Oséias - A restauração dos filhos de DEUS
Lição 1 - A instabilidade política e religiosa de Israel - 07/04/2002
 
A SITUAÇÃO DE ISRAEL NA ÉPOCA DO PROFETA OSÉIAS ERA DEPLORÁVEL,
O POVO ESTAVA CORROMPIDO PELA IDOLATRIA E DEUS NA SUA IRA PREPARA O ATO FINAL PARA DEPORTÁ-LOS A FIM DE QUE O CONHEÇAM COMO ÚNICO E VERDADEIRO DEUS, MAS É COM O SOFRIMENTO DE UM MARIDO TRAÍDO QUE DEUS OS CHAMA AO ARREPENDIMENTO, PROCURANDO DE TODAS AS FORMAS PERDOÁ-LOS.
Localização de Samaria e Reino de Israel  onde Oséias exerceu seu ministério.
 
                                                 
 
O casamento de Oséias e o seu triste relacionamento com Gômer, sua esposa, era o retrato do relacionamento de Israel com Jeová. A mensagem aqui é de castigo e restauração. A mensagem de Oséias anuncia também a vinda do Messias e o surgimento da Igreja (11.1; 1,10). Os pormenores aparecem nos capítulos subseqüentes.
 
                                                                Sobre casamento Judaico ver aqui
Em 2 Co 11.2 o apóstolo Paulo guiado pelo ESPÍRITO SANTO, escreve:
"Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele como virgem pura."
Pergunta nº 1- Existem porventura alguns pontos de semelhança entre seu relacionamento com o Senhor JESUS CRISTO e o relacionamento de Israel com DEUS? De que maneira você está agradando o Noivo Celestial? Você está dilacerando o coração de DEUS de alguma forma?
Pergunta nº 2- Que providências você tem que tomar; o que precisa fazer? 
Pergunta nº 3- De que maneira você acha que DEUS vai reagir e por que?
(Bíblia de Estudo Indutivo - Ed.Vida)
 
Samaritanos
    Os samaritanos rezam em hebreu e chamam a si mesmos de Bene-Israel (filhos de Israel), mas os israelitas sempre se recusaram a admiti-los entre seu povo. Samaritanos são membros de uma comunidade, quase extinta no fim do século XX, que afirma descender dos judeus da antiga Samaria, das tribos de Efraim e Manassés (2Cr 34:9, Jr 41:5). Segundo os samaritanos, os integrantes dessas tribos não foram deportados quando os assírios conquistaram o reino de Israel em 721 a.C. e, após a queda de Samaria, se misturaram com não-israelitas (2Rs 17:24-41), o que deu origem a uma religião sincretista, embora baseada num judaísmo primitivo. De acordo com o Talmude, porém, os samaritanos são descendentes dos povos mesopotâmicos radicados em Samaria após a conquista pelos assírios e teriam ascendência e religião mistas por terem se casado com israelitas que permaneceram na região. O termo samaritano tem origem no hebraico shamerim e significa "os que observam" (os preceitos), em alusão ao fato de terem como única norma religiosa o Pentateuco, conjunto dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento.
O desprezo que os judeus dispensavam a esse povo é o pano de fundo da parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37), em que Jesus Cristo procura mostrá-los como caridosos. O povo de Samaria é ainda citado em outras conhecidas passagens da Bíblia, como aquela em que Jesus encontra a samaritana no poço de Jacó e lhe anuncia: "... quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede..." (Jo 4:14). No fim do século XX havia em Israel uma comunidade de cerca de 500 samaritanos, dos quais 250, inclusive o alto sacerdote, viviam em Nabulus e os demais em Holon, onde mantinham uma sinagoga, nos arredores de Tel Aviv.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
                                                                                              NOTA
Hebraico/pronúncia
Versículo
  Tradução
telïillal
vv.2
início; quando Yahweh falou pela primeira vez.
zenunim
 fornicação.
harah
vv.3
conceber, engravidar.
mamlachut
vv.4
 domínio, poder real, reino, reinado.
harah
vv.6
 conceber, engravidar
riham
ter compaixão, ser compassivo.
 riham
vv.7
 ter compaixão, ser compassivo.
gamal
vv.8
desmamar; lidar adequadamente com, alocar; amadurecer.
harah
conceber, engravidar
hol
vv.10
 areia
                                                                     Oséias - CPAD (ESEQUIAS SOARES)
 
                      Vide no quadro Sintético abaixo a época em que profetizou Oséias, os  reis e profetas da época.
                        
Rei
Datas (a.C.)
Importância
Referências
Jeroboão II
793-753
Manteve o santuário em Betel.
Contribuiu para a exploração dos pobres ao incentivar um padrão de vida elevado.
2 Rs 14.23-29
Amós 1.1; 5.7-11
Oséias 1.1
Zacarias
753
Sua morte cumpriu profecias de Amós e de Oséias.
2 Rs 15.8-12
Amós 7.9; 
Oséias 1.4-5
Salum
752
Assassino de Zacarias.
Exemplo de vida política caótica.
2 Rs 15.13-15
Oséias 7.7; 8.10; 13.11
 
Menaém
752-742
Assassino de Salum.
Opressor de seus inimigos. Pagou tributos a Tiglate-Pileser da Assíria.
2 Rs 15.14-23
Oséias 7.11; 12.1
Pecaías
742-740
Exemplo de vida política caótica de Israel. 
Filho de Manaém.
 Assassinado por Peca
2 Rs 15.23-26
Oséias 6.7-9; 7.3-7
Peca
740-732
Como único governante; pode ter governado Gileade a partis de 752.
Assassino de Pecaías.
Conspirou com Rezim contra a Assíria.
Figura central no ataque Siro-Efraimita contra Judá.
Tornou-se vassalo da Assíria.
Provavelmente o rei mais destacado no livro de Oséias.
2 rs 15.25-31; 16.1-9
Oséias 5.8-7.16
Oséias
 
Assassino de Peca.
Revoltou-se contra a Assíria. Deposto e preso por Salmaneser V. ´
Último rei de Israel.
2 Rs 15.30; 17.1-6
Oséias 10.3-8; 9-16; 13-15;
                                                                David A.Hubbard  - Série Cultura Bíblica

 

Texto Áureo: Oséias 8.4

    "Eles fizeram reis, mas não por mim; constituíram príncipes, mas sem a minha aprovação; da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos."

"Eles fizeram reis, mas não por mim" Na verdade o sistema de DEUS não é Democracia e nem Reinado, mas  Teocracia. Quando o povo Israelita pediram um rei, na verdade eles pediram para ter o que as nações pagãs tinham e veja a resposta de DEUS para eles: 1 Sm 8.6 Mas pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei para nos julgar. Então Samuel orou ao Senhor.7 Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles.8 Conforme todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até o dia de hoje, deixando-me a mim e servindo a outros deuses, assim também fazem a ti.9 Agora, pois, ouve a sua voz, contudo lhes protestarás solenemente, e lhes declararás qual será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre eles.

