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ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS
4º TRIMESTRE DE 2002 - COMENTÁRIOS DE Pr.ELIENAI CABRAL
(CONSULTORIA DOUTRINÁRIA E TEOLÓGICA DE Pr.ANTÔNIO GILBERTO)
 
 
LIÇÃO 8 - Vacilando na Fé -  24/11/2002
 
TEXTO ÁUREO:
“Porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e há de passar, e nada vos será impossível” (Mt 17.20).
Não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!

SE TIVERDES FÉ... NADA VOS SERÁ IMPOSSÍVEL. Jesus fala de uma fé que pode remover montanhas, operar milagres e curas, e realizar grandes coisas para Deus. Que fé é esta de que Jesus fala? 
(1) A fé genuína é uma fé eficaz que produz resultados: nada vos será impossível (v. 20). 
(2) Esta fé não é uma crença na fé como uma força ou poder, mas fé em Deus (Mc 11.22). 
(3) Esta fé é uma obra de Deus que tem lugar no coração do cristão (Fp 2.13; Mc 9.24). É a plena certeza que Deus transmite ao coração, de que nossa oração é respondida (Mc 11.23). Esta fé é criada interiormente no crente, pelo Espírito Santo. Não podemos produzi-la em nós mesmos por meio da nossa mente (Rm 12.3). 
(4) Uma vez que esta fé em Deus é um dom que Cristo comunica ao nosso coração, importa-nos estar unidos a Jesus e à sua Palavra e ser mais consagrados a Ele (Rm 10.17; Fp 3.8-14). Dependemos dEle em tudo: Sem mim nada podereis fazer (Jo 15.5; Jo 3.27; Hb 4.16; 7.25). Noutras palavras, devemos buscar a Cristo que é o autor e o consumador da nossa fé (Hb 12.2). A real presença de Cristo conosco e nossa obediência à sua Palavra são a origem e segredo da fé (9.21; Jo 15.7). 
(5) A verdadeira fé opera sob o controle de Deus. Ele no-la concede à base do seu amor, sabedoria, graça e propósito soberano, para a execução da sua vontade e como expressão do seu amor por nós. Não deve ser usada para nosso próprio proveito egoísta (Tg 4.3).
VERDADE PRÁTICA:
Fé e paciência são dois ingredientes espirituais inseparáveis para se tomar posse das promessas de Deus.
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Hc 2.4 O justo viverá pela sua fé
4 Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá.
O JUSTO, PELA SUA FÉ, VIVERÁ. É o "justo" que, no fim, emergirá vitorioso. 
(1) Os retos são contrastados com os orgulhosos e ímpios. Os corações dos justos voltam-se a Deus, pois o têm como Pai. Possuem estreita comunhão com Ele, e lhe obedecem a vontade. 
(2) Os justos devem viver neste mundo mediante a sua fé em Deus. "Fé", aqui, significa firme confiança em Deus e na retidão dos seus caminhos. É uma lealdade pessoal a Ele como Salvador e Senhor. É também a perseverança moral para seguir os seus caminhos. Paulo desenvolve este tema em Rm 1.17 e Gl 3.11 (cf. Hb 10.38)

Terça 2 Ts 1.4 Paciência e fé
4 de maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais,
ESPERAR DOS CÉUS A SEU FILHO. A grande esperança dos crentes tessalonicenses era a vinda de Cristo, que os livraria "da ira futura". (1 Ts 1.10)
(1) A genuína conversão a Cristo, segundo o NT, abrange:
(a) desviar-se do pecado, e 
(b) voltar-se para Deus a fim de aguardar a volta do seu Filho (v. 9). Esperar a volta de Cristo envolve uma expectativa contínua e estado de prontidão. 
(2) "A ira futura" refere-se à ira e juízo divinos que serão derramados sobre o mundo durante o período da 
tribulação. Os crentes, porém, não precisam temê-la, porque Deus enviará Jesus para nos livrar daquele tempo de ira. É fato claro que a volta de Cristo antecede essa ira (ver Ap 3.10)
(3) Essa é a primeira referência em 1 Tessalonicenses à volta de Cristo, quando, então, para arrebatar os seus santos e levá-los à casa do Pai (ver Jo 14.3; outros trechos são 2.19; 3.13; 4.17; 5.1-11,23)

