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LIÇÃO 9 - O CRISTÃO E A EUTANÁSIA E O SUICÍDIO - 01/09/2002
 
Ez 18.4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
A vida pertence a DEUS que a deu e somente DEUS pode tirá-la.
 
TEXTO ÁUREO:
“O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Sm 2.6).
Nada acontece sem a permissão de DEUS. Todo o poder pertence a DEUS. Os homens pecam por não perguntarem a DEUS antes de tomarem suas decisões.
Tg 4.15 SE O SENHOR QUISER. Os crentes, ao estabelecerem alvos e planos para o futuro, sempre devem buscar a Deus e a sua vontade. Não devem agir como o rico insensato (Lc 12.16-21); pelo contrário, devemos reconhecer que a verdadeira felicidade e uma vida de beneficência dependem totalmente de Deus. O princípio pelo qual devemos viver deve ser: "Se o Senhor quiser". Se for sincera a nossa oração "Faça-se a tua vontade" (Mt 26.42), estejamos certos de que nosso presente e futuro estarão aos cuidados protetores do nosso Pai celestial (cf. At 18.21; 1 Co 4.19; 16.7; Hb 6.3; ver o estudo A VONTADE DE DEUS)
PRESUNÇÕES. Quando a pessoa atinge alvos estabelecidos, a sua tendência é gloriar-se. Esta jactância vem da falsa suposição de que tudo quanto realizamos é produto do nosso próprio esforço e não da ajuda de Deus e do próximo. O NT nos exorta a gloriar-nos em nossas fraquezas e na dependência de Deus (2 Co 11.30; 12.5,9).


VERDADE PRÁTICA:
O término da vida provocado pelo homem, sua abordagem pelo crente não deve basear-se em raciocínio, filosofias e justificativas puramente humanas, mas nas Escrituras respeitante ao vasto assunto da vida.
Cl 2.8 Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a 
tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;
LEITURA DIÁRIA:
 
Segunda Gn 2.7 Deus, o Autor da vida
E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
ALMA VIVENTE. A outorga da vida aos seres humanos é descrita como o resultado de um ato especial de Deus, para distingui-la da criação de todos os demais seres vivos. Deus comunicou de modo específico a vida e o fôlego ao primeiro homem, e assim evidenciou que a vida humana está num nível acima de todas as outras formas de vida, e que pertence a uma categoria à parte, e há uma relação ímpar entre a vida divina e a humana (1.26,27). Deus é a fonte suprema da vida humana.

Terça  Gn 7.22 A vida exterminada
Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.
TODA SUBSTÂNCIA QUE HAVIA SOBRE A... TERRA, E FORAM EXTINTOS... FICOU SOMENTE NOÉ E OS QUE COM ELE ESTAVAM. O relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7). (1) O dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comunhão com Deus. (2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, i.e., seu livramento da morte, figurava o batismo cristão (1 Pe 3.20,21).

Quarta Gn 9.5 Deus requer a vida
E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
9.6 QUEM DERRAMAR O SANGUE DO HOMEM, PELO HOMEM O SEU SANGUE SERÁ DERRAMADO. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (cf. 6.11; 8.21), Deus procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade. Ele assim fez, de duas maneiras: 
(1) Acentuou o fato de que o ser humano foi criado à imagem de Deus (1.26), e assim sua vida é sagrada aos seus olhos; 
(2) instituiu a pena de morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte (cf. Êx 21.12,14; 22.2; Nm 35.31; Dt 19.1-13; ver Rm 13.4)

Quinta Êx 1.17 Temeram tirar a vida
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida.
Onde elas aprenderam que DEUS não concordaria em que as crianças fossem mortas? A preservação da vida está contida em nossa alma já desde que somos concebidos.
 
Sexta Jó 33.4 A Inspiração do Todo Poderoso
O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida.
O ser humano é uma tricotomia, isto é: è um espírito, possui uma alma e mora em um corpo.
Espírito tem a ver com o invisível, fé, porvir, esperança, pode se interessar pelo Diabo ou por DEUS.
Alma tem a ver com intelecto, aprendizado, poder de decisão, dirige o ser ou para o Diabo (pecado) ou para DEUS (santificação).
Corpo tem a ver com morada, feito do pó da terra, portanto amante da terra e não do céu, por isso está sempre lutando contra o espírito que procura o invisível. serve para morarmos na terra enquanto aqui estivermos (para morar no céu terá que ser transformado em corpo celeste.)
Espírito de DEUS dá a vida eterna, inspiração de DEUS ou alma assoprada no corpo para gerar vida.
Gn 1.26 FAÇAMOS O HOMEM. Nos versículos 26-28 lemos a respeito da criação dos seres humanos; 2.4-25 supre pormenores mais específicos a respeito da sua criação e do seu meio-ambiente. Esses dois relatos se completam e ensinam várias coisas. (1) Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6). (2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o (2.15-17). (a) Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi 
desvirtuada (6.5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original (Ef 4.22-24; Cl 3.10). (b) Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pes-soais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6). (c) Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5). (3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de Deus (Sl 8.5). (4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12).
 
Sábado Jn 4.3 Pedindo a morte
Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a minha vida, porque melhor me é morrer do que viver.
4.3 MELHOR ME É MORRER. Jonas ficou tão frustrado e emocionalmente perturbado, que preferiu morrer. De alguma forma, achava que Deus se voltara contra ele e Israel, ao poupar os ninivitas.4.6 E FEZ O SENHOR DEUS NASCER UMA ABOBOREIRA. Ao invés de rejeitar a Jonas por causa de sua atitude, Deus compassivamente procura convencê-lo, mediante o uso de uma planta de rápido crescimento. Com isto, o Senhor mostra-lhe que se importava tanto com Israel quanto com as outras nações.4.9 É ACASO RAZOÁVEL QUE ASSIM TE ENFADES... A ação de Deus, mediante a aboboreira e o vento quente oriental (vv. 6-9), visava evidenciar o interesse egoísta que Jonas demonstrava pelo seu próprio bem-estar físico, em contraste com sua falta de solicitude pelos ninivitas. Jonas preocupava-se mais com seu próprio conforto do que com a vontade de Deus concernente a Nínive.4.11 NÃO HEI DE EU TER COMPAIXÃO... DE NÍNIVE? Deus expressa seu amor a Nínive. (1) É o amor do Criador pelas suas criaturas, embora estas vivam no pecado e rebelião contra as suas leis. É um amor que vai muito além de qualquer amor humano (cf. Rm 5.8). (2) O amor de Deus pela humanidade estende-se além do seu próprio povo, e alcança os perdidos em todos os lugares. Esta verdade foi plenamente explicitada: (a) quando Deus enviou seu Filho Jesus para morrer em prol de toda a humanidade (Jo 3.16); e (b) quando Jesus enviou os seus discípulos por todo o mundo a pregar o evangelho, e fazer discípulos em todas as nações (Mt 28.18-20).
Ap 6.16 e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro,17 porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
Os homens ímpios desejam a morte para não ver o juízo de DEUS vir sobre eles, mas se esquecem de que todos terão de comparecer perante ELE para prestarem contas de seus atos.(Jo 5.29)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
1 SAMUEL 2.6 = O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.

