vimos, mandaram-no parar (o imperfeito pode significar “procuramos para-lo” ou “continuamos a para-lo”) porque não segue conosco. Lucas não diz que o homem alegava ser um discípulo. Apenas expelia demônios em nome de JESUS. Mas para os discípulos não bastava que ele pudesse fazer em nome de JESUS aquilo que eles tio recentemente e de modo tio destacado não conseguiram fazer (40). Devia seguir juntamente com eles. Este tem sido o erro de cristãos em todas as eras, e é interessante vê-lo na primeiríssima geração dos seguidores de JESUS.
50. O Mestre, não aceitou tal atitude de modo nenhum.
Não proibais, disse Ele. Acrescentou a regra importante: quem não e contra vos outros, e por vos. Não pode haver neutralidade na guerra contra o mal. O homem que se opõe aos demônios em nome de JESUS, deve ser bem recebido, e não alvo de oposição. Está no lado certo. Plummer indica apropriadamente que este e o teste que o homem pode aplicar aos outros, ao passo que o dito: “Quem não e por mim, e contra mim” (11: 23) deve ser aplicado por ele a si mesmo.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
49 Mestre, disse João, vimos um homem expulsando demônios em teu nome...
Aparentemente poderia parecer que entre o parágrafo precedente (vs.46-48) e este (vs. 49, 50) não há nenhuma conexão lógica. Tem-se sugerido que o apóstolo João, envergonhado pela repreensão implícita que ele e os Doze receberam, introduziu esse fato acerca de um exorcista simplesmente para mudar o tema. Outros são de opinião que a inserção desse parágrafo que não se encontra em Mateus, mas somente em Marcos e aqui (abreviado) em Lucas, foi sugerida pela frase “em meu [ou em teu] nome”, que aparece tanto no versículo 48 quanto no 49. Não obstante, não se deve descartar outra possibilidade. A consciência de João poderia ter sido despertada pela observação de desaprovação implícita de CRISTO (v. 48), de modo que agora se indaga se ele, João, e os outros tinham se comportado corretamente em relação a certo exorcista. Não se pode dizer com certeza se há algo de verdade em qualquer uma dessas suposições em relação à natureza da conexão ou falta de conexão. O título Mestre ou Senhor (como aqui em Lc 9.49), sendo um bom equivalente do termo aramaico que João usou ao dirigir-se a JESUS, foi sempre muito apropriado (Jó 13.13) e poderia parecer ainda mais apropriado se o ensino de CRISTO sobre a humildade fosse completado justamente agora. O que molestava João era que ele e os outros - note “nós” - tinham visto alguém expulsando demônios no nome de CRISTO, embora esse exorcista não pertencesse aos Doze e talvez nem sequer ao círculo mais amplo de seus seguidores constantes (Lc 6.13; 10.1). De que classe de homem João estava falando? Não de um pretenso exorcista, como os sete filhos de Ceva (At 19.13- 6), porque esses eram falsos. Tampouco era um exorcista do tipo condenado em Mateus 7.22. Não, esse homem, com toda probabilidade, era um genuíno crente em JESUS. Poderia ser alguém que, tendo ouvido o Mestre e tendo-lhe rendido o coração, não estabelecera ainda uma estreita conexão com os demais seguidores do Mestre. Tudo o que sabemos de forma segura é que estivera expulsando demônios no nome de CRISTO e que João e os outros - talvez outros apóstolos - haviam reprovado suas ações com veemência: e procuramos impedi-lo, porque não está seguindo juntamente conosco. Aparentemente, a tentativa de impedir o homem não teve bom êxito. Ele teria se convencido plenamente de que o que estava fazendo era justo e correto. G que fazia era no “nome de CRISTO”, ou seja, como se explicou previamente, em completa conformidade, como ele o via, com a mente e palavras de JESUS. Para esse homem, a expressão no nome de CRISTO não era uma fórmula mágica: era uma realidade. A razão dada por João para a tentativa de impedi-lo era “porque ele não está seguindo juntamente conosco” . É plenamente possível que João tivesse tomado parte vital na tentativa de impedir esse homem de fazer o que estava fazendo. Se isso parece estranho, a razão não poderia ser o fato de que passou algum tempo antes que esse “filho do trovão” (Me 3.17; cf. Lc 9.54) se convertesse em “o discípulo a quem JESUS amava”? Veja João 13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20. Não é mais provável, porém, que fosse exatamente o amor por seu Mestre - amor mal orientado - o que fez com que João e os demais tentassem impedir esse exorcista que não se unira a CRISTO e aos seus seguidores constantes?
50. JESUS, porém, lhe disse: Não o impeçam, porque aquele que não é contra vocês é por vocês.
Visto ser um fato que, uma vez que uma pessoa tenha sido confrontada com CRISTO, a neutralidade é para sempre impossível, é razoável que, qualquer pessoa que não é contra ele é a favor Dele; de igual modo, aquele que não e contra os seguidores mais íntimos de JESUS - daí o “vocês” - e por eles. Que gênero de atitude é essa contra o qual JESUS adverte nesse pequeno parágrafo? Resposta: atitude de intolerância, exclusivismo tacanho. É o tipo de estado mental que já estava presente durante a antiga dispensação. Eldade e Medade, que bem definidamente são filhos de DEUS e genuínas testemunhas, por uma razão ou outra, permaneceram no acampamento em vez de irem à tenda ou tabernáculo onde poderiam estar sendo esperado. Talvez não tivessem ouvido a convocação. No acampamento, porém, no meio do povo, estão profetizando. Muito excitado, um jovem mexeriqueiro corre a levar a notícia às autoridades. “Eldade e Medade profetizam no arraial” . Mesmo Josué considera que isso é algo terrível. Ele diz: “Moisés, meu Senhor, proíbe-lho” . Moisés, porém, responde: “Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu ESPÍRITO!” (Nrn 11.26-29). Ainda hoje esse ESPÍRITO de exclusivismo tacanho é às vezes confundido com lealdade à igreja ou à denominação de alguém. Ouvimos pessoas dizerem: “Nossa denominação é a mais pura manifestação do corpo de CRISTO na terra” . Enquanto estivermos nesta terra pecaminosa, um terreno em que a hipocrisia nos altos escalões freqüentemente corrompe não só a vida política, mas até mesmo a eclesiástica, não seria melhor deixar esses juízos para DEUS? Não sejamos mais restritivos que Moisés. Não sejamos menos compreensivos que Paulo (Fp 1.14-18). Sigamos o ensino de JESUS e, ao mesmo tempo em que mantenhamos o que consideramos a pureza doutrinai, estendamos a destra de fraternidade a todos os que amam o Senhor JESUS CRISTO e edifiquemos sobre o firme fundamento de sua Palavra infalível. Fazendo isso, oremos para que sejamos instrumentos na condução de outros no caminho da salvação, para a glória de DEUS (I Co 9.19, 22; 10.31, 33).
 
