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O MILÊNIO
- JOÃO DE OLIVEIRA
O tempo em que Cristo estabelecerá seu domínio
na terra, nos céus e nos mares.
Digitalizado e doado
por:
Francisco R. Ferreira
Este livro foi digitalizado
com o intuito de disponibilizar literaturas edificantes à todos aqueles que
não tem condições financeiras ou não tem boas literaturas ao seu alcance.
Muitos se perdem por falta
de conhecimento como diz a bíblia, às vezes por que muitos cobram muito caro
para compartilhar este conhecimento.
Estou disponibilizando esta
obra na rede para que você através de um meio de comunicação tão versátil
tenha acesso ao mesmo.
Espero que esta obra lhe
traga edificação para sua vida espiritual.
Se você gostar deste livro
e for abençoado por ele, eu lhe recomendo comprar esta obra impressa para
abençoar o autor.
Índice
1.
Que é o
milênio?
2.
Quando será o
milênio?
3.
Como será o
milênio?
4.
Para quem será
o milênio?
5.
Como e onde
estará a igreja no milênio?
6.
Que sucederá
às nações no milênio?
O Autor
João
de Oliveira nasceu no dia 24 de agosto de 1911, em Rio dos índios, Estado do
Rio de Janeiro. Era filho de Joaquim Antônio de Oliveira e de Ana Ferreira
de Oliveira, uma crente fiel. Aos 20 anos de idade e já bancário, João de
Oliveira aceitou Cristo como seu Salvador em janeiro de 1931 e, em março do
mesmo ano, recebeu o batismo com o Espírito Santo. Onze dias após, foi
batizado em águas pelo missionário Gunnar Vingren, que era o pastor da
Assembléia de Deus de São Cristóvão, que então funcionava em salão alugado
na Rua Figueira de Mello.
O irmão
João de Oliveira era exímio clarinetista e violinista, e participava da
banda de música da igreja, cooperando também nas pregações, nos cultos ao ar
livre. Nesse tempo sentiu a chamada de Deus para o santo ministério. A 19 de
dezembro de 1937 foi consagrado pastor, e a 2 de abril do ano seguinte
contraiu matrimônio com Dulce Fabiano, que foi sua fiel ajudadora durante
mais de 40 anos. Da feliz união, nasceram vários filhos. No seu longo
ministério, pastoreou várias igrejas, entre as quais a Assembléia de Deus em
Salvador, Bahia, da qual foi co-pastor; a de Uberaba (por duas vezes), a de
Itajubá (por duas vezes) e a de Ouro Fino, todas em Minas Gerais; a de
Cravinhos, Ribeirão Preto (por duas vezes), a de Catanduva, a de Marüia, e a
de Pindamonhangaba (esta também por duas vezes), no Estado de São Paulo.
Teólogo que
era, encaminhou vários filhos na fé, que hoje são pastores. Foi doutor na
Palavra, e ensinador emérito, além de sincero conselheiro. Vivia o que
pregava, como um dos grandes servos de Deus. Embora bem sucedido nas igrejas
que pastoreou, sentiu que Deus o queria especialmente no ministério do
ensino, por isso passou a dedicar-se exclusivamente a ele, atendendo sempre
aos inúmeros chamados que as igrejas em todo o Brasil lhe faziam, para
ministrar a Palavra.
Durante 20
anos consecutivos, foi um dos comentadores das Lições Bíblicas para Jovens e
Adultos, para as Escolas Dominicais. Como teólogo foi um dos fundadores do
Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Pindamonhangaba, no qual
lecionou durante quase 20 anos.
Além de
colaborar com artigos doutrinários para os periódicos da CPAD, escreveu
vários livros: "Mordomia Cristã, o Dízimo", "Sê tu uma bênção", "Confronto
Doutrinário", "O Milênio" e o "Apocalipse".
Em 1966,
quando pastoreava a igreja em Pinda, sofreu trombose cerebral, que agora se
repetiu provocando o desenlace. Conforme testemunho médico, quando sofreu a
primeira trombose faleceu, mas o missionário J.P.Kolenda, que o foi visitar,
orou, pedindo ao Senhor que concedesse ao pastor João de Oliveira mais anos
de vida, a fim de que pudesse cuidar dos filhos ainda pequenos. O Senhor
ouviu a oração e restaurou-lhe a vida. Todavia, o pastor João durante as
horas em que esteve morto, foi ao Paraíso, onde viu muitas coisas, das quais
falava ás igrejas, e por fim gravou um LP com o título "Maravilhas que o
Senhor me Mostrou". É um testemunho extraordinário.
Atendendo
ao convite do pastor Sebastião Rodrigues, da Assembléia de Deus em Cuiabá,
Mato Grosso, dirigiu seu último estudo da Palavra de Deus por ocasião da
Escola Bíblica comemorativa do aniversário do templo daquela igreja,
realizada em 1980, pois faleceu a 9 de julho daquele mesmo ano, vitimado por
uma trombose cerebral. Foi sepultado em Pindamonhangaba, de acordo com o
desejo que em vida manifestara. Dele disse o pastor Túlio Barros Ferreira,
do Rio de Janeiro: "João de Oliveira deixa uma grande lacuna, porque ele foi
um dos maiores ensinadores que tivemos, um verdadeiro mestre, segundo
Efésios 4.11. Homem humilde, ele exerceu nas Assembléias de Deus um
ministério profícuo."
João
Pereira de Andrade e Silva
1- Que é o
Milênio?
No
Milênio, Cristo estabelecerá seu domínio na terra, nos céus e nos mares.
Será um tempo sem precedentes na história da humanidade.
Constantemente
ouve-se entre os crentes esta interrogação: - Que é o Milênio? -Realmente,
existem interpretações que são amontoados de erros doutrinários; que fazem
do Milênio uma verdadeira aberração. Uns fazem dele um "Reino" especial,
tomando como partida os 144 mil, AP 14.1; 7.1, mas esses pertencem às tribos
de Israel, os quais serão selados para dias especiais, AP 7.4,5. Outros há
que já estão formando um reino aqui na terra, como os mórmons.
-
Que é o Milênio? - O Milênio é um período de mil anos, predito pelos
profetas como sendo o reinado Messiânico, ou seja, o reinado do céu
estabelecido na terra,inaugurando uma nova era espiritual, a sétima
dispensação, um tempo probatório, especialmente para os que nascerem na
época dourada em que Satanás estiver preso. O Milênio não é o fim nem a
consumação de todas as coisas, como alguns supõem, mas um tempo de provação
e de preparação para o desfecho completo da obra de Deus, quando então o
Senhor Jesus, depois de dominar todas as coisas, entregará o reino ao Pai,
lCo 15.24-28.
Há nas
Escrituras uma infinidade de textos referentes ao Milênio. Um dos primeiros,
embora seja muito usado, não encontramos nele a palavra Milênio, mas seu
sentido profético fala de um tempo em que Cristo reinará na casa de Judá, Gn
49.10: "Não se apartará de Judá o cetro, nem a vara de comando de entre seus
pés, até que venha Aquele (Cristo) de quem ele é, e a esse obedecerão os
povos", (VB). Aqui vemos a predição da vinda e do estabelecimento do reino
Messiânico. Ao Senhor Jesus, como rei de Judá, com a vara de comando, que
fala de seu governo de poder e de autoridade, todos os povos hão de
obedecer.