JÓ 2.7,9,10
7 Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. 9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. 10 Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
AMALDIÇOA A DEUS E MORRE. Este conselho da esposa de Jó exprime o âmago da prova da fé de Jó. Por todo o livro, a profunda angústia de Jó causada pelo sofrimento aparentemente injusto da parte de Deus tentava-o a renunciar a sua determinação de fidelidade a Deus, e também deixar de confiar nEle como um Deus compassivo e misericordioso (cf. 5.11).
2.10 E NÃO RECEBERÍAMOS O MAL? Os crentes verdadeiros devem se preparar tanto para serem provados por Deus com a adversidade, como para receber o bem da sua mão. Confiarmos em Deus não significa que Ele sempre nos livrará da aflição, nem a fidelidade a Deus garante prosperidade e sucesso (ver 2.3 nota; 3 Jo 2 nota). Ao surgir a adversidade, o crente, cuja consciência não o acusa de pecado ou rebelião contra Deus, deve confiar a sua alma às mãos de Deus. A fé em Deus, como nosso Senhor amorável, nas provações e opressões, expressa o seu maior triunfo (1 Pe 1.3-9). Lembre-se sempre de que JESUS CRISTO levou sobre ELE nossas dores e enfermidades e tudo o que tínhamos que não prestava.


PROVÉRBIOS 31.6 =Dai bebida forte aos que perecem, e o vinho, aos amargosos de espírito;
DAI BEBIDA FORTE AOS QUE PERECEM. É inadmissível que o escritor inspirado tivesse a intenção de aprovar ou prescrever o embriagamento como meio de alguém esquecer-se dos seus problemas ante a aproximação da morte. A receita de Deus para a aflição é o ser humano buscá-lo em oração, e não recorrer à bebida embriagante (Sl 12; 25; 30; 34). 
(1) Este versículo pode ser interpretado como uma expressão irônica significando que a bebida forte tem a ver com aqueles que já arruinaram a sua vida e que não têm esperança, e não com os reis e governantes sábios que devem ser totalmente abstinentes (vv. 4,5). 
(2) Os versículos 8,9 descrevem o modo apropriado de se lidar com os prejudicados cujos direitos foram violados (cf. v. 5): o justo deve defender os direitos dos injustiçados. Recomendar a embriaguez para ajudar alguém a esquecer de seus problemas não os solucionaria; antes, criaria mais problemas. A tentativa de aliviar problemas através da embriaguez pode ser método do mundo, mas não de Deus.
 
OBJETIVOS:
 
Reconhecer que a eutanásia é um crime contra a vontade de Deus explícita no Decálogo.
Não matarás.(Êx 20.13)

Destacar que somente Deus tem o direito de dar a vida e de tornar a tirá-la.
Deus é o autor da vida e não da morte. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23)
Gn 6.3 Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.(DEUS decidiu diminuir os dias de vida do homem para não ver a contenda do mesmo com seu Espírito).

Respeitar seu corpo como propriedade de Deus.

Nosso corpo é templo do Espírito Santo.
1 Co 6.19 - NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do Espírito Santo (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o Espírito Santo é o selo de Deus em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a Deus, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a Deus em nosso corpo (v. 20).
 
INTRODUÇÃO

I. O CRISTÃO E A EUTANÁSIA

1. O que significa? 
O QUE É EUTANÁSIA?
- Eutanásia = “boa morte”

2. A eutanásia ativa.
- envolve a intervenção direta, com ou sem o consentimento da pessoa, levando-a à morte.
- é preciso diferenciar entre tirar a vida e deixar alguém morrer (ou: deixar de manter artificialmente vivo)

3. O posicionamento bíblico.
a) “Não matarás”. 
NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. Deus ordena a pena de morte para a violação desse mandamento. O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6). Deve-se lutar pela vida ainda que nos custe a nossa própria vida.

b) Há a possibilidade do milagre. 
- Deus, o Criador, Redentor e Santificar da vida: ninguém é “dono” da vida, nem sua, nem de outrem. Vida é dom de Deus!
- a realidade inegável da morte - Sl 89.48; Rm 6.23a; 1 Co 15.26.
- a morte à luz da obra de Cristo - 2 Tm 1.10; Rm 6.23b.
Hb 11.Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.
ORA, A FÉ É. Aqui é demonstrada a natureza do único tipo de fé aceita por Deus e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais (v. 1), que leva à justiça (v. 4), que busca a Deus (v. 6), que crê na sua bondade (v. 6), que tem confiança na sua palavra (vv. 7,11), que obedece aos seus mandamentos (v. 8), que vive segundo as promessas de 
Deus (vv. 13,29), que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v. 13), que busca um lar celestial (vv. 14-16; cf. 13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v. 21), que recusa os prazeres do pecado (v. 25), que suporta a perseguição (v. 27), que pratica poderosos atos de justiça (vv. 33-35), que sofre por amor a Deus (vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído, 
i.e., o mundo (vv. 14-16).
 
II. O CRISTÃO E O SUICÍDIO

1. O suicídio na Bíblia. 
A falta de fé em DEUS e o desespero nos revela que o Diabo já convenceu diversas pessoas que viveram no período bíblico, de que a única solução para elas naquele dado momento de suas vidas era o suicídio, ou seja, a solução covarde e egoísta de alguém sem DEUS.

a) O exemplo de Saul. 
1 Sm 28.6 O SENHOR LHE NÃO RESPONDEU. Saul buscou uma palavra profética da parte de Deus no meio das suas aflições, mas Deus não lhe respondeu. No seu desespero, apelou, em seguida, a uma médium espírita (vv. 7-25). A obstinação em persistir na iniqüidade, e a recusa à direção do Espírito, nos priva do socorro divino. De nada adianta invocar a Deus, sem abandonar nossos maus caminhos (ver Mt 3.2).
1 Sm 31.2 E os filisteus apertaram com Saul e seus filhos e os filisteus mataram a Jônatas, ce a Abinadabe, e a Malquisua, filhos de Saul.3 E a peleja se agravou contra Saul, e os flecheiros o alcançaram; e muito temeu por causa dos flecheiros.4 Então, disse Saul ao seu pajem de armas: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos, e me atravessem, e escarneçam de mim. Porém o seu pajem de armas não quis, porque temia muito; então, Saul tomou a espada e se lançou sobre ela.5 Vendo, pois, o seu pajem de armas que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada e morreu com ele.
Motivo do duplo suicídio= medo. Típico de quem não tem DEUS consigo. A falta de confiança em sua comunhão com DEUS trás o desespero e a confusão à mente na hora mais crucial de uma vida.
 
b) O exemplo de Aitofel. 
2Sm 17.23 Vendo, pois, Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento e levantou-se, e foi para sua casa e para a sua cidade, e pôs em ordem a sua casa, e se enforcou: e morreu, e foi sepultado na sepultura de seu pai.
O orgulho e falta de humildade levaram Aitofel à morte por suicídio.

c) O exemplo de Zinri. 
1 Rs 16.18-19 E sucedeu que Zinri, vendo que a cidade era tomada, se foi ao paço da casa do rei, e queimou sobre si a casa do rei, e morreu, por causa dos seus pecados que cometera, fazendo o que era mal aos olhos do SENHOR, andando no caminho de Jeroboão e no seu pecado que fizera, fazendo pecar a Israel.
Causa do suicídio: medo de ser torturado até a morte e falta de confiança em DEUS e em seu perdão, pois seus pecados eram mui grandes.

d) O exemplo de Judas Iscariotes. 
At 1.16 Varões irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;17 porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério. 18 Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniqüidade e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.19 E foi notório a todos os que habitam em Jerusalém, de maneira que na sua própria língua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de Sangue.20 Porque no Livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu bispado. (Pecado separação de DEUS)
Lc 22.3 = Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. (Presença de demônios em Judas)
Jo 13.2 E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, (direcionado pelo Diabo).
 