Esta seção é encerrada pelo relato de uma falha muito grave por parte dos discípulos - especialmente de João e dos que estavam com ele. O incidente é narrado com estas palavras: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não está seguindo junto conosco”. JESUS respondeu: “Não o impeçam, porque quem não é contra vocês é por vocês”. Com essa resposta é evidente que, embora JESUS enalteça a lealdade, tomava firme posição contra o fanatismo (vs. 49, 50). Os fracassos dos discípulos de JESUS põem em relevo as vitórias de JESUS! A pequenez deles concentra nossa atenção na grandeza dele.
William Hendriksen - Comentário do Novo Testamento, Exposição do Evangelho de Lucas Vol. 1 - EDITORA CULTURA CRISTÃ
 
III - LIDANDO COM A AVAREZA
1. Valores invertidos.
Como eram os valores de CRISTO invertidos pelos discípulos de JESUS?
Lucas 12.11,12 Quando vos conduzirem às sinagogas, aos governadores e autoridades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer, pois na mesma hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer.
Esta era a mensagem que JESUS acabara de transmitir aos seus discípulos. Dependência da sabedoria do ESPÍRITO SANTO que neles moraria, em breve.
Mal acabara de falar e um homem que estava no meio da multidão falou: "Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12.13).
Resposta de JESUS - "Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?" (Lc 12.14).
JESUS ensinava a dependência de DEUS e o amor de DEUS, mas aquele discípulo queria que JESUS usasse sua autoridade espiritual para lhe dar lucro material. Quantos hoje estão a fazer parte da direção da igreja em busca de riqueza material. Por traz de uma falsa espiritualidade buscam riquezas, honra e prazer. Aquele homem buscava uma herança aqui na terra, enquanto JESUS ensinava uma herança eterna, no céu.
Muitos, hoje em dia, têm tentado galgar altas posições políticas e religiosas roubando do tesouro do templo, mas os verdadeiros discípulos caminham para a cruz.
O materialismo anda na contramão do legítimo evangelho.
 