Quando Deus
criou o homem colocou sob seu domínio os peixes, os répteis, as aves e todos
os monstros, Gn 1.26. Infelizmente, por causa do pecado, o homem perdeu esse
domínio, embora tenha pretendido sempre, com força bruta, dominar sobre a
terra. Deus, ao criar o homem, dotou-o de faculdades instintivas, além da
razão e tirocínio psicológico. Criou-o capaz de viver uma vida espiritual
segundo o plano do seu Criador. No entanto, o pecado deturpou a criatura
feita à semelhança do Criador, Gn 1.26, reduzindo-a a um ser inferior, como
nos diz Pedro: "Mas estes, como animais sem razão", 2Pe 2.12. O
propósito divino foi criar um ser capaz de governar a terra e de povoá-la,
um ser que recebesse, para o exercício do seu domínio, a bênção de Deus, Gn
1.28. Como seria o globo terráqueo se Adão não tivesse transgredido as
ordens de Deus?! Por certo continuaria sendo um paraíso. Seria o reino dos
céus implantado em toda a natureza - esse era o plano do Altíssimo. Com
isso, poderíamos ver na terra formosa os homens vestidos de roupagens
luminosas, as vestes espirituais dos entes celestes. Como Deus, que é
coberto de luz como de um manto, nós seríamos revestidos, SI 104.2. Quando
Elias subiu ao céu, deixou suas vestes naturais para receber as espirituais,
vestes permanentes, 2Rs 2.13. Os arqueólogos descobrem os milhões de anos e
vão à fantástica era arqueozônica; isto equivale dizer que vão além de
milhões de anos. Entretanto, o Sagrado Livro diz somente: "No princípio
criou Deus os céus e a terra", Gn 1.1. Se a terra existe há milhões de anos,
encontramos na Bíblia "No princípio..." Esse princípio é indefinível pelo
saber humano. É possível que durante o período caótico, a terra toda fosse
verdadeiro paraíso, tendo como governador aquela criatura que se elevou
contra o próprio Criador, Is 14.12-17; Ez 28.11-18 onde vemos tudo perfeito,
belo e maravilhoso.
Lúcifer, que
significa portador de luz, naturalmente fora criado para serviços
especiais. Em Isaías 14 e Ezequiel 28.11-18 onde vemos tudo perfeito, belo e
maravilhoso.
Lúcifer, que
significa portador de luz, naturalmente fora criado para serviços
especiais. Em Is 14 e Ezequiel 28 ele é, segundo a lei da dupla referência,
como um homem, quer como rei babilônico, quer como rei de Tiro. Por esses
dois textos podemos compreender que, com sua queda, Satanás mergulhou nas
trevas por muitos séculos, Gn 1.2. E, quando Deus deu forma ao vazio da
terra, criou um jardim aprazível, de onde deveria sair a palavra de ordem e
de domínio. Éden seria o centro do governo, com toda a riqueza e esplendor,
e Adão seria o governador de toda a terra, Gn 1.27. Com a queda de Adão, até
o próprio Éden foi destruído e desfeito. Vemos agora um ser humilhado,
envergonhado e expulso do seu lugar; sujeito também a todas as vicissitudes.
O homem passou
a ser igual a Deus, mas no sentido inverso, pois sabia a ciência do bem e do
mal, mas não tinha domínio espiritual, Gn 3.22. Começou então uma série de
mudanças sucessivas nas dispensações: estava o homem agora sob o domínio da
consciência, no que falhou. Veio a dispensação do governo humano; também
nesta o homem falhou. Veio a da lei, com poder e autoridade, mas ainda houve
falha por parte do homem. Então Deus propôs uma dispensação graciosa, com
domínios especiais, pondo de lado os delitos que haviam sido cometidos no
passado, sob a tolerância de Deus, Rm 3.25. Ainda na graça os homens têm
falhado, embora cercados de misericórdia pela obra redentora do Calvário, Ef
1.7.
Mas a
dispensação da graça, com todos os seus recursos, está no seu término,
quando haverá um período de transição conhecido como os "tempos do
Apocalipse", tempo da angústia de Jacó, Jr 30.7, quando Deus se volta para
tratar diretamente com os judeus. E, após esse período, também
chamado a Grande Tribulação, será implantado o reino Messiânico,
dispensação milenar, ou, ainda, o reino do céu. Será um tempo sem
precedentes na história da humanidade. Satanás será preso, e as hostes
espirituais nas regiões celestes serão aniquiladas. Cristo estabelecerá seu
domínio na terra, nos céus e nos mares - no universo, AP 11.15; 20.4. Nesse
tempo os homens estarão plenamente conscientes da glória de Deus manifestada
nos céus, Is 59.19; Ef 1.21-23; Cl 1.16.
Deus escolherá
a Palestina como centro de governo. Os males que assolam a humanidade serão
banidos da terra, tais como enfermidades, e crueldades dos homens e dos
animais, Is 11.6-9; 35.5,6. A terra será de uma fertilidade nunca vista - um
jardim bem regado, Is 35.1,2; Jr 31.12. Os homens voltarão à antiga
longevidade; terão seus dias como as árvores, Is 65.22. Haverá nascimentos
em profusão durante o Milênio, Zc 8.5. Muitos se converterão ao Senhor, e os
apetrechos de guerra serão mudados em ferramentas agrícolas, Is 2.4; Mq 4.3.
Haverá salvação pelo conhecimento do Senhor e pelo juízo do Altíssimo, como
está escrito: "Eis que salvarei o meu povo...", Zc 8.7; Sf 3.19.
O conhecimento
de Deus durante o Milênio será em toda a sua plenitude, Is 11.9. Os judeus
serão tão importantes naquela época que muitos gentios desejarão ter o nome
deles como tutela espiritual, Is 4.1; Zc 8.23. Os embaixadores de todas as
nações irão a Israel, a fim de tributar-lhe honras, por causa da magnífica
glória do Senhor que existirá em Jerusalém, Is 2.3;45.14;
55.5; Zc 8.21,22; Ap 21.24,26.
Em nossos dias
muitos vão em viagem de turismo à Europa, Ásia e América etc, mas no Milênio
irão a Jerusalém, a fim de receberem instruções espirituais, Is 2; Mq 4.
Poderíamos citar inúmeros textos para provar que o Milênio será um reinado
com base e feições materiais, muito embora haja, então, pleno domínio
espiritual, porque o Milênio consiste em plantar, comer, beber, viver em
prazer santo, e em adorar o Senhor.
Entretanto
haverá um povo que durante o Milênio estará envolvido em glória e não
sujeito a forças físicas da natureza, pois os seus corpos serão como os dos
anjos nos céus, Lc 20.36-50. Eles estarão em corpos glorificados. Esse
assunto, porém, reservaremos para o capítulo V. O Milênio será um tempo em
que Deus vai, mais uma vez, provar os homens e realizar obras maravilhosas
sobre a terra, as quais farão reunir os ouvidos. Nessa época serão
estabelecidas a justiça e a paz divinas, e a ordem no cosmo.