2. O caso de Sansão. 
Jz 14.3 Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.
MULHER DOS FILISTEUS... INCIRCUNCISOS? O Senhor abençoou a Sansão e o revestiu do poder do Espírito (13.24,25; 14.6,19; 15.14), mas ele cometeu erros fatais que o levaram ao fracasso espiritual e à morte física. Entre esses erros estão os seguintes: 
(1) Não se firmou na palavra de Deus. Demonstrou falta de interesse e de respeito para com os mandamentos de Deus, e desprezou totalmente a lei de Deus quanto ao casamento misto (Êx 34.16; Dt 7.3; Gn 24.3,4; 26.34,35). 
(2) Não fez caso do ensino que seus pais lhe transmitiram da parte de Deus, e abandonou os princípios bíblicos de vida, para fazer a sua própria vontade (13.5,8,14,24,25). 
(3) Diferente de Moisés, que escolheu sofrer adversidades com o povo de Deus, ao invés de desfrutar dos prazeres passageiros do pecado (Hb 11.25), Sansão decidiu liberar suas emoções e atender seus desejos de maneira desagradável a Deus (14.3; 16.1,4; ver 15.7 nota). 
(4) Visando ao proveito e à vantagens pessoais, menosprezou os dons e o poder que Deus lhe concedera.
Jz 16.30 E disse Sansão: Morra eu com os filisteus! E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.
Tido como herói da fé (Hb 11.32), Sansão sabia o que tinha feito contra DEUS e também sabia que para concertar o erro só haveria aquela oportunidade que lhe custaria sua vida, mas livraria o povo de DEUS das garras dos filisteus.
Sansão, sinceramente arrependido e com a fé renovada em Deus, clamou ao Senhor, e a sua oração foi ouvida. 

3. Sugestão de uma esposa sem fé. 
Jó 2.9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre.
AMALDIÇOA A DEUS E MORRE. Este conselho da esposa de Jó exprime o âmago da prova da fé de Jó. Por todo o livro, a profunda angústia de Jó causada pelo sofrimento aparentemente injusto da parte de Deus tentava-o a renunciar a sua determinação de fidelidade a Deus, e também deixar de confiar nEle como um Deus compassivo e misericordioso (cf. 5.11).
2.10 E NÃO RECEBERÍAMOS O MAL? Os crentes verdadeiros devem se preparar tanto para serem provados por Deus com a adversidade, como para receber o bem da sua mão. Confiarmos em Deus não significa que Ele sempre nos livrará da aflição, nem a fidelidade a Deus garante prosperidade e sucesso (ver 2.3 nota; 3 Jo 2 nota). Ao surgir a adversidade, o crente, cuja consciência não o acusa de pecado ou rebelião contra Deus, deve confiar a sua alma às mãos de Deus. A fé em Deus, como nosso Senhor amorável, nas provações e opressões, expressa o seu maior triunfo (1 Pe 1.3-9).


4. O posicionamento cristão. 
Pediram para que DEUS lhes tirasse a vida Moisés, Elias e Jonas, mas DEUS decidiu que ainda não era a hora deles. Seu propósito é soberano na vida de cada ser humano.
Moisés = Nm 11.15 Moisés esperava conduzir o povo como um exército triunfante à terra prometida. Ao invés disso, o povo agia como nenês espirituais, e Moisés reconheceu que seria demais para ele carregá-los. Deus, então, tomou do Espírito que estava sobre Moisés e colocou-o sobre setenta anciãos para ajudá-lo na liderança espiritual do povo (vv. 16-17). 
Elias: 1 Rs 19.4 TOMA AGORA A MINHA VIDA. Elias tomado de cansaço, desânimo, tristeza, orou pedindo a Deus que Ele o dispensasse do pesado ministério profético e o deixasse partir para o descanso celestial. 
(1) Os sentimentos de Elias não eram muito diferentes dos do (a) apóstolo Paulo, quando afirmou ter "desejo de partir e estar com Cristo" (Fp 1.23), ou (b) dos heróis da fé, que "desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial" (Hb 11.16; ver também Moisés, em Nm 11.15). 
(2) Algumas das razões de estar Elias profundamente desanimado. (a) Aparente fracasso: ele esperava a conversão de todo o Israel, e possivelmente, até mesmo de Jezabel; mas agora, pelo contrário, tinha que fugir para salvar sua vida. A esperança, a labuta e o esforço da sua vida inteira findavam agora em fracasso, conforme parecia (vv. 1-4). (b) Solidão: julgava ser ele o único que batalhava pela verdade e justiça de Deus (v. 10; cf. Paulo, 2 Tm 4.16). (c) Exaustão física depois de uma longa e árdua viagem (vv. 3,4; 18.46).
19.5 UM ANJO O TOCOU. Deus cuidou do desalentado Elias de modo compassivo e amorável (Hb 4.14,15). 
(1) Permitiu que Elias dormisse (vv. 5,6). 
(2) Fortaleceu-o com alimentos (vv. 5-7). 
(3) Propiciou-lhe uma revelação inspiradora do seu poder e presença (vv. 11-13). 
(4) Concedeu-lhe nova revelação e orientação (vv. 15-18). (5) Deu-lhe um companheiro fiel e fraterno (vv. 16,19-21). 
Noutras palavras, quando o filho de Deus enfrenta o desânimo, no desempenho que Deus lhe confiou, ele pode suplicar a Deus, em nome de Cristo, que lhe dê força, graça e coragem, e os capacite diante de tais situações (Hb 2.18; 3.6; 7.25).
Jonas: Jn 4.3
MELHOR ME É MORRER. Jonas ficou tão frustrado e emocionalmente perturbado, que preferiu morrer. De alguma forma, achava que Deus se voltara contra ele e Israel, ao poupar os ninivitas.
 
As Sagradas Escrituras condenam o suicídio pelos seguintes motivos:
 
a) É assassinato de um ser feito à imagem de Deus (Gn 1.27; Êx 20.13; Jo 10.10);
Gn 1.27 
(1) Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6). 
(2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o (2.15-17). (a) Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, 
eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada (6.5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral 
original (Ef 4.22-24; Cl 3.10). (b) Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6). (c) Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela 
qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5). (3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de Deus (Sl 8.5). (4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12).
Saber que existe o bem e o mal, saber discernir o que é certo e o que é errado vem exatamente de DEUS para todo o ser humano que nasce. (Consciência = Tribunal interno)
Êx 20.13 = NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. Deus ordena a pena de morte para a violação desse mandamento (ver Gn 9.6). O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6).
Jo 10.10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.
 