2. Evitando a ansiedade.
Como evitar a ansiedade pelas coisas temporais?
Como deve ser a vida de um legítimo servo de DEUS? (Lc 12.22-34).
A preocupação com o futuro material nosso e de nossa família é um laço ao desenvolvimento de nosso ministério. Se DEUS anda cuidando de passarinhos e de flores, imaginem como não cuidará de nós seus filhos!
As pessoas que vivem sem DEUS, ou conduzidas por Satanás enxergam o mundo numa visão totalmente distorcida do legítimo evangelho. Elas se relacionam com quem pode lhes dar alguma coisa em troca, inclusive com DEUS. tudo é feito por interesse material. Toma lá, dá cá.
O legítimo e verdadeiro servo de DEUS tem sua visão focada no reino de DEUS. Um futuro glorioso com DEUS. Busca sempre em primeiro lugar o reino de DEUS.
 
Comentários de alguns livros com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique
A PARÁBOLA DO RICO INSENSATO, 12.13-34.
Usando JESUS como trampolim para as posses materiais A segunda parte do famoso sermão de JESUS a uma multidão de miríades de pessoas (Ver. Aut.) é sobre o perigo da avareza, e inclui a muito citada parábola do rico insensato. 14 “Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós”?
Disse-lhe um da multidão... (v. 13): Não é somente o pregador de hoje que sofre com pessoas desatentas no auditório e que interrompem a mensagem inspirada pelo ESPÍRITO SANTO. O pai deste homem morrera e deixara sua herança aos filhos. E, como acontece, em vez de ser a herança uma bênção para os filhos, tomara-se uma maldição. Os que para si ajuntam tesouros, não somente ceifam muitos males, mas deixam grande colheita de contendas, intrigas e tristezas para os filhos. São os que se mostram ricos para com DEUS que deixam verdadeira herança de bênçãos para seus herdeiros. Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? (v. 14): O pedido deste irmão (v. 13) é um dos poucos que CRISTO recusou a conceder. Esse homem tinha a mesma ideia de muitos membros da Igreja atual; mas carecemos da Mensagem de salvação e não de reformas, de greves e de revoluções. JESUS vai ser o Juiz e Repartidor de toda a terra somente quando vier para julgar e repartir conforme a obra de cada pessoa.
Série de estudo em ESPADA CORTANTE - 2º Volume - Orlando Boyer - CPAD - Editora Vida - - LUCAS
 
A vida de qualquer não consiste na abundância do que possui (v. 15):
A falta de se compreender este fato é que produz em nós a avareza. Aumentar os bens terrestres, à custa do espiritual, é como aumentar a palha à custa do pouco trigo que temos - é o trigo que tem o verdadeiro valor. E propôs-lhes uma parábola... (v. 16): Proferiu a parábola para reprovar a avareza do homem do v. 13. CRISTO viu, atrás da máscara de justiça, o olho cobiçoso.
 
A herdade dum homem rico tinha produzido com abundância (v. 16):
Este rico não foi acusado de qualquer crime, nem de explorar o próximo, nem de não pagar bem os trabalhadores, e nem de ter ganhado qualquer coisa ilicitamente. Foi a bondosa Mão de DEUS que enriquecera seus esforços. Que farei? (v. 17): A resposta mais própria ao rico, é que devia certamente dar graças ao DEUS que lhe abençoara de maneira tão pronunciada. Mas, ao contrário, não falou em DEUS, mas falou cinco vezes no que era seu: “Meus frutos.” “Meus celeiros.” “As minhas novidades.” “Os meus bens." “A minha alma.” Quanto maior a safra, tanto mais são os cuidados, e tanto mais se esquece dAquele que a dera. (Compare Oséias 2.8,9). Que farei? Não havia qualquer sinagoga para construir, nem para consertar? Não havia qualquer levita para socorrer? Não havia mais pobres necessitados? Mais órfãos desamparados? Mais viúvas sem sustento? Mas resolveu gastar tudo para o seu próprio benefício, aumentando mais sua fortuna e sua preocupação. Direi à minha alma... (v.19): Não parece ter a menor concepção da eternidade; não tem maior ideal para a alma do que o conforto terrestre, as gulodices deste mundo e os divertimentos de sua geração. E significante que, conforme a estatística, a maior percentagem de suicídios não é dos aleijados, nem dos enfermos, nem dos pobres, mas dos abastados. Mas DEUS lhe disse: Louco... (v.20): Foi mesmo quando o rico se orgulhava de ser muito sábio e próspero, que DEUS lhe chamou Louco. O epitáfio de DEUS foi: “Louco”. O que o mundo teria gravado no seu túmulo teria sido o mais honroso. Diz-se que era costume entre os romanos oferecer à pessoa considerada idiota, a escolha entre uma maçã e uma pepita de ouro. Se escolhesse a maçã em preferência ao ouro, ficaria provada a sua demência. Igualmente ficará provado perante o grande tribunal de DEUS que muitos milhões de homens, prudentes e sábios quanto a sua vida no mundo, sã irremediavelmente loucos quanto à eternidade. O homem que não entesoura coisa alguma no mundo para onde vai tão depressa, e que se interessa somente em entesourar no mundo, de onde muito breve vai sair, não pode evitar o título que DEUS lhe dá de tolo. Esta noite te pedirão a tua alma (v.20): A ocasião da morte de um filho de DEUS é dia claro para ele; é a manhã verdadeira da sua existência. Mas o tempo da morte de um filho do mundo, ainda que seja de dia, é para ele noite, noite nigérrima. A sentença escrita de repente no coração de todo rico insensato, pela mão de seu Criador, é interrupção horrorosa aos seus planos sem DEUS. Rico para com DEUS (v.21): Descobrem-se nestas palavras uma aurora áurea para nós; o mais pobre pode enriquecer-se para toda a eternidade. Estêvão (At 6.5,8) é exemplo de um que se enriqueceu para com DEUS. Herodes (At 12.20-23) de quem é rico para com os homens.
 