O Senhor Jesus
será contra os terríveis vendavais e furacões, Is 32.2. Enfim, todas as
coisas que assolam a humanidade serão dominadas por Ele. O céu será mais
claro de dia, e as noites menos escuras, pois o sol brilhará sete vezes
mais, e a lua será como o sol, e as estrelas refulgirão com mais
intensidade, ls 30.26. Sobre a cidade de Jerusalém haverá um resplendor de
glória, Is 4.4-6.
Na parousia
isto é, na manifestação do Senhor Jesus em glória, os ímpios serão
consumidos pelo terror, especialmente os que aderiram à Besta. Durante o
Milênio os tais estarão recebendo o seu pagamento, com os seus chefes, Ap
19.19-21. Muitos hão de se converter ao Senhor e a Ele se submeterão por
medo e terror, depois serão provados, Ap 20.7-9. "Porque Jeová é o nosso
juiz, Jeová é o nosso legislador, Jeová é o nosso rei, Ele nos salvará", ls
33.22. Esse texto faz referência ao reino Messiânico. Diz mais Isaías
falando sobre o Milênio: "... até que saia a sua justiça como um resplendor,
a sua salvação como uma tocha acesa...", Is 62.1.
Está provado
pelas Escrituras que a salvação será estabelecida, não por graça, pois a
dispensação da graça já terá passado, mas se salvarão pelo conhecimento do
Senhor e pela sua glória, Jr 31.33,34. Para o reino Messiânico encontramos
nas Escrituras palavras como: perdão, salvação, cura, redenção etc, ls
45.17; 33.24.
O reino
milenar não é tal como o definido pelas "testemunhas" de Jeová, pois a
Escritura apresenta o reino de Jeová como messiânico. O reino de Jeová é
teocrático, isto é, nele é Deus quem governa e governa em todos os setores,
e sobre todos os reinos. 'Governa física, moral, social e espiritualmente. A
previsão do reino do Senhor é encontrada direta ou indiretamente em toda a
Escritura, especialmente nos Salmos e nos Profetas. Quem examinar este
assunto nos citados livros, principalmente no do profeta Isaías, que é o
profeta messiânico ou o evangelista do Velho Testamento, encontrará centenas
de textos referentes ao Milênio ou reinado de Cristo.
Nessa época
Jerusalém será vista em glória como a cidade celestial, Is 2.2-5; Ap 21.10;
22.25. Em Jerusalém haverá uma espécie de dossel (sobrecéu) da Jerusalém
terrestre. Is 4.5,6; Ap 20.4,6. O profeta Jeremias nos diz: "Eis que vêm
dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; como rei,
reinará; procederá sabiamente e executará juízo e justiça na aterra; nos
seus dias será salvo Judá e Israel habitará seguro, Jr 23.5.
Como já foi
dito, pelo conhecimento da glória do Senhor muitos serão salvos e
converterão até os instrumentos bélicos em ferramentas de utilidade
agrícola., A mudança se verificará nas águas, Ez 47.6-12, na terra com
lavoura produtiva, Is 30.23, etc, nos animais, que se tornarão mansos, Is
65.25, e entre os homens haverá paz e entendimento espiritual, Is 60.21;
65.19; 66.12; 55.12. Naquela época o Espírito Santo escreverá as leis de
Deus no coração do povo. Os que estão num corpo físico sujeito às leis
naturais, gozarão da presença de Deus, Hb 8.10; Zc 14.9.
No Milênio
Israel estará de posse de todo o seu território prometido por Deus a Abraão
que nunca chegou a ser conquistado. "Os mansos herdarão a terra", Mt 5.5; SI
37.11. Essa promessa é feita a Israel, ainda que os gentios possam
usufruí-la também. Nem mesmo no reinado de Salomão, quando Israel teve a sua
maior extensão, não chegou a ocupar todo o território prometido por Deus a
Abraão. O Milênio será um tempo glorioso, quando haverá bênçãos especiais, e
será estabelecida a glória de Israel em toda a sua plenitude, Dn 12.12.
Todos os que alcançarem materialmente o reino milenar gozarão de saúde,
felicidade e paz, com a presença do Senhor. Aí Deus se manifestará como
"Jeová-Shama", que quer dizer: O Senhor está ali. Que Deus nos ajude
a participar das gloriosas bênçãos em nome do Senhor Jesus.
2 - Quando
será o Milênio?
Logo
depois da Grande Tribulação e de se cumprirem todos os acontecimentos
preditos para a 70ª Semana profética de Daniel, Jesus descerá sobre o Monte
das Oliveiras e inaugurará o seu reinado na Terra
A pergunta do
texto nós a ouvimos constantemente: em nossas palestras diárias, em nossas
Escolas Dominicais e mesmo por correspondência. Há os que materializam tanto
o Milênio que este chega a perder o sabor espiritual; outros há que o
espiritualizam tanto que o alvo doutrinário torna-se em miragem. O Milênio,
reino dos céus ou reinado de Cristo são palavras usadas para expressar o
período dispensacional. Há também os que, com grande número de citações
bíblicas, torcem a doutrina e invertem os papéis, não dando o verdadeiro
lugar à revelação bíblica sobre o assunto. Devemos ter cuidado para que os
inúmeros textos referentes aos judeus não se confundam com os que se referem
aos gentios.
Este capítulo
pergunta: - Quando será o Milênio? Respondemos: O Milênio se dará depois da
setuagésima semana de Daniel, ou seja, depois da Grande Tribulação, que é o
período conhecido como a angústia _de Jacó, Jr 30.7. Daniel, ao interpretar
o sonho do rei Nabucodonosor, viu a pedra sem mãos rolando dos altos,
vindo a bater na magnífica estátua. Isso acontecerá justamente quando o
Anticristo estiver no seu apogeu de glória. Dar-se-á no segundo advento de
Cristo, rio qual haverá duas fases. Na primeira Ele virá buscar os seus, a
Igreja, composta dos crentes já falecidos e dos militantes. Aqueles serão
ressuscitados e estes arrebatados, Mt 24.41; lTs 4.16,17; Ap 3.10. Há outros
textos que confirmam este ponto doutrinário.
Na segunda
fase, isto é, após o arrebatamento e a ressurreição dos santos, como a
respeito já foram citados alguns versos, haverá um período de falsa paz, lTs
5.3; quando os homens andarão dizendo: "Há paz e segurança". Segundo esse
texto, podemos crer que no abrir do primeiro selo, Ap 6.10, haverá um tempo
de falsa paz e de falsa segurança., Não confundamos esse cavaleiro do
primeiro selo com o do capítulo 19 do mesmo livro. Muito embora haja os que
interpretam que o cavaleiro branco do primeiro selo é o triunfo do evangelho
após o rapto da Igreja, isso não é correto.
Muitos vão
aderir ao Anticristo, aceitando-o como mediador e conselheiro espiritual,
como está escrito: "Ele (o Anticristo) fará um concerto com muitos por uma
semana (sete anos) e, na metade da semana (três anos e meio), fará cessar o
sacrifício e a oblação", Dn 9.27. Certamente é nessa época que haverá um
tempo de falsa paz. O Senhor, instruindo seus discípulos, disse: "Logo
depois da aflição daqueles dias o sol escurecerá... "Logo depois daqueles
dias" quer dizer que o Milênio será depois da Grande Tribulação, no fim,
quando se dará a guerra do Armagedom, então o Senhor porá seus pés no Monte
das Oliveiras, Zc 14.4 e aparecerá em glória, Mt 24.30. Isso concorda com Ap
19.11, quando o Senhor descerá do céu com seus santos para ser glorificado,
2 Ts 1.10, e destruir os poderes do Anticristo com o sopro de sua boca, 2Ts
2.8.