b) Devemos amar a nós mesmos (Mt 22.39; Ef 5.29);
Mt 22.39 AMARÁS O TEU PRÓXIMO. Um filho de Deus deve amar a todos, inclusive a si mesmo (Gl 6.10; 1 Ts 3.12), e inclusive seus inimigos (5.44). Deve amar também de modo especial a todos os verdadeiros cristãos, nascidos de novo (ver Jo 13.34 nota; Gl 6.10; cf. 1 Ts 3.12; 1 Jo 3.11). (1) O amor do crente por seu irmão em Cristo, por seu próximo e por seu inimigo, deve ser subordinado, controlado e dirigido pelo seu amor e devoção a Deus. (2) O amor a Deus é o primeiro e grande mandamento (vv. 37,38). Por isso, a santidade de Deus, seu desejo de pureza, sua vontade e seu padrão revelados nas Escrituras nunca devem ser prejudicados por nossa falta de amor para com todos.
Ef 5.29 Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
 
c) É falta de confiança em Deus, visto que Ele pode nos ajudar (Rm 8.38,39);
Rm 8.39 O AMOR DE DEUS... EM CRISTO JESUS NOSSO SENHOR. Se alguém fracassar na sua vida espiritual, não será por falta da graça e amor divinos (vv. 31-34), nem por causa de poderes do mal ou adversidades demais (vv. 35-39), mas porque tal pessoa foi negligente na sua comunhão com Cristo. Somente "em Cristo Jesus" é que o amor de Deus foi manifestado e somente nEle o desfrutamos. Somente à medida em que permanecemos em Cristo Jesus como "nosso Senhor" é que poderemos ter a certeza de que nunca seremos separados do amor de Deus.
Jo 15.6 = 15.6 SERÁ LANÇADO FORA, COMO A VARA. A alegoria da videira e das varas deixa 
plenamente claro que Cristo não admitia que "uma vez na videira, sempre na videira". Pelo 
contrário, Jesus nessa alegoria faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém amorosa, 
mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar Jesus, não permanecer mais nEle e por fim ser lançado no fogo eterno do inferno (v. 6). 
(1) Temos aqui o princípio fundamental que rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência passada. Trata-se, pelo contrário, de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no crente 
e comunica-lhe sua vida divina (ver 17.3 ; Cl 3.4; 1 Jo 5.11-13). 
(2) Três verdades importantes são ensinadas nesta passagem. 
(a) A responsabilidade de permanecer em Cristo recai sobre o discípulo (ver v. 4 nota). É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos concedidos no momento da conversão. 
(b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar em nós (v. 4a); frutificação do discípulo (v. 5); sucesso na oração (v. 7); plenitude de alegria (v. 11). 
(c) As conseqüências do crente deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv. 4,5), a separação de Cristo e a perdição (vv. 2a,6).
 
d) Devemos lançar as nossas ansiedades sobre o Senhor, e não na morte (1 Jo 1.7; 1 Pe 5.7).
1 Jo 1.7 ANDARMOS NA LUZ. Isso significa crer na verdade de Deus, conforme revelada na sua Palavra e esforçar-se sincera e continuamente por sua graça, para cumpri-la por palavras e obras. "O sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo pecado", refere-se à obra contínua da santificação dentro do crente, e à purificação contínua, pelo sangue de Cristo, dos nossos 
pecados involuntários. É provável que aqui João não esteja pensando nos pecados deliberados contra Deus, já que está falando em andar na luz. Essa purificação contínua propicia a nossa íntima comunhão com Deus.

1 Pe 5.7 5.7 ELE TEM CUIDADO DE VÓS. O cuidado que Deus tem com os problemas de cada um dos seus filhos é uma verdade enfatizada através da sua Palavra (ver Sl 27.10; 37.5; 40.17; 55.22; Mt 6.25-30; 10.29-31; 11.30; Fp 4.6). Todos os nossos temores, cuidados e preocupações devem ser prontamente lançados sobre o Senhor (cf. Sl 55.22; Lc 12.11,12).
Muitos não conseguem ajuda de DEUS porque não confiam nEle para resolvê-los;. Entrega a Ele o seu caminho porque Ele tem cuidado de nós. Diga: JESUS, o meu problema é este....Estou lançando sobre o Senhor para que o Senhor possa resolvê-lo para mim, pois não consegui resolvê-lo só. Agora descanse meu irmão(ã).
Sl 37.5 Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.
 
CONCLUSÃO

Ninguém em sã consciência e sendo Cristão pode apoiar a eutanásia ou o suicídio, pois o poder de dar e tomar a vida pertence a DEUS e a qualquer momento ELE pode intervir e transformar uma vida.
 
 
QUESTIONÁRIO DE Ev.LUIZ HENRIQUE www.henriqueestudos.cjb.net
 
1- Como é chamada a morte onde um médico põe fim ao sofrimento de seu paciente, sem consultar a ninguém?
R=                                                 
 
2- Como é chamada a morte onde um médico põe fim ao sofrimento de seu paciente consultando-o ou à sua família?
R=                                                             
 
3- Complete:
1 Sm 2.6: "O Senhor é o que                a vida e a               ; faz descer à                                    e faz                                                                 dela".
 
4- O que pode acontecer inesperadamente antes que o paciente morra, que coloca por terra a eutanásia?
R=                                                  
 
5-Sobre o remédio letal, o que diz no juramento de Hipócrates?
R=                                                                                                                                                                     
                                                                                                                                                                          
 
6- Complete:
Tg 5.14,15,16      14 Está doente algum de vós? Chame                                    da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; 15 e a oração da fé                                o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes                              . A súplica de um justo pode muito na sua atuação.
 
7- Encontramos suicídios na Bíblia? Cite alguns personagens que se suicidaram:
R=                                      ,                                    ,                                       ,                                              .
 
8- Quais famosos servos de DEUS lhe pediram para tirar suas vidas?
R=                                               ,                                          e                                                  .
 
9- A Bíblia condena o suicídio por quais motivos?
R= a)                                                                                                                      
     b)                                                                                                                     
     c)                                                                                                                     
     d)                                                                                                                    
 
QUESTIONÁRIO DA REVISTA:
1. Que significa eutanásia?
R. “Boa morte”.
2. Qual a posição da Bíblia em relação a Eutanásia? 
R. A eutanásia é um crime contra a vontade de Deus. A Palavra de Deus diz: “Não matarás”.
3. Que significa o suicídio?
R. Matar a si mesmo.
4. O que há de comum nas pessoas que cometeram suicídio, de acordo com a Bíblia?
R. Todas elas foram pessoas que deixaram de lado a voz do Senhor, e desobedeceram à sua Palavra.
5. Por quais motivos a Bíblia condena o suicídio?
R. É um assassinato de um ser feito à imagem de Deus; devemos amar a nós mesmos; é falta de confiança em 
Deus; devemos lançar nossas ansiedades sobre o Senhor.

· Para que não exista a eutanásia numa sociedade é necessário que tal sociedade cultive os seguintes valores: 
1. Que a morte não seja tratada como um tabu mas um fato natural da vida de Ser Humano. 
2. Que não se atribua a ninguém o direito de decidir sobre o direito à vida de Seres Humanos incapacitados pelo seu estado de saúde. 
3. Que a família seja um elemento da sociedade onde se acolhe e se cuida dos membros na saúde e na doença e não se abandone os parentes numa instituição como por exemplo os lares para idosos e nos hospitais. 
4. Que surjam iniciativas sociais de apoio aos doentes terminais de modo a assisti-los convenientemente no tempo de vida que lhes reste.(Ricardo Rodrigues)
O juramento de Hipócrates é um ato simbólico que porém encontra um caracter vinculativo no código deontológico médico. Este no seu artigo 47º/1 referindo que o médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início, considerando o n.º 2 do mesmo artigo falta deontológica grave o aborto e a eutanásia. 
O art. 37/2 referente à recusa de continuidade do tratamento dispõe que a incurabilidade da doença não justifica o abandono do doente. 

A Declaração Universal dos Direitos do Homem, por sua vez estatui no seu : 

Artigo 3º Todo o indivíduo tem direito à vida à liberdade e à segurança pessoal .
Artigo 24º n º . 1 A vida humana é inviolável .
Artigo 25º n º . 1 A integridade moral e física das pessoas é inviolável .