"Da Sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si" Referindo-se claramente ao êxodo como em: Êx 32.4 "ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito."

Verdade Prática:

A segurança e a paz de uma nação dependem de seu relacionamento com DEUS.

Uma clara alusão a Sl 33.12

 "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que ele escolheu para sua herança."

Veja que o Brasil tem se tornado uma grande Nação à media que o evangelho avança.

orgulhodeserbrasileiro

Objetivos da Lição:   1- Esboçar de forma panorâmica a historia de Israel; do reino Unido à queda de Samaria

                                                         2-Identificar as causas e os maléficos efeitos da idolatria.

                                            3- Descrever o papel dos profetas no Antigo Testamento:

1- Esboçar de forma panorâmica a historia de Israel; do reino Unido à queda de Samaria

    Professor, use para isto o mapa acima e também o quadro sintético explicando aos alunos que o reino de Israel foi dividido desde Salomão que pecou contra DEUS indo após os ídolos de suas muitas mulheres ( 1 Rs 11.1-10).

    Apesar de Salomão ter pecado contra DEUS, Ele não tirou o governo da mão de Salomão durante seu reinado por amor a Davi, seu pai. (1 Rs 11.11-13)

    Quando findava o reinado de Salomão DEUS enviou o profeta Aías  a Jeroboão para que fosse dividido o reino de Israel em duas partes: O território de Judá como reino do Sul, governado pelos descendentes de Davi com Roboão assumindo o trono de seu pai Salomão e o território de Israel como reino do norte, governado em princípio por Jeroboão. (1 Rs 11.30-32 = "Então Aías pegou na capa nova que tinha sobre si, e a rasgou em doze pedaços.  E disse a Jeroboão: Toma estes dez pedaços para ti, porque assim diz e Senhor Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti darei dez tribos. Ele, porém, terá uma tribo, por amor de Davi, meu servo, e por amor de Jerusalém, a cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel.")

O território de Judá foi formado pelas tribos de Judá e Benjamim e o território de Israel pelas demais tribos.

A MULHER JUNTO AO POÇO!
Uma história sobre a Água que dá vida
Tirado do Capítulo 4 do Evangelho segundo João

Embora o termo "bom samaritano" seja bem conhecido, a maioria das pessoas não sabe quem eram exatamente os samaritanos, e como os judeus os odiavam e os desprezavam? Para os Judeus da época de Jesus, só a palavra "samaritano" já era um insulto. (Cf. João 8:48) Por que é que os judeus odiavam tanto os samaritanos?
No ano 720 A.C., Salmaneser, rei do Império Assírio, invadiu Israel e levou cativas as 10 tribos do norte para a Assíria. Depois, levou para lá gente da Babilônia e de outras terras longínquas para habitar as cidades do norte de Israel, onde os israelitas moraram outrora. Essa região passou então a ser conhecida como Samaria. (Leia 2Reis 17:22-29)
No princípio esse povo era pagão, mas foram convertidos à força ao judaísmo, aproximadamente 200 anos antes de Cristo. Eles acreditavam apenas nos cinco livros de Moisés. Como este não fizera menção de que Jerusalém fosse uma cidade santa, os samaritanos não veneravam no templo judeu em Jerusalém. Para eles, o monte Gerizim, na Samaria, era o lugar mais sagrado onde deviam adorar a Deus e construíram um templo no topo dele. Então, pelo fato dos samaritanos serem uma raça mestiça e os seus costumes e adoração religiosa serem diferentes, os judeus os consideravam inferiores e não se associavam com eles de jeito nenhum! http://www.clubedaluz.com.br/mulherdopoco.htm 
 
2-Identificar as causas e os maléficos efeitos da idolatria.

   Abraão foi chamado por DEUS desde uma terra de idolatria e possivelmente de lá vieram alguns resquícios de idolatria no meio de sua caravana. Também o povo Israelita quando exilados aprenderam com os povos idólatras suas práticas horrendas.

      Babilônia e sua idolatria                   Deuses da Grécia                      Deuses Cananeus

                     

    A idolatria teve início em Israel, principalmente no êxodo, quando os Israelitas resolveram levar consigo egípcios e também começaram a olhar demasiadamente para os povos em volta de si por onde andavam a caminho da terra prometida. Arão, irmão de Moisés, escolhido como sacerdote, movido pelo povo incentivou esta prática com o bezerro de ouro (vide foto acima). O deus mais adorado pelos povos daquela época parece ser Baal.

A IDOLATRIA E SEUS MALES (tirado do cd da BEP - CPAD)
1Sm 12.20,21 “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA. Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos. (1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.(2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.(3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA. Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.(1) A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente 
um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de 
“vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas (e.g., Sl 115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos.(2) Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17 nota) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos: “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus” (1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios (ver o estudo 
PODER SOBRE SATANÁS E OS DEMÔNIOS.). Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).(3) A correlação entre a idolatria e os 
demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a 
magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 
notas; Ap 9.21 nota). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por 
exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, 
representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno. (4) O NT declara que a cobiça é uma forma 
de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita 
com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que 
conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, 
entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a 
declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é basicamente a mesma que a admoestação de 
Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).
DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA. 
(1) Ele advertia freqüentemente contra ela no AT. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4 notas). (b) Esta ordem foi repetida por 
Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à proibição 
de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 
23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).(2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles. (a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo. (b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18). (c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra 
profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25).
(3) O NT também adverte todos os crentes contra a idolatria. (a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece 
abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo. (b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6; ver o estudo RIQUEZA E POBREZA) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21). Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que 
praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15). 
   
