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O LIVRO DE JOSUÉ PRIMEIRA PARTE - REVISTA CPAD - 1º TRIMESTRE DE 1992
Comentarista: Severino Pedro da Silva
JOSUÉ O LIVRO DAS VITÓRIAS
 
PLANO DE AULA 1
I. TEMA Preparados Para a Conquista
TEXTO BÍBLICO BÁSICO Js 1.10-18
Depois de quarenta anos de peregrinações, encontram-se os israelitas às margens do Jordão. Do outro lado do tortuoso rio, a Terra de Promissão os espera. A luta será renhida e as provações não serão poucas. Josué porém está confiante. Sabe perfeitamente que o Senhor dos Exércitos faz­se presente entre os filhos de Abraão. E se Ele permanece conosco, a vitória está mais do que garantida! A semelhança dos hebreus, encontramo-nos numa grande batalha. Mas como estamos nos comportando? Achamo-nos realmente preparados? Ou ainda continuamos a dormir o sono do mundo? Despertemos! As promissões nos esperam além deste Jordão.
 
A· ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
1. Deixar claro aos alunos que, sem a devida preparação, jamais atravessaremos o Jordão que nos separa da Jerusalém Celeste.
2. Esclarecer-Ihes de que forma podemos nos preparar para a travessia deste mundo.
 
II. MOTIVAÇÃO
Ao iniciar a aula deste domingo, explique à classe como se deu a travessia do Jordão pelos filhos de Israel. Se possível, leve um mapa e mostre-Ihes que posição ocupa este rio na Terra de Israel. Em seguida, anime-os a lutar pelo seu aperfeiçoamento espiritual, pois aproxima-se o momento de tomarmos conta da Ditosa Cidade.
Introdução
JOSUÉ PREPARA O POVO PARA ATRAVESSAR O JORDÃO
O preparo é necessário - "Provede-vos de comida"  - Nosso corpo deve ser alimentado
 
JOSUÉ PÕE O POVO EM ORDEM E DEIXA O EXÉRCITO EM ESTADO DE PRONTIDÃO
1. A ordem de Josué é obedecida
O POVO SE DISPÕE À OBEDIÊNCIA A JOSUÉ
"Tudo quanto nos ordenaste faremos"  - "Tão-somente que o Senhor teu Deus seja contigo"  - A travessia seria memoriável
 
C - SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR SUBSÍDIOS CRONOLÓGICO
Na lição de hoje, encontram-se os israelitas às margens do Rio Jordão.
Podemos situar este evento na seguinte data: 4 de abril de 1422 a.C.
 
SUBSÍDIO GEOGRÁFICO.
Correndo em direção norte-sul, o Jordão divide Israel em duas partes distintas. Este rio começa na confluência de quatro riachos, a 11 quilômetros ao norte do Lago de Meron, cujas cabeceiras repousam nos flancos ocidental e meridional do Monte Hermom. Em hebraico. o nome do principal rio de Israel significa "declive" ou "o que desce".
Nas próximas lições, estaremos dando mais informações sobre o Rio Jordão.
Conhecido como o Livro das Vitórias, Josué narra a história de Israel desde a morte de Moisés até a conquista inacabada de Canaã. À semelhança do Deuteronômio, o livro tem como epílogo a morte do herói que lhe empresta o nome. Nos primeiros doze capítulos desta obra, considerada os Atos dos Apóstolos do Velho Testamento, deparamo-nos com os seis anos imediatos que precederam a morte de Moisés. Quando chegamos no final do livro, mais de vinte anos já se passaram.
O irresistível poder do povo de Deus em vencer o mundo e tomar posse de sua herança prometida. Eis o tema do Livro de Josué. Lendo-o, somos instados a manter confiança irrestrita naquele que tudo pode. Se agirmos como Acã, todavia, colheremos a amargura do fracasso e o absinto da derrota. Nenhum pecado escondido há de nos privar das muitas vitórias que já nos estão garantidas em Cristo Jesus. Ele é o nosso Capitão.
 
SUBSÍDIO BIOGRÁFICO
Nascido no Egito, Josué, filho de Num, foi separado por Deus para comandar os exércitos de Israel durante os dificílimos anos de formação da nacionalidade hebraica. Nesta função, tornou-se o principal assessor de Moisés durante o êxodo e a ingrata peregrinação no deserto. Destaca-o a Escritura como experiente e brilhante general (Êx 17,8).
Aos quarenta anos de idade, Josué entra em cena na história sagrada como um bravo e consumado herói. Movido pelo Espírito Santo, conduz os israelitas na peleja contra os amalequitas e obtém estrondosa vitória (Ex 17,9). De tal maneira se destacou nesta ocasião que o seu nome tornou-se sinônimo de heroísmo e audácia.
Quando a Lei foi proclamada no Sinai (~x 24.13), esteve ao lado de Moisés. Ele também fez parte do grupo dos doze espiões enviados a explorar Canaã. Quando da volta da expedição, ele e Caleb foram os únicos a acreditar que, fortalecidos por Jeová, os israelitas poderiam avançar e tomar posse daquela herdade (Nm 14.6). Como recompensa pela corajosa ostentação de fé, Josué e Caleb sobreviveram aos 40 anos de provações e palmilharam a Terra Prometida.
Com a morte de Moisés, o general Josué apareceu como o candidato natural para suceder o grande lide r e introduzir os hebreus em Canaã (01 34.9). Após cumprir o que lhe confiara o Senhor, o venturoso estratego morre aos cento e dez anos e é sepultado em Timnath-serah.
 