Anteprojeto da Parte Especial do Código Penal, lemos o seguinte: 

Eutanásia ativa - Artigos 133 º e 134 º ; 

- Art.133 º ( Homicídio privilegiado ) 
Quem matar outra pessoa dominado por compreensível emoção violenta , compaixão , desespero ou motivo de relevante valor social ou moral , que diminuam sensivelmente a sua culpa , é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos . 

- Art. 134 º ( Homicídio a pedido da vitima ) 
1. Quem matar outra pessoa determinado por pedido sério , instante e expresso que ela lhe tenha feito é punido com pena de prisão até 3 anos . 
2. A tentativa é punível . 

Eutanásia passiva - Artigo 138 º ; 

- Art.138 º ( Exposição ou abandono ) 
1. Quem colocar em perigo a vida de outra pessoa : 
a ) expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela , só por si , não possa defender-se , ou 
b ) abandonando-a sem defesa , em razão de idade , deficiência física ou doença , sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar , vigiar ou assistir, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos . 
Se o fato for praticado por ascendente ou descendente , adoptante ou adoptado da vítima , o agente é punido com pena de prisão de 2 a 5 anos . 
Se do fato resultar : 
a ) Ofensa à integridade física grave , o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos ; 
b ) A morte ; o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos . 

Eutanásia eugênica - Artigo 132 º ; 

- Art. 132 º ( Homicídio qualificado ) 
1. Se a morte for produzida em circunstancias que revelem especial censurabilidade ou perversidade , o agente é punido com pena de prisão de 12 a 25 anos . 

Estudos Afins:
 
O Cristão e a Eutanásia, o Suicídio 
Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas - Autor Norman L. Geisler -
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova

Este capítulo continua a discussão de quanto é certo tirar uma vida humana, se é que alguma vez isso é certo. Anteriormente (no capítulo oito), foi argumentado que é certo tirar outra vida humana numa guerra justificável. O capítulo doze discutiu quando é certo tirar uma vida humana em potencial (como no aborto terapêutico). No presente capítulo voltamos à pergunta de quando, e se, excluindo a guerra, é justificável tirar uma vida humana. Por exemplo, as eutanásias são moralmente certas? A pena capital é justificável em qualquer hipótese? O suicídio pode ser praticado com amor sacrificial?
l. UMA ÉTICA CRISTÃ DA EUTANÁSIA
O que o cristão deve fazer a um homem preso, sem esperança, num avião em chamas que implora para ser fuzilado? A maioria das pessoas humanitárias mataria a tiros um cavalo preso num celeiro em chamas. Por que um homem não pode ser tratado de modo tão humanitário quanto um animal? Ou, quando um nenê monstruosamente deformado nasce, e repentinamente para de respirar, o médico está moralmente obrigado a ressuscitá-lo? Não seria mais misericordioso deixá-lo morrer? Outro caso: digamos que um homem com uma doença incurável está sendo mantido vivo somente com uma máquina. Se a tomada for desligada, morrerá; se viver, será apenas artificialmente num tipo de existência "vegetativa." Qual é a obrigação moral do médico? Estas situações e muitas outras como elas focalizam o problema ético de tirar a vida. Quando, e se, tirar uma vida é moralmente justificável?
A. Nem Sempre Tirar Uma Vida É Assassinato
Antes desses casos serem examinados em particular, será bom estabelecer um princípio geral que será a base da nossa conclusão. É este: nem sempre tirar uma vida é assassinato. O mandamento bíblico significa (conforme o texto da Nova Bíblia Inglesa): "Não cometerás assassinato" (Êx 20:13). Há vários casos na Escritura em que tirar vidas não é considerado moralmente errado. Por exemplo, tirar vidas numa guerra justa contra um agressor mau (Gn 14:14-15). Além disto, havia o homicídio acidental do seu próximo (Dt 19:4, 5) pelo qual o homem não era tido por culpado. Finalmente, havia a pena capital instituída por Deus através de Noé (Gn 9:6) e repetida por Moisés (Dt 19:21). 
A partir destas ilustrações podemos deduzir duas diferenças entre o assassinato e tirar justifícavelmente uma vida. Primeiramente, deve ser tirada intencionalmente. Se, pois, por acidente, um homem matasse um vizinho a quem não odiava, não seria tido por culpado pela lei. Em segundo lugar, nem sequer todos os casos de tirar uma vida intencionalmente são assassinatos, a não ser que o ato fosse praticado sem justa causa. Tirar as vidas de nenês inocentes não é uma justa causa (cf. Êx l :16ss.), nem matar o irmão com ira (Gn 4:8,10). No entanto, matar um homem em auto-defesa, ou na defesa da pátria, pode ser uma justa causa. Noutras palavras, a proibição contra tirar as vidas de pessoas inocentes não exclui a justiça de tirar a vida de um assassino culpado. Nem a proibição de matar seu vizinho pacífico proíbe necessariamente atirar no seu vizinho que está em pé de guerra. Há ocasiões em que tirar a vida doutro ser humano é justificado a fim de proteger os inocentes. É tanto anti-biblico quanto irrealista categorizar todo ato de tirar uma vida como sendo moralmente errado. Pelo contrário, às vezes é moralmente necessário. O tiranocídio, ou o assassinato de um ditador que tomou sobre si o papel de Deus, pode ser um ato misericordioso em prol de massas de homens oprimidos.1 Na realidade, poderia ser melhor do que uma guerra contra aquele ditador em que mais vidas seriam perdidas. 
B. Morrer Misericordiosamente Não Ë o Mesmo que Matar Misericordiosamente. 
Outra distinção que deve ser feita é entre tirar uma vida e deixar a pessoa morrer. O primeiro ato pode ser errado, ao passo que o último, na mesma situação, não precisa ser errado. Por exemplo, retirar o medicamento de um paciente terminal e deixá-lo morrer naturalmente não precisa ser um mal moral. Nalguns casos — quando o indivíduo e/ ou os entes queridos consentem — esta pode ser a coisa mais misericordiosa a se fazer. Realmente, se uma doença é incurável e o indivíduo estiver sendo mantido vivo somente por uma máquina, neste caso desligar a tomada pode ser um ato de misericórdia. Isto não quer dizer que um médico deva dar remédios ou fazer uma operação para apressar a morte — isto poderia, muito provavelmente, ser assassinato. Mas esta posição realmente subentende que permitir misericordiosamente a morte do sofredor é moralmente certo, ao passo que precipitar sua morte não o é. Os remédios devem ser dados para aliviar o sofrimento mas não para apressar a morte. Se, porém, a falta de remédios ou da máquina pode diminuir o sofrimento ao permitir que a morte ocorra mais cedo, então por que se deve ficar moralmente obrigado a perpetuar o sofrimento do paciente por meios artificiais? Em síntese, matar envolve tirar a vida de outra pessoa, ao passo que a morte natural não o envolve; é meramente deixar a pessoa morrer. O homem é responsável por aquele ato, mas Deus é responsável por este. Mas não há uma responsabilidade mora de preservar uma vida se houver qualquer
possibilidade, por quaisquer meios que forem (naturais ou artificiais)? Conforme foi argumentado no caso de mentir a alguém que quer assassinar, é errado não evitar um assassinato. Por que, pois, a pessoa não deve impedir uma morte, se assim puder, por meio de remédios ou de uma máquina? Como pode ser moralmente certo permitir que alguém morra quando tal coisa poderia ter sido evitada, se não é considerado moralmente certo permitir que alguém seja assassinado sem impedir o ato? A resposta é que os casos são muito diferentes. De fato, a despeito da sua semelhança aparente, os dois casos são quase opostos entre si. Impedir um assassinato é impedir o sofrimento de uma vítima inocente. Mas impedir a morte de quem já está sofrendo é, realmente, perpetuar o sofrimento. Além disto, permitir um assassinato é impedir a continuação de quem tem o desejo e a possibilidade de viver uma vida humana relevante. O caso não é assim para alguns sofredores cuja humanidade foi diminuída para uma situação terminal ou quase "vegetal." 
C. A Obrigação É Perpetuar Vida que é Humana
A objeção de que milagres acontecem até mesmo em supostos "casos incuráveis", às vezes é levantada contra a permissão para as eutanásias. Por que não conservar a pessoa viva e orar por um milagre? Ou, talvez uma cura seja descoberta pêlos cientistas se o indivíduo puder ser conservado com vida por tempo suficiente. Na tentativa de responder a esta pergunta, é necessário indicar que a pessoa deve ser conservada com vida enquanto houver qualquer razão para se ter esperança (médica ou sobrenatural), de que possa sarar ao ponto de ter uma vida humana relevante. Quando, no entanto, amplas oportunidades tenham sido dadas tanto a Deus quanto à ciência médica para curarem a enfermidade, mas parece certo, além de qualquer dúvida razoável, que este paciente terá uma existência pouco melhor do que a de um "vegetal," pode-se concluir que Deus quer que tenha uma morte natural. O princípio moral básico por detrás desta conclusão é que a pessoa não deve perpetuar uma desumanidade enquanto aguarda futilmente um milagre. Esperar uma cura sem qualquer certeza de que ela virá, enquanto se adia um ato de misericórdia, não parece ser moralmente justificável. Esperar sem uma expectativa razoável da graça não é uma base
justificável para recusar-se a deixar a misericórdia fazer a sua obra. Há outro princípio moral global operando aqui. A obrigação dos seres humanos no sentido de perpetuarem a vida não significa que se deve ser obrigado a perpetuá-la se já não é uma vida humana em qualquer sentido relevante da palavra. Aliás, é moralmente errado perpetuar uma desumanidade. Se um nenê monstruosamente deformado morre naturalmente, deve ser considerado um ato de misericórdia divina. O médico não deve sentir-se moralmente obrigado a reavivar um monstro ou um "vegetal" humano. Assim como o mandamento moral é não tirar uma vida humana, assim também o dever da pessoa é apenas perpetuar uma vida humana. Talvez a esta altura o juramento hipocrático precise de reinterpretarão. A profissão médica não deve ser obrigada pelo dever a perpetuar toda vida, mas, sim, somente uma vida verdadeiramente humana. Noutras palavras, não é mais maligno desligar a tomada de uma máquina que está sustentando artificialmente a vida que é sub-humana, ou pós-humana, e que não tem possibilidade alguma de ser verdadeiramente humana, do que é abortar um pré-humano que não se tomará humano. O dever moral é duplo; perpetuai o humano e proibir o desumano. 
D. A Eutanásia Ë Justificável Em Qualquer Caso?
Até agora tem sido argumentado que permitir a morte misericordiosa é justificável. Mas o que se diz acerca do matar por misericórdia (a eutanásia)? Há ocasiões em que é correio tirar artificialmente uma vida humana que não está morrendo naturalmente? Tirar a vida de um pré-humano (i.e., humano em potencial) é justificável se se pode salvar um ser humano, e.g., o aborto para salvar uma mãe.2 Além disto, deixar a vida de um sub-humano esgotar-se (sem, porém, tirar aquela vida) pode ser justificado como um ato de misericórdia (como na morte misericordiosa — também chamada eutanásia). Mas pode o ato de tirar a 
própria vida doutro ser humano ser justificado como um ato de misericórdia? Não é difícil ver que 
(l) tirar uma vida é uma questão muito mais séria do que deixar uma pessoa morrer naturalmente, e que 
(2) tirar uma vida pré-humana ou sub-humana (ou pós-humana) é menos sério do que tirar uma vida plenamente humana. É uma coisa muito séria tirar uma vida plenamente humana. Não é, no entanto, meramente uma questão de seriedade mas, sim, da justificação de tirar uma vida. Quando o matar por misericórdia é justificado, se é que é justificado nalgum tempo? Para quem seria misericordioso?
1. Matar como um Ato de Misericórdia aos Outros — É sempre errado matar outro ser humano como tal. Há, porém, circunstâncias sobrepujantes que podem isentar a pessoa deste dever. Há ocasiões em que é um ato de misericórdia a muitas pessoas sacrificar uma só. Quantos pais ficariam de lado e deixariam um assassino estrangular seus filhos sem resistir se 
pudessem fazê-lo? Numa sociedade que está preocupada com a misericórdia para o assassino culpado, ficamos perguntando o que aconteceu à misericórdia para a multidão inocente. É um conceito distorcido da misericórdia preocupar-se mais com a proteção da vida de quem não teve consideração pelas vidas dos outros, do que com a proteção das massas que têm consideração apropriada com a vida alheia. Em nome da misericórdia para as massas, decerto há justificativa para matar um franco atirador que está fuzilando cidadãos inocentes. Uma guerra justa é a eutanásia numa escala maior. Pois o que toma a guerra justa é que é uma proteção dos inocentes contra a agressão sangrenta dos culpados.3 É uma tentativa de preservar as muitas vidas virtuosas da destruição mediante ordens de uns poucos homens maus.
2. Matar como um Ato de Misericórdia para o Indivíduo — O que se diz do homem desesperançosamente preso num avião em chamas? Ou dos pacientes que implorar que o médico lhes dê o golpe de misericórdia? É correio, em qualquer ocasião, ceder aos desejos dos sofredores no sentido de serem apagadas com seu sofrimento? Talvez uma resposta "não" pareça demasiadamente categórica, mas este é o tipo de resposta indicado pela Escritura. Naturalmente, a pessoa é moralmente obrigada a fazer tudo quanto é possível para aliviar o sofrimento, sem tirar uma vida, no que diz respeito a uma vida humana individual. Mesmo assim, nunca é um ato de misericórdia ao indivíduo como tal tirar a sua vida quando é verdadeiramente humana. A vida humana tem valor intrínseco e não deve ser tirada por outro ser humano mesmo que a vítima o peça. Somente Deus detém o direito de dar e de tirar a vida. Ele é o Único que é soberano sobre toda a existência. Tirar a vida doutro ser humano é ser um cúmplice ao pedido do outro homem. É ser cúmplice no crime de ajudar alguém no seu próprio suicídio.4 Onde houver vida humana, ali há esperança para aquela vida. É uma questão ética muito mais séria tirar uma vida humana (como no matar
por misericórdia) do que deixar partir uma vida sub—humana (como na morte misericordiosa justificável).