Veja mais sobre idolatria em A Bíblia e a Idolatria
 
3- Descrever o papel dos profetas no Antigo Testamento:
 
PROFETA: Porta-voz de Deus cuja mensagem é ou admoestação ou predição. Em um sentido os primeiros profetas foram os patriarcas, desde Adão até Moisés. Ver Gn 20.7. No sentido restrito, é em Samuel que começa o ministério profético. Entre esses profetas encontram-se Elias, Eliseu, Davi. A partir dessa época, começa outra ordem de profetas, divididos em duas classes: 
l) Os grandes profetas: Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel. 
2) Os profetas menores, isto é, que deixaram escritos menos importantes, são, cm número de doze: Oséias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. 
i| Lista cronológica dos profetas: Enoque, Gn 5.21-24; Noé, Gn 9.25-27; Abraão, Gn 20.7; Jacó, Gn 49.1; Arão, Êx 7.1; Moisés, Dt 18.18; Balaão; Nm 23.5; Samuel, l Sm 3.20; Davi, SI 16.8-11; Nata, 2 Sm 7.2; Zadoque, 2 Sm 15.27; Gade, 2 Sm 24.11; Aias, l Rs 11.29; Ido, 2 Cr 9.29; Semaías, 2 Cr 12.7; Azarias, 2 Cr 15.2-7; Hanani, 2 Cr 16.7; Jeú, l Rs 16.1; Elias, l Rs 17.1; Eliseu, l Rs 19.16; Micaias, 
l Rs 22.7; Jonas, 2 Rs 14.25; Isaias, 2 Rs 19.2; Oséias, Os 1.1; Amos, Am I.1; Miquéias, Mq 1.1; Obede, 2 Cr 28.9; Naum, Na 1.1; Joel, Jl 1.1; Sofonias, Sf 1.1; Jedutum, 2 Cr 35.15; Jeremias, 2 Cr 36.12; Habacuque, He 1.1; Obadias, Ob l; Ezequiel, Ez 1.3; Daniel, Dn 12.11; Ageu, Ag 1.1; Zacarias, Zc 1.1; Malaquias, Ml 1.1; Zacarias, Lc 1.67; João Batista, Lc 7.28; Caifás,II.51; Âgabo, At 11.28; Paulo, l Tm 4.1; Pedro, 2 Pé 2.1, 2; João, Ap 1.1; Cristo, de quem testificavam todos os profetas (Lc 24.27, 44), é O Profeta da Sua Igreja em todas as épocas, Dt 18.15; At 3.22, 23. Ver Apóstolo, Evangelista, Ministro, Vidente.
PROFETAS
PROFETAS, FALSOS: Dt 18 20; Is 9.15; Jr 14.13; Ez 13.3; Mt 7.15; 2 Pé 2.1; l Jo 4.1. Zedequias, l Rs 22.11; Jr 29.21. Barjesus, At 13.6.
PROFETIZA: Mulher que faz profecias. Miriã, êx 15.20; Débora, Jz 4.4; Hulda, 2 Rs 22.14; Ana, Lc 2.36; As quatro filhas de Felipe, At 21.9. Ver Is 8.3; At 2.18; l Co 11.5.
PROFETIZAR: Predizer como profeta.
Ver Profeta. Setenta anciãos . . . profetizaram, Nm 11.25. A palavra dele se não cumprir . . . como profetizou, Dt 18.22; (ver 13.1-5). Saul, e ele profetizou, l Sm 10.10. Um grupo de profetas profetizando . . . também eles profetizaram, l Sm 19.20, Também estes profetizaram . . . também profetizaram, l Sm 19.21. Profetizou diante de Samuel, l Sm 19.24. Nunca profetiza de mim o que é bom, l Rs 22.8. Profetizaram o profeta Ageu e Zacarias, Ed 6.14. Não profetizeis para nós o que é reto, Is 30.10. Os profetas profetizam falsamente, Jr 5.31. Profetizado em teu nome, Mt 7.22. Todos os profetas ... profetizaram até João, Mt 11.13. Profetiza-nos . . . quem é que te bateu! Mt 26.68. Zacarias . . . profetizou, Lc 1.67. Em part; profetizamos, l Co 13.9. Procurai com zelo ... de profetizar, l Co 14.39. Profetizou Enoque, Jd 14. Ver Pronunciar, Predizer.
PROFECIA: Ver Profeta. Não havendo p o povo se corrompe, Pv 29.18. Diferentes dons ... se p, Rm 12.6. A outro p, l Co 12.10. Havendo p, desaparecerão, l Co 13.8. A p não é para os incrédulos, l Co 14.22. Não desprezeis p, l Ts 5.20. Segundo as p de que . . . foste objeto, l Tm 1.18 Dom ... te foi concedido mediante p, l Tm 4.14. Nenhuma p ... vêm de particular elucidação, 2 Pé 1.20. Ouvem as palavras da p, Ap 1.3; 22.18. O testemunho de Jesus é o espírito da p, Ap 19.10. Que guarda as palavras da p, Ap 22.7. Ver Dons do Espírito em 1 Co 12.
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer

Veja alguns estudos sobre o livro de Oséias:

Observações de pé de página da BEP - CPAD

1.2 VAI, TOMA UMA MULHER DE PROSTITUIÇÕES. O relacionamento entre Deus e Israel é freqüentemente comparado a um contrato matrimonial (e.g., Is 54.5; Jr 3.14; cf. Ef 5.22-32). "Desviando-se do Senhor", a fim de adorar aos ídolos, Israel foi considerado por Deus como um caso de infidelidade ou prostituição espiritual. O casamento de Oséias deveria ser, portanto, uma lição prática para o infiel Reino do Norte. Há forte probabilidade de que Gomer não fosse prostituta por ocasião do seu matrimônio, tendo posteriormente se voltado ao adultério e à imoralidade, talvez como prostituta no templo de Baal. Ao abandonar o Senhor, ela não somente foi levada à 
adoração falsa, mas também ao rebaixamento dos padrões morais. Hoje se pode ver o mesmo padrão de vida imoral sempre que o povo de Deus se desvia da genuína dedicação ao Todo-poderoso (ver Pv 5.3 nota).1.4 VISITAREI O SANGUE DE JEZREEL. O mais provável é que este versículo se refira à matança dos setenta filhos de Acabe, executada por Jeú (2 Rs 10.1-8). Embora fosse elogiado 
por ter trazido o justo juízo de Deus à família de Acabe, Jeú portara-se com demasiada severidade (2 Rs 10.30,31). 1.4 FAREI CESSAR O REINO DA CASA DE ISRAEL. Deus não demoraria para trazer juízo e destruição ao Reino do Norte. É provável que Oséias tenha vivido até ver cumprida esta profecia, em 722 a.C., quando os assírios conquistaram Samaria, deportaram cerca de dez por cento da 
população, e tornaram os demais habitantes parte de uma mera província assíria.1.6 EU NÃO ME TORNAREI MAIS A COMPADECER. O nome "Lo-Ruama" (lit., "não é compadecida" ou "ela não recebe compaixão e amor") significa que Deus, em sua santidade, 
declarara ter chegado a hora de cessar a sua longanimidade, e acionar a sua justiça. O juízo finalmente teria de vir contra o povo pecaminoso e rebelde.1.7 E OS SALVAREI. O Reino do Sul (Judá) não seria destruído na mesma ocasião que o Reino do Norte -(Isra-el). Em virtude de o rei Ezequias estar conduzindo sua nação pelo caminho da fé e do arrependimento, o Senhor os salvaria naquela ocasião (2 Rs 19.32-36; Is 37.36). O reino de Judá perduraria ainda por 136 anos.1.9 NÃO SOIS MEU POVO. Acredita-se que o terceiro filho de Gomer, um menino chamado "Lo-Ami" (que significa "não meu povo"), não fosse de Oséias. O nome da criança simbolizava a quebra do relacionamento pactual em conseqüência da contínua rebeldia contra Deus mediante a idolatria. O povo do Reino do Norte já não poderia esperar que Deus o abençoasse e o livrasse de seus adversários. Oséias estava aprendendo, através de sua própria angústia, sobre como se achava o coração de Deus por causa dos pecados de seu povo.1.10,11 ISRAEL SERÁ COMO A AREIA DO MAR. A rejeição do Reino do Norte como nação separada não significava que Deus se esqueceria de sua promessa a Abraão, Isaque e Jacó, a respeito da terra e da nação. Apesar de Israel haver pecado, Deus restauraria o seu povo à condição de filhos. Ele reuniria as doze tribos para formar uma única nação sob um único líder. A promessa de reunificação anuncia o Messias vindouro.1.11 GRANDE SERÁ O DIA DE JEZREEL. Jezreel significa "Deus espalha". E, aqui, tal nome é empregado num sentido ligeiramente distinto daquele que aparece no versículo quatro. Deus espalharia o seu povo (v. 4), mas posteriormente o recolheria das terras para onde havia sido espalhado, e o semearia de novo na terra que lhe pertencia, assim como o agricultor esparge as sementes no solo devidamente preparado.
 