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
Durante quarenta anos, os filhos de Israel enfrentaram dificuldades e provações. Suportaram escassez de alimento e falta d'água. Foram cercados por ferozes adversários. E, acima de tudo, provados quanto à sua esperança. Infelizmente, toda uma geração de hebreus falhou e, em conseqüência de sua falta de confiança nas providências do Todo-poderoso, foram condenados a perecer no inclemente Sinal.
Os incrédulos haviam se esquecido das maravilhas que o Senhor operara no Egito. Das pragas que Ele derramara na terra dos faraós e da formidável passagem pelo Mar vermelho que Ihes havia preparado. E, por acaso, um Deus que operara tais sinãis e portentos não mandaria o pão cotidiano? Não Ihes providenciaria a água ainda que em pleno deserto? E também não os livraria de todos os adversários? E claro que sim!
Os filhos de Jacó, porém, não estavam totalmente libertos das amarras do Egito. Ainda que distantes de Mizraim, continuavam servos do mundo. E toda uma geração, por causa da incredulidade, viu-se impedida de entrar e tomar posse da terra que mana leite e mel. Somente a nova geração haveria de desfrutar as delícias daquela terra de promissões.
Mas como se comportará esta nova geração diante de tantos desafios?
Não há como voltar e se curvar novamente ao látego de Faraó. Todos reconhecemos existir apenas uma alternativa. Preparar-se para atravessar o Jordão e apossar-se de vez da herança que o senhor Jesus nos conquistou no Calvário. Conscientizemo-nos, pois, que, não obstante a caudalosidade do Jordão, podemos atravessá-Io em nome de Jesus. Mas é necessário estar preparados. Pois a luta será grande e s6 os que estiverem revestidos com a graça é que poderão empreender a travessia deste Jordão.
Você está preparado? Sua família está preparada? Ainda é tempo.
Enquanto a última trombeta não soar, poderemos estabelecer um novo concerto com o Senhor e encetar outras batalhas visando o engrandecimento do Reino de Deus. Caso contrário, pereceremos e seremos cobertos de opróbrios naquele dia. Mas, se firmemente resistirmos as forças do mal, não somente atravessaremos o Jordão, como também tomaremos posse da ditosa e bem-aventurada cidade. Da Cidade que tem como arquiteto o próprio Deus. Não podemos vacilar! É tempo de se estar preparado com todas as armas de nossa milícia. Não permitamos que a incredulidade tome conta de nossos corações para não cairmos no deserto e para não ficarmos também envergonhados quando Cristo aparecer.
 
E - RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇAO
É considerado como o livro das vitórias.
Descreve a conquista de Canaã pelo povo de Israel.
Em absoluta ordem conforme recomendação do senhor.
"Tudo o que nos ordenaste, faremos."
Que o senhor estivesse com Josué, assim como estivera com Moisés.
6. Seria um memorial para todo o Israel.
 
PLANO DE AULA 2
TEMA
Josué, Um Líder Chamado Por Deus
 
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Dt 31.1-8; Js 1.3-9
Qual o segredo do sucesso ministerial de Josué? Em primeiro lugar, era um homem convicto da missão que lhe confiara o Senhor. O bravo filho de Num, desde que fora convocado para comandar os exércitos israelitas, mostrou em todas as coisas ser um homem de Deus. Sabia que estava a serviço do Altlssimo. Por isso não poderia distrair-se com os negócios desta vida. Era seu dever agradar ao que lhe convocara.
se também quisermos ter sucesso na vida ministerial, haveremos de es­tar convictos quanto a nossa chamada. Doutra forma, naufragaremos na fé.
 
A· ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
1. Conscientizar os alunos quanto a importância da autêntica chamada ministerial.
2. Deixar-Ihes bem claro que, como soldados do Grande Capitão. é o nosso dever agradar-lhe em todas as coisas.
MOTIVAÇÃO
Como introdução à aula de hoje, pergunte aos alunos quais as evidências que autenticaram a chamada de Josué. Pergunte-Ihes também se as mesmas evidências ainda são válidas em nossos dias.
Introdução
QUEM ERA JOSUÉ
1. Um líder chamado
2. Sua vida e seu trabalho 3.Josué era um líder capaz
JOSUÉ ERA UM LÍDER CHEIO DE SABEDORIA
A sabedoria divina o capacitou
A sabedoria é excelente para dirigir
Josué - um líder vitorioso
 
3. Nossa vitória depende de Cristo C •
 
SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR SUBSÍDIO CRONOLÓGICO
Como já dissemos na lição anterior, a tomada de Jericó ocorreu por volta de 1422 a.C. Conforme opinam alguns eruditos, os filisteus ainda não haviam chegado a Canaã, pois, entre os inimigos de Israel, eles não são mencionados.
Para se entender o livro de Josué é necessário, antes de mais nada, ter­se uma clara visão do Pentateuco. Doutra forma, serramos induzidos a considerar desnecessárias as implacáveis campanhas militares desencadeadas pelo grande general contra os habitantes de Canaã. Em outras palavras, há que se situar historicamente a tomada da Palestina por Israel para se compreender a ânsia dos peregrinos hebreus por uma terra que man2 leite e mel.
O livro vai da morte de Moisés à morte de Josué. Como sucessor do grande homem de Deus, o general ficou com a árdua missão de liderar Israel na travessia do Rio Jordão e na tomada de Canaã. A maior parte do relato é dedicada a conquista de Canaã e a divisão da terra entre as tribos de Israel.
Para que Josué fosse bem sucedido em seu ministério, havia uma condição. Com a palavra, o pastor Antonio Neves Mesquita: "Havia uma lei para ser observada: a lei do servo Moisés, a pedra de toque. Em torno dos postulados de Moisés giraria toda a iniciativa da conquista e até mesmo a história posterior. "A lei de meu servo Moisés" era para o tempo e para a eternidade. Os que tanto têm lutado para destruir essa lei e suas conquistas não pensaram a sério no significado da lei dada por Deus. Josué aceitou o desafio proposto e se preparou para a partida. O caminho não seria tão longo, mas deslocar uma multidão de milhões, com crianças e animais. era um problema que precisava ser ordenado com antecipação. Por isso enviou pregões a todos os cantos do arraial, mandando o povo se preparar. Conclamou os rubenitas, gaditas e a meia tribo de Manassés a que os acompanhassem, e de bom grado o fizeram. Ressaltamos aqui o espírito de honra demonstrado por essas duas e meia tribos. Já instaladas em boas terras, as terras do amoritas, de Seom e Ogue, com suas casas, seus filhos, tudo bem preparado, se aprestaram para unir sua sorte à dos seus irmãos, do outro lado do rio. Essa era a ordem deixada por Moisés, e não poderia ser de outro modo; er:!Qllaoto 110"$ estariam lutando por vencer os inimigos não. seria justo que os outros permanecessem tranqüilos em suas casas e fazendas. É a dMaltla da solidariedade bem exemplificada.A resposta a Josué, dada pelas ljaas é tliéia (Fibos, 101 exemplar e merece destaque. "Tudo quanto nos ordenaste faremos, e onde quer que nos enviares iremos. Como em tudo ouvi os a Moisés, assim te ouviremos a Ti ... "
 