Três erros pavorosos do rico insensato:
1) Não reconhecia a existência de seu Criador, agindo como se a sua vida e seu futuro estivessem ao seu inteiro dispor. 2) Não admitia que existisse a sua alma. Disse “minha alma” mas referia-se .a seu corpo que tinha “em depósito muitos bens...” 3) Na embriaguez de sua insensatez, fazia seus maiores planos, mesmo na hora de DEUS o retirar do mundo. “Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com DEUS.” Portanto... (v.22): Esta palavra indica que a lição acerca da ansiosa solicitude é conclusão do ensinamento sobre o rico insensato, w . 13-21. A admoestação contra a perturbação de espírito, causada pelo receio de faltar o pão quotidiano, é outra forma da advertência contra o entesourar para si na terra. Os discípulos, geralmente, Não possuíam celeiros rebentando de bens. Seu problema não era o de arranjar lugar para recolher seus frutos. A ansiosa solicitude dos pobres, contudo, e a avareza dos ricos são a mesma falta de confiança nAquele que supre tudo para o sustento do corpo de Seus filhos.
Série de estudo em ESPADA CORTANTE - 2º Volume - Orlando Boyer - CPAD - LUCAS
 
JESUS SE MANIFESTA NA PESCA, 21.1-14 - Discípulos ansiosos pela sobrevivência
Lucas 12:26 “Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? Vinde jantai (v. 12): Os discípulos estavam ansiosos pelo alimento, mas o Senhor queria ensiná-los a buscar primeiro o reino de DEUS e a Sua justiça. E todas estas coisas lhes seriam acrescentadas, Mt 6.33. Vem cear, o Mestre chama. Abundante e gloriosa é a provisão que Ele tem para nós! Vinde comei, ó amigos! JESUS chamara Seus discípulos para pescar almas. Naquele dia não sabiam quantos peixes tinham apanhado, sob a direção do Mestre. Mas quando Simão Pedro tinha puxado a rede para terra, contaram e acharam que tinham apanhado, sob a direção do Mestre. Mas quando Simão Pedro tinha puxado a rede para a terra, contaram e acharam que tinha o incrível número de cento e cinquenta e três grandes peixes! Não sabemos o resultado de nossa pesca, antes de amanhecer o grande dia, quando a rede será puxada à praia da eternidade pelos anjos de DEUS. O número de grandes peixes que se encontrarão naquele dia será determinado por nossa fidelidade em esperar e obedecer a ordem do Senhor quanto ao momento e ao lugar a lançar nossa rede.
Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. - O EVANGELHO DE LUCAS - INTRODUÇÃO E COMENTÁRIO - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
IV - LIDANDO COM O RESSENTIMENTO (Lc 17.3,4)
1. A necessidade do perdão.
ACERCA DOS TROPEÇOS, 17.1-10. - Necessidade de Perdão
3 “Olhai por vós mesmos. E, se teu irmã pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe; 4 “e, se pecar contra ti sete vezes no dia e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe. Pendurasse ao pescoço... (v.2): A ilustração é tirada da forma de castigo, às vezes empregada entre os romanos, a de pendurar uma pedra de moinho no pescoço do criminoso e depois o lançar ao mar. A mó é um emblema próprio do castigo final dos orgulhosos. O que ambiciona subir à maior altura, apesar de qualquer prejuízo que isso cause ao próximo, será lançado, não somente à terra, mas às maiores profundezas do
mar, ao abismo mesmo do inferno, com o peso grande de condenação pendurado no pescoço, para fazê-lo baixar e nunca mais voltar a subir. Repreende-o (v.3): É tanto nosso dever repreender com amor o irmão que peca contra nós, como o é de perdoá-lo. Acrescenta-nos a f é (v.5): Os apóstolos vendo a alta norma necessária para repreender e perdoa.
MATEUS 6. 9-15
9Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.10Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.12Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.13E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.15Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