Antes de
Cristo estabelecer o seu reino, haverá um período de preparação, como é
predito por Daniel. Esse período é de duas mil e trezentas tardes e manhãs;
é o período que vai da quebra do concerto até o Milênio, Dn 8.14. Devemos
comparar este verso com 12.12 do mesmo livro, o qual diz: "Bem-aventurado é
o que espera e chega aos mil trezentos e sessenta e cinco dias." Isso
naturalmente se refere aos que esperavam ver o reino milenar, o
estabelecimento do reino dos céus e o julgamento das nações, Mt 25.31. Com
isso, a pergunta está respondida, pois o Milênio só será estabelecido depois
da Grande Tribulação, com a volta de Cristo, como foi anunciado pelos anjos,
At 1.11.
Houve um
período na história eclesiástica que muitos julgaram ser a época do Milênio.
Essa época foi especialmente a dos séculos VI a XVI, quando parecia que a
Igreja estava com todos os poderes sobre os governadores e reis da terra.
Mas foi, antes, a época do obscurantismo. Uns têm a idéia de que no Milênio
serão feitas diversas reformas, como a agrária e outras, tudo num
melhoramento sucessivo. Há, ainda, os que julgam que o Milênio será nos
céus, e que Satanás andará na terra sobre corpos mortos. Assim pensam
interpretando mal Is 66.22-24. Essas doutrinas não passam de um amontoado de
deturpações da palavra Milênio.
Paulo diz:
"Convém que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus
pés, e a morte será o último a ser destruído, lCo 15.25,26. Isso se dará no
fim do Milênio, quando Satanás for solto e sair a seduzir as nações contra
Israel, o povo santo, e contra a cidade amada. Primeiramente o Senhor
descerá do céu e batalhará contra a Besta e o Falso Profeta, 2Ts 2.8; Ap
19.11-20. Então Satanás, nessa época, será aprisionado, Ap 20.1,2. Mil anos
depois será culminado o plano de Deus, Ap 20.7-10. O Armagedom será uma
batalha terrível, quando sangue será derramado sem precedência na história,
Ap 14.20; 16.16; 19.10; Jl 3.12-14. Que o Senhor nos dê graça para, nessa
época, estarmos na glorificação do Senhor! Amém.
3 - Como
será o Milênio?
Mil
anos de paz e justiça sobre uma Terra restaurada, totalmente liberta da
poluição, do ódio e de todos os terríveis efeitos do pecado.
Já temos, em
parte, respondido a pergunta do título, entretanto, o pensamento doutrinário
a respeito traçaremos aqui, expondo alguns pensamentos de acordo com a
Palavra de Deus. Na primeira parte apresentamos o Milênio do lado material e
físico, embora glorioso; desejamos agora descrever como será o Milênio de
acordo com a visão profética. Apesar de ser essa dispensação um período
probatório para as criaturas, é conhecida como o reino de Davi (constituído
com promessas feitas a Davi) e nela, diz a Escritura: "... será estabelecido
para sempre o teu trono", Lc 1.32,33,69,70. Os profetas tiveram visões com
respeito ao futuro de Israel e alguns viram a glória, o "shekinah" de Deus
sobre as alturas dos montes de Sião. Gostaríamos de citar todas as
referências sobre esse tão importante assunto, mas temos de nos limitar,
para podermos concluir o pensamento. O apóstolo João viu a cidade, a Nova
Jerusalém descendo dos céus com tal esplendor que deslumbra os mortais, Ap
21.10 etc. Ele nota que a cidade desce, mas não toca à terra, Ap 21.2.
Enquanto os profetas viram a glória dessa cidade sobre os montes de Sião,
Jerusalém terrestre, João vê a da Jerusalém celeste, dizendo: "As nações
caminharão na sua luz...", Ap 21.24; naturalmente as nações que ficarem após
a grande tribulação. Assim, notamos, segundo a Palavra de Deus, duas
cidades: a terrestre e a celeste. Uma está embaixo e a outra nos ares, com
muita glória. Naqueles dias sairá a palavra de ordem de Sião (a cidade
celeste), e será anunciada em Jerusalém terrestre, Is 2.3. Quanto ao tamanho
da cidade celeste, é impossível descrever com algarismos de matemática. A
cidade será imensurável! Vejamos: 12 mil estádios multiplicados por 185, e o
resultado elevado à terceira potência, dará a medida cúbica da cidade: dez
bilhões, novecentos e quarenta e um milhões e quarenta e oito mil
quilômetros.
Mas esse
número é ainda pequeno para calcular o que, em realidade, são as grandezas
do Altíssimo, e a maravilhosa cidade Celestial! Foi certo o que Jesus disse:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas...", Jo 14.2. Note bem: há moradas
preparadas.
Durante o
Milênio, a glória de Deus será manifestada de um modo imprevisto, pois,
segundo Isaías, durante aquela dispensação a cidade Celestial iluminará com
glória a cidade de Jerusalém terrestre, tal como sucedeu com Israel no
deserto, quando uma nuvem de glória os acompanhou, guiando-os até a terra
prometida, dando sombra de dia, e luz de noite, Ex 14.19,20; 40.34-36.
Isaías descreve algo sobre isso quando diz: "Então a lua se confundirá e o
sol se envergonhará, porque Jeová dos Exércitos reinará em Sião e em
Jerusalém; na presença dos seus anciãos haverá glória. Is 24.23.
Tamanha será
essa glória que tanto a lua como o sol ficarão conturbados. E os povos,
moradores de Jerusalém, darão gritos por causa da majestade do Senhor; até
do mar se ouvirão, de muito longe. Concluímos que o "shekinah" divino será
tão majestoso que muitos irão a Jerusalém para contemplá-lo, por causa de
sua glória. Zc 8.22,23; Mq 4.2; Ap 21.26. Portanto na dispensação milenar
haverá uma mudança excepcional, primeiro porque a glória do Senhor será
manifestada, e segundo porque Satanás será aprisionado, Ap 20. Contudo ainda
não será tirada a maldição da terra: morte, doenças, etc, Zc 14.12-16; Is
65.20.
Nesse sentido,
Paulo instruiu a igreja de Corinto, dizendo: "É necessário que Ele reine até
que ponha todos os seus inimigos debaixo de seus pés (falando do reino
milenar). O último inimigo que será destruído é a morte; porque todas as
coisas lhe serão sujeitas. Claro é que se excetua aquele que lhe sujeitou
todas as coisas", lCo 15.25-27. Somente no fim do Milênio a morte e todos os
poderes infernais serão totalmente destruídos, na completa obra de Cristo no
seu reinado, lCo 15.55,56; Rm 16.20; Hb 2.14,15. Isso concorda com a
doutrina bíblica.
Como já
iniciamos no capítulo anterior, há os que concebem um reino fora deste
mundo. A terra, nesse tempo, estaria toda corrompida; cheia de corpos mortos
e exalando um cheiro nauseante. Satanás andaria de um lado para outro, sem
poder tentar, uma vez que todas as criaturas estariam mortas. Isso, como já
dissemos, é tirado de Is 66.22-24 interpretando-se ao pé da letra. É
provável que, durante o Milênio, Deus deixe alguns corpos mortos, como
sinal, num lugar qualquer, para servir de lembrete aos que nascerem durante
a dispensação, para que estes vejam o fim dos desobedientes e rebeldes.