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
Escrevendo a Timóteo, alertou o apóstolo Paulo que estes últimos dias seriam difíceis e trabalhosos. E, de fato, assim tem sido! Por isso, necessitamos de obreiros verdadeiramente vocacionados, pois, doutra forma, a Igreja de Deus não suportará as lutas destes derradeiros tempos. Precisamos de homens como Josué. Escreve José Deneval Mendes: "Josué é fruto de discipulado. Ele esteve ao lado de Moisés desde o inicio da jornada no deserto. A primeira missão que lhe coube foi selecionar homens para guerrear contra Amaleque (Ex 17.9). Em seguida, ele aparece como servidor de Moisés (~x 24.13; 32.17; 33; 11; Nm 11.28). Esteve presente em todos os momentos críticos da jornada pelo deserto. Com isso, no serviço e na obediência prática, ele se transformou em um grande líder: "E Josué, filho de Num, estava cheio de espírito de sabedoria, porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés" (Dt 34.9).
"Continua o mesmo autor: "Grandes homens de Deus aprenderam o discipulado com seus lideres espirituais. Durante anos, tiveram a oportunidade de demonstrar obediência, fidelidade e submissão. Quando foram chamados a ocupar a liderança, estavam preparados, e Deus Ihes falou, e confirmou a chamada para sua obra. O grande empecilho hoje é que muitos não querem esperar, obedecer, e submeter-se. Por isso são rejeitados."
E - RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
Conduzir Israel à Terra Prometida.
Separar homens para a batalha contra Amaleque.
Salvação de Deus.
Segundo Flávio Josefo, Josué tinha, ao substituir Moisés, 85 anos de idade.
Com a imposição das mãos de Moisés, recebeu Josué um espírito de sabedoria.
De Cristo Jesus, o capitão dos exércitos do Senhor
 
PLANO DE AULA 3
TEMA Uma Missão Difícil
 
TEXTO BÍBLICO BÁSICO Js 3.1-11; Hb 11.31
Além do Mar Vermelho, teria o povo de Israel de fazer ainda uma outra travessia. A sua frente encontrava-se o caudaloso Jordão. O que fazer? Josué, à semelhança de Moisés, não se apavorou, pois sabia que o Senhor dos Exércitos estava ao seu lado. De igual modo, enfrentamos muitas dificuldades em nossa vida espiritual. Vemo-nos, às vezes, perplexos. No entanto, jamais perdemos as esperanças: o Deus de Abraão sempre age no momento certo. Por mais lutas que tenhamos de atravessar, Cristo, como o capitão dos Exércitos do senhor, garantirnos-á sempre a vitória. Atravessemos pois o Jordão! Do outro lado, acha-se a Canaã Celestial.
 
A - ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
1. Levar os alunos a terem mais confiança no Deus que nos prometeu como herança perpétua a Canaa Celestial.
2. Conscientizá-Ios de que, apesar das muitas lutas, em Cristo Jesus já somos mais do que vitoriosos.
MOTIVAÇÃO
No inicio da aula de hoje, fale sobre as dificuldades enfrentadas pelos filhos de Israel em sua longa caminhada pelo deserto. E, depois, discorra acerca da nova prova que os esperava: a travessia do Jordão. Não deixe de enfatizar o seguinte fato: para quem teme a Deus, todo o Jordao nao passa de uma planlcie verdejante.
 
B - ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
A PASSAGEM DO JORDÃO
"Parti vós também do vosso lugar"
A arca do concerto do Senhor
JOSUÉ SANTIFICA O POVO POR ORDEM DE DEUS
Era necessária a santificação
A santificação continua sendo exigida
A PASSAGEM DO JORDÃO FOI MILAGROSA
1. "O Deus vivo está no meio de vós"
As águas são paralisadas
A critica dos céticos
A cidade de Adã
C· SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR SUBSÍDIO GEOGRÁFICO
Sitim, onde os israelitas armaram suas tendas pela última vez, antes de entrarem na terra de Canaã, está localizada a Leste do Rio Jordão. A área toda tem 12 quilômetros de largura por23 quilômetros de comprimento. Sitim é identificada com a moderna localidade de Tel Kefren.
Na lição de hoje, observamos que o Senhor ordenou fosse observada uma distância de dois mil côvados entre a arca e o povo. Ora, como o cova do antigo, de forma geral, media 50 centímetros, essa distância era de aproximadamente mil metros.
SUBSÍDIO ANTROPOLÓGICO.
No texto bíblico que ora estudamos, são citados diversos povos. Busquemos pois algumas informações sobre eles para que possamos nos situar melhor historicamente.
Cananeus - De uma forma geral, cananeu era todo habitante de Canaã.
No entanto, havia um povo de língua semítica tratado especificamente por esta designação. Atualmente, não se pode determinar com precisão suas afinidades raciais e culturais.
Heteus - Os heteus constituiam uma grande nação, no período do Velho Testamento. Suas possessões iam da Síria ao grande rio Eufrates. O poderoso império hitita foi fundado no tempo dos patriarcas.
Heveus - Descendentes de Canaã, os heveus ocuparam partes da Slria e da Palestina. No tempo de Salomão, foram empregados nos trabalhos forçados.
Perlzeus - Não se tem a dizer muito a cerca dos perizeus. O que se sabe é que, à semelhança dos outros cananeus, os perizeus tornaram-se desenfreadamente idólatras e inimigos dos israelitas.
Glrgaseus - Estes também foram alistados como descendentes de Canaã. Na conquista de Jeric6, por Josué, sofreram fragorosa derrota.
Amorreus - (Ver o subsidio antropológico do Suplemento do Professor n22.)
Jebuseus - Descendentes do terceiro filho de Canaã, habitavam nas colinas em redor de Jerusalém. Foram derrotados por Joabe, comandante das tropas israelitas, no tempo de Davi. A partir da expulsão dos jebuseus, Israel pode finalmente fixar sua capital em Jerusalém. Os jebuseus constituíam­se num entrave na união entre as tribos hebréias do Sul e do Norte.
 
SUBSÍDIO HISTÓRICO
Eis como o historiador judeu, Flávio Josefo, narra a travessia do Jordão:
"Como Jericó estava situada além do Jordão, era preciso, para atacá-Ia,
que o exército atravessasse o rio, então muito aumentado, por causa das enchentes e da chuva; Josué encontrou-se (por isso) em grande aflição. Em tão grande contratempo, Deus promete-lhe tornar o rio vadeável. Esperou dois dias e depois passou-o deste modo: os sacrificadores por primeiro, com a Arca; seguiam-nos os levitas, que levavam o Tabernáculo, com todos os vasos sagrados; todos os demais do exército marchavam com a própria tribo, colocadas as mulheres e crianças no meio, a fim de não serem levadas pela correnteza do rio. Quando os sacrificadores nele entraram perceberam que a água não era mais tão movimentada, que havia baixado de nível e que o fundo do rio era firme e assim podiam passá-Ia a pé. Depois deste primeiro efeito da promessa de Deus, todos os outros passaram sem receio. O s sacrificadores ficaram no meio do rio até que todos haviam passado e mal haviam eles mesmos chegado ao outro lado, que imediatamente o rio se tornou novamente cheio e impetuoso como antes." (Para maiores informações, leia o livro História dos Hebreus, edições CPAD).
 
