LIÇÃO 9 - A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL
Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
MOVIMENTO PENTECOSTAL - As doutrinas de nossa fé
Comentários
da revista da CPAD:
Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico
da CPAD:
Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de
Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"Mas recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de
vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a
Judéia e Samaria e até aos confins da terra" (At 1.8).
VERDADE PRÁTICA
O Movimento pentecostal é a maior demonstração de que a
igreja de CRISTO não é uma mera organização, mas um organismo vivo.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - At 2.1.4 - O nascimento do Pentecostalismo
Terça - At 2.4 - O sinal mais evidente do
Pentecostalismo
Quarta - At 8.16,1 7; 9.1 7; 19.2,5,6 - A atualidade
do batismo com o ESPÍRITO SANTO
Quinta - At 10.44,45 - O ESPÍRITO SANTO é derramado
entre os gentios
Sexta - 1 Co 14.22 - Um sinal para os infiéis
Sábado - 1 Co 14.5 - Línguas estranhas
LEITURA BÍBLlCA EM CLASSE - Atos 2.1-4,14-17
1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos
reunidos no mesmo lugar; 2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um
vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais
pousaram sobre cada um deles. 4 - E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e
começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO Ihes concedia
que falassem.
14 - Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze,
levantou a voz e disse-Ihes: Varões judeus e todos os que habitais em
Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. 15 - Estes
homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora
do dia. 16 - Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 - E nos últimos
dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a
carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens
terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;
PALAVRA-CHAVE - Pureza: Estado ou qualidade
de puro.
SEMANAS = SHAVUOT (Pentecostes)
Em Levítico 23:16 encontramos a expressão
hebraica hamishshïm yom (LXX = pentêkonta hêmeras)
que significa cinqüenta dias. Era comemorada cinqüenta dias
depois da festa das primícias quando era ofertado o primeiro molho de trigo
da colheita (Lv.23:11,12,15,16; Dt.16:9), aos 6 do mês de Sivan,
que corresponde ao mês de junho em nosso calendário. Comemorada após
cinqüenta dias ou sete semanas, recebeu também o nome de festa das
semanas = hagh shabhu'ôth (Ex.34:22; Dt.16:10), ou dia das
primícias = yôm habbikkürïm (Ex.23:16; Nm.28:26). Comemorava a
entrega da lei que foi dada no monte Sinai durante este período (Compare
Ex.19:1,11 com Ex.12:6,12). Enquanto os pães asmos eram sem fermento, os
pães desta oferta continham fermento (Lv.23:16-18), e deveriam ser movidos
com os pães das primícias perante o Senhor (Lv.23:20).
Evento Correspondente no Novo Testamento:
Pentecostes
(At.2:1; At.20:16; I Co.16:8)
Assim como os pães das primícias eram movidos (Lv.23:9-14), também os pães
levedados deveriam ser movidos juntamente com eles (Lv.23:20; Rm.6:5). O
Pentecoste tipifica a descida do ESPÍRITO SANTO para formar a Igreja. Por
causa disto está presente o fermento porque o mal está presente na Igreja
(Mt.13:33; At.5:1-10; 15:1). Assim como CRISTO foi removido da sepultura; os
cristãos também foram simbolicamente movidos (At.4:31). Nas primícias eram
oferecidos molhos de hastes separadas frouxamente reunidas, mas no
Pentecoste há uma verdadeira união de partes formando uma única massa. A
descida do ESPÍRITO SANTO uniu os discípulos, antes separados, em um só
corpo (I Co.10:16,17; I Co.12:12,13,20).
Pentecoste comemora então a vinda do ESPÍRITO
SANTO, que foi dado cinqüenta dias após a ressurreição de CRISTO. Assim como
a lei foi dada nesse período, no tempo do Antigo Testamento, para o povo de
Israel, o ESPÍRITO SANTO foi dado, também nesse período, para a Igreja (II
Co.3:3-11). Os 120 discípulos (At.1:15) reunidos no dia de Pentecoste, sobre
os quais caiu o ESPÍRITO SANTO, representavam a
colheita dos primeiros frutos (Rm.8:23; Tg.1:18; Ap.14:4; Mt.13:30; 21:34).
A Igreja tem a Primícia do ESPÍRITO.
Comentários da BEP - CPAD
2.1 PENTECOSTE. Pentecoste era a segunda grande festa
sagrada do ano judaico. A primeira grande festa era a Páscoa. Cinqüenta dias
após esta, vinha a festa de Pentecoste, nome este derivado do gr.
penteekostos (=qüinquagésimo). Era também chamada Festas das Colheitas,
porque nela as primícias da sega de grãos eram oferecidas a DEUS (cf. Lv
23.17). Da mesma forma, o dia de Pentecoste simboliza, para a igreja, o
início da colheita de almas para DEUS neste mundo.
2.2,3 UM VENTO... IMPETUOSO, E... LÍNGUAS REPARTIDAS,
COMO QUE DE FOGO. As manifestações externas de um som como de um vento
poderoso e das línguas de fogo (vv. 2,3) demonstram que DEUS estava ali
presente e ativo, de modo poderoso (cf. Êx 3.1-6; 1 Rs 18.38,39). O fogo
talvez simbolize a consagração e a separação dos crentes para DEUS, visando
a obra de glorificar a CRISTO (Jo 16.13,14) e de testemunhar dEle (1.8).
Estas duas manifestações antecederam o batismo no ESPÍRITO SANTO, e não
foram repetidas noutros relatos similares do livro de Atos.
2.4 CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO. Qual é o significado da plenitude do ESPÍRITO
SANTO recebida no dia de Pentecoste?
(1) Significou o início do cumprimento da promessa de
DEUS em Jl 2.28,29, de derramar seu ESPÍRITO sobre todo o seu povo nos
tempos do fim (cf. 1.4,5; Mt 3.11; Lc 24.49; Jo 1.33; ver Jl 2.28,29).
(2) Posto que os últimos dias desta era já começaram (v.
17; cf. Hb 1.2; 1 Pe 1.20), todos agora se vêem ante a decisão de se
arrependerem e de crerem em CRISTO (3.19; Mt 3.2; Lc 13.3; ver At 2.17).
(3) Os discípulos foram do alto... revestidos de poder
(Lc 24.49; cf. At 1.8), que os capacitou a testemunhar de CRISTO, a produzir
nos perdidos grande convicção no tocante ao pecado, à justiça, e ao
julgamento divino, e a desviá-los do pecado para a salvação em CRISTO (cf.
1.8 notas; 4.13,33; 6.8; Rm 15.19; ver Jo 16.8).
(4) O ESPÍRITO SANTO já revelou sua natureza como aquele
que anseia e pugna pela salvação de pessoas de todas as nações e aqueles que
receberam o batismo no ESPÍRITO SANTO ficaram cheios do mesmo anseio pela
salvação da raça humana (vv. 38-40; 4.12,33; Rm 9.1-3; 10.1). O Pentecoste é
o início das missões mundiais (1.8; 2.6-11,39).
(5) Os discípulos se tornaram ministros do ESPÍRITO. Não
somente pregavam JESUS crucificado e ressuscitado, levando outras pessoas ao
arrependimento e à fé em CRISTO, como também influenciavam essas pessoas a
receber o dom do ESPÍRITO SANTO (vv. 38,39) que eles mesmos tinham recebido
no Pentecoste (v. 4). Levar outros ao batismo no ESPÍRITO SANTO é a chave da
obra apostólica no NT (ver 8.17; 9.17,18; 10.44-46; 19.6).
(6) Mediante este batismo no ESPÍRITO, os seguidores de
CRISTO tornaram-se continuadores do seu ministério terreno. Continuaram a
fazer e a ensinar, no poder do ESPÍRITO SANTO, as mesmas coisas que JESUS
começou, não só a fazer, mas a ensinar (1.1; Jo 14.12).
2.4 COMEÇARAM A FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS. Para um exame do
significado do falar em línguas ocorrido no dia de Pentecoste e noutras
ocasiões, na igreja do NT, e da possibilidade de falsas línguas estranhas,
ver o estudo O FALAR EM LÍNGUAS.
2.14-40 O DISCURSO DE PEDRO NO DIA DE PENTECOSTE.
O discurso de Pedro no dia de Pentecoste, juntamente com sua mensagem em
3.12-26, contém um padrão para a proclamação do evangelho.
(1) JESUS é o Senhor e CRISTO crucificado, ressurreto e
exaltado (vv. 22-36; 3.13-15).
(2) Estando agora à destra do Pai, JESUS CRISTO recebeu
autoridade para derramar o ESPÍRITO SANTO sobre todos os crentes (vv.
16-18,32,33; 3.19).
(3) Todos devem colocar sua fé em JESUS como Senhor,
arrepender-se dos seus pecados e ser batizados, demonstrando o perdão dos
pecados (vv. 36-38; 3.19).
(4) Os crentes devem esperar o prometido dom do ESPÍRITO
SANTO, ou o batismo nEle, uma vez tendo crido e se arrependido (vv. 38,39).
(5) Aqueles que atenderem com fé, devem separar-se do
mundo e salvar-se dessa geração perversa (v. 40; 3.26).
(6) JESUS CRISTO voltará para restaurar completamente o
reino de DEUS (3.20,21).
2.16 DITO PELO PROFETA JOEL. O batismo no ESPÍRITO SANTO e as manifestações
espirituais acompanhantes são cumprimentos de Jl 2.28,29. Joel, no século
VIII a.C., profetizou um grande derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre todo o
povo de DEUS (ver Jl 2.28,29).
2.17 NOS ÚLTIMOS DIAS.
(1) No AT os últimos dias eram tidos como o tempo em que
o Senhor agiria poderosamente, julgando o mal e concedendo salvação ao seu
povo (cf. Is 2.2-21; 3.18 4.6; 10.20-23; Os 1.2; Jl 1.3; Am 8.9-11; 9.9-12).