Nesta altura
surge a pergunta: - Onde estará a Igreja nessa época? - Para tal resposta,
aguardamos os capítulos seguintes. Primeiramente no Milênio haverá paz e
justiça sobre a terra, muito em especial no que diz respeito à política
governamental do Senhor Jesus, Is 11.5. Os animais terão mudança de
instinto: perderão a ferocidade e deixarão de ser carnívoros, passando a
herbívoros, Is 11.6-9; 65.25.
Quanto ao
estado de saúde no tempo milenar, diz a Escritura que "Nenhum morador dirá:
estou doente...", Is 33.24; "No dia em que Jeová atar as feridas do seu
povo, e curar o golpe da sua chaga", Is 30.26. Os cegos, os surdos, os mudos
e os coxos receberão cura naquela época, Is 35.5,6; Zc 13.1 (VL). Portanto,
oitenta por cento das enfermidades serão banidas da face da terra; para isso
haverá os recursos da parte de Deus na própria natureza, Ez 47.12; Ap 22.2.
Aqui está tanto o espiritual como o material.
Pergunta-se,
então: Não haverá morte no Milênio nem enfermidades? Respondemos: Haverá,
porém em proporções resumidas, pois Isaías diz: "Um mancebo ao morrer com
cem anos ainda é menino (Hoje é um macróbio) e o pecador de cem anos será
amaldiçoado", Is 65.20, porque não creu nem desejou o conhecimento do
Senhor. E os que não adorarem o Senhor receberão as devidas pragas, Zc
14.12,17-19.
Uma das
características do reino milenar é a longevidade dos seres humanos. Os
homens em todas as épocas têm estado preocupados com o sonhado "Elixir da
Longa Vida" e os laboratórios têm procurado uma droga que dê ao homem o
prolongamento da vida física. No Milênio, porém, os homens terão vida como a
das árvores, Is 65.22. Certamente isso não será para todos, mas para os
escolhidos de Deus. No Milênio haverá plenitude de poder espiritual,
principalmente em Israel, Jl 2.28. Haverá também salvação para quem invocar
o nome do Senhor, Jl 2.32.
Será no
Milênio que a tenda de Davi se reerguerá, e Deus mesmo o constituirá como
príncipe do seu povo, Ez 37.24,25. E Deus porá o seu tabernáculo sobre eles,
Ez 37.26; Ap 21.22. Como um dossel de glória, a Jerusalém terrestre será
grandemente iluminada com a glória do Senhor. Todas as nações hão de saber
que o Senhor é quem santifica Israel, Ez 37.27. Durante o Milênio haverá um
templo, um lugar inteiramente santo, em cujo recinto sagrado nem todos
poderão penetrar, Ez 38.8-12. Esse lugar santo estará na Jerusalém
terrestre, que é exclusivamente para os filhos de Levi, os sacerdotes a quem
Deus escolher, Ez 38.11; Ml 3.3,4; Ap 20.4-6.
Que o Senhor
nos dê da sua graça, para gozarmos de todas as bênçãos celestiais em Cristo!
Amém.
4 - Para
quem será o Milênio?
De
Jerusalém, Cristo reinará sobre toda a Terra, tendo por súditos judeus e
gentios. A Igreja, nessa época, estará num estado de grande glória!
A pergunta de
referência é realmente importante, porque várias seitas se ufanam de serem
chamadas de israelitas. Para isso procuram certos textos bíblicos que lhes
pareçam favoráveis, como: "A quantos andarem conforme esta regra, paz e
misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus", Gl 6.16; como a
referência aos cento e quarenta e quatro mil, Ap 7.5-8, e outros textos. Mas
essas passagens nada têm a ver com os gentios, embora sejam eles filhos
espirituais de Abraão, Gl 3.7. Os textos acima citados e outros semelhantes
se referem a judeus.
A Palavra de
Deus é explícita: judeu é judeu; gentio é gentio, porque nós não herdamos
pela fé o título de judeu ou de israelita, mas o de Cristão, At. 11.26.
Disse Paulo: "Pois em Cristo Jesus nem a circuncisão (sinal dos israelitas)
nem a incircuncisão (sinal dos gentios) valem alguma coisa, mas o que vale é
a fé que opera por amor, Gl 5.6. Continua ele demonstrando que nem ser judeu
nem ser de outra raça tem importância, mas o importante é ter a semente de
Abraão, que é Cristo, Gl 3.28,29.
Ser um novo
homem não é ter pretensão de raça, mas é ser revestido de Cristo, Rm 13.14;
Ef 4.23,24; Cl 3.10,11. Em todos os textos notamos que Paulo deixa bem claro
o ponto de vista cristão, que nada tem a ver com judeu ou israelita. Que a
salvação vem dos judeus, é claro na Bíblia, pois a eles foram confiados os
oráculos divinos, para serem anunciados entre os povos, mas a essa
incumbência de Deus eles não foram fiéis, Jo 4.22.
Encontramos na
Bíblia muitas promessas referentes ao crente judeu, mas como são dirigidas a
judeu-cristãos, julgamos que essas promessas são para todos os crentes. Por
outro lado, encontramos referências diretas aos judeus e não aos gentios.
Paulo sempre teve o cuidado de dizer "nós" quando se referia aos judeus, Ef
1.12,13: "Nós que antes havíamos esperado em Cristo...". No verso 13
ele faz referência aos gentios, dizendo: "No qual vós, tendo ouvido a
palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação..." Note-se que Paulo faz
distinção entre judeu (nós) e gentio (vós). Há outros textos que falam do
mesmo assunto. Nesta altura, dirá alguém: Mas, nas suas epístolas, Paulo,
escrevendo aos coríntios (gentios) deixa transparecer que as promessas com
respeito ao Milênio ou reino do céu são acessíveis a todos. De fato, a
Igreja participará do reino celeste, mas num estado de glória. O reino
Messiânico, no entanto, é inteiramente para os judeus, ainda que todas as
demais nações gozem dos benefícios do reino milenar.
Com respeito
ao Milênio, as promessas de Deus aos judeus são irrevogáveis, e eles as
estão esperando. Os gentios, os que não tiverem a marca da Besta, certamente
terão privilégios e gozarão da bênção do reino do Messias, Ap 20.4. Quanto à
prioridade, ela é dos judeus, como diz Paulo, tanto nas bênçãos, como nas
tribulações, Rm 2.9,10. Ele diz: "... se pois já morremos com Ele, com Ele
também viveremos: se perseverarmos, reinaremos..."
A palavra
traduzida por perseverar é. no original, upomene, que tem o
sentido de: ficar e sofrer firme e heroicamente, não se desviando no tempo
da angústia. 2Tm 2.11. Certamente os que não forem raptados passarão com
grande angústia os dias tenebrosos da tribulação; uns selarão sua fé com o
martírio, outros escaparão das tormentas apocalípticas. Isto concorda com Rm
2.9; Ap 12.12. Não devemos confundir-nos contextos entre judeus e gentios,
entre os glorificados e os deixados, isto é, os que, não sendo arrebatados,
ficaram aqui na terra. Diz o texto de Ap 12.11: "Ai da terra..."