Estudo 1- RESUMO DA BEP EM CD - CPAD 

(BEP - Bíblia de Estudo Pentecostal)

Esboço
Título (1.1)
I. O Casamento de Oséias Ilustra a Infidelidade de Israel, e a Rejeição e Restauração 
da  Nação (1.2—3.5)
A. O Casamento com Gomer (1.2)
B. O Nascimento dos Três Filhos (1.3-9)
C.  Profecia da Restauração (1.10—2.1)
D.  Gômer Como Símbolo de Israel (2.2-23) 1. O Adultério de Israel (2.2-5) 2. O Juízo Divino (2.6-13) 3. Deus Promete a Restauração de Israel (2.14-23)
E. A Redenção de Gomer (3.1-5)
II. A Mensagem de Oséias Descreve a Infidelidade, Rejeição e Restauração de Israel 
(4.1—14.9)
A. O Adultério Espiritual de Israel (4.1-19)
B. O Juízo Divino Sobre Israel (5.1-14)
C. O Arrependimento Insincero de Israel (5.15—6.3)
D. O Registro dos Pecados de Israel (6.4—8.6)
1. Violação do Concerto (6.4-10)
2. Recusa em Confiar em Deus, e Obedecê-lo (6.11—7.16)
3. Servir a Falsos Deuses (8.1-6)
E. A Predição do Juízo de Israel (8.7—10.15)
1. Será Devorada pelas Nações (8.7-14)
2. A Prosperidade Evaporará (9.1-9)
3. A Madre se Tornará Estéril (9.10-17)
4. A Nação Será Destruída (10.1-15)
F. O Amor Persistente de Deus por Israel (11.1-11)
G. Repetição dos Pecados de Israel (11.12—12.14)
H. O Cuidado Passado de Deus e Sua Ira Presente (13.1-16)
1. A Idolatria de Israel (13.1-3)
2. O Cuidado Divino no Êxodo (13.4-6)
3. O Plano Divino em Destruir Israel (13.7-13)
4. O Plano Divino para a Restauração Final de Israel (13.14)
5. Insistência na Destruição Iminente de Israel (13.15,16)
I. Deus Promete Restaurar Israel (14.1-9)
1. A Chamada ao Arrependimento (14.1-3)
2. A Promessa de Bênçãos Abundantes (14.4-9)
 Autor: Oséias
Tema: O Julgamento Divino e o Amor Redentor de Deus 
Data: 715-710 a.C.
Considerações Preliminares
Oséias, cujo nome significa “salvação”, é identificado como filho de Beeri (1.1). Nada mais se sabe do profeta, a não ser os lances biográficos que ele mesmo revela em seu livro. Que Oséias provinha de Israel, e não de Judá, e que profetizou à sua nação, fica patente: (1) em suas numerosas referências a “Israel” e “Efraim”, as duas principais designações do Reino do Norte; (2) na sua 
referência ao Rei de Israel, em Samaria, como “nosso rei” (7.5); e (3) em sua intensa preocupação com a corrupção espiritual, moral, política e social de Israel. O ministério de Oséias, ao Reino do Norte, seguiu-se logo depois ao ministério de Amós que, embora fosse de Judá, profetizou a Israel. Amós e Oséias são os únicos profetas do AT, cujos livros foram dedicados inteiramente ao Reino 
do Norte, anunciando-lhe a destruição iminente.Oséias foi vocacionado por Deus a profetizar ao Reino de Israel, que desmoronava espiritual e moralmente, durante os últimos quarenta anos de sua existência, assim como Jeremias seria chamado a fazer o mesmo em Judá. Quando Oséias iniciou o seu ministério, durante os últimos anos de Jeroboão II, Israel desfrutava de uma temporária prosperidade econômica e de paz política, que acabariam por produzir um falso senso de segurança. Logo após a morte de Jeroboão 
II (753 a.C.), porém, a nação começa a deteriorar-se, e caminha velozmente à destruição em 722 a.C. Passados quinze anos da morte do rei, quatro de seus sucessores seriam assassinados. Decorridos mais quinze anos, Samaria seria incendiada, e os israelitas, deportados à Assíria e, posteriormente, dispersados entre as nações. O casamento trágico de Oséias, e sua palavra profética, harmonizavam-se com a mensagem de Deus a Israel durante esses anos caóticos.Deus ordenou a Oséias que tomasse “uma mulher de prostituições” (1.2) a fim de ilustrar a infidelidade espiritual de Israel. Embora há os que interpretem o casamento do profeta como 
alegoria, os eruditos conservadores consideram-no literal. Parece improvável, porém, que Deus instruísse seu piedoso servo a casar-se com uma mulher de má fama para exemplificar sua mensagem a Israel. Parece mais provável que Oséias haja se casado com Gomer quando esta ainda era casta, e que ela haja se tornado meretriz posteriormente. Sendo assim, a ordem para se tomar 
“uma mulher de prostituições” era uma previsão profética do que estava prestes a acontecer.O contexto histórico do ministério de Oséias é situado nos reinados de Jeroboão II, de Israel, e de quatro reis de Judá (Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias; ver 1.1) — i.e., entre 755 e 715 a.C. As datas revelam que o profeta não somente era um contemporâneo mais jovem de Amós, como também de 