(2) O NT revela que os últimos dias começaram com a primeira vinda de CRISTO
e o derramamento inicial do ESPÍRITO sobre o povo de DEUS, e que terminarão
com a segunda vinda do Senhor (Mc 1.15; Lc 4.18-21; Hb 1.1,2). Este período
específico é caracterizado como a era do juízo contra o mal, da autoridade
sobre os demônios, da salvação da raça humana e da presença aqui do reino de
DEUS.
(a) Estes últimos dias serão assinalados pelo poder do
ESPÍRITO SANTO (Mt 12.28).
(b) Os últimos dias abrangem a investida do poder de
DEUS, através de CRISTO, contra o domínio de Satanás e do pecado. Mesmo
assim, a guerra apenas começou; não chegou ao fim, pois o mal e a atividade
satânica ainda estão fortemente presentes (Ef 6.10-18). Por isso, somente a
segunda vinda de JESUS aniquilará a atividade do poder maligno e encerrará
os últimos dias (cf. 1 Pe 1.3-5; Ap 19).
(c) Os últimos dias serão um período de testemunho
profético, conclamando todos a se arrependerem, crerem em CRISTO e
experimentarem o derramamento do ESPÍRITO SANTO (1.8; 2.4,38-40; Jl
2.28-32). Devemos proclamar a obra salvífica de CRISTO, no poder do
ESPÍRITO, mesmo enquanto antevemos o dia final da ira (Rm 2.5), i.e.: o
grande e glorioso Dia do Senhor (2.20b). Devemos viver todos os dias em
vigilância, esperando o dia da redenção e a volta de CRISTO para buscar o
seu povo (Jo 14.3; 1 Ts 4.15-17).
(d) Os últimos dias introduzem o reino de DEUS com sua
demonstração de pleno poder (ver Lc 11.20). Devemos ter a plenitude desse
poder no conflito contra as forças espirituais do mal (2 Co 10.3-5; Ef
6.11,12) e no sofrimento por causa da justiça (Mt 5.10-12; 1 Pe 1.6,7)
2.17 VOSSOS FILHOS E AS VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO. Aqui o falar
noutras línguas (vv. 4,11) está relacionado à profecia (vv. 17,18). Deste
modo, falar em línguas é uma forma de profetizar. O significado básico aqui,
de profecia, é o uso da nossa voz para o serviço e a glória de DEUS sob o
impulso direto do ESPÍRITO SANTO. No livro de Atos:
(1) os 120 todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e
começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia
que falassem (2.4); (
2) o ESPÍRITO SANTO desceu sobre Cornélio e sua casa.
Todos, entre eles Pedro, os ouviam falar em línguas e magnificar a DEUS
(10.44-47); e
(3) os discípulos em Éfeso, quando veio sobre eles o
ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas e profetizavam (19.6).
Para estudarmos essa lição vamos utilizar
Lição 1 - O Derramamento do
ESPÍRITO SANTO prometido
Terceiro Trimestre de 2006
TEMA – Doutrinas bíblicas pentecostais – Centenário do Movimento Pentecostal
Mundial (1906-2006)
COMENTARISTA da revista: Pr. Antonio Gilberto
TEXTO
ÁUREO :
De sorte que, exaltado pela destra de DEUS e tendo recebido do Pai a
promessa do ESPÍRITO SANTO, derramou isto que vós agora vedes e ouvis"
(At 2.33).
JESUS recebeu o
ESPÍRITO SANTO, não foi batizado como nós somos, pois ELE é o
batizador e não o que recebe o batismo, mas o
que dá. De maneira especial o ESPÍRITO SANTO veio sobre JESUS que como
homem precisava recebê-LO e como DEUS precisava doá-lo.
VERDADE PRÁTICA:
DEUS
é infinitamente poderoso
para hoje derramar sobre nós o seu ESPÍRITO como um rio transbordante,
assim como fez no passado.
LEITURA BÍBLICA
EM CLASSE: Atos 2.14-21
14. Pedro, porém,
pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e
disse-Ihes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém,
seja.vos isto notório, e escutai as minhas
palavras. 15. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo
esta a terceira hora do dia. 16. Mas isto é o que foi dito pelo profeta
Joel: 17. E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO
derramarei sobre toda a carne; e os vossos. filhos
e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os
vossos velhos sonharão sonhos; 18. e também do
meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles
dias, e profetizarão; 19 - e farei aparecer prodígios em cima no céu e
sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20. O sol se
converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar o grande e
glorioso Dia do Senhor; 21. e acontecerá que
todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
O derramamento do
ESPÍRITO SANTO (2:1-13).
Depois de terminarem os
dias de espera, o ESPÍRITO SANTO veio sobre o grupo reunido dos discípulos
de modo inédito, acompanhado de sinais sobrenaturais e fazendo com que
irrompessem em louvores a DEUS em línguas diferentes das suas próprias. Na
medida em que os discípulos saíam para as ruas, a sua atividade estranha
atraía a atenção das pessoas que ficaram atônitas com aquilo que ouviram.
Muitas ficaram assombradas, mas algumas estavam dispostas a buscar uma
explicação racionalística e algo desonrosa
daquilo que acontecia.
Somente Lucas se refere
à história de como o ESPÍRITO veio sobre a igreja pela primeira vez, mas
está firmemente assegurada a historicidade essencial do incidente. A Sua
colocação em Atos corresponde à posição do nascimento de JESUS no
Evangelho, e o seu significado é que a igreja agora está equipada com a
tarefa do testemunho e da missão, e imediatamente passa a
empreendê-Ia. A história contém o cumprimento
da profecia em 1 :4-5 e, assim, descreve como
os discípulos foram batizados com o ESPÍRITO SANTO; mais corretamente, é a
primeira ocorrência desta experiência. Ao mesmo tempo, o evento cumpre as
profecias de Isaías 32:15 e
Jo 2:28-32, indicando, assim, que chegaram os
últimos dias. Alguns estudiosos detectaram na história um contraste
deliberado com a história de
BabeI (Gn capo 11) e o
equivalente cristão à outorga da Lei no Sinai. A primeira destas
possibilidades não tem base no texto, ao passo que a evidência em prol da
última é mais sólida, mas não convence totalmente.
1. Pentecoste é o nome
dado no Novo Testamento à Festa das Semanas, quando a ceifa do trigo era
celebrada por uma festa de um dia, durante a qual se oferecia sacrifícios
especiais (~x 23 :16; Lv
23 :15 :21 ; Dt 16:9-12). Assim como outras
festas se associavam com eventos na história de Israel (e.g. a Páscoa com
o êxodo do Egito), assim também no judaísmo a festa se associava com a
renovação da aliança feita com Noé e depois
com Moisés (Jubileus 6); no judaísmo do século
11, o Pentecoste foi considerado como sendo o dia em ,que a Lei foi
outorgada no Sinai. É interessante que havia uma tradição rabínica que
dizia que a Lei foi promulgada por DEUS nas línguas das setenta nações do
mundo, mas não podemos ter a certeza de que esta tradição
fosse corrente no século I. Os discípulos ainda
estavam em Jerusalém, alguns estudiosos pensam que estavam no templo,
tendo em vista a palavra "casa" no v. 2, mas "casa", empregada assim em
isolamento, não pode significar o templo. Sem dúvida, há referência à
companhia de 120 pessoas, e não apenas os doze apóstolos, reconstituídos.
2-3. Visto que, noutros
lugares, o ESPÍRITO é assemelhado ao vento, e que a palavra aqui empregada
(Grego pneuma), pode ter ambos os sentidos,
não é de se estranhar que o primeiro dos dois símbolos que acompanhavam a
Sua chegada era um som como de um vento; Lucas o descreveu como sendo
quase palpável quando disse que encheu toda a casa. A linguagem, conforme
devemos notar, é aquela da analogia - um som como o do vento - e indica
que tratamos com uma ocorrência sobrenatural. O simbolismo relembra as
teofanias do Antigo Testamento (2
Sm 22:16; Jó 37: 10; Ez
13:13): o vento é um sinal da presença de DEUS como ESPÍRITO. O segundo
símbolo foi o fogo. Uma chama se dividiu em várias línguas, de modo que
cada urna delas pousou sobre urna das pessoas presentes. Outra vez, a
descrição é analógica - como de fogo. E, mais urna vez, relembramos as
teofanias do Antigo Testamento, especialmente
aquela no Sinai Êx 19:18).
4. Com estes sinais
externos, veio o ESPÍRITO SANTO como realidade interna e invisível que
demonstrou a Sua presença mediante os efeitos sobre os discípulos. Lucas
emprega a expressão ficaram cheios para descrever a experiência. Esta
palavra se emprega quando as pessoas recebem o revestimento inicial do
ESPÍRITO para capacitá-las para o serviço de
DEUS (9:17; Lc 1
:15), e também quando ficam inspiradas para fazerem declarações
importantes (4:8, 31; 13:9); palavras assim se empregam para descrever o
processo contínuo de ser cheio com o ESPÍRITO (13:52,
Ef 5:18) ou o estado correspondente de estar cheio (6:3; 5; 7:55;
11 :24; Lc 4:1). Estas referências indicam que
se urna pessoa já está cheia do ESPÍRITO, pode receber um novo
revestimento para urna tarefa específica, ou um enchimento contínuo. É
importante observar, também, que aquilo que aqui se chama. "ficar
cheio", também é chamado "batismo" (1:5 e 11 :16), um "derramamento"
(2:17-18; 10:45), e um "recebimento" (10:47). O ato básico de receber o
ESPÍRITO pode ser descrito como ser "batizado" ou
"cheio'; mas o verbo "batizar" não se emprega para experiências
subseqüentes.
Boa parte da confusão
teológica seria evitada se tomássemos o cuidado de empregar estes termos
conforme a maneira bíblica. Devemos notar, outrossim,
que aquilo que mais tarde aconteceu a Cornélio
e à sua família foi o mesmo que aconteceu no Pentecoste (11:15); na
ocasião da conversão, o crente experimenta o seu próprio "Pentecoste". É
provável que Lucas tenha empregado o termo "cheios"
pelo contexto, porque o ESPÍRITO inspirou aqueles que O receberam a
falar em outras línguas. Vv 6, 8 e 11 demonstram que se trata de línguas
humanas. Surgem, assim, duas dificuldades.