6.9 ORAREIS ASSIM. Com esta oração modelo, Cristo indicou áreas de interesse que devem constar da oração do cristão. Esta oração contém seis petições: três dizem respeito à santidade e à vontade de Deus e três dizem respeito às nossas necessidades pessoais. A brevidade desta oração não significa que devemos ser breves quando oramos. Às vezes, Cristo orava a noite inteira (Lc 6.12).
6.9 PAI NOSSO... NOS CÉUS. A oração envolve a adoração ao Pai celestial. (1) Como Pai, Deus nos ama, cuida de nós e anela comunhão e intimidade conosco. Em Cristo, temos acesso ao Pai, em todo tempo, para adorá-lo e expressar-lhe as nossas necessidades (vv. 25-34). (2) Deus, como nosso Pai, não significa que Ele seja como um pai terrestre, que tolera o mal nos filhos ou que deixa de discipliná-los corretamente. Deus é um Pai santo, que se opõe terminantemente ao pecado. Ele não tolera a iniquidade, mesmo naqueles que o chamam de Pai. Seu nome deve ser santificado (v. 9). (3) Logo, como Pai celeste, Ele pode castigar, tanto quanto abençoar; reter, tanto quanto dar; agir com justiça e também com misericórdia. Sua maneira de atender seus filhos depende da nossa fé e obediência para com Ele.
6.9 SANTIFICADO SEJA O TEU NOME. O maior empenho em nossas orações e na nossa vida deve concentrar-se na santificação do nome de Deus. É da máxima importância que o próprio Deus seja reverenciado, honrado, glorificado e exaltado (cf. Sl 34.3). Em nossas orações e em nosso viver diário, devemos ter o máximo zelo com a reputação de Deus, da sua igreja, do seu evangelho e do seu reino. Fazer algo que cause escândalo para o nome e o caráter do Senhor é um pecado horrível que o expõe à vergonha pública.
6.10 VENHA O TEU REINO. A oração deve ocupar-se com o reino de Deus na terra agora e com seu pleno cumprimento no futuro. (1) Devemos orar pela volta de Cristo e pelo estabelecimento do reino eterno de Deus no novo céu e na nova terra (Ap 21.1; cf. 2 Pe 3.10-12; Ap 20.11; 22.20). (2) Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de Deus agora. Isso inclui a operação do poder de Deus entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o Espírito Santo sobre seu povo 
6.10 SEJA FEITA A TUA VONTADE. Orar seja feita a tua vontade significa que anelamos sinceramente que a vontade e o propósito de Deus sejam cumpridos em nossa vida e na vida dos nossos familiares, segundo seu plano eterno. Podemos conhecer a vontade de Deus, primeiramente através da Bíblia, que é a sua vontade revelada, e através da direção do Espírito Santo em nosso coração (cf. Rm 8.4-14; ver o estudo A VONTADE DE DEUS). A vontade de Deus é cumprida quando oramos para que o reino de Deus e a sua justiça prevaleçam entre nós (v. 33)
6.11 O PÃO NOSSO DE CADA DIA. A oração deve conter petições concernentes às nossas necessidades diárias (Fp 4.19; ver Lc 11.3).

COLOSSENSES 3.12,13
12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD
 
2. Perdão, uma via de mão dupla.
6.12 PERDOA... ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS. Na oração devemos tratar dos nossos pecados e também estar dispostos a perdoar aqueles que nos fizeram mal (vv. 14,15; Hb 9.14; 1 Jo 1.9).
6.13 LIVRA-NOS DO MAL. Todos os crentes são objeto especial da hostilidade e dos maus propósitos de Satanás. Por essa razão nunca devemos esquecer-nos de orar para que Deus nos livre do poderio e das tramas do inimigo (ver Lc 11.26; 18.1; 22.31; Jo 17.15; 2 Co 2.11)
6.15 SE, PORÉM... PERDOARDES AOS HOMENS. Esta declaração de Jesus salienta o fato de que o crente deve estar pronto e disposto a perdoar as ofensas sofridas da parte dos outros. Caso ele não perdoe seu ofensor arrependido, Deus não o perdoará e suas orações não terão resposta. Aqui está um princípio essencial para obtermos o perdão de Deus (18.35; Mc 11.26; Lc 11.4).
 
O PERDÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. Considerações acerca do perdão no Antigo Testamento.
a) Com Deus está o perdão (Sl 130.4). 
b) Ao Senhor pertence o perdão (Dn 9.9). 
c) Deus é perdoador (Ne 9.17; Sl 99.8). 
d) Sacrifício pelo pecado. 
e) Valor do perdão. 
O PERDÃO NO NOVO TESTAMENTO
1. Considerações acerca do perdão no Novo Testamento. 
a) Deve ser recíproco. 
b) É ilimitado. 
c) Deve ser sincero. 
d) Transpõe barreiras. 
e) É sem reservas. Quem mais ama ao Senhor mais será perdoado (Lc 7.41-47). 
f) Promove comunhão. Perdoar é sinal da presença de Cristo na vida (Cl 3.11-13). 
POR QUE DEUS PERMITE QUE SEJAMOS PROVOCADOS E OFENDIDOS
1. Quando somos os ofensores. 
a) Contra Deus. 
b) Contra o próximo. 
2. Quando somos ofendidos. 
3. Os resultados da falta de perdão. 
a) Uma pessoa ofendida tende a tornar-se amargurada e vingativa;
b) Feridas e mágoas podem alastrar-se no coração do ofendido;
c) Doenças emocionais e físicas geralmente evoluem até à morte; Como cristão, o que temos de fazer para que essas coisas não aconteçam? 
4. Perdoar é esquecer.
a) “Perdôo mas não esqueço”. 
b) Deus perdoa e esquece. 
PERDOAR É DEVER CRISTÃO 
1. Resultados terríveis da falta de perdão (Cl 3.11-13). 
2. Os resultados maravilhosos do perdão. 
a) Cura espiritual. .
b) Libertação. 
c) Saúde psicofísica.
d) Fervor espiritual. Deus é glorificado e o diabo é derrotado quando há o verdadeiro perdão
PERDÃO PARA TODOS?
Escrevendo a respeito de Marcos 11.25, um escritor muito conhecido dá-nos a impressão distinta de que devemos perdoar qualquer pecado que for cometido contra nós por qualquer pessoa. Será que isto quer dizer que, se um homem sair de casa e for morar com outra mulher, a sua esposa deverá ligar para os dois dizendo que os perdoa? Penso que o ensino a respeito do perdão deve ser bem analisado.
Sempre que alguém fizer alguma coisa contra mim, devo perdoá-lo no meu coração e, assim, o problema fica entre ele e o Senhor. Mas não sou eu quem irá administrar o perdão, isto é, não lhe digo que está perdoado até que ele se arrependa (Lc 17.3) – "...se ele se arrepender, perdoa-lhe". Perdoar alguém antes que ele se arrependa é, apenas, incentivar o seu pecado.
A CONFISSÃO NÃO É NECESSÁRIA?
Pelo menos dois escritores que estão vendendo muitos livros são adeptos do ponto de vista de que o cristão não precisa confessar seus pecados; basta agradecer a Deus pelo fato de já estar perdoado. Estes escritores, porém, não estão fazendo distinção entre o perdão judicial e o perdão paternal. Quando primeiramente cremos no Senhor Jesus Cristo, recebemos o perdão judicial dos nossos pecados, ou seja, a pena foi paga pôr Cristo e o Juiz, Deus, aceitou este pagamento e, consequentemente, perdoou os nossos pecados.
Podemos, então, dar graças a Deus porque fomos perdoados, de uma vez pôr todas, em relação ao castigo dos nossos pecados.
Existe, porém, o nosso viver diário, quando erramos constantemente e precisamos do perdão paterno que restaura e reata a comunhão e a comunicação com o nosso Pai. Este perdão nós só o recebemos quando confessamos e abandonamos o pecado. O ensino que afirma não haver necessidade de confissão está em franca contradição com 1 Jo 1.9: "se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e purificar-nos de toda a injustiça".
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-aprendendo-perdao.htm
 
Questionário da Lição 9 - As Limitações dos Discípulos
2º trimestre de 2015 - JESUS, o Homem Perfeito: O Evangelho de Lucas, o Médico Amado.
Comentarista: Pastor: José Gonçalves
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas Verdadeiras e com "F" as Falsas, conforme a revista da CPAD.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"E roguei aos teus ______________________ que o ________________________, e _________________ puderam." (Lc 9.40)

