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Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 1997 - CPAD - Jovens e Adultos
SEITAS E HERESIAS
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
COMENTÁRIOS DE EZEQUIAS SOARES DA SILVA
 
 
SUMÁRIO
Lição 1  Ortodoxia e Heresia da Trindade
Lição 2  A Doutrina
Lição 3  A Doutrina da Natureza do Homem Positiva
Lição 4  Distorções da Confissão
Lição 5  Seitas Modalistas                             
Lição 6  Nova Era
Lição 7  Espiritismo                                         
Lição 8  Catolicismo Romano
Lição 9  Adventismo do Sétimo Dia                
Lição 10  Igreja da Unificação
Lição 11  Congregação Cristã no Brasil          
Lição 12  Mormonismo
Lição 13  Testemunhas de Jeová
Lição 14 Voz da Verdade (não está na revista)
 
 
Lição 1 = 16 de abril de 1997
ORTODOXIA E HERESIA
 
TEXTO ÁUREO:
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como
aos que te ouvem" (Í Tm 4.16).
VERDADE PRATICA
 Não é necessário ser erudito para permanecer salvo, mas é dever do cristão saber discernir a doutrina ortodoxa da doutrina herética.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 1.49,50 A confissão de Natanael
Terça - Mt 16.16; Jo 6.69 A confissão de Pedro
Quarta - Jo 20.28 A confissão de Tomé
Quinta - Mt 28.19, 20 A fórmula bíblica batismal
Sexta • At 8.37 A confissão do eunuco etíope
Sábado - Hb 6.1, 2 Os princípios elementares da doutrina
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 PEDRO 2.1-41 - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 • E muitos seguirão as suas dissoluções, pêlos quais será blasfemado o caminho da verdade; 3 - e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4 - Porque, se DEUS não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo.
HEBREUS 6.1,2
1 - Pelo que, deixando os rudimentos da doutrina de CRISTO, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento
do arrependimento de obras mortas e de fé em DEUS,
2 - E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
OBJETIVOS
Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de:
Definir o sentido das palavras: SEITAS, HERESIAS, DOUTRINA.
Classificar as seitas modernas e antigas.
Identificar os critérios usados para definir um ajuntamento ou grupo como seita.
Compreender o conteúdo dos credos da cristandade e a relação dos mesmos com as seitas.
Estar motivado a pesquisar extraclasse o credo da Assembléia de DEUS para compreendê-lo e saber explicá-lo.
 
SUGESTÕES PRÁTICAS
1. Destaque os números relacionados às grandes religiões e à grande quantidade de seitas existentes.
Mostre o grande desafio que esta realidade traz para a Igreja e para cada um de nós individualmente
2. Enfatize a proliferação das seitas como algo que, sobretudo, deve fazer parte das principais preocupações da Igreja, e despertar-nos para a pregação urgente do Evangelho que é, segundo Paulo, o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê.
3. Mostre a necessidade que todo Cristão tem de conhecer dados históricos e de conteúdo doutrinário dos credos inseridos nesta lição. É sumamente importante que ele os compreenda e saiba relacionados com o credo de sua denominação.
ORtENTAÇÃO AO PROFESSOR
1. Não se esqueça de frisar os quatro pontos fornecidos pelo comentador para identificação de uma seita.
2. Motive sempre a participação do aluno; ele precisa sentir que a opinião dele é importante para o professor e demais componentes da classe.
3. Avalie o aproveitamento de seus alunos, fazendo perguntas após o término de cada tópico. De acordo com as respostas, você verificará a aprendizagem da classe, e se o seu desempenho como professor foi satisfatório.
4. Estimule a criatividade de seus alunos. Agindo assim, você estará tornando a sua aula mais dinâmica e interessante.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Há 10 grandes religiões no mundo, além do Cristianismo. São elas:
Budismo, Confucionismo, Hinduísmo, Taoísmo, Jainismo, Xintoísmo, Zoroastrismo, Sikhismo, Islamismo e Judaísmo, e muitos milhares de seitas. Eis o desafio da Igreja.
I. SEITAS E HERESIAS
1. Definição de seita. O termo como aparece na Bíblia significa faccão, partido, grupo ou cisão. Inicialmente, não tinha caráter pejorativo (At 15.5; 24.5,14). Depois assumiu sentido negativo (Gl 5.19-21). Pode designar um subgrupo de dentro de alguma religião organizada, como os saduceus(At5.17),fariseus(At 15.5; 26.5) ou dissensões no seio da própria Igreja (Rm 16.17; l Co 11.19).
2. No campo teológico. Os herejes "convertem a graça de DEUS em dissolução e negam a DEUS, único dominador e Senhor nosso, JESUS CRISTO" (Jd v. 4). Uma tal seita consiste num grupo de pessoas unânimes em torno de uma interpretação
particular da Bíblia, caracterizando-se por distorções do Cristianismo ortodoxo, no que diz respeito às doutrinas centrais da fé cristã.No Cristianismo do Século I, o termo heresia indicava a negação do evangelho pregado pêlos apóstolos (2 Pé 2. l; 2 Co 11.3,4; Gl l.8).
II. DOUTRINA
1. Definição de doutrina e sua origem. Doutrina é o conteúdo de um ensino ou crença. Ela pode ser divina (Mt 7.28; Jo 7.16; Tt 2.10); humana (Cl 2.22; Tt 1.14) e demoníaca (l Tm 4.1). A doutrina divina é a bíblica, ortodoxa e sadia. A humana e a de demónios são heréticas, que levam o homem à condenação e perdição.
2. Contribuição da doutrina. A doutrina responde às perguntas sobre DEUS, a Trindade: Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, sobre a natureza humana, sobre a vontade de DEUS, sobre o nosso destino eterno. A perseverança na doutrina está relacionada à salvação (l Tm 4.16). O conhecimento e a prática da doutrina cristã nos protegem contra a heresia (l Tm 4.1-6; 2 Tm 2.18; Tt 1.11). Esse conhecimento não anula a espiritualidade do crente (l Co 2.14, 15; Rm 12.3). A doutrina contribui para a unidade da Igreja (Rm 16.17; l Co 1.10; Ef 4.12, 13).
3. O JESUS das seitas (2 Pé 2.1-4). As seitas distorcem as verdades fundamentais sobre CRISTO reveladas na Bíblia, e isso resulta num outro evangelho (Gl 1.6-8) e num outro JESUS (2 Co 11.4) que oferecem uma falsa salvação e um falso céu para os seus adeptos. As seitas modernas classificam-se em pseudocristãs, orientais, ocultistas e secretas. 
3.1-Pseudocristãs. Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Mormonismo, Meninos de DEUS (também conhecida por A Família), Tabernáculo da Fé, Só JESUS, Igreja de CRISTO Internacional (de Boston), Igreja da Unificação (Rev. Moon), Igreja Local de Witness Lee, Voz da Verdade, Testemunhas de lerrochua e Igreja Pentecostal Unida do Brasil.
3.2-Orientais. Arte Mahikari, HareKrishna, Seicho-no-iê e Igreja Messiânica Mundial.
3.3-Ocultistas. Kardecismo, Legião da Boa Vontade, SANTO Daime, Racionalismo Cristão, Umbanda, Quimbanda, Candombié. Cultura Racional, Ciência Cristã e Nova Era.
3.4-Secretas. Maçonaria, Ordem Rosacruz e Teosofismo. A Maçonaria não é apenas uma associação ou confraria; ela é, também, uma religião.
III. COMO IDENTIFICAR AS SEITAS
1. Negam a doutrina da Trindade. Os adeptos das seitas procuram salvar-se a si mesmos e, por essa razão, a Trindade lhes é um insulto, e daí, a rejeitarem ou a perverterem.
A única seita que não rejeita a Trindade são os Adventistas do Sétimo Dia; mas à semelhança das Testemunhas de Jeová, alegam que JESUS é o arcanjo Miguel; seus adeptos sequer sabem o que significa isso.
2. São exclusivistas. Os promotores e adeptos das seitas ensinam que a salvação é exclusiva ao seu grupo religioso. Isso é uma afronta à graça de DEUS e ao mérito do sacrifício de JESUS no Calvário. JESUS é o único Salvador, e somente Ele pode salvar (Jo 14.6; At 4.12). A Bíblia diz que a salvação está disponível, pela fé em CRISTO, a todos os que se arrependerem de seus peca-
dos (At 4.12; 10.43; Jo 3.15; Tt 2.11). "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Jl 3.32; Rm 10.13).
3. Além da Bíblia. Certas seitas e religiões negam explicitamente a autoridade da Bíblia; outras acrescentam algo a ela; e, ainda há as que declaram crer nela, mas na prática sequer incentivam seus adeptos à leitura da Palavra de DEUS. Colocam outros livros e líderes humanos como tendo a mesma autoridade da Bíblia ou acima dela.
A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, inspirada por DEUS (2 Tm 3.16). A Bíblia é a Palavra de DEUS (Mc 7.13), o Livro do Senhor (Is 34.16). O profeta adverte: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Is 8.20).
4. Características das seitas.
Elas se caracterizam por apresentarem novas "revelações", novas interpretações da Bíblia, um outro JESUS, rejeição do Cristianismo ortodoxo, liderança muito forte, mudanças constantes em sua teologia, falsas profecias e salvação pelas obras.
IV. OS CREDOS DA CRISTANDADE
1. As seitas e os credos. As seitas falsas além de mutilarem a Bíblia, rejeitam o Cristianismo histórico-ortodoxo. Suas crenças são oriundas das supostas revelações, subjetivismo, e da mentalidade de seus fundadores e líderes.
2. Formulação dos credos (Hb 6.1, 2). "Credo" vem do latim e significa "creio". Desde muito cedo na história do Cristianismo,
o credo tornou-se mais que um conjunto de crenças: é uma confissão de fé. Tem como objetivo sintetizar as doutrinas essenciais do Cristianismo para facilitar as confissões públicas, e conservar a doutrina contra as heresias.
3. Confissão de fé dos judeus. O primeiro credo da Bíblia está em Dt 6.4: "Ouve ó Israel, o Senhor nosso DEUS é o único Senhor", citado por JESUS como o primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29); ainda hoje é recitado pêlos judeus religiosos três vezes ao dia.
4. O Credo dos Apóstolos. É o mais antigo dos três principais credos da Igreja Cristã.
a) História. Diz a tradição que ele foi formulado pêlos apóstolos logo após a ressurreição de JESUS, e que cada um deles apresentou um artigo de fé. O texto mais antigo desse credo é datado de 700 d.C. Muitos crêem que esse documento cons-
tituía a confissão batismal daquela época.
b) Conteúdo. "Creio em DEUS Pai Todo-poderoso. E em JESUS CRISTO seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu do ESPÍRITO SANTO e da virgem Maria; que foi crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, morto e sepultado; ressuscitou ao terceiro
dia; subiu ao céu, e está sentado à mão direita do Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no ESPÍRITO SANTO; na santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo".
A Igreja Católica Romana, por sua própria conta, acrescentou a "Ave Maria" ao credo original.
5. Credo Niceno. O Credo Niceno foi formulado em 325 d.C. Ele contém princípios do credo anterior e novos elementos que lhe dão feição própria.
6. Credo Atanasiano. Ocupa-se da doutrina da Trindade. Todas as suas declarações podem ser confirmadas nas Escrituras.
a) História. O Credo de Atanásio foi formulado em 381 d.C. Ele é muito extenso para ser citado na íntegra. Citamos apenas alguns artigos.
b) Conteúdo. 
(3) A fé universal é esta: Adoramos um DEUS em trindade, e a trindade em unidade; 
(4) Não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. 
(5) Pois existe uma Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do ESPÍRITO SANTO. 
(6) Mas a deidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO é toda uma só; a glória é igual e a majestade é coetema.
(7) Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o ESPÍRITO SANTO.  
(8) O Pai é incriado, o Filho é incriado, e o ESPÍRITO SANTO é incriado. 
(9) O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o ESPÍRITO SANTO é imensurável. 
(10) O Pai é eterno, o Filho é eterno, o ESPÍRITO SANTO é eterno.
(11) E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. 
(12) Da mesma forma não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. 
(13) Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o ESPÍRITO SANTO é onipotente. 
(14) No entanto, não há três onipotentes, mas sim, um onipotente.
(15) Assim, o Pai é DEUS, o Filho é DEUS, e o ESPÍRITO SANTO é DEUS. 
(16) No entanto, não há três deuses, mas um DEUS. 
(17) Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o ESPÍRITO SANTO é Senhor. 
(18) Todavia não há três senhores, mas um Senhor. 
(19) Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo DEUS e Senhor; 
(20) Assim também ficamos privados de dizer que haja três deuses ou senhores... 
(26) Mas as três Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas; 
(27) De sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.
7. Confissão de fé das Assembleias de DEUS. A Bíblia é a nossa única autoridade em matéria de fé, de doutrina e de conduta. Ela está acima de todos os credos e da tradição. Mas há a necessidade de se formular a nossa confissão de maneira que qualquer pessoa possa em resumo saber e entender o que cremos. Nosso Credo constitui-se de 14 artigos que aparecem em cada edição do jornal Mensageiro da Paz, p. 2. Ele começa com uma declaração trinitariana: "Cremos em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO" (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.2a; 2 Co 13.13).
CONCLUSÃO
A Bíblia é a única fonte para se discernir entre a ortodoxia bíblica e a heresia. Ela é a Palavra de DEUS inspirada; o único padrão que distingue o certo do errado. O movimento religioso que a rejeita, e tem aversão pêlos credos formulados pela Igreja Cristã nos primeiros séculos, é seita; e, como tal, é inimigo do Cristianismo bíblico e histórico.
BIBLIOGRAFIA
Cristianismo em Crise, Hank Hanegraaff- CPAD.
Desmascarando as Seitas, Natanael Rinaldí e Paulo Romeiro - CPAD
Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio B. de Holanda.
Dicionário Teológico, Claudionor Corrêa de Andrade - CPAD.
O Sábado a Lei e a Graça, Abraão de Almeida - CPAD.
Seitas e Heresias, Raimundo F. Oliveira - CPAD.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
Uma das principais obras do diabo é subtrair, ou acrescentar, coisas à Palavra de DEUS. Quando deixamos de priorizar o ensino das verdadeiras doutrinas bíblicas, contribuímos de forma significativa para a formação de crentes frágeis na fé, facilitando a disseminação das heresias. Mas o cristão bem estruturado, doutrinariamente, além de estar protegido contra as heresias, toma-se um apologista, um defensor da fé cristã.
Basicamente, dividimos as doutrinas bíblicas em três grupos:
/. Doutrina da salvação. Estuda a salvação que, pelo imensurável amor divino e somente através do sacrifício de CRISTO, foi oferecida ao homem.
2. Doutrinas da fé cristã. Estudam os temas mais variados: Bíblia Sagrada, Trindade, homem, pecado, fé, santificação etc. A compreensão dessas doutrinas requer estudo contínuo e sistemático das Sagradas Escrituras.    ^
3. Doutrinas das últimas coisas.
Referem-se aos aspectos futuros da salvação bem como aos acontecimentos que hão de marcar o final dos tempos: arrebatamento da Igreja, grande tribulação, milénio, julgamento final etc.
Subsídio lingüístico.
Não são poucos os que confundem apostasia com heresia. Mas para que conpreendamos perfeitamente as várias seitas, é necessário que saibamos distinguir uma da outra.
Apostasia é o abandono premeditado da fé. Para os profetas do Antigo Testamento, constituía-se num adultério espiritual. Já a heresia, é a abjuração parcial da fé.
A heresia, portanto, pode ser conceituada como uma doutrina contrária aos ensinamentos das Sagradas Escrituras. Ela tanto pode contrariar os ensinos quanto os costumes embasados pela Palavra de DEUS.
GLOSSÁRIO
Apologética: discurso para justificar, defender ou louvar.
Credo: normas ou preceitos que encerram as doutrinas fundamentais de uma igreja.
Ortodoxia: Fiel e exato cumprimento de uma doutrina. Absoluta conformidade com um princípio ou doutrina.
QUESTIONÁRIO
1. Qual a definição de seita?
- Grupo de pessoas unânimes em tomo de uma interpretação particular da Bíblia, caracterizando-se por distorções das doutrinas centrais da fé cristã.
2. Qual a definição de heresia?
- Negação do Evangelho pregado pêlos apóstolos de CRISTO.
3. Como se classificam as seitas?
- Em pseudocristãs, orientais, ocultistas e secretas.
4. Por que as seitas procuram negar a doutrina da Trindade?
- Porque esta doutrina mostra o relacionamento das três Pessoas divinas no processo da salvação.
5. Quais são os três principais credos da igreja?
- Credo Niceno, Credo Atanasiano e o Credo Atanasiano.
 
Lição 2 - 13 de abril de 1997
A DOUTRINA DA TRINDADE
 
TEXTO ÁUREO
"Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO" (Mt 28.19).
.VERDADE PRATICA
"A cristoïogia, em termos de fé, é uma questão de salvação ou perdição, e não meramente uma doutrina alternativa.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 1.26 A Trindade na criação do homem
Terça - Gn 3.22 A Trindade depois da queda de Adão
Quarta-Gn 11.7 A Trindade operando na confusão das línguas
Quinta- Nm 6.24-27 A Trindade na bênção sacerdotal
Sexta - 2 Co 13.13 A Trindade na bênção apostólica
Sábado - SI 6.1-8 A Trindade na visão do profeta
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
JOÃO  1-3,14    
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.2 Ele estava no princípio com DEUS.o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.
2 - Ele estava no princípio com DEUS.
3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio e graça e de verdade.
l CORÍNTIOS 12.4-6
4 - Ora, há diversidade de dons,mas o ESPÍRITO é o mesmo.
5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.
EFÉSIOS 4.4-6
4 - Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5 - Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6 - Um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.
OBJETIV0S
Após a lição estudada o aluno deverá:
Definir a expressão Trindade em " No princípio era o Verbo, e o verbo era DEUS"
Explicar, com as próprias palavras os termos Verbo e Filho
Identificar os atributos morais de cada pessoa da Trindade.
 
SUGESTÕES PRATICAS
1. Todo estudante da Bíblia precisa ter consciência de que ela é o livro onde é filtrado tudo quanto se ensina como elemento da fé Cristã. Somente a Bíblia tem a palavra final sobre todas as questões. Ela é a nossa principal referência.
2. Estimule seus alunos à investigação das Escrituras Sagradas. Somente assim uma doutrina difícil, como a da Trindade, por exemplo, poderá ser adequadamente entendida.
3. Deixe bem claro que a doutrina da Trindade não ensina o triteísmo, mas a existência das três santíssimas Pessoas da divindade num único Ser.
4. Não se esqueça de deixar claro que são três as pessoas que procedem de uma mesma substância, e não três manifestações diferentes de DEUS. As três pessoas são absolutamente distintas, porém iguais em substância pois procedem da mesma
essência.
5. Dê destaque ao credo Atanasiano: "Que adoremos a DEUS em Trindade e a Trindade em unidade".
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Procure através de perguntas levantar o que sua classe sabe sobre a doutrina da Trindade. Após isso, de forma simples use os argumentos da lição para ensinar a doutrina da Trindade. Demonstre que embora a palavra não esteja inserida no texto da Bíblia, -^ doutrina da Trindade pode ser vista e estudada amplamente ao longo dos dois Testamentos. Diga a seus alunos que a compreensão desta doutrina brota mais facilmente quando é regada por interesse, estudo e oração.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A doutrina da Trindade tem servido de escárnio e zombaria para os incrédulos e adeptos de seitas. Os cristãos ortodoxos e conservadores, fiéis à Palavra de DEUS, enfatizam a doutrina do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO - a Trindade.
I. DEFININDO OS TERMOS
l. Verbo (Jo 1.1, 14). O vocábulo "Verbo" é às vezes traduzido por "Palavra". O vocábulo original aqui para "Verbo" é Logos. Não
tem correspondente em língua moderna. O Logos de Jo 1.1 não é impessoal, mas uma Pessoa; é o Verbo Eterno, que se tornou Filho, o encarnado de DEUS, quando foi gerado pelo ESPÍRITO SANTO no ventre de Maria, cumprindo-se assim a promessa de DEUS: "Tu és meu Filho, eu hoje te gerei" (SI 2.7; At 13. 33). A partir daí "o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1.14) e "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9).
2. Filho. A expressão "Filho de DEUS" revela a divindade de CRISTO.
É estultícia afirmar que JESUS não é DEUS, mas o "Filho de DEUS". O conceito de filho no pensamento judaico fala de participação e de igualdade, como é o caso de "filho da luz"(Lc 16.8), "filhos da ressurreição" (Lc 20.36). JESUS como "Filho de DEUS" revela a sua deidade, assim como seu título "Filho do homem" revela a sua humanidade.
a) Filho de DEUS revela a deidade absoluta (Jo 5.17). JESUS declarou-se Filho de DEUS. No versículo seguinte o evangelista declara que isso é o mesmo que ser igual a DEUS.
"Por isso os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que DEUS era seu próprio Pai, fazendo-se igual a DEUS" (Jo 5.18).
Algo semelhante encontramos em João 10.30-36. JESUS disse ser um com o Pai: "Eu e o Pai somos um" (v. 30). No versículo 33 os judeus disseram: "Não te apedrejamos por obra boa alguma, mas pela blasfémia, porque sendo tu homem, te fazes DEUS a ti mesmo", e no versículo 36, JESUS declarou-se Filho de DEUS. Dessa forma fica claro que a declaração "Filho de DEUS" é uma
afirmação da sua divindade.
b) O cristão é Filho de DEUS? A expressão "Filho de DEUS", aplicada a JESUS, tem um sentido único e diferente no tocante à mesma expressão aplicada aos salvos. Temos tal posição por adoção (Rm 8.15,23; Gl 4.5; Ef 1.5), e não se trata de uma
questão de substância ou essência, JESUS não é meramente um filho de DEUS, mas o Filho de DEUS num sentido único.
3. Filho Unigénito. A expressão "Filho Unigénito" revela a divindade de CRISTO.
a) No Novo Testamento. Esta expressão aparece cinco vezes concernente a CRISTO: Jo 1.14,18; 3.16; Uo 9.4.
b) Etimologia de "unigénito". O termo original é monogenes. "Mono" significa único, e genes deriva de genos = raça, tipo (e não de gennao = gerar). Isaque, por exemplo, é chamado unigénito de Abraão, e sabemos que Abraão gerou também Ismael e outros filhos com Quetura (Gn 16.15; 25.1-4). Isto mostra que a dita palavra reflete a ideia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. "Unigénito", na Bíblia, significa portanto, o "único da espécie, único do tipo". JESUS é singular, único Filho de DEUS que tem a es-
sência do Pai.
II. DEFININDO A TRINDADE
l. O nome "DEUS". O nome "DEUS" tem variação de emprego no seu sentido na Bíblia. Aparece com referência ao Pai sozinho, como DEUS verdadeiro e absoluto (Fp 2.11); em Jo 1.1: "...e o Verbo estava com DEUS...". Com referência ao Filho, como DEUS absoluto, com toda a sua plenitude (l Jo 5.20; Cl 2.9) e na última parte de Jo 1.1: "...e o Verbo era DEUS". Da mesma forma com
relação ao ESPÍRITO SANTO (At 5.3,4).
Muitas vezes, se refere à Trindade (l Co 12.28).
2. O nome "Jeová". O mesmo acontece com o vocábulo Jeová, ou lave, ou "SENHOR", conforme nossas versões do Antigo Testamento.
Refere-se ao Pai (SI 110.1), ao Filho (Jr 23.5-6), ao ESPÍRITO SANTO (2 Sm 23.2,3), e à Trindade (Dt 6.4; SI 83.18). Convém salientar que a unidade de Dt 6.4: "Ouve ó Israel, o Senhor nosso DEUS é o único Senhor" é composta e não absoluta.
3. A Trindade bíblica. Há um só DEUS e DEUS é um só (Dt 6.4; l Co 8.6; Ef 4.6). A Bíblia, entretanto, ensina que cada Pessoa da Trindade é DEUS absoluto em toda a sua plenitude. A Trindade, portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de DEUS é composta e não absoluta, e isso em nada contradiz o princípio judaico-cristão do monoteísmo.
4. Conceito. Reiteramos aqui o que foi dito na lição anterior sobre DEUS subsistindo como uma Trindade: "Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do ESPÍRITO SANTO. Mas a deidade do Pai, do Pilho e do ESPÍRITO SANTO é toda uma só, a glória é igual e a majestade é coeterna". O Filho não é parte da Divindade, mas DEUS absoluto, e da mesma forma o ESPÍRITO SANTO. Devemos ter o cuidado de não confundir as Pessoas; isso é muito importante, pois evita cairmos no Unicismo.
5. Trindade: um termo técnico. O termo "Trindade" não aparece na Bíblia. Ele surgiu na Igreja a partir do século II. Como já vimos, é um termo que fala de DEUS em três Pessoas. E o termo mais conveniente para designar o DEUS trino, que se
revela através das Escrituras, como Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, apesar de ser ao mesmo tempo uno. É um mistério divino que ultrapassa a nossa razão, mas pela fé sincera na Palavra de DEUS apreendemos essa doutrina fundamental.
6. A Trindade na Bíblia. Génesis 1.1, onde o nome hebraico para DEUS, Elohim, é plural, já mostra que essa unidade de DEUS é composta. "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn l .26); "Eis que o homem é como um
de nós, sabendo o bem e o mal" (Gn 3.22); "Desçamos e confundamos ali a sua língua..." (Gn 11.7). O batismo de JESUS (Mt 3.16, 17); a fórmula batismal (Mt 28.19); a distribuição dos dons espirituais (l Co 12.4- 6); a bênção apostólica (2 Co 13.13)
e a unidade da Igreja em DEUS (Ef 4.4-6) são provas bíblicas irrefutáveis da Trindade.
III. CADA PESSOA DA TRINDADE É DEUS VERDADEIRO
1. DEUS. A Bíblia diz que só um é chamado DEUS (Dt 4.35, 39; Is 44.6, 8; 45.5,21; 46.9); no entanto, a Bíblia também diz que cada uma destas Pessoas é DEUS — o Pai (Jo 17.3; l Co . 8.4,6; Ef 4.6); o Filho (Jo l. l; Rm 9.5; Hb 1.8,9 comp. SI 45.6,7; l Jo 5.20) e o ESPÍRITO SANTO (At 5.3,4; 7.51 comp. SI 78.18,19). Um só DEUS em três Pessoas e não em uma só Pessoa.
2. Jeová (SENHOR em nossas versões). As Escrituras Sagradas afirmam que somente um é chamado Jeová (Dt 6.4; Ne 9.6; SI 83.18; Is 45.5,6; 18); no entanto, nos ensinam que cada uma dessas Pessoas é Jeová—o Pai (l Sm 2.2; l Cr 17.20; Is 37.20); o Filho (Is 40.3 comp. Mt 3.3; Jr 23.5,6) e o ESPÍRITO SANTO (Jz 15.14 comp. 16.20; Hb3.7comp.Ex 17.7,8: 2 Pé 1.21 comp. Nm 12.6).
3. DEUS de Israel. Segundo a Palavra de DEUS, somente um é chamado DEUS de Israel (Dt 5.1,6,7). A Bíblia entretanto ensina que cada Pessoa da Trindade é DEUS de Israel — o Pai (SI 72.18); o Filho (Ez 44.2; Lc 1.16,17) e o ESPÍRITO SANTO (2 Sm 23.2,3).
4. SENHOR DEUS. A Bíblia nos ensina que somente um é chamado SENHOR DEUS (2 Sm 7.22); no entanto, ela mesma nos ensina que cada uma dessas três Pessoas é SENHOR DEUS — o Pai (Os 13.4); o Filho (Ez 44.2) e o ESPÍRITO SANTO (At 7.51
comp. 2 Rs 17.14).
IV. ATRIBUTOS NATURAIS DE CADA PESSOA DA TRINDADE
1. Onipotente. O mesmo que Todo-poderoso. A Bíblia afirma que somente DEUS é onipotente (Dt 3.24; SI 89. 6-8; Is 43.12,13; Jr
10.6), e ela mesma ensina também que cada uma dessas Pessoas é Onipotente — o Pai (2 Cr 20.6; Is 14.27; Ef l. 19); o Filho (Mt 28.18; Ap 1.8; 3.7) e o ESPÍRITO SANTO (Zc 4.6; Lc 1.35).
2. Eterno. Significa que não teve origem e nem terá fim. Um ser à parte da criação. A Bíblia é clara em ensinar que somente DEUS é eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10, 13; 44.6), e com essa mesma clareza ensina a Bíblia que cada uma das Pessoas da Trindade é Eterna — o Pai (SI 90.2; 93.2); o Filho (Is 9.6; Mq 5.2 Jo l. l; 8.58; 17.5, 24; Ap 1.17,18) e ESPÍRITO SANTO (Gn 1.2;Hb9.14).
3. Onipresente. É o poder de estar em toda a parte do universo ao mesmo tempo. Essa palavra não aparece na Bíblia, como também a palavra Trindade. Porém, a evidência da onipresença está implícita em SI 139.7; l Rs 8.27; Jr 23.24. É um termo teoló-
gico posterior. As Santas Escrituras ensinam que somente DEUS é Onipresente (Jr 23.23,24); no entanto, revelam que cada uma dessas três Pessoas é Onipresente — o Pai (Am 9.2,3; Hb 4.13); o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13) e o ESPÍRITO SANTO (SI 139.7-10; l Co 3.16; Jo 14.17).
4. Onisciente. É o poder de saber todas as coisas. É um termo teológico à parte das Escrituras. A Bíblia Sagrada afirma que somente DEUS é onisciente (l Rs 8.39; Dn 2.20-22; Mt 24.36); no entanto, encontramos nela que cada uma dessas Pessoas é onisciente — o Pai (l Cr 28.9; Is 48.5-7 ; 42.9); o Filho (Mc 9.34,35; Jo 2.24, 25; 16.30; Lc 19.41-44; Jo 6.64; 18.4) e o Espíri-
to SANTO (Ez 11.5; Rm 8.26,27; l Co 2.10,11; l Tm 4.1).
5. Criador. As Escrituras Sagradas afirmam que somente DEUS é o Criador (Is 44.24; 45.5-7, 18), mas ao mesmo tempo ensinam que cada uma destas três Pessoas é o Criador — o Pai (Ne 9.6; Jr 27.5; SI 146.6; At 14.15); o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2, 10) e o ESPÍRITO SANTO (Jó 26.13; 33.4; SI 104.30).
6. Vida. A Bíblia diz que somente DEUS é a fonte da vida (Dt 32.39); no entanto, ela também afirma que cada uma dessas três
Pessoas é a Fonte da Vida — o Pai (SI 36.9; At 17.25, 28); o Filho (Jo 1.4; 11.25) e o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2; Jó 33.4).
CONCLUSÃO
Esse estudo apresenta as bases bíblicas da doutrina da Trindade.
Deve ser usado sempre, e não meramente neste trimestre, porque envolve a vida cristã e servirá de referência nos demais estudos desse trimestre.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio linguístico
TRINDADE - [Do gr. trikha, três; do lat. trinitatem, grupo de três pessoas] Doutrina cristã, segundo a qual a divindade, embora una em sua essência, subsisgte nas pessoas do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO. O termo não se encontra nas Sagradas
Escrituras. Mas as evidências que atestam esta doutrina são, tanto no Antigo, como no Novo Testamento, incontestáveis.
A palavra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófílo; e, em sua forma latina, por Tertuliano.
O Credo Atanasiano assim se expressa acerda da doutrina da Santíssima Trindade: "Adoramos um DEUS em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância". (Dicionário Teológico, Edições CPAD)
Subsídio teológico
Em suas Doutrinas Bíblicas, o pastor Staniey Horton discorre sobre a Trindade:
"Um grande mistério está à nossa espreita: há somente dm DEUS, e uma só Trindade (ou triunidade).
Para desvendar tal mistério, não dispomos de analogias ou comparações adequadas. Mas a realidade da Palavra de DEUS aí está: o Supremo Ser subsiste numa unidade de três pessoas igualmente divinas e distintas.
"A Trindade é uma comunhão harmoniosa dentro da deidade. Essa comunhão é amorosa, porque DEUS é amor. Mas esse amor é expansivo, e não autocentralizado. Ele requeria que, antes da criação, houvesse mais de uma Pessoa dentro do Divino Ser.
"Uma maneira de se desvendar as distinções das pessoas, na divindade, consiste em se observar as funções atribuídas especificamente a cada uma delas. Exemplificando: DEUS Pai é relacionado à obra da criação; DEUS filho é o principal agente da obra de redenção da humanidade; e DEUS ESPÍRITO SANTO é a garantia de nossa herança futura. Esta tríplice distinção é esboçada no pimeiro capítulo de Efésios. Contudo, não devemos pressionar tais distinções, pois há abundante testemunho bíblico quanto à cooperação do Filho e do ESPÍRITO SANTO na obra da criação:
o Pai criou através do Filho (Jo 1.3); o ESPÍRITO SANTO pairava gentilmente sobre a terra, preparandoa para os seis dias da criação (Gn 1.2). O Pai enviou o filho ao mundo para efetuar a redenção (Jo 3.16), e o próprio filho, em seu ministério, veio 'no poder do ESPÍRITO' (Lc 4.14). O Pai e o Filho, de igual modo, tomam parte no ministério do ESPÍRITO SANTO, que consiste em santificar o crente".
GLOSSÁRIO
Divindade: natureza divina; qualidade de divino. DEUS.
Deidade: divindade; DEUS.
Estultícia: qualidade ou procedimento de estulto; tolice, estupidez.
Logos: um vocábulo grego comum, usado num sentido quase técnico como título de JESUS CRISTO nosensinos joaninos.
Polissêmico: variedade de sentidos para uma mesma palavra.
Triteísmo: doutrina daqueles que afirmam haver em DEUS não só três pessoas, mas também três essências, três substâncias e três deuses.
ünicismo: heresia cristã de Fótino (330-376 d.C.), herético grego, bispo de Esmirna, que reduzia as pessoas divinas a simples modos de uma pessoa cm DEUS.
QUESTIONÁRIO
1. Qual a definição do vocábulo "Verbo?"
- O vocábulo "Verbo" é às vezes traduzido por "Palavra". O vocábulo original aqui para "Verbo", é Logos.
2.Que declaração de JESUS trata de sua divindade?
- "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30).
3.Defina a idéia bíblica de Trindade.
- A Trindade é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de DEUS é composta e não absoluta, e isso em nada contradiz o princípio "judaico-cristão do monoteísmo.
4.A Bíblia diz que um só é chamado DEUS. No entanto, diz que cada uma dessas Pessoas é DEUS. Faça uma criação bíblica  para cada pessoa:
O Pai (Jo 17.3; l Co 8.4,6; Ef 4.6); o Filho (Jo 1.1; Rm 9.5; Hb 1.8,9 comp. Sl 45.6,7; 1 Jo 5.20) e o ESPÍRITO SANTO (At 5.3,4; 7.51 comp. Sl 78.18,19).
 5.Cite alguns atributos naturais de DEUS:
- Onipotência, onisciência, onipresença e eternidade.
 