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
Acerca da Arca da Aliança, que precedeu os israelitas na travessia do Jordão, escreve o pastor Abraão de Almeida: "Colocada dentro do Santo dos Santos, a Arca era uma peça de madeira de acácia toda revestida de ouro por dentro e por fora. Media 125 centímetros de comprimento por 75 de largura e 75 de altura. Ela representa a base do trono de Deus, pois sobre ela ficava o Propiciatório com os querubins da glória. Em Isaías 53.2 temos a humanidade de Jesus representada na acácia, madeira do deserto.
"A Arca apontava para o testemunho de Deus: "Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e ali, por trás do véu, introduzirás a arca da aliança. O véu servirá para separar o Lugar Santo, do Santíssimo (Êxodo 26.33). "Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que as realizasse, essas que eu faço, testemunham a meu respeito, de que o Pai me enviou. O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz nem visto a sua forma" (João 5.36,37). A Arca tipifica a presença de Deus com o seu povo: "Ali me encontrarei contigo, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins colocados sobre a arca da aliança, eu te comunicarei tudo que ordenar aos israelitas." "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)" - (Êxodo 25.22; Mateus 1.23). A Arca estava no Lugar Santíssimo. "Como ministro do santuário e do verdadeiro Tabernáculo que o senhor erigiu, não o homem: Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus (Hebreus 8.2;9.24)."
Como vimos, a Arca tipificava a Cristo Jesus. E, quando da travessia do Jordão, Josué, orientado por Deus, ordenou fosse ela colocada à frente do povo de Israel. E, desta forma, o rio abriu-se e os filhos de Jacó puderam atravessá-Io sem dificuldades. Semelhantemente, se colocarmos a Cristo à frente de nossas vidas, como a nossa máxima prioridade, venceremos todos os obstáculos. Com Ele, somos mais do que vencedores! Santifiquemo-nos, pois, para que Cristo esteja sempre nos capitaneando nesta travessia. Não foi esta a ordem que Josué transmitiu ao povo?
 
E - RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
A Arca do Concerto.
mil metros aproximadamente.
"Santificai-vos. porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós".
Milagrosa.
A conquista antecipada da Terra da Promessa.
Entre o final de março e o começo de abril.
 
PLANO DE AULA 4
TEMA
Josué - Um Servo Fiel TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Êx 17.9,10,13; Nm 13.1-3,8,16; 14.6-9
Fidelidade! Eis uma das mais marcantes características de Josué. Como auxiliar direto de Moisés, em tudo se mostrou fiel, dedicado e mais do que zeloso. Quer nos momentos de bonanças, quer nas horas de tormentas, Moisés sabia perfeitamente que podia contar com os inigualáveis préstimos de Josué. Atualmente, carecemos de obreiros que andem nas pegadas do bravo general efraimita. Sem as características que eram tão comuns a esse homem de Deus, jamais seremos bem sucedidos em nosso ministério. Que o Senhor nos ajude!
A· ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
Incutir nos alunos o valor da fidelidade à Obra de Deus.
             Mostrar-Ihes, pelo exemplo de Josué, como ser fiel ao Todo-poderoso
MOTIVAÇÃO
Como introdução à aula deste domingo, mostre à classe de que forma os heróis do Velho e do Novo Testamento encaravam a fidelidade a Deus. Com base no capitulo 11 da Epistola aos Hebreus, fale dos homens e mulheres que, para preservar sua fidelidade ao senhor, não temeram a própria morte. Se possível, discorra sobre os mártires dos primeiros séculos do Cristianismo que, também, não tiveram medo de enfrentar os algozes por amor a Cristo.
Introdução
A FIDELIDADE DE JOSUÉ NO CUMPRIMENTO DO DEVER
Josué cumpre fielmente a ordem de Moisés
Os amalequitas
Josué - um servo fiel à sua missão
Os dois relatórios
A FIDELIDADE DE JOSUÉ SERVE DE EXEMPLO PARA TODOS NÓS
São poucos os fiéis
Fiel em tudo o que faz
 
c . SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR ,SUBSrOIO CRONOLÓGICO
Como já informamos nas liçOes anteriores, a nossa história transcorre no 152 século antes do nascimento do Salvador.
Acerca do deserto de Parã, informa o Novo Dicionário da Blblia: "Um deserto situado na região centro-orie.ntal da penlnsula do Sinai, a nordeste do Sinal tradicional e a sul-suleste de Cades, com Arabah e o golfo de Aqabah em sua fronteira oriental. Foi para esse deserto que Hagar e Ismael se dirigiram depois de serem expulsos da casa de Abraão (Gn 21.21). Foi atravessado pelos israelitas depois de sua salda do Egito (Nm 13.3,26). O deserto também foi atravessado por Hadade, o edomita, em sua fuga para o Egito (1 Rs 11.18)."
Esta localidade é mencionada no verslculo 3 do capitulo 13 de Números.
SUBSrOIO HISTÓRICO
Aqui estão mais algumas informaçOes sobre Josué: "Era da tribo de Efraim, Nm 13.8. A forma helenizada de seu nome era "Jesus". Pelo fato de conduzir seu povo à Terra da Promessa, pode ter sido um protótipo de seu sucessor maior, o qual está levando os seus à Terra Prometida da glória eterna.
"Josué fora atendente pessoal de Moi'sés através dos quarenta anos de peregrinação no deserto. Esteve com Moisés no monte, Ex 24.13. Foi um dos doze espias, Nm 13.8-16. Diz Josefo que ele tinha 85 anos quando sucedeu a Moisés. Julga-se que levou uns seis anos na subjugação da terra; o resto da sua vida passou estabelecendo e governando as doze tribos; foi sepultado em Timnate-sera, em Efraim. Foi guerreiro notável; disciplinou suas tropas; enviou espias; mas orava e confiava em Deus." (Manual Blblico)
SUBSÍDIO OOUTRINÁRIO
Vimos nesta lição que Josué, em todas as coisas, mostrou-se um obreiro fiel. Acerca dest~ qualidade, indispensável ao ministro cristão, discorre o pastor Estêvam Angelo de Souza: "Fidelidade é o qualificativo invocado na aprovação do servo, n6 dia do ajuste com o senhor: "Muito bem, servo bom e fiel... •• É o mesmo que ensinou o apóstolo Paulo: "Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel" (1 Co 4.1,2). Além daquela fidelidade que corresponde à pureza das atitudes para com Deus, há, no que diz respeito às relaçOes para com a Igreja e os de fora, outros aspectos das atividades de um ministro do Evangelho, que exigem dele muita seriedade e muita fidelidade, os quais são:
"A. Fidelidade na Administração das Coisas Espirituais. Neste sentido, a fidelidade consiste:
 