Mas é certo olhar um homem sofrer, sem procurar aliviar sua agonia? Não, claro que não. Mas há muitos meios, excluindo a morte, para aliviar o sofrimento. A Bíblia recomenda drogas para este propósito. "Dai bebida forte aos que perecem e vinho aos amargurados de espírito" (Pv 31:6). Pode-se atirar um tranqüilizante, mas não uma bala de fuzil, num homem preso num avião em chamas. Mesmo no caso de drogas não serem disponíveis, deve-se usar todos os métodos, menos tirar a vida, para aliviar o sofrimento. O corpo tem um limiar natural de dor. Os homens caem na inconsciência antes de sofrerem indevidamente. No caso de incêndio, os homens usualmente morrem pela fumaça antes das chamas consumi-los. Tomá-lo inconsciente com um golpe ou precipitar a inconsciência para aliviar seu sofrimento seria justificável, mas tirar sua vida, simplesmente porque está sofrendo, e/ou simplesmente porque pede, não o é. Não há qualquer comparação entre tirar uma vida a pedido e o aborto a pedido. No, aborto, pois, somente há uma vida humana em potencial, ao passo que o matar por misericórdia envolve uma vida plenamente humana. Somente se outras vidas humanas puderem ser salvas por este meio é que uma vida humana deve ser tirada. Nem sequer é correio iniciar a morte simplesmente porque a pessoa a prevê. Suicidar-se, ou ajudar alguém a fazê-lo não são justificados simplesmente porque a pessoa deseja a morte. O desejo do cristão pela morte (cf. Fp l :23) pode levá-lo a enfrentar a morte sem temor, mas nunca deve levá-lo a, descuidadosa, ou egoisticamente, tirar sua própria vida. Nem deve levá-lo a pedir que outro o ajude nisto. O cristão deve dar as boas-vindas à morte da mão de Deus, mas não deve forçar a mão que a traz.
II. UMA ÉTICA DO SUICÍDIO 
Segundo alguns filósofos existencialistas contemporâneos, o suicídio é o maior problema filosófico. A vida é absurda, uma bolha vazia no mar do nada, e é uma questão séria quanto à sua continuação ou não. Cebes perguntou a Sócrates por que, se a morte era tão bem-aventurada, o homem não poderia ser seu benfeitor.6 O materialista romano, Lucrécio, argumentava que a morte era nada, e, seguindo ele, alguns concluíram que o suicídio é uma opção viável para a levar a efeito a felicidade desta condição de nada.7 Outros filósofos notáveis, tais como Schopenhauer soaram notas pessimistas, que mais do que flertam com o suicídio. E a julgar pelo número crescente de suicídios e tentativas de suicídios pêlos homens contemporâneos, o suicídio é uma opção viva para um número considerável de pessoas. Naturalmente, a questão ética não é aquilo que os homens estão fazendo, mas, sim,
o que devem estar fazendo. Daí, a pergunta aqui não é porque os homens se suicidam, mas se devem fazê-lo, e quando. 
A. O Suicídio para Si Mesmo 
Há duas razões dominantes para o suicídio, ou tirar a própria vida: pode ser feito para si mesmo, ou pode ser feito em prol dos outros. O primeiro será chamado suicídio egoísta. Em qualquer ocasião, é moralmente certo tirar a própria vida nos seus próprios
interesses? Ou, ainda mais basicamente, tirar a própria vida é, em qualquer tempo, realmente do interesse da pessoa?
l. O Suicídio para Si Mesmo Não Pode Ser Justificado Filosoficamente — A despeito da tentativa fútil dos estóicos8 de justificar o suicídio, e a despeito da propensidade pessimista de Schopenhauer a ele, faltam ao suicídio, sadios fundamentos filosóficos. Talvez a melhor evidência para esta conclusão venha dos filósofos existencialistas contemporâneos que consideram que a questão do suicídio é a mais básica — e cuja filosofia lhes dá mais razão para cometê-lo. Entre aqueles existencialistas ateus há uma forte rejeição do suicídio. O suicídio, diz Sartre, é errado porque é um ato de liberdade que destrói todos os atos futuros de liberdade. É uma afirmação do ser mediante a qual a pessoa finalmente nega seu ser. Ou, nas palavras corriqueiras, o suicídio é um ato do vivente que destrói a sua vida. Definir o suicídio desta maneira ressalta precisamente quão irracional o ato realmente é. É um ato arrazoado que destruiria o raciocínio da pessoa. Como tal, o suicídio é uma ação absurda do raciocínio, porque é a "razão" que se destrói a si mesma ao afirmar a si mesma. Na realidade, não há nenhuma razão verdadeira para o suicídio. É um ato anti-racional ao qual falta uma verdadeira base lógica . 
2. O Suicídio para Si Mesmo Não Pode Ser Justificado Eticamente — A imoralidade do suicídio pode ser vista pela análise do seu alegado motivo. Segundo aqueles que têm sido tentados pelo suicídio, e/ou os que o tentaram, o suicídio tem para eles mesmos, parecido ser a melhor saída da sua situação. Quão paradoxal, porém, é que alguém conclua para si que a melhor coisa que pode fazer para si mesmo é destruir a si mesmo. Como pode a melhor coisa para si mesmo ser o ato final contra si mesmo? Decerto é um uso perverso do raciocínio que destruiria o raciocínio. Pode alguém, em qualquer circunstância, estar agindo nos seus próprios interesses, quando seu plano é destruir a si mesmo? O suicídio não é o interesse-próprio. Não pode ser! É uma falta de interesse apropriado em si mesmo. A única maneira de alguém demonstrar interesse em si mesmo é preservar a si mesmo. O suicídio é exatamente o oposto. É realmente o ódio a si mesmo. E o ódio-próprio é irracional, absurdo. É, pois, uma afirmação do próprio-eu numa tentativa de renegar-se; é a escolha que elimina todas as escolhas. Com base nesta análise da irracionalidade do suicídio, pode ser deduzido que ninguém nunca determina realmente o suicídio, embora alguns o desejem. Ou seja: quando um homem se suicida, fá-lo contra sua vontade básica para viver. O suicídio é baseado no desejo do homem de ser aliviado do tipo (miserável) de existência que tem, a despeito de fato de que tenha vontade da existência propriamente dita. Conforme disse Agostinho, o suicídio é um fracasso da coragem. É contrário ao ímpeto básico para a existência; o suicídio é um desejo da não-existência. É o "escapismo" existencial. Expressado de modo breve, o suicídio não é um problema filosófico de modo algum; é um problema moral e/ou psicológico. Ou seja: os homens não tentam o suicídio porque é a coisa mais razoável para fazer, mas sim, porque é a saída "fácil" do seu problema. E quando alguém pensa que a saída mais fácil da sua situação é atacar-se a si mesmo fatalmente, ao invés de atacar o problema, neste caso tem um problema moral, senão um problema psicológico. Em resumo: não há maneira de suicidar-se para si mesmo, visto que o suicídio é o ato mais básico contra si mesmo, que pode ser cometido. Logo, o suicídio pelo alegado motivo moral de interesse-próprio é excluído. O suicídio egoísta, como outras formas do egoísmo, não visa realmente aos melhores interesses da pessoa. O verdadeiro amor-próprio nunca desejará e eliminar o próprio-eu que ama. Mesmo assim, alguém talvez argumente que o suicídio, como a eutanásia, possa ser justificado se a pessoa chegou a uma etapa sub-humana ou "vegetativa" da existência. Por que não atirar em si mesmo para evitar a continuação da sua própria desumanidade? Se é moralmente certo ser o benfeitor da misericórdia para outro "vegetal" humano, então por que não para si mesmo? A razão é bem simples: ninguém capaz de fazer um raciocínio que o leve à conclusão de que deve terminar sua vida, perdeu a sua humanidade. Pode ter perdido sua saúde mental (ou parte dela), mas ainda é humano. E se ainda é suficientemente humano para raciocinar (embora erroneamente) que a melhor coisa que pode fazer em prol da sua vida é terminá-la, logo, ainda não é sub-humano. Segue-se daí que, porque, não é sub-humano, não há justificativa para praticar a eutanásia em si mesmo, porque a eutanásia é justificada somente quando mais vidas humanas podem ser salvas por
ela. A eutanásia de si mesmo é uma contradição em termos, porque o ato final contra si mesmo não pode, ao mesmo tempo, ser um ato em prol de si mesmo. No que diz respeito às Escrituras, o suicídio se classifica na proibição do assassinato. É pelo menos tão errado tirar ilicitamente sua própria vida quanto o de tirar a vida doutra pessoa. A pessoa deve amar-se a si mesma bem como amar aos outros, conforme está subentendido no mandamento de amar aos outros como a si mesmo (Mt 22: 39; cf. Ef 5:29).9 E se amar a outra pessoa subentende que não se deve assassiná-la, amar a si mesmo decerto subentende a mesma coisa no que diz respeito ao suicídio. O suicídio é errado porque é o assassinato de um ser humano feito à imagem e semelhança de Deus, ainda que este indivíduo seja a própria pessoa.10 
B. O Suicídio em Prol dos Outros
Visto que o suicídio egoísta é errado, falta perguntar se o suicídio sacrificial é certo nalgum caso. Ou seja: é certo, nalgum caso, tirar sua própria vida por amor à conservação de outras vidas? A resposta dependerá de se é, realmente, feito para salvar outras vidas. 
l. Nem Todo Assim-Chamado Suicídio "Sacrificial" É Justificável — Há casos em que sacrificar sua vida em prol doutros homens não é realmente moralmente certo. Paulo deu a entender que seria possível entregar seu próprio corpo para ser queimado e ainda lhe faltar o amor verdadeiro (l Co 13:3). Noutras palavras, nem toda morte "pêlos outros" é, realmente, em prol dos outros. Pode ser uma tentativa para atrair a atenção a si mesmo, ou gratificar alguma outra necessidade egoísta. O suicídio pode ser um teste de sinceridade da pessoa, mas a sinceridade não é prova alguma da moralidade. Os homens podem odiar sinceramente, bem como amar sinceramente. Os homens podem fazer sinceramente aquilo que desejam fazer, ao invés daquilo que devem fazer. Que futilidade quando um homem prova sua sinceridade pela sua própria causa egoísta mediante o suicídio! Pode ser admirável sacrificar sua vida por uma causa, mas não é necessariamente moral. Se, pois, a causa da pessoa é vá, seu sacrifício também é vão, quer seja o sacrifício supremo, quer não. Além disto, sacrificar sua vida deliberadamente por um animal, ou por objetos não pessoais (riquezas ou o que for), não é moralmente certo. As pessoas são mais valiosas do que as coisas. As pessoas são de valor intrínseco; as coisas têm valor instrumental para pessoas. O homem é um fim, mas animais e coisas são meios para fins humanos. Logo, o suicídio sacrificial em prol de um objeto não-humano seria errado, porque sacrifica o valor superior (uma vida humana), em prol da vida inferior (uma vida sub-humana).11 
2. Determinado tipo de Suicídio Sacrificial É Justificável — Nem todo o suicídio é errado. Conforme nota a Bíblia, alguns até mesmo ousam morrer por bons homens (Rm 5:7). A história, especialmente a história militar, contém muitos exemplos de homens dispostos a morrer pêlos outros. A história da morte de Sansão parece ser uma de um suicídio divinamente aprovado (Jz 16:30). Há outras intimações no Novo Testamento de um suicídio sacrificial (cf. Rm 5:7). Paulo indicou sua disposição de sacrificar sua vida por Cristo (Fp l :23). No entanto, a prova real de que o suicídio sacrificial está moralmente certo é a morte de Cristo que veio ". . . dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc 10:45). Jesus disse: "Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de num; pelo contrário, eu espontaneamente a dou" (Jo 10:18). Decerto este é o exemplo supremo do sacrifício supremo. Foi em vista disto que João escreveu: "Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pêlos irmãos" (l Jo 3:16). Realmente, é à luz da cruz de Cristo que a forma mais alta do amor é revelada. "Ninguém tem maior amor do que este," disse Jesus, "de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (Jo 15:13). Este tipo de "suicídio" sacrificial não somente não é imoral; é o ato moral mais alto possível. Vai além das exigências da lei moral, que exige que a pessoa ame seu próximo apenas como a si mesmo. O "suicídio" sacrificial verdadeiro é mais do que isso; é amar aos outros mais do que a si mesmo. Não há amor maior. Talvez alguns objetem ao uso da palavra "suicídio" nesta conexão. Podem argumentar que o sacrifício da sua vida em prol doutras pessoas não é suicídio. O soldado que cai por cima de uma granada para salvar seus companheiros não está se suicidando, pode ser argumentado. É verdade. Há uma diferença entre o suicídio egoísta e aquilo que chamamos de suicídio sacrificial, e somente este último é moralmente justificável. Se a pessoa quer usar a palavra "suicídio" ou não, a respeito de tal sacrifício, é questão da escolha de palavras. Seja qual for o nome que se lhe dá, é um ato de iniciativa própria de salvar outras vidas por meio de sacrificar sua própria. É deixar sua própria vida, de modo intencional porém justificável. Tendo em vista este fato, parece apropriado chamá-lo de "suicídio sacrificial."
Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas - Autor Norman L. Geisler -
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
 