PRINCIPAL SEITA COMBATENTE DA TRINDADE HOJE, NO BRASIL É O CONJUNTO E IGREJA VOZ DA VERDADE QUE TEM DISTRIBUÍDO CD'S GRÁTIS EM SEUS SHOWS COMBATENTO A  DOUTRINA DA TRINDADE, BEM COMO PREGADO ISTO DURANTE SUAS APRESENTAÇÕES.
 
O Conjunto Voz da Verdade e o Show do Fest-Gospel
em São José do Rio Preto - SP

 
O Conjunto Voz da Verdade fez "um show" no Fest-Gospel 2001 de SJ Rio Preto. Infelizmente esse "show" não foi no sentido qualitativo, mas pejorativo. O líder do Conjunto Carlos A. Moisés, no meio da apresentação, começou a desafiar os pastores presentes no recinto a provarem a ele que DEUS tem sócio (se referindo à Trindade). Argumentou que quem acredita na possibilidade de DEUS viver em sociedade crê na doutrina inventada pelo Papa. Além desses impropérios, o conjunto distribuiu um Cd onde faz apologia contra a doutrina da Trindade (E isso sem a autorização do Conselho de Pastores da Cidade). Quando um de nossos apologistas tentou conversar com o Líder do Grupo por e-mail e questioná-lo sobre suas declarações feitas no Fest-Gospel e sobre a Doutrina da Trindade, recebemos a seguinte resposta:"Primeiramente, eu gostaria de lhe informar que quem vos escreve é o mesmo que estava gritando no palco em São José do Rio Preto. Em segundo lugar, não estou nem um pouco preocupado... você e nada pra mim, é igual a NADA. Alguém , como você, que nega o nome de JESUS não é merecedor de minha apreciação. Se a tua igreja não cantar, MILHÕES de igrejas cantarão por todo o Brasil, por isso você não faz DIFERENÇA. O dia que você conseguir fazer com que as igrejas de todo o país parem de cantar nossos hinos, aí você será um vencedor. - Pastor Carlos A. Moysés".
Nenhum argumento teológico foi recebido da parte do nobre conjunto, mas somente afrontas infantis sem redundância alguma. Nenhuma de nossas apologias à favor da Trindade foi objetada pelo Sr. Carlos Moisés a não ser o que imprimimos acima. Isso é lamentável!
Sobre a questão "Unitarista" do referido conjunto, vamos fazer apenas algumas observações:
O ARGUMENTO UNICISTA - A doutrina unicista está baseada nas seguintes verdades bíblicas:   A primeira verdade bíblica é que há somente um DEUS e a segunda é  que JESUS é DEUS. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que JESUS CRISTO é DEUS em sua totalidade, sendo assim, JESUS tem que ser o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO, rechaçando a doutrina da Trindade.
O ARGUMENTO TRINITÁRIO -   A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único DEUS existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, esses três são o único DEUS. A teologia unicista ensina que JESUS CRISTO é o Pai encarnado, e que o ESPÍRITO SANTO é JESUS CRISTO também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.
É JESUS O PAI? - Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"
Este versículo não ensina que JESUS é o Pai. O título "Pai eterno" refere-se ao fato de que JESUS é o Pai da eternidade; em outras palavras, JESUS sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5). O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a DEUS no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que JESUS é o "DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, JESUS não é seu próprio Pai.
João 10:30 – "Eu e o Pai somos um".  Se JESUS tivesse querido dizer que ele é o Pai, teria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. JESUS não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador. "Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. JESUS e o Pai são um em natureza e em essência, porque JESUS é DEUS, como o Pai, mas não é o Pai.
É JESUS O ESPÍRITO SANTO?
Versículos que os Unicistas usam para provar que JESUS é o ESPÍRITO SANTO:  2ª Coríntios 3:17 — "Ora, o Senhor é o ESPÍRITO e, onde está o ESPÍRITO do Senhor, ali há liberdade". O texto não diz que "JESUS é o ESPÍRITO". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a JESUS CRISTO. O "ESPÍRITO" aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Nome que se refere a Trindade) ou DEUS, e NÃO com JESUS, já que o versículo 16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado". Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado". O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. No versículo 17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a JESUS, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra. Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "JESUS", como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é o Senhor, para a glória de DEUS Pai". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é o JESUS...". Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é DEUS. Porém, não DEUS, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito "para a glória de DEUS Pai".
          Depois de termos visto que JESUS não é o Pai nem tampouco o ESPÍRITO SANTO, podemos concluir de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de DEUS. Se JESUS não é o Pai, mas é DEUS, e o Pai não é JESUS e é DEUS, e o ESPÍRITO SANTO não é JESUS e é DEUS e a Bíblia diz que somente há um DEUS, então isto significa que dentro da unidade do único DEUS existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único DEUS. Uma coisa é dizer "Eu não entendo a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã", "diabólica", "antibíblica". A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: "... Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho".(1ª João 2:22) - "... e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho JESUS CRISTO (I Jo. 1:3)".
 
Lição 3 = 20 de abril de 1997
A DOUTRINA DA NATUREZA DO HOMEM
 
TEXTO ÁUREO
"E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma. e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO" (l Ts 543).
VERDADE PRATICA
Corpo, alma e espírito; morte e interno, eis um problema que as seitas não sabem como resolver.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 1.26 O homem foi feito à imagem e semelhança de DEUS 
Terça-Gn 2.7 DEUS soprou nas narinas do homem o fôlego de vida
Quarta - SI 8.4-6 O homem foi feito um pouco menor do que os anjos
Quinta - Jó 32.8; Pv 20.27 O espírito do homem o distingue dos animais
Sexta -1 Co 6.20 Nosso corpo e espírito pertencem a DEUS
Sábado - Ec 12.7 O espírito volta a DEUS 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
LUCAS 16.19-31
19 - Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. 20 - Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. 21 - E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. 22 - E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pêlos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e fui sepultado. 23 - E, no Hades, ergueu os
olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. 24 - E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 - Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e agora, este é consolado, e tu, atormentado, 26 - E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. 27 - E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. 28 - pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a Hm de que não venham também para este lugar de tormento. 29 - Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 30 - E disse ele; Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos tosse ter com eles, arrepender-se-iam. 31 • Porém Abraão lhe disse:Se não ouvem a Moisés e aos pro- fetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.
OBJETIVOS
Ao término da aula o aluno deverá:
Conceituar o termo "parábola".
Definir corpo, alma e espírito.
Determinar a diferença entre morte e o sono da alma.
SUGESTÕES PRATICAS
l. Alerte a seus alunos: a falta de conhecimento do que ensinam as seitas faz-nos vulneráveis e incapazes de argumentar contra elas e a favor da fé que sustentamos.
2. Não permita que a discussão em tomo da dicotomia-tricotomia tome tempo em sua aula, pois o objetivo da lição não é discutir este assunto.
3. Pesquise nos livros e materiais didáticos disponíveis a história do Rico e Lázaro. A linguagem é simbólica ou literal?
4. Não deixe de frisar os erros dos Testemunhos de Jeová e Adventistas do Sétimo Dia.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Crie em sua classe um clima de aprendizagem. A amizade e a camaradagem têm de prevalecer. Esteja sempre aberto e atento ao que seus alunos querem dizer; é a oportunidade para se esclarecer dúvidas que são partilhadas a toda classe.
Estude bem a lição, pois seu manejo de classe depende de quão bem você domina o assunto a ser ensinado. Planeje bem sua aula; não se esqueça dos objetivos estabelecidos e do tempo disponível.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Os três temas mais atacados pelas seitas são a Trindade, a natureza do homem e o inferno. Um estudo sistemático sobre estes assuntos haverá de equipar  melhor o aluno para o estudo das seitas. 
I. O RICO E LÁZARO: UM PROBLEMA PARA AS SEITAS
A passagem do Rico e Lázaro é um fato real, conforme o comprova um exame do original grego. Os títulos dados às passagens bíblicas não vêm dos escritores sagrados, exceto os que aparecem em negrito nos Salmos. São colocados pelas editoras que publicam Bíblias: sociedades ou imprensas bíblicas, para facilitar o estudo das Sagradas Escrituras. Parábola é uma ilustração da qual se extraem lições e verdades espirituais. É uma maneira figurada de se ensinar uma verdade. O caso em apreço não tem por início: "O reino dos céus é semelhante" e nem "assemelhá-lo-ei..." ou algo assim, mas: "Havia um homem..." (v. 16) -um modo típico de se introduzir uma narrativa no Antigo Testamento (l Sm l. l; Jó l. l). As seitas falsas sustentam que Lucas 16.19-31 é uma parábola e, dessa maneira, procuram, nos fatos do referido texto, as suas aberrações doutrinárias. 
l. Testemunhas de Jeová. Ensinam que o rico representa a classe dos religiosos: os fariseus, os saduceus e o clero da "cristandade", pois se acham separados de DEUS, e mortos quanto ao seu favor. Lázaro representa o povo comum que recebe a CRISTO, e expõe sua mensagem perante a classe representada pelo rico.
O sofrimento representa as verdades que os seguidores de CRISTO pregam. 
Se as Testemunhas de Jeová ensinam que com a morte tudo se acaba, que o Hades é a sepultura, e que
os mortos estão inconscientes, como pode o Hades ilustrar tal sofrimento? Como pode o estado de incons-
ciência ilustrar este sofrimento? Onde está escrito que o rico representava a classe dos fariseus, dos
saduceus e do clero da cristandade? Desde quando a riqueza, na Bíblia, representa a falsa religião? E só o l
pobre que segue a CRISTO? Claro que não!                            '
2. Adventístas do Sétimo Dia. Dizem que JESUS se prevaleceu de ideias erróneas para ilustrar uma ver-
dade, e que doutrinas não podem ser baseadas em parábolas. Antes de mais nada, convém salientar que a
nossa doutrina está baseada em toda a Bíblia, e não meramente numa "parábola". Em segundo lugar, JESUS ja-
mais deixaria firmar-se em doutrinas erróneas. E, em terceiro lugar, não se trata de uma parábola, mas de um
fato real. 
II. O HOMEM
1. Dicotomia. Há teólogos que admitem que o homem é constituído apenas de corpo e alma-espírito.
Devemos, porém, saber a diferença entre o que a Bíblia diz, e o que os teólogos dizem da Bíblia. Os teólo-
gos não são absolutos; a Bíblia é que o é: a infalível Palavra de DEUS.  
2. Tricotomia. A Bíblia é clara em textos como l Ts 5.23 e Hb 4.12, onde o homem é identificado como
que constituído de corpo, alma e espinto. O corpo é o invólucro da substância imaterial; a alma, a sede dos
apetites e das emoções; e o espírito, a sede da adoração a DEUS. A isso chamamos tricotomia.
3. Alma. Os Adventistas do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová, porém, usam errada e impropriamen-
te l Timóteo 6.16, que diz: "Aquele que tem, ele só, a imortalidade", para contestar a doutrina de que a alma
sobrevive à morte do corpo. Mas este argumento é desmantelado quando alguém lhes pergunta se os anjos são
imortais. O apóstolo, por conseguinte, está dizendo que DEUS é a origem da imortalidade; em momento algum
prega a doutrina dos saduceus.
a) Diferença entre o homem e o animal. A alma dos animais (Gn 1.20, 24, 30) nada tem a ver com a
alma dos homens, pois estes receberam o "espírito" de vida (Gn 2.7) que os distingue daqueles (Jó 32.8; Pv
20.27). O apóstolo Paulo afirma que nem "toda a carne é uma mesma carne", assim também, "nem toda a
alma é a mesma alma". A alma do animal perece na sua morte, mas a do homem não (2 Co 5. l; Ap 6.9).
b) No contexto bíblico. Às vezes o vocábulo alma é empregado na Bíblia para representar o homem na
totalidade do seu ser. Quem não atenta para isso, confunde-se. Ver Êx l.5; Ez 18.4; At 7.14. O termo alma
referindo-se ao sangue: Gn 9.4; Lv 17.10-14; Dt 12.23; referindo-se à vida: Jó 12. l O, e finalmente o termo
alma referindo-se a alma propriamente dita: Mt 10.28; Ap 6.9. A alma é a sede do apetite físico (Nm 21.5; Dt 12.20; Ec 2.24; Jó 33.20; SI 107.18; Mq 7.1). O desejo do homem é manifesto ao mundo exterior pelo corpo. A alma é também a sede
das emoções (Jó 30.25; SI 86.4; Ct 1.7; Is 1.14). 
4. ESPÍRITO. O espírito veio de DEUS (Gn 2.7; Zc 12.1) e tem fome e sede de DEUS. Há quem diga que o
espírito de todos os homens, independentemente de seu relacionamento com DEUS, volta para o céu, com
base em Ec 12.7: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a DEUS, que o deu", mas os tais esque-
cem (l) do contexto do cap. 12 de Eclesiastes, principalmente o v. l; (2) do contexto do cap. 2 de Géne-
sis, inclusive o v. l; e (3) de que o espírito humano também peca (2 Co 7.1; SI 78.8; Pv 16.18).
III. A MORTE
1. A morte no contexto bíblico (v. 22). Só escapam da morte física os salvos que estiverem vivos quan-
do do arrebatamento da Igreja (Hb 9.27). O sono da morte, de que fala a Bíblia, diz respeito ao corpo inerte
e não ao homem interior. 
2. Morte é separação. Quando da ocorrência da morte, o espírito e a alma se separam do corpo. Essa
separação também se aplica à esfera espiritual. A morte, tanto física como espiritual, é consequência do peca-
do (Gn 2.17; Rm 5.12,15,17,18). JESUS disse que quem nEle crer passa da morte para a vida (Jo 5.24); isso
porque, o homem sem DEUS está separado de seu Criador e, portanto. morto.
3. Os destinos do rico e Lázaro (v. 23). Ninguém é salvo por ser pobre e nem condenado por ser rico.
JESUS não deu detalhes sobre esses dois homens. Mas, pelo destino deles, entendemos que o rico foi con-
denado porque era incrédulo, e Lázaro foi salvo por ser crente. 
4. Radiografia do além. A narrativa do Rico e Lázaro traz-nos uma visão panorâmica da doutrina bíbli-
ca da imortalidade da alma e do destino do homem após a morte. Neste relato, concluímos: Quando morre
um servo de DEUS, os anjos o levam ao paraíso (v.22). Nisso, se cumpre o que está escrito em Filipenses l .23.Os mortos conservam o sentido da vista (v.23). Eles têm sensibilidade à dor (v.23), lembram-se das coisas terrenas (v.28), reconhecem os mortos com os quais, em vida, conviviam (v.23).
As solicitações dos incrédulos, após a morte, não são atendidas, nem existe comunicação dos mortos com
os vivos (vs. 27-31). A necromancia, portanto, é uma farsa diabólica (Dt 18.11; Is 8.19, 20).
IV. O INFERNO
l. Hades (v. 23). É o equivalente do hebraico sheol. E o estágio intermediário dos mortos. Ali, estes
aguardam o dia do juízo, quando todos os mortos do Hades, juntamente com o próprio Hades, serão lança-
dos no lago de fogo (Ap 20. 13,14), O Hades não é o inferno propriamente dito. E uma prisão temporá-
ria, cuja função terminará no Dia do Juízo. Aí, estão os ímpios que já morreram; eles estão conscientes e
em tormentos, aguardando o juízo final (Ap 20.14). Ainda não é o lago de fogo e enxofre. O Hades, por con-
seguinte, não é a sepultura.
Quando morre um justo, o homem interior deste (a alma e o espírito) vai para a presença de DEUS,
enquanto o corpo é sepultado (Ec 12.7; Ap 6.9).
2. Outras expressões. Há na Bíblia, outras expressões para se designar o lugar da maldição eterna; abis-
mo (SI 71.20; Lc 8.30,31; Ap 9.24); fornalha de fogo (Mt 13,49, 50); trevas exteriores (Mt 22.13); fogo
eterno (Mt 25.41); lago de fogo (Ap 19.20; Ap 20.7,10); vergonha e desprezo eternos (Dn 12.2); tormento
eterno (Mt 25.46). O castigo eterno é também chamado "fogo que nunca se apagará" (Mt 3.12) e "fornalha
acesa" (Mt 13.42; 25.46).
3. Para refletir. A Obra Missionária Chamada da Meia-Noite publicou um livrete expondo a doutrina
do inferno ardente, do qual extraímos o seguinte texto:
"Eu também gostaria de poder crer que não houvesse um lugar de maldição eterna, mas se eu cresse
nisso, teria de jogar fora minha Bíblia, teria de fazer de JESUS um enganador, poderia violar qualquer lei, qualquer mandamento moral, teria de abandonar minha te em um DEUS santo e justo. Se não existe um julgamento eterno do qual pre-
ciso ser salvo então também foi desnecessária a vinda do Salvador. Sua morte teria sido um julgamento errado da parte de DEUS, e a Bíblia se tornaria um livro de lendas obscuras e apavorantes, cheia de pessimismo." 
CONCLUSÃO 
A constituição do homem - corpo, alma e espírito, a morte, o inferno e o lugar dos justos são assuntos
interligados. As seitas sabem que, para se eliminar a doutrina do inferno, é necessário alterar uma série de
outras doutrinas. Por isso, o conjunto doutrinário tratado nesta lição tem sido duramente atacado pelas seitas
na tentativa de tornar sem efeito a morte vicária de CRISTO JESUS por toda a humanidade.
AUXIÜOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
"A morte e o hades também serão lançados no lago de fogo. Noutras palavras; não terão eles parte na
nova criação: serão mergulhados na segunda morte, nas trevas exteriores. Dessa maneira, o 'último inimigo',
a morte, será para sempre destruído (l Co 15.26). Nos novos céus e na nova terra, não haverá mais lágrimas
nem morte. No lago de fogo, porém, haverá lamentações e ranger de dentes ( Mt 8.12; 13.49,50; Lc 13.28).
Será um lugar pleno de remorso, amargura e frustração. Mesmo em todos esses tormentos, o pecador
continuará pecador. Somente o sangue de JESUS poderá fazer do homem uma nova criatura. Hoje ainda há
oportunidade."
Subsídio linguístico
Afinal, o castigo dos ímpios será eterno? A resposta a esta pergunta, que tem gerado tantas discussões, é
encontrada no livro Doutrinas Bíblicas:
"Os que forem lançados no lago de fogo 'de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre' (Ap
20.10). Judas 7 também fala da punição no fogo eterno. Todavia, há os que buscam dar outra interpretação
à palavra 'eterno', dizendo que ela significa 'duradoura como a nossa era'. Mas um pouco de conhecimen-
to do grego resolve a questão. O vocábulo grego aionios, traduzido por 'eterno' ou 'sempiterno', é usado
nas expressões 'vida eterna', 'morte eterna' e 'DEUS eterno'. Estaría-mos todos em dificuldades, pois, se
DEUS durasse apenas por uma era. Outrossim, a Bíblia descreve as chamas do julgamento eterno de maneira que não deixa dúvidas. Por sua própria natureza, o fogo da segunda morte é inextinguível (Mt 3.12w; Lc 3.17). É interminável;não tem fim.
"Também deveríamos observar que a promessa de vida que DEUS fez aos crentes fiéis, significa mais do que mera existência. O dom da vida eterna traz bênçãos e a comunhão plena e eterna com DEUS e com CRISTO, bem como a participação na glória vindoura. Portanto, a segunda morte, como penalidade, não significa logicamente a mera perda da existência. É a punição eterna e a separação perene de DEUS".
GLOSSÁRIO
Geena: lugar de suplício; inferno.
Hades: semelhante a geena.
Parabólico: semelhante ou relativo à parábola.
Sinédoque: tropo que consiste no uso do todo pela parte, do plural pelo singular, do género, pela espé-
cie, etc. 
QUESTIONÁRIO
l. Quais os três temas principais da fé ortodoxa atacados pelas seitas?
- Trindade, a natureza do homem e o inferno.
2. Qual a maneira típica de se introduzir uma narrativa parabólica no Novo Testamento?
- "O reino dos céus é semelhante" e "assemelhá-lo-ei..."
3. De acordo com a Bíblia o que é a tricotomia do homem?
- É a doutrina de que o homem constituído de corpo, alma e espírito.
4.0 que significa a palavra morte?
- Separação. A morte física é separação entre o corpo e a alma. A espiritual é a separação entre o ho-
mem e o seu Criador.
5. Quais as outras expressões existentes na Bíblia para designar o lugar de maldição?
-Abismo (SI 71.20; Lc 8.30,31; Ap 9.2-4); Fornalha de fogo (Mt 13.49, 50); Trevas exteriores (Mt
22.13); Fogo eterno (Mt 25.41)Lago de fogo (Ap 19.20; Ap 20.7,10); Vergonha e desprezo etera
nos (Dn 12.2); Tormento eterno (Mt 25.46).
 
Lição 4 = 27 de abril de 1997
DISTORÇÕES DA CONFISSÃO POSITIVA
 
TEXTO ÁUREO
Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra" (Jr 5.30).
VERDADE PRATICA
As crenças da Confissão Positiva, apesar das aparências, não podem ser comprovadas nas Escrituras Sagradas.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Rm 16.17; l Co 1.10
Devemos manter a unidade da doutrina
Terça - 2 J o 9-11
A nào-comunhào com as falsas doutrinas
Quarta - E f 4.12-16
Doutrinas enganosas
Quinta - l Co 11.18,19
O surgimento das dissensões
Sexta - Tt 3.10, 11
Evite-se o herege
Sábado - Gl 5.20
Heresias - obras da carne com as sãs palavras de nosso Senhor JESUS CRISTO e com a doutrina que é segundo a piedade,
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Tm 6.3-5
3- Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor JESUS CRISTO e com a doutrina que é segundo a piedade,
4 - É soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfémias, ruins suspeitas,
5 - Contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho.
Aparta-te dos tais.
2 TIMÓTEO 4.3-5
3 - Porque virá o tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores con-
forme as suas próprias concupiscências;
4 - E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
5 - Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
 
OBJETIVOS
Enumerar as distorções da Confissão Positiva.
Descrever os atributos que distinguem DEUS do ser humano.
Estabelecer a diferença entre o CRISTO revelado no Novo Testamento e o CRISTO da Confissão Positiva.
SUGESTÕES PRÁTICAS
Deixe bem claro aos seus alunos que os ensinos da Confissão Positiva, Evangelho da Confissão Positiva, Teologia da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade, expressam praticamente o mesmo ponto de vista teológico. Ou seja: é uma distorção da verdadeira doutrina. Conscientiz.e seus alunos de que o conceito de prosperidade não pode ser reduzido à posse de dinheiro e bens materiais. Existem pessoas que possuem muito dinheiro sem, contudo, ser prósperas. Existe um alto índice de dependên-
cia de drogas, prostituição, divórcios e suicídios entre as pessoas da classe alta nas sociedades em todo mundo. Como disse um certo poeta Português: "A verdadeira prosperidade é a prosperidade moral e o que passar disso é simplesmente uma questão de aquisição de bens materiais". Procure demonstrar que ser pobre, perseguido ou estar enfermo, não significa necessariamente estar em pecado. Veja Hebreus 11.35,36. Procure outras referências, lembrando que Paulo só pregou o evangelho aos Gaiatas por causa de uma enfermidade, e tendo ele curado a tantos enfermos, deixou seu amigo Trófimo doente em Mileto (2 Tm 4.20).
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Prepare sua aula com bastante reflexão e oração. Procure pesquisar sobre a Teologia da Prosperidade, Muitos crentes têm, desavisadamente, abraçado tais ensinos, por desejarem, legitimamente, mais segurança e uma vida mais confortável.
Enfatize o antagonismo entre o Cristianismo genuíno e a Teologia da Confissão Positiva (Teologia da Prosperidade). Eles são excludentes; não podem coexistir. num JESUS divorciado dos ensinos do Novo Testamento e na deificaçâo do homem.
 
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Confissão Positiva é o nome de um movimento que ora permeia o seio da Igreja, expondo uma teologia estranha ao cristianismo bíblico. O problema mais sério desse movimento é a crença num deus totalmente alheio ao revelado nas Escrituras.
 