Isaías e Miquéias. O fato de Oséias datar boa parte de seu ministério mediante uma referência a quatro reis em Judá, e não aos breves reinados dos últimos seis reis de Israel, pode indicar ter ele fugido do Reino do Norte a fim de morar na terra de Judá, pouco tempo antes de Samaria ter sido destruída pela Assíria (722 a.C.). Ali, compilou suas profecias no livro que lhe leva o nome.
Propósito
A profecia de Oséias foi a última tentativa de Deus em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniqüidade persistentes, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo. O livro foi escrito com o objetivo de revelar: (1) que Deus conserva seu amor ao seu povo segundo o concerto, e deseja intensamente redimi-lo de sua iniqüidade; e (2) que conseqüências trágicas se seguem quando o povo persiste em desobedecer a Deus, e em rejeitar-lhe o amor redentor. A infidelidade da esposa de Oséias é registrada como ilustração da infidelidade de Israel. Gomer vai atrás de outros homens, ao passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gomer comete prostituição física; Israel, prostituição espiritual.
Visão Panorâmica
Os capítulos 1—3 descrevem o casamento entre Oséias e Gomer. Os nomes dos três filhos são sinais proféticos a Israel: Jezreel (“Deus espalha”), Lo-Ruama (“Não compadecida”) e Lo-Ami (“Não meu povo”). O amor perseverante de Oséias à sua esposa adúltera simboliza o amor inabalável de Deus por Israel.Os capítulos 4—14 contêm uma série de profecias que mostram o paralelismo entre a infidelidade de Israel e a da esposa de Oséias. Quando Gomer abandona Oséias, e vai à procura de outros amantes (cap. 1), está representando o papel de Israel ao desviar-se de Deus (4—7). A degradação de Gomer (cap. 2) representa a vergonha e o juízo de Israel (8—10). Ao resgatar Gomer do mercado de escravos (cap. 3), Oséias demonstra o desejo e intenção de Deus em 
restaurar Israel no futuro (11—14). O livro enfatiza este fato: por ter Israel desprezado o amor de Deus e sua chamada ao arrependimento, o juízo já não poderá ser adiado.
Características Especiais
Sete aspectos básicos caracterizam o livro de Oséias. (1) Ocupa o primeiro lugar na seção do AT 
chamada “O Livro dos Doze”, também conhecida como os “Profetas Menores”, por causa de sua brevidade em comparação com Isaías, Jeremias e Ezequiel. (2) Oséias é um dos dois únicos profetas do Reino do Norte a terem um livro profético no AT (o outro é Jonas). (3) À semelhança de Jeremias e Ezequiel, as experiências pessoais de Oséias ilustram sua mensagem profética. (4) 
Contém cerca de 150 declarações a respeito dos pecados de Israel, sendo que mais da metade deles relaciona-se à idolatria. (5) Mais do que qualquer outro profeta do AT, Oséias relembra aos israelitas que o Senhor havia sido longânimo e fiel em seu amor para com eles. (6) Não há ordem visível entre suas profecias (4—14). É difícil distinguir onde uma profecia termina e outra começa. 
(7) Elas acham-se repletas de vívidas figuras de linguagem, muitas das quais tiradas do cenário rural.
O Livro de Oséias ante o NT
Diversos versículos de Oséias são citados no NT: (1) o Filho de Deus é chamado do Egito (11.1; cf. Mt 2.15); (2) a vitória de Cristo sobre a morte (13.14; cf. 1 Co 15.55); (3) Deus deseja a misericórdia, e não o sacrifício (6.6; cf. Mt 9.13; 12.7; e (4) os gentios que não eram o povo de Deus, passam a ser seu povo (1.6, 9-10; 2.23; cf. Rm 9.25,26; 1 Pe 1.10). Além dos trechos específicos, o NT expande o tema do livro — Deus como o marido do seu povo — e diz que Cristo é o marido de sua noiva redimida, a igreja (ver 1 Co 11.2; Ef 5.22-32; Ap 19.6-9; 21.1-2, 9-10). Oséias enfatiza a mensagem do NT a respeito de se conhecer a Deus para se entrar na vida 
(2.20; 4.6; 5.15; 6.3-6; cf. Jo 17.1-3). Juntamente com esta mensagem, Oséias demonstra claramente o relacionamento entre o pecado persistente e o juízo inexorável de Deus. Ambas as ênfases são resumidas por Paulo em Rm 6.23: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Estudo 2 - “Como areia do mar”Oséias 2,1-3
Milton Schwantes
mschwantes@bol.com.br
 