Suicídio
A ressurreição de Jesus Cristo é prova da vitória dEle sobre a morte. Agora, esta não tem qualquer domínio sobre os filhos de Deus (1Cor. 15:_54, 55; 2Tim. 1:10). A luz de Cristo dissipou as trevas e por isso, para o verdadeiro cristão, o suicídio está definitivamente vencido ! Glória a Deus ! ( Joel Pereira ) http://www.pastoronline.com.br/asp/estudos/Estudos.Asp?ID=87 
 
Qual a posição cristã sobre o suicídio?
De fato, Deus nos dá motivo para viver, com Ele, em confiança e alegria. Saibamos testemunhar esta verdade para nós próprios e para aqueles que precisam de nosso conselho.
http://www.cptln.org/hora.luterana/hp3/verduvida.asp?xid=1492001122728
 
O que é eutanásia?
- Nas decisões difíceis, envolvendo vida e morte, continuamos a ter onde buscar amparo: 1 Pe 5.7.
http://www.cptln.org/hora.luterana/hp3/verduvida.asp?xid=1492001105310
 
LIÇÃO 1 - A Ética Cristã Face A Ética Dos Homens
LIÇÃO 2 - A Ética Cristã E Os Dez Mandamentos
LIÇÃO 3 - O Cristão E A Guerra
LIÇÃO 4 - O Cristão E O Aborto
LIÇÃO 5 - O Cristão E O Planejamento Familiar
LIÇÃO 6 - O Cristão E A Sexualidade
LIÇÃO 7 - O Cristão E O Divórcio
LIÇÃO 8 - O Cristão E A Pena De Morte
LIÇÃO 9 - O Cristão, A Eutanásia E O Suicídio
LIÇÃO 10 - O Cristão E A Doação De Órgãos Do Corpo
LIÇÃO 11 - O Cristão E As Finanças
LIÇÃO 12 - O Cristão, Os Vícios E Os Jogos
LIÇÃO 13 - O Cristão E A Política
 
 
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