ATOS 2:4-6
Em primeiro lugar, a
maioria dos comentaristas pensa que o dom de línguas descrito em
1 Coríntios caps.
12 e 14 fosse a capacidade de falar em línguas não humanas (as "línguas
dos anjos", 1 Co 13:1). Supondo-se que é
improvável que tenha havido dois tipos diferentes de fenômenos, alega-se
freqüentemente que Lucas ou entendeu erroneamente ou deliberadamente
reinterpretou uma tradição anterior que descrevia o tipo de línguas
aludidas por Paulo. Em segundo lugar, sustenta-se que esta conclusão é
confirmada pelas análises lingüísticas modernas das línguas faladas nos
movimentos pentecostais atuais, como sendo línguas não-humanas. É difícil,
no entanto, deixar de lado a evidência de pessoas da atualidade que
declaram que ouviram suas próprias línguas faladas por aqueles que têm o
dom de línguas. Além disto, não é totalmente impossível que Paulo se
referisse a línguas humanas, 1 2 ou que
houvesse emprego de línguas humanas e celestiais ao mesmo tempo (1
Co 13:1 - "as línguas dos homens e dos
anjos"). Dwm (JESUS , págs. 151-2) sugere que o
que aconteceu foi que os ouvintes pensavam escutar e reconhecer, nas suas
próprias línguas, palavras e frases de louvor a DEUS.
5. Devemos supor que, em
dado momento, os discípulos deixaram o cenáculo e entraram em contato com
as multidões reunidas em Jerusalém para a festa; habitando não precisa
necessariamente subentender a residência permanente, embora, na realidade,
muitos judeus voltaram da Dispersão para Jerusalém, para ali findar os
seus dias. A presença e participação deles naquilo que aconteceu
constituiu-se em indício da significância do evento para o mundo inteiro.
Sem embargo, todos eram judeus ou prosélitos, e não eram pagãos; mesmo
assim, serviam de símbolo da necessidade que a
humanidade tem de receber o evangelho, e da conseqüente responsabilidade
da igreja para cumprir a sua missão.
6.8. A voz dos
discípulos que clamavam alto lançou perplexidade sobre a multidão, porque
não podia compreender como Galileus
conseguiram falar as várias línguas dela. A objeção já foi levantada que
a maioria daqueles que estavam na multidão
deviam falar Aramaico ou Grego, as duas línguas que os discípulos também
decerto falavam, e que o milagre das línguas era, portanto, desnecessário.
Esta dificuldade, porém, certamente era óbvia para Lucas também. O que era
importante é que se falavam as várias línguas maternas,
vernaculares, destes povos. Talvez estranhemos
como as multidões sabiam que os discípulos eram
galileus. Um simples relance nas palavras atribuídas às multidões
nos vv 7-11 indicará que não passam de resumo das várias coisas que
estavam sendo ditas, combinadas, por razões
literárias, numa só declaração coral, e, portanto, não precisamos supor
que mais do que uns poucos da multidão sabiam reconhecer que os discípulos
eram galileus.
9-11. Lucas, ainda
continuando sua versão global daquilo que os vários membros da multidão
devem ter dito, passa a nos dar uma lista das nacionalidades
representadas. Começa com três países ao leste do Império Romano, na área
conhecida como Pérsia ou Irã, e depois (com uma mudança de construção),
continua para o oeste, para a Mesopotâmia, o Iraque moderno, e a Judéia.
Seguem-se, então, várias províncias e áreas na Ásia Menor (a moderna
Turquia), e, depois, o Egito e área imediatamente para o oeste, seguida
por Roma. Depois, há uma declaração geral que se
aplica a todos os povos em epígrafe: havia uma população judaica
considerável em cada uma destas áreas, e a presença dos judeus
freqüentemente levava ã conversão dos gentios para se tomarem prosélitos.
Finalmente, e de modo algo surpreendente, a lista inclui pessoas da Creta
e da Arábia. É uma lista surpreendente, e ninguém tem conseguido dar uma
explicação satisfatória de por que inclui aquela seleção específica de
países, nem porque aparecem nesta ordem estranha. Certamente não foi
inventada pelo próprio Lucas. Basta, então, observar que a lista
claramente visa ser uma indicação de que estavam presentes pessoas de
todas as partes do mundo conhecido, e talvez que haveriam de voltar aos
seus próprios países como testemunhas daquilo que acontecia. Todas elas,
como adoradores de Javé, podiam perceber que
os cristãos estavam celebrando as obras poderosas de DEUS.
12-13.
A reação primária era de incompreensão. As multidões
naturalmente estavam sem saber o que estava acontecendo, e esta situação
criou a oportunidade para Pedro dirigir-se a elas, explicando do que se
tratava. Mais especificamente, recebeu uma razão para começar seu
discurso, no fato de algumas pessoas estarem dispostas a explicar o falar
em línguas como resultado de bebidas fortes; esta seria a explicação que
alguém naturalmente daria se ouvisse pessoas fazendo sons ininteligíveis,
que seria a impressão que algum ouvinte receberia,
se não reconhecesse a língua específica que estava sendo empregada.
Pedro prega o evangelho
(2:14-42).
A presença da multidão
que acorrera deu a Pedro a sua oportunidade para explicar o significado
daquilo que ocorria. Seu discurso ou sermão começa com uma alusão ao
derramamento do ESPÍRITO como cumprimento da profecia, e termina com outra
referência ao mesmo evento (2:33). Entre estas
referências, porém, Pedro explora mais profundamente o significado do
evento. Faz remontar até JESUS este dom do ESPÍRITO. Os judeus tinham
rejeitado este Homem de DEUS, mas foi ressuscitado dentre os mortos, pelo
próprio DEUS, conforme podiam testificar os apóstolos. A ressurreição
dEle, no entanto,
devia também ser vista à luz da profecia. Pedro disse que um Salmo de Davi
que falava da libertação da morte devia ser entendido na sua aplicação ao
Messias, sendo que claramente não podia ser aplicado ao próprio Davi.
Visto que DEUS ressuscitara JESUS da morte, segue-se que era Este o
Messias, e foi como conseqüência disto que derramou o ESPÍRITO (Lc
24:49; Jo 20:22).
Assim, a ressurreição de JESUS , bem como o
derramamento do ESPÍRITO testificavam que JESUS era o Senhor e o
Messias. Quando os ouvintes quiseram saber o que isto subentendia, Pedro
insistiu com eles que deviam ser batizados em nome de JESUS , para o perdão
dos pecados e participação do dom do ESPÍRITO que lhes era livremente
prometido. Muitos responderam ao seu apelo, e começaram a compartilhar de
um novo modo de vida.
14. O retrato de Pedro
mostra-o em pé para falar ao ar livre, com o assentimento dos demais
apóstolos, dos quais ele fica como porta-voz. O verbo que aqui se traduz
disse pode empregar-se para declarações inspiradas. O sermão de Pedro é
considerado obra de um homem cheio do ESPÍRITO. Para começar, pede a
atenção dos seus ouvintes, sejam judeus residentes em Jerusalém, sejam
visitantes.
15. Como noutras
ocasiões (3:12; 14:15), a primeira tarefa do
pregador é corrigir um falso conceito do seu auditório; neste caso,
demonstra que é absurdo pensar na probabilidade de homens estarem bêbados
antes das nove da manhã. A razão de ser deste argumento é que os judeus
normalmente não comiam tão cedo no dia, e muito menos bebiam vinho.
16-21.
A explicação correta achava-se num nível diferente
de entendimento. Aquilo que acontecia devia ser encarado como cumprimento
de uma profecia de Joel, e aqui Pedro passou a citar a relevante passagem,
Joel 2:28-32. Mais uma frase da mesma passagem
se acha no v. 39, e a mesma passagem é citada também em
Rm 10:13 e Ap.
6:12.15 A citação segue a LXX, mas com certo número de pequenas alterações
para adaptar a profecia ao seu contexto. Uma das mais importantes entre
estas alterações é o modo de "E acontecerá depois destes dias", em Joel,
ser alterado para "E acontecerá nos últimos dias". Pedro considera que a
profecia de Joel se aplica aos últimos dias, e declara que seus ouvintes
agora estão vivendo nos últimos dias. Já começou o ato
final da salvação divina.
O primeiro tema da
profecia, e o principal, é que DEUS está para derramar o Seu ESPÍRITO
sobre todos os povos, i.é, sobre todos os tipos
de pessoas, e não apenas sobre os profetas, reis e sacerdotes, como tinha
sido o caso nos tempos do Antigo Testamento. A evidência será vista na
forma de profecias e visões. Visto que as línguas podiam ser descritas, de
modo lato, como tipo de profecia, esta passagem oferecia o equivalente
mais aproximado às línguas na fraseologia
veterotestamentária: é verdade que Paulo distingue as línguas das
profecias (1 Co
12:10), mas ele não estava sujeito à limitação de procurar uma frase
veterotestamentária para se expressar. Um
segundo elemento da profecia é a ocorrência de sinais cósmicos do tipo que
se associa com os quadros apocalípticos do fim do mundo; a mesma linguagem
se emprega em Apocalipse 6:12. Aqui, podemos
notar que Pedro alterou a expressão de Joel: "prodígios no céu e na
terra", para prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra. Os
sinais são provavelmente o dom de línguas e os vários
milagres de cura que logo passariam a ser narrados. O que se diz,
porém dos prodígios? Se não aceitarmos que a referência diz respeito aos
sinais cósmicos que acompanharam a crucificação (Lc
23:4445), então teremos que entender que Pedro
antevê os sinais que anunciarão o fim do mundo; estes ainda são futuros, e
pertencem ao "fim" dos últimos dias, e não ao "começo" deles, que estava
se realizando. O terceiro elemento na profecia de Joel é o evento do
qual estes sinais são a prefiguração: o dia do
Senhor, i.é, o dia do julgamento. Para Joel, é claro, o Senhor era o
próprio Javé. Para Pedro e Lucas, surge a
pergunta: Senhor, aqui, não significa implicitamente JESUS ? Isto porque no
v. 36 JESUS será declarado Senhor. De qualquer maneira, a profecia
termina, em quarto lugar, com uma promessa no sentido de que aquele que
invocar o nome deste Senhor, i. é, apelar a Ele, pedindo socorro, será
salvo; para os cristãos, certamente se tratava de procurar em JESUS a
salvação (Rm 10:13-14;
1 Co 1 :2). Reconhece-se que, se Pedro citou o
texto em Hebraico, haveria clara referência a Javé,
e, portanto, a aplicação a JESUS ficaria clara somente àqueles que ouviam
ou liam o texto em Grego.