Irá chegar um novo dia, um novo céu, uma nova terra, um novo mar.
E neste dia os oprimidos, numa só voz a liberdade irão cantar!
(Vera Lúcia do Nascimento)
O assunto destes versículos é o novo que há de vir. De sua elaboração cada um e cada uma de nós tem o privilégio de participar.
 O novo não cai do céu. É como se fosse o céu. Já que é, como se céu fosse, agrada-lhe nossa participação, nossas lutas para que o novo apareça.
 É um novo de uma certa hora do caminho da libertação. Não é aplicável a qualquer hora. Mas, pode animar a aparição do novo em nossas horas e em nossos lugares.
 Situemo-nos primeiro na hora e no lugar de Oséias 2,1-3 (em outras Bíblias trata-se de 1,10 até 2,1).
 O outro lado da moeda
 Estes nossos três versículos têm a ver com o que lhes antecede. São o reverso dos versículos anteriores.
 Estes versículos anteriores (1,2-9) contêm a ameaça à “casa de Israel”. Os três filhos de Gômer e Oséias simbolizam a destruição dos poderosos: “Jezreel” representa o fim da dinastia, do “reinado da casa de Israel” e do “arco”, isto é, do exército. Este primeiro filho assinala para o fim de dominação e opressão. A filha “Não-Amada” é a eliminação de qualquer perdão para a “casa de Israel”. O nome da filha radicaliza a exclusão dos organismos do poder, da “casa de Israel”. E o terceiro filho “Não-Meu-Povo” se refere à invalidação da `teologia’ que pretendia proteger os poderosos: A teologia do pacto. Agora, já não vale mais afirmar que `Deus está aí para seu povo, e este para Deus’; o próprio Javé renunciou a esta teologia do pacto. Pois, o poder a usava para auto-justificar-se.
 Nossos versículos representam o outro lado. Não se referem à “casa de Israel”, pois esta está sob a ameaça das profecias de 1,2-9. Referem-se aos “filhos de Israel”. A “casa” está condenada, aos “filhos” valem as promessas.
 É a mesma profecia que fala em duas direções diferentes: uma visa as organizações de opressão (1,2-9), a outra a vida das vítimas (2,1-3). Para um lado: juízo. Para outro lado: promessa.
 Nossos versículos são, pois, o contraponto de 1,2-9.
 Mas, afinal, são do mesmo Oséias, do qual nos vem 1,2-9?
 Profetas - gente com horizonte
 Com muita freqüência, não se atribui v.1-3 a Oséias. Entende-se que estes versículos seriam adendos posteriores. Em períodos exílicos, uns dois séculos após nosso profeta, as comunidades, ao lerem 1,2-9, se viram inspiradas a adicionar promessas.
 É evidente que nem tudo que está no livro de Oséias provém diretamente deste profeta ou é fruto direto de suas palavras e ações. Certamente existiram acréscimos, pois a palavra do profeta permaneceu viva na comunidade. Foi lida, vivida, re-interpretada. Por conseguinte, no decorrer dos séculos de uso, houve adições.
 Contudo, nossos v.1-3 seriam alguma adição posterior? Os argumentos apresentados são frágeis, porque a linguagem destes versículos é, antes de tudo, oseiânica. Não temos esta terminologia em outros profetas. Ela se casa precisamente com o que conhecemos deste profeta do 8º século.
 Mas, a razão mais de fundo para não querer atribuir 2,1-3 a Oséias talvez nem sejam argumentos específicos, por exemplo de uso do vocabulário. A questão é que tende-se a não ver nos profetas pessoas que investiram sua vida e suas palavras em projetos concretos. Tende-se a reduzi-los a críticos da sociedade, a arautas de ameaças aos pecadores. Por certo, isso eles também são. Mas, a profecia é igualmente formuladora de utopia, de esperanças, de projetos concretos, sempre a partir das experiências dos pobres.
 Ora, nossos versículos são um exemplo desta utopia concreta a partir das dores dos e das pobres. Têm horizontes.
 Poesia em três etapas
 Temos poesia diante de nós. A característica da poesia hebraica é a repetição de frases. E é o que temos aqui.
 Mas não há um exagero na arte poética. Não chega a haver um último esmero que fosse aos detalhes. Se bem que não parece que Oséias tivesse tido aquele primor de Isaías em sua linguagem poética, nossos versículos são uma peça de arte, sem dúvida.
 Há uma seqüência quase que lógica na poesia. Cada versículo tem seu conteúdo próprio e concatena com o que lhe segue. Os conteúdos da promessa se desdobram em três etapas, como logo veremos. Mas, antes de ir a estes conteúdos, vejamos a tradução:
   1E será o número dos filhos de Israel como a areia do mar que não se pode medir e nem contar.
  E será no lugar,onde se lhes dizia: “Não sois meu povo”, se lhes dirá: “Filhos do Deus Vivo”.
   2E se reunirão os filhos de Judá e os filhos de Israel, em e construirão para si um só cabeça, conjunto, e levantarão da terra,
                          pois o dia de Jezreel será grande.
   3Dizei a vossos irmãos: “Meu Povo”, e para vossas irmãs: “Amada”.
 “Como areia...”
 Tudo está voltado aos “filhos” e às “filhas”. Esta palavra se repete quatro vezes. E outros termos estão próximos a “filhos”/”filhas”, como é o caso de “irmãos” e “irmãs” no v.3.
 Aqui não se trata de estado, de templo, a rigor nem mesmo de  tribos. O que era importante em 1,2-9, aqui não significa nada. Afinal, já haviam sido dedicados à ruína, estes reis e exércitos.
 Estes “filhos” e estas “filhas” serão como areia do mar. Essa é sua força, o de serem multidões.
 Assim são os pobres, os marginalizados. São multidões, qual areia do mar. Para o estado isso é um problema, porque cria insatisfações. Para o templo é um problema, por isso ele de saída já vai excluindo crianças e mulheres, para que as multidões sejam menos. Não estão aí para “filhas” e “filhos”, mas para si mesmos, estes estados e templos. Por isso, nada de multidões. Só atrapalham.
 As multidões são tanto mais fortes quanto menos se possa medi-las ou contá-las. Aliás, a boa tradição bíblica assinala que não se deve contar as pessoas. Quando Davi se pôs a contá-las, a recenseá-las, houve problemas e até pestes.
 Povo medido e contadinho é povo dominado. Pois esta é a função deste recensear: saber quanto tributo se pode exigir de uma aldeia, de uma tribo, de uma região. Contar é dominar e explorar.
 Estes incontáveis é que são “filhos do Deus Vivo”. Submetido ao exército, ao estado (1,3-5) e à religião (1,8-9), o povo sucumbe. Passa a ser contado, usado para manter vivas as instituições. Torna-se aí “Não-Meu-Povo”. Mas, como filhas e filhos, em multidões, são filhas e filhos do “Deus Vivo”.
 O “Deus Vivo” vive, atua, se manifesta através de suas filhas e de seus filhos vivos, presentes aos milhares, qual areia do mar.
 Esta expressão, “Deus Vivo”, merece uma atenção especial, neste contexto.
 “Deus Vivo”
 Estamos aqui diante de uma formulação de Oséias. Ele é quem nos ensina a testemunhar deste “Deus Vivo”. É um jeito todo oseiânico de fazer teologia, testemunho de Deus.
 “Deus Vivo” é uma contraposição à morte e prostituição, embutidos no sistema de dominação. A religião, à qual o profeta se opõe, está possuída pela “prostituição” (1,2). E a dominação política, da qual afirma estar dominada por corruptos, está manchada de “sangues”, de assassinatos e massacres (1,4). Sua religião conduz à morte, ao contrário, o “Deus Vivo”, conduz à vida.