I. HISTÓRIA
1. Influência ocultista. O movimento Confissão Positiva, que age entre as igrejas evangélicas pentecostais, tem sua origem no ocultismo, e não no pentecostalismu. Sua origem remonta a Finéias Parkhust Quimby (1806 - 1866). Este curandeiro e hipnotizador negava a existência da matéria, do sofrimento, do pecado, da enfermidade etc. Fundador do Novo Pensamento, tornou-se conhecido como o guru da Ciência da Mente. Suas ideias influenciaram a Mary Baker Eddy que, em 1879, fundou a Igreja da Ciência Cristã.
2. Pai da Confissão Positiva.
Essek William Kenyon, que se destacou nas décadas de 30 e 40, foi influenciado pela Ciência da Mente, Ciência Cristã e pela Metafísica do Novo Pensamento. Ele é reconhecido hoje como o pai da Confissão Positiva que, por sua vez, indentifí99ca-se com a Teologia da Prosperidade e com a Palavra da Fé ou Movimento da Fé.
3. Principais profetas da Confissão Positiva. Os atuais profetas da Confissão Positiva são bem identificados nos Estados Unidos, no Brasil, em Portugal e demais países de fala portuguesa. O perfil desses obreiros fraudulentos acha-se bem traçado na Bíblia em l Tm 6.3-6; 2 Co 11.13-15: Ef4.14; 2 Jo w. 9,10. Em Portugal, uma ramificação do Movimento da Fé. chamada Maná, vem causando sérios transtornos aos cristãos que primam pela ortodoxia bíblica. (Eis aqui dois bons livros sobre esses movimentos: Cristianismo em Crise, de Hanegraaff. Edições CPAD, e Supercrentes, de Paulo Romeiro, Editora Mundo Cristão). Os mentores e promotores da Confissão Positiva julgam-se acima da crítica. Eles ameaçam a tantos quantos contestam a sua mensagem, citando o Salmo 105.15: "Não toqueis nos meus ungidos". Todavia, o próprio DEUS desafia o homem a examinar a Bíblia (Is 34.16). JESUS, certa vez, lançou este desafio aos seus contemporâneos: "Quem me convence de pecado?" (Jo 8.46). O Senhor JESUS ainda nos recomenda a reconhecer tais obreiros por seus frutos (Mt 7.16). Por conseguinte, todo cristão está revestido da autoridade da Palavra de DEUS para detectar, examinar e rejeitar as doutrinas heréticas (Rm 16.17,18; l Tm 4.16;Ttl,9).
II. DEUS E O HOMEM
1. Relato alternativo da criação. Os pregadores da Prosperidade reduzem a DEUS à categoria dos homens, e elevam os homens à categoria de DEUS. Afirmam que você precisa ter a fé de DEUS para falar e as coisas acontecerem, e que a fé foi a substância que DEUS usou para criar o Universo. A gravidade dessa doutrina é que reduz a DEUS à categoria dos seres humanos.
Eles se esquecem de que DEUS é Onipoténte, Onisciente e Onipresente, Criador dos céus e da terra. Ele transcende a criação, e tem o controle do Universo. DEUS criou todas as coisas pela sua Palavra (SI 33.9: Hb 11.3). Fé é algo para nós, seres humanos, pois ela "é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das que se não vêem" (IIb 11.1).
2. DEUS. O nosso DEUS é soberano. Ele ouve as nossas orações e operão em favor dos que o buscam. Na Confissão Positiva, dá-se o inverso. Aqui, soberano é o homem, ficando DEUS sujeito à vontade humana.
a) Um DEUS estranho. Segundo eles, DEUS se parece muito com o homem. Tal concepção da Divindade constitui-se numa zombaria e num insulto aos cristãos.
b) O DEUS da Bíblia. O DEUS verdadeiro, revelado na Bíblia, não é o mesmo concebido subjetivamente pêlos profetas da Confissão Positiva. DEUS é infinito (l Rs 8.27) e Onipotente (Is 40.12-15). Ele é espírito (Jo 4.24). Ele enche o céu e a terra
(Jr 23.23, 24). Além dEle, não há DEUS algum (Is 43.10; 44.6,8). Nenhum de seus pensamentos pode ser impedido (Jó 42.2).
3.0 homem. Segundo a Confissão Positiva, o homem é a duplicação de DEUS. "O homem ... foi criado em termos de igualdade com DEUS". Noutras palavras: Adão foi uma exata duplicação de DEUS! "DEUS assumiu a natureza humana para que o homem assuma a natureza divina". Essas declarações da Confissão Positiva são perversões doutrinárias; chocam a qualquer cristão de bom senso.
a) A resposta bíblica. A ideia de se deificar o homem começou com Satanás no jardim do Éden (Gn 3.4, 5). Mas há uma diferença abissal e infinita entre o homem e DEUS. DEUS não é o homem (Nm 23.19) nem o homem é DEUS (Is 31.3; Ez 28. 2, 9; Os 11.9; At 14.11-15).
b) Duas verdades fundamentais que todo homem precisa saber:
Primeira: "Há um só DEUS verdadeiro";
Segunda: "Pode estar certo que você não é ele". (Michel Horton)
III. O SENHOR JESUS CRISTO
1. O CRISTO da Confissão Positiva. O JESUS da Confissão Positiva não é o mesmo revelado no Novo Testamento. É completamente estranho ao CRISTO dos evangelhos.O JESUS da Confissão Positiva morreu duas vezes: física e espiritualmente. A morte física foi na cruz; esse sacrifício, porém, segundo eles, não salva. Na morte espiritual, ainda segundo eles, JESUS foi
levado ao inferno para padecer nas mãos de Satanás. É esta, ensinam esses falsos mestres, a morte que salva. Trata-se, pois, de outro JESUS (l Co 11.4).
Essas duas mortes não passam de pura invencionisse. Se é a morte espiritual de JESUS que salva, por que "o verbo se fez carne"? JESUS tornar-se homem para morrer espiritualmente é um absurdo diante de textos como Rm 8.3; l Pé 2.24; 4.1.
2. Redenção na cruz do Calvário. A morte vicária de JESUS de que fala o Novo Testamento diz respeito à morte física (Ef 2.13-15; Hb 10.19, 20; l Pé 4.1; l Jo 1.7; Ap l.5). A nossa redenção, portanto, foi efetuada na cruz do Calvário, e não no inferno, como o querem os porta-vozes da Teologia da Prosperidade.
ÏV. RIQUEZA E SAÚDE
1. Visão distorcida. Os profetas da Confissão Positiva são chamados também de profetas da prosperidade. Pregam que a enfermidade é pecado ou resultado da falta de fé. Ensinam também que qualquer sofrimento que sobrevêm ao cristão é
evidência de incredulidade ou pecado. Noutras palavras: propriedades, dinheiro e saúde são a marca registrada do cristão; são o instrumento aferidor do grau de espiritualidade e de santidade do crente.
2. Origem da doença. E verdade que a doença é consequência da queda do Éden (Rm 5.12), mas dogmatizar, afirmando que todos os enfermos estão em pecado, ou que não têm fé, é ir além do que está escrito.
Há casos de pessoas que enfermaram por desobediência a DEUS <Nm 12.10); em outros, a enfermidade levou à morte, como o rei Uzias (2 Cr 26.19-23) e Herodes Agripa I (At 12.21-23). Por outro lado, há casos de homens de DEUS enfermos fisicamente: Timóteo (l Tm 5.23) e Trófimo (2 Tm 4.20). Devemos ter discernimento para saber quando o caso é puramente clínico e quando é
espiritual.
3. Riqueza e pobreza. A Bíblia ensina que nem a pobreza nem a riqueza são virtudes. A Palavra de DEUS, aliás, em momento algum trata a pobreza com desdém. A vida do homem não se constitui dos bens que possui (Lc 12.15). Não devemos ir para um extremo, nem para o outro (Pv 30.8,9). Qualquer extremo é perigoso.
É verdade que a riqueza é bênção de DEUS desde que adquirida de maneira honesta e não vise exclusivamente aos deleites deste mundo (Tg 4.3). Caso contrário: seremos escravizados por ela. Mas também é bom saber que a pobreza não é símbolo de maldição (Pv 17. l; l Tm 6.7-9). A Bíblia condena o amor ao dinheiro (l Tm 6.10), pois a avareza é uma forma de idolatria (Cl 3.5). Tudo aquilo que o homem ama mais do que a DEUS, toma-se o seu deus (Fp 3.19).
CONCLUSÃO
Algumas pessoas ficam hesitantes ante as pretensões e alardes da Confissão Positiva. Cremos nas maravilhas de DEUS e na obra do ESPÍRITO SANTO. Somos testemunhas de curas e outros milagres que o Senhor JESUS tem operado mediante o seu
ESPÍRITO. São promessas divinas exaradas na Bíblia (Mc 16.17-20; Jo 14.12). Somos continuação da Igreja do Senhor: o mesmo povo, servindo ao mesmo JESUS, na mesma dispensação. Nem por isso seremos ingénuos para aceitar doutrinas forjadas, subjetivas e nocivas à fé cristã.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
O ensino da Confissão Positiva é conflitante com as principais doutrinas da fé Cristã. Por exemplo:
Doutrina de DEUS. Faz de DEUS um ser limitado e menor do que aquEle revelado nas Escrituras, pois está obrigado a responder sempre e, positivamente, as orações dos homens.
Doutrina de CRISTO. Faz de JESUS um homem financeiramente próspero. Chegam ao ridículo de dizer que Ele nasceu de uma virgem zero km, entrou em Jerusalém montado num jumento zero km e, em sua morte, foi sepultado num túmulo zero km. Como
se vê, é uma interpretação forçada da Palavra DEUS para se justificar erros, heresias e interesses duvidosos.
Doutrina do homem. Faz do homem um semideus; ensina ser ele o centro de todas as coisas. DEUS, o Criador, não resiste quando este homem lhe pede alguma coisa. O ensino da confissão positiva humaniza a DEUS e diviniza o homem.
Doutrina da Igreja. Altera os ensinos bíblicos sobre a Igreja, quando a tira de sua perspectiva de igreja perseguida e sofredora neste mundo.
Subsídio teológico
O presidente do Instituto Cristão de Pesquisas nos Estados Unidos, Hank Hanegraaff, é um dos maiores especialistas mundiais em seitas e heresias. De seu livro. Cristianismo em Crise, lançado pela CPAD, extraímos um texto onde ele discorre acerca da verdadeira fé cristã: "A verdadeira fé bíblica (no grego, pistis) envolve três elementos essenciais. O primeiro é o conhecimento. O segundo é a concordara 'ia.
Mas somente quando acrescentamos o terceiro elemento, a confiait^u, é que conseguimos obter uma perspectiva bíblica completa da fé.
"Imagine que você neste momento compartilhe dos ensinos sectários de Kenneth Copeland. Você pode conhecer um livro intitulado Cmfíanismo em Crise; pode até concordar que esse livro provê um diagnóstico exato dos ensinos de Copeland:
mas isso não fará diferença até que você deixe de se envenenar, crendo (confiança) que tais ensinos desastrosos apenas o conduzem para o rei no das seitas.
"De modo semelhante, suponha que dissessem a você que uma determinada barra de chocolate tem veneno e que ninguém pode comer um pedaço sequer, sob risco de morte. Imagine-se, agora, respondendo:
'Eu sei! Eu concordo!' Em seguida, porém, você vai lá, pega o chocolite, e come um pedaço bem granai.
Esse gesto prova que você não confiou no que lhe disseram. (Em to»'o caso, suas boas intenções não ;i terariam as consequências. No fn você entraria em convulsão e nu reria!)
"Portanto, que diferença faz ui; definição apropriada de fé? Faz U; a diferença do mundo. Quando vc confia na Palavra, age de acordo o, ela! Quando confia no homem,; segundo ele. "Dentre todos os que se assentam num culto da Fé, onde se espalham
sementes similares de erro, milhares têm colhido um resultado mortífero. Alguns têm encontrado de novo o caminho de volta para a fé bíblica. Mas um sem número de outras pessoas têm sido deixadas ao léu, sem saber para onde se virar ou em quem
confiar". Como se vê, não fomos salvos para depositar a nossa fé na fé, mas para empenharmos toda a nossa confiança em CRISTO JESUS, o autor e consumador da nossa fé. Afinal, a fé não pode ser considerada um fim em si mesma. Ela é apenas um meio para nos aproximarmos de DEUS, através de JESUS, e nos firmarmos em seus santos caminhos. Os que colocam a sua fé na fé, acabam por considerar, consciente ou inconscientemente, a sua fé mais importante que o autor da fé. E, conseqüentemente, hão de ter a salvação como mais importante que o Salvador, e a bênção como estando acima do Abençoador. Mas nada, absolutamente, pode estar acima de CRISTO. É necessário, pois, que nos voltemos com urgência à pureza doutrinária da Palavra de DEUS. Somente assim poderemos situar-nos com mais propriedade nos ensinos deixados pêlos profetas e apóstolos. Por outro lado, a fé na fé não deixa de ser uma espécie de idolatria. Acaba sendo um erro semelhante ao cometido pêlos antigos hebreus: eles terminaram por considerar a arca do Senhor como algo mais importante que o Senhor da arca. E foi justamente aí, nessa ênfase exagerada, que começou a sua decadência espiritual.
GLOSSÁRIO
Abissal: a parte profunda dos oceanos abaixo de mil metros; relativo ou pertencente ao abismo; espantoso, assombroso, enorme
Deificação: atribuir caráter divino a uma pessoa; considerar divino.
Dogmatizar: proclamar como dogma; ensinar com autoritarismo.
Confissão Positiva: conjunto de ensinamentos que deificam o homem, e tornam DEUS sujeito às vontades deste homem.
Falácia: modo de falar enganoso, ardiloso e fraudulento.
Metafísica: especulação em torno dos primeiros princípios e das causas primeiras do ser.
Ortodoxo: conforme os princípios tradicionais de qualquer doutrina.
Ocultismo: prática de artes divinatórias; ciências ocultas.
Vicário: que faz as vezes de outrem ou de outra coisa.
QUESTIONÁRIO
l. ü que é Confissão Positiva?
- É um movimento estranho ao Cristianismo ortodoxo, que tem por objetivo dinizar o homem em detrimento da divindade e do senhorio de DEUS.
2. Todos os profetas da Confissão Positiva julgam-se acima da crítica. Cite três versículos bíblicos que permitem ao crente rejeitar suas doutrinas heréticas.
-Rm 16.17,18; l Tm 4.16; Tt 1.9.
3. Como podemos definir a concepção da Divindade feita pela Confissão Positiva?
- É totalmente antibíblica, pois reduz o Todo-poderoso a conceitos meramente humanos.
4. Como é o JESUS da Confissão Positiva?
- Dissociado das Sagradas Escrituras, o JESUS da Confissão Positiva teve de morrer duas vezes e pádecer no inferno para salvar a huimnidade. Trata-se, como se vê, de uma verdadeira aberração teológica.
5. Segundo a Bíblia, qual o significado a morte vicária de JESUS CRISTO?
- A morte vicária de JESUS i) respeito apenas à morte física (Li 2.13-155). A nossa redenção, portanto, foi efetuada no Calvário, e i
no inferno como o quer a Teologia da Prosperidade
 
Lição 5 = 4 de maio de 1997
SEITAS MODALISTAS
 
TEXTO ÁUREO
"Ë a vida eterna é esta: que conheçam, a ti só, por único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem enviaste" (Jo 17.3).
VERDADE PRATICA
Adorar um DEUS diferente d< revelado nas Escrituras, ir 'plica na alteração das outras doutrinas bíblicas, tomando a ^"nsagem da cruz num outro |e v angelho. .11;; l^^^.ü^^^^^^s'
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 10.32,33 JESUS na terra, e o Pai no céu
Terça - Mt 11.25; Jo 11.41, 42 JESUS orava ao Pai como sendo outra Pessoa
Quarta - At 7.56 Es.évão viu a JESUS como Pessoa distinta do Pai
Quanta-Jo 14.16, 17,26 O ESPÍRITO SANTO é o Consolador procedente do Pai e do Filho
Sexía - Jo 16.7-15 O Filho enviou o ESPÍRITO SANTO
Sábado - I Jo 2.22, 23 A falsa doutrina do modalismo nega o Pai e o Filho
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
MATEUS 3.16,17
16 - E, sendo JESUS balizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele.
17 - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
JOÃO 8.15-19
15 - Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. 16 - E, se, na verdade, julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou. 17 - E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro.
18 - Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou. 19 - Disseram-lhe, pois: Onde
está teu Pai? JESUS respondeu: Não me conheceis a mim, nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai.
OBJETIVÓS
Definir o termo modalista. Procure ser preciso em suas definições e conceitos, para que a classe usufrua de maiores esclarecimentos quanto ao estudo das seitas e heresias. Lembre-se de que, neste campo, o professor tem de estar sempre aten-
to às nuances. Os descuidos podem ser fatais à pureza doutrinária.
Relacionar os movimentos que deram origem ao modalismo. Neste particular, o professor deve pesquisar em livros da história da Igreja Cristã, onde, já nos primeiros capítulos, encontrará as origens dos movimentos heréticos que tantos transtornos trouxeram à Igreja de CRISTO.Estes movimentos, ainda que,com outros nomes, subsistem, e sãomui ativos em seu proselitismo.Através da história, você poderá identificá-los mais facilmente. Identificar as divergências existentes entre o modalismo e o Cristianismo com relação a JESUS CRISTO, DEUS e ao ESPÍRITO SANTO. Aqui, você irá precisar de duas ferrementas básicas: Desmascarando as Seitas, e Teologia Sistemática, Edições CPAD.
Aliás, esta última obra é uma ferramenta indispensável para quem deseja aprimorar-se no conhecimento das doutrinas esposadas pelas Assembleias de DEUS.
SUGESTÕES PRATICAS
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Leve para a classe um dicionário de teologia (sugerimos o Dicionário Teológico, Edições CPAD}, e partilhe rapidamente com os alunos as definições de vocábulos como: gnosticismo, arianismo, sabelianismo. Junte estas palavras às existentes no glossário desta lição e das demais lições e, a seguir, identifique-as com o conteúdo doutrinário das seitas existentes entre nós.
Realce bem o ponto III da lição, pois seu conteúdo ajudará seus alunos a refutar as doutrinas falsas sobre a Trindade.
Procure demonstrar, com textos Bíblicos, a divindade de JESUS e, também, a sua humanidade perfeita, doutrinas estas negadas pelo arianismo e docetismo respectivamente.
Demonstre a seus alunos que JESUS é, hierarquicamente, como Filho, subordinado ao Pai, mas a diferença entre Eles é apenas funcional. Como pessoas, ambos são iguais em glória, poder e majestade. Enfatize que a Trindade é composta por três pessoas distintas sem necessariamente ser três deuses, pois procedem da mesma substância. Mostre que a expressão "Pai da eternidade" (Is 9.6), embora seja uma alusão a JESUS, não o confunde com o Pai, mas apenas nos ensina sobre a pré-existência de CRISTO (sua eternidade).
 
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As seitas unicistas, ou modalistas, tratadas nesta lição, são as que negam a doutrina bíblica da Trindade, sem contudo, negarem a deidade absoluta de JESUS. Diferem das que negam a divindade de CRISTO, que estudaremos em outras lições.
I. ORIGEM DO UNICISMO
1. Gnosticismo. Esse nome, em grego, significa "conhecimento". Os membros desse movimento ensinavam a salvação através de um conhecimento místico, e não pela fé em JESUS. Essa doutrina era nada mais que um enxerto das filosofias pagãs nas doutrinas cristológicas. Segundo ela, o Senhor JESUS não teve um corpo; isto é, não veio em carne; o seu corpo seria uma mera aparência. Seu período de maior influência foi entre 135-160 d.C.
O apóstolo João enfatiza que "o Verbo se fez carne" (Jo l .14), e que "todo o espírito que não confessa que JESUS CRISTO veio em carne não é de DEUS..." (l Jo 4.3). É bom lembrar que os escritos joaninos são do final do primeiro século, e que foram escritos na cidade de Éfeso, então capital da Ásia Menor, onde surgiu o gnosticismo.
2. O monarquianismo. A Igreja saiu ilesa nessa batalha contra o gnosticismo, mas restou a preocupação dos cristãos sobre a divindade do Logos e o monoteísmo. Os Pais Apostólicos se empenharam tenazmente nessa luta contra as heresias.
a) Monarquianistas dinâmicos.
Estes afirmam que DEUS concedeu força e poder a JESUS, adotando-o como Filho, negando assim a divindade absoluta de JESUS, e também a Trindade. Era o prenúncio do arianismo que, no início do terceiro século, negava a eternidade de JESUS, considerando CRISTO um deus de segunda categoria. Era um ensino igual ao das Testemunhas de Jeová.
b) Monarquianistas modais. O modalismo ensinava que as três Pessoas da Divindade se manifestavam de vários modos, daí o nome modalista. Ensinavam também que o Pai se encarnou em CRISTO e sofreu com Ele. No Oriente, eram chamados sabelianistas, pois o heresiarca Sabélio foi quem mais se destacou na propagação dessa heresia. Segundo essa doutrina, o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são apenas três aspectos da Divindade, sendo portanto, uma mesma Pessoa. DEUS era Pai na
criação e na promulgação da Lei, Filho na encarnação e ESPÍRITO SANTO na regeneração.
II. UNICISTAS MODERNOS
1. Restauração do modalismo.
O sabelianismo, em consequência do intenso combate do Cristianismo, chegou a desaparecer completamente da história. Depois de muitos séculos, reapareceu através da seita "Só JESUS", em 1913.
2. Modalistas da atualidade. Há muitas seitas modalistas na atualidade. Vamos mencionar apenas as principais.
a) Só JESUS. Fundada por John S.Schepp em 1913. Ensina que o batismo salva, (erro idêntico ao da Congregação Cristã no Brasil), e que deve ser realizado somente em nome de JESUS. Seus adeptos não seguem a fórmula batismal de Mt 28.19: "Em
nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO". Essa seita provocou muitas divisões na igrejas evangélicas. Ela mesma depois se dividiu em várias facções, dentre elas a Igreja Pentecostal Unida do Brasil.
b) Tabernáculo da Fé. Fundado por William Marrion Branham (1906 — 1965). Ele era chamado pêlos seus adeptos de o profeta do século e mensageiro do Apocalipse. Juntamente com os demais fundadores de seitas, Branham arroga para si a mesma autoridade dos profetas e apóstolos das Sagradas Escrituras, e nega a doutrina bíblica da Trindade. São modalistas e batizam em água mencionando apenas o nome de JESUS.
 
c) Voz da Verdade. Essa falsa igreja tem um conhecido conjunto musical de mesmo nome, cujas músicas são cantadas em nossas igrejas. Nossos maestros, músicos e pastores têm de tomar conhecimento dessa gravidade. Essa seita ataca a doutrina bíblica da Trindade, e batiza só em nome de JESUS. Seus hinos servem para canalizar e divulgar suas doutrinas nocivas, e por isso devem
ser rejeitados por nossas igrejas.
 
O Conjunto Voz da Verdade e o Show do Fest-Gospel em São José do Rio Preto - SP

O Conjunto Voz da Verdade fez "um show" no Fest-Gospel 2001 de SJ Rio Preto. Infelizmente esse "show" não foi no sentido qualitativo, mas pejorativo. O líder do Conjunto Carlos A. Moisés, no meio da apresentação, começou a desafiar os pastores presentes no recinto a provarem a ele que DEUS tem sócio (se referindo à Trindade). Argumentou que quem acredita na possibilidade de DEUS viver em sociedade crê na doutrina inventada pelo Papa. Além desses impropérios, o conjunto distribuiu um Cd onde faz apologia contra a doutrina da Trindade (E isso sem a autorização do Conselho de Pastores da Cidade). Quando um de nossos apologistas tentou conversar com o Líder do Grupo por e-mail e questioná-lo sobre suas declarações feitas no Fest-Gospel e sobre a Doutrina da Trindade, recebemos a seguinte resposta: "Primeiramente, eu gostaria de lhe informar que quem vos escreve é o mesmo que estava gritando no palco em São José do Rio Preto. Em segundo lugar, não estou nem um pouco preocupado... você e nada pra mim, é igual a NADA. Alguém , como você, que nega o nome de JESUS não é merecedor de minha apreciação. Se a tua igreja não cantar, MILHÕES de igrejas cantarão por todo o Brasil, por isso você não faz DIFERENÇA. O dia que você conseguir fazer com que as igrejas de todo o país parem de cantar nossos hinos, aí você será um vencedor. - Pastor Carlos A. Moysés".
Nenhum argumento teológico foi recebido da parte do nobre conjunto, mas somente afrontas infantis sem redundância alguma. Nenhuma de nossas apologias à favor da Trindade foi objetada pelo Sr. Carlos Moisés a não ser o que imprimimos acima. Isso é lamentável!
Sobre a questão "Unitarista" do referido conjunto, vamos fazer apenas algumas observações:
O ARGUMENTO UNICISTA - A doutrina unicista está baseada nas seguintes verdades bíblicas:   A primeira verdade bíblica é que há somente um DEUS e a segunda é  que JESUS é DEUS. Destas duas verdades, os Unicistas deduzem que JESUS CRISTO é DEUS em sua totalidade, sendo assim, JESUS tem que ser o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO, rechaçando a doutrina da Trindade.
O ARGUMENTO TRINITÁRIO -   A Igreja, através dos séculos, sempre ensinou que dentro da unidade do único DEUS existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; e estes três compartilham da mesma natureza e atributos; então, com efeito, esses três são o único DEUS. A teologia unicista ensina que JESUS CRISTO é o Pai encarnado, e que o ESPÍRITO SANTO é JESUS CRISTO também. Estes ensinamentos são o pilar da teologia unicista. Vejamos se esta noção está em harmonia com as Escrituras.
É JESUS O PAI? - Isaías 9:6 – o "Pai Eterno"  Este versículo não ensina que JESUS é o Pai. O título "Pai eterno" refere-se ao fato de que JESUS é o Pai da eternidade; em outras palavras, JESUS sempre existiu (João 1:1); Ele não foi criado, não teve princípio (João 17:5). O termo "Pai" não era o título que se costumava usar para dirigir-se a DEUS no Antigo Testamento. Assim, este versículo não ensina que JESUS é o "DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO" (1ª Pedro 1:3); em outras palavras, JESUS não é seu próprio Pai. João 10:30 – "Eu e o Pai somos um".  Se JESUS tivesse querido dizer que ele é o Pai, teria dito: "Eu e o Pai sou um" ou "Eu sou o Pai", que seria a expressão gramatical correta. JESUS não pode ser acusado de ter sido um mal comunicador. "Somos" (gr. esmen), a primeira pessoa do plural. JESUS e o Pai são um em natureza e em essência, porque JESUS é DEUS, como o Pai, mas não é o Pai.
É JESUS O ESPÍRITO SANTO?
Versículos que os Unicistas usam para provar que JESUS é o ESPÍRITO SANTO:  2ª Coríntios 3:17 — "Ora, o Senhor é o ESPÍRITO e, onde está o ESPÍRITO do Senhor, ali há liberdade". O texto não diz que "JESUS é o ESPÍRITO". Se a passagem dissesse isto, talvez os Unicistas tivessem um ponto forte, mas como não diz isto, eles assumem que a palavra "Senhor" se refere a JESUS CRISTO. O "ESPÍRITO" aqui é chamado de Senhor no sentido de identificá-lo com Javé (Nome que se refere a Trindade) ou DEUS, e NÃO com JESUS, já que o versículo 16 diz: "Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado". Trata-se de uma referência a Êxodo 34:34: "Porém, vindo Moisés perante o SENHOR [Javé] para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado". O contexto sempre é que determina a quem se está referindo quando a palavra "Senhor" é usada. No versículo 17 a palavra "Senhor" está referindo-se a Javé e não a JESUS, já que o versículo 16 e todo o contexto assim demonstra. Se os Unicistas estivessem sempre corretos ao interpretar "Senhor" como "JESUS", como ficaria Filipenses 2:11? O texto diz: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é o Senhor, para a glória de DEUS Pai". Seguindo a linha de raciocínio dos Unicistas, teríamos de concluir erroneamente que: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é o JESUS...". Isto não é o que este versículo está dizendo, mas o que está ensinando é que: "E toda língua confesse que JESUS CRISTO é DEUS. Porém, não DEUS, o Pai, porque no mesmo versículo diz que isso será feito "para a glória de DEUS Pai". Depois de termos visto que JESUS não é o Pai nem tampouco o ESPÍRITO SANTO, podemos concluir de que os Unicistas têm um conceito equivocado da verdadeira natureza de DEUS. Se JESUS não é o Pai, mas é DEUS, e o Pai não é JESUS e é DEUS, e o ESPÍRITO SANTO não é JESUS e é DEUS e a Bíblia diz que somente há um DEUS, então isto significa que dentro da unidade do único DEUS existem três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; e estas três compartilham a mesma natureza e atributos; então, com efeito, estas três são o único DEUS. Uma coisa é dizer "Eu não entendo a doutrina da Trindade" e outra coisa é dizer que "a doutrina da Trindade é falsa", "pagã", "diabólica", "antibíblica". A Bíblia faz uma advertência muito forte para esta classe de pessoas quando nos diz: "... Este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho".(1ª João 2:22) - "... e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho JESUS CRISTO (I Jo. 1:3)". (Revista Defesa da Fé)