É
difícil saber de que maneira Joel encarava o cumprimento do seu
oráculo, que foi pronunciado no contexto de uma praga de gafanhotos em
Israel, a qual o profeta via como julgamento de advertência. Quando o povo
correspondeu, arrependendo-se, o Senhor o atendeu, e transformou a sua
sorte, e prometeu-lhe ceifas abundantes. Depois, segue-se esta profecia
daquilo que aconteceria "depois", na medida em que o profeta olha para os
eventos futuros ainda mais distantes, e descortina a vindicação final de
Israel e a derrota dos seus inimigos. Destarte, a perspectiva parece ser
distante, associada com o dia do Senhor, e, portanto, não se faz injustiça
para com o verdadeiro sentido da passagem quando Pedro enxerga nos eventos
do Pentecoste o começo do cumprimento dela.
22. Mais uma vez, Pedro
pede a atenção dos seus ouvintes; o que tem para dizer se dirige ao povo
de Israel, que alega ser o povo de DEUS. Um pouco repentinamente, volta a
dirigir a atenção deles a JESUS , o Homem de Nazaré, que DEUS destacou
diante deles através dos vários milagres e sinais que DEUS operara
publicamente através dEle.
Pedro torna por certa a realidade destes sinais, e diz que os seus
ouvintes já têm clara consciência deles, e declara que foram operados por
DEUS. Está disposto a argumentar a partir dos milagres para chegar à mão
de DEUS. JESUS , portanto, já durante a Sua vida terrestre, foi destacado
corno pessoa incomum, embora Pedro ainda não
passe a dizer qual era o papel ou posição específica
dEle. Num mundo que aceitava a
possibilidade e a realidade do milagroso, o argumento de Pedro teria peso
considerável. A polêmica judaica posterior contra JESUS não negou que Ele
tenha operado milagres, mas alegava que Ele era um feiticeiro, e já
durante a vida dEle,
Seus oponentes atribuíam a Belzebu os exorcismos que Ele operava (Le
11 :15). Era necessário alguma coisa mais para
convencer os judeus de que DEUS estava operando na vida de JESUS .
O batismo era realizado
em nome de JESUS , frase esta que talvez represente na expressão comercial,
"à conta de JESUS ", ou na expressão idiomática judaica, "com referência a
JESUS '. Por mais precisamente que a frase seja entendida, de uma maneira
ou de outra, transmite o pensamento de que a pessoa que está sendo
batizada entra num relacionamento de lealdade para com JESUS , fato este
que está em harmonia com a evidência que indica que, no batismo,
contrariamente se fazia confissão de JESUS como Senhor (Rm
109, 1 Co 12:3). Destarte, o batismo cristão
era na expressão de fé e de dedicação a JESUS como Senhor. Assim como o
batismo de João transmitia a dádiva divina do perdão, simbolizada no ato
da lavagem, assim também o batismo cristão era considerado um sinal do
perdão (5:31; 10:43; 13:38; 26:18; cf. 3:19). O
batismo cristão, porém, transmitia uma bênção adicional. João dissera que
batizava (somente) com água, ao passo que o Messias batizaria com o
ESPÍRITO SANTO, e que esta dádiva acompanhava o batismo na água, realizado
na igreja em nome de JESUS . As duas dádivas se vinculam estreitamente,
pois é o ESPÍRITO que leva a efeito a purificação no íntimo, da qual o
batismo é o símbolo externo.
39. Pedro afirmou com
insistência que seus ouvintes descobririam que era real esta promessa do
perdão e do dom do ESPÍRITO, porque fora DEUS que a pronunciara, a eles e
aos seus descendentes (cf. 13 :33). Esta frase
às vezes tem sido interpretada como justificativa para o batismo das
crianças, mas trata-se de uma sobrecarga sobre o texto. Colocando-a no seu
contexto, notamos que a profecia no v. 17 contempla filhos que têm idade
suficiente para profetizar, e que o v. 38 fala do recebimento do perdão e
do ESPÍRITO; em nenhum destes casos fica óbvio que se trata de crianças
pequenas. A lição da frase, pelo contrário, é expressar a misericórdia
ilimitada de DEUS, que abrange os ouvintes e as gerações subseqüentes dos
seus descendentes e, além disto, todos os que ainda estão longe (Is 57:
19; Ef. 2:13, 17),
frase esta que certamente inclui todos os judeus espalhados em todo o
mundo e (aos olhos de Lucas, mesmo se Pedro não chegara a este
entendimento) os gentios também; numa referência aos gentios é altamente
provável, tendo em vista a maneira rabínica de entender a frase em Isaías
57 :19, da qual Paulo participa (Ef 2:13, 17).
Em todos estes casos, porém, a promessa é mediada pela chamada divina - e
com estas palavras, Pedro completa a citação de Joel
2:32 com a qual começara o seu discurso. Ressalta-se a primazia da
chamada divina e da graciosidade do Seu convite à
toda humanidade.
COMENTÁRIO
-
INTRODUÇÃO
Neste ano de 2006
comemorasse em todo o mundo o Centenário do Movimento Pentecostal, no
qual situa-se a Assembléia de DEUS. A
comemoração presta justa homenagem aos pioneiros do Movimento Pentecostal
que deixaram suas indeléveis marcas espirituais nos trabalhos que
levantaram em meio a muito sofrimento e necessidades.
Que esta comemoração
centenária seja uma ocasião para que a igreja, numa firme determinação
diante de DEUS, mantenha a pureza doutrinária, os princípios e as verdades
bíblicas que norteiam o seu caminhar, inclusive, no que concerne à Pessoa,
às operações e ministrações do ESPÍRITO SANTO,
segundo as Escrituras.
I. A PROMESSA DO
PENTECOSTES E SUA GRANDEZA (vv.I6-18).
Foi o profeta Joel, no
Antigo Testamento, a quem DEUS revelou com mais detalhes o derramamento
do ESPÍRITO nos últimos tempos (Jl 2.23-32).
Também Isaías escreve a
respeito do avivamento, principalmente do autor do avivamento e o
resultado do avivamento na vida de alguém:
Is 61.1 O ESPÍRITO do
Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas
novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a
proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
2
A apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da
vingança do nosso DEUS; a consolar todos os tristes;
3 A
ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes
dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de
louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de
justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado.
Como se vê a função
primária da pessoa do ESPÍRITO SANTO é capacitar, dar poder na pregação do
evangelho, com sinais e prodígios para que haja uma colheita abundante de
almas.
Vamos estudar o que o
profeta Joel profetizou do derramamento do ESPÍRITO SANTO:
PROMESSA DA EFUSÃO DO
ESPÍRITO
Jo 2.28 E há de ser que, depois
derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas
filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão
visões. 29 E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias
derramarei o meu ESPÍRITO. 30 E mostrarei prodígios no céu, e na terra,
sangue e fogo, e colunas de fumaça. 31 O sol se converterá em trevas, e a
lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. 32 E há
de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no
monte Sião e em Jerusalém haverá livramento,
assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR
chamar.
1. "Derramarei o
meu ESPÍRITO" (v.17). Assim diz DEUS
neste versículo.
Sobre todos os que
desejarem virá o derramamento do ESPÍRITO SANTO, sendo que este derramar
está subdividido em duas partes:
a-
O derramamento sobre a Igreja (início no dia do Pentecostes em Jerusalém e
em nossa época, num segundo mover, na rua Azuza)
;
b-
O derramamento sobre todos os participantes do
milênio (derramamento sobre toda carne, sobre todos os que escaparem da
grande Tribulação e que escaparem da separação entre bodes e ovelhas).
Observação: Veja que o
ESPÍRITO SANTO é derramado, Ele vem de cima, do céu, de DEUS e não como
alguns pensam, buscando em pessoas o batismo. Eu, por exemplo, recebi
sozinho em um quarto de minha casa, outros recebem por imposição, ou seja,
por intercessão de alguém, outros, como Cornélio e seus parentes e amigos,
ouvindo uma pregação, etc...; o importante é
que recebam de DEUS e não de homens.
Outro fator importante é
que não se deve buscar o falar em línguas, mas o batismo, que é a posse
total do ESPÍRITO SANTO sobre nós, para evangelização dos povos, o
revestimento de poder.
Os discípulos passaram
de homens ignorantes antes do pentecostes, para sábios e entendidos logo
após receberem o batismo.
A verdadeira sabedoria é
a sabedoria espiritual.
At
4.13 Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram
homens sem letras e indoutos, maravilharam-se
e reconheceram que eles haviam estado com JESUS .
2. A
profecia de Joel (11 2.28-32). Os
versículos
28 a
32 de Joel, no texto hebraico, perfazem um capítulo à parte.
Notemos que os capítulos
do livro de Joel falam principalmente sobre Israel e o juízo de DEUS sobre
eles e os povos à sua volta, enquanto que neste capítulo 2 e versículos 28
- 31 á traz a promessa de uma grande bênção
sobre os povos, tanto israelitas quanto todos os que se converterem ao
Senhor JESUS.
cap.
1 - A TERRÍVEL CARESTIA CAUSADA PELA LOCUSTA E PELA SECA.
cap.
2 - Início de Juízo.
cap.