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Ao longo de seu ministério, JESUS foi seguido por homens simples, ________________________ e ________________________ mas jamais os ________________________ por isso.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
3- Como eram os seguidores de CRISTO?
(    ) Quase sempre acertavam depois de ouvirem de JESUS seus maravilhosos ensinos.
(    ) Os discípulos de CRISTO demonstraram, em certos momentos da vida, exclusivismo, egoísmo, imaturidade, bairrismo, etc.
(    ) Eles erraram quando se esperava que acertassem.
(    ) JESUS censurou tais comportamentos e corrigiu o grupo, mas não abandonou os discípulos.
(    ) Os seguidores de CRISTO não eram super-homens, mas, sim, seres humanos que viviam suas limitações e, como tal, dependiam de DEUS para superá-las.

I - LIDANDO COM A DÚVIDA
4- Como eram os discípulos em relação à oração e a fé.
(    ) Logo após acalmar a tempestade no mar da Galileia, JESUS perguntou aos seus discípulos: "Onde está a vossa fé?".
(    ) Os discípulos tinham uma vida devocional bem desenvolvida e ativa.
(    ) Essa não foi a única vez que o Senhor censurou os discípulos por não demonstrarem a fé necessária em DEUS.
(    ) Quando viu a inoperância dos discípulos frente a um menino endemoninhado, Ele disse: "Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei?".
(    ) Há algo em comum nestas passagens bíblicas - elas se relacionam com a vida devocional dos discípulos.
(    ) A timidez mostrada durante a travessia do mar e a falta de autoridade para expelir o demônio do garoto eram frutos de uma vida devocional pobre. Pouca oração, pouco poder!
(    ) Nenhuma oração, nenhum poder! As passagens paralelas de Mateus e Marcos demonstram tal princípio.

5- Como eram os discípulos em relação à Palavra de DEUS e a fé?
(    ) Se a falta de oração traz incredulidade, por outro lado, a falta de conhecimento da Palavra de DEUS produz efeito semelhante.
(    ) O Mestre chamou os discípulos de "esforçados" para adquirirem inteligência espiritual.
(    ) É isso o que mostra a história dos dois discípulos no caminho de Emaús.
(    ) No mesmo dia em que ressuscitou, o Senhor apareceu a dois deles quando se dirigiam para a aldeia de Emaús, cerca de 12 quilômetros de Jerusalém.
(    ) Depois de dialogar com eles, JESUS percebeu o quanto eram incrédulos.
(    ) O Mestre reprovou a incredulidade dos discípulos e os chamou de néscios, isto é, desprovidos de conhecimento ou discernimento.
(    ) Atualmente, também, muitos que se dizem discípulos, estão sem conhecimento, discernimento e fé no mover de DEUS. Que o Senhor JESUS encha os nossos corações de fé para que possamos viver e pregar a sua Palavra.
 
II - LIDANDO COM A PRIMAZIA E O EXCLUSIVISMO
6- Os discípulos buscavam a primazia entre si mesmos de que maneira?
(    ) Lucas registra que "suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior".
(    ) JESUS, vendo o pensamento do coração deles, tomou uma criança, pô-la junto a si". Os discípulos precisavam de uma lição a respeito de humildade.
(    ) O exemplo de JESUS ao tomar uma criança, foi excelente e, com certeza, eles puderam ver o quanto eram egoístas e ambiciosos.
(    ) O adjetivo comparativo meizon, traduzido como "maior", nesse texto, mantém o sentido de "mais forte que". A ideia aqui é de primazia! Quem é o primeiro? Quem é o mais forte? Quem é o mais apto? Pensamentos assim não refletem a mente de CRISTO, mas uma mente mundana e secularizada.
(    ) Infelizmente, muitos problemas nas igrejas são causados por leigos e clérigos que querem exercer a primazia. Em CRISTO JESUS, todos são iguais. Não somos superiores ou inferiores a ninguém.
(    ) Lucas também registra que "levantou-se entre eles uma contenda sobre qual deles seria o braço direito de JESUS em seu sofrimento dali para frente.
 
7- Como eram os discípulos em relação ao exclusivismo?
(    ) Os apóstolos proibiram um homem de expulsar demônios porque ele o fazia em seu próprio nome.
(    ) JESUS também combateu o exclusivismo que se revela através da mentalidade de um grupo fechado.
(    ) A razão dada pelos apóstolos para barrarem a ação daquele homem foi que ele não fazia parte do grupo.
(    ) JESUS mostra que o fato de expulsar os demônios pela autoridade do seu nome e partilhar das mesmas convicções dos apóstolos credenciava aquele homem a exercer o seu ministério.
(    ) Embora não fizesse parte do grupo dos Doze, partilhava da mesma fé.
(    ) Não se trata, portanto, de validar crenças e práticas sectárias ou heréticas, mas sim de não permitir que o exclusivismo religioso nos cegue de tal forma que só venhamos a enxergar o nosso grupo.
 