"a) Na ortodoxia com que o ministro apresenta a sã doutrina, baseada na verdade, fundamentada na Palavra de Deus, tal como recomenda o apóstolo Pedro: "Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus" (1 Pe 4.11). Do contrário, a sua pregação não será uma mensagem de Deus. Não será doutrina cristã;
"b) IlTl>arcialidade na apresentação da doutrina. Na exposição doutrinária sem respertos humanos, sem preconceitos e sem animosidade. Sem aquela aparência de "coisa encomendada". O ministro que se prevalece do púlpito para desabafar-se de suas mágoas, nunca será bem sucedido. O que usa a doutrina como azorrague para vingar-se dos desafetos, simplesmente abrirá precedentes para discórdia. Ao invés de edificar, estará demolindo;
c) No empenho por produzir para o Reino de Deus. Jesus advertiu:
"Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros ...•• (Mt 25.26,27). Parodiando estas palavras, poder-se··á dizer:
"Se não estavas disposto a fazer o meu trabalho com dedicação e zelo, de modo a produzir satisfatoriamente e contribuir para o engrandecimento da minha igreja, devias ter desocupado o lugar para outro e não procurar apenas beneficiar-te, em detrimento dos interesses eternos do Reino de Deus." De fato, negligenciar as coisas espirituais e eternas, é grande pecado. "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente" (Jr 48.10).
B· Fidelidade na Administração Financeira da Igreja. O dinheiro não é a coisa mais "sagrada", mas em razão da força com que apela à ambição do homem, presta-se muito bem para testar o caráter de um administrador e, não há dúvida, que muito agrada aos olhos de Deus, a fidelidade do Seu servo, a integridade com que administra as coisas financeiras, sendo capaz de até sofrer privações, sem de modo algum se beneficiar com o que não lhe pertence de direito. É certo: Um homem iluminado e controlado pelo Espírito Santo, não consentiria em macular a sua consciência, nem mesmo diante das maiores vantagens, pois considera a sua reputação cristã e a sua comunhão com Deus valorosas, muito acima de qualquer soma. Esta deve ser a atitude inflexível de um ministro cristão. Descuidos, facilidades na comprovação dos negócios, pouca clareza na discriminação das despesas da igreja, podem acarretar sérias dificuldades e até mesmo prejuízos do conceito do ministro. As conseqüências poderão ser duplamente prejudiciais - a ele e à igreja."
Mais adiante, o pastor Estevam fala acerca daqueles que não são fiéis em seus negócios: "Não deveriam ocupar o púlpito sagrado, homens inescrupulosos em seus negócios. A sua palavra se toma chocante aos ouvidos das vitimas dos seus negócios e de quantos deles tomam conhecimento. As suas pregações não compensam os impropérios e os massacres a que ficam sujeitos os que povoam a área sob a influência negativa dos seus negócios feios. A desconfiança que ele bem merece pode atingir até aos membros de sua Igreja, prejudicando-os no seu conceito para os os de fora. Quem não sabe administrar os seus próprios negócios, não cremos que possa administrar corretamente os negócios da igreja e as coisas espirituais. O modo correto de proceder neste sentido deve estar também contido nesta recomendação de Paulo: "torna-te padrão dos fiéis, na palavra e no procedimento ...•• (1 Tm 4.12)."
E· RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA lição
Fidelidade.
Era neto de Esaú.
Otimismo e fé na providência divina.
Que Moisés era fiel em toda a casa de Deus.
A fidelidade.
A coroa da vida.
 
PLANO DE AULA 5
TEMA
As Bênçãos Da Terra Prometida TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Js 3.17; 5.5-15
Antes de tomar posse da Terra Prometida, o povo de Israel viu-se compelido a renovar o pacto com o Senhor dos Exércitos. E, desta forma, puderam iniciar uma nova fase em sua vida. A partir daquele momento, nM mais vadeariam como peregrinos, mas teriam uma terra que mana leite e mel. De igual modo, precisamos renovar nossas alianças com Cristo. Só assim, conseguiremos apossar-nos da Canaã Celestial.
A - ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
Realçar a importância de nossa aliança com o Senhor.
Mostrar que esta aliança precisa estar permanentemente renovada, para alcançarmos todas as bênçãos celestiais em Cristo.
MOTIVAÇÃO
No início da aula de hoje, discorra sobre as várias alianças estabelecidas pelo senhor com a humanidade. Em seguida, fale sobre a supremacia da Nova Aliança. Mostre à classe porque o Novo Testamento é a reafirmação do Velho.
A RENOVAÇÃO DO PACTO POR MEIO DA CIRCUNCISÃO
A circuncisão dos filhos de Israel
O sentido da circuncisão na cultura e na religião
Somente podiam participar da Páscoa os circuncidados
O sentido espiritual da circuncisão
A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA PELOS FILHOS DE ISRAEL
A NAÇÃO ELEITA COMEÇA A DESFRUTARAS BÊNÇÃOS DA NOVA TERRA
Comeram do trigo da terra
Cessou o maná no dia seguinte
O encontro de Josué com o príncipe do exército
 
c - SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR SUBSIDIO CRONOLÓGICO
A primeira páscoa, em Canaã, foi celebrada no 142 dia de abril de .1422 a,C.
SUBSIDIO GEOGRÁFICO
Gilgal foi o sitio onde, pela primeira vez, acamparam os israelitas depois de terem atravessado o Jordão. Nesse mesmo sitio, localizado a leste de Jericó, foram circuncidados os israelitas que haviam nascido no deserto. Ainda em Gilgal foi celebrada a primeira páscoa no território de Israel. Em hebraico esse nome significa círculo de pedras rolantes,
SUBSÍDIO HISTÓRICO
Com a palavra o ilustre pastor Antonio Neves de Mesquita: "O povo passou e acampou em Gilgal, da banda oriental de Jericó. Toda esta região é plana e naquele tempo devia ser um oásis. De Sitim, lugar de palmeiras, até esta banda oriental do Jordão, há uma vasta e linda campina, e gasta-se ma­is de meia hora de automóvel até a Jericó moderna. Um acampamento ali daria a medida do que estava para acontecer. Só os homens das duas e meia tribos de Gade, Rúben e Manassés eram uns 40.000, todos armados com seus arcos e flechas como quem ia para um duelo. Calculados os homens de guerra das outras nove e meia tribos, podemos então avaliar os capazes de entrar em batalha em cerca de 400.000. A narrativa indica que os homens capazes de pegar em armas, saldos do Egito, eram 600.000. Significa que não havia diminuído o número de soldados. Multiplique-se esse número por quatro ao menos, incluindo os velhos, os infantes e as mulheres, e teremos uma multidão de mais de 2.000.000 de pessoas. Alguns calculam em 3.000.000 o número total do povo. Dos altos da cidade de Jericó poderia ser vista esta imensa multidão acampada em Gilgal. Se o coração do povo da Palestina já se tinha derretido, apenas com as notícias, imaginemos agora com tal multidão, que acabava de passar o rio a pé enxuto, e com toda a liberdade."
DIFICULDADE BÍBLlCA
Acerca do intrigante significado do nome Gilgal, comenta o autor acima citado: "Circulo ou giro deve corresponder ao que nós chamaríamos hoje de estádio ou ginásio. Uma imensa planura, sem montanhas, sem vales, com amplas possibilidades para acomodação do povo e para manobras militares, quando seriam estudados os planos para as futuras conquistas. Dali foi comandada a manobra de contornar a cidade por sete dias até ela cair por si mesma, depois de um grande e possível terremoto que teria levantado o solo e feito ruir os muros de dentro para fora, como a arqueologia se encarregou de mostrar. Enquanto a cidade ardia, e o povo se lançava à destruição, os mais velhos e as crianças estavam de longe, vendo tudo e a salvo de qualquer imprevisto. Olhando o mapa podemos ver como tudo se teria desenrolado aos olhos atônitos do povo, de modo geral."
SUBSÍDIO BOTÂNICO
Com a entrada do povo de Israel em Canaã, o maná cessou de cair sobre o arraial. A partir de então, os hebreus começaram a usar a alimentação tradicional. E, como não poderia deixar de ser, a sua dieta rotineira seria inaugurada com o trigo. Vejamos o que irmão Emilio Conde diz sobre o trigo:
"Gênero de gramíneas de cujo grão é feita a farinha, que serve de alimento. O trigo era, já nos dias do Antigo e do Novo Testamento, e continua a ser o cereal nobre em todas as partes do mundo. Na palestina, desde há muito, ele é cultivado (Gn 26.12; 30.14).
"Chamamos a atenção do leitor para esta declaração de Isaque, quando abençoou a Jacó: Assim pois te deu Deus do orvalho dos céus e das gorduras da terra, e da abundância do trigo e do mosto" (Gn 27.28). Trigo em abundância é o que se lê nessa referência ao cereal mais importante e de maior valor nutritivo. Como pudemos observar pelos textos lidos, era também cultivado na Mesopotâmia (Gn 30.14). O Egito era famoso como produtor de trigo desde a antiguidade."
"O trigo era uma das riquezas da terra prometida (Dt 8.8). Portanto, o trigo foi, é, e continuará sendo uma elemento indispensável na alimentação; por isso mesmo todos aqueles que o cultivam fazem-no com o mesmo cuidado com que extraem ouro da rocha, pois o trigo é alimento, é riqueza." (Tesouro de Conhecimentos bíblicos - Edições CPAD.
SUBSÍDIO CULTURAL
Os pães as mos, empregados nas cerimônias de consagração dos sacerdotes e em outras ocasiões solenes, eram feitos da flor da farinha de trigo. Isto é: de farinha de trigo peneirada, isenta de farelo (~x 29.2).
Na Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, encontramos esta explicação sobre o significado da circuncisão: "Uma operação no órgão masculino de reprodução, a fim de remover o prepúcio. Embora também seja praticada entre outras nações, dentro de Israel a circuncisão tem um significado distintivo. Como sinal da aliança com Abraão (Gn 17.11), participa das características dessa aliança. Parece passível de um aprofundamento progressivo em seu significado, e ensina verdades éticas e espirituais. O rito externo, cuja observância é rigorosamente exigida (Gn 17.12ss.: Ex 4.24ss.), deve ser o sinal de uma mudança interna, efetuada por Deus (Dt 10.16; 30.6). Os incircuncisos, bem como os impuros, estão excluídos da "Cidade Santa" (Is 52.1; cf. Ez 44.7,9). A humildade e aceitação do castigo divino devem tomar o lugar do coração incircunciso, antes de Deus restaurar a Sua aliança (Lv 26.451).
"O NT reflete este ensino e o completa. Sendo que a circuncisão é um sinal da justiça pela fé (Rm 43.10,11) e já que ela perdeu a sua relevância para a justificação, porque Cristo já veio (GI 5.6), nenhum crente neotestamentário pode ser obrigado a submeter-se a ela (At 15.3-21; cf. GI 23.3). À luz deste cumprimento do NT, a circuncisão agora se aplica igualmente aos cristãos judeus e gentios visto que na "circuncisão de Cristo" todos os que são batizados despojaram-se do corpo da carne (CI 2.11,12)."
 
E • RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
Renovou a aliança que o Senhor havia estabelecido com Abraão.
A circuncisão.
O estar circuncidado.
A passagem da escravidão para a liberdade.
A pessoa de Cristo.
S. Porque nos resgatou da casa da servidão.
 
PLANO DE AULA 6
TEMA
Passando o Jordão e Seguindo a Arca TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Js 3.1-6,11,13-17
Assim como Israel atravessou o Jordão, n6s também podemos atravessar todas as barreiras que nos separam da Canaã Celestial. Para tanto, é necessário crer nas promessas de Cristo, e, guardar o que temos recebido. Mas, se a travessia parecer muito difícil, fiquemos tranqüilos: Cristo ira à nossa frente e, em todas as coisas, ser-nos-á infalível, fatal.
A • ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
1. Conscientizar os alunos de que, quando Cristo está à nossa frente, os jordões são transponlveis.
2. lembrar os alunos da atualidade da exortação de Josué: "Santificai­vos."
MOTIVAÇÃO
Como introdução à aula de hoje, fale sobre as dificuldades naturais que o Jordão apresentava diante de uma virtual travessia de seu lefto. Em seguida, conte à classe como estas barreiras foram superadas pela fé no Todo-poderoso.
B • ESBOÇO DA LIÇÃO Introdução
O QUE ERA A ARCA DO CONCERTO
1 . Usava-se várias expressões para denotar a Arca 2. A caminhada da Arca através do tempo
A ARCA COMO SÍMBOLO DA ORIENTAÇÃO 1. A instrução de Josué para seguir a Arca
2. A Arca como símbolo
A ARCA REPRESENTA CRISTO NOSSO GRANDE ORIENTADOR
Cristo é o caminho
Cristo e a nuvem
Cristo é o nosso guia
 