3 - ·OS JUÍZOS DE DEUS SOBRE AS NAÇÕES INIMIGAS
Na verdade DEUS está
sempre na expectativa de abençoar a todos, só esperando para isto a
conversão legítima, de coração.
II. A PROMESSA DO PENTECOSTES E SUA UNIVERSALIDADE
(vv.17.18).
Nos tempos do Antigo
Testamento, o ESPÍRITO SANTO, por via de regra,
permanecia entre os fiéis (Ag 2.5; Is 63.11).
As pessoas do AT não eram templo do
ESPÍRITO SANTO, pois JESUS ainda não havia derramado de seus
ESPÍRITO SANTO, mas, viviam em comunhão com o mesmo,
alguns poucos escolhidos por DEUS para grandes tarefas até mesmo eram
cheios como
João Batista,
desde o ventre.
1. Habitação do
ESPÍRITO.
Nesta dispensação da igreja, isto é, do corpo
místico dos salvos em CRISTO, o ESPÍRITO habita em toda
pessoa por Ele regenerada e salva por JESUS (Jo
14.16,17; 1 Jo
4.13; Rm 8.9).
A diferença primordial é
que somos nascidos de novo para templo, morada de DEUS na Terra, enquanto
aqueles (AT) eram usados pelo ESPÍRITO SANTO sem nem mesmo O conhecerem,
sem nem mesmo dialogarem com ELE como pessoa, pois a revelação da trindade
lhes estava oculta e a revelação da igreja, ainda mais.
Ef
3.9 E demonstrar a todos qual seja a
dispensação do mistério, que desde os séculos
esteve oculto em DEUS, que tudo criou por meio de JESUS CRISTO;
1Co 6.19 Ou não sabeis
que o vosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO, que habita em vós,
proveniente de DEUS, e que não sois de vós mesmos?
2Co 6.16 E que consenso
tem o templo de DEUS com os ídolos? Porque vós sois o
templo do DEUS vivente, como DEUS disse: Neles habitarei, e entre
eles andarei; e eu serei o seu DEUS e eles serão o meu povo.
2. "Sobre toda a
carne" (v.l 7). Isso fala de algo da
parte de DEUS para todos, em todos os
países, povos e raças do mundo.
Também de
imparcialidade.
a) "Vossos filhos
e vossas filhas":
Parentes, como Cornélio
e os seus. At 10.24 E no dia imediato chegaram
a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando,
tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.
At
10.O ESPÍRITO SANTO DESCE SOBRE OS GENTIOS
44 E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o ESPÍRITO SANTO sobre
todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão,
todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do
ESPÍRITO SANTO se derramasse também sobre os gentios. 46 Porque os ouviam
falar línguas, e magnificar a DEUS.
b) "Vossos jovens
e vossos velhos":
Idade não é problema
para se receber.
Is 40.31 Mas os que
esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias;
correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.
Sl
51.10 Cria em mim, ó DEUS, um coração puro, e renova em mim um espírito
reto.
Sl
103.5 Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova
como a da águia.
c) "Servos
e servas":
Todos são iguais, não há
distinção por parte de DEUS, o que interessa é a fé.
At
10.34 E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que DEUS não
faz acepção de pessoas;
Rm
2.11 Porque, para com DEUS, não há acepção de pessoas.
1Pe 117 E, se invocais
por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada
um, andai em temor, durante o tempo da vossa
peregrinação.
Nações Presentes No Dia
Do Pentecostes
Demonstração de que o batismo é para
todos, indistintamente e para evangelização, ou seja, para se ganhar
almas.
III. A PROMESSA
DO PENTECOSTES E SUA RIQUEZA (vv. 17,18).
1. Os
dons espirituais. Juntamente com a promessa divina está escrito: "e
profetizarão" (vv. 17,18).
Os dons são
manifestações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO, são capacitações ou
equipamentos, ou ainda armas para o soldado que entra na guerra espiritual
travada contra Satanás e seus demônios. Os dons são vistos em operação na
palavra de DEUS sempre após o batismo com o ESPÍRITO SANTO, como no dia de
pentecostes, onde os discípulos primeiro receberam o batismo, depois
receberam o dom de línguas para falarem nas línguas dos visitantes em
Jerusalém e depois saíram a pregar o evangelho sendo seguidos por sinais e
prodígios.
Ef
6.12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim,
contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das
trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais.
O Dom mais desejado,
segundo Paulo ensina, deve ser o dom de profetizar, para que possa
edificar a igreja; também é chamado de dom superior ao de línguas por
Paulo em 1 Co 14.
1Co 14.5 E eu
quero que todos vós faleis em línguas, mas
muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que
fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba
edificação.
2. Os
sinais sobrenaturais (Marcos 16.17, 18): Milagres, cura divina,
línguas estranhas, expulsão de demônios (At
2.43b).
É interessante notar que
os sinais acompanham os crêem, os que vão fazer a obra de DEUS e não se
recebe primeiro, antes de se entrar na obra, antes de se entregar ao
serviço de CRISTO.
Veremos durante o
trimestre mais detalhadamente sobre os dons e sua manifestação na igreja.
(1Co 12)
IV. A PROMESSA
DO PENTECOSTES E SUA FUTURIDADE (vv.19, 20).
1. Futuro
profético. A vinda do ESPÍRITO SANTO no Dia de Pentecostes para dotar
os crentes de poder, não se limita aos tempos atuais, mas adentra
o futuro profético.
2. A
promessa divina do Pentecostes em Joel 2.28. Esta promessa diz
"derramarei o meu ESPÍRITO"; ao passo que no cumprimento em
Atos 2.17, a Palavra diz "do meu ESPÍRITO derramarei", denotando um
derramamento parcial.
3. A
profecia pentecostal de Joel 2.23. Esta profecia prediz a chuva
"temporã" e a "serôdia".
a) Chuva
temporã. Na Bíblia, "chuva temporã" é uma referência ao Oriente Médio,
em se tratando de agricultura, às
primeiras chuvas de outono (fins de outubro), logo após a
semeadura, para a germinação das sementes e crescimento das plantinhas.
b) Chuva serôdia.
São as últimas chuvas que precedem a colheita(fins
de março), quando os grãos já estão amadurecidos.
V.
A PROMESSA DO
PENTECOSTES ABARCA A SALVAÇÃO (v. 21).
1. "E acontecerá
que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Em o nome do Senhor há
poder para salvar em todo e qualquer sentido.
2. Fonte de Vida.
Em João 7.38, 39, JESUS falou do ESPÍRITO SANTO sobre o crente, como um
rio caudaloso e transbordante,
o que fala de vida, subsistência, movimento, ruído, energia,
destinação e renovação.
3. Trajetória de
poder. Na
história da igreja no livro de Atos, ela inicia sua trajetória com "grande
poder" (4.33), e, encerra com "grande contenda" (28.29).
CONCLUSÃO
Como
é notório, muitas inovações, modismos e
práticas descabidas e antibíblicas vêm
afetando o genuíno Movimento Pentecostal, inclusive a Assembléia de
DEUS. Precisamos voltar sempre ao cenáculo para receber mais poder (Ef
5.18), mas igualmente, manter a "sã doutrina" do Senhor (Tt
2.1,7; 1 Tm 4.16).
Busquemos um maior e contínuo avivamento espiritual, segundo a doutrina
bíblica, como fez o salmista: "Vivifica-me segundo a tua Palavra" (SI
119.25, 154).
RESUMO HISTÓRICO DAS
ASSEMBLÉIAS DE DEUS
O nome Assembléia de
DEUS é visto como designação de local de cultos a DEUS, nos mais variados
formatos e estilos de templos. A igreja é encontrada em grandes cidades e
pequenas vilas, nas favelas e nas grandes florestas amazônicas. A
Assembléia de DEUS representa um movimento pentecostal, que iniciou
espontaneamente por cristãos evangélicos nos Estados Unidos, a partir da
metade do século XIX, quando passaram a se reunir para estudos bíblicos
buscando algo que faltava em suas igrejas tradicionais (batistas,
presbiterianas, congregacionais e outras). Em
1820 os irmãos Plymouth, John Nelson
Darby, pastor irlandês Anglicano, que deixou
sua igreja e passou a se identificar com o movimento dos Irmãos
Plymouth estabeleceu e proclamou o "Premilenialismo",
doutrina escatológica, que foi incorporada pelo
Pentecostalismo. Em 1864 na congregação dos discípulos de CRISTO,
Maria Woodworth Ester, começou a realizar
cruzadas de salvação e cura divina. Ela testemunhava: "fui batizada com
ESPÍRITO SANTO e fogo, com poder que jamais deixou". Muitos aceitaram a fé
Pentecostal através do intenso e poderoso ministério desta pastora. Em
1867 na Igreja Metodista, George Watson, já pregava o batismo com ESPÍRITO
SANTO, fonte do poder santificador. Em
1876,
G
. Campbel Morgan,
começou um movimento de vida profunda baseado na plenitude do
ESPÍRITO, na santidade, na salvação e no poder de DEUS.
Adoniram Judson
Gordon, pastor batista, procurou despertar
através de seus escritos a importância do ministério e operação do
ESPÍRITO SANTO. Charles G. Finney, no mesmo
período, em sua autobiografia, testifica de sua experiência, quando
recebeu o revestimento do ESPÍRITO SANTO. Em 1880
Dwight L Moody, fundador do
Moody’s
Chicago Bible Training
Institute, antes de morrer, deixou escrito, sobre sua experiência
de ser cheio do ESPÍRITO SANTO, razão de sua intensa atividade
evangelística e poder para curar os enfermos.