Quarta Hb 11.6 Sem fé é impossível agradar a Deus
6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.
CREIA QUE ELE EXISTE. Este versículo descreve as convicções integrantes da fé salvífica. 
(1) Devemos crer na existência de um Deus pessoal, infinito e santo, que tem cuidado de nós. 
(2) Devemos crer que Ele nos galardoará quando o buscamos com sinceridade, sabendo que nosso maior galardão é a alegria e a presença do próprio Deus. Ele é nosso escudo e nossa grande recompensa (Gn 15.1; Dt 4.29; Mt 7.7,8 nota; Jo 14.21). 
(3) Devemos buscar a Deus com diligência e desejar ansiosamente a sua presença e graça.

Quinta Gn 16.7; Êx 3.2-4; Os 12.4,5 O anjo de Jeová
Gn 16.7 E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
O ANJO DO SENHOR. À medida que esta narrativa prossegue, torna-se claro que o anjo do Senhor é o próprio Deus falando com Agar (v. 13; 18.1,22; Jz 6.12,14).
Êx 3.2 E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.3 E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.4 E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.
O ANJO DO SENHOR. O anjo do Senhor aqui, é o próprio Senhor (vv. 4-6). Deus também apareceu a Abraão como o anjo do Senhor (Gn 22.11). TEOFANIA = uma manifestação de Deus em forma física.
 
Os 12.4 Como príncipe, lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco; 5 sim, com o SENHOR, o Deus dos Exércitos; o SENHOR é o seu memorial.
Jz 6.12 Então, o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, varão valoroso.
 14 Então, o SENHOR olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
 O SENHOR OLHOU PARA ELE. Certamente, o "SENHOR" (v. 14), e o "anjo do SENHOR" (v. 12), são a mesma pessoa neste caso aqui. Os teólogos chamam essa forma de manifestação divina, de "teofania", i.e., uma manifestação de Deus em forma física.
 
Sexta Gn 16.13 O Deus que nos vê
13 E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?

Sábado Rm 4.20,21 Deus cumpre o que promete 
20 E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus;
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
GÊNESIS 16.1-6,10,11,15,16 
1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.2 E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.3 Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.4 E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.5 Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.6 E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.
16.2 O SENHOR ME TEM IMPEDIDO DE GERAR. Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa. 
(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de Deus (2.24). 
(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço humano segundo a carne , e não segundo o Espírito (Gl 4.29). Segundo a carne, equivale ao planejamento puramente carnal, humano, natural. Noutras palavras, nunca se deve tentar cumprir o propósito de Deus usando métodos que não são segundo o Espírito, mas esperando com paciência no Senhor e orando com fervor.
Gn 16.10 Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será.11 Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.
16.11 ISMAEL. O nome Ismael significa Deus ouve e significa que Deus viu o modo injusto de Abrão e Sarai tratarem Agar, e que também agiu a respeito disso. Aquele nome dado antecipadamente foi um julgamento sobre Abrão, e revela que Deus abomina toda e qualquer injustiça entre os seus. Que Deus castigará quem cometer injustiça contra os fiéis da igreja, não deixa dúvida o NT (ver Cl 3.25).

Gn 16.15 E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael. 16 E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.
 
OBJETIVOS:
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Reafirmar que um crente cheio de incertezas e com falsas convicções poderá sofrer conseqüências desastrosas.
Destacar as conseqüências do nascimento de Ismael na família de Abraão
.

COMENTÁRIOS:
INTRODUÇÃO
A vida espiritual de Abraão teve altos e baixos apesar da sua conhecida fé em Deus. No capítulo 15, Abraão se destaca como um homem de fé. Porém, no capítulo 16, ele viveu momentos de incertezas. Considerado o fato quanto à Bíblia em si mesma, vemos mais uma vez uma evidência da sua total imparcialidade.