III - LIDANDO COM A AVAREZA
8- Como eram os valores de CRISTO invertidos. Pelos discípulos?
(    ) No relato de Lucas, JESUS acabara de incentivar seus discípulos a dependerem do ESPÍRITO SANTO quando um homem que estava no meio da multidão falou: "Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança".
(    ) No relato de Lucas, JESUS acabara de incentivar seus discípulos a dependerem do ESPÍRITO SANTO quando um homem que estava no meio da multidão falou: "Mestre, dize a meu irmão que me dê sua herança".
(    ) Essa solicitação estava na contramão dos ensinos de CRISTO e por isso recebeu a censura dEle: "Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?".
(    ) Enquanto JESUS ensinava a se evitar uma atitude legalista e materialista, esse homem age de forma diametralmente oposta àquilo que fora ensinado. Ele estava preocupado com a herança!
(    ) Como muitos fazem hoje, não estava preocupado em seguir os ensinos de CRISTO, mas usá-lo como trampolim para alcançar seus objetivos - a satisfação material.
 
9- Como evitar a ansiedade pelas coisas temporais? Complete:
JESUS profere um dos mais belos ensinamentos sobre como deve ser a vida de um ______________________discípulo (Lc 12.22-34). JESUS ensina a respeito das ________________________ da vida. Como discípulos de CRISTO não podemos viver _________________________ pelas coisas desta vida. Precisamos aprender a confiar em DEUS, nosso _________________________.
As palavras de JESUS também revelam duas maneiras de se enxergar o mundo - mostra como "os gentios do mundo" (Lc 12.30) entendem a _________________________ à sua volta e como os seus discípulos deveriam agir diante das mesmas circunstâncias. São duas _________________________ totalmente diferentes e opostas entre si. Enquanto uma interpreta a realidade da vida tomando por base os valores meramente __________________________, a outra a vê a partir de valores absolutos e __________________________.
 
IV - LIDANDO COM O RESSENTIMENTO (Lc 17.3,4)
10- Por que a necessidade do perdão?
(    ) JESUS sabia quão maléficos são a falta de perdão e o ressentimento.
(    ) De fato, a Bíblia mostra que a raiz de amargura é um mal que deve ser evitado a qualquer custo.
(    ) A falta de perdão é vista como uma raiz que produz brotos extremamente maléficos.
(    ) No terceiro Evangelho, JESUS nos ensina que a forma correta de se manter livre desse veneno é possuir uma atitude pronta a perdoar. "Olhai por vós mesmos”.
(    ) “E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe; e, se pecar contra ti setenta vezes no dia e setenta vezes sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe".
(    ) “E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe; e, se pecar contra ti sete vezes no dia e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe".
 
11- Por que o perdão é uma via de mão dupla?
(    ) JESUS também mostrou que o perdão é uma via de mão dupla.
(    ) Quando ensinou sobre o perdão na oração do Pai Nosso, JESUS foi categórico em dizer que quem não perdoa também não será perdoado: "Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas".
(    ) Não há dúvidas de que há muitos cristãos com doenças traumáticas simplesmente porque não conseguem perdoar. Guardam ressentimentos na alma como quem guarda dinheiro em banco!
(    ) Não há dúvidas de que há muitos cristãos com doenças psicossomáticas simplesmente porque não conseguem perdoar. Guardam ressentimentos na alma como quem guarda dinheiro em banco!
(    ) James Dobson, famoso psicólogo cristão, disse que daria alta a oitenta por cento de seus pacientes se eles conseguissem perdoar ou se sentissem perdoados!
 
CONCLUSÃO
12- Complete:
Ao estudarmos as limitações dos discípulos, alguns fatos ficam em evidência. Observamos que a ________________________ para enfrentar Satanás em Lucas 9.40 é justificada em Mateus 17.20 pela falta de __________________; a incredulidade dos discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13-35) é justificada pela falta de __________________________ das Escrituras (Lc 24.25-27); o desejo por grandeza e primazia (Lc 9.46-48) é uma consequência de terem se amoldado à _______________________ do mundo, e a falta de perdão existe por não se reconhecer a natureza _________________________ do Pai celestial.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
 
 
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