Em 1883 John Alexander Dowie, pastor
congregacional, fundou o
Tabernáculo de Zion em Chicago, templo
para 8.000 lugares. Sua pregação era específica sobre salvação, vida nova
no ESPÍRITO, cura divina e o batismo com ESPÍRITO SANTO. Em 1897 Charles
Price Jones, pastor batista,
liderou as primeiras convenções de santidade
interdenominacional realizadas em Selma, Alabama. Compareceram
representantes de 8 Estados e várias igrejas,
com um número acentuado de líderes negros. Em 1900 Charles F
Parham, pastor metodista, procurando
estabelecer uma comparação entre a igreja do 1º Século e a igreja de seu
tempo, fundou o Instituto Bíblico (Bethel
College em Topeca,
Kansas, USA). Juntamente com os primeiros 40 alunos chegaram a uma
conclusão, após cuidadoso estudo do Livro de Atos dos Apóstolos, que a
manifestação das línguas estranhas era o real e verdadeiro sinal do
batismo do ESPÍRITO SANTO. Assim, passaram a buscar através da oração, e
no dia 30 de Dezembro de 1900, às 19:00 horas,
uma moça por nome de Agnez
Ozman, lembrou o Dr.
Parham dos vários casos no Livro de Atos acerca da recepção do
ESPÍRITO SANTO. Ela pediu que o pastor Parham
impusesse as mãos sobre sua cabeça. Então, fazendo isto, enquanto
oravam juntos, de repente essa moça começou a
falar em outras línguas. Essa é a data oficial do início do movimento
Pentecostal moderno, conhecido por todos. Em 1905 Thomas B.
Barrat, pastor metodista, norueguês de Oslo,
visitou o movimento de Los Angeles, onde foi
batizado com ESPÍRITO SANTO. Voltando, levou a mensagem aos países
escandinavos e Norte da Europa. A partir destas últimas datas o Senhor
JESUS começou a derramar profundamente, como nunca antes aconteceu, o
poder do ESPÍRITO, batizando os crentes, como prova clara, os que recebiam
o batismo, falavam em outras línguas, em idiomas que nunca haviam falado
antes, glorificando a DEUS. Esse movimento alastrou-se por vários Estados
americanos e até outros países. Destacando-se o que ocorria na Rua
Azuza,
312, A
Apostolic Faith
Gospel Mission,
liderada pelo Pastor William J. Seymour, um
negro a quem DEUS distinguiu de forma especial, atraindo pessoas de várias
partes do país e do exterior, para observar como era uma comunidade
Pentecostal e, os que buscavam, recebiam o avivamento, levando as chamas
para os pontos mais distantes da terra.
Pentecostalismo
-
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Grupos
religiosos
cristãos,
originário no seio do
protestantismo
baseando na crença na presença do ESPÍRITO SANTO na vida do crente através
de sinais, denominados por estes como dons do ESPÍRITO SANTO, tais como
falar em
línguas estranhas
(glossolalia),
curas, milagres, visões etc.
Origem
Herdeiro do
protestantismo, distingue-se dele em alguns pontos. Um dos principais é a
questão da contemporaneidade dos dons do ESPÍRITO SANTO. Os integrantes do
movimento pentecostal, que nasceu nos
Estados Unidos
em 1901, crêem que o ESPÍRITO SANTO continua a se manifestar nos dias de
hoje, da mesma forma que em Pentecostes (na
Bíblia Sagrada,
no livro de Atos, capítulo 2). Nessa passagem bíblica, o ESPÍRITO SANTO
manifestou-se aos apóstolos por meio de línguas de fogo, que fez com que
eles pudessem falar em outros idiomas para serem entendidos pela multidão
que os ouvia. Segundo a Bíblia, isso ocorreu no 50º dia após a
ressurreição de JESUS CRISTO. Para eles, sobressaem os dons de glossolalia
(o de falar línguas desconhecidas), de cura e de profecia, entre outros.
Tradicionalmente reconhece-se o começo do movimento pentecostal como tendo
início no ano
1906 em
Los Angeles
nos
Estados Unidos
na Rua Azuza, onde houve um grande avivamento caracterizado principalmente
pelo "batismo com o ESPÍRITO SANTO" evidenciado pelos dons do ESPÍRITO
(glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação de línguas e
discernimento de espíritos).
No entanto o
batismo com
dons do ESPÍRITO
SANTO não era totalmente novo no cenário protestante. Existem
inúmeros relatos de pessoas que clamam ter manifestado dons do ESPÍRITO
em muitos lugares, desde
Martin Lutero
(apesar de controversos quanto a veracidade) no
século XVI
até de alguns protestantes a
Rússia
no
século XIX.
Devido à
projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua Azuza rapidamente
cresceu e, subitamente, pessoas de todos os lugares do mundo estavam indo
conhecer o movimento. No começo, as reuniões na Rua Azuza Aconteciam
informalmente, eram apenas alguns fiéis que se reuniam em um velho galpão
para orar e compartilhar suas experiências, eram liderados por
William Seymour
(1870-1922).
Rapidamente,
grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos EUA, mas com o
rápido crescimento do movimento o nível de organização também cresceu até
o grupo se denominar Missão da Fé Apostólica da Rua Azuza. Alguns fies não
concordaram com a denominacionalização do grupo.
Em março de
1907, Young C. H. Mason, pastor da Igreja de DEUS em CRISTO (formada por
um grupo de pregadores que se separaram da Igreja Batista Missionária em
razão de pregarem a santificação), dirigiu-se até a Rua Azuza para ouvir
uma série de conferências ministradas por Seymour. Na segunda noite,
recebeu a experiência do batismo com o ESPÍRITO SANTO.
Em
Assembléia Geral convocada por ele, a maioria dos
ministros concordaram em aderir à doutrina do batismo com e ESPÍRITO SANTO
tendo como evidência inicial o falar em novas línguas. Hoje, a Igreja de
DEUS em CRISTO, composta predominantemente de negros, é a maior
denominação pentecostal dos Estados Unidos.
Mais tarde,
alguns grupos ligados ao movimento pentecostal começaram a crer no
unicismo
invés da triunidade (trindade). Com o crescimento da rivalidade entre os
que criam no unicismo e os que criam na trindade geram um cisma e novas
denominações nasceriam como a Igreja Pentecostal Unida (unicista) e as
Assembléias de DEUS (trinitária).
Pentecostalismo Brasileiro
No Brasil o
Pentecostalismo chegou em 1910-1911 com a vinda de missionários
originários da América do Norte:
Louis Francescon,
que dedicou seu trabalho entre as colônias italianas no Sul e Sudeste do
Brasil, originando a
Congregação Cristã
no Brasil;
Daniel Berg
e
Gunnar Vingren
inciaram suas missões na Amazônia e Nordeste, conseqüentemente nascendo as
Assembléias de DEUS.
O movimento
pentecostal pode ser dividido em três correntes. A primeira, chamada
pentecostalismo clássico, abrange o período de
1910 a
1950 e vai de sua implantação no país, com a fundação da
Congregação Cristã
no Brasil e da
Assembléia de DEUS,
até sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas
caracterizam-se pelo anticatolicismo, pela ênfase na crença no ESPÍRITO
SANTO, por um sectarismo radical e por um ascetismo que rejeita os valores
do mundo e defende a plenitude da vida moral. Paralelamente várias
denominações protestantes tradicionais experimentaram movimentos internos,
com manifestações pentecostais, assim foram denominados "Renovados", como
a
Igreja
Presbiteriana Renovada,
Convenção Batista
Nacional,
Igreja do
Avivamento Bíblico e
Igreja Cristã
Maranata.
A segunda
corrente começa a surgir na década de 50, quando chegam a São Paulo dois
missionários norte-americanos da Internacional Church of The Foursquare
Gospel. Na capital paulista, eles criam a
Cruzada Nacional de
Evangelização e, centrados na cura divina, iniciam a
evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante
para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Em seguida, fundam a
Igreja do Evangelho
Quadrangular. No seu rastro, surgem
O Brasil para
CRISTO,
Igreja Pentecostal
DEUS é Amor,
Casa da Bênção
e diversas outras menores.
A terceira
corrente, a neopentecostal (Neo-Pentecostalismo),
tem início na segunda metade dos anos 70. Fundadas por brasileiros, a
Igreja Universal do
Reino de DEUS (Rio
de Janeiro,
1977), a
Igreja Universal do
Reino de DEUS (Rio
de Janeiro,
1980), a
Comunidade
Evangélica Sara Nossa Terra (Brasília,
1992) e
a
Renascer em CRISTO
(São
Paulo,
1986)
estão entre as principais. Todas utilizam intensamente a mídia eletrônica
e funcionam como empresas. Pregam a
Teologia da
Prosperidade, pela qual o cristão está destinado à prosperidade
terrena, e rejeitam os tradicionais usos e costumes pentecostais. O
neopentecostalismo constitui a vertente pentecostal mais influente e a que
mais cresce. Também são mais liberais em questões morais.
A doutrina de
renovação do Pentecostalismo passou até mesmo as fronteiras do
Protestantismo, surgindo movimentos de renovação pentecostal Católica
Romana e Ortodoxa Oriental, como a
Renovação
Carismática Católica, mas infelizmente imitam o falar em
línguas e continuam adorando a Maria..
INTERAÇÃO
Prezado professor, nesta lição procure dar ênfase às
principais características de uma igreja legitimamente pentecostal. Explique
que esta igreja tem por certo: a soberania da Bíblia, como a inspirada e
inerrante Palavra de DEUS; a atualidade do batismo com o ESPÍRITO SANTO e
dos dons espirituais; I a pureza da doutrina bíblica cristã e: o cumprimento
integral da Grande Comissão. ·
Diante do surgimento de muitos movimentos
"pseudopentecostais" que vêm semeando confusão doutrinária e heresias,
precisamos aprender a separar o falso do verdadeiro, o precioso do vil. Que
venhamos conservar o legítimo pentecostalismo, conforme encontramos na
Palavra de DEUS.
OBJETIVOS- Após esta aula, o aluno deverá estar
apto a:
Conhecer a origem do pentecoste cristão.
Descrever a trajetória histórica do pentecostalismo.
Saber distinguir o verdadeiro do falso
pentecostalismo.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, sugerimos que você inicie a aula com a
seguinte pergunta: "Como distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo?"