I. ABRAÃO E SARA FRAQUEJAM QUANTO AO PLANO DIVINO ORIGINAL
Abraão, o pai da fé, agora raciocina e age como homem natural. A sua fé parece ter hibernado. Abraão agora não conseguia entender o plano miraculoso de Deus para sua vida e para o mundo. Ele não descreu da promessa divina de um filho seu, mas isto seria pelo processo comum. Em seguida, os dois agiram sem primeiro recorrer, pela fé, ao Deus dos milagres que já lhes prometera um filho através de Sara
 
 
1. Sara tenta “ajudar” a Deus (Gn 16.1-3). Sara tomou a iniciativa de fazer cumprir as promessas que Deus havia feito a Abraão. e cometeu tremendo erro que lhe trouxe graves prejuízos morais e espirituais. As promessas de Deus haviam sido renovadas e confirmadas por meio de fogo. Todavia os anos de espera tornaram- se muito longos. Sara, que era estéril, certamente sentia ser ela o impedimento da resposta aguardada por Abraão. Querendo ajudar seu marido, propôs abrir mão de seu direito de ser a única mulher na vida de Abraão, e ofereceu- lhe sua escrava Agar para através dela, gerar um filho a Abraão, pensando, assim, estar cooperando com Deus no cumprimento de Suas promessas. Solução fácil para um problema que se prolongava. E em um momento de cochilo espiritual, Abraão ouviu a voz de Sara (Gn 16.2), e aceitou a escrava Agar por mulher. Agar concebeu e deu à luz um filho que recebeu o nome de Ismael.
 É querer ajudar a DEUS. Apesar de parecer bom, ofende a DEUS pois prova a falta de fé NELE. Hb 11.6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
 
2. Uma história familiar feita sob a égide de Deus. 
 Esta Família de Abraão deveria saber que para servir a DEUS é preciso ser provado e aprovado.
Sara, Rebeca e Raquel, as três matriarcas da família foram estéreis e precisaram da fé em DEUS para gerarem filhos. quando DEUS chama o esposo, chama também a esposa e lhe imprime o selo da fé.

3. Os dilemas espirituais de Sara e Abraão (Gn 16.1,2).(Dt 7.9; 1 Co 1.9). 
Os dois estavam vivendo um dilema: Esperar e talvez não alcançar ou Arrumar uma maneira de tornar possível que a promessa se cumpra já. A pressa em receber e ver as promessas se cumprindo em nossas vidas nos leva a crer e aceitar coisas que muitas vezes são anti-bíblicas. Milagres vêm após estudo da Palavra, oração e jejum; não são mágicas instantâneas e nem vêem à hora que desejamos, mas na hora em que DEUS quiser enviar.
 
Gn 16.12 Ele será como um jumento selvagem entre os

  homens; a sua mão será contra todos, e a mão de

  todos contra ele; e habitará diante da face de todos os

  seus irmãos.

 
4. Uma expressão notória de Sara (Gn 16.2). 
"Terei filhos dela"
Os costumes sancionaram este modo de obter filhos (embora a presente narrativa e o cap. 30 dêem prova da sua insensatez), e se deve ter em mente o fato de que tais filhos foram incluídos na família de Jacó, aceitos como membros com plenos direitos e chefes de tribos. Abrão talvez tenha raciocinado que a promessa poderia cumprir-se daquela maneira, e o fato de que já se haviam passado dez anos em Canaã pode ter aumentado a pressão sobre ele, a fim de que agisse. Por isso tudo, deslizou na fé para deixar-se guiar pela razão e pelo conselho de Sarai, e não do Senhor (c/. Mt 16:22). O Novo Testamento assemelha o filho de Hagar, nascido "segundo a carne", aos produtos dos esforços próprios do homem quanto à religião (Gl 4:22), sempre incompatíveis com os do espírito (Gl 4:29).