SUBSÍDIO CRONOLÓGICO
Encontramo-nos ainda em abril de 1422 a,C.
SUBSÍDIO GEOGRÁFICO
No Novo Dicionário Da Bíblia, encontramos estas informações acerca de Sitim, mencionada em Josué 3.1: "As Acácias chamadas de Abel-Sitim (campo das Acácias), em Nm 33.49 onde são mencionadas como uma das extremidades do acampamento israelita defronte de Jeiic6. Buhl sugeriu sua identificação com Tell Quefren uma área com 12 quilômetros de largura por 23 quilômetros de comprimento, a leste do rio Jordão nas planícies de Moabe defronte de Jericó; outros têm proposto Tell el-Hamam.
"Os israelitas armaram suas tendas pela última vez em Sitim antes de entrarem na terra de Canaã depois da haverem conquistado as terras de seom e Ogue. Nm 22-36 é trecho que registra a permanência dos israelitas naquela área, e, Nm 25 narra a idolatria e a imoralidade cometidas ali. Subseqüentemente Josué despachou espias que foram de Sitim averiguar a cidade de Jericó, na terra de Canaã Js 2.1."
CURIOSIDADE BÍBLICA
"Quando a arca do Senhor chegou à margem das águas, estas levantaram­se num montão, em Adã (v. 16). Adã ficava 25 quilômetros ao norte. Abaixo das águas se escoaram deixando seco o leito, cheio de pedregulhos, o bastante para que se pudesse atravessar. Sendo a época da enchente de primavera do Jordão, o milagre foi tanto mais estupendo. Em Adã, o Jordão corre entre ribanceiras de barro, de 13 metros de altura, sujeitas a desmoronamento. Em 1927 um terremoto causou o desabamento dessas ribanceiras, de modo a estancar a correnteza durante 21 horas. Deus pôde ter usado algum meio semelhante para fazer que as águas parassem para Josué. De qualquer !'Podo, foi um grande milagre que aterrorizou os cananeus já amedrontados. Jesus, 1.400 anos mais tarde, foi batizado, no Jordão, no mesmo ponto da travessia de Josué."
SUBSÍDIO CULTURAL
Eis o que escreve Osvaldo Ronis acerca das tendas dos hebreus, mencionada em Josué 3.14: "Tenda. Este era o tipo mais primitivo de habitação palestlnica e de um modo geral de todo o oriente. A primeira referência a tendas na Bíblia temos em Gn 4.20. Originalmente parece que eram feitas de peles de cabra: depois evoluíram para tecido de pelos de cabra de uma qualidade especial (de pelo longo, escuro, muito resistente). Os tipos de tendas variavam de tempos em tempos, desde o mais primitivo - um grande pedaço de tecido retangular levantado sobre uma vara horizontal, apoiada em alguns esteios verticais, e preso pelos quatro cantos e estacas ao rés-do-chão, - até o mais complicado feitio octogonal, com uma ou duas colunas verticais no centro e divisões internas para dormitórios de homens, mulheres, crianças, casais, servos, sala, cozinha, etc."
 
SUBSÍDIO BÍBLICO
R. K. Harrison fala sobre a arca: "Uma estrutura retangular de madeira de acácia, em forma de caixa, medindo cerca de 1.20m. x O.75m., revertida, dentro e fora, de ouro puro batido. Era coberta por uma tampa de ouro
maciço, na qual estavam fixados querubins de ouro, um em cada extremidade. Estes seres celestiais ficavam voltados para a tampa embaixo, e suas asas cobriam a arca (~x 25.1 0-4-). A tampa de ouro na qual os querubins estavam fixados chamava-se o "expiatório" (heb. kapporet, "cobertura", e do meio deles Deus se comunicava com o seu povo(~x 25.22). A arca era a única peça de mobília no Santo dos Santos do Tabernáculo, e continha cópias das tábuas da lei (~x 25.16; 23 Rs 11.12), um vaso com o maná (~x 16.334,34), e a vara de Arão (Nm 12.7,10). Quando a arca era levada para outro lugar, era carregada por sacerdotes que usavam varas longas (Nm 4.5), e quem a tocasse era passível de morte (cf. 2 Sm 6.6,7). A arca sobreviveu até o exílio, quando, então, provavelmente, foi levada à Babilônia."
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
O pastor Joel Leitão de Meio discorre acerca do significado da arca: "A Arca era uma caixa de madeira de cetim, coberta de ouro por dentro e por fora. O comprimento era dois côvados e meio, a largura um côvado e meio e a altura um côvado e meio. O comprimento é a eternidade de Deus, a altura, a divindade, a largura, a misericórdia, que se estende a todos os pecadores.
"Em Efésios 3.18 vêm as dimensões do amor de Deus: "a altura" atinge todas as raças e classes de pessoas. É o amor de Deus no espaço. "O comprimento", o amor de Deus no tempo, desde Adão até o fim dos tempos. "A altura", a divindade, santidade e onipotência. "A profundidade", a misericórdia por meio do perdão, oferecido ao pecador mais aprofundado na impureza e na maldade ... "
"A Arca tinha em seu interior: um pouco de maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da Lei (Hb 9.4). Quando Salomão edificou o Templo, s6 havia na Arca as duas tábuas da lei (1 Rs 8.9).
"As tábuas de pedra representavam a justiça de Deus. O maná, o alimento dado por Deus no deserto (~x 16.14,15), lembra a suficiência de Deus. A vara que floresceu (Nm 17.1-10), sinal da soberania de Deus, que escolheu Aarão e seus filhos para o sacerdócio.
"A Arca ficava escondida aos olhos dos homens. O Santo dos Santos, onde ela estava, era separado do Lugar Santo, por uma cortina grossa, chamada também véu. Quando o sumo sacerdote ia lá, uma vez no ano, levava sangue para aspergir a tampa da Arca e o incensário, de modo que a fumaça a ocultava de sua vista. Com a morte de Jesus, fomos feitos sacerdotes e agora podemos ter acesso à presença de Deus. "Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário pelo sangue de Jesus " (Hb 10.19)." (Para maiores informaçOes, leia o livro Sorrbras, Tipos e Mistérios da erblia, de autoria de Joel Leitão de Meio, editado pela CPAD.)
 
E - RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
A Arca da Aliança.
Bezaleel e Aoliabe.
Arca do Concerto do Senhor, Arca do Concerto de Deus, Arca da Aliança, Arca da Fortaleza.
Ficava no Tabernáculo.
Tipificava a Cristo Jesus, nosso Redentor.
 
