O Noivado

                              

            Jo 14.3- “E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

            DEUS sempre vem ao homem no nível em que ele se encontra, de maneira simples e cotidiana, e aqui JESUS usa a figura do noivado judaico (hebreus) para infundir fé em seus ouvintes a respeito de sua volta para buscar-nos; vejamos:

1-     Quem escolhia a noiva era a pai do noivo (Gn 24.2-4), compare com Rm 8.29 onde DEUS nos escolhe para seu filho.

2-     O costume era que a escolhida fosse a filha mais velha, mas se a mesma fosse maior (acima de 18 anos), poderia aceitar ou não o noivo (Gn 29.24-26), compara com Jo 1.11,12 aonde JESUS veio para ISRAEL (a filha mais velha, porém de maior), mas estes não o receberam, assim JESUS escolheu a nós (gentios filhos mais novos que não eram os escolhidos, para sermos sua noiva, a Igreja).

3-     No noivado o noivo ia à casa da noiva para cear e confirmar o compromisso (Gn 24.54), compare com Mt 22.14-20 aonde JESUS vem a nossa casa (o mundo) e ceia conosco (representados pelos apóstolos).

4-     O noivo deixava um penhor como prova de que ia voltar para buscar a noiva (Gn 24.53), compare com Ef 1.13,14 onde o ESPÍRITO SANTO nos é dado como penhor e prova de que o SENHOR voltará para nos buscar. (2 Ts 2.7)

5-     A noiva era comprada por preço de ouro (Gn 24.47), compare com 1 Co 6.19,20 e At 20.28 onde a palavra de DEUS nos diz que fomos comprados pelo sangue de JESUS CRISTO derramado na cruz do calvário (o preço maior que existe).

6-     O noivo ia preparar uma casa para o casal, ao lado da casa de seu pai (Gn 24.67), compare com a leitura em Jo 14.2 onde JESUS diz que na casa de nosso pai existem muitas moradas e que ELE ia nos preparar lugar.

7-     O noivo mandava recados e recebia recados da noiva através de algum emissário (a), dizendo como é que gostava da noiva: Se bem vestida,  modo de falar correto e santo, etc... Também dizia que era pra esperá-lo, pois a casa estava quase pronta e ele estava voltando; compare com Hb 13.7 e 13.14; Ef 5.19 e 5.25-27; Ap 22.7 e 22.20; etc..., Onde JESUS está nos exortando a continuarmos firmes, com uma vida santa e irrepreensível e o ESPÍRITO SANTO sempre nos avisando: JESUS ESTÁ VOLTANDO, a casa está quase pronta, prepara-te.

Sf 1.7 “Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do Senhor está perto; pois o Senhor tem preparado um sacrifício, e tem santificado os seus convidados”.

                                                                     

 