II. ABRAÃO E SARA E SUA DESCRENÇA EM DEUS

1. O equivoco de Sara acerca de Deus (Gn 16.2). 
Sarai achava que era DEUS que a impedia de ter filhos (Gn 16.1,2) e não podia esperar na fé, pois a paciência não era seu forte, faltava talvez o apoio e o incentivo de seu esposo. Precisamos não só crer, mas também saber esperar pelo que cremos, pois o que há de vir virá e não tardará. (Mc 13.35; Lc 12.37; Hb 10.37).

2. O conflito familiar causado por Agar (Gn 16.4-6).
Os frutos colhidos por Sara e Abraão, dessa precipitada "semeadura". não foram nada agradáveis. Consideremos alguns desses lamentáveis resultados:
a) Atrito no lar. Agar vendo que concebera, desprezou a sua senhora (Gn 16.4). Esqueceu-se que continuava sendo escrava de Sara mesmo sendo concubina de Abraão. Sara afligiu Agar e esta fugiu da sua face (Gn 16.6). O anjo do Senhor achou-a no deserto e mandou que ela voltasse para Sara e se humilhasse sob a mão de sua dona. E ela assim o fez.
b) Angústias e esfriamento na fé. O nascimento de Ismael não trouxe alegria a Abraão e nem a Sara. Pelo contrário. só trouxe preocupação. Isto porque desde que entrou o "problema Agar" na família, Deus deixou de se manifestar a Abraão, e este não se sentiu inspirado a edificar- lhe altares. A incredulidade interrompe o contacto com Deus. Quando Zacarias não creu na palavra do anjo Gabriel, ficou mudo (Lc 1.20).
c) ódio, rancor e guerras entre irmãos. Ismael tomou-se pai de uma grande nação e sua mão seria contra todos, e a mão de todos contra ele (Gn 16.12). De fato, seus descendentes são
Depois de treze anos em silêncio, Deus na sua misericórdia manifestou-se de novo a Abraão. Ao longo deste tempo certamente Abraão orava a Deus. arrependido por ter tomado Agar.

3. Agar foge para o deserto (Gn 16.7-10).  (Gn 16.10,11). 
“Quem me dera asas como de pomba! voaria, e acharia repouso. Eis que fugiria para longe, e ficaria no deserto”(Sl 55.6,7). 
Abraão despede Agar e Ismael. Quando Isaque foi desmamado, Abraão deu um grande banquete e viu que Ismael zombava. Prevendo que teria problemas decorrentes da permanência de Ismael em sua casa. Sara disse a Abraão para deitar fora Agar juntamente com seu filho Ismael, porque o filho da escrava não herdaria com Isaque (Gn 21.10). Deus disse a Abraão que ouvisse a voz de Sara, e Abraão despediu Agar e seu filho Ismael. Agar deixou de ser escrava de Sara, e habitou com seu filho Ismael no deserto de Para; e era Deus com o moço (Gn 21.20-21).

4. O nascimento de Isaque (Gn 21.1-3). 
"Eu sou o Deus Todo Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito; e porei o meu concerto entre mim e ti. e te multiplicarei grandissimamente" (Gn 17. l ,2). Abraão caiu sobre o seu rosto, e Deus falou com ele de modo muito claro e definido. Abraão iria frutificar grandissimamente, seria pai de uma multidão de nações, e dele sairiam reis. Mudou o nome dele de Abrão (pai da altura) para Abraão (pai de uma multidão) (Gn 17.4-6). Deus também mudou o nome de Sarai para Sara (princesa) (Gn17.15), e ela seria mãe de nações (Gn 17.16). Sara daria à luz um filho, e este receberia o nome de Isaque (Gn 17.19). Que encontro maravilhoso!
1. Anjos anunciaram o nascimento de Isaque. Os anjos, a caminho de Sodoma. foram visitar Abraão para informar-lhe que "por este tempo da vida Sara terá um filho" (Gn 18.10). Sara riu-se ao ouvir isto. Disse o Senhor a Abraão: **Por que se riu Sara?*' (Gn 18.13). E Sara negou dizendo: **Nãome ri", porquanto temia (Gn 18.15).
2. Deus cumpre a Sua promessa a Sara. Ao cumprir-se o tempo determinado Deus visitou Sara e ela deu à luz um filho. Ele recebeu o nome de Isaque e foi circuncidado ao oitavo dia (Gn 21.1-4). Foi grande a alegria no lar de Abraão. Havia-se confirmado o fato de que Deus ouve as orações e cumpre as suas promessas. (SD) Sara disse: "Deus me tem feito riso. Todo aquele que ouvir se rirá comigo" (Gn 21.6). Sara estava então com a idade de noventa anos.
 