Notemos em Ap
20.4-6 um grupo que se assentou em tronos para julgar com poder: "Vi também
tronos, e se assentaram sobre eles e foi-lhes dado o poder de julgar..."
Esse é um grupo especial de que fala lCo 6.2,3. Também os apóstolos se
assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel, Mt 19.28.
Vemos ainda outro grupo em Ap 20.4, cujos componentes foram mortos pela
tirania do Anti-cristo, mas voltaram à vida, com pujança espiritual. Esses
reinarão com Cristo e serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com
Ele por mil anos, v 6. Note bem: voltaram à vida, isto é, viveram
fisicamente, cumprindo assim, em parte, lCo 15.56.
Devemos notar
que todos os textos que se referem ao reino de Cristo falam de que, já nos
primeiros dias da Igreja, esse reino era esperado com ansiedade. Pois eles
deveriam esperar a vinda e o reino de Cristo como um lavrador aguarda o
precioso fruto da terra, Tg 5.7,8. Portanto, é bem patente nas Escrituras
que o Milênio é prometido aos judeus e, depois, aos que viverem fisicamente
naquela época quando tudo será abundante, Zc 8.4-12; Ez 47.9-12; Jr 31.13;
Is 65.21,23, etc.
Os judeus
serão a cabeça federativa do governo. Cristo reinará e a glória do Senhor
encherá a terra. Como já dissemos, a sede do governo milenar será na
Palestina, e Jerusalém será a capital do mundo. O domínio de Cristo será no
universo, Is 2.2-4; 4.2,3; Jl 3.17-20; Mq 4.2. Davi será o príncipe, Ez
34.22-24; 37.24-27; Jr 30.9; Os 3.5. Entretanto, Cristo e seus santos, em
corpos glorificados, reinarão na nova Jerusalém, conforme prevê a Palavra de
Deus, Fl 3.20,21; 2Co 4.18; 5.21; Hb 11.10,16; 12.23; Ap 21.8-24; 22.1-5.
Note-se que
tudo o que foi comentado não é o estado eterno, mas apenas a glória do
reinado de Cristo durante o Milênio. Durante o Milênio, os santos
glorificados serão os portadores da mensagem de Cristo, diretamente do
Trono, como Deus enviou Elias e Moisés para falarem com Jesus, Mc 9.4; Lc
9.30,31.
5 - Como e
onde estará a Igreja no Milênio?
A
vida futura dos crentes é descrita na Palavra de Deus como translúcida, em
corpos glorificados que refletirão a imagem de Deus!
Primeiro
estudaremos sobre o estado e depois sobre a posição da Igreja durante o
Milênio. A posição futura da Igreja é descrita na Bíblia com tanta clareza
que não deixa dúvidas. Notemos o que diz Paulo ao escrever aos romanos: "O
Deus de paz em breve esmagará Satanás debaixo de vossos pés", Rm 16.20. O
texto não insinua que cobra, pois aqui o sentido é espiritual. Como sabemos,
Satanás é um espírito. Há, portanto, necessidade de corpos espirituais para
realizar o seu esmagamento.
Deus, no Éden,
prometeu à mulher que a semente dela esmagaria a cabeça da serpente. Cristo,
portanto, dará autoridade, em tempo próprio, para que seja efetuada essa
operação que leve a completa vitória espiritual. - Quando? - perguntará
alguém. - Quando a morte for tragada na vitória juntamente com aquele que
tinha o poder da morte, Hb 2.14, Satanás será esmagado, por autoridade
divina, debaixo dos pés dos santos. Nesse tempo, os crentes no Senhor Jesus
terão passado de um lado para o outro, isto é, da posição material ou física
para a espiritual, com corpos glorificados, como os dos anjos, Mt 22.30.
A primeira
parte da pergunta é: Como estará a Igreja no Milênio? - Naturalmente se fala
do estado espiritual da Igreja, pois nesse tempo já se terá processado a
ressurreição dos santos que dormiam e o arrebatamento dos que estavam vivos
nesse glorioso dia, lTs 4.13-18. Em todos os textos bíblicos que se referem
a esse estado espiritual, é revelado um período glorioso.
Havia uma
grande dúvida nos primeiros crentes com respeito ao corpo depois da
ressurreição dos mortos. Paulo, por isso, os instruiu dizendo: "Insensato! o
que se semeia não é vivificado se primeiro não morrer... Assim também a
ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção (sujeito a
decomposição), ressuscitará em incorrupção (não mais sujeito a
decomposição); semeia-se em vileza (coisa vil), ressuscitará em glória", lCo
15.35-44. Logo depois da ressurreição e do arrebatamento, recebe-se um corpo
glorificado, espiritual, não mais sujeito às necessidades físicas. Fome,
sede, cansaço, plantar e gozar dos frutos, tudo isso pertence ao corpo
material, a esta vida. Ap 7.16 fala dos mártires na glória, isto é, dos que
morreram durante a Grande Tribulação. Eles não mais necessitam das coisas
materiais.
Perguntará
alguém: Mas como é que Jesus comeu depois da ressurreição? Respondemos: Ele
fez isso para tirar as dúvidas dos seus discípulos, para provar que Ele não
era um espírito, mas que era Ele mesmo, embora em corpo de ressurreição, Rm
1.4. Ainda cabe outra pergunta: Onde estão os corpos de Elias, Enoque e
Moisés? Como sabemos, esses servos de Deus tiveram experiências especiais em
suas vidas: Elias e Enoque foram elevados ao céu. Quanto a Moisés, embora
esteja registrado que ele morreu, sabemos que seu corpo desapareceu pelo
poder de Deus, Jd 9; Dt 34.6. O certo é que dois deles apareceram com corpos
glorificados no monte da transfiguração, e falaram com Jesus, Lc 9.30,31.
Da
transfiguração se vê que Moisés e Elias não estavam sujeitos às limitações
físicas. Assim também, depois da ressurreição e do arrebatamento os
componentes da Igreja não estarão sujeitos a essas limitações. Paulo diz
que, nessa época, receberemos de Deus outra habitação, 2Co 5.1-5. Se
receberemos uma habitação que é do céu, como voltaremos para este globo
terráqueo, para vivermos sujeitos à matéria, à decomposição, às fadigas,
enfim, a tudo o que se relacione com esta vida? Fl 3.20; lTs 4.15-17. Por
enquanto essa vida está vedada, oculta, mas um dia há de manifestar-se
gloriosamente, Cl 3.1-5, quando formos os habitantes da cidade de Deus, Ap
19.9; 22.5.
Em todas as
passagens que se referem à Igreja no Milênio, notamos: em glória,
glorificados e em lugares sublimes com o Senhor. Naturalmente isso se refere
ao estado da Igreja naquela época. Materializar esse estado seria confundir
o assunto. Há os que misturam os que estão em corpos físicos ainda na terra
com os que estão glorificados com o Senhor. O certo é que, nesse estado,
seremos como os anjos nos céus, Mt 22.30. Poderia perguntar-se ainda: Para
que esses vão receber terra e plantar, como está escrito: "Os mansos
herdarão a terra", Mt 5.5; SI 37.11. Creio que essa pergunta está respondida
no capítulo anterior. Mas podemos confirmar que esses mansos são os que não
usaram os recursos humanos, mas se entregaram inteiramente à vontade do
Senhor, os que não vindicaram para si os direitos com força bruta, mas
esperaram e alcançaram as promessas de Deus, Dn 12.12.