 Mas, penso que ainda há outro aspecto que leva Oséias a escolher esta terminologia tão peculiar para referir-se ao sagrado, chamando-o de “Deus Vivo”. Ora, em 1,9 o texto acabara de negar a teologia javista oficial: “vós não sois meu povo, e eu não serei/estarei para vós”.
 Ora, esta expressão “serei/estarei” alude claramente ao nome Javé. No hebraico, “serei” é jihjeh, e o termo para Deus é jahveh. Isso significa: Javé/jahveh deixou de existir para esta nação opressora. É que Javé/jahveh estava sendo usurpado pela monarquia opressora e os templos espoliadores. Tornava-se uma teologia pouco apropriada para afirmar esperança, solidariedade, enfim vida. Assim, nosso texto recorre a um novo termo. Oséias o cria para poder expressar sua esperança na vida: “Deus Vivo”!
 Neste caso, “Deus” é ‘el, um termo usual no antigo oriente para referir-se à divindade! Portanto, para poder afirmar, de modo qualificado, a experiência com Deus, com a vida que renasce, Oséias recorre ao termo mais usual, popular ‘el, aquele com o qual as pessoas também se referiam aos deuses estrangeiros, afinal havia sido gasto e desacreditado pelo uso que dele iam fazendo os senhores reis em suas explorações e idolatrias.
 Sim, para fazer teologia é preciso mesmo ser ecumênico.
 A divindade que resulta em vida e não em morte é precisamente o ‘el da vida! Javé mesclado a explorações já não é Deus de Vida.
 Este “Deus vivo” se faz presente nas vidas e lutas de suas filhas e de seus filhos, fortes e vivos por serem sem conta.
 Congregar é preciso!
 Muita gente, em certos momentos, pode representar muita força, se estiver `congregada’. Eis a questão.
 A gente percebe, pois, que o v.1 tem no v.2 uma progressão. O v.1 enaltecia a multidão incontável como a força e a capacidade de resistência dos pobres, das filhas e dos filhos. O v.2 dá um passo a frente: Para que esta força seja eficiente, será necessário reunir e congregar.
 As pessoas que se reúnem são chamadas de “filhos” (e filhas). E ainda são qualificadas como sendo de “Judá” e de “Israel”. São, pois, as pessoas que vivem no espaço das duas configurações de estado: Judá e Israel. Mas não são estes estados! Aqui não é anunciada uma re-unificação dos estados do norte e do sul. Tão somente as pessoas que vivem no espaço destes dois estados se agrupam, se congregam.
 Estas pessoas se congregam, obviamente, dentro daquelas estruturas que lhes são habituais em sua vida diária: família, clã, tribo. Neste sentido, pode-se dizer que as organizações clânicas e tribais, e não as de estado, facilitam o encontro de pessoas.
 Sobre o que realmente devemos pensar em instâncias clânico-tribais também se percebe no que segue, principalmente no final do texto, v.3. Situemos este versículo neste nosso contexto.
 “Irmãos - “Irmãs”
 Este versículo final tem a clara função de concluir o texto maior que iniciara em 1,2-9. Lá se anunciara para a “casa de Israel” de que já não era mais “Meu-povo” e “Amada”. Agora, no âmbito da esperança dos filhos, isto já está superado. Filhas e filhos são “Meu-povo” e “Amada”. Os pobres são o povo de Deus. As multidões são amadas por Javé. Filhas e filhos congregados, reunidos, organizados o são.
 Mas, este último versículo também tem outro aspecto interessante, que justamente aponta para o âmbito familial e tribal. Pois, neste v.3 temos saudações. A ordem “dizei” estaria dirigida a quem? Possivelmente aos mesmos e às mesmas que são designados de “Meu-Povo” e “Amada”. Trata-se, pois, de saudações intra-comunitárias. Na comunidade, na família congregada uns saúdam a outros, umas a outras com a alegre constatação de que, como irmãs e irmãos, como filhas e filhos, são “Meu-Povo”, “Amada”.
 As promessas de Oséias vem, pois, carregadas de sentido tribal, de concretude comunitária e familiar. Comemoram, em esperança, o espaço de filhas e filhos, após o débâcle do estado.
 Esta mesma perspectiva clânico-tribal se percebe na promessa sobre a liderança.
 “Um só cabeça”
 Atenção! A promessa é de um só “cabeça”, não se fala em chefe e nem em rei. E cabeça é o termo para designar, aqui, a liderança tribal.
 Estamos em Israel, no norte. Suas tribos têm marcante tradição de lideranças tribais, como o foram Débora e Gideão. Sim, o próprio livro dos Juízes corresponde basicamente a tradições israelitas. Oséias, enraizado nas tradições nortistas, anuncia, em substituição ao reinado, em ruínas desde 1,3-4, a liderança tribal, o “cabeça”.
 Também é importante manter na tradução o termo “cabeça”, pois em diferença a chefe, ou rei, ou líder, o “cabeça” é parte do corpo, do povo todo, e existe em relação a ele.
 Povo incontável e incontrolável, congregado em clãs e tribos, com liderança popular - isso sim, resultará no passo decisivo, qual seja:
 Libertação da terra
 A frase em questão (“subir [=se levantar] da terra”) não é fácil de interpretar. Existem várias possibilidades.
 Contudo, ela reaparece exatamente assim em Êxodo 1,10: o faraó argumenta em favor da repressão contra os hebreus, porque estes são numerosos e, no caso de um conflito interno, poderiam aliar-se aos inimigos do faraó, para “subir da terra”.
 Nosso trecho situa-se num ambiente semelhante. As terras de Israel, pelo menos as do norte, estão em poder dos assírios. (2,1-3 seria após 732 a.C., mas anterior a 722 a.C.). Nesta situação, a frase de Oséias significa: iremos retomar nossas terras, agora em mãos assírias. Para retomar nossas terra, não devemos confiar no estado e em seu “arco”/exército (1,3-5), mas justamente nas forças populares clânicas e tribais. Elas sim, têm capacidade para libertar a terra.
 “Subir da terra” assemelha-se a um novo êxodo, agora ocorrido na Palestina, contra os reis nacionais e contra os assírios vencedores. As forças para alcançá-los são as multidões congregadas em clãs e tribos, como irmãs e irmãos.
 E este é o “grande dia”!
 “Jezreel!”
 “O dia de Jezreel será grande” - é um resumo das esperanças. Acontece que o termo Jezreel tem múltiplos sentidos.
 Jezreel é o símbolo de uma rebelião popular. Seguidamente tem a ver com rebeldia. Jeú fora ungido por círculos proféticos e, em Jezreel, se vingara da casa de Acabe que havia massacrado ao lavrador Nabote e perseguido duramente aos profetas (2 Reis 9-10). Fora um levante popular, uma rebeldia contra reis injustos. Em 1,3-4, nosso Oséias critica essa ação de Jeú, porque resultara em outra dinastia injusta, a que estava no poder nos dias do profeta, através do rei Jeroboão II. Ainda assim, os círculos profético-levíticos tinham uma boa lembrança a rebeldia popular anti-monárquica que eclodira em Jezreel. E agora, Jezreel, outra vez, assume seu sentido positivo, como local a partir do qual se `sobe à terra’.
 E este Jezreel é símbolo de terra que dá planta e a dá em abundância. Este é o próprio sentido da palavra: “Deus semeia”, Deus faz crescer as plantas e dá alimento. Onde há “Jezreel”, há muita comida!
 Por isso, o `dia será grande’. Haverá muita festa. Celebra-se o povo congregado, celebra-se o “cabeça” e comemora-se a terra liberta. Por tudo isso, “o dia de Jezreel será grande”.
 Vivemos nesta promessa do ‘grande dia’! “Irá chegar um novo.”
 