CONCLUSÃO
Deus, em sua infinita sabedoria e presciência, pode ensinar aos seus servos, apesar das deficiências humanas; isso devido à sua longanimidade, na execução dos seus insondáveis desígnios. 
Na verdade todos nós falhamos na fé que DEUS gostaria que tivéssemos, a solução está em nos despojarmos de tudo o que nos afasta de DEUS e nos entregarmos totalmente em sua vontade, buscando acima de qualquer coisa conhecê-lo.
A simbologia de Isaque e Ismael. Estes dois filhos representam uma figura espiritual. Ismael simboliza os nascidos da carne (Jo 3.6). enquanto Isaque simboliza os que nasceram de novo. os que nasceram da promessa (Jo l. 12,13). Assim como Deus aconselhou Abraão a livrar-se de Ismael. Ele quer que nos despojemos da carne com suas obras (Gl 5.24). Deus não reconhece aquilo que é feito por incredulidade. Jesus disse: * *0 servo não ficará para sempre em casa, o filho fica para sempre" (Jo 8.35). Somente através do novo nascimento entramos em comunhão com Deus.
Precisamos, pois, desfazer-nos de tudo que procede da carne, para que Jesus, o nosso "Filho da promessa", possa habitar e operar em nossos corações. Tomamo-nos assim participantes das bênçãos que por herança são dadas por Deus. Deus nos adota como filhos por meio de Jesus Cristo, pela operação do seu Espírito (Rm 8.15). Amém!
 