    Hoje, o casamento judaico 

O CASAMENTO NO JUDAÍSMO
"Não é bom o homem estar só, farei para ele uma companheira"
Gênesis, 2:18
HISTÓRICO
O primeiro mandamento dado por DEUS ao homem é o de se casar. Como Adão ainda não tinha uma religião definida, entendemos que isto se estende a todos os povos, raças e religiões.
Para os Judeus, este é o primeiro dos 613 mandamentos da Torá (Bíblia) dos Judeus. A palavra Torá quer dizer "orientação" e consiste nos cinco livros que Moisés recebeu de DEUS no Monte Sinai no ano 2448 desde a criação do mundo. Estamos em 5671. Para os que não são Judeus, este mandamento está incluído nos Sete Mandamentos dos Filhos de Noé, no que refere a manter relações sexuais permitidas pela Torá. Um forte motivo de DEUS ter feito do casamento um mandamento (e não uma opção), se deve ao fato do homem ser extremamente ligado a seus sonhos e conquistas e em muitos casos não deixar espaço para um ente feminino compartir o seu mundo. Naturalmente, todos procuram um companheiro/a para amenizar sua jornada na vida. Mas daí até se comprometer a compartir uma vida a dois, a estrada é longa. Nossos rabinos ensinam como deve ser trilhada esta estrada para obtermos êxito: A primeira história de um encontro com fins matrimoniais é a do patriarca Isaque: Seu pai, Abraão, envia o servo Eliezer para buscar uma esposa em sua terra natal, onde as moças tinham valores culturais semelhantes aos do filho. Eliezer reza para DEUS os ajudar nesta empreitada e faz um sinal para si próprio: A moça que oferecer água para ele e também para seus camelos será a escolhida. Quando Eliezer chega a seu destino, Rebeca está junto ao poço e age desta maneira. Sem dúvida, esta moça tem os valores morais que buscava e é boa para Isaque Então Eliezer entra na tenda de Labão, pai de Rebeca e pede sua mão. Labão consulta Rebeca e esta concorda em unir-se a Isaque em matrimônio. Deste epísódio nossos rabinos tiram importantes lições: 
As histórias de casamentos são abundantes na Torá e cada uma delas abriga dentro de si importantes lições para todas as gerações.
COSTUMES
A maioria dos Judeus nos dias de hoje são descendentes das tribos de Israel que sobreviveram à destruição do segundo Templo em Jerusalém e hoje são Ashkenazim (da Europa do Leste e Central) ou Sefaradim (Espanha, Norte da Africa e Países Arabes). Um terceiro grupo veio do Yemen e hojem vivem quase todos em Israel.
Conquanto a legislação judaica já foi delineada pelo Talmud há mais de quinze séculos e é identica para todos os Judeus, podem existir algumas variações entre estes grupos no tocante à comida, ordem de entrada das famílias na cerimonia e outros detalhes, mas todos obedecem estes marcos primordiais: A Chupá (procunciamos RRupá ou Jupá em Espanhol) Os noivos se reunem sob um toldo, geralmente de pano, que representa o novo lar. Na maior parte dos casos se faz a Chupá ao ar livre, para ter apenas o Céu (DEUS) acima das cabeças dos noivos como se Ele os estivesse abençoando diretamente. O noivo cobre a cabeça com uma Kipá (solidéu) ou Chapéu enquanto a noiva tem seu rosto coberto por um véu, para que sua tez seja vista pela primeira vez após a cerimonia pelo seu marido. Seguindo um costume do Talmud, ambos costumam jejuar no dia da boda pedindo a DEUS que perdoe seus pecados e abra uma ficha nova para eles no Céu. Sob a Chupá o rabino oficia o casamento lendo a Ketubá para os noivos. A Ketubá é um documento escrito em Aramaico num pergaminho, onde constam as obrigações do noivo para com a noiva, tais como lhe prover moradia, alimentação, vestimenta, presentes e carinho. A noiva tem direito a uma idenização no caso de divórcio, que foi instituído por DEUS na Torá e é oficiado por Cortes Rabínicas. Duas testemunhas devem comparecer à Chupá para atestarem o que foi lido na Ketubá e para identificarem a noiva. Já aconteceu as noivas serem trocadas (Raquel por Léa, no casamento do patriarca Jacob), daí o costume. Os casamentos estritamente dentro das normas da Torá requerem que as testemunhas sejam Judeus observantes. O noivo coloca um anel no dedo do meio da mão da noiva e assim sela o compromisso. É daí que vem o costume de "pedir a mão em casamento" - para colocar o anel. O rabino dá início então às Sete bençãos, pronunciadas sobre um calice de vinho casher (com supervisão rabínica), onde DEUS desata a proibição de união sexual existente fora do casamento e permite os noivos um à outra. Após as bençãos, é costume judaico o noivo quebrar um copo de vidro com o pé para simbolizar a tristeza que sentimos pelo fato de Jerusalém ter sido destruida e causado tanto sofrimento aos Judeus durante a diáspora e mesmo hoje quando Israel se constrói. Logo após, todos, emocionados proclaman o Mazel Tov (Boa sorte! Felicidades!) e começa a festa com muita alegria, música e boa comida. É costume judaico convidar estranhos ao casamento principalmente os pobres. A filha de rabi Akiva, um grande rabino de Israel, teve sua vida salva porque convidou um pobre a comer no dia do seu casamento e deu a ele seu proprio prato de comida. Ao chegar em casa com seu marido, a noiva estancou seu pente na parede. No dia seguinte acordou e viu uma cobra venenosa morta, espetada no pente. Seu pai lhe disse que isto foi um milagre de DEUS por ela ter dedicado tanta atenção a um pobre. 
LEGISLAÇÃO
Esta é a parte mais complicada e envolve textos rabínicos complexos e profundos, pois descreve uma infinidade de casos e o que fazer quando houve um engano. Por isto vamos nos deter somente na legislação basica, como está no Torá: Todo filho e filha de mãe judia podem se casar entre si desde que não sejam irmãos, pai e filha, mãe e filho e inúmeros casos parecidos citados em Levítico 17, 18 e 19. Alguns Judeus e Judias não podem se casar entre si: os Cohen (descendentes dos sacerdotes do templo) não podem se casar com mulheres divorciadas. Um convertido/a pode se casar com um judeu/ia se sua conversão for sancionada por um Beit Din (Corte Rabínica) de três juízes e se o casamento não motivou a conversão. O Estado de Israel moderno rege sua legislação matrimonial baseado na Torá.
Paulo Rogério Rosenbaum

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