Estudo 3 - Fidelidade espiritual
de Fábio Gomes Ferreira
Campinas SP
Fidelidade é, entre outras coisas, fazer com que algo seja exatamente igual ao seu original. Quando navegamos pela Internet acontecem alguns "truques" da informática que são desconhecidos da maioria: a medida em que avançamos pelas diversas páginas são disparados métodos de verificações que garantem que estamos recebendo informações corretas. Quando acessamos uma página, como, por exemplo, a de uma agência de notícias on-line, nosso computador verifica se a versão da página que está em nosso micro corresponde àquela existente na Internet. Caso seja diferente, o programa se encarrega de atualizar a página em nosso computador para que tenhamos uma cópia fiel da mais recentemente publicada. A Internet não teria valor algum para seus usuários se as informações recebidas fossem desatualizadas.
Nosso Deus separou um povo para que fosse fiel a seus mandamentos: um povo escolhido dentre muitos outros para Lhe servir e prestar culto. Entretanto, segundo o livro do profeta Oséias, o povo se desviou adorando a Baal e outros deuses pagãos. Eles se esqueceram da aliança com Deus e de tudo o que Ele havia feito pôr eles desde o Egito (Oséias 11.1). Israel deixava aos poucos de ser fiel e a buscar unicamente ao Deus único. O Senhor chama a Oséias para que se levante no meio do povo e tome uma prostituta e tenha filhos com ela para ilustrar a prostituição do povo de Israel para com Deus.
Por meio de Oséias o Senhor mostra todo o seu desapontamento por ter um povo inconstante em seus caminhos, povo que não foi fiel ao estado original em que Deus os preparara. Interessante é que israelitas acreditavam estar sendo fiéis a Deus; inclusive nos sacrifícios e holocaustos invocavam o nome de Deus achando ter conhecimento de Sua vontade (Oséias 8.2). O Senhor desabafando sua indignação diz ao povo: "Pois misericórdia quero, e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos" (Oséias 6.6). Cristo mais de uma vez usou essas palavras para repreender aos fariseus (Mateus 9.13;12.7).
E nós? Somos fiéis a Deus? Somos cópia exata dele? Os caminhos da fidelidade a Deus consistem em conhecer a Deus e exercer sua misericórdia. A história de Oséias ilustra a fidelidade de Deus que, mesmo tendo um povo adúltero, procura a reconciliação. Não dá para ler o último capítulo de Oséias e não se arrepiar com o caráter de nosso Deus! Apesar de nossos erros, Deus está pronto a aceitar aqueles que se apresentam a ele dispostos a prestar-lhe sacrifícios que vêem de lábios arrependidos (Oséias 14.2).
Segundo o apóstolo Pedro, nós hoje somos o "povo de propriedade exclusiva de Deus" (1Pedro 2.9). Deus não está em acordo com ninguém para nos repartir ou nos alugar. Somos exclusivamente dele.
Por várias vezes Deus apresenta o caminho da fidelidade a ele no livro de Oséias: misericórdia e conhecimento de Deus, cabendo somente a nós verificarmos se nossas vidas têm sido vidas plenas em misericórdia e sedentas pelo conhecimento divino.
Responda sendo sincero consigo mesmo: Qual tem sido sua disposição para com seu próximo? Você tem mais mágoas e rancores do que perdão e interesse genuíno pelas pessoas em seu coração? Como você tem gasto seu tempo com Deus? Você acha que já fez o suficiente por comparecer ao culto dominical? Ser fiel a Deus é ter disposição permanente, trabalho árduo, constante e até a morte: "Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida" (Apocalipse 2.10).
Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Misericórdia e conhecimento de Deus são atributos importantes para sermos cópias fieis daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz! Mas somos tão pecadores, tão falhos e limitados! Deus, conhecendo nossas limitações e conhecendo o íntimo de nosso corações, sabe que podemos fazer mais se assim nos dispusermos por inteiro a ele.
Se você não tem sido fiel a Deus, o tempo é agora. Apresente-se a Deus sem querer oferecer qualquer tipo de oferta ou sacrifício, senão somente o de se dispor a buscar conhecê-lo e aplicar a sua misericórdia por aqueles que o cercam. Peça perdão a Deus, converta-se a ele de todo o coração, jejue, chore, rasgue seu coração e converta-se ao Senhor Deus (Joel 2.12-13).
Estudo 3- SÍNTESE - Oséias
O livro de Oséias apresenta-nos a intensa rogativa de um gigante espiritual, profundamente consagrado à tarefa de salvar a nação pecadora. Com autêntica solicitude, o pregador busca, repetidamente, conseguir a convicção e o arrependimento do povo a fim de que os escolhidos de Deus se sintam obrigados a voltar ao lar e ali achar o amor, o perdão e a cura. Com fidelidade, Oséias mostra graficamente os aspectos essenciais da verdadeira religião. Carregando nas tintas, lida com o pecado e seus resultados trágicos na vida humana, fala do juízo destrutivo e do inesgotável amor com seus tesouros indizíveis para o homem e para a mulher, trata da verdadeira natureza do arrependimento, da salvação certa que será proporcionada e do pleno perdão de Deus a todos quantos se arrependerem autenticamente com sincera fé. O veemente evangelista conhece seu povo. Sabe que é derramar lágrimas abundantes enquanto sua esposa infiel chafurda cada vez mais no pecado. Conhece a pronfundidade do amor e a boa vontade de amar sinceramente, de perdoar, de dar as boas-vindas e de restaurar. Tem consciência da sagrada pronfundidade do amor no coração de Deus. Dia após dia lança seu desafio pessoal, penetrante e poderoso aos recalcitrantes pecadores que devem voltar para Deus. Mediante a pregação deste profeta, Deus convida seu povo errante a regressar. Oferece-lhe misericórdia e perdão, a graça é abundante, a salvação os espera. É assombroso encontrar neste século do Antigo Testamento tanta mensagem do Novo e descobrir o apelo fundamental do verdadeiro evangelista. Todas as notas estão ali. Toda esfera é descoberta. Faz-se todo tipo de apelo. É a forma como Deus se manifesta.
 
Estudo 4 - Evangelista
Kyle M. Yares
 
O autor do livro é Oséias, filho de Beeri, de Israel. Profundamente influenciado pelo profeta Amós, tragicamente ferido pela terrível infidelidade de sua esposa Gomer, agudamente cônscio dos terríveis pecados de seu próprio povo, sensível à voz de Deus dirigida a um povo pecador, o profeta roga intensamente enquanto procura fazer que o povo infiel volte para seu Deus. É o evangelista divinamente escolhido para persuadir os pecadores empedernidos a que se voltem para um Deus cheio de amor, que está ansioso por perdoar-lhes e salvá-los. O ministério de Oséias estendeu-se por vários anos depois do ano de 756 a.C.
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