OS ANJOS, E O ANJO DO SENHOR
Jz 2.1 “E subiu o Anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe à terra que a vossos pais tinha jurado, e disse: Nunca invalidarei o meu concerto convosco.”
A Bíblia menciona freqüentemente os anjos; o presente estudo provê uma noção geral do ensino bíblico a respeito dos anjos. 
ANJOS. A palavra “anjo” (hb. malak; gr. angelos) significa “mensageiro”. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 
38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16). 
(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6; Ap 12.9; ver Mt 4.10 nota) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial.
(2) A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.9-10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: “anjo principal”, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 
1.13,14; Ap 5.11).
(3) Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1.6; Ap 5.11; 7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10), estão em submissão a Cristo (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb 2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16; 19.1; Hb 13.2).
(4) Os anjos executam numerosas atividades na terra, cumprindo ordens de Deus. Desempenharam uma elevada missão ao revelarem a lei de Deus a Moisés (At 7.38; Gl 3.19; Hb 2.2). Seus deveres relacionam-se principalmente com a obra redentora de Cristo (Mt 1.20-24; 2.13; 28.2; Lc 1—2; At 1.10; Ap 14.6,7). Regozijam-se por um só pecador que se arrepende (Lc 15.10), servem em prol do povo de Deus (Dn 3.25; 6.22; Mt 18.10; Hb 1.14), observam o comportamento da congregação dos cristãos (1Co 11.10; Ef 3.10; 1Tm 5.21), são portadores de mensagens de Deus (Zc 1.14-17; At 10.1-8; 27.23-24), trazem respostas às orações (Dn 9.21-23; At 10.4); às vezes, ajudam a interpretar sonhos e visões proféticos (Dn 7.15-16); fortalecem o povo de Deus nas provações (Mt 4.11; Lc 22.43), protegem os santos que temem a Deus e se afastam do mal (Sl 34.7; 91.11; Dn 6.22; At 12.7-10), castigam os inimigos de Deus (2Rs 19.35; At 12.23; Ap 14.17—16.21), lutam contra as forças demoníacas (Ap 12.7-9) e conduzem os salvos ao céu 
(Lc 16.22). 
(5) Durante os eventos dos tempos do fim, a guerra se intensificará entre Miguel, com os anjos bons, e Satanás, com suas hostes demoníacas (Ap 12.7-9). Anjos acompanharão a Cristo quando Ele voltar (Mt 24.30-31) e estarão presentes no julgamento da raça humana (Lc 12.8,9).
O ANJO DO SENHOR. É mister fazer menção especial ao “Anjo do SENHOR” (às vezes, “o Anjo de Deus”), um anjo incomparável que aparece no AT e no NT.
(1) Seu primeiro aparecimento foi a Agar, no deserto (Gn 16.7); outros aparecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o êxodo (Êx 14.19) e mais tarde em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Josué (Js 5.13-15, onde o príncipe 
do exército do SENHOR é mais provavelmente o Anjo do SENHOR), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), Elias (2Rs 1.3-4), Daniel (Dn 6.22) e José (Mt 1.20; 2.13).
(2) O Anjo do SENHOR realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, simplesmente trazia mensagens do Senhor ao seu povo (Gn 22.15-18; 31.11-13; Mt 1.20). Noutras 
ocasiões, Deus enviava o seu anjo para suprir as necessidades dos seus (1Rs 19.5-7), para protegê-los do perigo (Êx 14.19; 23.20; Dn 6.22) e, ocasionalmente, destruir os seus inimigos (Êx 23.23; 2Rs 19.34,35; Is 63.9). Quando o próprio povo de Deus rebelava-se e pecava grandemente, este anjo podia ser usado para 
destruí-lo (2Sm 24.16,17).
(3) A identidade do anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo modo como ele freqüentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: (a) em 2.1, o anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto 
convosco (o grifo dos pronomes foi acrescentado). Comparada esta passagem com outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o Deus do concerto dos israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8; 
26.2-4; 28.13); Ele jurou que esse concerto seria eterno (Gn 17.7), Ele tirou os israelitas do Egito (Êx 20.1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2). (b) Quando o anjo do Senhor apareceu a Josué, este prostrou-se e o adorou (Js 5.14). Essa atitude tem levado muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor Deus; do contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19.10; 22.8-9). (c) Ainda mais explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse, em linguagem bem clara: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6; ver Gn 16.7 nota; Êx 3.2 nota). 
(4) Porque o anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que ele era uma aparição do Cristo eterno, a segunda pessoa da Trindade, antes de nascer da virgem Maria.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
“A arqueologia tem confirmado que, na época de Abraão, havia o costume de que uma mulher podia dar a seu marido uma concubina, para que os filhos desta fossem considerados filhos da esposa legítima. Esse costume é também é confirmado em Gênesis 30.3 (no caso de Raquel) e em Gênesis 30.9 (no caso de Lia). Os filhos nascidos dessas uniões eram considerados filhos legítimos, como já dissemos, e não da concubina. Assim, a questão tem-se tornado foco de muita discussão em nossos dias, e estão sendo julgados vários casos na lei, procurando resolver quem tem o direito de ficar com esses filhos (...)“Algumas vezes é certo um homem fazer o que sua esposa lhe diz, mesmo que isso seja contra os seus sentimentos. Mas dessa vez, não foi certo. Abraão não consultou Deus. Disso podemos ter a certeza. Ele ansiava por ter Hagar. Gostou do plano de Sara, embora tal plano não pudesse resolver o problema dele. Tal plano estava de acordo com os costumes sociais da época, pelo que não houve qualquer objeção a ele, 
nem moral nem legalmente. Deus, porém, está muito acima de meros costumes sociais. Nem todos esses costumes são naturais e corretos.” (O Antigo Testamento Interpretado, CPAD, vol.1, pág. 123) 
Leia Mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 12, pág. 40 
GLOSSÁRIO:
Arcar: Fazer face, arrostar, enfrentar. Inconveniente: Impróprio, inadequado.
Dilema: Situação embaraçosa com duas saídas difíceis ou penosas. Resignação: Submissão paciente aos sofrimentos da vida.
Égide: Escudo; defesa, proteção; amparo, arrimo. Vislumbrar: Começar a surgir ou a aparecer; deixar-se entrever; entremostrar-se.
 