 
d) Igreja Local. Seu principal líder é Witness Lee. Conhecida por seu ônibus "Expolivro" e por seu jornal Árvore da Vida, faz proselitismo camuflado, sectário, e, desleal em nossas igrejas. São modalistas. Ensinam que a Divindade consiste em uma só Pessoa. Como Sabélio, usam com frequência a palavra "pessoa" para cada Pessoa da Trindade, mas com outro sentido. Usam até o nome Trindade, mas são avessos a esse ensino bíblico.
III. REFUTANDO O MODALISMO À LUZ DA BÍBLIA
1. Refutando o sabelianismo. A Bíblia apresenta o DEUS verdadeiro como Pessoa Trina, mas sem qualquer semelhança com o politeísmo. Ou seja: a Bíblia fala de um só DEUS.
a) A manifestação das três Pessoas divinas e distintas (Mt 3.16,17).
JESUS é o Filho do Pai (2 Jo v.3) e não o próprio Pai. Basta uma leitura simples da Palavra de DEUS, principalmente dos quatro evangelhos, para se descobrir o absurdo da doutrina sabei ianista. No batismo de JESUS, foram manifestadas as três Pessoas distintas da Trindade - o Pai falando do céu, o Filho saindo das águas do Jordão, e o ESPÍRITO SANTO repousando sobre Ele (Mt 3.16, 17). Nos evangelhos, encontramos JESUS, frequentemente, fazendo menção do Pai como outra Pessoa. Muitas vezes Ele se dirigia ao Pai em oração (João 17).
b) JESUS disse que era uma Pessoa e o Pai outra (Jo 8.17, 18). JESUS aqui está falando de duas Pessoas e não de uma. Ele afirmou que veio do Pai, e que voltava para o Pai (Jo 8.42; 16.5; 17.3,8). Em mais de 80 vezes, JESUS deixou bem claro que, embora Ele e o Pai fossem um, eram distintos como pessoas, possuindo cada um dEles a sua própria personalidade.
IV. TEXTOS MANIPULADOS PÊLOS MODALISTAS
1. O texto de Jo 10.30. Costumam citar Jo 10.30: "Eu e o Pai somos um". O texto prova que JESUS é DEUS absoluto, igual ao Pai, e não a mesma Pessoa do Pai. "Um" no grego, neste versículo, está no neutro hen e não no masculino heis, mostrando duas Pessoas numa só Deidade. Além disso, o verbo ser está no plural, "somos"; e não no singular, "sou"; portanto, o Pai e o Filho são Pessoas distintas. O ESPÍRITO SANTO como DEUS é mencionado em muitas passagens da Bíblia principalmente nos capítulos 14,15 e 16 de João.
2. O texto de Jo 14.8,9. JESUS disse a Filipe: "Quem me vê a mim vê o Pai". Esta passagem, como a de Jo 10.30, é ainda hoje usada pêlos modernos sabelianistas para justificar a sua doutrina. "As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" (v. 10).
3. Batismo em nome de JESUS.
Os adeptos das seitas unicistas balizam só em nome de JESUS. É um desvio da Palavra de DEUS. A fórmula determinada por JESUS foi "em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO" (Mt 28.19).
4. Interpretação fora da hermenêutica. Os unicistas apelam para quatro passagens no livro de Atos que fazem menção do batismo em nome de JESUS (At 2.38; 8.16; 10.48, 19.5). A incoerência dessa doutrina unicista é que essas passagens bíblicas não tratam da fórmula batismal, e sim de atos ou eventos de batismo. A prova disso é que em At 2.38 diz:
"Em nome de JESUS CRISTO"; 8.16:
"Em nome do Senhor JESUS"; 10.48:
"Em nome de JESUS CRISTO"; 19.5:
"Em nome do Senhor JESUS". Se elas revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois a fórmula é padronizada. Aquelas pessoas eram batizadas na autoridade do nome de JESUS.
CONCLUSÃO
A Bíblia diz que negar o Pai e o Filho traz condenação (l Jo 2.22,23). Por isso, não podemos compactuar-nos com os que atacam a doutrina da Santíssima Trindade. Não podemos estar de acordo com os que negam essa verdade irrefutável das Sagradas Escrituras. Temos de aceitar as doutrinas como a Palavra de DEUS no-las apresenta. Ir além disso é incorrer na condenação eterna.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio pastoral
Nestes últimos dias, os pastores têm de estar sempre atentos à pureza doutrinal da Igreja, pois as heresias e apostasias surgem com as mais inesperadas e inocentes vestimentas. O apóstolo Paulo, neste particular, também foi um exemplo singular.
Haja vista sua reação, pronta e enérgica, ao que acontecia nas igrejas da Galácia.
Paulo afirmou com toda a autoridade: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" (Gl 1.8).
Acerca deste outro evangelho, encontramos esta nota na Bíblia de Estudo Pentecostal:
"Falsos mestres foram aos gaiatas, procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar 'outro evangelho". Mas a Bíblia afirma claramente que há um só evangelho, 'o evangelho de JESUS CRISTO'. Este evangelho nos veio 'pela revelação
de JESUS CRISTO e pela inspiração do ESPÍRITO SANTO. O evangelho é definido e revelado na Bíblia, a Palavra de DEUS.
"Quaisquer ensinos, doutrinas, ou ideias que, originados em pessoas, igrejas ou tradições, e que não estejam expressos ou subentendidos na Palavra de DEUS, não podem ser incluídos no evangelho de CRISTO.
Misturá-lo com o conteúdo original do evangelho é 'transtornar o evangelho de CRISTO'".
Consideremos, ainda, que o estudo da heresiologia é sumamente importante, pois o aparecimento dos falsos ensinos é um dos sinais da proximidade da volta de CRISTO JESUS.
Adverte-nos o apóstolo Paulo: "Mas o ESPÍRITO afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cauterizada
a própria consciência" (l Tm 4.1,2).
Igual preocupação foi manifestada pelo apóstolo Pedro: "Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano Senhor que os regastou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas,
e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2 Pé 2.1-3).
Subsídio teológico
Os que pervertem o Evangelho de CRISTO num outro evangelho são enquadrados, pelo apóstolo Paulo, na categoria de anátemas. Recorramos, uma vez mais, à Bíblia de Estudo Pentecostal:
"A palavra 'anátema' (gr. anathema) significa alguém que está sob maldição divina, condenado à destruição e que será alvo da ira divina e da condenação eterna. "O apóstolo Paulo revela a atitude, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o evangelho original de CRISTO e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se em JESUS CRISTO (ver Mt 23.13 nota), em Pedro (2 Pé 2), em João (2 Jo 7- 11) e Judas (Jd 3,4,12-19), e se acha-
rá no coração de todo o seguidor de CRISTO que ama o seu evangelho, conforme é revelado na Palavra de DEUS, e crê que o evangelho é a imprescindível boa nova da salvação para o mundo perdido no pecado (Rm 10.14,15).
"Malditos (anátemas) são todos os que pregam um evangelho contrário à mensagem que Paulo pregava de acordo com a revelação que CRISTO lhe dera. Quem acrescenta ou tira algo do evangelho original e fundamental de CRISTO e dos apóstolos,
fica sujeito à maldição divina: 'DEUS tirará a sua parte do livro da vida' (Ap22.18.19)".
GLOSSÁRIO.
Docetismo: Esta heresia, que se avultava nos primórdios como ensino legítimo, advogava que a humanidade de CRISTO era apenas aparente. Em suma: JESUS parecia humano, mas não era humano.
Místico: Devoto, religioso, contemplativo.
Modalismo: Heresia do segundo século. Ensinava que as pessoas da Trindade eram, na realidade, três modalidades, ou aspectos, de a divindade apresentar-se ao ser humano.
Monoteísmo: Doutrina daqueles que admitem a existência de um único DEUS.
QUESTIONÁRIO
l .Que doutrina bíblica as seitas modalistas negam?
- A doutrina bíblica da Trindade.
2.0 que os gnósticos ensinavam com respeito à salvação?
- A salvação através de um conhecimento místico, e não pela fé em JESUS.
3.0 que ensinavam os monarquistas dinâmicos?
- Que DEUS dera força e poder a JESUS, adotando-o como Filho, negando assim a divindade absoluta de JESUS e a Trindade
4.Cite duas passagens que comprovam a existência de três Pessoas distintas na Trindade. -Mt 3.16,17, 2 Co 13.13.
5.Qual a fórmula batismal determinada por JESUS?
- A fórmula determinada por JESUS é "em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO" (Mt 28.19).
 
Lição 6 = 11 de maio de 1997
NOVA ERA
 
TEXTO ÁUREO
"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tomará a fazer; de modo que nada há de novo debaixo do sol" (Ec 1.9).
VERDADE PRATICA
O movimento Nova Era tem duplo objetivo: estabelecer um governo internacional e implantar uma só religião, ignorando completamente a  soberania de DEUS.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - l Ts 5.1-3 Advertência sobre a falsa paz
Terça - 2 Ts 2.3,4 O falso deus será derrotado
Quarta- Jl 3.12-14 O Senhor JESUS julgará as nações
Quinta - Dn 7.18, 27 Bênçãos futuras para os santos do Altíssimo
Sexta - Is 65.17 Os novos céus e a nova terra
Sábado - Ap 22.14,15 Advertência aos adeptos do ocultismo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
ISAIAS 2.2-4;
2.2 - E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do SENHOR no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. 3 - E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do DEUS de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR.4 - E ele exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.
 
ISAIAS 11.1 - Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. 2 - E repousará sobre ele o ESPÍRITO do SENHOR, e o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, e o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, e o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do SENHOR. 3 - E deleitar-se-á no temor do SENHOR e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos;  4 - Mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra, e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. 5 - E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins. 6 - E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. 7 - A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como boi. 8 - E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. 9 - Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar. 10 - E acontecerá, naquele dia, que as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso.
 
OBJETIVOS
Ao término da aula o aluno deverá:
Definir o movimento Nova Era
Descrever sua influência na sociedade.
Citar as instituições abrangidas por ela.
Identificar as diferenças fundamentais entre a doutrina da Nova Era e a doutrina Cristã no que diz respeito a DEUS, JESUS CRISTO e a salvação.
 SUGESTÕES PRÁTICAS
Enfatize que a Nova Era é um movimento sincretista fundamentado em velhas filosofias ocultistas hindus, e que seu conteúdo ideológico remonta à queda de Adão no Éden (Gn 3. l-9).
Procure identificar os ensinos da Nova Era com os pontos em que eles são conflitantes com as doutrinas da Bíblia.
Identifique os personagens principais da Nova Era no Brasil e exterior, suas atividades e também as instituições ligadas ao movimento.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Esteja seguro quanto à definição de termos como: Sociedade Teosófíca, sincretismo religioso, panteísmo, monismo, transmigração da alma, reencarnação etc.
Insista para que cada aluno aprenda a pensar por si mesmo; tire-o da passividade; envolva-o em sua aula.
Procure sempre diagnosticar o que seus alunos, sabem. Somente assim você conseguirá ensinar-lhes coisas novas. O conhecimento novo depende do que já foi aprendido.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O movimento Nova Era, também conhecido por Era Aquariana, é uma filosofia que absorve todas as religiões. E tão inclusivista quanto o hinduísmo. É um conjunto de crenças, seitas, práticas e ideologias, que negam os valores espirituais do Cristianismo. Uma visão panorâmica desse movimento é suficiente para vermos que, nele, não nada há de novo, exceto o nome; quanto ao
mais, são as velhas crenças ocultístas hindus que procuram, agora, se firmar no Ocidente. A Nova Era é uma forma disfarçada de Espiritismo.
I. HISTÓRIA
1. Origem. O movimento na sua estrutura atual surgiu na década de 60. Sua malévola ideologia vem desde a queda no Éden (Gn 3.1-9). Sua origem está intimamente ligada à Sociedade Teosófica, uma seita ocultista, fundada pela médium Helena Petrovna Blavastky em 1875; partindo daí, a filosofia ocultista hindu chegou ao Ocidente. O hinduísmo arroga para si o privilégio de ser a religião mais antiga da terra.
Portanto, a filosofia da Nova Era não tem nada de novo.
2. Objetívo. Assumir a liderança da humanidade em suas mais diversas áreas: política, economia, saúde, educação e religião; estabelecer um governo internacional, e implantar uma só religião. O Hinduísmo é uma religião inclusivista:absorve todos os sistemas religiosos; ao passo que o Cristianismo é excluvista: descarta todos os demais em virtude da plena suficiência, grandeza e magnificência do Senhor JESUS CRISTO.
3. No Brasil. Uma grande arma da Nova Era é a página impressa. O consumo de livros sobre o assunto é espantoso. Isso mostra o desespero do povo brasileiro que, em busca de uma vida melhor, assimila com facilidade os postulados da Nova Era.
4. Cronologia da Nova Era. Os escritos da Nova Era classificam a história da humanidade em quatro eras: infantil, adolescência, mocidade e maturidade. A primeira é a era de Touro, da força bruta (4304 — 2154 a. C); a segunda, de Carneiro, que marca o surgimento dos hebreus e da Bíblia (2154 — 4 a. C); a terceira, de Peixes, que tem como ponto central o surgimento do Cristianismo (4 a. C — 2146) e a próxima, a de Aquário, onde o homem se tornará DEUS (2146 — 4296). Em 4296, terá início a era de Capricórnio.
II. ABRANGÊNCIA SOCIAL
1. Influência na sociedade. A Nova Era está infiltrada na religião, na política, na imprensa, nos meios de comunicação, na indústria, no comércio, no esporte, na arte, na literatura e até na educação. Políticos, cientistas, empresários, financistas, artistas, atores, religiosos, em toda a parte da terra, estão se tornando adeptos da Nova Era.
2. Instituições influenciadas pela Nova Era. Grandes instituições mundiais são influenciadas pela Nova Era, como o Clube de Roma, Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Organização das Nações Unidas (ONU), maçonaria, instituições ecológicas e feministas, ONGs (organizações não-govemamentais) etc.
III. TEOLOGIA
1. Sincretismo religioso. A Nova Era congrega em seu bojo inúmeras práticas ocultistas e espíritas, as quais são condenadas pela Palavra de DEUS (Dt 18.9-14). Inclui:
Reencamação, esoterismo, ufologia,ioga, meditação transcendental, hipnose, clarividência, artes mágicas e todos os ramos de adivinhação. Incorpora todo o sistema espírita, englobando também as doutrinas de Hare Krishna e da seita japonesa Igreja Seicho-no-iê.
2. DEUS. São várias as concepções de divindade da Nova Era. Praticamente são as mesmas do hinduísmo. Todas, pois, contrárias à Bíblia. Há grupos panteístas e monistas. Monismo é a teoria filosófica que defende que tudo no universo é feito de uma só matéria: Tudo é um.
a) O politeísmo pagão. A Nova Era nega o DEUS revelado nas Escrituras. Eles são panteístas. O panteísmo é a doutrina de que DEUS é tudo e tudo é DEUS. Assim não há distinção entre a criatura e o Criador, e isso engloba o próprio Satanás, que para
eles é também deus.
b) A deificação do homem. A doutrina de que o homem é DEUS é muito antiga; vem da religião da serpente (Gn 3.1-9). Ela é propagada pelo hinduísmo, e foi transportada para o Ocidente pêlos promotores da Nova Era. O DEUS da Bíblia transcende a cri-
ação; é um ser espiritual e pessoal que governa o Universo.
3. JESUS CRISTO. Sabemos que o JESUS das seitas não é o mesmo da revelação bíblica. O apóstolo Paulo faz menção de um "outro JESUS" (2 Co 11.4).
a) O CRISTO da Nova Era. Os adeptos da Nova Era falam de um CRISTO separado de JESUS. Dizem que JESUS é o homem nascido em Belém, mas CRISTO é apenas a percepção interior e humana dEle. Para eles, CRISTO é apenas um grande Iniciado, ao lado de
Buda, Confúcio, Maomé e outros.
b) O CRISTO do Novo Testamento. Nascido de mulher (Gl 4.4). CRISTO (Lc 2.11), sendo verdadeiro DEUS (Jo 1.1; Col 2.9; l Jo 5.20) e verdadeiro homem (l Tm 2.5; l Jo 4.1-4). Criador de todas as coisas no céu e na terra (Jo 1.3; Cl 1.15,16), portanto, um Ser à
parte de sua criação (Cl l. 17,18). Ele morreu por nossos pecados (l Co 15. l - 4) e ressuscitou corporalmente para nossa justificação (Lc 24.39,40; Rm 4.25). Está vivo no seio do Pai (Jo l. 18; Hb l. l -3), acima de todo o nome que se nomeia (Ef 1.20, 21), em cuja presença se dobrarão todos os joelhos dos que estão no céu, na terra e debaixo dela (Fp 2.8-11).
4. Salvação. O hinduísmo ensina a salvação através de três caminhos: das obras, do conhecimento e da devoção. Nada de CRISTO e sua salvação pela graça.
a) Gnosticismo moderno. A Nova Era nega o pecado. Afirma que o problema da humanidade é a ignorância; o ser humano, portanto, não precisa de perdão. Ela ensina que o homem precisa se descobrir e conhecer-se a si mesmo para chegar à
felicidade e, portanto, à divindade.
A ioga é o meio de o homem unir sua alma ao Universo.
A salvação, porém, conforme ensina a Bíblia, é concedida mediante a fé em JESUS (At 16.31; Ef 2.8,9, Tt 3.5).
b) Doutrina cia serpente (Gn 3.5). A crença de que o homem é DEUS foi inspirada em Satanás. A Nova Era afirma que a humanidade é a manifestação da essência divina. O problema do homem, segundo ela, consiste no fato de não saber que é DEUS. Como se vê, é uma insinuação diabólica que oferece ao homem uma salvação sem o sangue de JESUS CRISTO. Mas não há salvação sem JESUS (Jo 14.6; At 4.12).
IV. O FUTURO DA TERRA E DO HOMEM
1. Perfil da sociedade moderna. O homem moderno está à deriva. A insegurança, a apreensão, a superpopulação da terra, as questões do meio-ambiente, a automação das grandes empresas, a injustiça social nos países pobres, desemprego, violência, pobreza, colapso na saúde pública e na educação, e outras crises mundiais, somando-se a isso o indiferentismo religioso e a cegueira espiritual (2 Co 4.4), são fatores que levam as massas a buscar segurança e felicidade sem JESUS CRISTO. O diabo
se aproveita da situação para oferecer solução através da saúde, educação e alimentação, mediante seus agentes.
2. Expectativas humanas. As nações aguardam com ansiedade dias melhores. Os mentores humanos, dirigidos por Satanás, aproveitam-se da miséria do povo, da violência, da fome, do desemprego e de outras mazelas sociais, para oferecer o sonho de um mundo perfeito, onde haja paz, justiça, felicidade e compreensão. Só que, nesse programa, não há lugar, para DEUS, nem para seu Filho JESUS CRISTO.
3. Tentativas de governar a terra. Essa tentativa não é nova. Alexandre, o Grande, filho de Filipe II, rei da Macedônia, já lutava para conseguir o controle mundial, estabelecer uma só lei e uma só moeda. Hitier queria fundar o Terceiro Reich, fazendo da Alemanha o centro da terra por 1000 anos. Agora, a Nova Era vem com propostas tentadoras.
Quem não conhece a Palavra de DEUS, cai facilmente na artimanha deles.
CONCLUSÃO
A Bíblia fala de uma nova era em Isaías 2.2-4; 11.1-10, e em muitas outras passagens bíblicas. É o que chamamos Milénio (Ap 20.4,6). Um período de mil anos em que o Senhor JESUS CRISTO reinará na terra juntamente com sua Igreja. O cronograma
divino, exarado na Bíblia, revela que nossa dispensação terminará com a vinda de CRISTO nas nuvens para levar seu povo.
Depois disso começará a Grande Tribulação, tempo de angústia tal qual nunca houve desde que há nação (Mt 24.21). A Grande Tribulação, que terá uma duração de sete anos, terminará com a manifestação pessoal de JESUS CRISTO (Mt 24.29-31). Uma leitura cuidadosa do texto de Isaías acima citado, revelará o futuro glorioso do planeta Terra. As expectativas da humanidade serão,
então, cumpridas por JESUS CRISTO.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio histórico
O teosofismo surgiu na Índia e Tibete em 1875. Seus ensinamentos são antiquíssimos. Suas crenças pagãs são chamadas falsamente de sistema filosófico.
O significado da palavra vem da junção de dois vocábulos: Teos, DEUS e Sofia, Sabedoria. O teosofismo nega o valor da Bíblia como palavra de DEUS. Crêem num deus impessoal, identificado com o homem. Neste sentido, são panteístas (DEUS é tudo e tudo é DEUS). Acreditam possuir a chave do saber divino, adquirido de forma mística. Consideram-se superiores a todas as demais pessoas. O teosofismo está intimamente ligado ao espiritismo.
Subsídio teológico
Um dos principais objetivos do Movimento Nova Era é esvaziar a divindade de CRISTO. No livro Desmascarando as Seitas, editado pela CPAD, lemos: "Contrário ao conceito dos adeptos do Movimento Nova Era - para os quais JESUS é um avatar, um guru,
um místico que chegou à posição de CRISTO pela iniciação, iluminação, visualização etc., o Novo Testamento vê CRISTO como o único DEUS, imutável, perfeito desde o nascimento, antes dele e para sempre; não um 'iluminado', mas aquele que ilumina: ele era 'a luz verdadeira que alumia a todo o homem que vem ao mundo'(Jo 1.9). JESUS não se tomou o CRISTO a custo de muito exercício
espiritual. Nada disso! Ele é DEUS, e seu trono subsiste pêlos séculos dos séculos (Cf Hb 1.8). Quando se manifestou, 'nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam' (Jo 1.3,4). De fato
não o compreenderam e nem compreendem, apesar de frequentemente, nas Escrituras, ter JESUS ressaltado a sua singularidade:
"a) 'Enquanto estou no mundo sou a luz do mundo'(Jo 9.5);
"b) 'Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens' (Jo 11.25);
"c) 'Eu e o Pai somos um'(Jo10.30)."Negar suas palavras é negar sua pessoa; negá-lo é trair a própria vida (Hb 2.3). É absolutamente necessário que entendamos quem é realmente o CRISTO, pois nosso destino eterno depende disso: 'Por isso, vos disse que morrereis em vossos pecados,
porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados" (Jo 8.24).
"Fé num falso cristo conduz a uma falsa salvação. Somente a fé que se baseia na confissão de CRISTO como Filho do DEUS vivo é que serve de sustentáculo à Igreja (Mt 16.16)".
GLOSSÁRIO
Avatar: Reencarnação de um  deus. No hinduísmo, reencamação do deus Vixnu.
Hinduísmo: Religião atual da maioria dos povos indianos, resultante de uma evolução secular do vedismo e do bramanismo.
Sincretismo: Reunião artificial de ideias ou teses de origens diversas.
Guru: Líder ou guia espiritual que congrega à sua volta seguidores, às vezes fanáticos. Na Índia, orientador; mestre da vida interior.
Transmigração: Crença, segundo a qual o espírito passa de um corpo para outro sucessivamente- Este corpo pode ser humano, animal ou vegetal.
QUESTIONÁRIO
1. O que é o movimento Nova Era?^
- É um conjunto de crenças, seitas, práticas e ideologias, que negam os valores espirituais do Cristianismo.
2. Qual o objetivo da Nova Era?
- Assumir a liderança da humanidade abrangendo a política, economia, saúde, educação e religião.
3. Como a Nova Era encara a doutrina de DEUS?
- Nega o DEUS revelado na Bíblia.
4. Como os adeptos da Nova Era encaram a JESUS CRISTO?
- Para eles. CRISTO é apenas um grande iniciado, ao lado de Buda, Confúcio, Maomé e outros.
5. Qual é a verdadeira nova era, e quem a irá cumprir?
- É o Milênio (Ap 20.4, 6). Um período de mil anos em que o Senhor JESUS CRISTO reinará na terra juntamente com sua Igreja
 