A promessa é
esta: "Na casa de meu Pai há muitas moradas..." Ali há riqueza e gozo
espirituais, Ef 1.18. Essa parte será respondida na segunda divisão deste
capítulo. Como sabemos, os discípulos estavam sempre interessados nos reino
material de Cristo e, por isso, perguntavam: Quem será o maior? Quem iria
assentar-se ao lado de Jesus no reino? Quando seria estabelecido o reino?
etc, Mc 10.35; Lc 22.24; At. 1.6. O Senhor explicou-lhes bem a questão e
levou-os a pensar mais no sentido espiritual, pois que tudo estava
determinado pelo Pai.
Essa questão
de pensar ser alguma coisa no reino de Cristo tem, realmente, preocupado
muita gente. Alguns já estabeleceram até os lugares onde irão residir e
quais serão as suas ocupações no Milênio. Tudo é pura invencionice. Os que
vão passar pela Grande Tribulação e entrar no reino milenar gozarão, é
certo, de grandes privilégios espirituais e também materiais. Segundo a
revelação da Palavra, os santos que hão de ser arrebatados, e os que
alcançarem a ressurreição receberão corpos glorificados e estarão em glória
com o Senhor, Fl 3.21.
Está escrito:
"O qual transformará o corpo da nossa humilhação", Fl 3.21. Nessa época até
a própria criação será libertada do cativeiro para a liberdade da glória dos
filhos de Deus, Rm 8.21. Paulo falou do despir do tabernáculo (o corpo),
isto é, deixar o corpo mortal, material para revestir-se de um corpo de
glória, imaterial. Assim, durante o reino milenar, os glorificados estarão
com Cristo num estado espiritual. Está escrito: "Vede quão grande amor o Pai
nos tem mostrado, para que fôssemos chamados filhos de Deus e agora o
somos... e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Sabemos que quando
Ele (Jesus) se manifestar, seremos semelhantes a Ele", I Jo 3.1-3.
A Palavra de
Deus descreve a vida futura dos crentes como translúcida, em corpos
glorificados que refletem a imagem de Deus. Nesse estado, não necessitam de
alimentação nem de roupa. Elias, ao subir, deixou suas vestes materiais para
revestir-se das espirituais. Assim também a Igreja de Cristo. Do mesmo modo
a Igreja de Cristo num corpo glorioso, num estado de bem-aventurança
espiritual não necessitará das coisas materiais. Convém permanecermos firmes
na fé e no amor de Deus, porque muitos serão enquadrados em Mt 5.8; Hb
12.14; Ap 22.14; Mt 24.40. Não demorará esse glorioso dia, o dia da Igreja
de Cristo em sua excelsa glória. Glória a Deus nas alturas!
Passaremos à
segunda etapa da pergunta: - Onde estará a Igreja de Cristo durante o
Milênio? - Em parte já a temos respondido, mas vamos afirmar com toda a
certeza: A Igreja estará com o Senhor em glória. Examinaremos textos em que
há uma confirmação dessa promessa divina. Na primeira resposta falamos sobre
a Jerusalém terrestre e a celeste: uma refletindo a glória de Deus e a outra
recebendo a reflexão dessa glória, Ap 21.24-27; Is 4.5,6. A promessa de
Jesus foi que nos levaria para a casa do Pai onde - disse - há muitas
moradas, Jo 14.2. É durante o Milênio que essa casa de Deus estará sob os
céus, e da terra será vista e contemplada por causa da glória da
manifestação do Senhor. Paulo, escrevendo, diz dessa casa ou
cidade: "A nossa Pátria está nos céus...", Fl 3.20. Em Hb 11.10 diz que
Abraão aguardava a cidade do Deus vivo, onde estará também a Igreja, v 23. O
apóstolo João descreve a cidade em sua glória, beleza e grandeza
espirituais. O tamanho dessa cidade excede às medidas humanas: é um astro de
primeira grandeza.
João viu que a
cidade não tinha santuário, isso equivale a dizer que toda a cidade é o
próprio santuário, Ap 21.22, pois Deus e o Cordeiro são o seu santuário.
Também a cidade celeste não necessita de luz nem mesmo de sol, Ap 21.23.
Entretanto na cidade terrestre haverá necessidade de luz, Is 30.26, pois
haverá noite e haverá dia -fatores da vida física, Is 24.23. Também durante
o milênio, os servos de Deus glorificados, tanto os do Antigo como os do
Novo Testamento estarão servindo a Deus num corpo especial, face a face, na
cidade celestial, Ap 22.4. Note-se que eles estarão reinando com o Senhor
Jesus pelos séculos dos séculos, ou melhor, por toda a eternidade.
Na Jerusalém
terrestre, no entanto, ainda haverá interrupção, pois somente quando todos
os povos e poderes estiverem subjugados debaixo dos pés de Cristo no seu
reino, Ele entregará o reino ao Pai, I Co 15.24. Isso será no fim do
Milênio, quando Satanás e seus anjos serão julgados pelos santos
glorificados, ICo 6.2,3. E nessa época que a terra passará por um grande
estrondo, como nos afirma Pedro em 2Pe 3.10. Então uma nova era será
estabelecida, com novos céus, e uma nova terra onde habitará a justiça, 2Pe
3.13; Is 65.17; Ap 21.1.
É muito
perigoso misturar os assuntos, especialmente os textos bíblicos que dizem
respeito ao estado físico do Milênio com o seu estado espiritual.
Infelizmente há comentários de autores que são uma negação nesse sentido,
porque fazem da vida celeste dos salvos uma espécie de paraíso terrestre, de
desejos e prazeres carnais, onde se cantam músicas, onde há banquetes
sucessivos. Mas o reino de Deus não é comida nem bebida, Rm 14.17. Paulo
afirmou sempre que o verdadeiro sentido do reino de Deus não é de prazeres
efêmeros.
No Milênio,
como notamos de vários textos bíblicos, haverá dois estados distintos: Um o
dos crentes glorificados no esplendor da glória de Cristo, habitando na
cidade celestial; estes, seus corpos não estarão sujeitos às leis físicas. O
outro é o estado dos vivos que habitarão na Jerusalém terrestre. Paulo
disse: "Há corpos celestes e corpos terrestres, lCo 15.40. Assim, cada um no
seu próprio corpo, Deus nos revestirá com a habitação dos céus, 2Co 5.2. No
reinado de Cristo, não se disputarão cargos, com espírito de ambição nem de
vaidade, pois os que estiverem com o Senhor no seu reino se identificarão no
plano glorioso e eterno. Não estarão mais vivendo segundo as leis deste
mundo, mas livres de qualquer paixão, Mt 20.25.
Cremos que a
resposta foi dada segundo a Palavra de Deus. Não confundamos os textos
bíblicos, vendo materialmente quando o texto é espiritual ou vice-versa.