PLANO DE AULA 7
TEMA
A Queda dos Muros de Jericó TEXTO BÍBLlCO BÁSICO Js 6.1-5,15-20; Hb 11.30
Jericó parecia indestrutível. No entanto, os filhos de Israel, orientados por Deus, rodearam-na sete vezes. E, no sétimo dia, após a sétima volta, eis que os muros da perversa cidade palestina caem estrondosamente. Em nossa vida, também, enfrentamos dificuldades imensuráveis. Todavia, quando clamamos ao Senhor, as barreiras desaparecem. E, então, cantamos o hino da vitória!
A - ORIENTAÇÕES BÁSICAS
OBJETIVOS
1. Incutir nos alunos o valor da perseverança e da infalibilidade das promessas do Senhor Deus.
2. Lembrar-Ihes que, com Deus ao nosso lado, não hã barreiras intransponíveis.
MOTIVAÇÃO
No inicio da aula de hoje, descreva rapidamente como eram os muros de Jericó. Em seguida, fale acerca de outras cidades que, à semelhança de Jericó, eram também inexpugnãveis e, no entanto, caíram por terra. Diante de Deus, não hã barreiras! Deixe bem clara aos alunos esta sublime verdade.
Introdução
DEUS DÁ INSTRUÇÕES PARA QUE OS SACERDOTES E O EXÉRCITO RODEIEM A CIDADE
Rodeareis a cidade por seis dias
Sete sacerdotes levarão sete buzinas
A QUEDA DOS MUROS E A CONQUISTA DA CIDADE
O muro da cidade caíram abaixo
A fé cooperou e Deus operou
Onde hã sangue a casa não cai
A reedificação da cidade de Jericó
JERICÓ REPRESENTA AS FORTALEZAS DO MAL 1. As armas de nossa milícia são poderosas em Deus
 
c - SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR SUBSÍDIO CRONOLÓGICO
A tomada de Jericó pelos filhos de Israel deu-se entre 16 e 21 de abril de 1422 a,C.
SUBSÍDIO GEOGRÁFICO
Aqui estão mais algumas informações sobre a cidade de Jeric6: "Segundo alguns pesquisadores, Jericó, se não é a cidade mais antiga do mundo, certamente é a mais antiga de toda a Canaã. Como prova disto são apresentados os vestígios de vida humana na Idade da Pedra encontrados nas camadas mais profundas de suas ruínas. Fica localizada na parte inferior do vale do Jordão, a oito quilômetros deste na direção oeste, a 12 quilômetros ao norte do Mar Morto e a 24 quilômetros de Jerusalém na direção leste; e, ainda, a 272 metros abaixo do nível do Mediterrâneo, junto da fonte de Eliseu ou Ain es-Sultan. Ao tempo da Conquista de Canaã pelo povo de Israel, Jericó era uma cidade grande e bem fortificada, dominando a passagem do Jordão ao sudeste da Palestina à margem do caminho de Jerusalém para a Transjordânia. Entretanto, foi destruída, milagrosamente, aos olhos do povo de Deus comandado por Josué, depois de um cerco de sete dias com marchas ao redor de seus muros. (Js 6). Naquela ocasião Josué amaldiçoou o homem que viesse a reedificar a cidade o que se cumpriu cerca der quinhentos anos depois, nos dias do rei Acabe (1 Rs 16.34). Uma vez reedificada, Jericó aos poucos foi retomando seu lugar de importância e várias ocorrências ali verificadas com relação ao povo hebreu, tanto no tempo do Velho Testamento como no do Novo Testamento, estão registradas na Bíblia. A cidade moderna está a 1.600 metros a sudeste da anterior." (Geografia Bíblica, de autoria de Osvaldo Ronis).
 
SUBSÍDIO ARQUEOLÓGICO
Do Manual Bíblico, obtivemos estas informações acerca das descobertas arqueológicas de Jericó: "O Dr. John Garstang, diretor da Escola Britânica de Arqueologia de Jerusalém, e do Departamento de Antigüidades do Governo da Palestina, escavou as ruínas de Jericó (1929-36). Encontrou cerâmica e escaravelhos que evidenciam que a cidade tinha sido destruída cerca de 1.400 a., coincidindo com o tempo de Josué; e descobriu evidências muito pormenorizadas que confirmavam a narrativa bíblica de modo notável. . "Ruíram as muralhas", 20. O Dr. Garstang descobriu que o muro realmente "foi abaixo". Era duplo, os dois muros ficando separados um do outro por uma distância de 5 metros; o muro externo tinha 2 metros de espessura; o interno, 4 metros; ambos de uns 10 metros de altura. Eram construídos não muito solidamente, sobre alicerces defeituosos e desnivelados, com tijolos de 10 cm de espessura, por 30 a 60 cm de comprimento, assentados em argamassa de lama. Os dois muros se ligavam entre si por meio de casas construídas de través na parte superior, como a casa de Raabe sobre o muro. O Dr Garstang verificou que o muro externo ruiu para fora, pela encosta da colina, arrastando consigo o muro interno e as casas, ficando as camadas de tijolos cada vez mais finas à proporção que rolavam
ladeira abaixo. Os alicerces do palácio, na altura de 4 carreiras de pedras, permanecem no local primitivo, inclinados para fora. O Dr. Garstang pensa haver indrcios de que o muro foi derribado por um terremoto, do qual se podem ver vestígios ... o meio de que Deus se serviria tão facilmente como teria usado outro qualquer.
"Queimaram a cidade", 24. Sinais de conflagração e destruição ficaram bem nítidos. Garstang encontrou grandes camadas de carvão vegetal e cinzas e rulnas do muro avermelhadas pelo fogo. O muro externo foi que mais sofreu. As casas ao longo do mesmo foram arrasadas pelo incêndio. O estrato estava todo coberto de grossa camada de detritos carbonizados, sob a qual havia bolsas de cinza branca, cobertas de uma camada de tijolos avermelhados tombados.,"
 
SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
S. E. McNair fala sobre a derrota de Jericó: "O resumo do sentido e a significação desta vitória encontramos em Hebreus 11.30,31. A ênfase está nas palavras "pela fé". Essencialmente, é uma lição da vitória da fé.
"Considerando o lado negativo
"1) Não foi por sabedoria humana - o plano de assalto parecia uma loucura perante a ciência militar.
"2) Não foi por uma energia carnal. Em verdade o desejo de combater havia de ser restringido.
"3) Não foi depois de uma longa luta ou sitio. A vitória foi dada num
momento.
"Pelo lado positivo aprendemos que:
"1) A vitória foi dada aos fracos, sem o emprego de armas militares. "2) A arca de Deus, símbolo da sua presença entre o seu povo, garantiu
a vitória.
"3) A obediência era essencial (v. 10). Durante toda a marcha silenciosa, nenhuma palavra podia ser proferida, nenhum grito de vitória, até o momento marcado.
"4) O triunfo era da fé, isto é, completa submissão e absoluta confiança no invisível Capitão do Exército do Senhor." (Para maiores informações, leia A Bfblia Explicada, edições CPAD).
E· RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO
Com a fortaleza de Jericó.
Representava o mal.
Sete dias.
Sim.
"Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias." (Hb 11.30)
6. Aprendemos que, pela fé, podemos também derrubar as muralhas do mal e enfrentar as fortalezas do diabo.
 
 
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