Lição 7 = 18 de maio de 1997
ESPIRITISMO
 
TEXTO ÁUREO
"Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo" (Hb a.27).
VERDADE PRÁTICA
Através da doutrina da reencarnação, o Espiritismo tira todos os méritos de CRISTO como o Salvador da humanidade.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lv 19.31; 20,27 Toda forma de adivinhação é condenada na Bíblia
Terça - Os 4.12 Adivinhar utilizando vara — rabdomancia
Quarta - Ez 21.21 Adivinhar utilizando fígado — hepatoscopia
Quinta - Is 8.19 Adivinhar invocando os mortos — necromancia
Sexta - Gn 44.5 Adivinhar utilizando água — hidromancia
Sábado - 2 Rs 17.16; Is 42.13 Adivinhar mediante os astros — astrologia
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
DEUTERONOMIO 18.9-14
9 • Quando entrares na terra que o SENHOR, teu DEUS, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. 10 - Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, 11 - nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico,
nem quem consulte os mortos, 12 - pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações
o SENHOR, teu DEUS, as lança fora de diante de ti. 13 - Perfeito serás, como o SENHOR, teu DEUS. 14 - Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu DEUS, não permitiu tal coisa.
OBJETIVOS
Ao final da aula o aluno deverá:
Nomear as seitas que compõem o chamado alto Espiritismo.
Definir   a  doutrina  da transmigração da alma.
Estabelecer a diferença entre o Espiritismo e a verdade da Palavra de DEUS.
SUGESTÕES PRÁTICAS
Procure definir termos como: reencarnação, transmigração, kardecismo. Mostre a diferença entre reencarnação e a encarnação de CRISTO).
Destaque o papel fundamental do Rio de Janeiro e Salvador na disseminação da doutrina espírita.
Procure, com seus alunos, definir o perfil de grupos como a Legião da Boa Vontade, Ordem Rosa Cruz, Racionalismo Cristão e Cultura Racional.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Você precisa conhecer o desenvolvimento mental de seus alunos. Eles têm pré-requisitos para os assuntos que você está ministrando? Uma nova verdade precisa ser ensinada em cima de verdades já aprendidas.
É a partir da realidade deles que você escolherá o melhor método de ensino e a quantidade adequada de matéria a ser ministrada. Aliás, todo o planejamento de suas aulas depende disto.
Visite seus alunos; ouça-os. Dialogando com eles, você os conhecerá melhor em seu contexto espiritual, familiar, de trabalho, escolar, etc.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
As seitas ocultistas ligadas ao Espiritismo, que vamos estudar nesta lição, são o Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Umbanda e demais cultos afro-brasileiros.
1. HISTÓRIA
1. As irmãs Fox. A doutrina da reencarnação é muito antiga; vem desde o hinduísmo, passando pela Grécia antiga. Foi em 1848, em Hydevisllle, Estados Unidos, que as irmãs Margaret e Kate Fox afirmaram ver as mesas girando, e ouvir pancadas na casa em que moravam. Faziam perguntas e estas eram respondidas mediante estalidos de dedos. Elas tiveram a sensação de estar se
comunicando com o mundo invisível.
2. Allan Kardec. Seu nome verdadeiro era Hipolyte Léon Denizard Rivail, médico e professor francês. Nascido em 1804, lançou a sua primeira obra O Livro dos Espíritos, em 1857. Influenciado por um amigo, passou a frequentar reuniões espíritas e, por fim, tomou-se médium. Em 1858. organizou em Paris a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Adotou o nome Allan Kardec, ale-
gando ser este o seu nome na outra encarnação.
3. No Brasil. Antes mesmo da morte de Kardec, em 1869, Luís Olímpio Teles de Menezes fundou em Salvador, BA, o primeiro centro espírita, em 1865. Em 1873, foi fundada no Rio de Janeiro uma sociedade espírita, da qual surgiram outros grupos. Dez anos depois, começaram a publicar a revista O Reformador que, ainda hoje, é o órgão oficial dos espíritas brasileiros.
4. Diversos grupos espíritas. Entre os grupos espíritas no Brasil, podemos mencionar, além do espiritismo kardecista, as seguintes ramificações: Legião da Boa Vontade,
•Ordem Rosacruz, Racionalismo Cristão, Cultura Racional, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, além dos cultos afro-brasileiros. Estes últimos não se consideram espíritas, mas Allan Kardec define, como espírita, todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos.
5. Legião da Boa Vontade. As mensagens dos programas dessa instituição parecem evangélicas, mas, como as demais seitas, o JESUS deles não é o mesmo revelado no Novo Testamento.
***Doutrinas. Negam a personalidade do ESPÍRITO SANTO e a infalibilidade da Bíblia, o parto de Maria e, portanto, a humanidade de CRISTO.  Por causa de sua crença na reencarnação, negam a deidade de CRISTO e a doutrina do inferno.
II. ESPIRITISMO X CRISTIANISMO
1. Espiritismo e Cristianismo. Allan Kardec ensina que o Espiritismo é a terceira revelação de DEUS à humanidade. Segundo ele, Moisés foi a primeira. CRISTO, a segunda e Kardec a terceira. Na Bíblia, porém, há um abismo intransponível entre o Espiritismo e o Cristianismo.
2. Reencarnação. No mundo do ocultismo, outras palavras e expressões são usadas para designar a reencamação: transmigração, renascimento, metempsicose.
a) Popularidade da crença. Hoje, a crença na reencarnação tornou-se muito popular, inclusive porque ela (segundo eles) visa aperfeiçoar a humanidade no sentido moral, espiritual e até físico. Alguns deles crêem que a pessoa pode reencarnar-se num animal ou mesmo num inseto. Os adeptos de Hare Krishna, por exemplo, não matam uma barata, pois correm o risco de estar
matando a própria avó. O kardecismo não crê na transmigração das almas; ensinam que os espíritos somente reencarnarm-se em seres humanos, sejam estes homens ou mulheres.
b) O sofrimento humano. Os espíritas jactam-se de ter a explicação para o fenómeno do sofrimeno humano. Quem nasce com defeito físico, por exemplo, é sinal de que está incluso na lei do carma. Isto é: uma espécie de lei complicada de causa e efeito. Essa pessoa está pagando o que fez em outras encarnações, e, assim, terá de prosseguir até aperfeiçoar-se. Por essa razão, procuram ser generosos, fundam creches e dão assistência aos necessitados. Reencarnações e boas obras são os meios para a salvação, segundo eles.
4. Diversos grupos espíritas. Entre os grupos espíritas no Brasil, podemos mencionar, além do espiritismo kardecista, as seguintes ramificações: Legião da Boa Vontade, •Ordem Rosacruz, Racionalismo Cristão, Cultura Racional, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, além dos cultos afro-brasileiros. Estes últimos não se consideram espíritas, mas Allan Kardec define,
como espírita, todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos.
5. Legião da Boa Vontade. As mensagens dos programas dessa instituição parecem evangélicas, mas, como as demais seitas, o JESUS deles não é o mesmo revelado no Novo Testamento.
*** Doutrinas. Negam a personalidade do ESPÍRITO SANTO e a infalibilidade da Bíblia, o parto de Maria e, portanto, a humanidade de CRISTO. Por causa de sua crença na reencarnação, negam a deidade de CRISTO e
a doutrina do inferno.
II. ESPIRITISMO XCRISTIANISMO
1. Espiritismo e Cristianismo. Allan Kardec ensina que o Espiritismo é a terceira revelação de DEUS à humanidade. Segundo ele, Moisés foi a primeira. CRISTO, a segunda e Kardec a terceira. Na Bíblia, porém, há um abismo intransponível entre o Espiritismo e o Cristianismo.
2. Reencarnação. No mundo do ocultismo, outras palavras e expressões são usadas para designar a reencamação: transmigração, renascimento, metempsicose.
a) Popularidade da crença. Hoje, a crença na reencarnação tornou-se muito popular, inclusive porque ela (segundo eles) visa aperfeiçoar a humanidade no sentido moral, espiritual e até físico. Alguns deles crêem que a pessoa pode reencarnar-se num animal ou mesmo num inseto. Os adeptos de Hare Krishna, por exemplo, não matam uma barata, pois correm o risco de estar
matando a própria avó. O kardecismo não crê na transmigração das almas; ensinam que os espíritos somente reencarnarm-se em seres humanos, sejam estes homens ou mulheres.
b) O sofrimento humano. Os espíritas jactam-se de ter a explicação para o fenómeno do sofrimeno humano. Quem nasce com defeito físico, por exemplo, é sinal de que está incluso na lei do carma. Isto é: uma espécie de lei complicada de causa e efeito. Essa pessoa está pagando o que fez em outras encarnações, e, assim, terá de prosseguir até aperfeiçoar-se. Por essa razão, procuram ser generosos, fundam creches e dão assistência aos necessitados. Reencarnações e boas obras são os meios para a salvação, segundo eles. Embora seja a nossa obrigação praticar as boas obras, precisamos entender, de uma vez por todas, que elas não salvam. A salvação vem única e exclusivamente através da fé nos méritos de CRISTO JESUS.
c) Resposta bíblica. A Bíblia diz que a reencarnação não existe (Hb 9.27), e que consultar os mortos é violar as leis de DEUS (Lv 19.31;20.27; 2 Rs 20.1.5,6; 23.24). Quan- do os discípulos de JESUS lhes perguntaram quem havia pecado, se o cego de nascença ou seus pais, a res- posta de JESUS foi clara, destruindo completamente o argumento espírita: "Nem ele pecou, nem seus pais" (Jo 9.3). Além disso, seria muito cruel alguém padecer sem saber o por quê. Quanto a essa suposta encarnação, ninguém se lembra, porque sim- plesmente ela não existe. Os que ale- gam terem vivido noutras encarnações, entram em tantas contradições em seus relatos, demonstrando cla- ramente que tudo isso não passa de um perigoso engano que pode custar, inclusive, a eternidade da pessoa. A salvação é pela fé em JESUS, e não pelas obras (Ef2.8,9; Tt 3.5). O sacrifício de JESUS pode salvar perfeitamente os que se aproximam dEle (Hb 7.25).
III. PASSAGENS BÍBLICAS UTILIZADAS PÊLOS KARDECISTAS
l. Bíblia. Eles recusam aceitar a Bíblia como a infalível Palavra de DEUS, principalmente onde ela condena as práticas espíritas. Mas quando o assunto lhes interessa, aí resolvem citar a Bíblia. Mas suas interpretações bíblicas são esotéricas; completamente fora da hermenêutica sagrada.
2. Saul e a médium de En-Dor. Eles reivindicam o texto de l Samuel 28, onde se narra o episódio de Saul e a feiticeira, para consubstanciar suas crenças. Mas à luz do contexto bíblico, ela falou com os "deuses" que subiam e não com Samuel. Só depois que a médium viu o suposto Samuel é que reconheceu a Saul (l Sm 28.12).
a) Saul consultou a feiticeira e não a Samuel. DEUS não respondeu a Saul nem por sonhos, nem por ürim e nem por profeta (l Sm 28.6). A Bíblia afirma que Saul consultou a "feiticeira" e não a Samuel nem ao Senhor (l Cr 10.13, 14).
b) As Profecias que não se cumpriram (l Sm 28.19). "Amanha tu e teus filhos estareis comigo)>. Saul não morreu no dia seguinte, segundo a nota de rodapé da Bíblia Vida Nova. Ele morreu dezoito dias de- pois dessa sessão espírita. Também não morreram todos os seus filhos (l Sm 28.19): Isbosete, Armoni e Mefibosete (2 Sm 2.8-10; 21.8) sobreviveram.Por outro lado, temos de convir que um desviado que se suicida não vai para o mesmo lugar onde se encontra um profeta de DEUS. Saul, pois, não foi para junto de Samuel. Notemos ainda que ele não foi entregue nas mãos dos filisteus; ele pre- feriu suicidar-se (l Sm 28.19; 31.4). Mais tarde, os homens de Jabes- Gileade sepultaram-lhe o corpo (l Sm 31.11-13). DEUS não deixou cair por terra nenhuma palavra de Samuel (l Sm 3.19).Por conseguinte, a entidade que dialogou com a feiticeira era um es- pírito demoníaco disfarçado de Samuel, como acontece nas sessões espíritas ainda hoje.
3. Elias e João Batista (Mt 17.1- 13). Os espíritas têm feito grandes alardes com relação a esta passagem para justificar a falsa doutrina da re- encamação. Eles, porém, não se dão conta de que Moisés morrera cerca de 1400 antes, reaparecendo como o mesmo Moisés, e não como uma reencamação. Elias sequer morreu (2 Rs 2.11). João Batista veio na virtu- de e no espírito de Elias (Lc 1.1.17), pois se vestia como Elias: Vestes de pêlo e cinto de couro (2 Rs 1.8; Mt 3.4). Ambos eram homem do deserto (l Rs 19.9,10; Lc 1.80); eram de igual modo contundentes em suas palavras e pregaram contra reis ímpios (l Rs 21.20-27; Mt 14.1-4). O próprio João. consciente de sua identidade e missão (Jo 1.26,27, 32,33), disse que não era Elias (Jo 1.21).
IV. O CHAMADO BAIXO ESPIRITISMO
l. Cultos afro-brasileiros. Os cultos afro-brasileiros chegaram ao Brasil através dos escravos africa- nos, na era colonial. Os três princi- pais grupos são: Umbanda, Quim- banda e Candomblé. Eles não se con- sideram espíritas. O chamado alto espiritismo não lida com adivinha- ção, como búzios, quiromancia, nem com os diversos ramos da cartoman- cia e outras formas de adivinhação. A coluna vertebral desse ramo espí- rita é a reencamação e a necromancia condenadas pela Bíblia (Dt 18.11). Da mesma forma os cultos afro-bra- sileiros são feitiçarias, pois todos mexem com encantamentos, espíri- tos e magias (Dt 18.11). Isaías des- creve com precisão essas práticas condenadas pela Palavra de DEUS (Is 65.3-5).
2. Umbanda. Aqui, há uma mes- cla de raças. Há elementos indíge- nas - pajelança, bebidas, ervas para banhos, charutos etc.; elementos afri- canos - candomblé; e elementos brancos - as imagens do catolicismo romano. Os orixás correspondem aos santos da Igreja Católica.
3. Candomblé. É um ramo tipi- camente africano. Há variedades em suas práticas, porque vieram de vá- rias regiões da África. Umbanda e Candomblé são chamados Xangô em alguns estados do Nordeste, como Alagoas e Pernambuco, e no agreste nordestino são conhecidos como Catimbó.
4. Quimbanda. É a magia negra. O deus principal deles é Exu, Lúcifer, Beeizebu e o próprio Sata- nás. O culto deles é prestado direta- mente a Satanás. Diferentemente da
Umbanda e do Candomblé, estes adoram a Satanás, mas de maneira disfarçada.
CONCLUSÃO
Os adeptos dos cultos afro-bra- sileiros são mais receptivos ao evan- gelho de JESUS do que os kardecistas. Os adeptos do chamado alto espiri- tismo são arrogantes e presunçosos. Eles acham que já têm o Evangelho Segundo Allan Kardec, e daí pensam que não precisam de JESUS.
.AUXÍLOS SUPLEMENTARES
Subsídio histórico
A palavra espiritismo tem sua ori- gem no vocábulo francês espiritisme. O Espiritismo é uma doutrina filo- sófico-religiosa baseada na crença da reencamação e comunicação com os mortos. Estas duas doutrinas são ab- solutamente antibíblicas e anticristãs.
As manifestações de cunho espí- rita remontam a épocas imemoriais no Brasil. Antes do descobrimento, os índios praticavam a pajelança. Depois vieram os portugueses, apa- rentemente cristãos, mas comprome- tidos com a bruxaria praticada na Europa. Por fim, vieram os escravos oriundos da África com suas práti- cas animistas e fetiches.
Subsídio histórico
"Quatro foram os contingentes que contribuíram para a formação dos cultos afros: o catolicismo lusi- tano, a crendice ameríndia, o feti- chismo africano e o espiritismo de Kardec. Deste amálgama, brotou uma religiosidade que tantas almas vem escravizando nestes séculos de Brasil. Para alguns, ela não passa de folclore. Todavia é um culto decla- rado ao demónio.
"Nota-se, pois, que a principal característica dos cultos afros é o sincretismo que, segundo Eugene Nida, envolve uma acomodação de conteúdo, uma síntese das crenças e uma amalgamação das cosmovisões de tal forma a prover algumas bases comuns para a construção de um novo sistema ou uma nova abordagem".
"O Catolicismo Lusitano
"O catolicismo romano amalga- mou-se rapidamente às religiões ameríndias. Afinal, precisavam os colonizadores encontrar um meio de salvar a alma do gentio que, naquela época, podia ser contado aos milhões em solo brasílico. Infelizmente, não era intenção da igreja romana ganhar a alma do índio; escravizá-lo era a sua intenção. Ainda com as experi- ências do Tribunal do SANTO Ofício vivas em sua mente, os novos donos da terra utilizaram-se dos mesmos recursos para submeter o pagão que habitava este paraíso.
"Nesta transculturação, foram os lusitanos absorvendo o paganismo que tentavam destruir.
"A Crendice Ameríndia
"Embora subjugados, os índios que aqui viviam provaram que a sua religião não podia ser facilmente vencida pelo homem branco. Suas lendas e tradições tinham uma força muito grande; nascidas num cenário rude e floral, acabaram por influen- ciar o poderoso catolicismo romano. O que dizer dos espantos e medos de nossos matutos? Não são um re- trato fiel das crenças das diversas nações índias?
"A religião indígena era mui ru- dimentar e impregnada de magia. Nossos selvagens julgavam-se filhos de Guaraci, a mãe de todos os ho- mens. Eles acreditavam que Jaci era a criadora dos vegetais. Mas, quem eram Guaraci e Jaci? O sol e a lua, simplesmente. Para alimentar sua vida livre e concupiscente, rendiam homenagens a Rudá, que era o deus encarregado do amor e da reprodução.
"Como os outros seres humanos, eles acreditavam também na existência do mal. Quando a noite chegava, recolhiam-se amedrontados. Jurupari já estava à espreita para infundir-lhes pesadelos e apertar a gargantas de suas crianças. Além de Jurupari, os índios brasileiros temiam ainda ou- tros espíritos e demónios. Para que os espíritos malignos não se apossas- sem de seus COIROS, eles pintavam as entranhas com cores fortes. O ver- melho era a cor predileta. Por ocasi- ão das cerimónias fúnebres, seus cui- dados redobravam-se.
"O sacerdote das várias religiões indígenas era o pagé que, segundo Capistrano de Abreu, curava os do- entes, dava ou tirava a saúde, rouba- va e escondia a alma de quem o ofen- desse. Se algum sucesso obtinham na cura das enfermidades, devia-se ao conhecimento que conservavam das ervas medicinais. A cura, porém, não era a regra; constituía-se uma feliz exceção naquele mundo de supers- tições e misérias espirituais.
"O Fetíchismo Africano
"Já no Brasil, os africanos come- çaram a acomodar o seu fetichismo ao catolicismo e às religiões ame- ríndias. Mais tarde, farão o mesmo com o espiritismo kardecista. Aliás, o fenómeno da acomodação não é novo. Na história do povo de Israel, podemos ver claramente uma tenta- tiva de acomodar o culto mosaico às religiões vizinhas. E, por pouco os idólatras não conseguem o seu inten- to. Foi necessário os profetas brada- rem eloquentemente para impedir a degenerescência da religião mosaica.
"Ora, como a Igreja Católica Romana nunca teve qualquer preo- cupação profética, pois ela mesma é o produto de várias acomodações, foram os escravos adaptando-se ao universo religioso que se formava no Brasil. Eram influenciados pelo ca- tolicismo; influenciavam o catolicis- mo.
"E, assim, muitas entidades.africanas passaram a ser identificadas com santos católicos e com personagens do panteão ameríndio. Oxalá, a principal divindade dos ionibas baianos, assimi- lou-se a CRISTO. Ogum, a São Jorge.
Xangô, a São Jerônimo. E, Yemanjá, a Nossa Senhora.
"Escreve o sociólogo Arthur Ra- mos a respeito de Yemanjá: "As deu- sas-mães nos chegaram ao Brasil por intermédio de Yemanjá. Com Ye- manjá vieram mais dois orixás iorubanos: Oxun e Anhamburucxu. No Brasil houve uma forte conflu- ência mítica: com as deusas-mães, sereias do paganismo supérstite eu- ropeu, as nossas senhoras católicas e as iaras ameríndias."
"O Espiritismo Europeu.
"Na formação das religiões afros, muito contribuíram as doutrinas es- píritas sistematizadas pelo francês Alan Kardec. Embora uma das reli- giões mais antigas, o espiritismo ca- recia de alguém como Kardec para dar-lhe um corpo doutrinal que, à primeira vista, pode até impressio- nar. No entanto, sua inconsistência é mais do que flagrante.
"Foi essa crença na encarnação e na comunicação com o mundo dos mortos que levou os escravos a te- rem um ingrediente a mais neste cadinho de fetichismo, idolatria e crenças mitológicas, que deu origem ao que popularmente chamamos de macumba.
"Embora não o admitam os espíritas, as crenças de Kardec estão in- timamente relacionadas com as reli- giões afras. Se pudermos estabele- cer um paralelo entre o Espiritismo e a macumba, fá-lo-íamos desta for- ma: a macumba é o espiritismo
sacerdótico e ritual; e, o espiritismo, a macumba sem a liturgia cruenta. Por mais que os seguidores de Kardec queiram mostrar as diferen- ças entre a sua religião e as religiões afras, na essência elas não existem:
desprezam ambas o bondoso DEUS e aferram-se às doutrinas dos demóni- os; substituem a mediação de CRISTO por medianeiros que não existem, pois frutos da imaginação do ser hu- mano caído da graça de DEUS.
"A macumba, como vimos, é o resultado das quatro vertentes que entraram na composição do povo brasileiro. Sociologicamente falan- do, pode-se até explicar o fenómeno dos cultos afros em nossa pátria. Mas, quando buscamos a sua ori- gem, descobrimos que o mesmo es- pírito que atuou nos sacerdotes de Baal, continua a comandar os terrei- ros de macumba e candomblé. Os nomes são diferentes; diferentes tam- bém os rituais. O espírito, porém, é o mesmo: contrário a DEUS e aos seus mandamentos". (CCA)
GLOSSÁRIO
Deísmo: sistema que rejeita toda espécie de revelação divina, crendo, contudo, na existência de um DEUS, ainda que destituído de atributos morais e intelectuais e, alheio à cri- ação do universo.
Esotérico: ensinamento ligado ao ocultismo; todo ensinamento mi- nistrado a círculo restrito e fechado de ouvintes.
Metempsicose: definição idênti- ca à de transmigração.
Panteísmo: doutrina segundo a qual só o mundo é real, sendo DEUS a soma de tudo quanto existe.
Reencarnação: é o espírito reassumindo a forma material, se- gundo a doutrina espírita.
Teísmo: doutrina que admite a existência de um DEUS pessoal, cau- sa do mundo.
Transmigração: doutrina segundo a qual uma mesma alma pode animar sucessivamente corpos diversos, homens, animais ou vegetais.
QUESTIONÁRIO
1. O que é o Espiritismo?
- Doutrina contrária à Bíblia Sagrada que ensina ser possível, através da mediunidade, a comunicação entre vivos e mortos.
2. O que a Bíblia diz sobre a reencarnação?
- A Bíblia diz que a reencarnação não existe (Hb 9.27), e que consultar os mortos é violar as leis de DEUS (Lv 19.31; 20.27; 2 Rs 20. l.5,6; 23.24).
3. Qual a explicação do Espiritismo para o sofrimento humano?
- Os espíritas dizem, por exemplo, que, quem nasce com defeito físico, está preso à lei do carma. Ou seja: tal pessoa está pagando o que fez em outras encarnações, até que seja aperfeiçoada. A verdade bíblica, porém, é outra. Ler Hebreus 9.27.
4. Segundo a Bíblia, quem Saul realmente consultou?
- A Bíblia afirma que Saul consultou a "feiticeira" e não a Samuel nem ao Senhor (l Cr 10.13, 14).
5. Por que os adeptos do alto espiritismo são menos receptivos para com o evangelho de JESUS?
- Eles são arrogantes e presunçosos. Acham que já têm "o Evangelho Segundo Allan Kardec", e daí não precisam de JESUS.
 
 
Lição 8 = 25 de maio de 1997
CATOLICISMO ROMANO
 
TEXTO ÁUREO
"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de DEUS" (Mt 15.6).
VERDADE PRATICA
Os dogmas da Igreja Católica não resistem ao exame bíblico, porque são fundamenta- dos na teologia humana.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Jo 4.20-24
Adorar a DEUS em espírito e em verdade
Terça - Ef2.8-10
A salvação é pela fé e não pelas obras
Quarta - Mt 28.20; l Co 11.23-26 Apenas dois sacramentos/oram ordenados: O batismo e a Ceia do Senhor
Quinta - l Tm 2.5
JESUS é o único Mediador entre DEUS e os homens
Sexta - Mt 12.46-50; 13.55 Os demais filhos de Maria
Sábado - Jr 7.18; 44.17-19, 25 Orações dirigidas à "Rainha do Céu " são cultos pagãos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
MARCOS 7.3-13
3 - Porque os fariseus e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos não comem sem lavar as mãos muitas vezes;
4 - e, quando voltam do mer- cado, se não se lavarem, não co- mem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal, e as camas.
5 - Depois, perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos confor- me a tradição dos antigos,, mas comem com as mãos por lavar?
6 - E ele, respondendo, disse- lhes: Bem profetizou Isaías acer- ca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7 - Em vão, porém, me hon- ram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.
8 - Porque, deixando o manda- mento de DEUS, retendes a tradi- ção dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.
9 - E dizia-lhes: bem invalidais o mandamento de DEUS para guar- dardes a vossa tradição.
10. Porque Moisés disse: Hon-
rã a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte.
11 - Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe:
Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Se- nhor,
12 - nada mais lhe deixais fa- zer por seu pai ou por sua mãe,
13 - invalidando, assim, a pa lavra de DEUS pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coi- sas fazeis semelhantes a estas.
OBJETIVOS
Conceituar o Catolicismo Romano
Descrever a instituição do papismo
Mostrar a superioridade do Cris- tianismo do Novo Testamento.
SUGESTÕES PRATICAS
Explique Mateus 21.42. A melhor solução é afirmar que JESUS fa- lava de si mesmo, pois o nome Pedro significa "pedrinha" ou fragmentos de pedra, enquanto que somente Je- sus é a Rocha Eterna.
Mostre que Pedro exerceu lide- rança sobre a Igreja apenas por tem- po limitado. Após o capítuo 15 de Atos, a liderança passou a ser exercida por Tiago.
Use corretamente os argumentos da lição para mostrar que Pedro jamais foi bispo de Roma.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Não se esqueça de que as treze lições do trimestre fazem parte de um mesmo grupo de assuntos; desta forma o professor precisa relacioná- las, mostrando a interdependência entre elas.
É muito provável que boa parte de seus alunos não saibam estudar e pesquisar por si mesmos (aprender como aprender). Oriente-os sobre a importância de se usar materiais di- dáticos como: dicionários da língua portuguesa, bíblico, teológico etc, comentários, chaves e concordânci- as bíblicas, a Bíblia em diferentes versões.
Nunca deixe o estudo da lição para última hora. Quando fazemos as malas apenas na hora de viajar, corremos o risco de esquecer coisas indispensáveis; assim acontece com a lição da EBD: é preciso estudá-la diariamente para que não haja ne- nhuma surpresa no domingo.
O preparo da lição, além de exigir dedicação à leitura e ao estudo, precisa ser regada com muita oração.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O Catolicismo Romano é um dos três maiores ramos do Cristianismo, juntamente com os Protestantes e Ortodoxos. Mas a nossa analise é bíblica, e não político-social. Em nome da tradição, a Igreja Católica sacrificou o autêntico Cristianismo ao longo do séculos. Vamos, neste estudo, analisar os dogmas católicos à luz da Bíblia.
I. O PAPISMO
1. Instituição do papa. Ninguém, em sã consciência, pode ne- gar a influência política do papa no mundo, mas biblicamente, esse car- go não existe. A teoria de que Pedro foi o primeiro papa não resiste à aná- lise bíblica. Mas, como disse Mus- soline, fundador do facismo na Itá- lia, uma mentira repetida vinte ve- zes acaba por se tomar verdade. Mas sabemos que, mais cedo ou mais tar- de, tal mentira terminará por ser des- mascarada. Foi isso o que aconteceu. A tradição católica diz que Pedro foi papa em Roma durante vinte e cin- co anos. Vamos, pois, aos fatos.
2. Pedro nunca foi bispo de Roma. Se ele foi martirizado no reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 AD, subtraindo dessa data vinte e cinco anos, retrocederemos a 42 ou 43 AD.
a) Rastreando a vida de Pedro. Pastoreando a vida do apóstolo Pedro, no Novo Testamento, fica desmas- carada essa tradição romanista. O Concílio de Jerusalém (Atos 15) ocorreu em 48, ou pouco depois, en- tre a primeira e a segunda viagens missionárias de Paulo. Embora par- ticipasse desse concílio, Pedro não o presidiu; a presidência coube a Tiago (At 15.13, 19).
Em 58, Paulo escreveu a Epístola aos Romanos. No último capítulo da epístola, o apóstolo mandou sau- dações para muita gente em Roma, mas Pedro sequer é mencionado. Não é estranho? Em 62, Paulo che- gou a Roma, e foi visitado por mui- tos irmãos (At 28.30,31). Novamen- te não se tem notícia de Pedro.
b) Epístolas escritas de Roma. De Roma, Paulo escreveu quatro car- tas, em 62: Efésios, Colossenses e Filemon. Em 63: Filipenses. Entre 67 e 68, após o incêndio de Roma, quan- do estava preso pela segunda vez, 2 Timóteo. Esse tal papa não é men- cionado!
3. Exegese de Mt 16.16-18. A Igreja do primeiro século desconhe- cia a figura do papa.
a) A Pedra é CRISTO. A interpre- tação papista de Mt 16.16-18 é uma camisa-de-força. A expressão: "So- bre esta pedra" significa sobre a res- posta de Pedro: "Tu és o CRISTO, Fi- lho do DEUS vivo". Sobre CRISTO a Igreja foi edificada, e não sobre Pedro, a menos que o clero romano admita que o catolicismo tenha sido erigido sobre Pedro.
b) A Pedra no contexto bíblico. Desde a época do salmista (SI 118.22), passando pelo profeta Isaías, a palavra profética já anun- ciava o Messias como a pedra de es- quina (Is 28.16). JESUS afirmou ser ele mesmo a pedra (Mt 21.42). O próprio apóstolo Pedro afirmou ser CRISTO a pedra (At 4.11; l Pé 2.4-6). O apóstolo Paulo afirma que Pedro é apenas uma pedra como os demais apóstolos, sendo JESUS CRISTO a pedra principal (Ef2.20). Falta, portan- to, fundamento bíblico para se consubstanciar a figura do papa.
II. A MARIOLATRIA E O CULTO AOS SANTOS
1. Adoração e veneração. Há diferença entre "adorar" e "prestar culto"? Se prostrar diante de um ser, dirigir-se a ele em orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar- lhe hinos de louvor não for adora- ção, fica difícil saber o que os papistas entendem por adoração. Chamar isso de veneração é subesti- mar a inteligê 'cia humana. A Bíblia diz que há u.n só mediador entre DEUS e os homens - JESUS CRISTO (l Tm 2.5). Entretanto, os católicos aprenderam a orar pedindo a inter- cessão de Maria.
2. Culto dos santos. Analisando as práticas romanistas à luz da Bí- blia e da história, fica claro que são práticas pagãs. O papa Bonifácio IV, em 610, celebrou pela primeira vez ,a festa a todos os santos, substituin- do o panteão romano (templo pagão dedicado a todos os deuses) por um templo "cristão" para que as relíqui- as dos santos fossem ali colocadas, inclusive Maria. Dessa forma, o cul- to aos santos e a Maria substituiu o dos deuses e deusas do paganismo.
3. Maria é deusa para os católicos? Os católicos manifestam seu sentimento de profunda tristeza quando afirmamos que Maria é reconhecida como deusa no catolicis- mo. Dizem que não estamos sendo honestos nessa declaração, mas os fatos falam por si mesmos. "Glórias de Maria". É o título do livro publicado pela Editora San- tuário, de autoria de Afonso Maria de Liguori, canonizado pelo Papa, que atribui a Maria toda a honra e toda a glória que a Bíblia só confere ao Senhor JESUS CRISTO. Chama Ma- ria de onipotente e por outros atri- butos exclusivamente divinos.
4. Os querubins. A passagem bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da arca da aliança (Êx 25.18-20), advogada pêlos teó- logos romanistas para justificar a prática da idolatria, não se reveste de sustentação alguma. Porque não existe na Bíblia uma passagem se- quer que mostre um israelita dirigin- do suas orações aos querubins. O propiciatório era a figura da reden- ção em CRISTO (Hb 9.5-9).
A Bíblia condena terminante- mente o uso de imagem de escultura como meio de cultuar a DEUS (Êx 20.4, 5; Dt 5.8, 9). JESUS disse: "Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás" (Mt 4.10). O anjo disse a João: "Adora somente a DEUS" (Ap 19.10; 22.9). Pedro recusou ser ado- rado por Cornéiio (At 10.25, 26).
III. OUTROS DOGMAS
l. Leitura da Bíblia. Foi proibida aos leigos no Concílio de Tolosa em 1222. Com isso, a Igreja Católica jubilou a Bíblia, e a tradi- ção passou a suplantar a Palavra de DEUS (Mt 15.9). É dever de todo o homem ler a Bíblia; a própria Bíblia o recomenda (Dt 6.6, 7; 31. 11, 12; Js l.8; Is 34.16; At 17.11; l Ts5.27; 2 Tm 3.15-17; Ap 1.3).
a) Lentes papistas. Se hoje há algum incentivo à leitura da Bíblia por parte do clero, é por causa da pressão dos evangélicos, pois a Igre- ja Católica está perdendo, a cada dia, mais e mais adeptos. Mesmo assim, essa leitura é feita com lentes papistas, como estratégia para se conter o crescimento dos evangéli- cos.
b) Livros apócrifos. Os livros apócrifos jamais fizeram parte do Cânon Sagrado dos judeus, isto é: o Antigo Testamento. A Bíblia hebrai- ca, ainda hoje, está divida em três partes: Lei, Hagiógrafos (Escritos Sagrados) e Profetas. Segundo Josefo, era essa a divisão da Bíblia do primei- ro século. Essa mesma divisão apare- ce em Lc 24.44, sendo que "Salmos" representam os Hagiógrafos.
2. Celibato clerical. Foi institu- ído em caráter local em 386, por JSirício, bispo de Roma, e imposto como obrigação vocacional pelo papa Gregório VII, em 1074. Conti- nua a ser mantido pela Igreja Cató- lica. O casamento não é mandamen- to, mas escolha individual. Nem a Igreja, nem o papa e nem ninguém tem o direito de vetar um direito con- cedido por DEUS ao homem (Gn 2.18; l Co 7.2), inclusive aos ofici- ais da Igreja (l Tm 3.2-5,12; Tt l .6- 9). Pedro e os demais apóstolos eram casados (Mt 8.14; l Co 9.5).
3. Purgatório. A doutrina do purgatório foi aprovada em 1439, no Concílio de Florença, confirma- da definitivamente no Concílio de Trento (1549-1563), mas ela já existia desde 1070. Essa doutrina ensina que os cristãos parcialmen- te santificados passam por um pro- cesso de purificação para depois entrar no céu. Essa crença veio do paganismo e é muita antiga, e não há espaço para ela na Bíblia. Há apenas dois caminhos: salvação e condenação. A salvação é enquan- to houver vida (Is 55.6; Mt 5.25, 26). Quem purifica o pecado é o sangue de JESUS, e não o fogo do purgatório (l Jo 1.7).
4. Tradição. JESUS criticou du- ramente o fato de se colocar a tradi- ção em igualdade de condição com a Palavra de DEUS, ou até mesmo acima dela. A Igreja Católica, através de suas tradições, aprova práticas frontal- mente condenadas pela Bíblia: a ido- latria e outros desvios doutrinários. É a Bíblia quem julga a Igreja e não a Igreja a Bíblia.
5. Batísmo infantil. A criança é inocente e não tem responsabilidade alguma diante de DEUS. Ela não tem ainda capacidade de amar e aborrecer a DEUS. A questão delas JESUS já re- solveu: "Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de DEUS" (Mt 19.14; Mc 10.14). O batismo exige profissão de fé (At 8.37); oração (At 22.16) e voto de consagração (l Pé 3.21). A criança não é capaz de realizar esses três re- quisitos. Os pais não podem fazer isso por elas, pois a salvação é individual (Ez 18.20). Não existe na Bíblia um caso sequer de batismo infantil. JESUS foi balizado com quase trinta anos de idade (Lc 3.23).
6. Salvação pelas obras. A Igre- ja Católica prega a salvação pelas obras, contrariando a Palavra de DEUS. A salvação é um ato da graça de DEUS, e não dos méritos huma- nos (Ef 2.8-10; Tt 2.11; 3.5). A Bí- blia diz que o justo viverá da fé (Hb 2.4; Rm l. 17). O apóstolo Paulo ocu- pa todo o capítulo quatro de Roma- nos justificando e provando, à luz das Escrituras, que a salvação é pela fé, e não pelas obras. Somos justifi- cados pela fé em JESUS (Rm 5.1).
CONCLUSÃO
Hoje, o papa procurar unir as igrejas em torno de si através do ecumenismo. Infelizmente, há os que estão caindo nessa armadilha. O bra- do da Reforma Protestante de Sola Scriptura, Sola Grafia, Solo Cristas e Sola Fides foi um apelo dramático ao retorno às Escrituras Sagradas como única regra de fé e prática. Foi por questionar os dogmas papistas que muitos foram torturados e outros pagaram com a própria vida. É difí- cil entender como muitos filhos da Reforma, hoje, se prestam a comun- gar com um evangelho rejeitado pê- los reformadores. Quanto a nós, ja- mais nos afastemos do que ensina a Palavra de DEUS.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio evangelístico
Os católicos no Brasil representam uma parte significativa de nossa soci- edade. Por causa do seu grande núme- ro, são para nós um grande campo de evangelização. As perspectivas de conversões entre eles são cada vex maiores, pois seus adeptos possuem conhecimento (ainda que superficial) dos temas principais de nossa fé: Crê- em no verdadeiro DEUS, em JESUS como seu Filho e redentor do homem, em sua morte vicária, em sua ressur- reição, crêem na existência da alma e no pecado, no céu e inferno e na pos- sibilidade de salvação eterna.
Muitos católicos, uma vez com- preendendo os erros em que vivem, e impulsionados pelo desejo real de servir a DEUS, hão de abandonar a idolatria, as supertições, e se entre- garão ao Salvador JESUS.
Subsídio histórico
"O cristianismo que os portugue- ses trouxeram para o Brasil em nada diferia das religiões pagãs que, ao lon- go dos séculos, foram sendo assimila- das pela igreja católica. Das mitologi- as latina e céltíca; das tradições que iam fincando raízes na Península Ibé- rica, foram os católicos portugueses multicolorindo sua religião que, no alvorejar do século XVI, já estava bem plantada na terra recém-descoberta.
"Segundo Riolando Azzi, o ca- tolicismo trazido para o Brasil era marcadamente medievo, leigo e fa-
miliar. Era uma crença funcional que buscava nos santos a ajuda imediata para os problemas do cotidiano. Conforme diria Gilberto Freyre, tra- tava-se de um cristianismo lirica- mente social; era mais um culto do- méstico do que uma religião oficial- mente instituída.
"O ilustrado sociólogo Roger Bastide discorre acerca da religiosi- dade romana praticada em solo bra- sileiro: 'A transformação morfológi- ca por que passou a sociedade, .quan- do transplantada de Portugal ao Bra- sil, teve uma repercussão longínqua, atingindo o domínio de símbolos, de valores e de ideias religiosas através da criação do que se chamou de ca- tolicismo caseiro, centralizado no culto dos santos padroeiros, do pa- triarca e dos mortos da família, que eram enterrados na mesma ca- pela e eram cercados com a mesma reverência." (C.C.A.)
QUESTIONÁRIO
l. Qual deve ser a nossa atitude em relação aos católicos romanos?
- Devemos amá-los e respeitá- los, pois somente assim poderemos lhes falar de CRISTO.
2. O que a Bíblia diz da teoria de que Pedro foi o primeiro papa?
- Tal hipótese não resiste a mais leve análise bíblica, nem um sério exame da história.
3. Quem é a pedra mencionada em Mateus 16.16-18?
- É o próprio Senhor JESUS Cris- to, apontado desde o Antigo Testa- mento como a a pedra de esquina (Is 28.16).
4. O batismo infantil é necessá- rio?
- Não, porque a criança é inocen- te, e não tem responsabilidade algu- ma diante de DEUS.
5. Como podemos adquirir a sal- vação?
- A salvação em CRISTO JESUS vem-nos através da fé e não das obras (Ef 2.8-9).
 