Também não devemos confundir quando se fala de Israel e de certas promessas
aos apóstolos ligadas à nação judaica com a fala sobre a Igreja, Mt
19.27,28. Quando Pedro perguntou ao Senhor: "E nós que deixamos tudo e te
seguimos, que receberemos? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, vos assentareis
nos doze tronos de Israel (Jesus falava do trono da sua glória ) para julgar
as doze tribos de Israel, Mt 19,27,28. Aqui vemos uma promessa aos
apóstolos, com referência a Israel e não a todo o povo cristão. Em Ap 20.4,
vemos quem se assentará em glória e poder nos tronos: "Vi tronos, e nestes
sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar."
Em I Co 6.2,3
diz: "Porventura não sabeis que os santos hão de julgar o mundo...? Não
sabeis que julgaremos os anjos?..." Jesus declarou que os apóstolos haviam
de julgar as doze tribos. Disse mais: "E vós tendes permanecido comigo nas
minhas tentações. Eu vos confio domínio real, assim como o Pai o conferiu,
para que comais e bebais à minha mesa no meu reino", v 30. À luz dos textos
bíblicos, comer e beber são coisas materiais, mas sabemos que no reino
milenar estarão os apóstolos em corpo glorificado, não mais sujeitos à fome,
sede, sono, etc. Naturalmente o Senhor usou essas palavras para dar força de
expressão e não do sentido literal.
O reino de
Cristo não repousa sobre o que é material. Promessas materiais são as feitas
aos pais, as quais o povo de Israel vai gozar: Is 11.6-10; Zc 8.3-7; Is
65.20-25. Em Mt 8.11, lemos: "... assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e
Jacó... Isso não podemos interpretar materialmente, mas à luz de Ap 19.7-9.
Trata-se, pois de um banquete espiritual e não material. Assim são muitos
textos que, sendo de sentido espiritual, não podemos materializar o assunto
neles contido. Do mesmo modo, o que fala sobre o reino material de Israel,
não podemos espiritualizar. Concluímos que no reino milenar, a Igreja de
Cristo estará glorificada na Jerusalém celeste. Glória ao Senhor Jesus!
6 - Que
sucederá às nações no Milênio?
No
Milênio, as nações perderão a noção bélica, a estratégia da guerra: serão um
povo pacífico, a desfrutar de grandes privilégios espirituais.
Com o
estabelecimento do Milênio, haverá o chamado julgamento das nações, Mt
25.31-34. Uns serão colocados à esquerda do Senhor, enquanto outros à sua
direita, cada grupo conforme seu destino, vv 37-46. Por certo a base do
julgamento será o trato que deram aos judeus, o povo de Deus. Aí chegou a
hora de serem as obras pesadas em balança fiel e justa: ''Pesados, foram
achados em falta..."
É certo que
durante o Milênio, muitos povos (nações) procurarão o favor do Senhor por
meio dos judeus, Is 2.3; Mq 4.12. "As nações caminharão à sua luz, e todos
os reis da terra (aqui inclui os governos) lhe trarão glória", Ap 21.24, nos
Salmos, em Isaías e na maioria dos profetas, encontramos indícios do reino
Messiânico. A época do reino de Cristo será, realmente, maravilhosa, pois
todos os poderosos da terra virão prostrar-se ante Ele, trazendo honra e
glória. Hoje muitos desprezam o Senhor Jesus, mas chegará o dia em que todo
o joelho há de dobrar-se diante dele, Fl 2.11. Nesse tempo haverá profundo
conhecimento espiritual, segundo a revelação da glória de Deus, Is 2.11;
11.9; Zc 14.9; Mq 2.13.
O muito
importante no Milênio é que as nações perderão a noção bélica, a estratégia
da guerra: serão um povo pacífico que transformará a terra inteira numa
imensa cultura de mantimentos, Mq 4.3,4; Is 2.4; Jl 3.18; Jr 31.12.
Oportunamente,
perguntará alguém: Haverá salvação durante o Milênio? Respondemos: Por certo
que sim, porque o Milênio é um tempo probatório, uma dispensação material
durante a qual Deus vai provar os que nela nasceram, dando-lhes
conhecimentos especiais para serem salvos. Está escrito: "Naquele dia (no
Milênio), diz o Senhor: Congregarei o que coxeia..." Congregarei ao
Senhor fala de salvação. Os gentios procurarão a face do Salvador: "As
ilhas de longe me procurarão,", os gentios me procurarão. Embora a profecia
abranja também a pregação do Evangelho em nossos dias, aqui se refere ao
Milênio, porque durante essa época, as nações que restarem vão suplicar o
favor do Senhor, Zc 8.20-22. Haverá bênção e salvação da parte do Senhor, Zc
8.13. Como será majestoso aquele dia quando o Senhor se assentar no trono da
sua glória, tendo todos os povos humilhados diante dele!
A cidade de
Jerusalém terrestre será cabeça: nela estará a cheia do Governo, e Cristo
estará no trono de sua glória, em esplendor e majestade, rodeado de seus
santos: "Quando vier o Filho do homem na sua glória, e todos os santos com
Ele", Mt 25.31; "E verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com
poder e grande glória", Mt 24.30. Ezequiel descreve em cores vivas o período
milenar em Jerusalém, dizendo: "Produzirá novos frutos todos os meses,
porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida, e
as folhas de remédio...", Ez 47.12. E João conclui: Será para a saúde das
nações...", Ap 22.2. Naquela época haverá novos frutos em todo o tempo. As
nações que restarem serão grandemente beneficiadas durante o período milenar
e gozarão de grandes privilégios espirituais, Ap 21.26.
Mas, no fim do
reino Messiânico, Satanás será solto, para que as nações sejam provadas
(aquelas que durante séculos gozaram as bênçãos de Deus, uma terra farta e
sem enfermidades malignas) quanto á sua fidelidade à bondade do
Senhor. Infelizmente o Maligno encontrará lugar no arcano do coração humano,
fazendo com aqui os homens a eles se unam contra o Senhor, Ap 20.7-10. Estes
serão, certamente,as criaturas
que nasceram no Milênio, mas as que não aceitaram o conhecimento da glória
de Cristo nem o seu governo, Is 65.20; Zc 14.17,18.
Após a
destruição total do mal, Cristo dominará com poder e entregará o reino ao
Pai, ICo 15.23. A morte será para sempre destruída e lançada no lago de
fogo, para onde também irão todos os poderes infernais, Ap 20.14, juntamente
com todos os incrédulos, os que não quiseram Deus desde a fundação do mundo
até aqueles dias, Ap 20.11-13. Não devemos confundir o julgamento das nações
com o julgamento final. O julgamento das nações julga pessoas vivas, na
Jerusalém terrestre, que receberão suas recompensas segundo as determinações
do Juiz, mas que continuarão vivendo, uns debaixo da bênção, Mt 25.34, vida
eterna e salvação em suas asas, Ml 4.2, enquanto que os ímpios, ainda os de
muitos anos, serão amaldiçoados, devido à sua incredulidade, Is 65.20; Mt
25.41. Estes certamente são os que, mesmo desfrutando de todas as bênçãos
mileniais e da presença da glória de Deus, não creram por causa do
endurecimento de seus corações. No final do Milênio, eles se rebelarão
contra o Senhor Jesus e contra o Deus Todo poderoso, instigados por Satanás.
Que Deus nos
dê sua graça, para permanecermos firmes e desfrutarmos com Cristo de todas
as bênçãos celestiais! Ef 1.3. Amém.
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