QUESTIONÁRIO DE Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net 
1- Quais os dois ingredientes espirituais inseparáveis para se tomar posse das promessas de DEUS?
(     ) Fé e impaciência
(     ) Fé e maledicência
(     ) Fé e Paciência
2- Como se comporta Abraão nos capítulos 15 e 16 de Gênesis, respectivamente?
(     ) Fé - Incerteza
(     ) Paciência - Fé
(     ) Incerteza - Fé
3- Como agiram Abraão e Sara quando ouviram a promessa de um filho?
(     ) Com fé e paciência
(     ) recorreram à fé em DEUS
(     ) Não recorreram pela fé no DEUS dos milagres
4- Por que Sara convenceu Abraão a dar-lhe um filho com Hagar, a escrava egípcia?
(     ) Porque ela não queria ter filhos
(     ) Porque não podia mais gerar filhos devido a sua adiantada idade
(     ) Porque gostaria de ter um filho egípcio
5- A culpa por Abraão ter aceito a proposta de Sara é de:
(     ) Sara
(     ) Abraão e Sara
(     ) Abraão 
6- Qual a característica peculiar a Sara, Rebeca e Raquel?
(     ) Eram Feias
(     ) Eram Egípcias
(     ) Eram estéreis
7- Através de que Sara, Rebeca e Raquel chegaram a ter filhos?
(     ) Através de mandrágoras (erva afrodisíaca)
(     ) Através de intervenção Divina
(     ) Através de injeção de hormônios
8- Complete:
A _______________vislumbra a visão da promessa, e a __________________
aguarda com resignação por ela.
9- A que equivale para Sara e seus contemporâneos, uma família formada, constituída, organizada e unida?
(     ) A uma feliz família
(     ) A uma Construção
(     ) A uma organização militar
10- Quem disse: "Eis que o Senhor me tem impedido de gerar"?
(     ) Hagar
(     ) Eva
(     ) Sara
11- O que enxerga a incredulidade?
(     ) Soluções inconvenientes, desagradáveis e prejudiciais na vida do cristão
(     ) Soluções convenientes, desagradáveis e prejudiciais na vida do cristão
(     ) Soluções inconvenientes, agradáveis e prósperas na vida do cristão
12- O que causou uma situação insustentável entre Abraão, Sara e Hagar?
(     ) A concórdia e harmonia
(     ) A discórdia e a hegemonia
(     ) A discórdia e desarmonia
13- Qual o nome do filho de Abraão com Hagar?
(     ) Isaque
(     ) Samuel
(     ) Ismael
14- Qual o nome e qual o significado do nome do filho de Abraão com Sara?
(     ) Isaque
(     ) Samuel
(     ) Ismael
15- Complete:
Sempre _______________ arcar coma as consequências de nossos ___________e _____________________ .
 
QUESTIONÁRIO DA REVISTA:
1. Qual a nacionalidade de Agar, mãe de Ismael?
R.____________
2. Por que Abraão não agiu corretamente ao aceitar a sugestão de sua esposa Sara?
R. _____________________________________________________
3. Que significa a palavra “casa” no texto bíblico original?
R. _________________________________-
4. Quais as conseqüências do nascimento de Ismael na família de Abraão? 
R.______________________________________________
5. Que nome recebeu o “filho da promessa”?
R. _____________________

Principais fontes CPAD em CD da Revista e CD da BEP   www.cpad.com.br 
wwwapaz.com.br/mensagens/mostarda.shtml
VIDE TAMBÉM A Vida de Abraão
 
 
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