Lição 9 de junho de 1997
ADVENTISMO DO SÉTIMO DIA
 
TEXTO ÁUREO
Portanto, ninguém vós julgue peto comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados" (Cl 2.16).
VERDADE PRÁTICA
O cristão è a Lei de Moisés são assuntos já discutidos e bem definidos no Concílio de Jerusalém: a graça do jugo da Lei,..
LEITURA DIÁRIA
Segunda • J o 1.17
A lei foi dada por Moisés Terça-Jr 31.31-33
As Escrituras previam a Nova Alian- ça
Quarta - Mt 5.77; Rm 5.18 A lei foi cumprida por CRISTO Quinta - Cl 2.14
CRISTO nos livrou da condenação da lei
Sexta - At 15.10, 11; Rm 3.20 Somos salvos pela graça e não pela lei
Sábado - Gl 4.4-9 O Evangelho nos isenta da lei
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 CORÍNTIOS 3.2-16
2 -Vós sois a nossa carta, escri- ta em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, 3 - Porque já é manifesto que vós sois a carta de CRISTO, minis- trada por nós e escrita não com tinta, mas com o ESPÍRITO do DEUS vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 4 - E é por CRISTO que temos tal confiança em DEUS; 5 - Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de DEUS, 6-0 qual nos fez também ca- pazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do ESPÍRITO; porque a letra mata, e o ESPÍRITO vivifica. 7 - E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, 8 - Como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO? 9 - Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o minis- tério da justiça. 10 - Porque também o que foi glorificado, nesta parte, não foi glorificado, por causa desta exce- lente glória. 11 - Porque, se o que era tran- sitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. 12 - Tendo, pois, tal esperan- ça, usamos de muita ousadia no falar. 13 - E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. 14 - Mas os seus sentidos fo- ram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por CRISTO abolido. 15 - E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 - Mas, quando se converterem ao Senhor, então, o véu se tirará.
Mostre a seus alunos que os adventistas tem incorrido, praticamen- te, no mesmo erro dos judeus. O legalismo destes os impede de enten- der a finalidade para a qual a lei dada Rm 3.19,20; Gl 3.24
Procure mostrar que o sentido das palavras "sábado e domingo" em inglês tem origem pagã. Desta for- ma o argumento adventísta sobre o domingo como dia pagão não é vá- lido.
Deixe claro aos alunos que o ob- jetivo para o qual a lei foi instituída já foi cumprido, o sábado, em JESUS foi abolido e já não vivemos debaixo da lei.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSORES|
OBJETIVOS:
Ao término da aula o aluno de- verá:
Identificar as doutrinas errôneas do adventismo.
Explicar o verdadeiro sentido da Lei.
Citar os pontos divergentes en tre os adventistas do sétimo dia e os evangélicos.
SUGESTÕES PRÁTICAS:
Comece sua aula mostrando o perigo que as seitas representam. O adventismo tem crescido consideravelmente. Seu aluno precisa estar bem preparado para argumentar em defesa de sua fé.
Lembre-se de que você deve ser o exemplo das verdades que está ten- tando inculcar em seus alunos. Toda verdade, em primeiro lugar, tem que ser vivida pelo professor para que seja realmente significativa e rele- vante para o aluno.
Todas as aplicações práticas que você vai fazer em classe dependem de um conhecimento da realidade e das necessidades de seus alunos.
Procure colecionar as melhores ilustrações, usando-as bem seu ensino será muito mais eficiente. O ensino da lição flui melhor quando acontece a partir de experiências concretas.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A observância da lei, a guarda do sábado, o bode emissário, o espírito de profecia e o sono da alma são os pontos principais que distinguem os adventistas do sétimo dia dos evan- gélicos. É o que estudaremos nesta lição.
T. ORIGEM
1. William Miller. Nasceu em 1782, em Pittsfieid, estado de Massachussetts, EUA, Era de família batista. Em 1818. ele começou a anunciar que CRISTO voltaria à terra nos próximos 20 anos. Em 1831, M í! ter proclamou que esse evento ocorreria em 23 de março de 1843. Tentou justificar a sua "profecia" em Daniel 8. S 3.14. interpretando as 2.300 tardes e manhãs como que correspondendo a 2.300 anos a partir do retorno de Esdras a Jerusalém em 457 a. C
2. William Miller e seu fracasso. Todavia, nenhuma de suas previsões se cumpriu Procurando j Lista ficar-se, Miller explicou que se enganara nos cálculos. Em seguida, marcou nova data - 22 de outubro de S 84-1 Esta data também falhou.
3. Origem dos adventistas do sétimo dia. Miller arrependeu se e procurou a igreja Já reconciliado, foi servir a DEUS, vindo a falecer em [849 O mal, poréír- ia estava feito. Vários grupos coíneçaram a aparecer, Hiram Edson. Joseph Bates e
James White com sua esposa Ellen Gould White eram os mais proeminentes dos movimentos adventisías.
Joseph Bates, de New Hampshire, Washington, instituiu a observância do sábado. Enquanto isto, Ellen Gould White ia, na região de Portiand, Maine, ganhando notoriedade com as suas "revelações e visões". Os três grupos juntos deram origem, em 1860, ao movimento co- nhecido como o Adventismo do Sétimo Dia.
II. A LEI DE MOISÉS
1. Decálogo. O Decálogo é o esboço e a linha mestra da Lei de Moisés. Ele está registrado em Êxodo 20. l -17 e Deuteronômio 5.6- 21. O termo vem de duas palavras gregas deka "dez", lo^os "paiavra", lísado na LXX para traduzir as ex- pressão hebraica asseret hade\ arim "as dez palavras" (Êx 34.28; Dí 4.13;10.4). "As dez palavras", nessas passagens, têm o sentido de "mandamento, pronunciamento, princípios". Por essa razão, o Decálogo ficou conhecido universalmente como "os dez mandamentos" que DEUS escreveu em pedras e entregou aos filhos de Israel, através de Moisés.
2. Qual a diferença entre lei morai e cerimonial? Os adventistas dizem que a Lei de DEUS é o Decálogo, e a de Moisés é a lei cerimonial, ou seja os demais preceitos, que não são universais.
a) Uma só lei. A Bíblia afirma que existe uma só lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais e preceitos civis. R chamada Lei DEUS, porque teve sua origem nEle. Lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador que DEUS escolheu para promulgar a Lei no Sinai. Os preceitos, tanto do De- cálogo como os tora dele, são chamados alternadamente de Lei de DEUS ou do Senhor e Lei de Moisés (Lc 2.22. 23; Hb 10.28). São, portanto, sinónimos e, por isso, não há distinção alguma (Ne 8.1, 2, 8, 18).
b) Preceito moral/oral do Decálogo. Há princípios que são imutáveis e universais. Não há para eles a questão de transculturação. Onde quer que o Evangelho for pregado tais princípios fazem-se presentes, são os preceitos morais ou éticos.Os dois maiores mandamentos são preceitos morais (Mc 12.29-31). Entretanto, não constam do Decálogo; é uma combinação de Dt 6.4,5 com Lv 19.18. Por outro lado, cn centramos no Decálogo o quarto mandamento, que não é preceito moral. JESUS disse que o sacerdote podia violar o sábado e ficar sem culpa (Mt 12.5).
3. A lei cumpriu sua função. O Senhor JESUS já cumpriu a lei (Mt 5.17). O Concílio de Jerusalém determinou que os cristãos nada têm com a Lei (At 15. 10, 11; 20, 29). O apóstolo Paulo comparou a liberda de cristã a lei do casamento (Rm 7.1- 3). Se uma mulher for de outro homem, estando seu marido ainda vivo, é adúltera. Isso porque, está ligada à lei do marido- Por conseguinte, não podemos estar ligados à lei e a CRISTO ao mesmo tempo. Por isso, estamos mortos para a Lei (Rm 7.4). A função da lei foi patológica (descobrir a causa da doença): revê lar o pecado no homem. Mas ela não pode curar (Rm 3.19. 20; Gl 2.16; 3.24)
4. Observar a lei é desvio. O apóstolo Paulo chamou a lei de ministério da morte gravado em pedras (2 Co 3.7), ministério da condenação (2 Co 3.9) e transitório (2 Co 3.13). O Antigo Testamento já foi abolido por CRISTO (2 Co 3.14). Buscar a salvação pela observância da Lei é desviar-se do cristianismo bí- blico (Gl 5.1 4). Observe, porém, que Paulo não criticou a lei; reconhecia a santidade da Lei (Rm 7.7, 14). O que ele diz é que ela é impotente para salvar, pois sua função é outra.
III. ESPÍRÍ TO DE PROFECIA
l. Escritos de Ellen Gould Whiíe. Para os adventistas do sétimo dia, os escritos da Sra. Eíllen Gould White têm a mesma autoridade da Bíblia.
Afirmam que a expressão "o testemunho de JESUS é o espírito de prófecia" (Ap 19-JO) e uma alusão aos escritos da Sra. White. Crêem que suas obras têm "aplicação e autori dade especial para os adventistas", e negam que "a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellcn Whitc sejam d i fé rentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas".
2. Plágios da Sra. White. Boa parte das obras da Sra. White são plágios.
a) Plágio comprovado. Walter T. Rea, em sua obra The White Lie (A Mentira Branca), apresenta tabelas intermináveis desses plágios. Entretanto, os advenüstas do sétimo dia continuam a receber as obras da Sra. White com a mesma autoridade da Bíblia. Além dos plágios, há inúmeros erros e contradições em seus escritos.
b) Defesa dos teólogos advenïistas. Sabendo que o plagiador está desclassificado como servo de DEUS, os teólogos adventistas têm feito um esforço concentrado para salvar a imagem de sua profetisa. Alguns deles apelaram para as passagens de 2 Reis 18 e Isaías 39, para justificar o plágio da Sra. White. Como se sabe, ambos os textos são idênticos. Acontece que, em nenhuma lugar do livro dos Reis, se menciona o nome de seu autor. E, quem pode garantir que não é de autoria do próprio Isaías, uma vez que o profeta foi assistente do rei Ezequias?
IV. CRENÇAS ERRÓNEAS
l. Bode emissário. Os adventistas dizem que o bode emissário, do Dia da Expiação, representa Satanás. Assim colocam Satanás como co- autor da redenção. Moisés prescreveu que, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote apresentasse dois bodes para o sacrifício (Lv 16.5, 10). Um deles seria imolado, e o outro enviado para o deserto- o bode emissário, azazel, em hebraico. Convém lembrar que os dois bodes eram igualmente apresentados, e não apenas um. Isso representava o sacrifí- cio de JESUS pela expiação de nos sós pecados. A Bíblia diz que foi Je- sus quem levou nossos pecados (Is 53.4-6; Mt 8.16, 17; Jo 1.29; l Pé 2.24; 3.18).
2. O sábado. A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto (Hb 8.6-13). O que nos chama a atenção é que, ultimamente, estão surgindo novos pseudocristãos que, entre outras coisas, ensinam a guar- da da Lei e do sábado. Isso é retrocesso espiritual; é voltar às práticas antigas.
a) O sábado foi abolido. A Palavra profética previa a chegada da Novo Concerto (Jr 31.31 -33) e o fim do sábado (Os 2.11), que se cumpriu em JESUS (Cl 2.14-17). Por essa razão, o sábado não aparece nos qua- tro preceitos de Atos 15.20, 29. O texto de Colossenses 2.16, 17 deita por terra todas as teses dos adventistas do sétimo dia.
h) O sábado cerimonial. Os adventistas afirmam que o sábado men- cionado em Colossenses 2.16 é cerimonial. As festas judaicas eram anuais, mensais, ou luas novas (pois a lua nova aparece a cada 28 a 30 dias, e com ela se principia o novo mês) e semanais (l Cr 23.31; 2 Cr 2.4;
8.13; 31.3; Ez 45.17). Veja que o tex- to diz: "... por causa dos dias de festa,' ou da lua nova, ou dos sábados".
O sábado cerimonial, ou anual, já está incluído na expressão "dias de festa", que são as festas anuais, "lua nova", mensais e "sábados", festa semanal. No versículo seguinte o apóstolo diz: "Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO" (Cl 2.17). Isto é: são figuras das coisas futuras, que se cumpriram em JESUS. Foi por isso que JESUS afirmou ser Senhor do sábado (Mc 2.28).
c) Constantino e o Domingo. Dizem que o imperador romano, Constantino, trocou o sábado pelo domingo. Isso não é verdade. A palavra "domingo", por si só, significa "Dia do Senhor". Porque foi nele que JESUS ressuscitou (Mc 16.9). O primeiro culto cristão aconteceu num domingo (Jo 20.1) e o segundo também (Jo 20.19, 20). Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana (At 20.7). Assim, essa prática foi se tornando comum, sem decreto e sem imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prá- tica antiga dos cristãos.
CONCLUSÃO
Para nós, portanto, cada dia é sábado, pois em CRISTO repousamos todos os dias da semana (Hb 4.11). A palavra hebraica para "domingo" é Yom Rishon, que significa "Dia Primeiro".
Os adventistas negam ainda a existência do inferno e a imortalidade da alma. Sobre a doutrina do sono da alma, faça uma revisão da lição 3.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio histórico
O fracasso em determinar o tempo do arrebatamento da Igreja, impulsionou a formação de vários grupos adventistas. Entre eles o de Ellen White. Desapontados ainda com o CITO na pre- visão, escolheram um nome que refle- tisse os distintivos da igreja que passou a chamar-se "adventista do sétimo dia". A palavra "adventista" vem do vocábulo advento e significa vinda.
Subsídio bíblico
Sobre o Concílio de Jerusalém, encontramos estas informações no Dicionário Teológico: "Reunião realizada, a pedido da Igreja de Antioquia, para obter dos apóstolos a res- posta à seguinte pergunta: Deveriam os crentes gentios guardar a Lei de Moisés como o faziam os Judeus?
"O concílio terminou com as seguintes resoluções: Aos crentes oriundos do paganismo não se deveria impor a carga que nem os próprios judeus puderam carregar. No entanto, recomenava-se a observância destes preceitos:
l) Abstenção de relações sexuais ilícitas;
2) Não ingerência de carnes sacrificadas aos ídolos; e:
3) Nem de sangue.
 
GLOSSÁRIO
Emissário: aquele que é enviado em missão; mensageiro.
Plágio: imitação ou cópia do trabalho alheio.
Preceito: regra de proceder, normas; determinação prescrição, doutrina.
Profanação: irreverência contra pessoa ou coisa digna de todo respeito.
Proselitismo: atividade constante e intensa em fazer adeptos ou partidários.
Remanescente: aquilo que sobeja ou resta; restante.
Sectário: relativo ou pertencente a seita; partidário ferrenho.
Transcultural: processo de transformação cultural caracterizado pela influência de elementos de outra cultura.
Transitório: de pouca duração;
passageiro, efêmero.
 
QUESTIONÁRIO
1. Qual o nome da "profetisa" do Adventismo do Sétimo Dia?
- Ellen Gould White
2. Segundo a Bíblia, quantas leis existem?
- Apenas uma, a Lei de DEUS.
3. O que determinou o Concílio de Jerusalém?
- Que os cristãos não estamos obrigados a guardar a Lei de Moisés. porquanto esta, em CRISTO, já foi cabalmente cumprida.
4. O que os escritos de Ellen Gould White representam para os adventistas?
- Eles os consideram como tendo a mesma autoridade que a Bíblia.
5. Quem é o nosso real descanso, ou sábado?
- JESUS, que nos introduziu à presença do Pai através de seu sacrifício vicário por toda a humanidade.
 
OBSERVAÇÃO: os adventistas do sétimo dia que por ocasião da morte a alma humana fica dormindo, em estado letárgico de inconsciência. Será isso verdade? Segundo Ellen G. White, profetisa dos adventistas, "Depois da queda, Satanás ordenou a seus anjos que inculcassem a crença na imortalidade natural do homem. Tendo induzido o povo a receber este erro, deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em eterna miséria" (O Grande Conflito - p. 317-318). Note bem, o verdadeiro motivo de os adventistas negarem a imortalidade da alma, não é o ensino bíblico, mas o problema da punição eterna que tanto incomoda ao coração não regenerado. Isto fica claro nas últimas palavras da senhora White: "deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em eterna miséria". Para defender a doutrina do "sono da alma", os adventistas usam três classes de argumentos: a) Textos onde a morte é comparada ao dormir - Jo 11.11,14 - "Nosso amigo Lázaro adormeceu...Então, JESUS lhes disse claramente: Lázaro morreu"; At 7.60; 1 Co 11.30;etc. b) Textos que falam da morte como punição pelo pecado e de DEUS como o único imortal - Ez 18.4,20; Rm 6.23; 1 Tm 6.16; 2 Tm 1.10. c) A questão sobre o significado da palavra "eterno". Pois então, analisemos estes argumentos: a) Quando a Bíblia fala que alguém que morreu "dorme" está usando uma força de expressão e não falando de algo literal. O teólogo Louis Berkhof explica a questão: "É de se notar, contudo, que a Bíblia nunca diz que a alma dorme, nem que o corpo dorme, mas somente a pessoa dorme. E estas expressões escriturísticas baseiam-se simplesmente na semelhança entre um corpo morto e um corpo que está dormindo" (Manual de Doutrina Cristã - p. 330). Vemos assim que não podemos pegar a expressão bíblica "Lázaro adormeceu" em um sentido literal, pois JESUS mesmo em outro momento declarou: "não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como DEUS lhe falou: Eu sou o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó? Ora, ele não é DEUS de mortos, e sim de vivos" (Mc 12.26-2). Veja bem, Abraão, Isaque e Jacó já haviam falecido muitos anos antes de JESUS pronunciar esta frase, logo se DEUS é DEUS de vivos é porque estes homens estavam de alguma forma vivos, e isto implica em consciência, então não estariam eles dormindo. Mais uma vez erraram os adventistas. Nós os evangélicos cremos na imortalidade da alma humana porque nosso DEUS é DEUS de vivos e isto está em acordo com a descrição que o apóstolo João faz dos crentes que já morreram: "vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de DEUS e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo..." (Ao 6.9-11); preste atenção, as almas dos salvos CLAMAVAM e DIZIAM. Alguém levanta um clamor em estado de letargia? Será que estas almas eram doentes e falavam dormindo? Claro que não.
 
Lição 10 = 8 de junho de 1997
IGREJA DA UNIFICAÇÃO
 
TEXTO ÁUREO
^.M^ï^^ levantarão fal- sos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até
^^^üQiNdos.^-íN^ 1:3:.22) •,.
VERDADE PRATICA
ma seita de caráter óneníâï, antibíblica, mas que afirma possuir a verdade completa de
 
LEITURA DIÁRIA:
Segunda • J o 4.22 A salvação vem dos judeus
Terça - Hb 9.28 JESUS virá segunda vêz para levar os seus
Quarta-ïx 17.23,24 JESUS virá como um relâmpado
Quinta - Is S.20 A Bíblia é a única regra infalível de fé e prática
Sexta - Mt 22.41-45 Que pensais vós do Messias?
Sábado - Jo 3.13 JESUS veio do céu
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
MATEUS 24.3-8
3 • E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo; Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal ha- verá da tua vinda e do Hm do mundo?
4 ' E JESUS, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane,
5 - porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cris- to; e enganarão a muitos.
6 - E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim,
7 - Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares,
8 - Mas todas essas coisas são o princípio das dores.
OBJETIVOS:
Após a aula dada o aluno deverá:
Descrever a origem da Igreja da Unificação.
Analisar as principais doutrinas desta seita.
Estabelecer diferenças entre as doutrinas de Moon e as doutrinas bíblicas.
SUGESTÕES PRÁTICAS
Estabeleça uma analogia entre as doutrinas da Igreja da Unificação e a doutrina bíblica.
Procure identificar as diferenças existentes entre elas; leve o aluno a distinguir as heresias e compreender porque não podemos aceitá-las.
Alerte-os sobre a sutileza com que as Escrituras são manipuladas por estas seitas e como fundamentam sua doutrina desvirtuando a Pa- lavra de Deu^
ORIENTAÇÕES
Procure enriquecer seus conhecimentos acerca desta seita, e de outras, consultando literatura apropriada. Um professor bem informado produz um ensino eficaz.
Para se inteirar das doutrinas que esposamos, sugerimos a leitura das Doutrinas Bíblicas de William W. Menzies e Staniey M. Horton. No preparo desta lição, o livro Cristianismo em Crise também se torna in- dispensável.
COMENTÁRIOS
INTRODUÇÃO
A Igreja da Unificação tem sido objeto de muitas controvérsias, não só por causa de suas doutrinas exóticas, mas também devido aos seus métodos de aliciamento e discipulação, A origem dessa falsa igreja e de suas doutrinas são o assunto desta lição.
I, FUNDADOR
l. Reverendo Moon. Seu nome completo é Yong Myung Moon, que significa "Dragão brilhante". Em 1946, mudou seu nome para Sun Myimg Moon, que significa "Sol e lua brilhantes^ Ele nasceu em 1920 na Coréia do Norte. Seus pais converteram-se ao Cristianismo através da Igreja Presbiteriana, quando Moon tinha dez anos de idade.
2< Origem da Igreja da Unificação. Moon afirma que teve uma visão aos 16 anos de idade. Ele relatou que JESUS teria lhe revelado que a obra da redenção ainda não estava completa, e que Moon seria o único capa? de completar a obra que o Filho de DEUS havia começado. Em 1945, disse ter recebido outra revelação. Nesse mesmo ano, começou a reinterpretar a Bíblia. Ele foi preso na Coréia do Norte por causa de suas idéias capitalistas, pois contrariavam o sistema comunista de seu país. Chegou a Coréia do Sul em t de maio de 1954, quando fundou a Igreja da Unificação, conhecida também como a Associação do ESPÍRITO SANTO para a Unificação do Cristianismo Mundial.
3. No Ocidente. Depois da expansão de sua Igreja no Oriente, ele veio ao Rio de Janeiro em 1965, quando deixou aqui um missionário. Em 1972, foi aos Estados Unidos. Aí foi acusado de sonegar impostos, sendo condenado a um ano e seis meses de reclusão.
4. Modo de agir, A seita se interessa especialmente por jovens da classe média. Como as demais, utiliza o "terror psicológico" para manter seus adeptos.
II- O JESUS DA BÍBLIA NÃO É O MESMO DE MOON
1. O JESUS de Moon. Moon afirma que JESUS é Filho do sacerdote Zacarias, negando, assim, a concepção virginal de CRISTO. Ele diz que JESUS foi enviado para completar a obra que Adão não conseguiu terminar: Constituir uma grande família na terra, centrada em DEUS. Assim, afirma Moon, o segundo Adão, Cris- to, deveria se casar e erguer uma grande família.
Ele ensina que isso não aconteceu por causa da morte de JESUS no Calvário. Alega ainda que a morte do Filho de DEUS decorreu por causa da traição de João Batista e, por isso, o sacrifício de JESUS só pôde garantir uma pane da redenção.
2. Refutação bíblica. A Bíblia afirma que JESUS foi gerado pelo ESPÍRITO SANTO no ventre da virgem Maria (Mt 1,18,20,25; Lc 1.24,35). A Bíblia mostra ainda claramente que JESUS veio ao mundo para sal- var os pecadores (Lc 19.10; l Tm 1.15) e não para suscitar família. E que sua morte foi para remissão dos pecados (Rm 3.21-26; l Co 15.1-4: Hb 5.9; 7.25).
3. Deidade absoluta de JESUS. O moonismo nega a deidade absoluta de JESUS, como as demais seitas. A Bíblia, porém, afirma categoricamente que JESUS é o DEUS verdadeiro (Is 9.6; Jr 23.5, 6; Jo 1.1; 10.30; Rm 9.5; Cl 2.9; l Jo 5.20; Ap l .8). Sugerimos que alunos e professores façam uma revisão da lição 2, sobre a Trindade e a divindade de JESUS.
4. Ressurreição corporal de JESUS. A Igreja da Unificação nega a ressurreição física de JESUS. Moon ensina que JESUS ressuscitou apenas como espírito. A ressurreição corporal de JESUS porém é um fato insofismável. É a viga mestra e o pilar do Cristianismo. É um dos elementos básicos que distingue o Cristianismo das outras religiões. O apóstolo Paulo assevera que negar essa verdade é continuar no mesmo estado de pecado e miséria, e que sem ela o Cristianismo não teria sentido (l Co 5.17,18).  JESUS se apresentou aos seus discípulos como Ele mesmo e não outro (Lc 24.39,40). JESUS provou aos discípulos ser Ele mesmo, em carne e osso, e que um espírito não teria essas características materiais.
III. DEMAIS DOUTRINAS DO REVERENDO MOON
l. Princípio Divino. Trata-se de um livro básico do moonismo. É a fonte de autoridade e das crenças dos adeptos de Moon. Eles consideram sua autoridade acima da Bíblia. Isto, por si só, prova que suas crenças não são baseadas na Bíblia, mas nas "revelações" de Moon. É uma grosseira imitação da Bíblia.
2. A Divindade. O conceito que eles possuem de DEUS nada tem a ver com a Bíblia. Consideram a humanidade uma grande família. Como a família constitui-se de pai, mãe e filhos, Moon ensina que o Pai é DEUS e a mãe é o ESPÍRITO SANTO. Essa ideia é também da Nova Era. Esta afirma que a Trindade consiste de Inteligência, Força e Amor, representada como Pai, Mãe e Filho. Não existe na Bíblia nada a indicar que o ESPÍRITO SANTO seja feminino. No Antigo Testamento hebraico, o substantivo ruach "ESPÍRITO" é masculino. Os substantivos gregos apresentam três gêneros: masculino, feminino e neutro. A palavra grega pneuma, usada amplamente no Novo Testamento para o "ESPÍRITO" de DEUS, é substantivo neutro.
3. A queda de Adão. A Igreja da Unificação ensina que a queda do homem ocorreu em duas etapas: espiritual e física.
a) As duas etapas. A primeira foi espiritual. Eva cometeu adultério com Satanás, e dessa relação íntima nasceu Caim. A segunda, foi física. Depois desse suposto adultério, Eva teve união física com Adão, resultando no nascimento de Abel. Essa é a queda física. Assim, Moon associa o pecado ao ato sexual. Com isso, ele procura justificar os casamentos em massa, arranjados e "abençoados" por ele, seguindo-se logo após um período de abstinência sexual entre os cônjuges.
b) Refutação bíblica. A Bíblia refuta com clareza meridiana o fantasioso e maligno ensino de Moon: "E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e teve a Caim (Gn 4. l). Logo em seguida, diz o texto sagrado: "E teve mais a seu irmão Abel" (Gn 4.2). Assim Caim e Abel são filhos de Adão e Eva. O pecado do primeiro casal nada tem a ver com o seu relacionamento sexual. O seu pecado foi a desobediência; eles comeram o fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.16,17; 3.2,11).
IV. OS FALSOS CRISTOS
1. A aparição de muitos cristos. Desde o judeu Bar Cochba (derrota- do pelo imperador Adriano em 132 d.C) até Moon, muitos foram os falsos cristos que se levantaram ao longo da história do Cristianismo. O número deles é alarmante. Minha professora de Literatura Hebraica Medieval da Universidade de S. Paulo, judia, disse acertadamente: "Se alguém na história merece o título de Messias, esse alguém é JESUS, pois, todos os que vieram depois dele são falsários e trapaceiros". Somente JESUS tem as credenciais do Messias.
2. Credenciais de JESUS. A vida e a obra de JESUS ocorreram em cumprimento das Escrituras (Lc 24.44). Na transfiguração de CRISTO vieram pessoalmente Moisés e Elias, representante da Lei e dos Profetas respectivamente, para ratificar a messianidade de JESUS (Mt 17.3; Lc 9.30). O próprio DEUS, desde os céus, testemunhou a respeito de seu Filho (Mt 3.17, 18; 17.5; Lc 9.35). Seus ensinos e sinais miraculosos, acrescidos da sua ressurreição e ascensão ao céu, são as provas irrefutáveis de sua messianidade (Lc 24.19; Jo 10.31-33; 14.10; At 10.38). Estas coisas são as credenciais de JESUS de Nazaré como o Messias de Israel. Quem poderá destruir evidências tão fones?
CONCLUSÃO
JESUS disse que o aparecimento de falsos cristos e profetas indicaria o fim dos tempos. A seita do reverendo Moon insere-se neste contexto. Os avisos solenes de JESUS são cada vez mais atuais (Mt 24.3-8; Lc 21.8). A Igreja, portanto, deve precaver-se contra esses líderes de seitas.
l AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
A despeito do que ensina Moon acerca da queda de Adão, principal- mente de Eva, alegando que esta adulterou com Satanás, a verdade teológica é bem outra. Escreve o pastor William W. Menzies: "O ponto de vista bíblico é que o pecado originou-se no abuso da liberdade concedida aos seres equipa- dos com o uso da vontade. Não foi DEUS o criador do mal. O mal é uma questão de relacionamento, e não algo provido de substância. Basicamente, desconsidera a glória, a vontade e a Palavra de DEUS. Rompe com a relação de obediência para com a fé em DEUS, e toma a decisão de falhar diante dEle. Entretanto, por razões que são melhores conhecidas por Ele mesmo. DEUS permitiu a possibilidade da falha moral. Existem certas coisas que DEUS não nos revelou. A teologia especulativa procura investigá-la mediante a razão humana. Um exemplo disso é o escolasticismo, que dominou o pensamento da Europa Ocidental entre os séculos IX e XVII. Combinava ensinos religiosos com filosofias humanas, principalmente as idéias de Agostinho e Aristóteles, e tentava dizer mais do que DEUS tencionou revelar. "O pecado, por conseguinte, originou-se da livre escolha das criaturas de DEUS. Em lugar de crer e confiar em DEUS, e corresponder a seu admirável amor e à sua provisão, destronaram-no, e entronizaram o próprio 'eu'. A incredulidade e o desejo de exaltar o próprio 'eu' fo- ram os elementos-chave do primeiro pecado. A essência do pecado, portanto, é optar pela satisfação do próprio 'eu' em lugar do original e mais elevado objetivo na vida buscar a DEUS e à sua justiça. O resultado é todos os tipos de pecados. corrupção e perversão''.
GLOSSÁRIO
Compêndio: livro texto; resumo de doutrina.
Controvérsia: discussão polêmica acerca de determinado assunto.
Credenciais: digno de crédito;
ações que aprovam uma pessoa.
Insofismável: que não pode ser deturpado com sofismas.
Exótico: esquisito, excêntrico, extravagante.
Precaver: acautelar com antecipação; tomar cuidado; preparar-se.
Prodígio: acontecimento sobre- natural; maravilha, milagre.
Ratificar: confirmar ou reafir- mar o que foi dito.
Reclusão: pena rigorosa para ser cumprida em penitenciária; ato ou efeito de encerrar-se.
Sonegar: ocultar com fraude, astúcia ou habilidade.
QUESTIONÁRIO
l. Qual o país e igreja de origem de Moon?
- Nascido na Coréia do Norte, seus pais converteram-se na Igreja Presbiteriana.
2. Como é o JESUS anunciado por Moon?
- Moon afirma que JESUS é Filho do sacerdote Zacarias, negando, as- sim, a concepção virginal virginal de CRISTO
3. Segundo o apóstolo Paulo, qual a situação do Cristianismo se negarmos a ressurreição de CRISTO?
- O Cristianismo torna-se vão, perdendo toda a sua razão de ser.
4. Qual o verdadeiro pecado de Adão e Eva que a Bíblia aponta?
O seu pecado foi a desobediência; eles comeram o fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.16,17; 3.2,11).
5. Quais as credenciais apresentadas por JESUS que provam ser Ele o verdadeiro Messias de Israel?
- O seu poder sobre o reino das trevas, sobre o pecado, sobre a natureza, sobre as enfermidades e sobre a morte.
 