Ouça com atenção as respostas e incentive a participação de todos. Depois,
escreva no quadro-de-giz as principais características do genuíno Movimento
Pentecostal apresentadas no tópico III da revista. Em seguida, relacione no
quadro-de-giz, algumas práticas místicas e antibíblicas que os pseudo-pentecostais fazem uso (culto aos anjos, sal grosso, rosa ungida).
Discuta, tendo como referência a Palavra de DEUS, tais práticas. Conclua
lendo com os alunos Colossenses 2.18.
RESUMO DA LIÇÃO 9 - A PUREZA DO MOVIMENTO
PENTECOSTAL
I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO
1. O ponto de partida.
2. Como surgiu o termo pentecostalismo.
3. Do Pentecostes judaico ao cristão.
II- A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALlSMO
1. A promessa da efusão do ESPÍRITO.
2. O Movimento Pentecostal tem o testemunho dos
séculos.
3. O genuíno Pentecostalismo.
III- O VERDADEIRO PENTECOSTALlSMO
1. Características das igrejas pentecostais.
2. Novos movimentos.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
O verdadeiro Movimento Pentecostal teve sua origem no
Dia de Pentecostes.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Podemos afirmar que Pentecostalismo é um movimento
legitimamente bíblico e que, historicamente, não se restringiu à Igreja
Primitiva.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
O verdadeiro pentecostalismo caracteriza-se pela
aceitação das Escrituras como a inspirada e inerrante Palavra de DEUS,
manutenção da sã doutrina, atualidade dos dons espirituais, cumprimento
integral da grande comissão e compromisso com a santidade.
REFLEXÃO
"O verdadeiro avivamento leva o crente a destruir os
ídolos do coração. Sem uma vida avivada no ESPÍRITO, as coisas naturais
desta vida logo se tornam 'deuses' dentro de nós". Antonio Gilberto
VOCABULÁRIO
Ortodoxo: O que se acha de acordo com a Palavra de
DEUS.
Místico: Misterioso espiritualmente e ligado ao
sobrenatural.
Sincrético: Unificação de idéias ou doutrinas
diversificadas.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARAUJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal.
Rio de janeiro: CPAD, 2007.
MENZIES, William W. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos
da Nossa Fé. 5. ed. Rio de janeiro: CPAD, 2005.
Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 46, p. 40.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Bibliológico
Pentecostes
"Pentecostes era a segunda das três grandes festas de
Israel (01 16.16). Suas principais passagens estão em Êxodo 23.16, Levítico
23.15-22, Números 28.26-31 e Deuteronômio 16.9-12. A palavra grega
Pentecostes (pentekosté) significa "qüinquagésimo", referindo-se ao
qüinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães
Asmos (At 2.1; 20.16; 1 Co 16.8).
Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a
Festa das Semanas (Êx 34.22; Dt 16.10,16; 2 Cr 8.13), que se refere a sete
semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16),
referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm
28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os
judeus a chamaram solenemente de assembléia, que foi aplicado ao
encerramento da festa da estação da colheita. Embora as Escrituras não
afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar
basicamente uma festa da colheita.
[...] Em Números 28.26 o Pentecostes é chamado tanto
de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias
não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães
asmos.
No NT, o Pentecostes está relacionado ao dom do
ESPÍRITO SANTO (At.12.1-4). CRISTO ascendeu como as primícias da
ressurreição (l Co 15.23), e 50 dias depois deste evento veio o derramamento
do ESPÍRITO SANTO, dando início ao cumprimento da profecia deJoel (JI
2.28-32)" (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.
1500-01).
Subsídio Histórico
"Os historiadores que se ocupam do Avivamento
Pentecostal no século 20 são unânimes em mencionar a Rua Azuza, em Los
Angeles, Califórnia, em 1906, como o centro irradiador de onde o avivamento
se espalhou para outras cidades e nações.
A Rua Azuza transformou-se em poderosa fogueira
divina, onde centenas e milhares de pessoas de todos os pontos da América,
ao chegarem atraídas pelos acontecimentos e para ver o que estava se
passando ali, eram batizadas com o ESPÍRITO SANTO, e ao retornarem para suas
cidades levavam essa chama viva que alcançava também outras pessoas.
Porém, quem havia trazido a mensagem pentecostal a Los
Angeles fora uma senhora metodista, que, por sua vez, a recebera na cidade
de Houston, quando tinha ido visitar seus parentes. Antes dessa data
(19060), podemos citar também os avivamentos ocorridos na Suécia em 1858, e
na Inglaterra em 1740. Na América do Norte, podem-se mencionar os
avivamentos nos Estados de Nova Inglaterra em 1854, e na cidade de
Moorehead, em 1892, seguidos dos de Galena, Kansas, em 1903, e Orchard e
Houston, em 1904 e 1905, respectivamente.
Os membros das várias igrejas, uns por curiosidade,
outros por desejo de receber mais graça do céu, chegavam para ver com os
próprios olhos aquele fenômeno. Muitos deles traziam consigo a opinião de
que tudo aquilo não passava de obra de fanáticos. Porém, todos saíam dali
convencidos de que era um movimento divino, e transformavam-se em
testemunhas e propagandistas do Movimento Pentecostal que se iniciara
naquela ruazinha em Los Angeles.
[...] Dentro em pouco os grandes centros urbanos
norte-americanos foram alcançados pelo avivamento. Uma das cidades que mais
se destacaram e se projetaram no Movimento Pentecostal foi Chicago. As
boas-novas do avivamento alcançaram, praticamente, todas as igrejas
evangélicas da cidade. Em algumas, houve oposição da parte de uns poucos
crentes, porém o avivamento triunfou, pois, além de outras características
que o recomendavam, ele se destacava pelo espírito evangelístico e pelo
interesse que despertava pelo evangelismo dos outros povos. Ou seja: cada um
que se convertia, transformava-se também em missionário" (CONDE, Emílio.
História das Assembléias de DEUS no Brasil. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD,
pp.23-4).
QUESTIONÁRIO
DA LIÇÃO 9 - A PUREZA DO
MOVIMENTO PENTECOSTAL
RESPONDA
CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços
vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Mas recebereis a __________________________ do ESPÍRITO SANTO, que há de vir ________________________ vós; e
ser-me-eis _________________________________ tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e
até aos confins da terra" (At 1.8).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O Movimento _________________________ é a maior demonstração de que a igreja de CRISTO não
é uma mera ________________________, mas um ____________________________ vivo.
INTRODUÇÃO
3- Por que o Movimento Pentecostal, embora comprovadamente bíblico e ortodoxamente
teológico, vem sofrendo, desde o seu nascedouro, injustificados ataques?
( ) Por se tratar de um movimento reconhecido por todos
os religiosos do mundo como sendo bíblico e atual.
( ) Falta de conhecimento bíblico-teológico acerca da doutrina do ESPÍRITO
SANTO
( ) Ignorância sobre a origem do maior avivamento já registrado pela
história.
I. A ORIGEM DO PENTECOSTES CRISTÃO
4- Qual o ponto de partida do Pentecostes?
( )
No Dia de Pentecostes, em Roma, cumpriu-se a promessa que o Senhor JESUS
fizera aos seus discípulos: a vinda do
ESPÍRITO SANTO.
( )
No Dia de Pentecostes, em Jerusalém, cumpriu-se a
promessa que o Senhor JESUS fizera aos seus discípulos: a vinda do
Consolador.
( )
Inaugurou-se, assim, um novo tempo para o
povo de DEUS que passou a usufruir de um abundante derramamento do ESPÍRITO
SANTO, conforme havia profetizado Joel.( )
O
que JESUS
prometera tornou-se realidade.
5- Mas qual a origem do Pentecostes?
Por que as igrejas que crêem na atualidade do batismo com o ESPÍRITO SANTO
e dos dons espirituais são denominadas pentecostais? Como surgiu o termo pentecostalismo?
( )
A expressão "pentecostalismo" procede do substantivo hebraico "pentekosté" que significa qüinquagésimo.
( )
A expressão "pentecostalismo"
procede do vocábulo grego pentekosté que significa qüinquagésimo.
( )
O
Pentecostes era a segunda das três principais festas judaicas.
( )
O Pentecostes recebe esse nome por ser comemorado cinqüenta dias após a Páscoa.
( )
O Pentecostes era também conhecido como a Festa das Semanas, Festa das Primícias e Festa da Colheita.
( )
Foi durante o Pentecostes que os quase 120 que oravam no cenáculo
receberam o batismo com o ESPÍRITO SANTO.
6- Como se deu a história
do
Pentecostes judaico ao cristão?
( )
Devido à destruição do SANTO Templo
em 70 d.C., os judeus ficaram impossibilitados de praticar muitos de seus
rituais e liturgias.
( )
Mas para os cristãos, o Pentecostes, em virtude do
derramamento do ESPÍRITO SANTO, adquiriu um novo sentido.
( ) Pentecostes tornou-se uma festa evangélica comemorada
todos os anos em Jerusalém, com batismos no ESPÍRITO SANTO.
( )
Pentecostes tornou-se sinônimo
do ministério, operações, atos poderosos e manifestações sobrenaturais do
ESPÍRITO SANTO na Igreja e através da Igreja.
II- A TRAJETÓRIA DO PENTECOSTALlSMO
7- Como era a promessa da efusão do ESPÍRITO?
( )
DEUS revelou ao profeta Joel que,
nos últimos dias, haveria uma efusão do ESPÍRITO SANTO sobre os fiéis.
( )
DEUS revelou ao profeta Joel que,
nos últimos dias, haveria um derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre todos
religiosos que se denominam cristãos.
( )
A promessa do derramamento do ESPÍRITO SANTO
não se destinava apenas aos crentes que se achavam reunidos no cenáculo, mas
diz respeito a todos os servos de DEUS em todos os lugares e épocas.
8- Em que o Movimento Pentecostal implica?
( ) Numa ação contínua e renovadora
do ESPÍRITO SANTO na vida da comunidade cristã, fazendo com que esta cumpra cabalmente
as demandas da Grande Salvação.