Lição 11 = 15 de junho de 1997
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL
 
TEXTO ÁUREO
"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores Ef 4.11..
VERDADE PRATICA:
O zelo pelas coisas de DEUS deve ser calibrado pelo bom senso e, acima de tudo, por uma perfeita compreensão das Sagradas Escrituras.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mc 16.15, 16  Pregar o evangelho é tarefa de todos os cristãos
Terça -Mt 3.13-15O batismo é uma ordenança para cumprir toda a justiça
Quarta - J o 14.6  Só JESUS é quem salva e não uma organização religiosa
Quinta- Gl 5.1 Cristianismo é a religião da liberdade no ESPÍRITO
Sexta - Mt 6.1-4 Ofertas e dízimos não são esmolas
Sábado - 7 Tm 5.17, 18 Os obreiros de tempo integral devem ser reconhecidos pela igreja
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
l CORÍNTIOS 9.4-14
4 - Não temos nós direito de comer e beber? 5 - Não temos nós direito de levar conosco uma mulher irmã, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? 6 - Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? 7 - Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não come do leite do gado? 8 - Digo eu isso segundo os homens? Ou não diz a lei de Moisés o mesmo? 9 " Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem DEUS cuidado dos bois? 10 - Ou não diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança, e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. 11-Se nós semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? 12 - Mas nós não usamos deste direito; antes, suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de CRISTO. 13 - Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do altar? 14 - Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.
OBJETIVOS:
Nesta lição, o professor deve ser bem preciso ao estabelecer seus objetivos e metas. Em primeiro lugar, não é a nossa intenção aumentar a distância, nem aprofundar os abismos que há entre nós e alguns grupos que se dizem evangélicos. Nosso principal objetivo, é prevenir o povo de DEUS contra os que, embora professem o nome de CRISTO, vivem a espalhar, indiscriminada e inescrupulosamente, o joio de seus ensinos. Contra tais práticas, não pode haver contemplação. É justamente aqui que se faz necessária esta recomendação do apóstolo João: "Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tão pouco o saudeis" (2 Jo 10,11).
SUGESTÕES PRÁTICAS:
Numa aula como a de hoje, em que o professor se vê obrigado a identificar erros, às vezes, sutis, é imprescindível que o professor se prepare teológica e biblicamente. Mostre, de maneira serena, ordenada e lógica, os erros doutrinários do grupo religioso que ora estudamos. Lembre-se: a exaltação apenas prejudicará a exposição dos fatos, e acabará por tirar-lhe a credibilidade. À semelhança de Nosso Senhor, digamos a nossa verdade de forma plácida, mas firme. Apresente, em seguida, as verdades bíblicas, rebatendo cada erro. Mas não se esqueça de que todos os argumentos têm de estar fundamentados na Palavra de DEUS. Em todas as instâncias de nossa apresentação, devemos seguir os passos de CRISTO e de seus apóstolos: "Está escrito". Foi assim que o Mestre deitou por terra todos os argumentos do tentador.
INTRODUÇÃO
Há os que afirmam que a Congregação Cristã no Brasil (CCB) é uma seita; outros, pelo contrário: recusam-se a admitir tal coisa: descrevem-na como um movimento infelicitado por alguns desvios doutrinários de caráter secundário.
I. HISTÓRICO
l. Origem de Francescon. Louis Francescon nasceu na Comarca de Udine, Itália, em 29 de março de 1866. Converteu-se em 1891, aos 25 anos de idade, quando já morava em Chicago, EUA. No ano seguinte, na mesma cidade, foi criada a Igreja Presbiteriana Italiana, pastoreada por Filippo Grilli Nesta igreja, Francescon foi eleito diácono, e, depois de alguns anos, ancião, Em 1907, Francescon passou a freqüentar a Missão Americana, re- conhecendo corno irmão, amigo e homem de DEUS, o pastor W. H. Durhan, pregador pentecostal, de quem Francescon se inteirou sobre a doutrina do batismo no ESPÍRITO SANTO. Francescon pastoreava um rebanho de crentes pentecostais na colônia italiana de Chicago. Como o trabalho crescesse, deixou suas atividades materiais para dedicar-se integralmente ao ministério cristão.
2. Chegada ao Brasil. Em oito de março de 1910, Francescon e G. Lombardi partiram de Buenos Aires rumo à cidade de São Paulo, onde, no bairro do Brás, começaram a pregar o Evangelho, vindo a fundar a Igreja Pentecostal italiana - primeiro nome da Congregação Cristã no Brasil. Suas atividades estavam concentradas na colônia italiana. Depois, Francescon foi para o Panamá, deixando a igreja nas mãos de homens inexperientes.
II. DOUTRINA DA SALVAÇÃO
l. Sectarismo. A maioria de seus adeptos afirma que a salvação só é possível na sua igreja. Eles chamam os evangélicos de outras denomina- ções de "seitários51. Não reconhecem o batismo efetuado por ministros do Evangelho de outras denominações, mesmo que seja por imersão e em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO (Mt 28,19). A despeito desse perigoso sectarismo, devemos levar em conta o que diz a Bíblia. A Palavra de DEUS garante que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 2.32; Rm 10.13). A salvação, portanto, está em JESUS (Jo 14.6; At 4.12) e não em organizações religiosas.
2. Batismo em nome de JESUS. Segundo os adeptos da CCB, o batismo só é válido se efetuado com esta fórmula: "Em nome do Senhor JESUS, eu te balizo em nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO". Neste tópico, faça uma revisão da lição número cinco.
3. Batismo não salva. Eles usam a passagem de At 2.38 para justificar a doutrina medieval de que as águas do batismo têm propriedades miraculosas para purificar pecados. O apóstolo Paulo delimitou com muita propriedade o batismo do Evangelho (l Co l. 14-17); ele era contra a forma externa bem típica do judaísmo. A salvação é pela graça (Ef2.8, 9). Ou seja: é um ato da graça de DEUS (Tt 2.11). A regeneração é obra do ESPÍRITO SANTO (Tt 3.5), enquanto que o batismo em água é o sinal de comprovação do arrependimento feito no ato da aceitação a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador..
III. ESTRUTURA
ORGANIZACIONAL
l. Perfíl. Tendo em vista a sua estrutura, em algumas regiões do Brasil à CCB acha-se completamen-se estagnada. Eles não têm motivacão para ampliar o seu crescimento porque são predestinacionalistas - herança da Igreja Presbiteriana. Para eles, a Bíblia não tem a de- vida relevância. A vida dos adeptos da CCE é norteada pelo "iluminismo" e não pela Palavra de DEUS. Vão ao culto para "buscar a palavra", e não para aprender no templo (SI 27.4). Suas bases teológicas são bastante precárias.
2. Cargos. A análise dos aspirantes ao ministério concentra-se principalmente no parentesco e no patriarcalismo.
Estes são os cargos principais: Ancião, diácono e cooperador. A CCB é contra o cargo de pastor, embora Francescon mantivesse comunhão com os demais pastores, tendo-os em alta estima. Afinal, pastores e evangelistas são dons ministeriais (Ef 4.11) designados para a liderança do rebanho de DEUS.
3. Recursos financeiros. Criticam os dízimos, mas acabaram por estabelecer o próprio sistema de levantamento de recursos para a manutenção de suas atividades. Quanto ao dízimo, é uma maneira de o crente reconhecer a soberania de DEUS; é um ensinamento que aparece em toda a Bíblia (Gn 14.20; Ml 3.10; Mt23.23;Hb7.5).
4. Manutenção dos obreiros (l Co 9.4-14). Este texto é a defesa de Paulo sobre o sustento dos obreiros. Os que pensam doutro modo, ficam sem argumentos ante a clareza e objetividade com que o apóstolo trata o assunto.
A Bíblia deixa bem claro que os dízimos eram destinados aos levitas e sacerdotes (Nm 18.21-24; Hb 7.5), para que houvesse sempre mantimento na Casa de DEUS (Ml 3.10). Os filhos de Levi e os ministros do altar, por sua vez, pagavam os dízimos dos dízimos recebidos (Nm 18.26). Paulo, como os demais judeus, tinha uma profissão alternativa - fazedor de tendas (At 18.3). Desse ofício, provinha o necessário para o seu sustento, pois temia escandali- zar os irmãos, e não queria correr o risco de ser interpretado como aven- tureiro, em Corinto.
IV. PRÁTICAS DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ DO BRASIL
1. O descuido para com a evangelização. Esquecendo-se dos que ainda não receberam a fé, dedicam- se a pregar aos crentes de outras denominações evangélicas. Mas na sua condição de profeta, o ministério de JESUS baseava-se na trilogia: pregar, ensinar e curar (Mt 4.23; 9.35). Este é o exemplo que devemos seguir; esta é a nossa maior tarefa.
2. Uso do véu. A palavra grega para "véu" é peribaion e significa "jogar em volta". Ela aparece apenas duas vezes no Novo Testamento grego (l Co 11.15; Hb 1.15). Em l Corintios 11.1-16, Paulo trata da submissão da mulher ao marido. Como se vê, o que está em pauta é a submissão, e não o véu. Quem acha que o véu é um meio para a santificação, como a CCB, deve usá-lo no dia-a-dia como as mulheres do Oriente Médio e da Ásia dos dias de Paulo.
3. Ósculo santo. Isto é uma questão cultural ainda hoje observada entre os judeus, árabes e vários povos do leste europeu. Não é motivo, pois, para se fazer uma guerra em tomo de assuntos que, rigorosamente falando, em nada contribuem para a nossa edificação em CRISTO JESUS.
CONCLUSÃO
Os adeptos da Congregação Cristã no Brasil julgam-se espiritualmente superiores a todos os evangélicos. Quanto a nós, não nos cabe tratá-los como a inimigos, mas como a pessoas que precisam dos esclarecimentos necessários para compreender o verdadeiro sentido do Evangelho de CRISTO. Evitemos, pois, contender com eles, pois a contenda não convém ao homem de DEUS. Que o Senhor nos dê graças para preservar a sã doutrina.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
Quanto à fórmula do batismo, precisamos estar bem atentos ao que diz a Palavra de DEUS. A fórmula do batismo é a declaração feita pelo celebrante no ato do batismo, invocando o nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO. Ora, se esta é a fórmula do batismo, como interpretar a seguinte passagem de Atos: "... e cada um de vós seja balizado em nome de JESUS CRISTO, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO..." (At 2.38).
Não determinara o Senhor JESUS fossem os novos convertidos baliza- dos em nome da Santíssima Trindade? Por que, então, Pedro exorta os conversos a serem balizados em nome de JESUS?
O que na verdade recomendou o apóstolo é que os novos crentes se convertessem e se submetessem ao batismo determinado por JESUS que, necessariamente, inclui a menção do nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO.
Ser batizado em nome de JESUS, por conseguinte, significa submeter- se a autoridade do batismo instituído por Ele.
Subsídio Cultural
Na Bíblia de Estudo Pentecostal, encontramos esta apropriada explicação sobre o uso do véu:
"A mulher cobria a cabeça nos dias de Paulo, como sinal de modéstia e subordinação ao marido, e para demonstrar a sua dignidade. O véu significava que ela devia ser respei- tada e honrada como mulher. Sem véu, ela não tinha dignidade; os homens não respeitavam mulheres sem véu, pois deste modo elas se exibiam pública e indecorosamente. Sendo assim, o véu era um sinal do valor, da dignidade e da importância da mulher conforme DEUS a criou.
"O princípio subjacente, no caso do véu, ainda é necessário hoje. A mulher cristã deve vestir-se de modo modesto e cuidadoso, honroso e digno, para a sua segurança e seu devi- do respeito aonde quer que for. A mulher, ao vestir-se de modo modesto e apropriado para a glória de DEUS, ressalta a sua própria dignidade, valor e honra que DEUS lhe deu".
Subsídio pastoral
Com respeito ao ministério pastoral, bastante combatido pela Congregação Cristã no Brasil, pronuncia-se a Bíblia de Estudo Pentecostal: "Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados 'presbíteros' (At 20.17; Tt 1.5) e 'bispos' ou supervisores (l Tm 3.1; Tt 1.7).
"A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt l .9- 11), ensinar a Palavra de DEUS e exercer a direção da igreja local (l Ts 5.12); l Tm 3.1 -5), ser um exemplo na pureza e na sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; l Pé 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de DEUS contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo a JESUS, o Bom Pastor (Jo 10.11- 16; l Pé 2.25; 5.2-4). "Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do ESPÍRITO concedido à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato".
GLOSSÁRIO
Conexão: analogia entre coisas diferentes.
Debulhar: extrair os grãos ou sementes.
Lavrar: sulcar a terra com arado; aplainar, preparar.
Medieval: próprio da Idade Média.
Ojeriza: má vontade, antipatia, aversão a pessoa ou coisa.
Sectarismo: partidarismo, facção.
Transubstanciação: mudança de uma substância para outra.
QUESTIONÁRIO
1. Qual a principal característica da CCB?
- O sectarismo.
2. Qual a posição da CCB quanto ao dízimo?
- Eles são contra, mas têm o seu próprio sistema de ofertas para a manutenção de sua obra.
3. O que diz a Bíblia sobre a salvação?
- A salvação vem unicamente pela graça, e independe de se pertencer a esta ou aquela igreja.
4. O que significa batizar em nome de JESUS?
- Significa balizar na autoridade que CRISTO nos conferiu, usando corretamente a fórmula de Mateus 28.19: 'Em nome do pai, e do filho e do ESPÍRITO SANTO".
5. Por que o uso do véu não pode ser obrigatório?
- Porque o véu é um símbolo de submissão. E, de acordo com o ensino de Paulo, o cabelo foi dado à mulher em lugar de véu.
 
Lição 12 = 22 de junho de 1997
MORMONISMO
TEXTO ÁUREO
"Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão" (Cl 2.18).
VERDADE PRATICA
O Mormonismo é uma religião politeísta cujos adeptos usam termos cristãos com outros significados para facilitar seu trabalho de proselitismo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
GAIATAS 1.6-9
6 • Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de CRISTO para outro evangelho,
7-0 qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de CRISTO.
8 - Mas, ainda, que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
9 - Assim como já vo-lo disse- mos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar ou- tro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
LEITURA DIÁRIA
Segunda -1 Tm 1.3,4
Fábulas e genealogias não são guias para o crente
Terça - 2 Co 11.4 Outro JESUS e outro ESPÍRITO procedem das trevas
Quarta - Jo 4.24 DEUS não consiste de algo material
Quinta - Lc 20.34-36 Casamentos só ocorrem nesta vida
Sexta - Is 34.16 Só a Bíblia é o Livro de DEUS
Sábado - Gn 3.4,5 O endeusamento do homem vem de Belial
OBJETIVOS:
Após a aula o aluno deverá ser capaz de:
Descrever as crenças do mormonismo.
Explicar por que as experiências humanas não servem para estabelecer doutrinas.
Citar versículos bíblicos que refutem as heresias mórmons.
SUGESTÕES PRÁTICAS
Falar com clareza, simplicidade e objetividade nem sempre é tarefa
fácil. Ainda mais em se tratando de doutrinas falsas. Procure dominar o assunto detectando os pontos principais de cada heresia e refutando- os devidamente com citações bíblicas que você deve conhecer previa- mente.
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
O professor eficiente dedica-se ao estudo das Escrituras e à oração, elementos básicos para se resistir a qualquer vento doutrinário contrário ao que diz a Palavra de DEUS. Estude, portanto, com interesse.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O Mormonismo é conhecido como a Igreja de JESUS CRISTO dos Santos dos Últimos Dias. Há muitas crenças que seus adeptos desconhe- cem, principalmente as que já foram abandonadas. Já ensinaram, por exemplo, que a lua era habitada. Quanto à poligamia, defenderam-na como prática lícita. No âmbito teológico, apregoam que JESUS não foi gerado pelo ESPÍRITO SANTO, que há pecados que o sangue de JESUS não pode purificar etc.
I- ORIGEM
l. Fundador. O norte-america- no Joseph Smith Jr. nasceu em 23 de dezembro de 1805. e morreu em 27 de junho de 1844, num cárcere. Seus adeptos alegam que, numa visão, em
1820, Joseph Smith teria visto o Pai e seu Filho JESUS CRISTO. Perguntou- lhes, então, qual a religião verdadeira. Como resposta, ele teria ouvido que todas as igrejas haviam apostatado da fé, e que seus credos eram uma abominação. O apóstolo mórmon David O. Mckay afirmou: "A aparição do Pai e do Filho a Joseph Smith é o fundamento desta igreja".
2. "Visão" das placas de ouro. Há outra versão de que essa visão teria ocorrido em 1823, quando Joseph Smith tinha 17 anos. Alegam que ele recebeu a visita de um estranho anjo chamado Moroni, o qual lhe revelou a existência de um livro, escrito em placas de ouro, e que se achava no monte Cumorah, nas proximidades de Palmyra, Nova Iorque. Traduzidas, as placas deram origem ao Livro de Mórmon.
Essa primeira "visão" de Joseph Smith é o fundamento da Igreja Mórmon. É um outro evangelho, conforme está escrito em Gaiatas 1.6-9.
3. Organização. A presidência da Igreja Mórmon é a sua autoridade máxima, constituída de seu profeta e seus secretários. O Mormonismo jacta-se ao declarar que é a única igreja a ter profetas e apóstolos, pois mantém um quorum de doze apóstolos. A Bíblia destrói a pretensão deles porque "profetas e apóstolos", embora apareçam em Efésios 4.11, são as pedras que formam o fundamento da Igreja, sendo JESUS CRISTO a pedra angular (Ef2.20). A Igreja tem um só fundamento (l Co 3.11). Por isso não ordenamos ninguém a cargo de apóstolo nem de profeta.
4. Templo. Existe um templo- sede em cada país. A sede mundial está em Sait Lake, capital do Estado de Utah, EUA. Nele são realizados os rituais secretos: batismo pêlos mortos (por isso preocupam-se com genealogias; ver l Co 15.39), batismo por procuração e casamento para a eternidade em que o casal se compromete a não contrair novas núpcias em caso de viuvez, para se encontrarem no céu. JESUS, porém, disse que casa- mento é coisa deste mundo e não do vindouro (Lc 20.34-36).
II. FONTE DE AUTORIDADE NO MORMONISMO
1. O Livro de Mórmon. O Mor- monismo considera o Livro de Mórmon acima da Bíblia. O artigo 8 das Regras de Fé declara: "Cremos ser a Bíblia a palavra de DEUS, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de DEUS". Exige restrições para se crer na Bíblia, entretanto, para o Livro de Mórmon nenhuma restrição é apresentada.
2. Doutrina e Convênios. Contém 138 seções divididas em versículos. São as "revelações" de Joseph Smith, que tratam sobre a doutrina de DEUS, da Igreja, do sacerdócio, da ressurreição, do homem após a morte e dos diferentes níveis de salvação. Batismo pêlos mortos (seções 124,
127 e 128), matrimônio celestial (seção 132. 19, 20), poligamia (seção 132.61,62).
3. Pérola de Grande Valor. Este livro, tão conceituado entre os mórmons, já foi amplamente desmascarado como fraude, apesar de Joseph Smith alegar tê-lo traduzido milagrosamente para o inglês a partir da escrita hieroglífica egípcia.
III. O LIVRO DE MÓRMON E A BÍBLIA
1. Autenticidade da Bíblia. A Bíblia, desde que foi escrita, nunca precisou de nenhuma alteração em seu texto. Esta é uma das evidências de que ela é o eterno e infalível Livro de DEUS. Os mórmons, porém, não podem dizer o mesmo do Livro de Mórmon, que ainda não completou cento e oitenta anos. A primeira edição foi publicada em 1830, e já está com 3.913 mudanças. A edição atual tem um texto completamente diferente da primeira edição.
2. Falácias do Livro de Mórmon. A origem do Livro de Mórmon não pode ser comprovada. Não existe o idioma "egípcio reformado" mencionado ali. O Livro de Mórmon, segundo eles, foi escrito em 421 d.C. Como pôde o tal livro re- produzir textos da versão inglesa do Rei Tiago, que só viria a surgir em 1611 ? Nada dos relatos do Livro de Mórmon pôde ser confirmado até hoje. Ainda não se descobriu nenhuma cidade sequer das trinta e oito mencionadas no Livro de Mórmon.
IV. DOUTRINAS MORMONISTAS
l. DEUS. Os mórmons têm deuses para todos os gostos. Uma declaração básica dos livros deles afirma:
"Como o homem é. DEUS foi; como DEUS é, o homem poderá vir a ser" (Regras de Fé, p. 389). Eles não re- conhecem o conceito bíblico de DEUS, e daí negam a Trindade.
A Bíblia ensina que há um só DEUS verdadeiro e que Ele é uno, mas subsiste em três Pessoas distin- tas (Dt 6.4; Mt 28.19; Jo 17.3). DEUS é infinito (l Rs 8.27) e Onipotente (Is 40.12-15). Ele é espírito (Jo 4.24), portanto não tem carne nem osso (Lc 24.39). Enche ele o céu e a terra (Jr 23.23, 24). Além dele não há DEUS (Is 43.10; 44.6,8).
2.0 Senhor JESUS CRISTO. O JESUS dos mórmons, como já explica- mos, não é o mesmo da Bíblia (2 Co 11.4).
a) O JESUS do mormonismo. Pregam um JESUS polígamo, cuja única diferença entre Ele e nós é que Ele é primogênito. O ensino deles sobre CRISTO é uma blasfêmia; inclusive negam a sua concepção virginal. Usam muitas palavras da fé cristã, mas com sentidos diferentes.
b) O JESUS da Bíblia. É o Cria- dor de todas as coisas, inclusive do mundo espiritual (Jo 1.3, Cl 1.16, 17). Foi gerado pelo ESPÍRITO SANTO (Mt 1.18,20, Lc 1.34,35).
3. Salvação. A salvação mormonista pode ser geral e individual. Geral significa que, na consumação dos séculos, os incrédulos serão castigados e depois liberados para a salvação. Individual é a salvação obtida conforme as regras de fé mormonistas, isto é, fé em CRISTO, batismo por imersão, observância às leis e às obras etc. Pregam que não há salvação sem a Igreja Mórmon.
4. Sacerdócios de Arão e Melquisedeque. Todos os mórmons recebem o sacerdócio de Arão e depois o de Melquisedeque.
A Bíblia, porém, diz que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7.7- 13) e o de Melquisedeque é exclusivamente de CRISTO (Hb 7.24). A pa- lavra "perpétuo", que no Novo Testamento original só aparece nesta passagem, tem o sentido de intransferível. Eles dizem exercer um sacerdócio que já foi removido e outro que pertence só a CRISTO. Isso prova que o Mormonismo desconhece a Bíblia, e por isso labora em graves erros.
CONCLUSÃO
Como o Mormonismo é uma seita missionária, precisamos prevenir os membros de nossas igrejas para que se precavenham, e jamais se deixem levar por esses enganos. Este é o nos- so grande desafio. É necessário pois anunciar o Evangelho de CRISTO antes que a seara seja semeada com o joio.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico "O Mormonismo declara que a própria Bíblia profetizou o livro de Mórmon. Baseiam-se em Ezequiel 37.15-19, afirmando que a 'vara de Judá' é a Bíblia. Entretanto, o con- texto desta passagem fala do reino de Israel dividido, que DEUS haveria de reunir numa só nação. Nada tem a ver com o Livro de Mórmon. Se o texto se referisse à Bíblia e ao Livro de Mórmon, provavelmente usaria outra palavra em vez de "vara", tal- vez "rolo".
"A igreja Mórmon não somente deposita sua confiança na fidelidade de Joseph Smith como profeta e vidente, mas também no Livro de Mórmon, que afirma ser 'um outro testamento de JESUS CRISTO'. O Livro de Mórmon é na verdade um livro estranho do ponto de vista da ciência e errado do ponto de vista da teologia bíblica.
"Se cremos e estudamos a Bíblia como um livro que não contém erros, como podemos considerar outro que a contraria? O Livro de Mórmon, está provado, contraria a ciência, a História e até mesmo as palavras de JESUS. A conclusão, para quem tem o mínimo bom senso, é que o Livro de Mórmon foi feito para parecer ou soar como a Bíblia Sa- grada". (Desmascarando as Seitas, Edições CPAD)
Subsídio Doutrinário
Um dos assuntos mais controvertidos do Mormonismo é o seu posicionamento quanto à raça negra que, conforme veremos, não deixa de ser uma forma de racismo. Eis o que encontramos no livro Desmascarando as Seitas:
"Por muitos anos a posição do mormonismo foi a de que as pessoas de raça negra seriam 'inferiores' e 'amaldiçoadas' por DEUS devido a pecados cometidos antes de nascer. Os negros, segundo o mormonismo, foram espíritos que não lutaram valentemente a favor de DEUS contra Lúcifer. Por esta causa, diz o mor- monismo, foram enviados à terra com a pele escura. Esta é a explicação da Igreja Mórmon para a existência da raça negra. Por esta razão os negros foram, por quase 140 anos, barrados de ocupar uma posição de autoridade dentro do mormonismo.
"Brigham Young declarou:
'Você vê alguns grupos da família humana que são negros, desajeita- dos, feios, desagradáveis e baixos em seus costumes, selvagens e aparentemente sem a bênção da inteligên- cia que é normalmente dada à humanidade... O Senhor pôs uma marca neles, que é o nariz chato e a pele negra' (JD, vol. 7, pp. 290,291).
"O deus mórmon mudou de ideia!
"A mudança aconteceu em junho de 1978, por causa da construção do templo em São Paulo. Como impedir que um grande número de negros entrassem no prédio se eles ajuda- ram a construí-lo? A Igreja Mórmon diz que a mudança veio como resultado de uma revelação divina. Entre- tanto, foi por pressões surgidas no Brasil.
"Exame bíblico:
"a) Se a doutrina do negro no mormonismo fosse de DEUS, ela não seria mudada, pois o DEUS da Bíblia não muda.
"Porque eu, o Senhor, não mudo" (Ml 3.6);
"Em quem [DEUS] não há mudança nem sombra de variação"(Tg 1.17).
"b) A Bíblia condena o racismo:
"Reconheço por verdade que DEUS não faz acepção de pessoas" (At 10.34).
"Onde não há grego nem judeu, circunciso nem incircunciso, bárbaro, cita, servo ou livre; mas CRISTO é tudo em todos"(Cl 3.11).
"Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado..." (Tg 2.9)".
Subsídio estatístico
O Mormonismo, hoje, conta com mais de oito milhões de membros, dos quais 43 mil são missionários que se dedicam em tempo integral ao proselitismo nos cinco continentes. Em termos financeiros, o Mor- monismo tem uma renda de cinco milhões por dia.
GLOSSÁRIO
Anátema: maldição; reprovação enérgica.
Apostatar: mudar de religião ou partido; desertar da fé.
Autenticidade: qualidade do que é fidedigno, verdadeiro, real.
Bel-prazer: vontade própria.
Debalde: em vão; inutilmente.
Falácia: falar enganoso, ardiloso e fraudulento.
Necromancia: adivinhação pela invocação dos espíritos.
Pedra angular: base, fundamento; a pedra principal que faz ângulo de um edifício.
Poligamia: matrimônio de um com muitos.
Vindouro: que há de vir ou acontecer
QUESTIONÁRIO
1. Cite algumas das crenças do mormonismo que seus adeptos desconhecem.
- Já ensinaram, por exemplo, que a lua era habitada. No âmbito teológico, negam ter JESUS sido gerado pelo ESPÍRITO SANTO.
2. Por que as experiências humanas não servem para estabelecer dou- trinas?
- Por que as experiências humanas originam-se, na maioria das vezes, de fantasias e imaginações de mentes entenebrecidas por Satanás.
3. Qual a posição mórmon quanto à Doutrina da Trindade?
Eles rejeitam completamente esta doutrina.
4. Cite alguns versículos bíblicos que refutam as doutrinas mórmons quanto a DEUS.
-Dt6.4;Mt28.19;Jo 17.3.
5. Diante das afirmações dos mórmons, seu evangelho é o da Bíblia? Justifique:
Não pode haver outro evangelho - Eles têem como base doutrinas de homens destituídos de fé e não da graça divina. Além do mais,
O evangelho Mórmon não é o Evangelho de CRISTO, pois o evangelho mórmon não é encontrado na Bíblia.
 