( ) Numa ação contínua e renovadora
do ESPÍRITO SANTO na vida da Igreja, fazendo com que esta cumpra cabalmente
as demandas da Grande Comissão.
( ) Numa ação contínua e renovadora
do ESPÍRITO SANTO na vida dos cristãos, fazendo com que esta cumpra cabalmente
as demandas da Grande Reunião Santa.
9- Como o Movimento Pentecostal tem o testemunho dos séculos, segundo o
escritor e jornalista Emílio Conde?
( ) Declara que esse movimento iniciou-se nos Estados
Unidos, tendo alcançado o mundo inteiro.
( ) Em seu livro "Testemunho dos Séculos", através de
inúmeras provas, ele mostra que o Pentecostalismo é um movimento legitimamente bíblico
e que, historicamente, não se restringiu à Igreja Primitiva.
( ) Não é,
portanto, um modismo sueco ou norte-americano.
10- O que afirma o historiador Isael de Araujo em seu livro "Dicionário do
Movimento Pentecostal", após três anos de pesquisas?
( ) No verbete "cronologia do pentecostalismo
mundial", o autor mostra um panorama das manifestações históricas do
pentecostalismo do Terceiro até ao século Vinte.
( ) Afirma que o
"pentecostalismo, em suas diferentes formas, tem existido por toda a
história cristã, tanto do Ocidente como no Oriente, desde o Dia de
Pentecostes, em Jerusalém".
( ) No verbete "cronologia do pentecostalismo
mundial", o autor mostra um panorama das manifestações históricas do
pentecostalismo do primeiro até ao século vinte.
11- Como distinguir o verdadeiro do falso
pentecostalismo?
( ) O genuíno pentecostalismo é baseado nas experiências
espirituais dos cristãos, durante todos esses séculos.
( ) O genuíno pentecostalismo não admite qualquer outra
revelação além das Escrituras Sagradas, pois prima pela ortodoxia bíblica e
pela sã doutrina.
( ) Nossa única regra de fé e conduta é a
Bíblia Sagrada, a inspirada, inerrante, absoluta e completa Palavra de DEUS.
III- O VERDADEIRO PENTECOSTALISMO
12- Quais as principais características das igrejas legitimamente pentecostais?
( ) A maneira mais fácil é ver o crescimento de tal
Igreja, a verdadeira sempre cresce mais do que as outras.
( ) Aceitam a soberania da Bíblia Sagrada, como a
inspirada e inerrante Palavra de DEUS, elegendo-a como infalível regra de
avaliação de toda e qualquer manifestação espiritual.
( ) Mantém a pureza da sã doutrina, conforme a encontramos na Bíblia
Sagrada.
( ) Acreditam na atualidade do batismo com o ESPÍRITO SANTO e dos dons
espirituais.
( ) Cumprem integralmente as demandas da Grande Comissão que nos deixou o
Senhor JESUS.
( ) Têm compromisso com a santidade, defendem o aperfeiçoamento da vida
cristã através da leitura da Bíblia, da oração e do exercício da piedade na
consolação do ESPÍRITO SANTO.
13- Vários movimentos, incorretamente intitulados de
pentecostais, têm surgido ao longo dos anos. Como se comportam eles?
( ) Tais dissidências acabaram
criando um segmento esotérico, místico e sincrético que em nada lembra o
verdadeiro cristianismo.
( ) Tais são os desvios doutrinários desses movimentos que eles, sequer,
podem ser considerados cristãos, pois Incorporaram às suas liturgias,
práticas místicas e antibíblicas, fazendo uso de sal grosso, rosa ungida,
óleo e água "santificados", culto aos anjos, etc.
( ) Muitas delas se comportam de maneira santa e
irrepreensível.
( ) Tais práticas são
heréticas e inadmissíveis, não tendo nenhum respaldo na Palavra de DEUS.
( ) Não podemos nos esquecer, também, de extravagâncias doutrinárias como,
por exemplo, a teologia da prosperidade, confissão positiva, quebra de
maldição, triunfalismo e outros aleijões teológicos e heresias.
CONCLUSÃO
14- Complete:
O verdadeiro Movimento Pentecostal teve sua origem no Dia de
______________________________. Os anos se passaram, mas a chama pentecostal
continua a arder, pois a promessa do batismo com o ESPÍRITO SANTO e dos dons
espirituais é para nós também. Conservemos, pois, o legítimo
pentecostalismo, conforme o encontramos nas
_______________________________Escrituras. Neste Centenário das Assembléias
de DEUS no Brasil, preservemos e vivamos com ________________________ o avivamento que nos legaram Daniel Berg e Gunnar Vingren.
RESPOSTAS DO
QUESTIONÁRIO EM
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
O FALAR EM LÍNGUAS
At 2.4 “E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras
línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem.”
O falar noutras línguas, ou a glossolália (gr. glossais lalo), era entre os
crentes do NT, um sinal da parte de DEUS para evidenciar o batismo no
ESPÍRITO SANTO (ver 2.4; 10.45-47; 19.6). Esse padrão bíblico para o viver
na plenitude do ESPÍRITO continua o mesmo para os dias de hoje.
O VERDADEIRO FALAR EM LÍNGUAS.
(1) As línguas como manifestação do ESPÍRITO. Falar noutras
línguas é uma manifestação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, i.e., uma
expressão vocal inspirada pelo ESPÍRITO, mediante a qual o crente fala numa
língua (gr. glossa) que nunca aprendeu (2.4; 1Co 14.14,15). Estas línguas
podem ser humanas, i.e., atualmente faladas (2.6), ou desconhecidas na terra
(cf. 1Co 13.1). Não é “fala extática”, como algumas traduções afirmam, pois
a Bíblia nunca se refere à “expressão vocal extática” para referir-se ao
falar noutras línguas pelo ESPÍRITO.
(2) Línguas como sinal externo inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO. Falar
noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito
do crente e o ESPÍRITO SANTO se unem no louvor e/ou profecia. Desde o
início, DEUS vinculou o falar noutras línguas ao batismo no ESPÍRITO SANTO
(2.4), de modo que os primeiros 120 crentes no dia do Pentecoste, e os
demais batizados a partir de então, tivessem uma confirmação física de que
realmente receberam o batismo no ESPÍRITO SANTO (cf. 10.45,46). Desse modo,
essa experiência podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento.
No decurso da história da igreja, sempre que as línguas como sinal foram
rejeitadas, ou ignoradas, a verdade e a experiência do Pentecoste foram
distorcidas, ou totalmente suprimidas.
(3) As línguas como dom. Falar noutras línguas também é descrito como um dos
dons concedidos ao crente pelo ESPÍRITO SANTO (1Co 12.4-10). Este dom tem
dois propósitos principais:
(a) O falar noutras línguas seguido de interpretação, também
pelo ESPÍRITO, em culto público, como mensagem verbal à congregação para sua
edificação espiritual (1Co 14.5,6,13-17). (
b) O falar noutras línguas pelo crente para dirigir-se a DEUS
nas suas devoções particulares e, deste modo, edificar sua vida espiritual
(1Co 14.4). Significa falar ao nível do espírito (14.2,14), com o propósito
de orar (14.2,14,15,28), dar graças (14.16,17) ou cantar (14.15; ver 1Co
14).
OUTRAS LÍNGUAS, PORÉM FALSAS. O simples fato de alguém falar “noutras
línguas”, ou exercitar outra manifestação sobrenatural não é evidência
irrefutável da obra e da presença do ESPÍRITO SANTO. O ser humano pode
imitar as línguas estranhas como o fazem os demônios. A Bíblia nos adverte a
não crermos em todo espírito, e averiguarmos se nossas experiências
espirituais procedem realmente de DEUS (ver 1Jo 4.1).
(1) Somente devemos aceitar as línguas se elas procederem do ESPÍRITO SANTO,
como em 2.4. Esse fenômeno, segundo o livro de Atos, deve ser espontâneo e
resultado do derramamento inicial do ESPÍRITO SANTO. Não é algo aprendido,
nem ensinado, como por exemplo instruir crentes a pronunciar sílabas sem
nexo.
(2) O ESPÍRITO SANTO nos adverte claramente que nestes
últimos dias surgirá apostasia dentro da igreja (1Tm 4.1,2); sinais e
maravilhas operados por Satanás (Mt 7.22,23; cf. 2Ts 2.9) e obreiros
fraudulentos que fingem ser servos de DEUS (2Pe 2.1,2).
(3) Se alguém afirma que fala noutras línguas, mas não é dedicado a JESUS
CRISTO, nem aceita a autoridade das Escrituras, nem obedece à Palavra de
DEUS, qualquer manifestação sobrenatural que nele ocorra não provém do
ESPÍRITO SANTO (1 Jo 3.6-10; 4.1-3; cf. Gl 1.9; Mt 24.11-24, Jo8.31).
AJUDA
CPAD -
http://www.cpad.com.br/
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Pentecostal.
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www.portalebd.org.br (Pr. Caramurú)
BANCROFT, E. H.
Teologia Elementar.
São Paulo, IBR, 1975.
SILVA, S. P. da.
Quem É DEUS. Rio de Janeiro, CPAD, 1991.
CEGALLA, D. P.
Novíssima Gramática da Língua Portuguesa.
São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.
RIGGS, R. M.
O ESPÍRITO SANTO.
São Paulo, Vida. 1981.
DUEWELL, W. L.
Deixe DEUS Guiá-lo Diariamente.
São Paulo, Candeia, 1993.
GEE, D.
A Respeito do Dons Espirituais.
São Paulo, Vida, 1977.
BÍBLIA. Português.
Bíblia Sagrada.
Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
SILVA, S. P. da.
Apocalipse Versículo por Versículo.
Rio de Janeiro, CPAD, 1995.
McNAIR, S. E.
A Bíblia Explicada.
Rio de Janeiro, CPAD, 1994.
CHAMPLIN, R. N.
O Novo Testamento Interpretado.
Milenium, 1982.
SILVA, S. P. da. A Existência e a Pessoa do
ESPÍRITO SANTO. Rio de
Janeiro, CPAD