Lição 13 = 29 de junho de 1997
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
 
TEXTO ÁUREO
"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis" (2 Jo.9).
VERDADE PRATICA
O movimento Testemunhas de Jeová é uma religião que se organizou sob a égide da mentira.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda - Jo 17.3  A necessidade do conhecimento de DEUS
Terça - Jó 1.4,5 Os filhos de Jó
Quarta - Mt 22J7-21 As duas pátrias do crente: a terrena e a celestial
Quinta - Gn 9.4  Não ingerir sangue - uma proibição divina
Sexta - Rm 13.1-4 A autoridade dos governantes é bí- blica
Sábado - Lc 2.8-14 Os anjos celebraram o nascimento de JESUS CRISTO
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
l TIMÓTEO 4.1-6
1 - Mas o ESPÍRITO expressa- mente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,
2 - pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,
3 - proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que DEUS criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;
4 - Porque toda criatura de DEUS é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças,
5 - porque, pela palavra de DEUS e pela oração é santificada.
6 - Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de JESUS CRISTO, criado com as palavra? da fé e da boa doutrina que tens seguido.
OBJETIVOS
Após a aula o aluno deverá:
Identificar as falácias em que se apóiam as Testemunhas de Jeová para divulgarem seus ensinos.
Conceituar devidamente a seita Testemunhas de Jeová.
Distinguir os pontos di \ ci gemes entre a doutrina russelita e a doutrina bíblica.
SUGESTÕES PRÁTICAS
Desenvolva um programa específico de memorização de versículos bíblicos relacionado ao estudo das seitas. Este programa deverá ter como finalidade fundamental o treinamento do aluno para refutar, com segurança, toda sorte de crenças que contrariem o ensinamento contido no Evangelho de CRISTO. Foi com seu conhecimento das Escrituras que JESUS resistiu e rebateu Satanás na tentação
ORIENTAÇÃO AO PROFESSOR
Estabeleça um quadro de qualificações que possam ser vistas como padrão de excelência. Observe até que ponto sua figura é imagem refletida deste quadro.
Final de trimestre é um bom tempo para reavaliação do trabalho feito.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Não existe uma pessoa sequer no mundo que tenha se tomado Testemunha de Jeová só pela leitura da Bíblia. Todas foram induzidas a esse erro. O que eles chamam de "estudo bíblico" é na verdade o estudo de A
Sentinela e de outras publicações da Sociedade Torre de Vigia. Conheça mais sobre isso na lição de hoje.
I. HISTÓRIA
1. Origem. Charles Taze Russell, o fundador do russelismo, nasceu em 1852 nos Estados Unidos. Seus pais eram presbiterianos. Russell pertenceu à Igreja Congregacional e a seguir, à Igreja Adventista. Em 1874, fundou formalmente o movimento russelita. Em 1879, começou a publicação do periódico Torre de Vigia de Sião, hoje chamada A Senti- nela.
O sucessor de Russell, Joseph Rutherford, efetuou 148 alterações doutrinárias no sistema de crença da seita. Publicou a obra póstuma de Russell intitulada O Mistério Consumado, e o sétimo volume de Estu- dos das Escrituras, como meio de consolidar em torno de si o domínio e o controle da organização.
2. No Brasil. Eles começaram no Brasil em 1920. Sua sede nacional permaneceu em São Paulo, capital, até 1980. Atualmente a sede nacio- nal encontra-se em Cesário Lange, interior do Estado.
II. FALSAS PROFECIAS
l. Falsas profecias de Russell.
Russell profetizou que a batalha do Armagedom ocorreria em 1914. Neste ano, segundo ele, dar-se-ia também a vinda de CRISTO. Mas na referida data, nada aconteceu. De- pois ele mesmo refez o cálculo, e
estabeleceu o ano de 1915 e depois o de 1918. Como das vezes anteriores, nada aconteceu. Ele veio a falecer em 1916.
Profetizou que até 1914 viria um tempo de tribulação tal qual nunca houve desde que há nação para que fosse estabelecido o Reino de DEUS. Os judeus seriam restaurados, os rei- nos gentios seriam quebrantados em pedaços como um vaso de oleiro, e os reinos deste mundo passariam para o nosso Senhor e para o seu CRISTO. Nada, absolutamente, se cumpriu.
2. Falsas profecias de Rutherford. Rutherford também refez o cálculo, e estabeleceu o ano de 1925 como o início do milênio. Isso também não se cumpriu.
3. Falsas profecias de Knorr e Franz. Em 1946, a organização lançou o livro "A Verdade vos Tornará Livres", contendo a base da profecia do Armagedom para 1975. Mui- tos venderam propriedades; outros abandonaram estudos e carreira profissional. Nada aconteceu.
III. BÍBLIA
l. Bíblia. Dizem que ninguém pode compreender a Bíblia sem a revista A Sentinela. Não reconhecem qualquer outra versão da Bíblia, além da sua versão deturpada chamada Tradução Novo Mundo. Mui- tos Testemunhas de Jeová adquirem outras versões da Bíblia simplesmente porque se interessam por alguns versículos para o seu trabalho de
proselitismo, dando assim a impressão de que conhecem outras versões. 2. A Tradução Novo Mundo.
Foi preparada para contrabandear as crenças pré-fabricadas da Torre de Vigia para o texto das Escrituras. É uma obra mutilada, tendenciosa, viciada e cheia de interpolações. Traduziram Jo l. l por: "E a Palavra era [um] deus". Disse o Dr. Bruce M. Metzger, da Universidade de Princeton (Professor de Língua e Literatura do Novo Testamento):
"Uma tradução horripilante..., errônea..., perniciosa..., repreensível. Se os Testemunhas de Jeová levam essa tradução a sério, eles são politeístas".
IV. DOUTRINAS
1. DEUS. O DEUS dos Testemunhas de Jeová não sabe todas as coisas. Dizem que ele não sabia qual seria o resultado da prova de Abraão, em Gn 22.12; e também desconhecia o que se passava na terra, no caso de Gn 18.20,21. Dizem enfim que o verdadeiro DEUS não é onipresente.
Mas a Bíblia ensina que DEUS enche todo o universo (l Rs 8.27; Jr 23.23,24) e sabe todas as coisas (Dn 2.20-22). O DEUS deles, portanto, não é o mesmo DEUS da Bíblia.
2. Trindade. Dizem que a Trindade é uma doutrina pagã desenvol- vida por Constantino, imperador romano, no quarto século, o que não é verdade. Quando Constantino veio ao mundo, a doutrina da Trindade já estava no registro bíblico desde os primeiros capítulos de Gênesis.
3.0 Senhor JESUS CRISTO. O JESUS dos Testemunhas de Jeová não é o mesmo da Bíblia. O apóstolo Paulo adverte os cristãos, prevenindo- nos desse "outro JESUS" (2 Co 11.4). Dizem que JESUS é igual a Satanás. O JESUS da Bíblia, porém, é igual ao Pai (Jo 5.18; 14.9). Afirmam que JESUS é o destruidor, o Abadom de Apocalipse 9.11; o JESUS da Bíblia, todavia, é o Criador (Jo l .3; Cl 1.16). Ensinam que JESUS tomou-se CRISTO por ocasião do seu batismo; o JESUS da Bíblia, contudo, nasceu CRISTO (Lc 2.11). Pregam que JESUS de Nazaré não existe, mas a Bíblia diz que "JESUS, o nazareno" é vivo (At 2.22; 36).
Já ensinaram que Miguel não é JESUS. Agora dizem que JESUS é Miguel. A Bíblia afirma que JESUS é Criador e Miguel é criatura (Cl 1.16- 18; Hb 1.5). Dizem que JESUS é um deusinho, a Palavra de DEUS, porém, declara que Ele é o DEUS verdadeiro (l Jo 5.20).
4. JESUS deve ser adorado? Ensinaram que JESUS foi adorado quando esteve na terra e que devia continuar sendo adorado. Isso foi muda- do em 1954, quando publicaram a proibição dessa adoração. A primei- ra edição da Tradução Novo Mundo traz Hebreus l .6 da seguinte forma:
"E todos os anjos de DEUS o adorem". Essa passagem era um problema para a organização. Como eles mudaram mais uma vez a sua crença, proibindo a adoração de JESUS, na edição da TNM, revisada em 1984, mudaram o sentido da mensagem, traduzindo Hebreus 1.6, por "prestar homenagem". É verdade que to- das as sociedades bíblicas têm co- missões para manter sempre a atua- lidade da linguagem, sem, contudo, mudar a mensagem. Eles, entretanto, mudaram suas crenças, agora mudaram também as Escrituras.
5. O ESPÍRITO SANTO. Os Testemunhas de Jeová ensinam que o ESPÍRITO SANTO é a força ativa e impes- soal de DEUS, negando tanto a sua personalidade como a sua divindade. A Bíblia, porém, revela o ESPÍRITO SANTO como uma pessoa, a terceira Pessoa da Trindade, pois ele é DEUS, "...na sua própria imagem, como pelo Senhor, o ESPÍRITO" (2 Co 3.18—ARA).
O ESPÍRITO SANTO possui intelec- to; Ele penetra todas as coisas (l Co 2.10.11) e é inteligente (Rm 8.27). Ele tem emoção, sensibilidade (Rm 15.30; Ef4.30) e vontade (At 16.6- 11; l Co 12.11). As três faculdades:
intelecto, emoção e vontade caracterizam a personalidade. Pedro obedeceu ao ESPÍRITO SANTO (At 10.19, 21); Ananias mentiu ao ESPÍRITO SANTO (At 5.3); Estêvão disse que os judeus sempre resistiram ao ESPÍRITO SANTO (At 7.51); o apóstolo Paulo nos recomenda a não entristecer o ESPÍRITO SANTO (Ef. 4.30).
6. Salvação. Ensinam que a salvação depende de se pertencer à Sociedade Torre de Vigia e estudar seu manual de ingresso, o livro Conhecimento que Conduz, à Vida Eterna. JESUS, no entanto, afirma: "Eu sou o
caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14.6). Eles ensinam que a salvação é "um alvo para ser cumprido. A salvação não é uma coisa para o futuro. É algo presente (Jo 5.24).
7. O Inferno. Os Testemunhas de Jeová negam a existência do inferno ardente, porque Russell, antes mesmo de fundar seu movimento, pessoalmente não concordava com a tal crença. Ele já estava decidido a não aceitar a crença do inferno de fogo, isto com base em seu sistema de lógica e no seu próprio raciocínio. É a razão de Russell contra as verdades da Palavra de DEUS.
8. O Céu. Crêem que em 1935 Jeová colocou uma placa no céu, dizendo: "Não há vagas". Rutherford, sucessor de Russell, inventou essa doutrina em 1935, dividindo o rebanho em duas classes: a dos ungidos, que são apenas 144.000 membros, que representam todos os cristãos autênticos desde a fundação da Igreja até 1935. Somente estes, segundo eles, vão para o céu. Os demais são a classe da "grande multidão", que de acordo com o seu ensino, vão herdar a terra. Dizem que os membros dessa última classe não são filhos de DEUS e nem pertencem a CRISTO. Trabalham de casa em casa convidando o povo para uma religião que ensina que nem mesmo seus adeptos são filhos de DEUS e nem perten- cem a CRISTO. A Bíblia diz que há um só rebanho (Jo 10.16; Ef 2.11- 18), o céu é para todos os que crê- em (Jo 14. l -4) e que todos os cristãos autênticos são filhos de DEUS (Jo.12; l Jo 3.1-3).
CONCLUSÃO
O crente que não tem por hábito freqüentar a Escola Dominical, nem os cultos de doutrina, toma-se presa fácil dos Testemunhas de Jeová. Crentes que em vez de irem à Escola Dominical ficam em casa, correm o risco de cair nas malhas dessa perigosa seita.
Devemos seguir a recomendação de João: "Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tão pouco o saudeis" (2 Jo 10).
 AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio teológico
"O ensino jeovista de que Tertuliano inventou a doutrina da Trinda- de é injusto, tendencioso e mau. Vi- ria ao caso perguntarmos: Newton inventou a lei da gravidade ou simplesmente elucidou-a? A mesma pergunta deve ser feita quanto à pessoa de Tertuliano relativamente à dou- trina da trindade. Tertuliano inventou a doutrina da Trindade ou simplesmente interpretou-a?
"Por exemplo, o fato de Martinho Lutero ter defendido a doutrina da justificação pela fé e a do sacerdócio universal dos crentes não significa que ele as inventou.
"É evidente que a palavra Trindade não se encontra na Bíblia ...
porém, a Bíblia contém a ideia básica da doutrina da Trindade. Não descartamos a possibilidade de que Tertuliano tenha sido o primeiro dos escritores da Igreja a usar a palavra Trindade (três em um), como o objetivo de dar forma a uma verdade implícita do Gênesis ao Apocalipse. Devemos ter em mente, porém, que descobrir uma verdade não é a mesma coisa que inventar a verdade. A verdade não se inventa, descobre-se". (Seitas e Heresias, um Sinal dos Tempos, Edições C PA D)
Subsídio histórico
No livro Seitas e Heresias, um Sinal dos Tempos, encontramos este interessante episódio que vem nos mostrar o quanto Russel enganou os seus seguidores:
"Em 1912, o reverendo J. J. Ross, na época pastoreando a Igreja Batista de James Street, em Hamilton, Ontário, no Canadá, foi processado por Charles Russel (o pai espi- ritual das 'testemunhas de Jeová'), por haver publicado um panfleto: Alguns Fatos Sobre o Pretenso Pastor Charles T. Russel, no qual Ross garantia que Russel era ignorante no que diz respeito à língua grega; o que Russel considerou difamatório. No final do processo, o reverendo Ross foi absolvido ficando provadas as acusações feitas contra Russell.
"A seguinte transcrição foi retirada ou trasladada dos autos do cita- do processo, e registra perguntas feitas pelo advogado Staunton (advogado de Ross) a Russell:
"P. O senhor conhece o alfabeto grego?
"R.OhíSim!
"P. O senhor poderia me dizer os nomes dessas letras se as visse?
"R. Algumas delas; talvez me enganasse com outras.
"P. Poderia me dizer os nomes dessas que estão no alto da página 447, que tenho em mãos?
"R. Bem, não sei se seria capaz.
"P.O senhor não conhece essas letras? veja se as conhece.
"P. O senhor conhece a língua grega?
"R. Não."
Como se vê, ninguém, em sã consciência, poderia seguir a um lí- der cujo ministério não passava de uma farsa.
[~GLOSSÁRIO|
Abstinência: recusa voluntária para participar de determinada comida.
Égide: defesa, amparo..
Horripilante: que causa arrepios; apavorante.
Interpolações: alterações de um texto, intercalando nele palavras ou orações, a fim de melhor esclarecê-lo.
Mutilar: cortar ou destruir qual- quer parte; depreciar o merecimento.
Proselitismo: atividade intensa em fazer adeptos.
 
QUESTIONÁRIO
l .Quantas mudanças doutrinárias Joseph F. Rutherford promoveu entre as Testemunhas de Jeová?
- O sucessor de Russell, Joseph Rutherford, efetuou 148 alterações doutrinárias no sistema de crença deles.
2. Desde que época os cristãos já utilizavam o nome "Trindade" para DEUS?
- Desde o terceiro século de nossa era.
3. As doutrinas bíblicas são concebidas pela razão humana?
- Não. Elas contam com o respal- do do ESPÍRITO SANTO, que inspirou tanto os escritores do Antigo quanto os do Novo Testamento.
4. Em que data foi proibido aos Testemunhas de Jeová adorarem JESUS?
- Em 1954.
5. Quais as três faculdades possuídas pelo ESPÍRITO SANTO que provam ser ele uma pessoa e não uma força ativa? Cite os textos.
- Intelecto, emoção e vontade.
 
Lição 14 - Voz da Verdade
Diz o Credo de Nicéia:
Cremos... em um só Senhor JESUS CRISTO, o Filho de DEUS, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, DEUS de DEUS, luz de Luz, DEUS verdadeiro de DEUS verdadeiro...
ICP recebeu um exemplar do CD "O MISTÉRIO DE DEUS: CRISTO".
Esse CD está sendo distribuído gratuitamente a todos os evangélicos simpáticos ao "Conjunto Voz da Verdade" em todo o Brasil. Nele o pastor, compositor e guitarrista Carlos Alberto Moisés, ao lado de sua digna esposa, faz a apologia da doutrina unicista, que sustenta haver uma única Pessoa na divindade e que essa Pessoa é JESUS.
Por outro lado, um certo jornal de Bauru, edição de julho de 1999, p. 10 publicou a seguinte manchete: Voz Da Verdade Diz Que Não É Seita. Tratava-se da apresentação do conjunto por ocasião do lançamento do seu CD – "Quando DEUS Se Cala" – Estiveram presentes, segundo o jornal, cerca de 1500 pessoas, que pagaram de R$8,00 a R$ 10,00 pelo ingresso. O gasto total foi de R$ 12.000,00 e "Só o Voz da Verdade cobrou R$ 4,5 mil livre".
Na entrevista concedida por um dos integrantes da banda, afirmou ele: Atualmente o grupo Voz da Verdade tem sido perseguido por um fantasma: o boato de serem uma seita que prega heresias. Comentários, no mínimo, maldosos sendo que até agora ninguém provou que isso seria verdade. Vejamos então nessa análise das doutrinas dessa igreja se isso é de fato verdade.
O que crê a Igreja Evangélica Voz Da Verdade (IEVV)???
O Estatuto da Igreja Evangélica Voz da Verdade ( IEVV) assim declara: Quando a Bíblia se refere a DEUS, está falando no ESPÍRITO SANTO que é o Pai, Criador e Senhor de todas as Coisas.
•JESUS tanto é o Pai, como é o Filho...
•Antes da manifestação de JESUS como homem, não havia Filho de DEUS (somente anjos eram tidos como Filho de DEUS)..."
JESUS pode ser Pai e também o Filho?
É muito lógico que sim, pois Ele é DEUS...
Falando sobre a Trindade, afirmam:
•Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade.
Análise das crenças unicistas da IEVV
JESUS nos é uma pessoa muita amada a quem tributamos honra, glória e louvor (Apocalipse 5.11-13). Nesses versículos bíblicos, JESUS, o Cordeiro, recebe com DEUS, o Pai, adoração de todos os anjos do céu.
E olhei, e ouvi a voz de muitas anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono (DEUS, o Pai), e ao Cordeiro (JESUS CRISTO, o Filho), sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
Inquestionavelmente, aceitamos que JESUS é verdadeiramente DEUS e verdadeiramente homem, com apoio de Cl 2.9, que diz: Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
Duas naturezas – a divina (Jo 1.1) e a humana (Jo 1.14) e uma só pessoa.
Paralelamente, afirmamos com l João 5.20, que o Filho de DEUS é vindo e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro, e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho JESUS CRISTO. Este é o verdadeiro DEUS e a vida eterna. Mas a IEVV não crê assim, como vemos na sua declaração de fé exposta: coloca o Pai e o Filho como personificações e não como personalidades distintas na Trindade.
Personificação ou Personalidade
Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda personificação com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um teólogo que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado das palavras. Tal circunstância leva confusão às hostes evangélicas de todo o Brasil, onde o Conjunto Voz da Verdade é muito apreciado.
a) Pai – Personalidade ou Natureza Divina?
Assim, a IEVV identifica o Pai como apenas um título. Um título usado para se referir à natureza divina de JESUS. Quando na Bíblia se lê sobre o Filho, essa palavra se relaciona apenas com a natureza humana de JESUS, negando sua pré-existência como Filho.
Então, o que seria o Pai? O Pai é a natureza divina de JESUS. O Pai não existe como pessoa espiritual. Não se pode perguntar, Quem é o Pai? porque o Pai não é uma pessoa. É apenas a natureza divina de JESUS. O Pai é algo. Pai – dizem – é apenas um título, e não uma personalidade.
b) Filho – Personalidade ou Natureza Humana?
Quem seria o Filho? O Filho não é ninguém, mas é algo: a natureza humana de JESUS. Logo o Filho, como pessoa espiritual, nunca existiu. JESUS, como Filho de DEUS passou a existir só depois do seu nascimento em Belém de Judá, pois Filho é apenas a natureza humana de JESUS. Isso na compreensão dos membros do Conjunto Voz da Verdade.
Isso é tão grave, tão herético que em l João 2.22 b lemos: É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.
c) ESPÍRITO SANTO – Pessoa Própria ou o Pai?
A Bíblia mostra a personalidade do ESPÍRITO SANTO e não que o ESPÍRITO SANTO é o Pai. Sua personalidade é demonstrada pelos atributos de pessoa que possui: a) inteligência (1 Co 2.10); vontade própria (1 Co 12.11) e sensibilidade ou emoção (Ef 4.30). Pode-se afirmar que uma pessoa é alguém que, quando fala, diz: EU; quando alguém se dirige a ela, diz: TU; e quando se fala dela se diz: ELA Isso se vê do ESPÍRITO SANTO em:
E eu (JESUS) rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador (o ESPÍRITO SANTO), para que fique convosco para sempre.
Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai (Ele) enviará em meu nome (eu), esse vos ensinará todas as coisas; e vos fará (Ele) lembrar de tudo quanto (eu, JESUS) vos tenho dito (Jo 14.26).
Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o ESPÍRITO: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles nada duvidando; porque EU os enviei. (At 10.19,20). Além disso, o ESPÍRITO SANTO exerce atividades pessoais, tais como: a) ele ensina os crentes (Jo 14.26) b) ele testifica de CRISTO ( Jo 15.26); c) ele guia em toda a verdade ( Jo 16.13); d) ele glorifica a JESUS ( Jo 16.14); f) ele intercede pelos santos (Rm 8.26).
Natureza x Personalidade
Os unicistas confundem natureza com personalidade. Natureza é a essência ou condição própria de um ser. O Pai é uma pessoa espiritual e sua natureza é absolutamente divina. Bendito o DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO... (1Pe 1.3) Personalidade é individualidade consciente. Personalidade indica um ser que tem inteligência, vontade própria e sensibilidade. O Pai é uma pessoa espiritual, com vontade própria (Rm 12.1-2). Assim como o ESPÍRITO SANTO, que tem vontade própria (1 Coríntios 12.11); inteligência (1 Coríntios 2.11); e sensibilidade (Efésios 4.30).
A quem foi paga a nossa Redenção
A quem CRISTO pagou o resgate? Se for negada a doutrina ortodoxa da Trindade (negando-se uma distinção entre as Pessoas da Deidade, conforme quer o modalismo), CRISTO teria de ter pago o resgate ou à raça humana ou a Satanás. Posto que a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef 2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que o CRISTO lhe pagasse resgate. Sobraria, portanto, Satanás. Nós, porém, nada devemos a Satanás. E a idéia de Satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia, por causa das implicações. Ao contrário: o resgate foi pago ao DEUS Trino e Uno para satisfazer as plenas reivindicações da justiça divina contra o pecador caído. E andai em amor, como também CRISTO vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a DEUS, em cheiro suave(Ef 5.2).
Embora mereçamos o castigo decorrente da justiça de DEUS (Rm 6.23), somos justificados pela graça mediante a fé em JESUS CRISTO somente, e é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS, e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS. (1 Co 6.11). Fica claro que a doutrina essencial da expiação vicária, na qual CRISTO carregou nossos pecados na sua morte, depende do conceito trinitariano. O unicismo subverte o conceito bíblico da morte penal e vicária de CRISTO como satisfação da justiça de DEUS e, em última análise, anula a obra da cruz. (Teologia Sistemática, p. 280, CPAD, la. Edição/1996)
A Bíblia – Livro Cristocêntrico
Que a Bíblia fala de uma pessoa central e que a Bíblia é um livro cristocêntrico, não há dúvida. Que há um só DEUS e que o primeiro mandamento proíbe a existência de outros deuses, nenhum cristão nega. Não terás outros deuses diante de mim (Dt 5.7).
Agora, dizer que há uma só pessoa na Divindade, não. Tanto é assim que a primeira vez que aparece a palavra DEUS na Bíblia é em Gênesis 1.1, que se lê: No princípio criou DEUS (Elohim) os céus e a terra. A palavra Elohim aparece cerca de 2.500 vezes nas Escrituras Hebraicas e indica pluralidade em unidade. Pluralidade de pessoas e unidade de natureza. Que outra maneira haveria de explicar-se o emprego dessa palavra senão para indicar a pluralidade de pessoas nesse único DEUS?
Acresce de importância quando se sabe que existe uma palavra Eloah para referir-se a DEUS de modo singular. O uso de Elohim, com referência à Trindade se torna mais acentuado pela fato de que a palavra se usa algumas vezes em concordância com verbos e pronomes no plural, enfatizando-se a forma plural da palavra. A Palavra Trindade – reconhecemos – não é encontrada na Bíblia, mas a doutrina da Trindade é evidente através da Bíblia.
Uso de palavras não bíblicas.
Freqüentemente os unicistas desafiam para provar que se mostre na Bíblia a palavra Trindade, alegando que tal palavra não se encontra na Bíblia. Ora, por que os unicistas também se utilizam de palavras que não se encontram na Bíblia? Os unicistas se utilizam de palavras como manifestações, modos do Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, quando tais palavras não se encontram na Bíblia.
Seus livros estão cheios de expressões como Paternidade de CRISTO, o DEUS homem.
O significado de Pai e Filho na divindade
Os unicistas afirmam que se a doutrina da Trindade for aceita isto conduz a uma absurda conclusão de JESUS ter dois pais divinos, pois a Bíblia afirma que JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 1.35) e ainda ser chamado Filho de DEUS. Como poderia JESUS ser chamado Filho de DEUS e ao mesmo tempo ser gerado pelo ESPÍRITO SANTO? Como poderia, perguntam, a segunda pessoa da Trindade ser gerada pela terceira Pessoa da Trindade? Esse argumento é igual ao usado pelos mórmons quando falam da Trindade.
Só que os mórmons admitem uma mãe celestial e que o Pai celestial desceu do céu com um corpo de carne e ossos e gerou de Maria a JESUS, retornando ao céu. Quando a Bíblia fala sobre o Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO (Ef 1.2-3) e JESUS como Filho de DEUS não está expressando que DEUS foi literalmente o progenitor de JESUS, ou de JESUS como sendo de literal progênie de DEUS Pai. Tal conceito leva a admitir que DEUS tem características sexuais humanas. Tal admissão é encontrada em mitologias pagãs, mas completamente estranha à revelação bíblica.
Quando nós, com base nas Escrituras, chamamos a DEUS de Pai e JESUS de o Filho estamos falando simbolicamente e não literalmente. Estamos dizendo que o relacionamento amoroso que existe entre DEUS e JESUS é semelhante ao amor de um pai para com o seu filho, mas sem as características que existem no relacionamento entre pai e filho, fisicamente falando. Quando entendemos isso, não vemos problemas em afirmar que aquele que criou o corpo humano de JESUS foi o ESPÍRITO SANTO (Jo 1.14), muito embora o Pai e o ESPÍRITO SANTO sejam pessoas distintas na divindade.
Alguns exemplos:
1. Gênesis 1.26: E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.
Nota: O uso da forma verbal façamos e do pronome nossa é revelador do sentido de que Elohim serve para indicar a pluralidade de pessoas.
2. Gênesis 3.22: Então, disse o Senhor: Eis que o homem é como um de nós...
Nota: O uso do pronome plural "nós" indica pluralidade de pessoas.
3. Gênesis 11.7: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua...
Nota: Os verbos desçamos e confundamos na primeira pessoa do plural indicam pluralidade de pessoas.
Heresias: sim ou não?
 
Se algum leitor puder declarar que não é heresia afirmar que a doutrina da Trindade é Teoria religiosa de intenção carnal e diabólica com o sentido de alimentar uma ilusão de Satanás que teve a pretensão de pluralizar a plenitude da divindade, conforme diz a IEVV, que continue a convidar o Conjunto Voz da Verdade para abrilhantar suas festividades, mas por favor: renuncie a sua condição de cristão ortodoxo. Se o leitor conhece a Bíblia, então está capacitado para julgar essa questão.
Que uma pessoa sem muito conhecimento bíblico confunda personificação com personalidade é desculpável. Mas é lamentável que um teólogo que sai em defesa de suas convicções doutrinárias ignore esses princípios elementares do significado das palavras.
Orlando P. C. Reimão (Texto de Natanael Rinaldi )
 
 
Para ver tabela de Seitas e Heresias e religiões entre em http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/religioeseseitas.htm
 
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